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sábado, 31 de julho de 2010

ALMA DE CRISTO - Oração Pós-Comunhão

Alma de cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me
e mandei-me ir para vós,
para que com os vossos Santos vos louve

por todos os séculos dos séculos. Amém.


Anima Christi

Anima Christi, sanctífica me.
Corpus Christi, salva me.
Sanguis Christi, inebria me.
Aqua láteris Christi, lava me.
Pássio Christi, confórta me.
O boné Iesu, exáudi me.
Intra tua vulnera abscónde me.
Ne permíttas me separári a te.
Ab hoste maligno defende me.
In hora mortis meae voca me.
Et iube me veníre ad te,
ut cum Sanctis tuis laudem te in saécula saeculórum. Amen.

(Indulgência Parcial)

Dia 31 de Julho - Santo Inácio de Loiola


Hoje a Igreja celebra a memória de Santo Inácio de Loiola.

Inácio López de Loiola era cavaleiro impetuoso. Ferido no cerco de Pamplona, durante a convalescença, não encontrando leituras de cavalaria, de que era apaixonado, descobriu Jesus Cristo no Evangelho e na vida dos santos. Então quis dar-se a Cristo na Igreja.

Amadureceu sua conversão no mosteiro de Montserrat, iniciando-se na "devoção moderna", sobretudo lendo a "Imitação de Cristo" na gruta de Manresa, onde teve experiências místicas e lançou as bases de seu famoso livro, os Exercícios espirituais.

Estudou filosofia e teologia em Paris, onde fundou a "Companhia de Jesus", e em Veneza, onde foi ordenado sacerdote.

Estabelecido em Roma, colocou sua "companhia", como um "exército", à disposição do Papa para a defesa da fé, reforma da Igreja e obra missionária. Intensa e vasta foi a ação apostólica de Inácio e seus colaboradores.

Abriu os seus à cultura teológica e à cultura humana, a ponto de poder representar a Igreja no campo das ciências e do pensamento moderno, e fez deles ilustres educadores. Hoje compreendemos melhor a figura de Inácio à luz de seu profundo espírito de doação, da mística do "serviço", de seu otimismo e dinamismo orientados para a "maior glória de Deus" na Igreja e para a Igreja.

A ascética inaciana se esforça por criar nos fiéis mentalidade cristocêntrica. Inácio assimilou Cristo na oração psicológica, na obediência e na santidade de vida. Apresentou um modo "novo" de imitar a Cristo, que fará escola para novas ordens e congregações religiosas, movimentos de apostolado e espiritualidade. (Missal Cotidiano)


Santo Inácio de Loiola, Rogai por nós!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dia 30 de Julho - São Pedro Crisólogo


Bispo e Doutor da Igreja

Pedro foi desde 424 bispo da Igreja de Ravena que, durante o seu episcopado, tornou-se metrópole eclesiástica.
Foi um dos maiores "pastores", do seu tempo.
Pregador famoso e autor de sermões cheios de piedade, mereceu o nome de "Crisólogo", "homem da boca de ouro", e recebeu de Bento XIII o título de Doutor da Igreja. (Missal Cotidiano)


São Pedro Crisólogo, Rogai por nós!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Como se vestir para ir na Igreja Católica?

Placa na Basílica de São Pedro no Vaticano

O Vaticano nos dá a resposta.
Todos nós sabemos que o Vaticano tem regras severas sobre o vestuário, tanto em São Pedro quanto nos Museus
As pessoas não podem andar trajando roupas curtas (saias ou shorts acima do joelho), nem decotadas ou sem mangas, ombros expostos ou costas de fora (regra que deveria ser seguida em todos os Templos da Igreja Católica).
Ocorre que, apesar disso, parece que algumas pessoas se faziam de analfabetas e teimavam em andar trajando roupas inadequadas e indecentes.
Como lidar com essas pessoas?
O Vaticano resolveu, literalmente, desenhar as regras para os "analfabetos".
Tomara Deus os nossos sacerdotes sigam o exemplo do Vaticano e não permitam que as pessoas entrem na Igreja e se aproximem da Eucaristia vestidos de forma indecente.
Tomara Deus os católicos se conscientizem de sua importância e da importância do seu Corpo como Templo do Espírito Santo, da importância da Eucaristia e comecem a vestir-se de forma digna, de forma que demonstrem que são filhos e filhas de Deus.
Homens: Nada de bermuda, chapéu e camisa sem manga na Igreja. Coloquem calças e camisas com manga.
Mulheres: Nada de tomara-que-caia, decote, costas nuas, ombros e barriga à mostra, mini-saia, calças apertadas, leggings ou shorts curtos na Igreja. Coloquem saias, calças ou bermudas (que não sejam apertadas) que sejam, pelo menos, até o joelho e camisas com manga e sem decotes, sem costas nuas.

Sacramento da Eucaristia


"A minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida" (Jo 6, 55)

O Sacramento da Eucaristia, juntamente com os sacramentos do Batismo e da Confirmação, forma os sacramentos da Iniciação Cristã.

A Sagrada Eucaristia é o maior dos sacramentos. O Batismo é, sem dúvida, o sacramento mais necessário; sem ele, não podemos ir para o céu. No entanto, apesar das maravilhas que o Batismo e os outros cinco sacramentos produzem na alma, não são senão instrumentos de que Deus se serve para nos dar a sua graça; mas na Sagrada Eucaristia não temos apenas um instrumento que nos comunica as graças divinas: é-nos dado o próprio Dador da graça, Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente.

A Eucaristia é o ápice de toda a vida cristã.

O nome que permaneceu desde o princípio, o nome que a Igreja dá oficialmente a este sacramento - Sagrada Eucaristia - provém do Novo Testamento. Os quatro escritores sagrados - Mateus, Marcos, Lucas e Paulo - que nos narram a Última Ceia dizem-nos que Jesus tomou o pão e o vinho em suas mãos e "deu graças". E assim, a palavra grega eucharistia, que significa "ação de graças", resultou o nome do nosso sacramento: Sagrada Eucaristia.

É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus que Ele instituiu na Quinta-feira Santa, na noite em que ia ser entregue, quando celebrava com os seus Apóstolos a Última Ceia.

"Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22, 19-20)

O Sacramento da Eucaristia também se exprime através de vários nomes, dentre os quais: Santa Missa, Ceia do Senhor, Santo Sacrifício, Santíssimo Sacramento do Altar, Santa Comunhão.

Na Eucaristia está Jesus Cristo de modo verdadeiro, real, substancial: em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Nela está presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem. Os cristãos creram desde os primórdios na presença real de Jesus na Eucaristia.

O Catecismo ensina-nos que a Eucaristia é ao mesmo tempo sacrifício e sacramento.

Como sacrifício, a Eucaristia é a Missa, a ação divina em que Jesus, por meio de um sacerdote humano, transforma o pão e o vinho no seu próprio corpo e sangue e continua no tempo o oferecimento que fez Deus no Calvário, o oferecimento de Si próprio em favor dos homens.

O sacramento da Sagrada Eucaristia adquire o seu ser na Consagração da Missa; nesse momento, Jesus torna-se presente sob as aparências do pão e do vinho. O ato pelo qual se recebe a Sagrada Eucarisitia chama-se Sagrada Comunhão.

O que é a transubstanciação e quando ocorre?

No momento da Consagração, quando o sacerdote repete as palavras ditas por Cristo na Última Ceia, cremos que a substância do pão e do vinho deixam de existir completa e totalmente, e que a substância do próprio Corpo e Sangue de Cristo substitui a substância do pão e do vinho. Cremos também que Jesus, pelo seu poder onipotente como Deus, preserva as aparências do pão e do vinho, apesar de as respectivas substâncias terem desaparecido.

Por "aparências" de pão e vinho entendemos todas as formas externas e acidentais que de um modo ou de outro podem ser percebidas pelos sentidos da vista, do tato, do paladar, do ouvido e do olfato. Essas mudanças operadas pelas palavras da consagração é de um tipo especial, e a Igreja usa um termo especial para chamá-la: Transubstanciação.

Transubstanciação significa a passagem de uma substância para outra.

"O Concílio de Trento resume a fé católica ao declarar: "Por ter Cristo, nosso Redentor, dito que aquilo que oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente seu Corpo, sempre se teve na Igreja esta convicção, que o santo Concílio declara novamente: pela consagração do pão e do vinho opera-se a mudança de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; esta mudança, a Igreja Católica denominou-a com acerto e exatidão transubstanciação" (Catecismo)

Pelas palavras "Isto é o meu Corpo", torna-se presente não só o corpo de Jesus, mais também - pela concomitância - quer dizer, pela força da unidade da Pessoa de Jesus (não pode ser dividido), o seu sangue, alma e divindade. O mesmo acontece na consagração do vinho.

Por isso, não é necessário receber a Comunhão sob as duas espécies de pão e vinho, embora se possa fazê-lo. Quando recebemos só o Corpo ou só o Sangue, recebemos Jesus todo, completo e inteiro.

Quanto tempo Jesus permanece presente na Sagrada Eucaristia?

O tempo em que permanecem as espécies do pão e do vinho.
Jesus está presente na Sagrada Eucaristia não somente durante a Santa Missa, mas enquanto as hóstias consagradas na missa continuarem a manter as aparências de pão. Isto quer dizer que devemos à Eucaristia a adoração que se deve a Deus, já que a Sagrada Eucaristia contém o próprio Filho de Deus.

Como devemos adorar a Sagrada Eucaristia?

Adoramos a Eucaristia com o culto de latria, que é o culto reservado exclusivamente a Deus.
Na Igreja primitiva, a adoração a Jesus sacramentado era praticada apenas dentro da missa. Só no Século XII é que nasceu o costume de reservar a Sagrada Eucaristia para a adoração dos cristãos fora da missa. A partir daí, a devoção ao Santíssimo Sacramento desenvolveu-se rapidamente.

"A Sagrada Reserva (tabernáculo) era primeiro destinada a guardar dignamente a Eucaristia para que pudesse ser levada, fora da missa, aos doentes e aos ausentes. Pelo aprofundamento da fé na presença real de Cristo em sua Eucaristia, a Igreja tomou consciência do sentido da adoração silenciosa do Senhor presente sob as espécies eucarísticas. É por isso que o tabernáculo deve ser colocado em um local particularmente digno da Igreja; deve ser construído de tal forma que sublinhe e manifeste a verdade da presença real de Cristo no santo sacramento." (Catecismo)

Hoje, em toda igreja católica há um tabernáculo (sacrário), uma caixa coberta normalmente com un véu, que se identifica por uma luz (vermelha) que arde na lamparina do sacrário. Dentro do sacrário Jesus está presente sob as espécies eucarísticas em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, tanto na hóstia grande - utilizada na benção solene e exposição do Santíssimo - quanto nas partículas (hóstias pequenas) que são distribuídas para a comunhão dos fiéis.

Quando começou a se entender a devoção à Sagrada Eucaristia fora da missa, três práticas devocionais se tornaram universais:
a) A Festa e Procissão de Corpus Christi;
b) A Exposição e Bênção com o Santíssimo Sacramento; e
c) A Devoção das Quarentas Horas.

De que é feito a hóstia (pão) e o vinho que irá se transformar no Corpo e Sangue de Jesus Cristo?

O pão utilizado na Santa Missa só pode ser feito de farinha de trigo, visto que Jesus utilizou pão de trigo na Última Ceia. Pode ou não ter fermento. O pão utilizado na Igreja de rito latino é sem fermento; já o pão utilizado na Igreja de rito grego e a maioria das orientais é com fermento.
O vinho só deve ser de uva, já que foi esse o utilizado por Jesus na Última Ceia.

Quem pode celebrar a Eucaristia?

O ministro ordinário da Eucaristia é o sacerdote (bispo ou presbítero), validamente ordenado, que age na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja.
A celebração da Eucaristia, que ocorre durante a Santa Missa é dividida em dois grandes momentos:
a) Liturgia da Palavra, com as leituras da Palavra de Deus;
b) Liturgia Eucarística, com a apresentação do pão e do vinho, a ação de graças consecratória e a comunhão.

Quem pode receber a Sagrada Comunhão? E a partir de qual idade?

Todo católico batizado que tenha alcançado o uso da razão e possua o necessário conhecimento pode e deve receber o Corpo e Sangue de Cristo.

Aceita-se, normalmente, que uma criança entra no uso da razão aos sete anos de idade. Assim, nessa época, os pais devem procurar a Igreja Católica para que a criança pode ser catequisada e, por fim, fazer a primeira comunhão.

Quando uma criança está em perigo de morte, pode e deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que não haja feito a primeira comunhão, sempre que tenha idade suficiente para distinguir a Sagrada Eucaristia do pão comum, nesses casos os pais devem procurar um pároco.
Os doentes mentais que tenham perdido por completo o contacto com a realidade não podem comungar. Se eles tem períodos de lucidez podem receber a Sagrada Comunhão nesses intervalos. Também podem comungar se a doença é apenas parcial e ainda são capazes de distinguir a Sagrada Eucaristia do pão comum.

Quem vai comungar deve saber (e crer) as verdades divinas que são imprescindíveis para salvação: o conhecimento de Deus Uno e Deus Trino; e de Jesus Cristo, Deus e homem, nosso Redentor.

*É necessário fazer um curso de catequese na Igreja para receber a Primeira Comunhão?

Não.
Pode-se receber a comunhão sem ter participado de um curso (catequese) na Paróquia.



A Igreja obriga a participação na Eucaristia?

Sim.
A Igreja Católica obriga aos seus fiéis a participarem da Santa Missa todos os domingos e nas festas de preceitos.
Porém, todos os dias do ano há Santa Missa na Igreja Católica (salvo na Sexta-feira da Paixão, que não tem missa, mais, é feita a liturgia da palavra e a comunhão) onde o fiel pode e deve participar e encontrar-se com Jesus na Eucaristia.

Quando me é permitido receber a Sagrada Comunhão?

A Igreja obriga aos seus fiéis a comungarem pelo menos uma vez ao ano, por ocasião da Páscoa (desde a Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Pentecostes).

Mais, recomenda aos seus fiéis que participam da Santa Missa que recebam com as devidas disposições também a Santa Comunhão. Nesse caso, o fiel deve observar o fato de estar em estado de graça e também de ter participado de missa inteira.
Pode o fiel também comungar até mais de uma vez por dia, devendo ter participado da celebração eucarística (CDC, cân 917).

Deve o fiel fazer Jejum para receber a Sagrada Comunhão?

Sim.
Durante muitas centenas de anos, era lei da Igreja que qualquer pessoa que desejasse receber a Sagrada Comunhão deveria abster-se de qualquer alimento e bebida desde a meia-noite anterior.

O Papa Pio XII deu o primeiro passo na mitigação da lei que fixava o tempo de jejum da meia-noite em diante, e em 1964 o Papa Paulo VI facilitou-a ainda mais.

A lei atual é que quando vamos comungar (seja numa missa matutina, vespertina ou à noite), devemos abster-nos de qualquer alimento e bebida uma hora antes de recebermos a Sagrada Comunhão.

A água natural não quebra o jejum, e pode-se tomá-la sem limite de tempo.

O Código de Direito Canônico estabelece que "as pessoas idosas ou enfermas, bem como as que delas cuidam, podem receber a Santíssima Eucaristia mesmo tendo tomado algo na hora imediatamente anterior" (Cân 919, par 3).
E uma pessoa em perigo de morte pode comungar sem necessidade de jejum de qualquer tipo.

O que o fiel precisa fazer para começar a receber a Santa Comunhão dignamente?

Para receber a Santa Comunhão o fiel precisa:
a) Ser Batizado;
b) Se nunca recebeu a comunhão: preparar-se para isso através da catequese que é feita nas Paróquias (para crianças, adolescentes e adultos);
c) Não está em pecado mortal: ter confessado (sacramento da penitência), estando, assim, em estado de graça (ver Preparando-se para a Confissão);
d) Observar o Jejum prescrito;e) Quando nos aproximamos da Comunhão devemos estar limpos de corpo e de roupa - não é necessário ir solenemente vestidos, mas a limpeza e o asseio estão ao alcance de todos;
f) Devemos observar a modéstia no vestir - não é pedantismo nem beatice, mas piedade da mais elementar, a que proíbe as sumárias peças esportivas e os vestidos decotados para nos aproximarmos da Comunhão.

No Vaticano é proibido as pessoas circularem com roupas decotadas, acima do joelho (shorts curtos e mini-saia ou saias curtas, bermudas curtas), camisas sem manga, tanto homens quanto mulheres, barriga aparecendo). Portanto, se no Vaticano, sede da Santa Sé, devemos nos vestir dignamente e modestamente, da mesma forma devemos fazer nas outras Igrejas Católicas pelo mundo, onde também está presente Deus no Santíssimo Sacramento do Altar.

Qual a forma correta de receber a Santa Comunhão?

A forma ordinária de receber a comunhão é na boca e de joelhos.
E é isso que o Papa Bento XVI vem fazendo em todas as Santas Missas que celebra.

Fiel recebendo a comunhão na boca e de joelhos do Papa Bento XVI

Muitos sacerdotes e ministros extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, infelizmente, recusam ao fiel a comunhão na boca e de joelhos e, inclusive, chegam a afirmar que a Igreja Católica aboliu essa forma de comunhão; podemos observar pelas imagens que isso não é verdade.

Além dessas imagens, temos os documentos da Igreja que nos ensinam sobre a forma correta de receber a Eucaristia.

A Igreja Católica autorizou que pudesse ser distribuída a comunhão para os fiéis na mão, no entanto, a Conferência dos Bispos deve ter autorizado isso, com a confirmação da Santa Sé.

Aqui no Brasil os fiéis podem comungar recebendo a Comunhão na mão, no entanto, essa é a forma extraordinária e excepcional e não deve ser a forma comum. Além disso, os fiéis ao receberem a comunhão na mão devem comungar na frente do sacerdote ou ministro extraordinário e não sair andando com a comunhão na mão.

Quando o fiel recebe a comunhão em pé ele deve fazer uma reverência.

Os ministros não podem negar a comunhão ao fiel porque este quer recebê-la na boca, em pé, de joelhos, no entanto, pode negar a comunhão ao fiel que quer recebê-la na mão se achar que há perigos de profanação.

É isso que ensina a Instrução Geral ao Missal Romano:
[160] Os fiéis comungam de joelhos ou de pé, segundo a determinação da Conferência Episcopal. Quando comungam de pé, recomenda-se que, antes de receberem o Sacramento, façam a devida reverência, estabelecidas pelas mesmas normas. [161] Se a Comunhão for distribuída unicamente sob a espécie do pão, o sacerdote levante um pouco a hóstia e, mostrando-a a cada um dos comungantes, diz: O Corpo de Cristo ou Corpus Christi. O comungante responde: Amen, e recebe o Sacramento na boca, ou, onde for permitido, na mão, conforme preferir. O comungante recebe a hóstia e comunga-a imediatamente e na íntegra.

E também a Instrução Redemptionis Sacramentum, elaborada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, lançada em 2004:

[90] Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência dos Bispos, com a confirmação da Sé Apostólica. Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas. [91] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber. Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à Sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé. [92] Todo fiel tem o direito de escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca, ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde a Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguem se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.

Como o fiel deve posicionar-se para receber a comunhão?

Se for receber a comunhão na boca deve:
Inclinar a cabeça ligeiramente para trás, abrir suficientemente a boca e pôr a língua para fora, por cima do lábio inferior, para que o sacerdote ou ministro extraordinária possa colocar a hóstia em cima da língua.

Se for receber a comunhão na mão deve:
Apresentar a mão esquerda com a palma aberta sobre a palma da mão direita. Ali será depositada a Sagrada Hóstia, que deverá ser tomada com a máxima reverência com o indicador e o polegar da mão direita, e levada à boca antes de sair do lugar.

As normas vigentes não permitem em caso algum que o próprio fiel tome diretamente a Hóstia do cibório ou do altar ou que a receba com os dedos em pinça (ver Instrução Redemptionis Sacramentum)

Como se deve receber a comunhão sob as duas espécies?
A Instrução Geral ao Missal Romano nos ensina:
-->
1) Se a Comunhão do Sangue se faz bebendo do cálice, o comungante, depois de receber o Corpo de Cristo, passa para o lado do ministro do cálice e fica de pé diante dele. O ministro diz: O Sangue de Cristo (Sanguis Christi); o comungante responde: Amen, e o ministro entrega-lhe o cálice, que o próprio comungante leva à boca por suas mãos. O comungante bebe um pouco do cálice, entrega-o ao ministro e afasta-se; então o ministro limpa com o sanguinho o bordo do cálice.
2) Se a Comunhão do cálice se faz por intinção, o comungante, segurando a patena por baixo da boca, aproxima-se do sacerdote, que segura o cálice, e ao lado do qual está o ministro que segura o vaso com as sagradas partículas. O sacerdote toma a hóstia, embebe-a parcialmente no cálice e, mostrando-a, diz: O Corpo e o Sangue de Cristo (Corpus et Sanguis Christi); o comungante responde: Amen, recebe do sacerdote o Sacramento na boca, e retira-se.
E a Instrução Redemptionis Sacramentum determina:
"Não se permita ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no cálice, nem receber na mão a hóstia molhada. No que se refere à hóstia que se deve molhar, esta deve ser de matéria válida e estar consagrada; estando absolutamente proibido o uso de pão não consagrado ou de outra matéria."

É obrigatório o uso do véu para aproximar-se da Sagrada Comunhão?

Antes do Concílio Vaticano II as mulheres eram obrigadas a usarem o véu na Santa Missa.

Após o CVII o Código de Direito Canônico que continha essa norma obrigatória foi modificado e acabou por silenciar a respeito disso, assim, muitos afirmam que a norma foi abolida, outros que não é mais obrigatório e outros entendem ser ainda obrigatório uma vez que não foi revogado. O fato é que o uso do véu na Santa Missa caiu em desuso, assim como a modéstia das mulheres no vestir.


No entanto, a Palavra de Deus é clara sobre o assunto e São Paulo ensina que:

"Toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu. Julgai vós mesmos: é decente que uma mulher reze a Deus sem estar coberta com véu?" (I Cor 11, 5-6.13)

Além disso, no Vaticano quando uma mulher vai ter u
ma audiência com o Santo Padre o uso do véu continua obrigatório.



(Catecismo, Código de Direito Canônico, Bíblia, Documentos da Igreja Católica e A Fé Explicada, de Leo Trese)
* Atualizado em setembro de 2012 - Christo Nihil Praeponere 

Dia 29 de Julho - Santa Marta (séc I)



"Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária." (Lc 10, 41)


Hoje a Igreja celebra a memória de Santa Marta. Marta é "irmã de Lázaro e Maria". A casa dela em Betânia era o oásis preferido de Jesus para descansar de seu trabalho apostólico, e Marta sempre o honrava como hóspede querido. Sua atitude dinâmica está em particular contraste com o jeito quieto e contemplativo de Maria. Sobretudo um dia em que se queixa da irmã, que se detinha a ouvir Jesus, este a repreende bondosamente, mostrando-lhe a primazia dos valores espirituais (Lc 10, 38-42). Depois, na doença de Lázaro, quando Jesus, chamado pelas duas irmãs, encontra Lázaro já morto, Marta corre apressadamente ao seu encontro e faz uma forte profissão de fé. Este diálogo entre Jesus e Marta é um dos mais antigos temas batismais preparatórios da Páscoa, e a Igreja usou-o através dos séculos na liturgia fúnebre, para reavivar nos fiéis a esperança cristã. O pranto de Marta provoca os soluços de Jesus (Jo 11, 1-44). Finalmente, a "Ceia de Betânia", em que Marta serve à mesa e Maria unge os pés de Jesus, é uma prefiguração da última Ceia e de cada Missa (Mc 14, 3-9; Mt 26, 6-13; Jo 12, 1-8). Marta é modelo da mulher laboriosa, sendo padroeira dos hospedeiros; por sua vez, Maria é modelo das almas contemplativas. (Missal Cotidiano)

Liturgia
Leitura: 1Jo 4, 7-16

Salmo: 33

Evangelho:

Jo 11, 19-27
ou
Lc 10, 38-42 (próprio)

Santa Marta, rogai por nós!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sacramento da Confirmação (ou Crisma)

Chama-se Crisma (nas Igrejas Orientais: Crismação), por causa do seu rito essencial, que é a unção. Chama-se Confirmação, porque confirma e consolida a graça batismal.

É um dos sacramentos da iniciação cristã e tem como efeito a especial efusão do Espírito Santo, como a de Pentecostes. Essa efusão imprime na alma um caráter indelével e produz um crescimento da graça batismal.

"Tendo ouvido que a Samaria acolhera a palavra de Deus, os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, enviaram-lhes Pedro e João. Estes, descendo até lá, oraram por eles, a fim de que recebessem o Espírito Santo. Pois ele ainda não descera sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então começaram a impor-lhes as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo". (At 8, 14-17)

Quem pode receber o Sacramento do Crisma?
Pode e deve recebê-lo, uma única vez, todo aquele que já foi batizado, professa a fé católica e ainda não é confirmado; devendo, para recebê-lo, encontrar-se em estado de graça, ou seja, sem pecado mortal, tendo aproximado-se do sacramento da penitência (confissão). (Can 889)

Com que idade deve-se receber o Sacramento do Crisma?
O Catecismo nos ensina que o fiel batizado pode receber o sacramento do crisma quando atingir a "idade de discrição" (07 anos completos) ou idade da razão. Porém, a Conferência dos Bispos pode determinar outra idade, aqui no Brasil cada Diocese deve determinar com que idade a criança/adolescente deve ser confirmado, entre os 12 e 16 anos. Em caso de perigo de morte a criança deve ser confirmada, independente da idade. (Can 891)

Por que se preparar para receber esse Sacramento?
A preparação serve para que o fiel conheça melhor a Igreja, Jesus e o Espírito Santo. A preparação deve servir para conduzir a uma união mais intima com Cristo e uma familiaridade maior com o Espírito Santo, sua ação, seus dons.

Esse Sacramento precisa de Padrinho/Madrinha?
Sim.
O padrinho/madrinha deve cuidar que o confirmado seja uma verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento (Can 892)
O ideal é que seja o mesmo do Sacramento do Batismo. (Can 893)
O padrinho ou madrinha deve ser: (Can 893 e 874)
a) católico confirmado,
b) maior de 16 anos,
c) já tenha recebido o Sacramento da Eucaristia
d) leve uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vá assumir,
Não podem ser padrinhos pessoas de outras religiões ou filosofias de vida, amasiados (união estável), divorciados, casados somente no civil ou em uma igreja de outra religião ou pessoas que não tenham uma conduta cristã condizente.e) não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada,
f) não seja pai ou mãe do confirmado (nem namorado, nem noivo);
g) ser solteiro ou casado na Igreja Católica;
h) deve ser um padrinho ou uma madrinha (homem ou mulher)
No caso do padrinho/madrinha não poder comparecer a celebração, o ausente pode delegar a sua presença, para isso basta estar informado do sacramento do crisma, dar o seu consentimento e concordar em que alguém o represente. O melhor é enviar o consentimento por escrito, mencionando o nome da pessoa que o representará, e o documento deverá ser apresentado ao sacerdote quando se marcar a cerimônia.
O ausente será o padrinho real e será dele o nome inscrito no registro; é ele ou ela quem assume a responsabilidade pelo afilhado(a).

Quem é o Ministro do Sacramento da Confirmação?
O ministro ordinário é o Ordinário do local (Bispo), podendo, delegar para um sacerdote ou outro Bispo.
Porém, se o fiel estiver em perigo de morte qualquer sacerdote pode conferir-lhe a confirmação. (Can 882 a 888)

Onde deve ser celebrado esse sacramento?
O Código de Direito Canônico determina que o sacramento da Confirmação deve ser celebrado na Igreja e dentro da Santa Missa; por causa justa e razoável pode ser celebrado fora da Igreja e em local digno (Can 881)

O rito essencial do Sacramento da Confirmação é a unção com o sagrado óleo do crisma, que se faz com a imposição da mão por parte do ministro que pronuncia as palavras sacramentais próprias do rito (Can 880). No Ocidente, essa unção é feita na fronte do batizado com as palavras: "Recebe por este sinal o dom do Espírito Santo".

O óleo do Crisma é um dos três óleos que o Bispo benze todos os anos na Missa dos Santos Óleos celebrada na Quinta-feira Santa, pela manhã. Os outros dois óleos são: o óleo dos catecúmenos (usado no Batismo) e o óleo dos enfermos (usado no Sacramento da Unção dos Enfermos). Todos os santos óleos são de azeite puro de oliveira.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Sinal da Cruz!


(†)-Pelo sinal da Santa Cruz, (†) livrai-nos Deus, Nosso Senhor, (†) dos nossos inimigos, (†) em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Quantas pessoas fazem o Sinal da Cruz, ou como se costuma dizer, o “Pelo Sinal” antes das orações, ou pelo menos uma vez ao dia?
A impressão que temos é que o número é bastante reduzido, especialmente entre os mais jovens.
A maioria faz, e às vezes de modo displicente, como um salamaleque, o “Em nome do Pai”, ficando apenas no gesto, sem invocar a Santíssima Trindade.

O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia.
Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos.
Que inimigos?
Todos aqueles que atentem contra a nossa pessoa, para nos causar tanto males físicos, quanto espirituais.

O Sinal da Cruz, feito antes de iniciarmos as nossas orações, nos predispõe a bem rezar.

Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que proteja a nossa mente dos maus pensamentos, das ideologias malsãs e das heresias, que tanto nos tentam nos dias de hoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;

Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor aos Seus Santos e aos Seus Anjos; de agradecimento a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos; que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão.

Dos nossos inimigos – esta terceira cruz sobre o coração, tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus sentimentos: contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios; fazer dele uma fonte inesgotável de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o de Maria e manso e humilde como o de Jesus.

Padre Marcelo Rossi

26 de Julho - Dia dos SANTOS JOAQUIM E ANA, pais de Nossa Senhora


Também na utilização de meios pobres, de acordo com seu estilo de ação, Deus proporciona os intrumentos ao fim, as pessoas à obra. Convencida disso, a piedade popular reconheceu a sabedoria das escolhas divinas, decretando um culto extraordinário aos pais de Maria, "avós maternos" de Jesus. É o Proto-Evangelho de Tiago, escrito apócrifo do séc. II, que dá os nomes "Joaquim e Ana". A liturgia oriental inseriu-os no culto. No Oriente, quando nasce uma criança, usa-se cumprimentar os pais. Neste sentido, o nascimento de Cristo é acompanhado da festa de congratulações dirigidas a Maria (1 de Janeiro) e o nascimento da Virgem (8 de setembro) é precedido pela festa das felicitações a Joaquim e Ana. A promessa feita a Abraão, próxima de sua realização, passou também através deles, os quais são "bem-aaventurados" juntamente com sua Filha, exaltada por todas as gerações, porque "Mãe de Deus". (Missal Romano)

Liturgia:
Leitura: Ecl 44, 1.10-15
Salmo 131 (132)
Evangelho: Mt 13, 16-17


ORAÇÃO A SÃO JOAQUIM E SANT'ANA

Ó beatíssimos pais da Mãe de Deus, S. Joaquim e Sant'Ana eu vos saúdo e bendigo com devoção e amor. Alegro-me de todo o coração pela vossa glória e por aquela sublime prerrogativa pela qual Deus vos escolheu para serdes pais da Mãe de Deus, Maria Santíssima. Rogai por mim a Jesus e a Maria para que eu os agrade em tudo. Tende piedade de mim como os pais tem de seus filhos. Sede meus consoladores na vida e na morte. Assiste-me na minha última agonia, para que dignamente receba os santos sacramentos da Igreja e, partindo deste mundo com o coração contrito, possa chegar ao céu. Amém.

Santos Joaquim e Ana, rogai por nós!

25 de Julho - Dia de São Tiago apóstolo


Ontem a Igreja Católica celebrou a festa de São Tiago, dito o "maior", era filho de Zebedeu e Salomé (Mc 15,49; cf Mt 27,56) e irmão mais velho de João, o evangelista, com quem foi chamado entre os primeiros discípulos por Jesus e foi solícito em segui-lo (Mc 1,19s; Mt 4,21s; Lc 5,10). É sempre colocado entre os três primeiros Apóstolos (Mc 3, 17; Mt 10,2; Lc 6,14; At 1,13). Pronto e impetuoso de caráter, figura entre os prediletos do Mestre, como o irmão, Pedro e André. Assiste à cura súbita da sogra de Pedro (Mc 1,29-31), à ressurreição da filha de Jairo (Mc 5, 37-43; Lc 8, 51-56), à transfiguração de Jesus no Tabor (Mc 9,2-8; Mt 17, 1-8; Lc 9, 28-36); com os outros três interroga Jesus sobre os tempos precursores do fim (Mc 13, 1-8). depois, com Pedro e João, é chamado por Jesus a vigiar no Getsêmani (Mc 14, 33s; Mt 26, 37s). Visou com ambição aos primeiros postos no reino, garantindo estar pronto para tudo, e suscitou a reação dos demais apóstolos e a advertência de Jesus no sentido de outro primado: o do serviço e do martírio (Mc 10, 35-45; Mt 20,20-28). A profecia que então Jesus lhe fez, prenunciando que haveria de "beber com ele o cálice do sacrifício", realizou-se plenamente ao ser Tiago o primeiro dentre os Apóstolos a dar sangue pelo Senhor, tendo sido decapitado por Herodes Agripa I, durante as festas pascais, em 42-43 (At 12, 1-2). Segundo uma antiga tradição, teria sido o evangelizador da Espanha. A partir do Séc. IX, são Tiago teve um culto extraordinário em Compostela, Espanha, a qual o teve como protetor de sua fé e liberdade contra os mouros. Esse santuário tornou-se para a Europa um dos maiores lugares de peregrinação na Idade Média e depois. (Missal Cotidiano)

Liturgia:
Leitura: 2Cor 4, 7-15
Salmo: 125 (126)
Evangelho: Mt 20, 20-28.


ORAÇÃO A SÃO TIAGO

Apóstolo Santiago, escolhido entre os primeiros, tu foste o primeiro a beber do cálice do Senhor, e és o grande protetor dos peregrinos; fazei-nos fortes na fé e alegres na esperança, em nosso caminhar de peregrinos seguindo o caminho da Vida de Cristo e alenta-nos para que finalmente, alcancemos a glória de Deus Pai. Assim Seja.

São Tiago Maior, rogai por nós!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sacramento do Batismo

Papa Bento XVI realizando o Sacramento do Batismo por infusão

"Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19)

O Sacramento do Batismo na Igreja Católica é administrado desde o dia de Pentecostes aqueles que creem em Jesus Cristo (Ato 2, 37-41), e é necessário para a salvação, para aqueles aos quais o Evangelho foi anunciado e que tiveram a possibilidade de pedir este sacramento.
O Batismo é o sacramento da fé. Porém, a fé que se requer para o batismo não é uma fé madura, mas um começo, que deve desenvolver-se. Em todos os batizados, crianças e adultos, a fé deve crescer após o batismo. É por isso que a Igreja celebra todo ano, na noite da Vigília Pascal (Sábado Santo), a renovação das promessas batismais.

O Código de Direito Canônico ao dispor sobre o Batismo determina que o rito essencial consiste em mergulhar na água o candidato ou em derramar água em sua cabeça, pronunciando a invocação da Santíssima Trindade, isto é, do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Assim, na Igreja Católica o Sacramento do Batismo se dá tanto por imersão quanto por infusão (Can 854).

Sacramento do Batismo por imersão na Paróquia Nossa Senhora da Esperança (Brasilia-DF)

Qualquer pessoa ainda não batizada pode receber o Sacramento do Batismo, podendo ser adulto ou criança.
O Código de Direito Canônico determina, ainda, que o sacramento do batismo pode ser celebrado em qualquer dia, no entanto, deve ser celebrado normalmente aos domingos ou, quando possível, na Vigília Pascal (Can 856). Sendo o lugar próprio para o batismo a Igreja ou o Oratório (Can 857).

Quais os efeitos do Batismo?

O Batismo perdoa o pecado original, todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado; faz participar da vida divina trinitária mediante a graça santificante; faz participar do sacerdócio de Cristo e constitui o fundamento da comunhão com todos os cristãos; propicia as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo.
O batizado pertence para sempre a Cristo: é marcado, com efeito, com o selo indelével de Cristo (caráter).

Por que Batizar Crianças?

O Batismo das crianças se dá porque tendo eles nascido com o pecado original precisam ser libertados do poder do Maligno e ser transferidos para o reino da liberdade dos filhos de Deus.
A prática de batizar crianças é uma tradição antiga na Igreja Católica sendo atestada explicitamente desde o Século II. No entanto, é possível que seja feito desde o início da pregação dos apóstolos.

"Foi batizada juntamente com a sua família" (Atos 16, 15)
"Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família" (Atos 16, 33)
"Batizei também a família de Estefanas" (I Cor 1,16).

Os pais devem batizar os seus filhos dentro das primeiras semanas após o nascimento.
Para que a criança seja licitamente batizada é necessário:
a) que pelo menos um dos pais o consintam;
b) haja fundada esperança de que será educada na religião católica.

Pode-se batizar uma criança nascida fora do casamento religioso?

Sim.
Toda criança pode ser batizada na Igreja Católica, desde que, o sacerdote tenha provas razoáveis de que será educada na fé.

*O pe. Paulo Ricardo respondeu a pergunta sobre esse assunto, qual seja, se é possível batizar o filho mesmo não sendo casado na Igreja Católica. Veja:



Sobre os Padrinhos

O Código de Direito Canônico (Can 872 a 875) determina que, se possível, seja dado ao batizando um padrinho.
a) Função do Padrinho
Ao Padrinho cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto aos pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes.
Pode-se ter somente um padrinho ou uma madrinha e, também, um padrinho e uma madrinha.
b) O que precisa para a pessoa ser padrinho/madrinha?
1) Seja designado pelo batizando ou por seus pais, ou no caso de ausência pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;
2) Tenha completado 16 anos de idade;
3) Seja Católico, confirmado (crismado);
4) Já tenha recebido o Sacramento da Eucaristia;
5) Leve uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vai assumir;
Não podem ser padrinhos pessoas de outras religiões ou filosofias de vida, amasiados (união estável), divorciados, casados somente no civil ou em uma igreja de outra religião ou pessoas que não tenham uma conduta cristã condizente.
6) Não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;
7) Não seja pai ou mãe do batizando (nem esposo(a) de uma pessoa adulta que irá se batizar);
8) Solteiro ou Casado na Igreja Católica.
c) Pode um não-católico ser padrinho/madrinha?
Não.
Um batizado não-católico pode ser admitido junto com um padrinho católico, mais será apenas testemunha do batismo.
d) Por que um não-católico, batizado ou não, não pode ser padrinho/madrinha?
Os deveres dos padrinhos não terminam ao saírem da Igreja, depois da cerimônia: assumiram uma responsabilidade por toda a vida para com o bem espiritual do afilhado ou afilhada.
Na maioria dos casos, esta responsabilidade cumpre-se rezando pelos afilhados nas orações diárias e dando-lhes bom exemplo de vida cristã. Mas, se alguma coisa acontecer aos pais, compete aos padrinhos assegurar os meios para que o afilhado ou a afilhada recebam uma sólida formação na fé.
Se os pais negligenciam a formação católica dos filhos, torna-se dever dos padrinhos fazer tudo o que esteja ao seu alcance para suprir a negligência, como: ver se a criança já está sendo preparada para a primeira comunhão, para o crisma e, se não tiver, levá-las.
Portanto, o padrinho/madrinha deve ter por primeira condição serem ótimos católicos.
Ora, como um protestante, um espírita, um budista, um agnostico, um ateu vai ter esse cuidado, essa atenção, essa responsabilidade?
Ninguém dá o que não tem!

Portanto, não pode ser padrinho/madrinha: protestante, evangélico, espírita, agnóstico, ateu, umbandista, macumbeiro, etc...
e) Pode um noivo (a) ser padrinho/madrinho do seu noivo(a) batizando?
Pode, mais não deveria.
Pelo batismo, cria-se uma relação espiritual entre o afilhado e o padrinho, relação que é muito rela, e que constitui, portanto, um impedimento para o matrimônio de ambos. Se quem vai batizar-se é uma pessoa adulta, o seu noivo ou noiva não deveria apadrinhá-lo porque seria necessário obter mais tarde a dispensa para se poder celebrar o matrimônio.
f) O que fazer quando um padrinho/madrinha não podem comparecer a celebração do sacramento?
Nesse caso, o ausente pode delegar a sua presença, para isso basta estar informado do batismo, dar o seu consentimento e concordar em que alguém o represente. O melhor é enviar o consentimento por escrito, mencionando o nome da pessoa que o representará, e o documento deverá ser apresentado ao sacerdote quando se marcar a cerimônia.
O ausente será o padrinho real e será dele o nome inscrito no registro batismal; é ele ou ela quem assume a responsabilidade pelo afilhado(a).
g) Um Casal Homossexual pode ser padrinho/madrinha de Batismo?
Não! Pois não levam uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vai assumir; da mesma forma que um casal casado somente no civil ou que vive em união estável. Ver vídeo sobre o assunto clique AQUI!

Quem pode Batizar?

Podem batizar o Bispo, o Prebístero e o Diácono (Cân 861).
No entanto, em caso de necessidade, qualquer pessoa, que tenha a intençao exigida, pode batizar, utilizando a fórmula batismal trinitária; nesse caso, deve-se informar ao pároco para que seja registrado e para que se administre o restante da cerimônia batismal.

A Igreja Católica através do Código de Direito Canônico também determina que o nome dado aos fiéis não sejam alheios ao senso cristão (Can 855).

O que é Batismo de Desejo?

A Igreja reconhece o batismo de desejo aos catecúmenos, e também todos aqueles que sob o impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente Deus e se esforçam por cumprir a sua vontade.

O que é Batismo de Sangue?

Uma vez que Cristo morreu pela salvação de todos, podem ser salvos mesmo sem Batismo todos os que morrem por causa da fé.

Esse batismo de sangue, assim como o de desejo, acarreta os frutos do Batismo, sem ser sacramento.

E sobre as crianças que morrem sem o Batismo?

A Igreja Católica na sua liturgia as confia à misericórdia de Deus.
Devemos orar pela salvação delas.

*Quem morre sem batismo vai para o Inferno?

Nós não sabemos e a Igreja nunca disse isso. Veja o vídeo do pe. Paulo Ricardo que responde essa pergunta:



A Igreja Católica reconhece o Batismo realizado em igrejas não-católicas?

Sim.
A Igreja Católica reconhece como válido o batismo realizado em igrejas não-católicas, no entanto, não considera como sacramento. Além disso, não são todas as igrejas que tem esse reconhecimento.
Assim, quem foi batizado numa igreja onde é reconhecido como válido o seu batismo não pode ser batizado novamente na Igreja Católica.
Não batizam validamente: 
a) Testemunhas de Jeová;
b) Ciências cristãs.
Pode-se duvidar do batismo realizado nas seguintes igrejas:
a) Igreja Pentecostal Unida do Brasil;
b) Igrejas Brasileiras;
c) Mórmons.
Nesse caso, deve-se batizar novamente, sob condição.
Batizam validamente:
a) Igrejas Orientais (ortodoxas que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica);
b) Igreja Vétero-Católica;
c) Igreja Episcopal do Brasil (Anglicanos);
d) Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil;
e) Igreja Evangélica Luterana do Brasil;
f) Igreja Metodista.
Um cristão batizado em uma delas não pode ser novamente rebatizado, nem sob condição.
Quando se tem garantia de que o batismo foi realizado seguindo o modo prescrito nessas Igrejas não se pode batizar novamente, nem sob condição:
a) Igrejas Presbiterianas;
b) Igrejas batistas;
c) Igrejas congregacionistas;
d) Igrejas adventistas;
e) A maioria das Igrejas pentecostais;
f) Exercito da Salvação.

**Clique e veja ainda: QUE ROUPA USAR NO BATIZADO?

(Catecismo, Código de Direito Canônico, Livro A Fé Explicada de Leo J. Trese, site Cleofas)
* Atualização em maio/2012. Fonte: Christo Nihil Praeponere
** Atualizado em agosto/2012  

Estou com problemas para responder as questões de vocês no espaço dos comentários, deste modo, estou respondendo na página principal do blog, como posts. Como nem todos devem ter percebido isso, vou colocar aqui o link direcionando para as respostas. Vocês também terão a opção de clicar no marcador "Respostas".

Qual o tempo de Curso do Batismo (Catequese) para Adulto?

Padrinho falecido. Posso pedir alguém que o represente no Batizado?

Posso ter padrinhos de outras religiões?

Fui convidada para ser madrinha de consagração, porém não sou consagrada. Posso aceitar o convite?

Tenho um filho de 7 anos e há 3 meses a madrinha de batismo dele faleceu. Posso convidar outra pessoa para ser madrinha dele?

Pessoa criada na Umbanda, agora fazendo catequese, pode receber os sacramentos? E a madrinha?


Dois irmãos um homem e uma mulher podem ser padrinhos? 

Se o adulto não é batizado e que ser somente batizado, a preparação poderá ser feita somente em um dia?

Minha filha faz 11 anos em abril, precisa que faça um ano de estudo até o batismo?

Vou batizar minha nenem na católica mas a madrinha é apenas casada pela anglicana. Será que vai dar problema?

Pode batizar na Quaresma?

Madrinha pode fazer curso de batismo para os padrinhos em outra cidade.

Fui criada na igreja Evangelica, nunca fui batizada, a 1 ano frequento igreja evangelica e agora em 2016 queria me crisma, eu posso fazer a crisma e me batizar ne? 

Fui batizado em casa e gostaria de saber se posso ser batizado na igreja catolica?

Avó pode ser Madrinha de Batismo?

Meu filho tem 4 anos pra ele batizar é preciso esperar pela idade da catequese ou se ele pode batizar agora?

Meus filhos podem ter o mesmo padrinho?

Criança com mais de 7 anos pode ser batizada? Como fazer?

"E uma criança batizada em casa, esse batismo é valido?"

Pode batizar no advento?

Matrimônio com Disparidade de Culto

Sou Adulto, o que preciso fazer para Batizar na Igreja Católica?

Pais não casados na Igreja os filhos podem ser batizados

Quero ser Batizada, como fazer?

Dúvida sobre a Validade de Batismo e Pai e Mãe Solteiros

Resposta sobre Batismo

Casal Homossexual pode ser padrinho/madrinha de Batismo?
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