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sábado, 28 de agosto de 2010

Tarde te amei (Sto Agostinho) - Irmã Kelly Patrícia

Santo Agostinho - 28 de Agosto


Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!

Tarde demais eu te amei!

Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!

Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.

Estavas comigo, mas eu não estava contigo.

Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.

Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.

Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira.

Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.

Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de tua paz...

Natural de Tagaste (atual Souk Ahras, na Argélia), Agostinho teve juventude solta. Convertido milagrosamente em Milão, aos trinta e dois anos, e tendo recebido o batismo das mãos de Santo Ambrósio, regressou à África após a morte de sua mãe, Mônica, e consagrou-se à vida religiosa.
Feito padre e depois bispo de Hipona (Argélia), trabalhou por quase quarenta anos contra as heresias e desvios cismáticos da época: maniqueísmo, donatismo, pelagianismo, arianismo, deixando muitíssimos escritos, muitos deles verdadeiras obras-primas, como as Confissões e as Retratações (escritos autobiográficos), a Cidade de Deus (espécie de teologia da história), o tratado Da Trindade, Comentários sobre os Salmos, etc.


Agostinho é gênio universal e profundo, tem inteligência penetrante, imenso coração. Reelaborou a tradição teológica anterior e lhe imprimiu sua marca original. Com seu caráter generoso e simpático, sua sensibilidade, indulgência e capacidade de perdoar, uniu a si os próprios adversários. Sua espiritualidade e sua "regra" religiosa fizeram surgir em todas as épocas formas de vida religiosa que o consideram pai. Ainda hoje, além dos agostinianos, cerca de 20.000 religiosos seguem fundamentalmente sua regra, e muito mais numerosas são as instituições femininas que o têm por pai. É o maior dos padres e o primeiro dos quatro grandes doutores do Ocidente.

Freis Agostinianos

Monjas Agostinianas

Liturgia

Leitura 1Jo 4, 7-16
Salmo 118
Evangelho Mt 23, 8-12

(Missal Cotidiano)

www.agostinianos.org.br e www.osa.org.br

Santo Agostinho, rogai por nós!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Santa Mônica - Dia 27 de Agosto


Hoje a Igreja lembra a Memória de Santa Mônica.
A grandeza da santidade de Agostinho influiu para que sua festa fosse precedida pela de sua santa mãe. A sua vida só é conhecida por nós através das "Confissões" do filho, que tem sobre ela páginas estupendas.
Cristã de fé robusta, profundamente piedosa, alcançou com sua bondade converter o marido pagão e irascível, e com a força das preces e das lágrimas, o filho transviado. Esperou dezesseis anos com incrível paciência que Agostinho se emendasse.
Em busca de aventura, o filho foi para a Itália. Mônica, por sua vez, foi a Roma procurá-lo, depois a Milão, onde assistiu ao seu batismo. Não mais voltou à África, pois morreu em Óstia, antes do embarque.

Liturgia Leitura Eclo 26, 1-4
Salmo 130
Evangelho Lc 7, 11-17.

(Missal Cotidiano)

Santa Mônica, rogai por nós!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dia 26 de Agosto - São Zeferino

O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que: depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio.

Zeferino foi o 14o papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo.

Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.

O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.

O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.

Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.

O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.

(Paulinas)

São Zeferino, rogai por nós!

Nossa Senhora do Equilíbrio


Um dia de 1967, um monge da abadia de Fattochie, em Roma, rezava distraidamente.

Vinha-lhe à mente, de modo obsessivo, a palavra equilíbrio. Saindo da Capela, foi ao sótão do mosteiro para colocar algumas coisas em ordem. De repente, caiu-lhe nas mãos uma rude e compacta tábua sobre a qual estava fixada uma chapa metálica oxidada com o relevo de uma orante.

Inspiradamente exclamou: Santa Maria do Equilíbrio. E entregou-a ao monge Armando Paniello, que a reproduziu numa estampa com um vestido amarelo, frisado, e longo, véu azul, da cabeça aos pés, braços e mãos estendidos verticalmente até o colo, pés descalços, como que a admoestação, nesta posição hierática, um espiritual equilíbrio.

Em 19 de setembro de 1968, Dom Armando solicitou uma audiência com o Papa Paulo VI. Ao receber a estampa, o Pontífice, radiante e de braços abertos exclamou: “Santa Maria do Equilíbrio!… ah, é justamente dela que se precisa!”. “Qual deve ser o dia de sua festa?” – perguntou-lhe o monge. Ao que responde o papa: “Dela não existe uma festa, porque deve ser invocada da manhã à noite”.

Oração a Nossa Senhora do Equilíbrio

Virgem Mãe de Deus e dos homens, MARIA. Pedimos-vos o dom do equilíbrio cristão, hoje tão necessário à Igreja e ao mundo. Livrai-nos de todo o mal; salvai-nos do egoísmo, do desânimo, do orgulho, da presunção e da dureza de coração. Daí-nos tenacidade no esforço, calma no insucesso, humildade no êxito feliz. Abri nossos corações à santidade. Fazei que pela pureza de coração, pela simplicidade e amor à verdade, possamos conhecer nossas limitações. Alcançai-nos a graça de compreender e viver a palavra de Deus. Concedei-nos que, pela Oração, Amor e Fidelidade à Igreja na pessoa do Sumo Pontífice…, vivamos em comunhão fraterna com todos os membros do Povo de Deus, Hierarquia e fiéis. Despertai-nos profundo sentimento de solidariedade entre irmãos, para que possamos viver, com Equilíbrio, a nossa Fé, na Esperança da eterna salvação. Nossa Senhora do Equilíbrio, a Vós nos consagramos, confiantes na ternura da vossa maternal Proteção.

Divino Espírito Santo, que deste a Maria todo equilíbrio emocional e físico, dai-nos a graça de abandonar em vós nossos sentimentos e emoções, desejos e aspirações, a amar acima de tudo a Deus e não querer nada que me prejudique nem me afaste da Sua Vontade. Daí-nos a graça da paciência nas demoras, do discernimento para procurar as pessoas certas que nos ajudem, da cura de nossas feridas emocionais provocadas pela falta do amor verdadeiro e de escolhas erradas.

Pe. Luizinho

(Canção Nova e Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio )

Nossa Senhora do Equilíbrio, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pecado mortal (Parte 1) - Pe. Fábio de Melo

Pecado mortal (Parte 2) - Pe. Fábio de Melo

Sacramento da Reconciliação - Pe. Fábio de Melo

Uma Boa confissão - Pe. Fábio de Melo

Dia 25 de Agosto - São José de Calazans

Nascido em Aragão, sacerdote aos vinte e seis anos, José foi a Roma, onde o impressionaram as condições em que viviam os rapazes do Transtévere.
Com colaboradores, instituiu para aqueles jovens uma escola popular gratuita, decidiu expandir a ação educativa cristã por meio de escolas, e fundou os "escolápios" (religiosos das escolas pias), que depressa se espalharam pela Europa.
Foi caluniado, perseguido, preso, tudo suportando com heróica paciência.
São José Calazans foi o primeiro a usar a Leitura do Evangelho em vernáculo.
O Papa Pio XII, em 1948, consagrou-o Padroeiro Universal das Escolas Populares Cristãs.

Liturgia
Leitura 1Cor 12, 31-13, 13
Salmo 33
Evangelho Mt 18, 1-5

(Missal Cotidiano)

São José Calazans, rogai por nós!

Dia 25 de Agosto - São Luís de França

Ludovico, ou Luís IX, rei da França, recebeu da mãe, Branca de Castela, sólida educação cristã.
Luís realizou em sua vida o ideal do soberano que vive plenamente sua fé. Este moderou o seu caráter impulsimo, sutentou-lhe a retidão moral, fê-lo sábio e modelo de virtudes familiares, verdadeiro tipo de leigo cristão. Fundou hospitais, tendo sido um exemplo de amor aos pobres e doentes.
Terceiro franciscano, toda a sua vida foi uma irradiação do espírito de são Francisco, que o animava em seu agir cotidiano.
Favoreceu as ordens mendicantes, trabalhou como pacificador da Europa. Participou das cruzadas com heroísmo e santidade de vida, como comandante e enfermeiro, até que a peste o abateu a 25 de agosto de 1270, às portas de Túnis.

Liturgia

Leitura Is 58, 6-11
Salmo 111
Evangelho Mt 22, 34-40





(Missal Cotidiano)


São Luís de França, rogai por nós!

Sacramento da Penitência ou Reconciliação

 
A Penitência, além de uma virtude, é um sacramento; sendo um dos dois sacramentos de cura.
Define-se como o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo.
Ora, apesar dos sacramentos da iniciação cristã nos cumularem de graças e de termos renascido pelo batismo, nós não estamos imunizados contra a fragilidade da vida humana, nem estamos totalmente afastados da inclinação, natural, para o pecado (concupiscência). Mesmo após termos renascido pelo batismo continuaremos sendo tentados e fatalmente seremos levados ao pecado, isso faz parte, também, do nosso processo de conversão. Mas, ao pecarmos nos distanciamos de Deus, por isso, Jesus Cristo nos deixou esse sacramento, para podermos nos reconciliar com Deus. Ele nos auxilia no nosso combate ao pecado e busca da conversão.

"Foi Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: A paz seja convosco. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao ver o Senhor. Ele disse-lhes novamente: A paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito essas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos."
(Jo 20, 19-23)

O poder de perdoar os pecados é parte do poder sacerdotal, e, portanto, tinha que se transmitir de geração em geração por meio do Sacramento da Ordem Sagrada. É um poder que cada sacerdote exerce quando estende as mãos sobre o pecador contrito e diz: "Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Essa é a "fórmula da absolvição".

A celebração do Sacramento da Penitência conheceu, ao longo dos séculos, uma evolução com diversas formas expressivas, mas sempre conservando a mesma estrutura fundamental que compreende necessariamente, além da participação do ministro (sacerdote), os atos do penitente: a contrição, a confissão e a satisfação (penitência).


Quais denominações pode-se conferir a esse sacramento?

1) Sacramento da Conversão - pois realiza sacramentalmente o convite de Jesus à conversão;
2) Sacramento da Penitência - porque consagra um esforço pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação do cristão pecador;
3) Sacramento da Confissão - porque a declaração, a confissão dos pecados diante do sacerdote é um elemento essencial desse sacramento;
4) Sacramento do Perdão - porque pela absolvição sacramental do sacerdote Deus concede "o perdão e a paz";
5) Sacramento da Reconciliação - porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia.

Quem tem o poder de absolver os pecados?

Todo sacerdote (Can 965), com autorização do Ordinário local (Bispo).
O diácono não pode absolver os pecados.



Quais os efeitos do Sacramento da Penitência?

1) Reconcilia a Alma com Deus;
2) Cancela-se o castigo eterno;
3) Perdoa parte da pena temporal;
4) Devolve-nos os méritos das boas obras;
5) Dá o direito das graças atuais.

A partir de qual idade o fiel deve aproximar-se do Sacramento da Penitência?

O Código de Direito Canônico diz que todo fiel, depois de chegado a idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente os seus pecados (Can 989).
Como já visto, a idade da discrição seria por volta dos 7 anos. Assim, antes da criança aproximar-se do Sacramento da Eucaristia (primeira comunhão) ela deve procurar o Sacramento da Penitência.

O fiel é obrigado a Confessar-se?

Sim.
Todo fiel católico é obrigado a confessar-se ao menos uma vez ao ano, conforme dispõe o Código de Direito Canônico (Can 989), além de ser esse um dos Mandamentos da Igreja.
Além disso, sempre que o fiel cometer um pecado mortal, para receber a Eucaristia na Comunhão deve confessar-se antes, sob pena de cometer um sacrilégio.

Quais as formas de Confissão?

A forma ordinária de Confissão é a Individual ou Auricular. A Confissão Coletiva ou Comunitária (para mais de uma pessoa ao mesmo tempo) é uma exceção que pode ser feita em dois casos:
a) Quando há iminente perigo de morte e não há tempo hábil para o sacerdote ouvir a confissão de todos os penitentes;
b) Quando houver uma grave necessidade.
O Bispo Diocesano é quem pode permitir ou não a Confissão Comunitária. (Can 960 e 961)
No entanto, o fiel que receber a confissão comunitária, validamente, deve comprometer-se a procurar a confissão auricular para confessar os pecados graves que não pôde confessar Can 962).
A quantidade de pessoas para confessar não é motivo para se fazer a Confissão Comunitária.
Sobre a Confissão Comunitária o padre Paulo Ricardo, com base na legislação da Igreja, ensina:



Qual o local próprio para a confissão?

A Igreja ou o oratório. (Can 964), e neste, o Confessionário.


Como receber dignamente o Sacramento da Penitência?

Há cinco condições para recebermos dignamente o sacramento da penitência:
a) o exame de consciência;
b) a contrição dos nossos pecados;
c) o firme propósito de não pecar daí por diante;
d) a confissão dos nossos pecados ao sacerdote;
e) a vontade de cumprir a penitência que o sacerdote impuser.

O que é o Exame de Consciência?

Exame de consciência é uma análise que você faz da sua vida, normalmente, desde a última confissão válida, tentando recordar todos os pecados cometidos (mortais ou veniais).
Esse exame deve ser feito antes da pessoa aproximar-se do confessionário. E, para não correr o risco de esquecer algum pecado é bom que se anote o que foi constatado durante o exame.

É conveniente que a recepção deste sacramento seja preparada por um exame de consciência, feito à luz da Palavra de Deus. Os textos mais adaptados a esse efeito devem procurar-se na catequese moral dos evangelhos e das cartas dos Apóstolos: Sermão da Montanha e ensinamentos apostólicos". (Catecismo)

Como fazer um Exame de Consciência?

O exame de consciência deve começar por uma oração, pedindo ao Espírito Santo luzes para reconhecermos os nossos pecados claramente, confessá-los adequadamente e arrepender-nos sinceramente.
Após, passemos ao exame, sem pressa, relembremos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Devemos procurar recordar os pecados mortais, se o tivermos; e, para uma confissão mais frutífera, devemos lembrar também dos pecados veniais.
Ver Preparando-se para a Confissão na primeira página do blog.

Quando a confissão é indigna?

Quando se recebe o Sacramento da Penitência sem dor verdadeira, nessa caso o sacramento é inválido e infrutífero.
Quando a pessoa omite deliberadamente a manifestação de um pecado mortal, essa confissão é inválida. E cada confissão posterior a essa, sem emenda, torna-se um sacrilégio e um novo pecado. Para emendar basta disse ao sacerdote, em comunhão, que fez uma má confissão e que quer corrigí-la.

O que é a contrição?

A palavra "contrição" deriva do latim e significa "moer", "pulverizar".
O Concílio de Trento que tratou do sacramento da Penitência diz que a contrição é um pesar de coração e detestação do pecado cometido, com o propósito de nunca mais cometê-lo.
Deus não perdoa nenhum pecado, mortal ou venial, se não estivermos arrependidos.
Há duas espécies de contrição:
a) Perfeita
É a dor dos pecados que nasce de um perfeito amor a Deus.
Quando brota do amor de Deus, amado acima de tudo, a contrição é "perfeita" (contrição de caridade). Esta contrição perdoa as faltas veniais e obtém também o perdão dos pecados mortais, se incluir a firme resolução de recorrer, quando possível, à confissão sacramental" (Catecismo)
b) Imperfeita
É uma dor mais egoísta.
A contrição chamada "imperfeita" (ou "atrição") também é um dom de Deus, um impulso do Espírito Santo. Nasce da consideração do peso do pecado ou do temor da condenação eterna e de outras penas que ameaçam o pecador (contrição por temor). Por si mesmo, porém, a contrição imperfeita não obtém o perdão dos pecados graves, mas predispõe a obtê-lo no sacramento da penitência. (Catecismo)
Para um ato de contrição genuíno é necessário:
a) Que a contrição seja interior - devemos querer dizer o que dizemos, se com toda a sinceridade nos determinamos a evitar tudo o que possa ofender a Deus, com a ajuda da sua graça, então temos contrição interior;
b) A nossa dor seja Sobrenatural - a nossa dor é sobrenatural quando nasce de considerações sobrenaturais; quer dizer, quando o seu porquê se baseia na fé em algumas verdades que Deus ensinou;
c) A nossa dor deve ser Suprema - quer dizer que devemos encarar realmente o mal moral do pecado como o máximo mal que existe, maior que qualquer mal físico ou meramente natural que nos possa ocorrer;
d) A dor deve ser Universal - devemos arrepender-nos de todos os pecados mortais, sem exceção.

Como saber se estou disposto a não mais pecar?

Não estamos contritos de um pecado se continuarmos dispostos a cometê-lo novamente, quando tivermos ocasião. Além disso, o propósito de não mais pecar abrange todos os pecados mortais, não só os que se confessaram; e deve incluir todos os pecados veniais.
O propósito de não mais pecar deve ser naquele momento da confissão, o importante é o momento de agora e da intenção de agora, não podemos confundir o momento atual com as possibilidades do futuro.

O que é Pecado Mortal e quais são?

O Pecado Mortal é o repúdio consciente e deliberado da vontade de Deus em matéria grave e provoca duas espécies de castigo: o castigo eterno (que é perdoado pelo sacramento da penitência) e o castigo temporal (reparação que devemos oferecer a Deus, que pode ser pago no purgatório ou através de obras de penitência (indulgência)).
Cometemos um Pecado Mortal quando desobedecemos um dos 10 Mandamentos da Lei de Deus, um dos 5 Mandamentos da Igreja, bem como, um dos 7 Pecados Capitais.

**Veja o vídeo onde o pe. Paulo Ricardo responde a pergunta: Um padre disse que posso me masturbar, e agora?


O que é Pecado Venial?

São as faltas cotidianas, que são perdoadas na Santa Missa no momento do Ato Penitencial, se estivermos contritos e arrependidos.

Devo confessar os pecados veniais?

A Igreja recomenda que os fiéis confessem também os pecados veniais (Can 988), quando aproximarem-se do Sacramento da Penitência.

Como se confessar?

Após ter feito o exame de consciência, o ato de contrição e o propósito de não mais pecar, devemos:
a) Aproximar-nos do sacerdote e fazermos a saudação e sinal da cruz;
b) Mencionar o tempo transcorrido desde a última confissão e se cumpriu a penitência;
c) Enunciarmos os pecados mortais, em voz baixa e claramente;
A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: "Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois, às vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos" (Catecismo)
Ao referirmos os pecados mortais na confissão, temos que indicar a espécie de pecados que cometemos e o número de vezes (Can 988), ou seja, não basta dizer: "pequei contra o segundo mandamento", tem que dizer se foi por blasfêmia, falso juramento, maldição, profanação, etc... Mais não precisa pormenorizar.
d) Nunca mencionemos os pecados dos outros e não digamos nomes;
e) Escutemos atentamente o sacerdote quando nos impõe a penitência, bem como os conselhos que nos possa dar;
f) Escutemos o sacerdote enquanto pronuncia as palavras da absolvição;
g) Permanecemos na Igreja alguns minutos em oração após a confissão;
h) Cumpramos a penitência.

E se eu esquecer de confessar algum pecado?

Todos os pecados mortais cometidos após o batismo ou após a última confissão devem ser explicitamente confessados, por isso, quando formos fazer o nosso exame de consciência devemos anotar os pecados cometidos para não esquerecermos.
Porém, se alguém esquece de mencionar na confissão um ou mais pecados mortais que tenha cometido e depois a pessoa se recorda desse pecado, deve mencioná-lo na próxima confissão, mas não é necessário que corra imediatamente ao confessor e pode aproximar-se da comunhão.
Isso ocorre porque devido à contrição universal do penitente, o pecado por ele esquecido já foi indiretamente perdoado; fica apenas a obrigação de mencioná-lo, se o recorda, na confissão seguinte, para que seja diretamente perdoado.

*Posso receber a Sagrada Comunhão estando em pecado grave (mortal), sem ter confessado, mais com o propósito de me confessar quando tiver oportunidade?

O Código de Direito Canônico determina no Canon 916 que:

Quem está consciente de pecado grave não celebre missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes.

Veja o vídeo onde o pe. Paulo Ricardo responde a essa pergunta:



Qual a postura que devo ter no momento da confissão?

Quando você chegar ao confessionário pode ficar sentado, no entanto, a melhor forma e que melhor demonstra o seu arrependimento é de joelhos.
Por que? Ora, na confissão a pessoa vai pedir perdão à Deus pelos pecados cometidos; Deus é superior a nós e não igual a nós; para alguém que é superior a nós, nós não pedimos, mais, imploramos e não se pode implorar nada sentado mais sim, de joelhos.
Portanto, quando formos confessar, se podemos, devemos procurar fazê-lo de joelhos e não sentados.

O que é a Penitência?

Muitos pecados prejudicam o próximo, assim, é preciso fazer algo para reparar o mal. Além disso, o pecado fere e enfraquece o pecador, como também a sua relação com Deus e com o próximo. A absolvição tira o pecado mais não remedeia todas as desordens causadas por ele. Estando livre do pecado o pecador deve procurar recobrar a saúde espiritual; deve procurar fazer algo para reparar seus pecados; isso se chama de penitência.
Quando o sacerdote for impor a penitência, para ser cumprida após a confissão, deve levar em conta a situação pessoal do penitente e procurar seu bem espiritual. Deve, ainda, corresponder, à gravidade e à natureza dos pecados cometidos.
A penitência pode ser imposta de várias formas, dentre elas: orações; ofertas; obras de misericórdia; serviço ao próximo; privações voluntárias; sacrifícios; aceitação paciente da cruz que devemos carregar.
Para que a nossa confissão seja boa, devemos aceitar a penitência imposta pelo sacerdote e ter a intenção de cumpri-la no tempo que ele nos fixar. Temos obrigação de cumprir a penitência imposta do modo como ela foi imposta.
Negligenciar deliberamente o cumprimento da penitência seria pecado mortal, se se tratasse de uma penitência grave imposta por pecados graves; negligenciar uma penitência leve seria um pecado venial.
Se esquecermos de cumprir a penitência não cometemos pecado mais, a dívida temporal, da qual a penitência nos teria absolvido, permanece em nosso débito.

Com que frequência devo procurar o Sacramento da Penitência?

Todo fiel é obrigado a confessar seus pecados graves ao menos uma vez ao ano (Can 989). No entanto, o fiel deve procurar o Sacramento da Penitência sempre que tiver um pecado grave (mortal).

O sacerdote pode fazer perguntas na hora da confissão?

Pode.
O sacerdote ao fazer perguntas deve proceder com prudência e discrição, atendendo a condição e idade do penitente e não deve perguntar nome do cumplice (Can 979)

O sacerdote pode falar os meus pecados?

Não. O sacerdote tem que obedecer ao sigilo sacramental que é inviolável (Can 983), sob pena de incorrer em excomunhão latae sententiae (Can 1388).
E, qualquer pessoa, mesmo leigo, que chegar a ouvir algo que algum penitente esteja dizendo em confissão é obrigado a não revelar jamais o que ouviu.
Nem o sacerdote, nem o leigo que porventura ouvir, podem comentar, nem com o penitente, os pecados confessados. Somente o penitente não está preso ao sigilo sacramental, podendo comentar, mas mesmo ele deve abster-se de falar o que confessou.

Sacerdote também se confessa?

Sim. Como todo católico ele é obrigado a confessar-se ao menos uma vez ao ano; porém, como ele não pode celebrar a Santa Missa em pecado mortal (Can 916) deve confessar-se sempre.
Em algumas Dioceses os sacerdotes tem todo mês uma reunião com o Bispo onde confessam-se.

Quando o sacerdote não pode absolver os pecados?

Quando a pessoa confessa ter denunciado falsamente um confessor do crime de ter solicitado ato contra o sexto mandamento, não pode ser absolvido até ter-se retratado formalmente (Can 982).
Quando o penitente é cumplice de pecado contra o sexto mandamento e não está disposto a afastar-se do pecado, salvo em caso de perigo de morte (Can 977).

A mulher deve usar o véu?

A mulher não é mais obrigada a usar o véu ao aproximar-se dos sacramentos, no entanto, se ela assim o desejar pode fazê-lo. E esta é uma forma de mostrar a sua submissão a Deus.

*Veja esse vídeo do pe. Paulo Ricardo sobre "O que é necessário para bem se confessar?":



*Alteração realizada em maio de 2012.
** Alteração realizada em julho de 2012

(Catecismo da Igreja Católica, Código de Direito Canônico, Carta Apostólica Misericordia Dei, A Fé Explicada, de Leo J. Trese e Christo Nihil Praeponere)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dia 24 de Agosto - São Bartolomeu


Bartolomeu de Caná, "filho de agricultor", um dos primeiros discípulos de Jesus, seria como Natanael "verdadeiro israelita, isento de fraude" (Jo 1, 45-51), que passou de um ceticismo irônico, quase ofensivo ("de Nazaré pode sair alguma coisa boa?") a um ardente ato de fé: "Mestre, tu és o Filho de Deus, és o Rei de Israel!".
Está no elenco das doze testemunhas das "coisas maiores" do Filho do Homem, sobre o qual viu os "céus abertos" (Mt 10,3).
Nada de certo se conhece sobre sua atividade.
O martírio que sofreu - esfolado vivo - figura nos costumes penais dos persas.

Liturgia
Leitura Ap 21, 9b-14
Salmo 144 (145)
Evangelho Jo 1, 45-51

(Missal Cotidiano)

Hino de Laudes da Festa de São Bartolomeu


Ó Apostolo sincero,
Ó grande Bartolomeu:
apontai-nos o caminho
que nos leva da terra ao Céu.
Por ver a sinceridade
que de vós irradiava,
em vós pôs o Seu olhar
o Salvador que passava.
E logo vos quis unir
à Sua missão divina
de pregar ao velho mundo
o que era nova doutrina.
Vivestes com Jesus Cristo
em perfeita intimidade.
Jamais perdeste o rumo
do evangelho da Verdade.
Glória a Ele que vos chamou
para serdes, a seu lado,
o que, junto a cada rei,
deve ser cada soldado.


São Bartolomeu, rogai por nós!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Somos a Igreja Católica

Missa na Capela privada do Papa Bento XVI

Vejam a Missa que o Papa celebra em sua Capela, todos os dias pela manhã.
Atentem para a forma de paramentar-se e os paramentos usados pelo Papa.
Percebam que ele celebra a Santa Missa, em vernáculo (italiano) e Versus Deum (de frente para Deus, ou como alguns dizem, de costas para o povo) - o altar está encostado na parede e é belíssimo, estando preparado com base no Missal Romano de 1962, ou seja, da mesma forma da Santa Missa de Sempre (missa tridentina).
Capela linda, moderna sem modernismo.


Dia 23 de Agosto - Santa Rosa de Lima

"Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumentais meu amor para convosco"

Isabel Flores, filha de imigrantes espanhóis estabelecidos no Peru, cognominada "Rosa" pelo frescor de seu rosto, desde a adolescência inscreveu-se na Ordem Terceira dominicana.
Consagrou a vida cuidando dos pobres.
Levou vida de extraordinária penitência e intensa piedade eucarística e mariana.
Favorecida com singulares dons místicos, especialmente nos últimos anos, morreu em Lima aos trinta e dois anos, após agudos sofrimentos, edificando o casal junto a quem vivia.
É a primeira santa canonizada do continente americano e considerada a Padroeira da América Latina.

Liturgia
Leitura 2Cor 10, 17
Salmo 148
Evangelho Mt 13, 44-46.

(Missal Cotidiano)

www.dominicanos.org.br

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

domingo, 22 de agosto de 2010

Dia 22 de Agosto - Nossa Senhora Rainha

Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. (Ap 12,1)

Em 1954, Pio XII instituía para o dia 22 de Agosto, a festa do Coração Imaculado de Maria, em harmonia com a solenidade de S. Coração de Jesus. Escreveu a Encíclica Ad Caeli Reginam, sobre a realiza de Maria.

Em 1955 estabelecia para 31 de maio a festa de Maria Rainha, paralela à solenidade de Cristo Rei.

O novo calendário, assim como aproximou, para mais perfeito significado, a "Memória" do Coração de Maria da solenidade do Coração de Jesus, da mesma forma, colocando a Realeza de Maria a 22 de Agosto, oito dias após a Assunção, quis pôr em relevo a estreita ligação entre a Assunção e a Glorificação de Nossa Senhora.

A realeza messiânica é o estado a que são destinados todos os cristãos, Maria foi a primeira a realizar em si a promessa de Jesus: "Comereis e bebereis à minha mesa no meu reino e sentar-vos-eis em tronos para julgar as doze tribos de Israel" (Lc 22, 28-30)

Liturgia:
Leitura Is 9, 1-6
Salmo 112
Evangelho Lc 1, 26-38

Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!

sábado, 21 de agosto de 2010

Catequese de Bento XVI sobre São Pio X

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)


Queridos irmãos e irmãs,


hoje, desejo me ater sobre a figura do meu Predecessor São Pio X, do qual, no próximo sábado, celebra-se a memória litúrgica, sublinhando alguns traços que podem ser úteis também para os Pastores e os fiéis do nosso tempo.


Giuseppe Sarto, assim era o seu nome, nasceu em Riese (Treviso), em 1835, em uma família de camponeses. Depois de estudar no Seminário de Pádua, foi ordenado sacerdote aos 23 anos. No começo, foi vigário em Tombolo, após pároco em Salzano, depois cônego da catedral de Treviso, com o encargo de chanceler episcopal e diretor espiritual do Seminário Diocesano. Nestes anos de rica e generosa experiência pastoral, o futuro Pontífice mostrou aquele profundo amor a Cristo e à Igreja, aquela humildade e simplicidade e aquela grande caridade com relação aos mais necessitados, que foram características de toda a sua vida. Em 1884, foi nomeado Bispo de Mântua e, em 1893, Patriarca de Veneza. Em 4 de agosto de 1903, foi eleito Papa, ministério que aceitou com hesitação, porque não se considerava digno de uma tarefa assim tão alta.


O pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja e foi caracterizado por um notável esforço de reforma, sintetizado no seu lema Instaurare omnia in Christo (Renovar todas as coisas em Cristo). Suas intervenções, de fato, envolveram os diversos ambientes eclesiais. Desde o início, dedicou-se à reorganização da Cúria Romana; após, deu início aos trabalhos para a redação do Código de Direito Canônico, promulgado pelo seu Sucessor, Bento XV. Promoveu, em seguida, a revisão dos estudos e do "iter" (processo) de formação dos futuros sacerdotes, fundando também vários Seminários regionais, equipados com boas bibliotecas e professores preparados. Outro setor importante foi aquele da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, havia escrito ele próprio um catecismo e, durante o episcopado em Mântua, trabalhou a fim de se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano. Como autêntico pastor, havia entendido que a situação da época, também devido ao fenômeno da emigração, tornava necessário um catecismo a que todos os fiéis pudessem recorrer independentemente do local e das circunstâncias da vida. Como Pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, que se difundiu depois por toda a Itália e no mundo. Esse Catecismo é chamado "de Pio X" e foi, para muitos, um guia seguro no aprender as verdades da fé através de uma linguagem simples, clara e precisa, com eficácia positiva.


Notável atenção dedicou à reforma da Liturgia, em particular da música sacra, para conduzir os fiéis a uma mais profunda vida de oração e a uma mais plena participação nos Sacramentos. No Motu Proprio Tra le sollecitudini (1903, primeiro ano de seu pontificado), ele afirma que o verdadeiro espírito cristão tem a sua primeira e indispensável fonte na participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja (cf. ASS 36 [1903], 531). Por isso, recomendou a recorrência frequente aos sacramentos, favorecendo a frequência cotidiana à Santa Comunhão, bem preparados, e antecipando oportunamente a Primeira Comunhão das crianças para em torno de sete anos de idade, "quando a criança começa a raciocinar" (cf. Sagrada Congregação De Sacramentis, Decretum Quam singulari: AAS 2 [1910], 582).


Fiel à missão de confirmar os irmãos na fé, São Pio X, frente a algumas tendências que se manifestaram no contexto teológico no final do século XIX e início do século XX, interveio decisivamente, condenando o "Modernismo", para defender os fiéis das concepções errôneas e promover um aprofundamento científico da Revelação em consonância com a Tradição da Igreja. Em 7 de maio de 1909, com a Carta Apostólica Vinea electa, fundou o Pontifício Instituto Bíblico. Os últimos meses de sua vida foram marcados pelos clarões da guerra. O apelo aos católicos do mundo, lançado em 2 de agosto de 1914 para expressar "a amargura" do momento presente, foi o grito sofredor do pai que vê os filhos se colocarem uns contra os outros. Morreu pouco tempo depois, em 20 de agosto, e a sua fama de santidade começou a se espalhar rapidamente entre o povo cristão.


Queridos irmãos e irmãs, São Pio X ensina a nós todos que a base da nossa ação apostólica, nos vários campos em que atuamos, sempre deve ser uma íntima união pessoal com Cristo, a se cultivar e crescer dia após dia. Esse é o núcleo de todo o seu ensinamento, de todo o seu compromisso pastoral. Somente se estamos enamorados pelo Senhor seremos capazes de levar os homens a Deus e apresentá-los a Seu amor misericordioso, e, assim, apresentar o mundo à misericórdia de Deus.



Dia 21 de Agosto - Pio X


José Sarto, nascido em Treviso, de família camponesa, uma vez sacerdote, foi diretor espiritual do seminário, pároco, depois bispo de Mântua e Veneza, e tornou-se papa com o nome de Pio X.

Seu lema "Instaurare omnia in Christo" foi um programa de renovação e reformas.

Afastou toda intromissão política na eleição do papa, reformou a administração central da Igreja e as nomeações dos bispos, preparou a codificação das leis universais eclesiásticas. Sendo, até então, um dos poucos papas chegado à direção da Igreja após ter passado pelos diversos graus da vida pastoral direta, preocupou-se com suas bases: formação catequética, participação litúrgica, conhecimento da palavra de Deus.

Para esse amplo trabalho pastoral, fez preparar um catecismo; encaminhou a reforma litúrgica, particularmente na música, canto e breviário, recomendou a comunhão frequente e cotidiana e a primeira comunhão das crianças; favoreceu os estudos bíblicos. Cuidou da formação pastoral do clero, elevando o seu nível de estudo e favorecendo o tomismo; condenou os desvios doutrinais do "modernismo". Espírito profundamente religioso, rico em dotes humanos e capacidade administrativa, concentrou-se na vida interna da Igreja; tomou a peito os movimentos laicos que iriam se transformar, sob Pio XI, na Ação Católica.


Pio X foi precursor do Vaticano II na renovação da vida da Igreja, particularmente pelas reformas catequética, litúrgica, pastoral e missionária.

Foi beatificado em 03 de junho de 1951 e canonizado em 29 de maio de 1954 pelo Papa Pio XII.

É considerado o padroeiro da primeira comunhão!

Escreveu o Motu Proprio Tra Le Sollecitudini sobre a Música Sacra e a Encíclica Pascendi Dominici Gregis sobre as doutrinas modernistas, dentre outras.

(Missal Romano e Vaticano)

São Pio X, rogai por nós!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dia 20 de Agosto - São Bernardo

São Bernardo de Claraval

Nascido na Borgonha, "o último dos Padres, mas não inferior aos primeiros" (como o chamou Mabillon), reagindo contra a dialética escolástica incipiente, manteve-se firmíssimo na tradição da Escritura, dos Padres, da liturgia e da vida monástica.

Segundo fundador dos Cistercienses, entrara aos vinte e dois anos na abadia de Citeaux (Cister, donde o nome da ordem), perto de Dijon, seguido por seus irmãos e de um grupo de rapazes atraídos por seu entusiasmo.


Canto do Sanctus na Missa do Retiro dos Monges Cistercienses 2010

Fundou em seguida a abadia de Claraval, onde morreu.

Unindo o estudo e a contemplação à ação mais intensa, Bernardo pregou a segunda cruzada, interveio como pacificador nas contendas que dividiam os cristãos, e fundou cerca de sessenta e oito mosteiros da Espanha à Siria, da Sicília à Suécia.

Além de centros de vida religiosa esses mosteiros eram escolas de agricultura e manufatura.

Bernardo escreveu muitos comentários à Sagrada Escritura.

Pela sua doutrina é reconhecido como Doutor da Igreja.

São Bernardo, rogai por nós!

(Missal Cotidiano e http://www.abadiaitaporanga.org.br/CisterciensesnoBrasil.html)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia 19 de Agosto - São João Eudes


São João Eudes, era presbítero, foi o iniciador, doutor e apóstolo do culto litúrgico ao Sagrado Coração de Jesus.

Fundou a Congregação de Jesus e Maria, os Eudistas, para a direção espiritual dos seminários, especialmente para as missões junto ao povo e o ramo feminino chamado Refúgio de Nossa Senhora da Caridade.

Ele mesmo pregou muitíssimas, para recristianizar o meio rural.

O Eudistas no Brasil estão presentes em Fortaleza (Ce) e Salvador (Ba).

http://www.eudistes.org

São João Eudes, rogai por nós!

CLAUSURA

Ave Maria in Latin

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Catequese de Bento XVI sobre o martírio

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)


Queridos irmãos e irmãs,

hoje, na Liturgia, recordamos Santa Clara de Assis, fundadora das Clarissas, luminosa figura da qual falarei em uma das próximas Catequeses. Mas, nesta semana – como já havia indicado no Angelus do último domingo –, fazemos memória também de alguns Santos mártires, tanto dos primeiros séculos da Igreja, como São Lourenço, Diácono; São Ponciano, Papa, e São Hipólito, Sacerdote, quanto de épocas mais próximas da nossa, como Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), patrona da Europa, e São Maximiliano Maria Kolbe. Desejo, a seguir, ater-me brevemente sobre o martírio, forma de amor total a Deus.

Onde se baseia o martírio?

A resposta é simples: sobre a morte de Jesus, sobre o seu sacrifício supremo de amor, consumado sobre a Cruz, a fim de que pudéssemos ter a vida (cf. Jo 10, 10). Cristo é o servo sofredor de que fala o profeta Isaías (cf. Is 52, 13-15), que doou a si mesmo em resgate de muitos (cf. Mt 20, 28). Ele exorta os seus discípulos, a cada um de nós, a tomar todo o dia a sua cruz e a segui-lo na via do amor total a Deus Pai e à humanidade: "quem não toma a sua cruz e não me segue – nos diz –, não é digno de mim. Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á" (Mt 10,38-39).

É a lógica do grão de trigo que morre para germinar e dar vida
(cf. Jo 12, 24). O próprio Jesus "é o grão de trigo vindo de Deus, o divino grão de trigo, que caiu na terra, que se deixou quebrar, romper pela morte e, exatamente através disso, se abre e pode dar frutos na vastidão do mundo" (Bento XVI, Visita à Igreja Luterana de Roma, 14 de março de 2010). O mártir segue o Senhor até o fim, aceitando livremente morrer pela salvação do mundo, em uma prova suprema de fé e de amor (cf. Lumen Gentium, 42).

Ainda uma outra vez, de onde nasce a força para encarar o martírio?

Da profunda e íntima união com Cristo, porque o martírio e a vocação ao martírio não são o resultado de um esforço humano, mas resposta a uma iniciativa e a um chamado de Deus, são um dom da Sua graça, que capacita para oferecer a própria vida por amor a Cristo e à Igreja e, assim, ao mundo
. Se lemos as vidas dos mártires, ficamos estupefatos pela serenidade e a coragem com que encararam o sofrimento e a morte: o poder de Deus manifesta-se plenamente na debilidade, na pobreza de quem se confia a Ele e deposita somente n'Ele a própria esperança (cf. 2Cor 12, 9).

Mas é importante sublinhar que a graça de Deus não suprime ou sufoca a liberdade de quem encara o martírio, mas, ao contrário, a enriquece e a exalta: o mártir é uma pessoa sumamente livre, livre nos confrontos do poder, do mundo; uma pessoa livre, que em um único ato definitivo doa a Deus toda a sua vida, e em um supremo ato de fé, de esperança e de caridade se abandona nas mãos do seu Criador e redentor; sacrifica a própria vida para ser associado de modo total ao Sacrifício de Cristo sobre a Cruz. Em uma palavra, o martírio é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, como dizia na quarta-feira passada, provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós é excluído do chamado divino à santidade, a viver em alta medida a existência cristã, e isso implica tomar a cruz de cada dia sobre si. Todos, sobretudo no nosso tempo, em que parecem prevalecer o egoísmo e o individualismo, devemos assumir como primeiro e fundamental compromisso aquele de crescer todo dia em um amor maior a Deus e aos irmãos, para transformar a nossa vida e transformar assim também o nosso mundo.

Por intercessão dos Santos e dos mártires, peçamos ao Senhor que inflame o nosso coração para sermos capazes de amar como Ele amou a cada um de nós.




(Canção Nova)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dia 11 de Agosto - Santa Clara de Assis

Eu me alegro de verdade, e ninguém pode roubar-me esta alegria, porque já alcancei o que desejava abaixo do céu! (Sta Clara)

Hoje a Igreja lembra Santa Clara de Assis. Clara foi a primeira mulher que se entusiasmou pelo ideal de São Francisco de Assis, com quem sempre esteve em profundo relacionamento espiritual; tinha então dezoito anos. Pode-se dizer que sua vida religiosa, desde quando fugiu de casa, seguida quinze dias depois pela irmã, Santa Inês de Assis, foi um esforço contínuo para atingir a total e perfeita pobreza.
Fundou com Francisco a segunda ordem franciscana que lhe traz o nome: as clarissas, na qual entraram também a mãe, Ortolana, e a outra irmã, Beatriz. Passou a segunda metade da vida quase sempre acamada, mas participando com frequência nos ofícios divinos. Com a Eucaristia nas mãos, salvou o convento de um ataque dos sarracenos, em 1240. Morreu em São Damião, a 11 de agosto. Santa Clara é considerada a "Patrona da Televisão".

Irmãs Clarissas

O corpo de Santa Clara de Assis, incorruptível, está hoje na Basílica de Santa Clara, em Assis, onde as irmãs clarrisas, do clausto, podem ver os ossos da Santa.

"Aqui jaz o corpo da Virgem Santa Clara"

Liturgia


Leitura Fl 3, 8-14


Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Irmãos, na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele eu perdi tudo. Considero tudo como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele, não com minha justiça provinda da Lei, mas com a justiça que vem de Deus, na base da fé. Esta consiste em conhecer a Cristo, experimentar a força da sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte, para ver se alcanço a ressurreição dentre os mortos. Não que já tenha recebido tudo isso, ou que já seja perfeito. Mas corro para alcançá-lo, visto que já fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, eu não julgo já tê-lo alcançado. Uma coisa, porém, eu faço: esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está na frente. Corro direto para a meta, rumo ao prêmio, que, do alto, Deus me chama a receber um Cristo Jesus.
Palavra do Senhor
Graças à Deus.

Salmo 15

R. O Senhor é a porção da minha herança!
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Digo ao Senhor: "Somente vós sois meu Senhor."
Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
meu destino está seguro em vossas mãos! R

Eu bendigo o Senhor, que me aconselha,
e até de noite me adverte o coração.
Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,
pois se o tenho a meu lado não vacilo. R

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
junto a vós, felicidade sem limites,
delícia eterna e alegria ao vosso lado! R

Evangelho Mt 19, 27-29

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: "Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que haveremos de receber?"
Jesus respondeu: "Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna."
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

ORAÇÃO A SANTA CLARA

Ó amável Santa Clara, por teu amor à infância de Jesus,
alcança-nos a proteção sobre nossa família.
Por teu amor à paixão de Jesus,
alcança-nos força e coragem na provação.
Pelo teu amor à Igreja,
alcança-nos a fé, a esperança e a caridade.
Por teu amor aos irmãos,
alcança-nos a graça que vos pedimos (fazer o pedido).
Por teu amor à oração,
alcança-nos o desejo de "estar" com o Senhor.
Por teu amor à pobreza,
alcança-nos desprender-nos dos vícios e pecados.
Por tua santa morte,
alcança-nos também a nós, uma vida e morte santas nas mãos da Virgem Maria. Amém


Santa Clara de Assis, rogai por nós!

(Missal Cotidiano e www.clarissas.com.br)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dia 10 de Agosto - São Lourenço


São Lourenço é diácono e mártir.
Um antigo documento de 354, a Depositio martyrum, recorda, entre outros santos, também o popular diácono da Igreja de Roma, sepultado em Roma a 10 de agosto. Sua figura já no Século IV aparece consagrada pela lenda. Aprisionado juntamente com o Papa Sisto II, Lourenço não seria logo trucidado (porque os perseguidores esperavam arrancar-lhes os bens da comunidade cristã), mas queimado vivo alguns dias depois, ao declarar que a única riqueza que possuía eram os pobres a ele confiados pela Igreja.
Sua festa era de preceito até o século passado, e os elementos da liturgia da vigília e do dia figuram nos mais antigos sacramentários. O exemplo de Lourenço suscitou um batalhão de moços generosos a serviço da Igreja e dos pobres.

Liturgia

Leitura: 2Cor 9, 6-10
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos: Quem semeia pouco colherá também pouco e quem semeia com largueza colherá também com largueza. Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento; pois Deus "ama quem dá com alegria". Deus é poderoso para vos acumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra toda obra boa, como está escrito: "Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre". Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça.
Palavra do Senhor
Graças à Deus.

Salmo 111 (112)

R. Feliz o homem caridoso e prestativo

Feliz o homem que respeita o Senhor
e que ama com carinho a sua lei!
Sua descendência será forte sobre a terra,
abençoada a geração dos homens retos! R

Feliz o homem caridoso e prestativo,
que resolve seus negócios com justiça.
Porque jamais vacilará o homem reto,
sua lembrança permanece eternamente! R

Ele não teme receber notícias más:
confiando em Deus, seu coração está seguro.
Seu coração está tranquilo e nada teme,
e confusos há de ver seus inimigos. R

Ele reparte com os pobres os seus bens,
permanece para sempre o bem que fez,
e crescerão a sua glória e seu poder. R

Evangelho: Jo 12, 24-26

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo João
Naquele tempo Jesus disse aos seus discípulos:
Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.
Paravra da Salvação
Glória a vós, Senhor.

(Missal Cotidiano)

São Lourenço, rogai por nós

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ORAÇÃO DA AVE MARIA

Nossa Senhora de Fátima peregrina

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Ave, Maria (alegra-te, Maria)
A saudação do anjo Gabriel abre a oração da Ave-Maria. É o próprio Deus que, por intermédio de seu anjo, saúda Maria. Nossa oração ousa retomar a saudação de Maria com o olhar que Deus lançou sobre sua humilde serva, alegrando-nos com a mesma alegria que Deus encontra nela.

Cheia de graça, o Senhor é convosco
As duas palavras de saudação se esclarecem mutuamente. Maria é cheia de graça porque o Senhor está com ela. A graça com que ela é cumulada é a presença daquele que é a fonte de toda graça. "Alegra-te, filha de Jerusalém... O Senhor está no meio de ti" (Sf 3, 14.17a). Maria, em quem vem habitar o próprio Senhor, é em pessoa filha de Sião, a Arca da Aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: ela é "a morada de Deus entre os homens" (Ap 21, 3). "Cheia de graça", e toda dedicada àquele que nela vem habitar e que ela vai dar ao mundo.

Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus
Depois da saudação do anjo, tornamos nossa a palavra de Isabel. "Repleta do Espírito Santo" (Lc 1, 41), Isabel é a primeira na longa série das gerações que declaram Maria bem-aventurada: "Feliz aquela que creu..." (Lc 1, 45): Maria é "bendita entre as mulheres" porque acreditou na realização da palavra do Senhor. Abraão, por sua fé, se tornou uma benção para "todas as nações da terra" (Gn 12, 3). Por sua fé, Maria se tornou mãe dos que creem, porque, graças a ela, todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: "Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus".

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós...
Com Isabel também nós nos admiramos: "Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?" (Lc 1, 43). Porque nos dá Jesus, seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza como rezou por si mesma: "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: "Seja feita a vossa vontade".

Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.
Pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos pobres pecadores e nos dirigimos à "Mãe de misericórdia", à Toda Santa. Entregamo-nos a ela "agora", no hoje de nossas vidas. E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos "a hora de nossa morte". Que ela esteja então presente, como na morte na Cruz de seu Filho, e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe, para nos conduzir a seu Filho, Jesus, no Paraíso.

Ave, Maria, gratia plena, Dóminus tecum
Benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui, Jesus
Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen


Maria é a Orante perfeita, figura da Igreja. Quando rezamos a ela, aderimos com ela ao plano do Pai, que envia seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo bem-amado, acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus, que se tornou a mãe de todos os vivos. Podemos rezar com ela e a ela. A oração da Igreja é acompanhada pela oração de Maria, que lhe está unida na esperança.

(Catecismo)
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