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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os Santos Inocentes - Dia 28 de Dezembro


Todos os calendários litúrgicos orientais incluem esta Festa. No ano litúrgico, que se desenvolve segundo a narração cronológica dos fatos evangélicos, o relato do "morticínio dos inocentes" (Mt 2, 13-18) encontrou sua posição lógica ao lado do mistério do Natal. A Festa e o culto dos Santos Inocentes, que "confessaram a Cristo não com a palavra mas com a morte", lembram-nos que o martírio, antes de ser uma homenagem do homem a seu Deus, é uma graça, um dom gratuito do Senhor. Louvar a Deus pelo sangue de crianças inocentes deixa de parecer um absurdo para quem sabe contemplar na fé o Cordeiro, Jesus Cristo, vencedor de todo mal.
Os primeiros capítulos do Evangelho de Mateus sublinham um de seus temas principais: apresentar Cristo como o novo Moisés, que tem o direito de discutir a lei e dispensar dela os seus discípulos. Por isto, Mateus escolhe as tradições da infância de Jesus que estabelecem um paralelo entre ele e Moisés. O nascimento de ambos coincide com um morticínio de meninos hebreus (Ex 1, 8-20 e Mt 2, 13-18), ambos vão ao Egito (Ex 3, 10 e Mt 2, 13-14), ambos realizam a palavra: "do Egito chamei meu filho" (Mt 2, 15; Os 11, 1; Ex 12, 37-42). A narração de Mateus não põe a tônica no morticínio em si, porém antes na vocação do novo Moisés, já delineada pelos acontecimentos de sua infância.

Liturgia

Leitura Jo 1, 5-2, 2
Leitura da Primeira Carta de são João
Caríssimos, a mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos, é esta: Deus é luz e nele não há trevas. Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade. Mas, se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. Se reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa. Se dissermos que nunca pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de nós. Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 123 (124)

R. Nossa alma como um pássaro escapou
do laço que lhe armara o caçador.

- Se o Senhor não tivesse ao nosso lado,
quando os homens investiram contra nós,
com certeza nos teriam devorado
no furor de sua ira contra nós. R.

- Então as águas nos teriam submergido,
a correnteza nos teria arrastado,
e então, por sobre nós teriam passado
essas águas sempre mais impetuosas. R.

- O laço arrebentou-se de repente,
e assim nós conseguimos libertar-nos.
O nosso auxílio está no nome do Senhor,
do Senhor que fez o céu e fez a terra! R.

Evangelho Mt 2, 13-18
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo". José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Do Egito chamei meu Filho". Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: "Ouvi-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais".
Palavra da Salvação.
Glória a vos, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

Santos Inocentes, rogai por nós!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

São João, apóstolo - Dia 27 de Dezembro



Ao evangelista João devemos um Jesus mais íntimo, aquele que mais profundamente se manifesta filho de Deus feito homem.
Filho de Zebedeu, rico pescador de Betsaida (Mc 1,20; Mt 4, 18-22; Jo 1,44), e de Salomé, uma das mulheres que se puseram a serviço de Jesus e de seus apóstolos, João foi provavelmente educado, como o irmão Tiago, em ambiente da seita dos zelotes, como mostra a vivacidade de suas réplicas (Mc 3,17; Lc 9, 53-56). Sendo discípulo de João Batista (Jo 1, 35-41), foi encaminhado a Jesus por seu mestre. Uma vez discípulo de Jesus, João foi um dos mais ativos membros do grupo, um daqueles a quem o Senhor confiou maior número de encargos e os mais íntimos segredos (Mt 17, 1-8; Mc 13,3; Lc 22,8; Jo 13,23; Mt 26,37; Jo 19, 26; 20,3). Tomou parte do Concílio de Jerusalém (Gl 2,9) e, no termo de uma longa vida apostólica, foi exilado na ilha de Patmos, ao tempo de Domiciano (Ap 1). 
João colocou no centro de seu Evangelho a manifestação de Deus ao mundo na pessoa do Cristo: Jesus é filho de Deus, e se apresenta como tal mediante seus grandes "eu sou" e múltiplas manifestações concretas. A tais manifestações João dá o nome de "testemunho" ou de "missão", numa série de "sinais" da "glória" de Deus; o mais importante destes "sinais" realiza-se na "hora" da glorificação de Cristo no mistério pascal. Estes sinais perpetuam-se na vida da Igreja e nos sacramentos da presença do Senhor.
As cartas de João prolongam o ensinamento de seu Evangelho. Deus, que é "Amor e Luz", os deveres cristãos derivados da caridade e as precauções contra o pecado são os temas principais.
O Apocalipse é essencialmente uma meditação sobre o significado da história, redigida segundo um gênero literário muito usado no mundo hebraico, e destinada a fortalecer a fé cristã exposta a perseguições: Cristo já venceu o mundo e Satanás; os que participam dos sofrimentos de Cristo participarão também de seu triunfo.

Liturgia

Leitura Jo 1, 1-4
Leitura da Primeira Carta de são João
Caríssimos, o que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida, - de fato, a Vida manifestou-se e nós vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós - isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 96 (97)

R. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

- Deus é Rei! Exulte a terra de alegria,
e as ilhas numerosas rejubilem!
Treva e nuvem o rodeiam no seu trono
que se apóia na justiça e no direito. R.

- As montanhas se derretem como cera
ante a face do Senhor de toda a terra;
e assim proclama o céu sua justiça,
todos os povos podem ver a sua glória. R.

- Uma luz já se levanta para os justos,
e a alegria, para os retos corações.
Homem justos, alegrai-vos no Senhor,
celebrai e bendizei seu santo nome! R.

Evangelho Jo 20, 2-8
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
No primeiro dia da semana, Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: "Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram".
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

São João apóstolo, rogai por nós!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Santo Estêvão - 26 de Dezembro

Primeiro Mártir

Na Igreja apostólica, o jovem Estêvão foi uma chama pentecostal. Lucas refere-nos as circunstâncias da eleição de Estêvão ao diaconato (At 6, 1-6). Havia certa tensão entre os cristãos de origem palestinense e os da diáspora, e toda a comunidade corria o risco de se fechar em si mesma. Os apóstolos, conscientes de sua missão essencialmente unificadora (Rm  15,20; 1Cor 3,10; 12,28; Ap 21,14), atribuíram aos diáconos algumas tarefas de organização e pregação. A origem grega dos sete diáconos equilibrava em parte a autoridade dos "Doze", de origem palestinense. Mas Estevão não limitou seu "diaconato" aos serviços caritativos; assumiu responsabilidades no plano da pregação e evangelização. O livro dos Atos lhe atribui um sermão que constitui a primeira amostra cristã de Leitura dos textos do Antigo Testamento em função da vinda do Senhor (At 7) e que serviu de modelo aos primeiros evangelizadores. Além de primeiro diácono e apologista, Estêvão foi também o primeiro mártir da Igreja. Seu zelo, de fato, não podia ser tolerado por aqueles a quem atacava até nas sinagogas, com suas exortações consideradas blasfemas.
O relato da "paixão de Estêvão" é moldado por Lucas sobre o da paixão de Cristo. Como o Mestre, também Estêvão morreu perdoando a seus algozes.

Liturgia

Leitura At 6, 8-10; 7, 54-59
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. E disse: "Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus". Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. Enquanto o apedrejaram, Estêvão clamou dizendo: "Senhor Jesus, acolhe o meu espírito".
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 30 (31)

R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

- Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza;
por vossa honra orientai-me e conduzi-me! R.

- Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
Vosso amor me faz saltar de alegria.
Pois olhastes para as minhas aflições R.

- Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo,
e salvai-me pela vossa compaixão! R.

Evangelho Mt 10, 17-22
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: "Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis fazer. Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.
O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo."
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

Santo Estêvão, rogai por nós!

domingo, 23 de dezembro de 2012

sábado, 22 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Papa critica novas concepções da família que se baseiam no homossexualismo



Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI criticou nesta sexta-feira (21/12) duramente as novas 
concepções da família que não se baseiam na união entre um homem e uma mulher e afirmou que "na luta pela família" está em jogo a essência do ser humano. Em seu discurso de fim de ano à Cúria Romana, o Papa também denunciou a falsidade dos estudos de gênero e citou o grande rabino da França, Gilles Bernheim, muito crítico ao projeto do governo socialista francês de legalizar o casamento e a adoção para os homossexuais.

O Papa elogiou o trabalho do rabino Bernheim, que demonstra que "atentar contra a autêntica forma da família, constituída por um pai, uma mãe e uma criança (...) coloca em jogo a própria visão do ser humano". Em seu discurso de fim de ano, no qual costuma explicar as principais preocupações da Igreja, o Papa lamentou a "profunda falsidade" dos estudos de gênero, que consideram que o sexo de uma pessoa é determinado, na realidade, pela sociedade e educação.


Fonte: CorreioWeb


Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!

São Pedro Canísio - 21 de Dezembro


Pedro Canísio, natural de Nimega (Holanda), tornou-se sacerdote da Companhia de Jesus e consagrou-se inteiramente à restauração católica por meio da pregação, composição do primeiro catecismo católico e outros manuais de doutrina cristã, e da fundação de muitos colégios jesuítas na Alemanha. Seu famoso catecismo, escrito com o intuito de defender a fé católica dos erros do tempo, foi traduzido nas principais línguas e teve mais de quatrocentas edições. Participou como teólogo do Concílio de Trento. Conselheiro de papas e príncipes, viveu na Alemanha os últimos trinta anos, a tal ponto empenhado em restaurar a Igreja, que foi chamado o "segundo apóstolo da Alemanha", depois de são Bonifácio. Pio XI canonizou-o e proclamou-o Doutor da Igreja em 1925.

Liturgia

Leitura 2Tm 4,1-5
Salmo 39
Evangelho Mt 5, 13-19

Fonte: Missal Cotidiano

São Pedro Canísio, rogai por nós!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Santa Joana Francisca de Chantal - 10 de Dezembro


Joana Frémiot (Dijon, França, 1572 - Moulins, 13 de Dezembro de 1641) é modelo de perfeição evangélica em todos os estados de vida. Esposa do barão de Chantal e mãe de seis filhos, ficando viúva, seguiu o itinerário de vida devota sob a direção de São Francisco de Sales, praticando, de modo especial, as obras de caridade para com os pobres e doentes. Fundou em Annecy a Ordem da Visitação (1610).

Liturgia

Leitura Pr 31, 10-13.19-20.30-31
Salmo 130 (131)
Evangelho Mc 3, 31-35

Fonte: Missal Cotidiano

Santa Joana Francisca de Chantal, rogai por nós!

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Imaculada Conceição

Imagem de Destaque  
Alegra-te, ó Toda Cumulada Pela Graça

 
O tempo do Advento tem, sem dúvida alguma, um sabor mariano. É com a Virgem que melhor aprendemos como esperar o Sol que nasce da Aurora, o Cristo, nosso Deus! Por isso, é muito conveniente celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, a Virgem.

O que a Igreja crê e celebra neste mistério? A Escritura Santa nos ensina que a humanidade fora criada por Deus para a comunhão com Ele, para ser feliz convivendo com Ele, construindo a vida e o mundo. Mas, infelizmente, desde o início da história humana e até hoje, nossa raça foi dizendo “não” ao sonho de Deus. Quisemos e queremos ainda ser como deuses, conhecedores do bem e do mal (cf. Gn 3,4s); queremos viver a vida de modo autônomo, como se a existência fosse nossa e não um dom recebido do Senhor. Se não dizemos, pensamos muitas vezes: "A vida é minha; faço dela o que eu quero! O resultado dessa atitude tem sido trágico: tornamo-nos uma humanidade ferida, esfacelada num mundo também ferido e esfacelado.

Somos todos presa de um enorme fechamento para Deus, uma desconfiança n'Ele, uma tendência a não percebê-Lo. Por isso somos profundamente desequilibrados no nosso modo de nos ver, de ver a vida, de nos relacionar com os outros e com o mundo. Somos um poço de contradições, de paixões, de anseios desencontrados e sentimentos, muitas vezes, destrutivos. Somos, pois, profundamente feridos de morte, feridos até a morte! É esta situação miserável que a Igreja denomina “pecado original”, pecado que já nos marca desde o primeiro momento de nossa existência: “Minha mãe já concebeu-me pecador” (Sl 50,7). É desta situação miserável, sem saída, que Cristo nos arranca com a Sua encarnação, Sua vida, Sua morte e ressurreição com o dom do Seu Espírito: “Todos pecaram e estão privados da glória de Deus, e são justificados gratuitamente em virtude da redenção realizada por Jesus Cristo” (Rm 3,23s).

Pois bem, a Igreja crê, firmemente, que a toda Santa Virgem Maria, desde o primeiro momento em que foi concebida no seio de sua mãe, foi preservada por Deus desta solidariedade com esta situação de pecado. Nós já nascemos marcados de morte; ela, desta marca de pecado foi preservada; nós, precisamos ser arrancados da lama do pecado graças à cruz do Cristo; ela, pela cruz do Cristo foi liberta desde a origem e, sequer, foi tocada por esta lama maldita; nós fomos redimidos, porque lavados desta lama; ela foi ainda mais perfeitamente redimida. porque, pelos méritos da Paixão do Senhor, sequer experimentou esta situação de pecaminosidade.

Desde o ventre materno, desde o primeiro instante de sua concepção, o Senhor a libertou graças aos méritos de Cristo. Ela, a Virgem, pode ser chamada Toda Santa, isto é, Toda Santificada. Ela pode cantar as palavras da profecia de Isaías: “Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me vestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias!”

A Igreja crê nesta Concepção Imaculada da Mãe de Jesus e com ela se alegra. E crê fundamentada na Escritura Sagrada. A Palavra de Deus não afirma que o Senhor colocou uma inimizade de morte entre a serpente e a Mulher, entre a descendência da serpente e da Mulher? Quem é esta Mulher? Não é aquela a quem Jesus chama Mulher em Caná e ao pé da cruz? Não é aquela de quem São Paulo diz: “Quando chegou a plenitude dos tempos, enviou Deus o Seu Filho nascido de Mulher? Como, pois, poderia estar sob o domínio do pecado, fruto da serpente, a Mulher de quem nasceria o Cordeiro sem mancha, que tira o pecado do mundo? 
 
Estejamos atentos ainda no modo como Gabriel saudou a Virgem no Evangelho: ele lhe muda o nome! Não diz "Alegra-te, Maria!”, mas “Alegra-te, Cheia de Graça!”. Cheia de graça, kecharitomene, do verbo charitô, agraciar. "Alegra-te, ó Toda Cumulada Pela Graça!", "Alegra-te, ó Mar de Graça, ó possuída totalmente pela graça! Em ti, Virgem Maria, não há o mínimo lugar, a mínima brecha para a “des-graça” do pecado!" – É isto que significam as palavras de Gabriel. Podem crer: Deus juntou toda água um dia e chamou de mar; Deus juntou toda graça, outro dia, e a chamou de Maria!

A Virgem não é dona da graça; ela a recebeu totalmente. A Virgem não é imaculada por seus próprios méritos, mas pelos méritos daquele que, nascido de suas entranhas benditas, venceu a antiga serpente e destruiu o antigo inimigo. Observemos que esta ideia aparece na segunda leitura da Missa desta solenidade. O que diz o apóstolo? O Pai “nos escolheu em Cristo, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou por intermédio de Jesus Cristo (Ef 1,4s).

Se todos somos fruto de um sonho eterno de Deus, se todos somos predestinados em Cristo, desde antes da fundação do mundo; se o Senhor conheceu nossos dias antes mesmo que um só deles existisse, pois bem: em Cristo, Deus, o Pai, preservou a Mãe do Seu Filho do pecado, graças ao Seu Filho! Que nossos irmãos protestantes se alegrem conosco pela Imaculada Conceição de Maria: ela é bíblica, ela exalta enormemente a grandeza abundante da graça de Cristo, único Salvador! São Paulo diz que “todos pecaram e estão privados da glória de Deus”; assim estaria a Virgem sem a graça de Cristo; mas disso foi libertada no primeiro momento de sua existência, graças a Cristo!

Esta é a beleza desta festa: o triunfo da graça, celebrar a graça de Cristo que age antes mesmo do nascimento histórico de Cristo! Que graça tão grande, que Salvador tão potente, que Deus tão previdente! E para nós, que alegria contemplar o mistério, vislumbrá-lo, mergulhar nele! Hoje, a Virgem foi concebida livre do pecado; hoje, começou a raiar a aurora do dia sem fim; surgiu a puríssima Estrela d’Alva que anuncia o Sol, que é o Cristo, nosso Deus!

A Igreja, exultante de alegria, tem palavras lindas na celebração litúrgica no dia da Imaculada. No Ofício Divino, ela assim se dirige à Virgem Toda Santa: “Com a vossa Imaculada Conceição, Virgem Maria, um anúncio de alegria percorreu o mundo inteiro” e, mais adiante, no Ofício, continua, admirada: “Toda bela sois, Virgem Maria, sem mancha original! Sois a glória de Sião, a alegria de Israel e a flor da humanidade”. E, imaginando a resposta da Virgem, coloca nos seus lábios estas palavras que ela dirige ao Senhor: “Foi nisto que eu vi, porque vós me escolhestes! Porque não triunfou sobre mim o inimigo, porque vós me escolhestes!” Isso mesmo: mais que ninguém, a Virgem é devedora a Cristo: Ele a escolheu, a preservou, sustentou-a e teve por ela uma predileção inigualável!

Alegremo-nos nós também! Em Cristo o pecado pode ser vencido! A Conceição Imaculada de Maria é sinal belíssimo desta vitória! Alegremo-nos, porque a Imaculada Conceição de Nossa Senhora é o feliz princípio e o primeiro albor da salvação que o Senhor Jesus nos traz! Bendita seja a cruz de Jesus, que antes de ser fincada no Calvário, já libertou com seus raios a Virgem de todo pecado! A Jesus, fruto bendito, do bendito ventre da bendita Virgem Maria, a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
 
Foto  
Dom Henrique Soares da Costa http://www.domhenrique.com.br
Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju, Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Amplo conhecimento na área de Teologia Dogmática, vasta experiência no magistério em diversos cursos, retiros e seminários.

Fonte: Canção Nova

POR FIM, MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os crucifixos nos tribunais de justica!





Fonte: Christo Nihil Praeponere

A Cruz Sagrada, sede nossa luz!

Santo Ambrósio - 7 de Dezembro


Nascido de família romana cristã, e educado em Roma, Ambrósio tornou-se governador da Ligúria e Emília. Trazido a Milão para impedir tumultos entre católicos e arianos na eleição do novo bispo, foi imprevistamente aclamado bispo pelo povo. Era ainda catecúmeno, mas teve de aceitar. Ordenado oito dias depois, a 7 de dezembro de 374, mostrou-se pastor autêntico. Lutou arduamente contra o paganismo, o arianismo, a desagregação da sociedade. Pai dos pobres, benfeitor de todos os oprimidos, muitas vezes se opôs ao senado, ao imperador Teodósio, inclinado ao arianismo. Enérgico, constante, com vivo senso do que é prático e realizável, tinha raros dotes de administrador e homem de governo. Na ação pastoral teve idéias claras e firmes, objetivos retos e senso das medidas, mas era sobretudo bondoso e amável.
Reformou a liturgia que teve o seu nome: "ambrosiana", e escreveu hinos religiosos para o povo. Foi verdadeiro apóstolo da caridade: todos podiam recorrer a ele em qualquer necessidade; chegou a vender vasos sagrados para resgatar escravos, afirmando: "Se a Igreja tem ouro, não é para guardá-lo, mas para dá-lo a quem dele necessita" (De Officiis, II, 136).
Santo Agostinho, que o ouvia com entusiasmo, foi por ele preparado à conversão e recebido na Igreja. O segredo da penetrante pregação de Ambrósio está em amplas e profundas meditações sobre a Sagrada Escritura. É ele um dos quatro grandes doutores do Ocidente e verdadeiro "mestre de vida".

Liturgia
 
Leitura Ef 3, 8-12
Salmo 88
Evangelho Jo 10, 11-16

Fonte: Missal Cotidiano

Santo Ambrósio, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São Nicolau - 6 de Dezembro


Bispo de Mira (Turquia), Nicolau tinha a reputação de grande operador de milagres. Seu culto difundiu-se na Europa a partir de 1087, quando foram trazidas suas relíquias para Bari (Itália), que lhe ergueu uma esplêndida basílica. No Norte europeu é identificado com Papai Noel.

Liturgia

Leitura Is 6, 1-8
Salmo 39
Evangelho Lc 10, 1-9

Fonte: Missal Cotidiano

São Nicolau, rogai por nós!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

São João Damasceno - 4 de Dezembro


Nascido em Damasco, talvez de família árabe cristã, João Damasceno foi magistrado, como o pai, porém logo abandonou tudo e abraçou a vida monástica. Ordenado sacerdote pelo bispo de Jerusalém, dedicou-se a recolher em seus escritos o pensamento dos Padres, cuja brilhante série ele encerrou no Oriente. Sentiu-se filho da cultura bizantina e escreveu em grego. Reagiu vigorosamente contra as pretensões dos "iconoclastas", desejosos de destruir as imagens sagradas. deixou numerosas obras. Leão XIII proclamou-o doutor da Igreja.

Liturgia

Leitura 2Tm 1, 13-14; 2, 1-3
Salmo 18
Evangelho Mt 25, 14-30

Fonte: Missal Cotidiano

São João Damasceno, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

São Francisco Xavier - 3 de Dezembro


A Igreja tem uma missão: pregar o Evangelho a todo homem (Mc 16,15). O Espírito Santo jamais lhe deixou faltar quem sentisse essa urgência profunda. Francisco Xavier foi um desses grandes "missionários". Espanhol, foi companheiro de estudos de Inácio de Loiola em Paris e, com ele, um dos fundadores da Companhia de Jesus. Partiu como missionário para a Índia e Japão em 1541. Era o primeiro padre europeu a ir àquela antiga civilização. Sustentado pelo espírito de oração e alegria, era bom organizador. No curso de sua intensíssima pregação, percorreu a Índia, a Malaca, as Molucas, outras ilhas isoladas do Pacífico e o Japão. Sabia adaptar a mensagem evangélica às "culturas" locais e parece ter batizado mais de trinta mil pagãos. Morreu com apenas quarenta e seis anos, na ilha de San Chao. Preparava-se para evangelizar a China. Seu corpo está em Goa (Índia). É padroeiro dos missionários.

Liturgia

Leitura 1Cor 9, 16-19.22-23
Salmo 116
Evangelho Mc 16, 15-20

Fonte: Missal Cotidiano

São Francisco Xavier, rogai por nós!
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