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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Comunhão dos Santos nas Palavras do Papa Francisco

Catequese do Papa Francisco - 30/10/2013 
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de falar de uma realidade muito bela da nossa fé, ou seja, da “comunhão dos santos”. O Catecismo da Igreja Católica nos recorda que com esta expressão se entendem duas realidades: a comunhão nas coisas santas e a comunhão entre as pessoas santas (n. 948). Concentro-me no segundo significado: trata-se de uma verdade entre as mais consoladoras da nossa fé, pois nos recorda que não estamos sozinhos, mas existe uma comunhão de vida entre todos aqueles que pertencem a Cristo. Uma comunhão que nasce da fé; de fato, o termo “santos” refere-se àqueles que acreditam no Senhor Jesus e estão incorporados a Ele na Igreja mediante o Batismo. Por isto, os primeiros cristãos eram chamados também “os santos” (cfr At 9,13.32.41; Rm 8,27; 1 Cor 6,1).

1. O Evangelho de João mostra que, antes da sua Paixão, Jesus rezou ao Pai pela comunhão entre os discípulos, com estas palavras: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (17, 21). A Igreja, em sua verdade mais profunda, é comunhão com Deus, familiaridade com Deus, comunhão de amor com Cristo e com o Pai no Espírito Santo, que se prolonga em uma comunhão fraterna. Esta relação entre Jesus e o Pai é a “matriz” do vínculo entre nós cristãos: se estamos intimamente inseridos nesta “matriz”, nesta fornalha ardente de amor que é a Trindade, então podemos nos tornar verdadeiramente um só coração e uma só alma entre nós, porque o amor de Deus queima os nossos egoísmos, os nossos preconceitos, as nossas divisões interiores e exteriores. O amor de Deus queima também os nossos pecados

2. Se há este enraizamento na fonte do Amor, que é Deus, então se verifica também o movimento recíproco: dos irmãos a Deus; a experiência da comunhão fraterna me conduz à comunhão com Deus.  Estar unidos entre nós nos leva a estar unidos com Deus, leva-nos a esta ligação com Deus que é o nosso Pai. Este é o segundo aspecto da comunhão dos santos que gostaria de destacar: a nossa fé precisa do apoio dos outros, especialmente nos momentos difíceis. Se nós estamos unidos a fé se torna forte. Quanto é belo apoiar-nos uns aos outros na aventura maravilhosa da fé! Digo isto porque a tendência a se fechar no privado influenciou também o âmbito religioso, de forma que muitas vezes é difícil pedir a ajuda espiritual de quantos partilham conosco a experiência cristã. Quem de todos nós não experimentou inseguranças, perdas e ainda dúvidas no caminho da fé? Todos experimentamos isto, também eu: faz parte do caminho da fé, faz parte da nossa vida. Tudo isso não deve nos surpreender, porque somos seres humanos, marcados por fragilidades e limites; todos somos frágeis, todos temos limites. Todavia, nestes momentos de dificuldade é necessário confiar na ajuda de Deus, mediante a oração filial e, ao mesmo tempo, é importante encontrar a coragem e a humildade de abrir-se aos outros, para pedir ajuda, para pedir para nos darem uma mão. Quantas vezes fizemos isto e então saímos do problema e encontramos Deus uma outra vez! Nesta comunhão – comunhão quer dizer comum-união – somos uma grande família, onde todos os componentes se ajudam e se apoiam entre eles.

3. E chegamos a outro aspecto: a comunhão dos santos vai além da vida terrena, vai além da morte e dura para sempre. Esta união entre nós vai além e continua na outra vida; é uma união espiritual que nasce do Batismo e não vem separada da morte, mas, graças a Cristo ressuscitado, é destinada a encontrar a sua plenitude na vida eterna. Há um vínculo profundo e indissolúvel entre quantos são ainda peregrinos neste mundo – entre nós – e aqueles que atravessaram o limiar da morte para entrar na eternidade. Todos os batizados aqui na terra, as almas do Purgatório e todos os beatos que estão já no Paraíso formam uma só grande família. Esta comunhão entre terra e céu se realiza especialmente na oração de intercessão.

Queridos amigos, temos esta beleza! É uma realidade nossa, de todos, que nos faz irmãos, que nos acompanha no caminho da vida e nos faz encontrar-nos de novo no céu. Sigamos por este caminho com confiança, com alegria. Um cristão deve ser alegre, com a alegria de ter tantos irmãos batizados que caminham com ele; apoiado pela ajuda dos irmãos e das irmãs que fazem esta estrada para ir para o céu; e também com a ajuda dos irmãos e das irmãs que estão no céu e rezam a Jesus por nós. Avante por este caminho com alegria!


Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

domingo, 27 de outubro de 2013

Propósito: Vestir-se com decência.





 Fonte: Canção Nova

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!


Fonte: Canção Nova

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Papa Francisco ensina sobre Maria

quarta-feira, 23 de outubro de 2013, 10h39

Catequese com o Papa Francisco - 23/10/2013
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Continuando as catequeses sobre a Igreja, hoje gostaria de olhar para Maria como imagem e modelo da Igreja. Faço isso retomando uma expressão do Concílio Vaticano II. Diz a Constituição Lumen gentium: “Como já ensinava Santo Ambrósio, a Mãe de Deus é figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo” (n. 63).

1. Partamos do primeiro aspecto, Maria como modelo de fé. Em que sentido Maria representa um modelo para a fé da Igreja? Pensemos em quem era a Virgem Maria: uma moça judia, que esperava com todo o coração a redenção do seu povo. Mas naquele coração de jovem filha de Israel havia um segredo que ela mesma ainda não conhecia: no desígnio do amor de Deus estava destinada a tornar-se a Mãe do Redentor. Na Anunciação, o Mensageiro de Deus chama-a “cheia de graça” e lhe revela este projeto. Maria responde “sim” e daquele momento a fé de Maria recebe uma luz nova: concentra-se em Jesus, o Filho de Deus que dela se fez carne e no qual se cumprem as promessas de toda a história da salvação. A fé de Maria é o cumprimento da fé de Israel, nela está justamente concentrado todo o caminho, toda a estrada daquele povo que esperava a redenção, neste sentido é o modelo da fé da Igreja que tem como centro Cristo, encarnação do amor infinito de Deus.
Como Maria viveu esta fé? Viveu na simplicidade das mil ocupações e preocupações cotidianas de toda mãe, como fornecer o alimento, a vestimenta, cuidar da casa… Justamente esta existência normal de Maria foi terreno onde se desenvolveu uma relação singular e um diálogo profundo entre ela e Deus, entre ela e o seu Filho. O “sim” de Maria, já perfeito desde o início, cresceu até o momento da Cruz. Ali a sua maternidade se espalhou abraçando cada um de nós, a nossa vida, para nos guiar ao seu Filho. Maria viveu sempre imersa no mistério de Deus feito homem, como sua primeira e perfeita discípula, meditando cada coisa no seu coração à luz do Espírito Santo, para compreender e colocar em prática toda a vontade de Deus.
Podemos fazer-nos uma pergunta: deixamo-nos iluminar pela fé de Maria, que é nossa Mãe? Ou a pensamos distante, muito diferente de nós? Nos momentos de dificuldade, de provação, de escuridão, olhamos para ela como modelo de confiança em Deus, que quer sempre e somente o nosso bem? Pensemos nisso, talvez nos fará bem encontrar Maria como modelo e figura da Igreja nesta fé que ela tinha!

2. Vamos ao segundo aspecto: Maria modelo de caridade. De que modo Maria é para a Igreja exemplo vivo de amor? Pensemos em sua disponibilidade para com a prima Isabel. Visitando-a, a Virgem Maria não lhe levou somente uma ajuda material, também isto, mas levou Jesus, que já vivia em seu ventre. Levar Jesus àquela casa queria dizer levar a alegria, a alegria plena. Isabel e Zacarias estavam felizes pela gravidez que parecia impossível em sua idade, mas é a jovem Maria que leva a eles a alegria plena, aquela que vem de Jesus e do Espírito Santo e se exprime na caridade gratuita, no partilhar, no ajudar, no compreender.
Nossa Senhora quer trazer também a nós o grande presente que é Jesus e com Ele nos traz o seu amor, a sua paz, a sua alegria. Assim é a Igreja, é como Maria: a Igreja não é um negócio, não é uma agência humanitária, a Igreja não é uma ONG, a Igreja é enviada a levar Cristo e o seu Evangelho a todos; não leva a si mesma – se pequena, se grande, se forte, se frágil, a Igreja leva Jesus e deve ser como Maria quando foi visitar Isabel. O que levava Maria? Jesus. A Igreja leva Jesus: este é o centro da Igreja, levar Jesus! Se por hipótese, uma vez acontecesse que a Igreja não levasse Jesus, aquela seria uma Igreja morta! A Igreja deve levar a caridade de Jesus, o amor de Deus, a caridade de Jesus.
Falamos de Maria, de Jesus. E nós? Nós que somos a Igreja? Qual é o amor que levamos aos outros? É o amor de Jesus, que partilha, que perdoa, que acompanha, ou é um amor aguado, como se diluísse o vinho com água? É um amor forte ou frágil, tanto que segue as simpatias, que procura um retorno, um amor interessado? Outra pergunta: Jesus gosta do amor interessado? Não, não gosta, porque o amor deve ser gratuito, como o seu. Como são as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Nós nos tratamos como irmãos e irmãs? Ou nos julgamos, falamos mal uns dos outros, cuidamos de cada um como o próprio jardim, ou cuidamos uns dos outros? São perguntas de caridade!

3. Brevemente um último aspecto: Maria modelo de união com Cristo. A vida da Virgem Maria foi a vida de uma mulher do seu povo: Maria rezava, trabalhava, ia à sinagoga… Mas cada ação era cumprida sempre em união perfeita com Jesus. Esta união alcança o ponto alto no Calvário: aqui Maria se une ao Filho no martírio do coração e na oferta da vida ao Pai pela salvação da humanidade. Nossa Senhora fez sua a dor do Filho e aceitou com Ele a vontade do Pai, naquela obediência que dá frutos, que dá a verdadeira vitória sobre o mal e sobre a morte.
É muito bonita esta realidade que Maria nos ensina: ser sempre mais unidos a Jesus. Podemos perguntar-nos: nós nos lembramos de Jesus somente quando algo não vai bem e temos necessidade ou a nossa relação é constante, uma amizade profunda, mesmo quando se trata de segui-Lo no caminho da cruz?

Peçamos ao Senhor que nos doe a sua graça, a sua força, a fim de que na nossa vida e na vida de cada comunidade eclesial reflita-se o modelo de Maria, Mãe da Igreja. Assim seja!


Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Batizado = Mandrião + Modéstia

Você pode não ser da realeza mas, com certeza, é especial para alguém que pode considerá-lo como príncipe ou princesa, rainha ou rei, assim, que tal inspirar-se no exemplo deles na hora de participar de uma batizado (seja como mãe/pai/batizando/avó, avô, padrinhos ou convidado) e sentir-se da realeza? Afinal, o Batizado é uma solenidade e as pessoas devem se vestir adequadamente, não acham?

Veja e inspire-se:

A Modéstia da Mãe, que também deve ser seguida por madrinha, avó, tia e convidadas


Lindo esse Mandrião, tradicionalmente usado em batizados de bebês!
 
Modéstia dos avós e tia

A Modéstia do Pai, que deve ser seguido pelo padrinho, avô, tio e convidados

O chapéu usado pelas mulheres substitui tranquilamente o véu e faz parte da tradição, bem como, observa o disposto na Bíblia em I Coríntios 11, 4-13.


Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Não tema receber Maria em sua vida

Quando José soube que Maria estava grávida, decidiu não a denunciar, porque era um homem justo. Naquela época, as mulheres que adulteravam eram apedrejadas, por isso ela deveria ser denunciada e implacavelmente apedrejada. Mas José preferiu abandoná-la em silêncio, como se ele mesmo houvesse adulterado. Ele era um homem de bom coração e, mesmo sem saber o que havia ocorrido, não queria vê-la sendo apedrejada.

A Virgem Maria, no entanto, não podia se justificar com José, pois quem iria acreditar nela. Mas ela confiou em Deus e Este falou com José por intermédio de um sonho: "José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo" (Mateus 1,20).

Deus escolheu pessoas humanas para que também nós trilhemos o caminho de Seu Filho, o caminho da obediência. Ele não precisa de padres, mas quis precisar deles; Ele não precisa de Papa, mas quis precisar de um Pontífice; Ele não precisava de Maria, mas Ele quis precisar dela para que Seu Filho viesse ao mundo. Quando Nossa Senhora manda, até satanás obedece, pois ele olha para ela e sabe muito bem que Jesus obedeceu essa mulher, e que ela também foi obediente até a cruz.

"Maria é mãe e mestra, ela nos ensina o caminho a seguir", ensina monsenhor Jonas.

Da mesma forma, Deus Pai nos diz hoje: "Não tema em receber Maria em sua vida, como sua mãe, como sua mestra, como a mãe do seu Senhor. Acredite que tudo o que aconteceu nela foi santo”.

Deus fez com que ela, mesmo sendo virgem, gerasse Jesus. Ela permaneceu virgem até a sua assunção ao céu. Sem Maria não teríamos Jesus e, sem Jesus, não teríamos a salvação, estaríamos perdidos, porque nenhum de nós poderia se salvar. O demônio não imaginava que o Senhor tinha um projeto guardado em Seu Coração: fazer Maria imaculada. Por isso o demônio odeia as mulheres, odeia a Virgem Maria, aquela que nos trouxe a salvação.

O Evangelho de São Lucas 1, 39-43 diz: "Naqueles dias, Maria levantou-se e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?".

Só pela presença de Maria, Isabel ficou cheia do Espírito Santo. A prima de Nossa Senhora não tinha como saber que ela estava grávida, mas o Espírito Santo lhe revelou.

"Maria é a Mãe do meu Senhor."

Isabel diz: Como mereço que a mãe do Senhor venha me visitar? Não tema de receber Maria, a mãe do Senhor, em sua vida. Não tem como separar a mãe do filho. Se Maria é a mãe do meu Senhor, eu tenho que venerá-la. Ela é a mãe do meu Deus, do meu Redentor. Maria é mãe e mestra, ela nos ensina o caminho a seguir. Nas Bodas de Caná, Jesus honrou o Quarto Mandamento, que diz: “Honrar pai e mãe”.

"Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! E Maria disse: ‘Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva’" (Lucas 1,45-48a)

Esta geração me chamará de bem-aventurada, e a minha geração proclamará a Bem-aventurada.

Eu não temo receber Maria em minha vida, em minha casa, em minha família, como mãe do meu Senhor e como minha mãe. Eu proclamo que Jesus é o Senhor e ao nome d'Ele se dobra todo joelho. Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendito o fruto do vosso ventre, JESUS.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nossa Senhora + Terço + Pedro Siqueira

Esse homem - advogado, funcionário público, escritor e católico - desde pequeno tem o privilégio de ter alguns dons como: visões, ver seu anjo da guarda, santos, demônios e Nossa Senhora, além de conversar com Maria. Veja a sua história e a importância do Terço e da Fé.



Sobre purgatório, anjos, demônios e Nossa Senhora:



Como a Igreja Católica no Brasil lida com esses dons do Pedro Siqueira, como são os Anjos, os Santos e Maria:




Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Novena de Sta Teresa de Jesus (Teresa de Ávila)

 

Oração Inicial para todos os dias

Santa Teresa de Jesus, glória da Igreja e do Carmelo, que ensinastes a grande ciência da oração, ficai conosco em cada dia desta novena que fazemos em vosso louvor. Ensinai-nos o caminho da oração, da intimidade com Deus. Ajudai-nos a praticar as virtudes, atendei os pedidos que fazemos, com toda confiança, pela Santa Igreja, pelas nossas famílias, por toda a humanidade e agradecemos confiantes vossa proteção.
Santa Teresa de Jesus, Mestra do amor, da oração,
Mostrai o caminho que conduz ao Senhor à Salvação.

1° DIA: Começar com determinação.
A vida não é somente uma aventura terrestre, mas, também uma aventura espiritual, é certamente uma busca, por isso Santa Teresa de Jesus nos exorta a começar com determinação, devemos ousadamente aspirar ao sublime, “pois muitos ficam ao pé da montanha, sendo que poderiam subir até o topo”. Começar bem exige esforço, inicialmente com dificuldades e resistência, mas com o tempo logo as barreiras serão vencidas pelo entusiasmo da busca pelo Amado. O essencial, como aponta Teresa, é perseverar até o fim da caminhada, com coragem e vigilância para não retroceder, é essa determinação inicial que ajuda a prosseguir. Confiantes na misericórdia de Deus, que nos sustenta nas quedas. Coloquemo-nos a caminho…“Digo que muito importa, sobretudo, ter uma grande e muito decidida determinação de não parar enquanto não alcançar a meta, surja o que surgir, aconteça o que acontecer, sofra-se o que se sofrer, murmure quem murmurar, mesmo que não se tenha forças para prosseguir, mesmo que se morra no caminho ou não se suportem os padecimentos que nele há, ainda que o mundo venha abaixo.” (Caminho de Perfeição 21,2)

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…Santa Teresa de Jesus. Rogai por nós.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

2° DIA: Oração, um buquê de flores
A oração não pode ser um trabalho cansativo e nem um esforço artificial de concentração, mas deve naturalmente brotar do coração como uma flor que desabrocha lentamente ao calor dos raios de sol. Santa Teresa desenvolve sua oração nesta intimidade de relacionamento com o Amado, é através da oração que a alma entra em contato com Deus e ao mesmo tempo Deus entra em contato com a alma, comunicando-lhe as graças de sua misericórdia. Neste processo percebe-se que a oração é o principio de uma aventura pela busca de Deus que não se sacia até o encontro supremo; caminho para a água viva da contemplação, esse encontro com Deus pela oração é um processo gradual de graça interior interpenetrada pela entrega total.

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…
Rogai por nós Santa Teresa de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

3° DIA: Amor Silencioso
O amor exige silêncio e solidão, pois, não é possível ouvir a voz do Senhor no barulho; silenciar as coisas é difícil, silenciar a si mesmo é ainda mais difícil, porém, não é impossível, basta ter uma determinada determinação. A oração constitui uma atitude de docilidade, feita de silêncio amoroso na qual o coração de Deus e do homem fundem-se realizando uma união misteriosa, por mais que estejamos sempre em oração, faz-se necessário um momento para se unir ao Amado, pois, quanto maior o amor, maior será a fidelidade ao encontro com quem se ama. Teresa de Jesus, com sua experiência, nos ensina em que consiste a oração e como se deve permanecer tranqüilos diante das dificuldades que se encontra no percurso em direção ao Amado.
“Só quero que estejais cientes disto: para ter benefício neste caminho e subir às moradas que desejamos, o importante não é pensar muito, mas amar muito. E, assim, deveis fazer o que mais vos despertar o amor. É possível que não saibamos o que é amar; isso não me espantaria muito, porque o amor não está no maior gosto, mas na maior determinação de desejar contentar a Deus, em procurar, na medida do possível, não ofendê-Lo e em pedir-Lhe o aumento contínuo da honra e glória de Seu Filho, bem como a prosperidade da Igreja Católica. São esses os sinais do amor, e não penseis que a oração consista em fixar o pensamento num só ponto, nem que tudo estará perdido se vos distrairdes um pouco”. (4 M 1,7)

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…
Rogai por nós Santa Madre Teresa de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

4° DIA- Oração, trato de amizade.
Muita gente afirma que não sabe rezar e quer aprender; Santa Teresa é mestra da vida de oração ela nos ensina a rezar com a vida através do contato com nosso Senhor, e ensinou este modo próprio de rezar às comunidades carmelitanas. A sua novidade está em reconhecer que o próprio Deus habita em nós, mora dentro de nós e quer que passemos a vida em sua companhia. Quando por fora ficamos preocupados com riquezas, luxos, prazeres e discórdias lá dentro, Deus fica esquecido. O homem, feito a imagem e semelhança de Deus é muito belo e grande, por isso, Teresa o compara a um castelo feito de um só cristal; no centro está o sol, que é Deus, este faz com que o cristal se torne resplandecente, refletindo sua luz, rezar com Teresa é estar com Deus numa presença amorosa e trazê-lo para a vida e deixar o cristal resplandecer pelo sol. Esta descoberta por um Deus tão próximo leva Teresa a travar uma vida de amizade com o Amado, devemos estar na presença de Deus como estamos na presença de um amigo na qual desejamos estar com ele e falarmos das nossas intimidades.
Você já pensou em se encontrar com esse Deus em seu íntimo e em manter com ele um relacionamento de amizade?

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…

Oração: Ó Deus, que concedestes a Santa Teresa o dom da sabedoria e a fizestes Mestra da vida interior para o vosso povo, ensina-nos também a rezar e concedei-nos a grande graça de vos encontrar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém
Rogai por nós Santa Madre Teresa de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

5° DIA: A alma, jardim e horta de Deus 
Santa Teresa não menciona um método ordinário para se fazer oração, porém, não deixa de assinalar comparações práticas e conhecidas para atrair e dar santa ocupação a imaginação e a memória que se tornam magníficas cooperadoras na oração. A Santa utiliza-se muito da comparação do paraíso, do jardim e da horta para ensinar o caminho da oração; a alma se olha como horta de Deus e jardim das delícias de Deus; nesta dinâmica a alma concentra-se em Deus, que está a cuidar da horta, enchendo-a de flores e de frutos, para que possa passear gozoso neste amoroso jardim. Deus é o jardineiro e se alegra em cuidar do seu jardim e alegra a alma que se converte em paraíso.
A alma que tem fome e sede de oração sente alegria e gozo ao reconhecer que Deus cuida dela intimamente e a embelezará até que se converta em paraíso, em união de amor com o Amado; esse processo é possível porque Deus passeia deleitosamente na alma por meio da oração. A alma alegra-se ao entender que o Amado está consigo na solidão, olhando suas virtudes e seus desejos de encontrá-lo dentro de si, este é o verdadeiro céu da alma na terra.
“Quem principia deve ter especial cuidado, como quem fosse plantar um jardim, para deleite do Senhor, em terra muito improdutiva, com muitas ervas daninhas. Sua Majestade arranca as ervas daninhas e planta as boas. Façamos de conta que isso já começou quando uma alma dedica-se à oração e começa a se exercitar nela. Com a ajuda de Deus, temos de procurar, como bons jardineiros, que essas plantas cresçam, tendo o cuidado de regá-las para que não se percam e venham a dar flores, cujo perfume agradável delicie esse nosso Senhor, para que Ele venha a se deleitar muitas vezes em nosso jardim e a gozar entre essas virtudes.” (Vida 11,6)

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…
Rogai por nós Santa Madre Teresa de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

6° DIA: Nas Mãos de Deus
Deixemos que a Santa nos fale através desta poesia. Pois, através dela podemos entrar na intimidade com Deus, a poesia é uma forma que a alma encontra para poder expressar-se ao seu Amado, ela fala das verdades que muitas vezes não se consegue expressar claramente, o bonito da poesia é o abrir-se às possibilidades de diversas interpretações, adequando-se ao estado em que a alma se encontra.
Rezemos com está poesia que é uma oração:
Entregar-se todo enfim, que possamos entregar a nossa vida (a nossa história) ao Senhor, assim, como Santa Teresa fez. Sem reservas doar a nossa vida ao Amado. O que queres Senhor fazer de mim?
Coloquemos a nossa vida nas mãos do Senhor.

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…
Rogai por nós Santa Madre Teresa de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

7° DIA: O Mistério do Sofrimento 
O sofrimento é parte misteriosa e inevitável da vida, ele nos atinge a partir de fora e a partir de dentro, do profundo do nosso interior. Nós sofremos por causa da doença, fadiga, distúrbios emocionais, preocupações, ansiedades, incompreensões, etc. Muitas vezes diante desses sofrimentos cotidianos nos perguntamos: Será que os Santos passaram por esses sofrimentos? Quando lemos Santa Teresa descobrimos uma vida de enorme sofrimento, quando ela nos fala sobre a oração nos fala da sua experiência, da dor e temor, que a perturbava nos momentos de oração, porém, a santa lutava contra seus próprios pensamentos com a finalidade de se concentrar.
Em nossa vida de oração encontramos as mesmas dificuldades, que são causas de sofrimento, porém, que nos ajudam a tomar consciência de nossa humanidade. Peçamos a Santa Teresa neste dia, que ela interceda por nós junto a Deus, para que, possamos ser capazes de humildemente caminharmos nesta jornada ao encontro do Amado, suportando todas as dificuldades e pedras que possa haver no caminho.
“Ó Senhor do mundo, verdadeiro Esposo meu… tão necessitado estais. Senhor meu e Bem meu, que quereis admitir uma pobre companhia como a minha? Estarei vendo em Vosso semblante que Vos consolastes comigo? Pois como. Senhor, é possível que os anjos Vos deixem só e que nem mesmo Vos console o Vosso Pai? Se assim é, Senhor, que tudo isso quereis passar por mim, o que é isto que eu passo por Vós. De que me queixo? Já estou envergonhada de Vos ter visto assim e desejo, Senhor, passar por todas as provações que me acometerem e tê-las como grande bem para Vos imitar em algo. Marchemos juntos, Senhor; por onde fordes, terei de ir; por onde passardes, terei de passar” (Caminho de Perfeição 26,6).

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…
Rogai por nós Santa Madre Teresa de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

8° DIA: Andar com Alegria
Santa Teresa de Jesus tinha muitas virtudes e, entre elas, destacava a alegria e o bom humor. Uma santa dotada de verdadeiras graças naturais como a jovialidade, a espontaneidade, a cordialidade, a afabilidade e a sensatez. A vida de oração deve estar intimamente ligada à alegria, pois, para a Santa tanto a oração quanto a recreação tem sua importância. A alegria teresiana não é apenas uma emoção, mas fundamentalmente é um estado. É a capacidade de entender e viver a vida na plenitude de nossa humanidade, encontrando alegrias nos problema da vida.
“Andai alegres, servindo no que vos é mandado, como eu disse, e se vossa humildade for verdadeira, felizes de vós que servis na vida ativa, pois não murmurareis senão de vós mesmas. Deixai as outras com sua guerra, que não é pequena; porque, embora nas batalhas o alferes não peleje, nem por isso deixa de correr grande perigo e, no seu íntimo, deve lutar mais do que todos, já que, portando o estandarte, não se pode defender e, mesmo que o façam em pedaços, não pode soltá-lo.
Assim, os contemplativos devem levar erguida a bandeira da humildade e sofrer todos os golpes sem dar nenhum; porque o seu ofício é padecer como Cristo, levantar bem alto a cruz, não a deixar sair das mãos por mais perigos em que se vejam; não devem eles dar mostras de fraqueza no sofrimento, pois para suportá-lo receberam esse honroso ofício. Eles devem ver o que fazem, porque, se largam a bandeira, perdida está a batalha. Logo, creio ser muito prejudicial para os que não estão tão adiantados o ver que, naqueles por eles já considerados capitães e amigos de Deus, as obras não correspondem ao ofício de que se desincumbem.” (Caminho de Perfeição 18,5)
A Alegria:
Hás de procurá-la com liberdade, singeleza e espontaneidade.
A alegria carece de luxo e pose.
É descansada, serena, humilde e agradecida.
Não é invejosa e se fixa sempre no bem.
É austera, obediente, serviçal e sofrida!
Regozija-se e satisfaz-se com o bem do outro,
Nasce do interior do coração.
A alegria é criativa, imaginativa e não conhece o medo.
É mais forte que a morte, como o Amor,
A alegria é plenitude, satisfação de quem tem a Deus,
Porque “Só Deus Basta”.
(Eusebio Gómez Navarro)

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…
Rogai por nós Santa Madre Teresa de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém

9° DIA: A humildade profunda
Quão vasto é o papel da humildade! Ela liberta de tantas mesquinharias e inúteis preocupações. Quantas almas se perturbam no exercício de suas ocupações por falta de humildade! Contentemo-nos, pois, uma vez por todas, com o que somos! “A humildade é a verdade”, diz Santa Teresa. A humildade deve enfrentar combates, Teresa sabe que as preeminências e os pontos de honra encontram também acesso junto das religiosas. Não somente entre as monjas! A Santa recorda que mesmo os sábios têm seus graus de precedência, segundo sua erudição. Teresa ensina também às suas filhas reagirem com todas as suas forças contra as tentações do orgulho. É preciso, pois, convencer-se disto: o Carmelo é uma escola de ascetismo. Nele se exige da alma a prática das mais altas virtudes!
“Se vos quereis vingar do demônio e vos livrar mais prontamente da tentação, deveis não somente avançar interiormente na humildade… mas, por vossos atos exteriores, fazer de modo que vossa tentação reverta em proveito das irmãs. Assim, quando esta vos assaltar, pedi à priora que vos mande fazer algum ofício baixo, qualquer ato de humildade… estudai a maneira de dobrar vossa vontade nas coisas que vos contrariam, e que o Senhor vos descobrirá; deste modo, a tentação durará pouco”. (Caminho de Perfeição 36, 7)

Pai Nosso…, Ave Maria…, Glória ao Pai…
Santa Teresa de Jesus. Rogai por nós.

Oração: Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir santa Teresa, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém


Santa Teresa de Jesus, rogai por nós!

Papa Consagra o Mundo a Maria na Jornada Mariana por ocasião do Ano da Fé

 
 HOMILIA DO SANTO PADRE
Praça de São Pedro
Domingo, 13 de Outubro de 2013

Recitamos no salmo: «Cantai ao Senhor um cântico novo, porque Ele fez maravilhas» (Sl  97, 1).
Encontramo-nos hoje diante duma das maravilhas do Senhor: Maria! Uma criatura humilde e frágil como nós, escolhida para ser Mãe de Deus, Mãe do seu Criador.
Precisamente olhando Maria à luz das Leituras que acabámos de escutar, queria reflectir convosco sobre três realidades: a primeira, Deus surpreende-nos; a segunda, Deus pede-nos fidelidade; a terceira, Deus é a nossa força.

1. A primeira: Deus surpreende-nos. O caso de Naamã, comandante do exército do rei da Síria, é notável: para se curar da lepra, vai ter com o profeta de Deus, Eliseu, que não realiza ritos mágicos, nem lhe pede nada de extraordinário. Pede-lhe apenas para confiar em Deus e mergulhar na água do rio; e não dos grandes rios de Damasco, mas de um rio pequeno como o Jordão. É uma exigência que deixa Naamã perplexo e também surpreendido: Que Deus poderá ser este que pede uma coisa tão simples? A vontade primeira dele é retornar ao País, mas depois decide-se a fazê-lo, mergulha no Jordão e imediatamente fica curado (cf. 2Re 5,1-14). Vedes!? Deus surpreende-nos; é precisamente na pobreza, na fraqueza, na humildade que Ele Se manifesta e nos dá o seu amor que nos salva, cura, dá força. Pede somente que sigamos a sua palavra e tenhamos confiança n’Ele.
Esta é a experiência da Virgem Maria: perante o anúncio do Anjo, não esconde a sua admiração. Fica admirada ao ver que Deus, para Se fazer homem, escolheu precisamente a ela, jovem simples de Nazaré, que não vive nos palácios do poder e da riqueza, que não realizou feitos extraordinários, mas que está disponível a Deus, sabe confiar n’Ele, mesmo não entendendo tudo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). É a sua resposta. Deus surpreende-nos sempre, rompe os nossos esquemas, põe em crise os nossos projectos, e diz-nos: confia em Mim, não tenhas medo, deixa-te surpreender, sai de ti mesmo e segue-Me!
Hoje perguntemo-nos, todos, se temos medo daquilo que Deus me poderá pedir ou está pedindo. Deixo-me surpreender por Deus, como fez Maria, ou fecho-me nas minhas seguranças, seguranças materiais, seguranças intelectuais, seguranças ideológicas, seguranças dos meus projectos? Deixo verdadeiramente Deus entrar na minha vida? Como Lhe respondo?

2. Na passagem lida de São Paulo, ouvimos o Apóstolo dizer ao seu discípulo Timóteo: Lembra-te de Jesus Cristo; se perseverarmos com Ele, também com Ele reinaremos (cf. 2Tm 2,8-13). Aqui está o segundo ponto: lembrar-se sempre de Cristo, a memória de Jesus Cristo, e isto significa perseverar na fé. Deus surpreende-nos com o seu amor, mas pede fidelidade em segui-Lo. Podemos nos tornar “não fiéis”, mas Ele não pode; Ele é “o fiel” e pede-nos a mesma fidelidade. Pensemos quantas vezes já nos entusiasmámos por qualquer coisa, por uma iniciativa, por um compromisso, mas depois, ao surgirem os primeiros problemas, abandonámos. E, infelizmente, isto acontece também com as opções fundamentais, como a do matrimónio. É a dificuldade de ser constantes, de ser fiéis às decisões tomadas, aos compromissos assumidos. Muitas vezes é fácil dizer «sim», mas depois não se consegue repetir este «sim» todos os dias. Não se consegue ser fiéis.
Maria disse o seu «sim» a Deus, um «sim» que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único; antes, foi apenas o primeiro de muitos «sins» pronunciados no seu coração tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos… muitos «sins» que culminaram no «sim» ao pé da Cruz. Estão aqui hoje muitas mães; pensai até onde chegou a fidelidade de Maria a Deus: ver o seu único Filho na Cruz. A mulher fiel, de pé, destruída por dentro, mas fiel e forte.
E eu me pergunto: sou um cristão “soluçante”, ou sou cristão sempre? Infelizmente, a cultura do provisório, do relativo penetra também na vivência da fé. Deus pede-nos para Lhe sermos fiéis, todos os dias, nas acções quotidianas; e acrescenta: mesmo se às vezes não Lhe somos fiéis, Ele é sempre fiel e, com a sua misericórdia, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e encorajar a retomar o caminho, a voltar para Ele e confessar-Lhe a nossa fraqueza a fim de que nos dê a sua força. E este é o caminho definitivo: sempre com o Senhor, mesmo com as nossas fraquezas, mesmo com os nossos pecados. Nunca podemos ir pela estrada do provisório. Isto nos destrói. A fé é a fidelidade definitiva, como a de Maria.

3. O último ponto: Deus é a nossa força. Penso nos dez leprosos do Evangelho curados por Jesus: vão ao seu encontro, param à distância e gritam: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós» (Lc 17, 13). Estão doentes, necessitados de serem amados, de terem força e procuram alguém que os cure. E Jesus responde, libertando-os a todos da sua doença. Causa estranheza, porém, o facto de ver que só regressa um para Lhe agradecer, louvando a Deus em alta voz. O próprio Jesus o sublinha: eram dez que gritaram para obter a cura, mas só um voltou para gritar em voz alta o seu obrigado a Deus e reconhecer que Ele é a nossa força. É preciso saber agradecer, saber louvar o Senhor pelo que faz por nós.
Vejamos Maria: depois da Anunciação, o primeiro gesto que ela realiza é um acto de caridade para com a sua parente idosa Isabel; e as primeiras palavras que profere são: «A minha alma enaltece o Senhor», ou seja, um cântico de louvor e agradecimento a Deus, não só pelo que fez n’Ela, mas também pela sua acção em toda a história da salvação. Tudo é dom d’Ele. Se conseguimos entender que tudo é dom de Deus, então quanta felicidade teremos no nosso coração! Tudo é dom d’Ele. Ele é a nossa força! Dizer obrigado parece tão fácil, e todavia é tão difícil! Quantas vezes dizemos obrigado em família? Esta é uma das palavras-chaves da convivência. “Com licença”, “perdão”, “obrigado”: se numa família se dizem estas três palavras, a família segue adiante. “Com licença”, “perdão”, “obrigado”. Quantas vezes dizemos “obrigado” junto da família? Quantas vezes dizemos obrigado a quem nos ajuda, vive perto de nós e nos acompanha na vida? Muitas vezes damos tudo isso como suposto! E o mesmo acontece com Deus. É fácil ir até ao Senhor para pedir alguma coisa, mas ir agradece-Lo… “Ah, isso é difícil”.
Continuando a Eucaristia, invocamos a intercessão de Maria, para que nos ajude a deixarmo-nos surpreender por Deus sem resistências, a sermos-Lhe fiéis todos os dias, a louvá-Lo e agradecer-Lhe porque Ele é a nossa força. Amen.
* * *
ATO DE CONSAGRAÇÃO A MARIA

Fonte: Vaticano

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

sábado, 12 de outubro de 2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ladainha de Nossa Senhora


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das virgens, rogai por nós.
Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós.
Mãe da Divina Graça, rogai por nós.
Mãe puríssima, rogai por nós.
Mãe castíssima, rogai por nós.
Mãe Imaculada, rogai por nós.
Mãe intacta, rogai por nós.
Mãe amável, rogai por nós.
Mãe admirável, rogai por nós.
Mãe do bom Conselho, rogai por nós.
Mãe do Criador, rogai por nós.
Mãe do Salvador, rogai por nós.
Mãe da Igreja, rogai por nós.
Virgem prudentíssima, rogai por nós.
Virgem venerável, rogai por nós.
Virgem louvável, rogai por nós.
Virgem poderosa, rogai por nós.
Virgem benigna, rogai por nós.
Virgem fiel, rogai por nós.
Espelho da justiça, rogai por nós.
Sede da Sabedoria, rogai por nós.
Causa de nossa alegria, rogai por nós.
Vaso espiritual, rogai por nós.
Vaso Honorífico, rogai por nós.
Vaso insigne de devoção, rogai por nós.
Rosa mística, rogai por nós.
Torre de Davi, rogai por nós.
Torre de marfim, rogai por nós.
Casa de ouro, rogai por nós.
Arca da Aliança, rogai por nós.
Porta do Céu, rogai por nós.
Estrela da manhã, rogai por nós.
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Refúgio dos pecadores, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Auxílio dos cristãos, rogai por nós.
Rainha dos anjos, rogai por nós.
Rainha dos patriarcas, rogai por nós.
Rainha dos profetas, rogai por nós.
Rainha dos apóstolos, rogai por nós.
Rainha dos mártires, rogai por nós.
Rainha dos confessores, rogai por nós.
Rainha das virgens, rogai por nós.
Rainha de todos os santos, rogai por nós.
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós.
Rainha assunta ao céu, rogai por nós.
Rainha do santo rosário, rogai por nós.
Rainha da família, rogai por nós.
Rainha da paz, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Indulgência Parcial

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A Igreja ainda aprova o uso do cilício?

Neste vídeo o pe. Paulo Ricardo responde a essa pergunta explicando o que é cilício e mortificação. Veja:




Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Terço dos Homens!

Sabemos que em várias Paróquias espalhadas por esse Brasil há o chamado Terço dos Homens. Uma noite em que os homens se reunem para rezarem o Terço, sem a presença das mulheres. Isso não é novidade para os católicos.

A novidade fica por conta desse fato ter sido notícia em um canal aberto, qual seja, na TV Globo no programa Fantástico do dia 06 de outubro de 2013, véspera do dia de Nossa Senhora do Rosário.

E, mais ainda, além da Paróquia em questão ficar lotada com homens de todas as idades (pais levando filhos para rezarem juntos), o que me chamou atenção foi o fato das mulheres também se reunirem no mesmo dia/horário em uma Capelinha próxima a Igreja para também rezarem o terço.




Homens rezem o Terço! Procurem na sua paróquia se lá tem o Terço dos Homens e, se não tiver, dê a idéia ao padre, junte os amigos e vá para a Igreja rezar o terço.

Fonte: Globo

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Em que consiste a Infância Espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus!


Vejam essa linda pregação do pe. Paulo Ricardo sobre a florzinha que a Igreja celebra hoje:




Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por nós!
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