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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Estou com anseio muito grande de usar o véu, mas não tenho muitos vestidos pra usar, somente calças, como devo proceder?


Boa Noite minha irmã em Cristo.

Um Feliz Natal!!!

Como falei no post Perguntas e Respostas sobre o Uso do Véu, não há regra, nem obrigatoriedade de usar o véu somente com saia, nem proibição de se usar o véu com calça.

A norma de São Paulo em I Cor 11, 5 e ss é que a mulher cubra a cabeça.

Quando a Igreja tinha uma norma em que a mulher era obrigada a usar o véu, que vigorou até os anos 80, as mulheres não tinham o hábito, como hoje, de usar calça e usavam muitos vestidos ou saias. E para ir a Santa Missa não usavam calça.

Hoje, realmente, há mulheres que quase não usam saia/vestidos.

Se você quer usar o véu, não tem problema, USE-O!!

A única norma para se usar o véu é querer!

Claro, há a tradição, mulheres solteiras usam o véu branco e as casadas e viúvas usam o véu preto.

Sugiro que comece a usar o véu, mesmo com as poucas opções de saias e vestidos que você afirma ter.

Se for preciso, faça algumas adaptações para que se guarde a modéstia, por exemplo, se tem um vestido que não tem manga, use o bolero com ele; ou se seu vestido tem um decote mais profundo, use um lenço cobrindo ou com uma regata por dentro; se é um vestido/saia curtos você pode usar com uma meia.

Aos poucos você vai se amoldando e se adaptando, adquirindo novas peças.

Sugiro também que você mande fazer ou compre, se achar para vender, umas saias, na altura do joelho (evasê) ou longas na cor preta, bege ou jeans, ou seja, cores neutras que você consiga usar várias vezes com blusas diferentes, fazendo várias composições. Isso resolveria seu problema, por enquanto.


Se, no momento, essas soluções não são possíveis, não tem problema.

Use o véu com calça.

Só procure guardar a modéstia evitando calças apertadas, justas, que marcam o corpo. Use com blusas que não tenham decote e que tenham manga. Mas, NÃO DEIXE de usar o véu porque não tem saia/vestidos suficientes.

Ore!! Nossa Senhora vai lhe mostrar alternativas, soluções e saídas para que você consiga usar o véu da melhor maneira possível.

Seja perseverante, não pare nos obstáculos!

Que o Menino Jesus lhe abençõe!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

As práticas da consagração a Nossa Senhora

Conheça quais são as principais práticas da consagração a Nossa Senhora e aprenda como vivê-las bem.
   Anunciação do Arcanjo Gabriel a Virgem Maria (cf. Lc 1, 26-38).

Conheça quais são as principais práticas da consagração a Nossa Senhora e aprenda como vivê-las bem.

Para viver bem a consagração a Nossa Senhora, segundo o método do “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, vejamos quais são as práticas desta devoção e aprendamos como viver bem cada uma delas. Estas práticas podem ser divididas em dois grupos: interiores e exteriores. As interiores são as mais importantes porque “o essencial desta devoção consiste no interior”1. São Luís Maria Grignion de Montfort ensina que “a verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria é, em primeiro lugar, interior, ou seja, parte do espírito e do coração; provém da estima que temos a Mãe de Deus, da alta ideia que fazemos das suas grandezas e do amor que lhe consagramos2. Por causa da suma importância das práticas interiores na consagração, nos dedicaremos mais a estas, mas trataremos também das exteriores.

I – As práticas interiores da consagração a Jesus por Maria
 
As práticas interiores foram resumidas por São Luís Maria na seguinte fórmula: “fazer todas as ações por Maria, com Maria, em Maria e para Maria”3. Fazer tudo “por” Maria é para os principiantes; “com” Maria é para os adiantados; e “em” Maria é para os perfeitos. Esta parte da fórmula corresponde aos “três graus clássicos da vida interior: a via purgativa, a via iluminativa e a via unitiva”4. Apesar de que no início da consagração não é possível a vivência plena desses três graus, pois são fases da vida espiritual, isso não significa que são totalmente separados e que numa fase não façamos experiências das outras. Independente da fase que vivemos, devemos nos esforçar para crescer de graça em graça e chegar à perfeição. A última parte da fórmula, o fazer as nossas ações “para” Maria, resume praticamente as três anteriores: “por Maria; “com” Maria; “em” Maria. No entanto, ao dizer que fazemos todas as ações “para Maria”, não nos enganemos pensando que ela é o centro ou o fim último desta devoção. Pois, fazemos tudo “para” a Santíssima Virgem, a fim de mais perfeitamente as fazer por Jesus Cristo, com Jesus Cristo, em Jesus e para Jesus”5.

Fazer todas as ações “por” Maria

Fazer todas as nossas boas obras “por” Maria significa que devemos obedecer em tudo à Santíssima Virgem, e deixar-nos conduzir em tudo pelo seu espírito, que é o Espírito Santo de Deus. Pois, “aqueles que são conduzidos pelo espírito de Maria são filhos de Maria e, por conseguinte, filhos de Deus”6. Para que nos deixemos conduzir pelo espírito de Maria é preciso:
1º – Renunciar ao nosso próprio espírito, às nossas próprias luzes e vontades, antes de fazer qualquer coisa, especialmente antes das orações, da Santa Missa, da comunhão e de nossas boas obras. “Porque as trevas do nosso espírito próprio e a malícia da nossa vontade e obras poriam obstáculo ao santo espírito de Maria, se as seguíssemos, embora nos parecessem boas”7;
2º – Entregar-nos ao espírito de Maria para ser movidos e conduzidos do modo que Ela quiser. Temos que nos colocar e nos abandonar nas suas mãos virginais, como um instrumento nas mãos do artista, como uma cítara nas mãos de um bom músico. Para tanto, podemos dizer a Nossa Senhora: “Renuncio a mim mesmo e dou-me a Vós, ó minha querida mãe!”8;
3º – “Renovar este mesmo ato de oferecimento e de união, de tempos a tempos, durante a ação ou depois dela”9. Quanto mais o repetimos esse ato, mais depressa a nossa alma se santificará e mais depressa chegaremos à união com Jesus Cristo, pois esta segue-se sempre à união com Maria, visto que o espírito de Maria é o espírito de Jesus.

Fazer todas as boas obras “com” Maria

Nós consagrados, devemos fazer todas as ações com Maria. No entanto, para que isso aconteça, nesta fase em que somos privados dos sentidos, é necessário crer que a Virgem Mãe de Deus está sempre presente em nossas vidas. Nessa certeza, devemos voltar o nosso olhar para ela, em todas as nossas ações, como o modelo acabado de toda a virtude e perfeição. Pois, Nossa Senhora “é o modelo formado pelo Espírito Santo numa simples criatura, para nós o imitarmos, na medida das nossas limitadas forças”10. Em nossas ações, devemos considerar o modo como Maria faria se estivesse no nosso lugar. Para tanto, examinemos e meditemos algumas das grandes virtudes que a Mãe da Igreja praticou durante a vida:
1ª – A sua Fé viva, pela qual a Virgem de Nazaré acreditou, sem hesitar, no anúncio do Anjo11. Fé que Maria manteve fielmente, constantemente, até mesmo na mais completa noite escura, no momento derradeiro de seu Filho, aos pés da Cruz12;
2ª – “A sua Humildade profunda, que a fez esconder-se, calar-se, submeter-se a tudo e pôr-se no último lugar”13;
3ª – A sua Pureza toda divina, que não houve nem jamais haverá igual sob o Céu.
Além destas, devemos também examinar e meditar a respeito das demais virtudes de Maria, particularmente, a sua obediência cega, a sua contínua oração, a sua mortificação universal, a sua ardente caridade, a sua paciência heroica, a sua doçura angélica e a sua sabedoria divina14. Lembremo-nos que a Virgem Maria é a grande e a única Fôrma de Deus, própria para formar imagens de Deus, facilmente e em pouco tempo15. Se entrarmos nesta Fôrma e nela nos perdermos, em breve nos transformaremos em Jesus Cristo16.

Fazer todos os atos “em” Maria

Precisamos fazer todas as nossas ações em Maria. Entretanto, para bem compreender esta prática, é necessário saber que a Santíssima Virgem, a Nova Eva, é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão, e que o antigo paraíso não era mais que a sua imagem. “Pois há neste Paraíso Terrestre riquezas, belezas, raridades e doçuras inexplicáveis, que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou”17. Este Lugar Santo é composto de uma terra virgem e imaculada, da qual foi formado e se alimentou o Novo Adão, sem qualquer nódoa ou mancha, pela ação do Espírito Santo que aí habita. Os Santos Padres, iluminados pelo Espírito de Deus, chamam a Santíssima Virgem Maria de:
1º – Porta Oriental, por onde o grande sacerdote Jesus Cristo entra e sai do mundo18. Por Maria, o Filho de Deus entrou pela primeira vez no mundo e por ela também será a Sua segunda vinda;
2º – “Santuário da Divindade, o Repouso da Trindade Santíssima, o Trono de Deus, a Cidade de Deus, o Altar de Deus, o Templo de Deus, o Mundo de Deus”19.
Para fazer as nossas ações “em” Maria, precisamos entrar nesse Santuário do Altíssimo, que é a própria Virgem. Todavia, “é difícil a pecadores como nós obter permissão e ter capacidade e luz para entrar neste lugar. Pois é tão alto e tão santo que é guardado, não por um querubim, como o antigo Paraíso Terrestre20, mas pelo próprio Espírito Santo, que se tornou seu Senhor absoluto”21. Somente por uma graça particular do Espírito Santo, graça que devemos alcançar pela perseverança, poderemos entrar neste Templo Santo.

Fazer tudo “para” Maria

Nós consagrados, devemos fazer todas as ações para Maria. Pois, se nos entregamos totalmente ao seu serviço, é justo que façamos tudo para Ela, como um criado, um servo, um escravo22. No entanto, não entregamos todas as nossas boas para a Mãe de Deus como fim último, pois este é Jesus Cristo. Tomamos a Santíssima Virgem como fim próximo, como meio misterioso e fácil para ir ao seu Divino Filho.
Fazer tudo para Maria significa também que, como bons servos e escravos de Nossa Senhora, apoiados na sua proteção, precisamos defender os seus privilégios, quando são disputados, e sustentar a sua glória, quando a atacam. Precisamos “atrair todo o mundo, se for possível, ao seu serviço, e a esta Verdadeira e Sólida Devoção”23. Devemos falar e clamar contra os que abusam da devoção a Mãe de Deus para ultrajar o Filho do Altíssimo e, ao mesmo tempo, estabelecer a consagração a Jesus por Maria. Por fim, como recompensa destes pequenos serviços, devemos “pretender apenas a honra de pertencer a tão amável Princesa, a felicidade de sermos por Ela unidos a Jesus, seu Filho, com um laço indissolúvel, no tempo e na eternidade”24.

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo sobre “A Mãe do Salvador e a Nossa Vida Interior

II – As práticas exteriores da consagração a Jesus em Maria

As práticas exteriores da consagração a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria, ensinadas por São Luís Maria, são as seguintes:

1ª – A preparação para a consagração25. Além dessa preparação inicial, pelo menos uma vez por ano, devemos renovar a consagração, na mesma data na qual nos consagramos, com as mesmas práticas das três semanas. Mas, podemos até mesmo renovar tudo o que fizemos todos os meses, e mesmo todos os dias, com estas breves palavras: “Eu sou todo Vosso e tudo o que tenho Vos pertence, ó meu amável Jesus, por Maria, Vossa Santa Mãe!”26.

2ª – A Coroinha da Santíssima Virgem, que não é obrigatória, mas recomenda por São Luís Maria. A Coroinha é composta de três Pai-Nossos e doze Ave-Marias, que são rezados em honra dos doze privilégios e grandezas da Santíssima Virgem27.

3ª – O uso das correntes ou cadeiazinhas. São Luís Maria afirma nos explica que é muito louvável, muito glorioso e útil para nós, que nos fizemos escravos de Jesus em Maria, que usemos correntes de ferro. Estas serão um sinal sacramental da nossa escravidão de amor, por isso devem ser abençoadas com uma bênção própria. Lembramos que estes sinais exteriores não são essenciais nem tampouco obrigatórios28, mas são muito recomendáveis, pois além da sua eficácia sobrenatural, o uso das correntes tem grande valor diante de Jesus e de Maria29.

4ª – O culto especial ao Mistério da Encarnação. Devemos ter uma especial devoção ao grande mistério da Encarnação do Verbo, que é celebrado no dia 25 de março. Pois, este “é o mistério próprio desta Devoção, visto que ela foi inspirada pelo Espírito Santo”30. O principal mistério que celebramos e honramos na consagração é o mistério da Encarnação, no qual podemos ver Jesus em Maria, encarnado em seu seio. Por isso, é muito conveniente dizer que somos consagrados a Jesus em Maria31.

5ª – A grande devoção que devemos ter pela Ave-Maria e pelo Santo Rosário. Devemos rezar com muita devoção a Ave-Maria. Pois, “tendo a salvação do mundo começado pela Ave-Maria, a salvação de cada alma em particular está ligada a esta oração”32. Além disso, São Luís Maria pede que não nos contentemos em rezar a Coroinha de Nossa Senhora, mas que rezemos o Terço diariamente e, se tivermos tempo, o Rosário cotidiano. “Se o fizeres, bendirás na hora da morte o dia e o momento em que me acreditaste”33, profetiza o Santo.

6ª – A oração do Magnificat, que “é a única oração e a única composição da Santíssima Virgem, ou, antes, que Jesus compôs n’Ela, pois Ele falava pela sua boca. Este é o maior sacrifício de louvor que Deus recebeu na lei da graça. Por um lado, é o mais humilde e reconhecido, por outro, o mais sublime e elevado de todos os cânticos. Há nele mistérios tão grandes e escondidos que os anjos os ignoram”34. Em virtude da beleza, das grandezas e dos mistérios contidos nesta oração, devemos rezar muitas vezes o Magnificat, em agradecimento a Deus pelas incontáveis graças concedidas à Santíssima Virgem.

7ª – O desprezo e o desapego do mundo. Devemos desprezar, odiar e fugir muito do mundo corrupto. “Para combater o espírito do mundo, devemos avivar a nossa fé no amor de Deus e acreditar que a verdadeira felicidade está com Ele nos Reino dos Céus. Para tanto, meditemos seriamente sobre o vazio das máximas e modas do mundo e a respeito da morte e do nosso fim último, que pode ser o Céu, o Inferno, ou o Purgatório. Meditar sobre essas realidades últimas pode ser de grande valia para nos esvaziar do espírito mundano”35. A vida sacramental, especialmente na participação da Eucaristia, também será de grande auxílio para desprezar o mundo e nos desapegar dele. Podemos suplicar a Nossa Senhora que nos empreste o seu Coração de Mãe, para nele receber seu Filho nas espécies consagradas, com as suas disposições36, e não as nossas, que muito provavelmente estão contaminadas com o espírito mundano. A oração também nos ajudará a nos esvaziar do espírito do mundo, especialmente o Santo Rosário, a principal arma espiritual da consagração. Enfim, outros auxílios de extraordinária eficácia são as penitências, as mortificações, os jejuns e os sacrifícios.

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo sobre “As provações”

A devoção a Maria como auxílio para amar Jesus

Assim, com a distinção que São Luís Maria faz entre práticas interiores e exteriores, compreendemos que a atitude interior é fundamental em nossas orações e boas obras. Entretanto, na realidade, as práticas interiores estão sempre ligadas às exteriores e vice-versa. Esta separação entre práticas interiores e exteriores é justamente para que façamos bem todas as nossas orações e boas obras, ou seja, “por Maria, com Maria, em Maria e para Maria”37. Dessa forma, fazer todas as ações “por” Maria significa deixar-nos conduzir pela Mãe de Deus; fazer tudo “com” Maria é perguntar-nos sempre: como esta boa Mãe faria em nosso lugar?; fazer todas as coisas “em” Maria é estar sempre nesse o Templo Sagrado, onde encontramos Deus; e fazer tudo “para” Maria”38 significa que entregamos tudo nas mãos da Mãe de Deus para que nossa oferta seja agradável a Jesus Cristo. Como consagrados, devemos fazer tudo para Maria, que tudo entrega a seu Filho Jesus Cristo, que é o centro de nossa devoção, o fim último de nossas vidas e de todas as nossas boas obras39. Em outras palavras, fazer todas as nossas ações “por Maria, com Maria, em Maria e para Maria”40 significa fazer tudo por amor a Jesus. Dessa forma, a Santíssima Virgem é o auxílio necessário para que amemos Jesus Cristo de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso espírito, e com todas as nossas forças, e ao próximo como a nós mesmos41.

Natalino Ueda, escravo de Jesus em Maria.


Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Catequese do Papa: sinais que caracterizam o Ano da Misericórdia

brasão do Papa Francisco

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Boletim da Santa Sé Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Domingo passado foi aberta a Porta Santa na Catedral de Roma, a Basílica de São João Latrão, e se abriu a Porta da Misericórdia na Catedral em todas as dioceses do mundo, também nos santuários e nas igrejas indicadas pelos bispos. O Jubileu é em todo o mundo, não somente em Roma. Quis que este sinal da Porta Santa fosse presente em cada Igreja particular, para que o Jubileu da Misericórdia possa se tornar uma experiência partilhada por cada pessoa. O Ano Santo, deste modo, tomou o caminho em toda a Igreja e é celebrado em todas as dioceses, como em Roma. Também, a primeira Porta Santa foi aberta justamente no coração da África. E Roma, bem, é o sinal visível da comunhão universal. Possa essa comunhão eclesial se tornar sempre mais intensa, para que a Igreja seja no mundo o sinal vivo do amor e da misericórdia do Pai.

Também a data de 8 de dezembro quis destacar essa exigência, relacionando, a 50 anos de distância, o início do Jubileu com a conclusão do Concílio Ecumênico Vaticano II. De fato, o Concílio contemplou e apresentou a Igreja à luz do mistério da comunhão. Espalhada em todo o mundo e articulada em tantas Igrejas particulares é, porém, sempre e somente a única Igreja de Jesus Cristo, aquela que Ele quis e pela qual ofereceu a Si mesmo. A Igreja “una” que vive da comunhão própria de Deus.

Este mistério de comunhão, que torna a Igreja sinal do amor do Pai, cresce e amadurece no nosso coração, quando o amor, que reconhecemos na Cruz de Cristo e no qual nos imergimos, nos faz amar como nós mesmos somos amados por Ele. Trata-se de um Amor sem fim, que tem a face do perdão e da misericórdia.

Porém a misericórdia e o perdão não devem permanecer belas palavras, mas realizar-se na vida cotidiana. Amar e perdoar são os sinais concretos e visíveis de que a fé transformou os nossos corações e nos permite exprimir em nós a vida própria de Deus. Amar e perdoar como Deus ama e perdoa. Este é um programa de vida que não pode conhecer interrupções ou exceções, mas nos leva a ir sempre além sem nunca nos cansarmos, com a certeza de sermos sustentados pela presença paterna de Deus.

Este grande sinal da vida cristã se transforma depois em tantos outros sinais que são característicos do Jubileu. Penso em quantos atravessaram uma das Portas Santas, que neste Ano são verdadeiras Portas da Misericórdia. A Porta indica o próprio Jesus que disse: “Eu sou a porta: se alguém entra através de mim, será salvo; entrarás e sairás e encontrarás pastagem” (Jo 10, 9). Atravessar a Porta Santa é o sinal da nossa confiança no Senhor Jesus que não veio para julgar, mas para salvar (cfr Jo 12, 47). Estejam atentos para que não haja alguém um pouco ligeiro ou muito espertalhão que diga a vocês que se deve pagar: não! A salvação não se paga. A salvação não se compra. A Porta é Jesus, e Jesus é grátis! Ele mesmo fala daqueles que faz entrar não como se deve e, simplesmente, diz que são ladrões e bandidos. Então estejam atentos: a salvação é gratuita. Atravessar a Porta Santa é sinal de uma conversão do nosso coração. Quando atravessamos aquela Porta é bom recordar que devemos ter escancarada também a porta do nosso coração. Eu estou diante da Porta Santa e peço: “Senhor, ajude-me a escancarar a porta do meu coração!”. Não teria muita eficácia o Ano Santo se a porta do nosso coração não deixasse passar Cristo que nos leva a ir rumo aos outros, para levá-Lo e levar o seu amor. Portanto, como a Porta Santa permanece aberta, porque é o sinal do acolhimento que o próprio Deus nos reserva, assim também a nossa porta, aquela do coração, esteja sempre escancarada para não excluir ninguém. Nem mesmo aquele ou aquela que me incomoda: ninguém.

Um sinal importante do Jubileu é também a Confissão. Aproximar-se do sacramento com o qual somos reconciliados com Deus equivale a fazer experiência direta da sua misericórdia. É encontrar o Pai que perdoa: Deus perdoa tudo. Deus nos compreende mesmo nos nossos limites, nos compreende também nas nossas contradições. Não somente, Ele com o seu amor nos diz que justamente quando reconhecemos os nossos pecados nos é ainda mais próximo e nos encoraja a olhar adiante. Diz mais: que quando reconhecemos os nossos pecados e pedimos perdão, há festa no Céu. Jesus faz festa: esta é a Sua misericórdia: não desanimemos. Adiante, adiante com isso!

Quantas vezes ouvi dizer: “Padre, não consigo perdoar o vizinho, o companheiro de trabalho, a vizinha, a sogra, a cunhada”. Todos ouvimos isso: “Não consigo perdoar”. Mas como se pode pedir a Deus para nos perdoar se depois nós não somos capazes de perdão? E perdoar é uma coisa grande, ainda não é fácil, perdoar, porque o nosso coração é pobre e só com as suas forças não pode fazê-lo. Se, porém, nos abrimos para acolher a misericórdia de Deus para nós, por nossa vez nos tornamos capazes de perdão. Tantas vezes ouvi dizer: “Mas, aquela pessoa eu nem podia ver: eu a odiava. Mas um dia, me aproximei do Senhor e lhe pedi perdão pelos meus pecados e também perdoei aquela pessoa”. Essas são coisas de todos os dias. E temos próxima a nós essa possibilidade.

Portanto, coragem! Vivamos o Jubileu começando com estes sinais que comportam uma grande força de amor. O Senhor nos acompanhará para nos conduzir a fazer experiência de outros sinais importantes para a nossa vida. Coragem e adiante!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Quais são as Obras de Misericórdia?

Dia 08 de Dezembro iniciou-se o Ano Santo da Misericórdia.

Durante esse ano, que vai até novembro de 2016, devemos procurar viver as Obras de Misericórdia.

E quais são essas Obras? São as seguintes:


Fonte: Paróquia São José Operário (Brasilia-DF)

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Como obter a Indulgência no Ano Santo da Misericórdia?



O Papa Francisco declarou O Ano Santo Jubilar (Extraordinário) da Misericórdia que inicia-se amanhã, 08 de Dezembro de 2015, e vai até o dia 20 de Novembro de 2016.

Durante esse Ano Santo os fiéis católicos podem conseguir a Indulgência Plenária Jubilar, da seguinte forma:

Regras para os Fiéis conseguirem a Indulgência Jubilar

* Peregrinação à Porta Santa - aberta em cada Catedral ou nas Igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano e nas 4 Basílicas Papais em Roma;
* Aproximar-se do Sacramento da Reconciliação (Confissão);
* Participar da Santa Eucaristia (Santa Missa);
* Rezar o Credo;
* Orar pelo Santo Papa e suas intenções.

Regras para os Fiéis Doentes conseguirem a Indulgência

Receber a Comunhão em casa OU
Participar da Santa Missa e na Oração Comunitária - inclusive através dos meios de comunicação.

Regras para os Fiéis Encarcerados conseguirem a Indulgência 

Podem obter nas Capelas dos Cárceres TODAS as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai.

Podemos conseguir ainda Indulgência pelos Mortos

Participando da Santa Missa
Rezando pelos Mortos


Para os Fiéis que Praticaram ABORTO

A prática do Aborto causa a pena canônica de excomunhão latae sententiae (Cân 1398, CDC), essa pena pode ser remitida, em regra, pelo Ordinário Local (Bispo) (Cân 1356), mas, nesse Ano Santo (08/12/15 até 20/11/2016) o Santo Padre concedeu a faculdade para TODOS OS SACERDOTES absolverem o pecado do Aborto.


Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Igreja celebra Ano Santo da Misericórdia a partir de 08 de dezembro


O Ano Santo da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, terá início no próximo dia 08, durante a Solenidade da Imaculada Conceição. As comemorações serão concluídas no dia 20 de novembro de 2016, dia da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

A abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, em Roma, no dia 08, às 09h30, (06h30 horário de Brasília) marca o início das atividades pelo Ano da Misericórdia.

Vale ressaltar que o Papa Francisco inaugurou oficialmente o Ano Santo da Misericórdia no último domingo - I Domingo do Advento - durante Visita Apostólica à África, quando abriu a Porta Santa da Catedral de Bangui. Essa é a primeira vez que um Papa abre um Ano Santo fora do Vaticano.

Na Arquidiocese de Brasília, a abertura do Ano Santo acontece com a cerimônia de abertura da Porta Santa da Catedral Metropolitana no dia 13/12, às 08h30, pelo arcebispo dom Sergio da Rocha.

No dia 27/12, dom Sergio abrirá a Porta Santa do Santuário Menino Jesus de Praga, em Brazlândia, às 10h30.

Outras duas Portas Santas, de Santuários pertencentes ao Ordinariado Militar, também serão abertas em Brasília. A primeira Porta Santa a ser aberta é na Catedral Militar Rainha da Paz, no dia 08/12, às 19h, e a outra fica no Santuário da Mãe Rainha de Schoenstatt, no dia 13/12, às 10h.

O Ano Santo é um ano especial, cheio de graças, e que proporciona conversão, evangelização profunda e a concretização das Palavras de Deus em gestos de perdão, de ajuda e de amor.

Foi inspirado no Ano Jubilar celebrado pelos hebreus, a cada 50 anos, quando se concediam perdões de dívidas, devoluções de campos comprados, auxílio econômico aos miseráveis e a libertação dos escravos, como forma de melhorar a relação com o próximo, com a natureza e com Deus.

O primeiro Ano Santo da história foi celebrado Papa Bonifácio VIII, em 1300, que estabeleceu que essa cerimônia deveria ser proclamada a cada 100 anos . O objetivo inicial era consentir que os fieis recebessem o perdão dos pecados e a indulgência.

O Papa Clemente VI convocou o Ano Santo em 1350, reduzindo para 50 anos o tempo máximo entre cada celebração. A ideia era permitir a possibilidade que cada pessoa pudesse celebrar o Ano Santo ao menos uma vez na vida.

Em 1475, o Ano Jubilar passou a ser celebrado a cada 25 anos, sendo classificado como Ordinário. 

Quando o Ano Santo é proclamado em um espaço de tempo menor que 25 anos, para celebrar algum fato especial, como neste ano, o Ano Jubilar é considerado Extraordinário.  "Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia  (...) que trará o tema: ‘Sede misericordiosos como o Pai’, enfatizou o Papa quando oficializou essa celebração, em abril deste ano, por meio da Bula Misericordiae Vultus

Já as Portas Santas são consideradas santas porque são abertas pelo Papa para marcar simbolicamente o início de um Ano Santo.

Os templos religiosos que possuem mais de uma porta, como são os de Roma, geralmente, escolhem-se portas laterais para serem Portas Santas. Após isso, essas Portas são seladas com cimento e tijolos, permanecendo intactas por anos.

Durante os Anos Santos, essas Portas são abertas pelo Papa com a ajuda de um martelo e com o auxílio de operadores, que retiram a parte mais grossa e difícil.  

As Portas Santas podem ser atravessadas durante todo o Ano Santo, mas ao fim deste, as Portas  são lacradas novamente.

A abertura simboliza a acolhida aos católicos e também a passagem para a salvação, uma vez que quem passar pela Porta Santa poderá receber indulgência plenária, desde que confesse-se, comungue, reflita sobra a Misericórdia e reze pelo Santo Papa.

“Neste Jubileu, deixemo-nos surpreender por Deus. Ele nunca se cansa de abrir a porta de Seu coração para repetir que nos ama e quer compartilhar conosco a sua vida”, concluiu o pontífice Francisco.



Oração do Ano Santo da Misericórdia
 
Senhor Jesus Cristo,
Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste,
e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele.
Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.
O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro;
a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura;
fez Pedro chorar depois da traição,
e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.
Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana:
Se tu conhecesses o dom de Deus!
Vós sois o rosto visível do Pai invisível,
do Deus que manifesta sua onipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia:
fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.
Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza
para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro:
fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.
Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção
para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor
e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem
proclamar aos cativos e oprimidos a libertação
e aos cegos restaurar a vista.
Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia,
a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Amém 


Programação da abertura na Arquidiocese de Brasília
Catedral Metropolitana de Brasília
- 13/12 - 08h30 - Missa presidida por dom Sergio da Rocha

Santuário Menino Jesus de Praga
- 27/12 - 10h - Missa presidida por dom Sergio da Rocha

Programação no Ordinariado Militar
Catedral Militar Rainha da Paz

- 08/12 -  19h - Vigília da Misericórdia (Santa Missa e representação teatral da Parábola do Filho Pródigo, pelo Pastoreio Jovem).

Santuário da Mãe Rainha de Schoenstatt

- 13/12 - 10h - Assistência Religiosa das respectivas Forças Armadas, com seus subchefes regionais.


Fonte: Arquidiocese de Brasilia

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Madrinha pode fazer curso de batismo para os padrinhos em outra cidade.

Salve Maria,

Os padrinhos podem sim fazer o Curso para Batismo em outra cidade, não há problema nisso.

É só falar com o sacerdote e depois pegar um certificado que fez o curso.

Eu mesma já fiz esse curso em uma cidade/Estado para batizado realizado em outra cidade/Estado.

Boa Sorte,
Que Deus o abençõe.

Fui criada na igreja Evangelica, nunca fui batizada, a 1 ano frequento igreja evangelica e agora em 2016 queria me crisma, eu posso fazer a crisma e me batizar ne?

Salve Maria!!!

Querida irmã em Cristo,

Não entendi bem, mas vou tentar responder de maneira mais ampla possível.

1) Vc foi criada na Igreja Evangélica, mas nunca foi batizada, e há 1 ano frequenta a Igreja CATÓLICA e quer se crismar/batizar ano que vem.

Bem, como você NUNCA foi batizada, NÃO HÁ nenhum impedimento para você fazer a catequese e ser batizada e crismada na Igreja CATÓLICA, ano que vem.

2) Vc foi criada na Igreja Evangélica, mas nunca foi batizada, e há 1 ano frequenta a Igreja EVANGÉLICA e quer se crismar/batizar ano que vem.

 Não entendo as normas da Igreja Evangélica e, como há muitas congregações, cada uma com sua norma, é difícil falar. Mas creio que você pode sim ser batizada, agora, Crismada, creio que não, já que a Crisma, até onde eu saiba, só existe na Igreja Católica.

Creio que a sua situação é a primeira e você escreveu errado na sua mensagem.
Se o for, fique atenta, porque as inscrições para a Catequese devem ocorrer no começa do ano que vem, normalmente ela se dá em fevereiro/março.

Boa sorte.
Que Deus a abençõe.

Fui batizado em casa e gostaria de saber se posso ser batizado na igreja catolica?

Salve Maria!!!

Como você já foi batizado em casa, em tese, NÃO PODE ser mais batizado.

Agora, você DEVE:

a) Perguntar aos seus pais ou o responsável pelo seu batismo se ele foi feito por um sacerdote, como ele ocorreu, e se, DEPOIS DO BATISMO EM CASA, foi feito o registro dele na Paróquia e se foi feito o restante do ritual;

b) Caso a resposta seja negativa, procura a sua paróquia e converse com o sacerdote sobre isso, aí ele irá te orientar se você vai ser batizado novamente, sob condição, OU se somente será feito o registro e o restante do ritual.

Boa Sorte!!!
Que Deus o abençõe!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Resposta: Avó pode ser Madrinha de Batismo?

Salve Maria,

Não há nada que impeça a avó de ser madrinha de batismo, DESDE QUE, ela seja católica, crismada e viva conforme a fé da Igreja.

Mas, será que só tem a avó para ser madrinha? Não há outras pessoas que possam assumir essa função?

Que Deus a abençõe.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Resposta - Meu filho tem 4 anos pra ele batizar é preciso esperar pela idade da catequese ou se ele pode batizar agora?

Conforme o Código de Direito Canônico o seu filho pode ser batizado agora, não precisa esperar pela idade de fazer catequese, que seria após os 07 anos.

Procure a sua Paróquia e veja o procedimento para batizar criança, como o curso de padrinhos e os dias em que ocorrem o batizado, se não quiser fazê-lo em uma cerimônia privada.

Que Santa Teresa D´Avila a abençõe.

sábado, 10 de outubro de 2015

PEQUENO EXORCISMO DE SS LEÃO XIII CONTRA SATANÁS E OS ANJOS REBELDES


Publicado por sua ordem em 1884, para uso público e privado, por parte de sacerdotes e leigos (na graça de Deus, sem pecado mortal).


+

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amen.
(segurar um crucifixo até o final do exorcismo)

ORAÇÃO A  S. MIGUEL ARCANJO
(de joelhos) 

Gloriosíssimo Príncipe dos Exércitos celestes, S. Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra os Principados e as Potestades, contra os chefes desde mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares (Ef. VI, 10-12).
Vinde em auxílio dos homens que Deus fez à Sua imagem e semelhança, e resgatou com grande preço da tirania do Demônio (Sab. II, 23-24; I Cor. VI, 20).
É a vós que a Santa Igreja venera como seu guardião e patrono, vós a quem o Senhor confiou as almas resgatadas para as introduzir na felicidade celeste. Suplicai, pois, ao Deus da Paz, que esmague Satanás sob os nossos pés a fim de lhe tirar todo o poder para prejudicar a Igreja. Apresentai ao Altíssimo as nossas orações a fim de que depressa desçam sobre nós as misericórdias do Senhor. E sujeitai a antiga serpente - que não é outro senão o Diabo ou Satanás - para o precipitar encadeado nos Abismos, de modo que não possa, nunca mais, seduzir as nações (Apoc XX, 3).

domingo, 4 de outubro de 2015

Resposta: Sou casada na igreja, mas separada/divorciada, que cor de véu devo usar?

Se você é casada na Igreja Católica, significa que não é solteira (para a Igreja você continua casada), assim, deve usar o véu preto.

Agora, há uma outra tradição que afirma que as casadas podem usar véus de outras cores: cinza, azul, bege... 

Evite usar o véu branco, já que esse deve ser usado pelas solteiras.

No entanto, NÃO DEIXE, de usar o véu por conta desses detalhes, o importante e o que ensina São Paulo é que se cubra a cabeça, pode ser até com chapéu.

Nossa Senhora Aparecida a abençõe.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Resposta: Meus filhos podem ter o mesmo padrinho?

Já me perguntaram isso antes.

No Código de Direito Canônico e no Catecismo da Igreja Católica NÃO HÁ nenhuma objeção sobre isso, aliás, nem sequer fala disso.

Penso que NÃO HÁ problema algum em seu irmão ser padrinho dos seus dois filhos (a madrinha da minha mãe de crisma é a minha madrinha de batismo).

O importante no padrinho/madrinha é ser um bom cristão, um exemplo para os seus filhos, ser presente e cuidar para que eles sigam o que a Igreja ensina e, claro, ser maior de 16 anos, ser crismado e seguir os preceitos da Igreja.

Boa sorte.

Que Deus os abençõe.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Resposta: Criança com mais de 7 anos pode ser batizada? Como fazer?

Boa noite; gostaria de saber se uma criança de 8 anos pode ser batizada na igreja católica e quais os procedimentos para fazer. Minha sogra falou que passado os 4 anos so depois da catequese. Estou arrasada! :, (

Bem.
Sua sogra está certa, em parte.
 
"gostaria de saber se uma criança de 8 anos pode ser batizada na igreja católica"

Qualquer pessoa, de qualquer idade, que não tenha recebido o Sacramento do Batismo (não seja batizada) e que queira, pode ser batizado na Igreja Católica. 
Assim, criança de 08 anos, desde que os pais queiram (ou um dos pais), pode sim ser batizada na Igreja Católica.  

"e quais os procedimentos para fazer. Minha sogra falou que passado os 4 anos so depois da catequese."

Como falado acima, qualquer pessoa pode ser batizado, no entanto, como aos 07 anos a pessoa entra na chamada "idade da razão" e já deve começar a se preparar para a primeira comunhão através da Catequese, NORMALMENTE, quando a pessoa não foi batizado até essa idade, ela tem que participar da catequese, ao final desta, ela receberá o batismo e fará a primeira comunhão, geralmente, no mesmo dia.

Agora, você pode e deve procurar o padre da sua Paróquia e conversar com ele.
Hoje em dia é muito difícil as crianças fazerem a primeira comunhão aos 07 anos, normalmente esta se dá aos 09 anos (ou mais), a depender de cada Diocese, quem sabe o pároco não resolve batizar a criança, sem necessidade de catequese?

Procedimentos para o batismo:

1) a pessoa ou os pais (no caso de criança) querer;
2) a partir de uma certa idade (idade da razão) será preciso participar da catequese.
3) os padrinhos terem mais de 16 anos, serem católicos crismados e viverem conforme a fé da Igreja;
4) os padrinhos precisam fazer um curso de batismo.

Que Deus a abençõe e Maria passe na frente!
 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Resposta: "E uma criança batizada em casa, esse batismo é valido?"

Por que essa criança foi batizada em casa?
Como foi feito esse batismo?
Foi por um leigo ou por um sacerdote?
Ela estava em perigo de vida??

Todas essas perguntas devem ser observadas para se saber se o batismo é válido.
Em tese, ele precisará observar mais alguns requisitos para ser validado pela Igreja:

a) Se não foi feito pelo sacerdote, precisa ir na Paróquia e comunicar o sacerdote sobre o ocorrido para que ele cumpra o restante do ritual que, certamente faltou, bem como, anotar corretamente nos registros da Igreja o batismo com o nome da criança, pais e padrinhos.

Sabemos que quem pode batizar é o Bispo, o Prebístero e o Diácono (Cân 861).

No entanto, em caso de necessidade, qualquer pessoa, que tenha a intenção exigida, pode batizar, utilizando a fórmula batismal trinitária; nesse caso, deve-se informar ao pároco para que seja registrado e para que se administre o restante da cerimônia batismal.

b) Se o batismo foi realizado pelo sacerdote, provavelmente ele observou todos os requisitos e este é válido.

Que Deus a abençõe.

São Pio de Pietrelchina, rogai por nós!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Resposta - Finados é Dia de Guarda?

A Igreja Católica tem como dia Santo ou de Guarda o dia 01 de novembro, onde ela lembra Todos os Santos.

O dia 02 de novembro - onde se lembra de todos os que morreram - não é dia Santo ou de Guarda.

Deus o abençõe.

Resposta - Pode batizar no advento?

Não há no Código de Direito Canônico e no Catecismo da Igreja nada que leve a crer existir proibição de batismo durante o Advento.

Portanto, pode sim ocorrer batismo no Advento.

Deus o abençõe.

Resposta - Posso Usar Sandália na Missa?

Estou com uma dúvida e espero que possam me ajudar a saná-la.
Gostaria de saber se a mulher pode usar sandália (sem que pareça que ela esteja descalça e/ou seja chamativa) na Santa Missa ?
Ás vezes tenho medo de estar errando nesse sentido.

Bem, há que se distinguir sandália de chinelo (tipo havaiana).
Penso que aqui devemos observar uma regrinha básica:

TUDO ME É PERMITIDO
MAS NEM TUDO ME CONVÉM!

Você pode sim usar uma sandália bonita, hoje em dia é muito comum.
Mas seria melhor se pudesse evitar, usar um sapato baixo, fechado.

Agora, chinela tipo havaiana não é apropriado.

Devemos nos lembrar que a Santa Missa é uma Solenidade.
Ora, você não vai para uma Solenidade de qualquer jeito, né?
Você não vai encontrar com alguém importante de chinela, vai?
E quem é mais importante que Deus?

Então, o melhor sempre para Deus.
A roupa mais bonita.
O sapato mais bonito.
O coração mais bonito.

Que Deus a abençõe!

Resposta - Matrimônio com Disparidade de Culto

Boa Tarde,
Me chamo ****, tenho 40 anos, e não fui batizada, porém, frequentava a igreja católica quando criança,(eu gostava), na adolescência estudei em escola de freira e pude ter o discernimento da vida em Cristo, porém nunca fui batizada., sinceramente sempre me senti filha de Cristo, e nunca percebi o quanto era importante para mim o batismo. Estou de casamento marcado par ao ano que vem, e eis a questão: Preciso me batizar para que a igreja catolica realize meu casamento? Meu noivo é batizado, é necessário o meu batismo aos 40 anos, uma vez que , apenas um batizado, o casamento seja válido? Outra dúvida, frequento uma igreja anglicana e me informei sobre me batizar , e fiquei receosa, pois a igreja a qual está marcada meu casamento, é tradicional, apostolica roaman, será que ela não vai questionar o meu batismo por ser numa igreja anglicana? Me ajude por favor?
Fique Em deus!

Boa noite.
Aqui são duas perguntas, então, vamos por partes.

Preciso me batizar para que a igreja catolica realize meu casamento? Meu noivo é batizado, é necessário o meu batismo aos 40 anos, uma vez que , apenas um batizado, o casamento seja válido?

Se o seu noivo é batizado na Igreja Católica Apostólica e Romana você não precisa se batizar para que possam se casar na Igreja, embora isso seja o ideal.
Quando vocês forem dar entrada na papelada na Igreja eles irão pedir o batistério (documento que declara que a pessoa foi batizada), o seu noivo apresentará o dele.
Como você não é batizada, o seu casamento será por disparidade de culto (quando um batizado católico casa com alguém que é batizado em outra Igreja/religião ou que não é batizado), nesse caso, o processo dos proclamas é diferente, pois precisa da autorização do Bispo e o cônjuge não católico deve assinar um documento onde se compromete a criar os filhos dentro da religião católica.

Agora, como o seu casamento só ocorre no ano que vem, e como você já percebeu a importância do batismo para você, você pode fazer a catequese ano que vem, normalmente ela se inicia no começo do ano (fevereiro/março) e ser batizada.

Outra dúvida, frequento uma igreja anglicana e me informei sobre me batizar , e fiquei receosa, pois a igreja a qual está marcada meu casamento, é tradicional, apostolica roaman, será que ela não vai questionar o meu batismo por ser numa igreja anglicana? Me ajude por favor?

Se você for batizada na Igreja Anglicana, os proclamas do matrimônio vão correr da forma já relatada. Ou seja, o matrimônio será entre um batizado católico e um batizado não católico, havendo aqui disparidade de culto, sendo necessário a autorização do bispo para o matrimônio ser válido na Igreja Católica e você terá que se comprometer a criar os filhos dentro da Igreja Católica.

Resumindo:

Para o matrimônio ser realizado na Igreja Católica, basta que um dos noivos seja católico (batizado);
Vocês dão entrada nos proclamas, esse correrá de forma diferenciada, pois precisa da autorização do Bispo.
A parte não católica deve se comprometer a criar os filhos na Igreja Católica.

Boa Sorte!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sou Adulto, o que preciso fazer para Batizar na Igreja Católica?

É cada dia mais comum vermos pessoas que não foram batizadas quando crianças na Igreja Católica.

Muitos desses decidem por frequentar a Igreja já grandes, adolescentes ou adultos, e ficam em dúvida de como devem fazer para serem batizado e/ou fazer a primeira comunhão/crisma.

Se você não é mais criança, é adolescente ou adulto e quer ser batizado na Igreja Católica deve:

1) Procurar a paróquia (Igreja) mais próxima da sua residência (normalmente ela é a sua paróquia) e conversar com o pároco (padre);

2) Ele, provavelmente, irá te orientar a inscrever-se na Catequese, que se inicia no começo de cada ano;

3) A Catequese dura, em regra, um ano. Ao final, você será batizado e fará a primeira comunhão. Alguns (adultos) podem ser batizados, fazer a primeira comunhão e receber o Crisma no mesmo dia.

Se você é adolescente ou adulto, batizado, mas não fez a primeira comunhão deve:

1) Procurar a paróquia (Igreja) mais próxima da sua residência (normalmente ela é a sua paróquia) e conversar com o pároco (padre);

2) Ele, provavelmente, irá te orientar a inscrever-se na Catequese, que se inicia no começo de cada ano;

3) A Catequese dura, em regra, um ano. Ao final, você fará a primeira comunhão. Alguns (adultos) podem fazer a primeira comunhão e receber o Crisma no mesmo dia.

Se você é adolescente ou adulto, batizado/fez a primeira comunhão, mas não é Crismado deve:

1) Procurar a paróquia (Igreja) mais próxima da sua residência (normalmente ela é a sua paróquia) e conversar com o pároco (padre);

2) Ele, provavelmente, irá te orientar a inscrever-se na Catequese, que se inicia no começo de cada ano;

3) A Catequese dura, em regra, um ano. Ao final, você receberá a Confirmação do Batismo - o Crisma.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sobre a Ação de Graças após a Comunhão!

A ação de graças após a Comunhão é, segundo São Pedro Julião Eymard, o momento mais solene da nossa vida, durante o qual temos à nossa disposição o Rei do Céu e da Terra, pronto a satisfazer todo e qualquer pedido.

Diácono Michel Six, EP.jpgDiácono Michel Six, EP 

Numa igreja de Roma, em fins do século XVI, o sacerdote termina de celebrar a Missa e sai apressadamente da sacristia. Anda pela rua a passos rápidos, impelido por importantes ocupações de seu ministério. Não sem grande surpresa, percebe que seus dois coroinhas, revestidos ainda de túnica e sobrepeliz o alcançam e se põem a seu lado, portando cada qual uma vela acesa... Os transeuntes abrem alas, com respeito, como para a passagem do Santíssimo Sacramento.
O Papa Emérito Bento XVI distribui a comunhao na Basilica de Sao Pedro..jpg
O Papa emérito Bento XVI distribui a
Comunhão na Basílica de São
Pedro em 1/4/2010
- O que estão fazendo? - pergunta aos jovens.
- O padre Filipe nos mandou seguir o senhor!
O ministro de Deus logo compreende sua falta. Recolhido e contrito, retorna à igreja para fazer a ação de graças, sempre seguido pelos coroinhas com suas velas acesas, que indicavam a todos a presença da Sagrada Eucaristia...1
Deste modo inequívoco, com traços de amabilidade, o fundador da Congregação do Oratório, São Filipe Neri, procurava advertir seus padres da suma importância de fazer com respeitoso recolhimento a ação de graças após a Sagrada Comunhão.
Ora, o que o Santo florentino via e lamentava em sua época, vemo-lo também nós, mutatis mutandis, no século XXI: muitas vezes, até mesmo pessoas bem intencionadas descuram o período de ação de graças, não dando a devida importância às Sagradas Espécies que acabam de receber.

É o próprio Cristo que recebemos

Para melhor compreendermos a inefável graça que recebemos ao comungar, é imprescindível lembrarmos de que é o próprio Deus, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, que penetra no nosso interior. A Sagrada Hóstia que o sacerdote nos entrega em nada se diferencia das que adoramos no tabernáculo ou no ostensório. Por isso, alguns teólogos não hesitam em afirmar que poderíamos nos ajoelhar diante de quem acabou de comungar, como o fazemos diante do sacrário, uma vez que Deus está realmente presente tanto num quanto no outro.2
Recordando esta verdade, o Papa Bento XVI inicia sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis dizendo: "Sacramento da caridade, a Santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem". 3 Mais adiante, no mesmo documento, nos aconselha que "não seja transcurado o tempo precioso de ação de graças depois da Comunhão", 4 e salienta a conveniência de permanecermos recolhidos em silêncio durante esta.
Na Última Ceia, Cristo declarou aos Apóstolos que havia desejado ardentemente dar-lhes seu Corpo e seu Sangue como alimento espiritual (cf. Lc 22, 15-20). Assim como Se deu a eles naquela ocasião, dá-Se a nós em cada Santa Missa, com uma vontade de visitar-nos maior do que o nosso desejo de recebê-Lo. Como, pois, não aproveitarmos esses instantes de intimidade nos quais temos Deus presente, de fato, em nosso coração?

"Tu te mudarás em Mim"

A palavra grega ε?χαριστ?α - Eucaristia - significa "ação de graças". Ao usar este termo, os cristãos evocamos o momento em que Nosso Senhor "rendeu graças" (Mt 26, 27) e instituiu este inefável Sacramento que contém em si o próprio Cristo, fonte de todas as graças.
"Deus é a vida de nossa alma, assim como nossa alma é a vida de nosso corpo".5 Poderá haver, então, melhor meio para um cristão obter as forças necessárias para suas lutas cotidianas do que participar da Sagrada Eucaristia, alimentando sua alma com a presença do próprio Deus?
Há, entretanto, uma importante diferença entre a nutrição física e a espiritual, muito bem sintetizada por um célebre teólogo dominicano francês: "a assimilação sobrenatural que resulta da nutrição Eucarística se faz, por assim dizer, em sentido inverso à assimilação natural, em virtude da lei que rege toda e qualquer transformação, pois esta deve se fazer de uma natureza inferior a uma natureza superior".6
Em outros termos, quando ingerimos um alimento natural, o incorporamos a nós, transformando sua substâncias em nossa própria carne. Contudo, quando recebemos a Sagrada Hóstia dá-se exatamente o contrário: somos assumidos por Cristo que é Deus, e, portanto, de natureza infinitamente mais nobre, elevada e superior à nossa.
A Última Ceia.jpg
A palavra "Eucaristia" evoca o momento em que
Nosso Senhor, "dando graças", instituiu este
inefável Sacramento, que contém em si o
próprio Cristo, fonte de todas as graças

"A Última Ceia" - Retábulo da Capela
do Santíssimo Sacramento
Catedral do Espírito
Santo, Terrassa (Espanha) 
Ao comungar, somos, como que, "Cristificados". Por tal motivo, Santo Agostinho, em suas Confissões, figura o próprio Deus nos dizendo: "Sou manjar dos grandes: cresce e Me comerás. Nem tu Me mudarás em ti, como ao manjar de tua carne, senão que tu te mudarás em Mim".7

A Eucaristia fortalece a caridade e nos afasta do pecado

Se, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica, "receber a Eucaristia na Comunhão traz como fruto principal a união íntima com Cristo Jesus",8 não é esse o único efeito que ela produz em nós. O Sacramento Eucarístico, além de nos unir ao Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, separa do pecado quem o recebe, pois "a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos futuros".9
Com efeito, explica o Catecismo, assim "como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais. Ao dar-Se a nós, Cristo reaviva nosso amor e nos torna capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de enraizar-nos n'Ele".10
Também, "pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos em sua amizade, tanto mais difícil d'Ele separar-nos pelo pecado mortal".11

"Não vos esqueçais da visita régia de Jesus"

Ora, como proceder interiormente após termos recebido em nosso interior tão sublime dádiva? O que dizer ao Redentor que, enquanto não se desfazem as Sagradas Espécies, permanece à nossa disposição no nosso interior?
Famoso por sua piedade eucarística, São Pedro Julião Eymard12 nos aconselha, em seu Diretório para a ação de graças, a permanecermos um instante em quietude logo após recebermos a Sagrada Hóstia, adorando silenciosamente, e com a alma prostrada diante do Altíssimo, em sinal de escuta e atenção.
Passado esse primeiro período, aconselha ele aplicarmo-nos à ação de graças propriamente dita, que deve começar por um ato de adoração a Jesus no trono de nosso coração, oferecendo-Lhe, como sinal de absoluta submissão, as chaves de nossa morada interior, afirmando-nos verdadeiros servos d'Ele, em prontidão perpétua para agradar-Lhe em tudo.
Propõe São Pedro Julião que logo depois manifestemos nosso agradecimento a Jesus Sacramentado pela imensa e imerecida honra que nos faz com esta visita. "Convidai seus Anjos e Santos, bem como sua divina Mãe, para convosco louvarem, bendizerem e agradecerem a Jesus por vós. Uni-vos às ações de graças da Santíssima Virgem, tão amorosas,
tão perfeitas, e por elas agradecei".13
A seguir convém fazer um ato de contrição e reparação: "Chorai aos seus pés vossos pecados, qual outra Madalena. [...] Afirmai-Lhe vossa fidelidade e vosso amor; sacrificai-Lhe vossas afeições desregradas [...]. Implorai-Lhe a graça de nunca mais O ofender; protestai que preferis cem vezes a morte ao pecado".14
Feito isso, é chegado o momento da petição, durante o qual rogaremos a Jesus que nos obtenha tudo quanto necessitamos: que reine em nosso interior e no mundo inteiro; por nossas necessidades, por nossas famílias; pelo Papa, pelo nosso Bispo e nosso pároco; por toda a Santa Igreja, para que venham vocações sacerdotais e religiosas; pela evangelização; pelo nosso progresso na vida espiritual, pela santidade de vida, pelo aumento do fervor, pela conversão dos pecadores...
Não poupemos pedidos nem receemos incomodá-Lo, pois durante a ação de graças, afirma São Pedro Julião, "Jesus está disposto a vos dar seu próprio Reino; apraz-Lhe poder espalhar seus benefícios".15
E, durante o dia, conclui o Santo, "sede qual vaso cheio de um precioso perfume, qual santo que passou uma hora no Céu. Não vos esqueçais da visita régia de Jesus".16

A Eucaristia e Maria Santíssima

Há ainda outra piedosa forma de nos dirigirmos a Jesus, durante a ação de graças: fazê-la por meio de sua Mãe Santíssima, a Virgem Maria. Tendo recebido o Verbo em seu seio, Ela nos oferece um modelo acabado de ação de graças. "Adorar a Jesus no vosso coração unindo-vos a Ela é o melhor modo de Lhe fazer uma recepção agradável, boa e rica em graças",17 aconselha o fundador dos Sacramentinos.
Nesse sentido, recordou o Beato João Paulo II que: "Se quisermos redescobrir em toda a sua riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, Mãe e modelo da Igreja. [...] Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das Celebrações Eucarísticas. Se Igreja e Eucaristia são um binômio indivisível, o mesmo é preciso afirmar do binômio Maria e Eucaristia".18
Esta íntima união de Nossa Senhora com o Sacramento da Eucaristia encantava o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, consagrado a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort. Profundo conhecedor do espírito humano, reconhecia ele que, não estando nós à altura de condignamente receber a Jesus, precisamos de uma ponte que nos leve com segurança a este Rei que entra em nossa humilde morada. E esta ponte é precisamente o que temos em comum com este Rei: a mesma Mãe, Maria Santíssima, que nos trouxe o Salvador.
Esta Mãe - d'Ele e nossa -, que dentre as meras criaturas é a mais excelsa, desfaz-Se em compaixão até pelo filho mais débil, torto e desarranjado. Portanto, é normal que façamos através d'Ela os atos próprios à ação de graças.19 Assim sendo, figurava ele nossa alma como sendo uma cabana na qual vai entrar o Rei dos Céus, a qual "pode ser ordenada e enfeitada por Nossa Senhora, para que esteja agradável a Ele. E, como a intercessora é a própria Mãe d'Ele, Nosso Senhor Se sentirá comprazido".20 

sacerdotes concelebram.jpg
Assim "como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece
a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada
apaga os pecados veniais"
Sacerdotes concelebrantes comungam do cálice durante uma Missa na Basílica
de Nossa Senhora do Rosário, 20/7/2013

Tendo bem presente que a Virgem Maria Se une a nós na Eucaristia apenas espiritualmente, e não em presença real, como ocorre com seu Divino Filho, Dr. Plinio nos aconselha que, após a adoração, peçamos a Ela que nos ajude a agradecer a dádiva de termos recebido o nosso Salvador: "Mãe e Rainha do Céu, agradecei por mim, porque a minha ação de graças é insuficiente".21
É ainda pelas mãos da Virgem Santíssima que podemos pedir perdão pelos nossos pecados, fazer nossas petições e súplicas, como ele nos exemplifica: "Devo pedir coisas para mim, para aqueles que estimo e até pelos que não conheço. Antes de tudo, rogo-Vos que em todo cargo da Sagrada Hierarquia eclesiástica - desde o sólio de São Pedro até uma simples paróquia - haja fervorosos apóstolos de Maria, ardorosos escravos d'Ela segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, em toda a força do termo".22

Às vezes a ação de graças é árida...

No início do seu mencionado Diretório para a ação de graças, São Pedro Julião Eymard23 apresenta uma dificuldade que a todos pode assaltar: a insensibilidade ao recebermos Jesus. A respeito da aridez, dificuldade muito comum na vida espiritual, Dr. Plinio lembra: "Haverá também ocasiões em que nossas comunhões [...] serão áridas. Assim como a terra árida não produz fruto, temos, muitas vezes, a impressão da aridez em nossa alma: comungamos e não sentimos nada. Reza-se e pede-se, mas tem-se a sensação de que nossas súplicas foram meros termos piedosos sem nenhuma profundidade".24
Isso, porém, não nos deve afastar do Santíssimo Sacramento, pois a Comunhão não é "a busca de um egoísmo espiritual, nem a satisfação de uma sensualidade mais ou menos mística. É o cumprimento de um duplo dever: dever para com o Hóspede Divino da Comunhão, que merece certamente que O apreciemos e n'Ele nos comprazamos, e dever para com a alma, cuja obrigação é reconfortar-se santamente com as delícias apresentadas nessa mesa tão ricamente provida pelo Rei
do Céu".25
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, de sua parte, analisando o problema por um prisma diferente, faz uma analogia com o doente que toma um remédio cientificamente testado e comprovado por sua eficácia, e que, dez minutos após a ingestão, não sente melhora alguma. Seria lícito protestar pela inutilidade do medicamento? De modo algum. Seus efeitos se verificarão no decurso dos dias, ou mesmo dos anos, dependendo do tratamento.
Algo semelhante se passa com a Comunhão: "Muitas vezes comungamos, mas a ação de graças é árida; abrimos um livro de piedade, mas ele não nos inspira nada; temos a impressão de que não adiantou rezar. Ora, Deus visitou minha alma, mas a presença d'Ele foi inútil? Aquele que é Todo-Poderoso, Criador do Céu a da Terra, de todas as maravilhas, esteve presente em mim, e não me fez um bem sequer? Devemos ter presente que, não raras vezes, a Comunhão inteiramente árida traz, em si, mais vantagens para a alma do que aquela que nos dá consolações inúmeras. [...] Pois muitas vezes Ele nos prova a fim de verificar se somos daquela espécie de almas que só creem quando sentem: ‘Tomé, tu creste porque viste; bem-aventurados os que não viram, mas creram!'".26

O melhor momento de pedir

Nossa Senhora do Santissimo Sacramento.jpg
"Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento" -
Igreja Nossa Senhora do Santíssimo
Sacramento, Montreal (Canadá)
Sem dúvida, adverte ainda São Pedro Julião Eymard: "O momento mais solene da vossa vida é o da ação de graças, quando tendes à vossa disposição o Rei do Céu e da Terra, vosso Salvador e Juiz, pronto a satisfazer todo e qualquer pedido vosso".27
Desta maneira, com a devida preparação, acerquemo-nos tanto quanto possível do Santíssimo Sacramento, e, no instante em que Jesus Se der a nós e nos disser, como ao cego de Jericó: "Que queres que te faça?" (Mc 10, 51a; Lc 18, 41), saibamos responder-Lhe: "Mestre, que eu veja" (Mc 10, 51b). Assim, nossa ação de graças se fará dignamente de acordo com o incomensurável dom recebido. Afinal, "é possível ficar enfermo, quando um Deus oferece a cura de todos os males; e indigente, quando Ele põe à disposição os inesgotáveis
tesouros de seu poder e de sua incompreensível caridade?".28

Modo de fazer ação de graças segundo São Luís Maria Grignion de Montfort
"Sempre por Maria e em Maria"

Depois da Santa Comunhão, estando interiormente recolhido, com os olhos fechados, introduzirás Jesus Cristo no Coração de Maria. Tu O darás à sua Mãe, que O receberá amorosamente, O instalará honorificamente, O adorará profundamente, O amará perfeitamente, O abraçará com amor e Lhe tributará, em espírito e verdade, várias homenagens que nos são desconhecidas, a nós, envoltos nessas densas trevas.
Ou então, conservar-te-ás profundamente humilhado no teu coração, na presença de Jesus residindo em Maria. Ou conservar-te-ás como um escravo à porta do palácio do Rei, onde Ele está falando com a Rainha. E, enquanto Eles falam, sem precisar de ti, irás em espírito ao Céu e pela Terra inteira pedir a todas as criaturas que agradeçam, adorem e amem Jesus em Maria, por ti. "Vinde, adoremos, vinde!" (Sl 94, 6).
Ou então tu mesmo pedirás a Jesus, em união com Maria, a vinda do seu Reino sobre a Terra, por intermédio de sua Santa Mãe. Ou pedirás a sabedoria divina, ou o amor divino ou o perdão dos teus pecados, ou qualquer outra graça, mas sempre por Maria e em Maria. [...]
Há uma infinidade de pensamentos que o Espírito Santo fornece; e te fornecerá, se fores interior, mortificado e fiel a esta grande e sublime devoção que acabo de te ensinar. Mas recorda-te de que quanto mais deixares agir Maria na tua Comunhão, mais Jesus será glorificado. E deixarás agir tanto mais Maria por Jesus e Jesus em Maria, quanto mais profundamente te humilhares e os escutares em paz e silêncio, sem procurar ver, gostar ou sentir. Pois o justo vive, em tudo, da fé, e particularmente na Sagrada Comunhão, que é um ato de fé: "O meu justo viverá da fé!" (Hb 10, 38). Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - Suplemento, n.3.


Santa Mãe de Deus, rogai por nós!
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