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sábado, 13 de novembro de 2010

Por que usar o Véu na Santa Missa?

Uso do véu em Audiência com o Santo Padre no Vaticano



Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor.

E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada.

Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu.

Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus; a mulher é o reflexo do homem.

Com efeito, o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher do homem;

nem foi o homem criado para a mulher, mas sim a mulher para o homem.

Por isso a mulher deve trazer o sinal da submissão sobre sua cabeça, por causa dos anjos.

Com tudo isso, aos olhos do Senhor, nem o homem existe sem a mulher, nem a mulher sem o homem.

Pois a mulher foi tirada do homem, porém o homem nasce da mulher, e ambos vêm de Deus.

Julgai vós mesmos: é decente que uma mulher reze a Deus sem estar coberta com véu? (I Cor 11, 4-13)

Antigamente, antes do Concílio Vaticano II, era tradição da Igreja Católica Apóstolica Romana o uso do Véu pelas mulheres durante a Santa Missa.

Após o Concílio Vaticano II o Código de Direito Canônico, que ditava essa obrigatoriedade, foi alterado silenciando sobre o assunto.

Aqui no Ocidente as mulheres deixaram de usar o véu na Santa Missa e muitas pessoas pensam que essa tradição foi abolida e até proibida.


Pe. Paulo Ricardo, que é membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Congregação para o Clero, vem nos ensinar sobre o assunto falando dessa belíssima tradição da Igreja Católica, discorrendo sobre a obrigatoriedade ou não, cor do véu, modéstia no vestir e uso da saia pelas mulheres.




Meninas comungando de joelhos e usando o véu

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

São Jerônimo - 30 de Setembro


Estamos para findar o mês da Bíblia, setembro. E no final deste mês comemoramos o grande patrono das traduções bíblicas, que é São Jerônimo, cujo nome quer dizer "nome sagrado". Nasceu na Dalmácia, antiga Iugoslávia, em 342. Seus pais eram ricos e puderam mandá-lo para Roma realizar seus estudos. Ele morreu a 30 de setembro de 420.

Após seu encontro com o mundo cristão, Jerônimo logo percebeu que as traduções da Bíblia, em seu tempo, eram imperfeitas na linguagem e cheia de imprecisões. Iniciou, então, o seu trabalho de tradução dos textos em hebraico e grego para o latim, o que foi magnífico naquela época. Tradução que foi realizada com muita elegância, feita por completo, traduzindo todo o texto das Sagradas Escrituras do Gênesis ao Apocalipse.

A sua preocupação não era um texto erudito, para professores e sábios, mas queria atingir o povo simples. Um texto enxuto para os simples. Daí o nome de sua tradução "VULGATA", ou seja, vulgar, do povo, para pessoas comuns.

A tradução foi de tão grande magnitude a ponto de o seu texto ser utilizado em toda a Igreja Católica durante 15 séculos ininterruptos. Somente nos últimos anos, com a valorização da leitura e dos estudos bíblicos, novas traduções surgiram.

Num trecho famoso – comentário sobre Isaías e usado no oficio das leituras na memória de São Jerônimo – ele afirma, com a firmeza de suas convicções, que “ignoratio Scripturarum, ignoratio Christi est”, isto é, “a ignorância da Escritura é a ignorância de Cristo”. Sem dúvida, uma forte exortação de um Padre e Doutor da Igreja para os cristãos não só do seu tempo, mas, sobretudo, nos dias de hoje.

O estudo sério da Sagrada Escritura é uma necessidade e não um opcional para o católico que quer viver com seriedade e convicção a sua fé. São Jerônimo encontrou o caminho de sua vida na Bíblia. Graças a ele, muitos hoje podem voltar também o seu olhar para a Palavra de Deus, na qual podem encontrar a plena felicidade, impossível de alcançar na simples realidade humana. Mas que felicidade? Jesus Cristo, o Ressuscitado, cuja Palavra é Ele mesmo.

Só amamos o Cristo se O conhecemos, e O amamos como Verdade, Caminho e Vida! Verdade que encontramos nos Seus ensinamentos, algo que o escritor sagrado nos deixou, sobretudo, nos Evangelhos.

Caminho que o Senhor nos pede para seguir. Que nos encoraja a trilhar e que nos dá a Paz. Caminho traçado pelo Cristo: Paixão e Ressurreição, que ilumina nossas vidas, nossas ações e nossos relacionamentos. Caminho que nos traça, enfim, a nossa salvação.

E vida, que nos é apresentada na fonte da felicidade, que nos é apresentada no texto bíblico: a ressurreição de nossas vidas em Deus.

Este encontro com o Cristo na Bíblia vai nos facilitar esse encontro com Ele. Assim, Jesus é para nós, hoje, a Verdade na Bíblia, a Vida na Eucaristia e o Caminho que seguimos com os irmãos, tal como Ele nos ensinou. Lembremo-nos do Seu encontro com os viajantes em Emaús.

Portanto, o estudo bíblico é de fundamental e crucial importância para a nossa vida de fé. Algo que deve ter sido muito bem percebido por São Jerônimo. Porém, como ele, além do conhecimento e da erudição, o que nos faz santos é viver a Palavra de Deus, colocando-a em prática na vida de cada dia. Os santos fazem a diferença no mundo.

Não há amor verdadeiro e convicto se por nossa inteligência for ignorado. O amor cresce quando o conhecimento cresce. Isso é dado para a experiência humana, mas também se aplica à experiência espiritual.

Em resumo: não há conhecimento sem o amor de Cristo no estudo da Bíblia com Ele. Esta é a mensagem profunda São Jerônimo. O legado espiritual que esse grande santo da Igreja nos deixa é, por conseguinte, profundo e desafiador. Ele encontrou na Sagrada Escritura o seu fio condutor para Deus, a fonte e a raiz de sua caminhada de santidade.

O seu extremo zelo na tradução, o seu hercúleo trabalho desenvolvido ao longo de anos, a sua dedicação ao serviço da Palavra, concretizam-se na sua vida de fé e demonstram o seu imenso amor a Cristo e à Sua Igreja. Assim, também, irmãos e irmãs, não deveria ser a nossa caminhada cristã? Esta perspectiva de Jerônimo poderia servir para nosso itinerário de fé.

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo Metrop. Rio de Janeiro

(Canção Nova)


São Jerônimo, rogai por nós!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Por onde começar a ler a Bíblia?


A Bíblia não é para ficar enfeitando a casa, aberta em cima de uma mesa juntando poeira; a Bíblia é para ser lida.

Na Igreja Católica há Missa, na forma ordinária, todos os dias do ano, salvo na Sexta-feira da Paixão que não tem a Santa Missa mais tem a Celebração da Palavra e Comunhão. Durante essas Missas é feita a leitura da Palavra de Deus.

De segunda à sábado é feito durante a Santa Missa uma leitura de um livro do antigo ou do novo testamento, o salmo e o Evangelho; aos domingos e dias santos é feito durante a Santa Missa duas leituras de livro do antigo e outra do novo testamento ou duas leituras do novo testamento, o salmo e o Evangelho. Assim, o católico que for para a Santa Missa todos os dias do ano, de segunda a segunda, durante 3 anos irá ter lido a Bíblia praticamente toda.

Normalmente, nas Missas de domingo tem um folheto para o fiel acompanhar, no entanto, quem quiser acompanhar a Missa também nas semanas pode fazê-lo pela Bíblia ou pela liturgia diária que é encontrada no Missal Cotidiano (leituras das missas de segunda a sábado) e no Missal Dominical (leitura das missas dos domingos e dos dias santos).

Missal Cotidiano (leituras das Missas de segunda a sábado)

Missal Dominical (Leitura das Missas de Domingo e dias Santos)

Agora, o fiel pode também adquirir uma Bíblia levá-la para a Santa Missa ou lê-la em casa. Nesse caso, surge uma dúvida, como ler a Bíblia? Por onde devo começar?

A Bíblia não é um simples livro. Ela é uma biblioteca de 73 livros, bem diferentes, diversos estilos, escritos em épocas distantes. Por isso, é necessário um plano de leitura.

A Bíblia se explica por si mesma. A 1º necessidade de um cristão é ter certeza de sua salvação, saber que Deus o ama e o escolheu. Por isso, o 1º livro a ser estudado é a 1º carta de São João.

Depois, siga o plano de leitura abaixo:

1.1º Carta de São João. Duas vezes.

2.Evangelho de São João

3.Evangelho de São Marcos

4.As pequenas cartas de São Paulo:

Gálatas;

Efésios;

Filipenses;

Colossenses;

1º e 2º Tessalonicences;

1º e 2º Timóteo;

Tito;

Filêmon;

5.Evangelho de São Lucas

6.Atos dos Apóstolos

7.Carta aos Romanos

8.Evangelho de São Mateus

9.1º e 2º Carta aos Coríntios

10.Hebreus

11.Carta de São Tiago

12.1º e 2º Carta de São Pedro

13.2º e 3º Carta de São João

14.Carta de São Judas

15.Apocalipse (Revelação)

16.1º Carta de São João. Terceira vez.

17.Evangelho de São João. Segunda vez.

Depois, deve ser estudado os livros do Antigo Testamento. Neste tempo, aproveite para estudar e rezar com os Salmos.

Para o estudo siga o plano de leitura abaixo:

1.Gênesis

2.Êxodo

3.Números

4.Josué

5.Juízes

6.1º Samuel

7.2º Samuel

8.1º Reis

9.2º Reis

10.Amós

11.Oséias

12.Isaías (1-39)

13.Miquéias

14.Naum

15.Sofonias

16.Habacuc

17.Jeremias

18.Lamentações

19.Ezequiel

20.Abdias

21.Isaías (40-55)

22.1º Crônicas

23.2º Crônicas

24.Esdras

25.Neemias

26.Ageu

27.Zacarias

28.Isaías (56-66)

29.Malaquias

30.Joel

31.Jonas

32.Rute

33.Tobias

34.Judite

35.Éster

36.Eclesiástico

37.Cântico dos Cânticos

38.Jô

39.Eclesiastes

40.1º Macabeus

41.2º Macabeus

42.Baruc

43.Daniel

44.Sabedoria

45.Levítico

46.Deuteronômio


(Livro A Bíblia no meu Dia-a-Dia, Monsenhor Jonas Abib, Canção Nova)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dom Odilo nos ensina como ler melhor a Bíblia

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA!

A Igreja Católica reserva o mês de setembro para celebrar a Bíblia.
Lógico que, todos os dias, há celebrações na Igreja onde se lê e medita sobre a Palavra de Deus, no entanto, escolheu-se esse mês para se falar mais sobre ela.
A Bíblia nasceu no seio do povo hebreu e é a coleção dos livros (considerados pela Igreja Católica como escritos sob a inspiração do Espírito Santo) que contêm a palavra de Deus.
A Bíblia completa contém 73 escritos, obras de numerosos autores que forma a Sagrada Escritura.
Os títulos desses livros lembram por vezes o nome dos seus autores, outras vezes o nome dos seus destinatários, ou ainda os assuntos que neles são tratados.
Divide-se a Bíblia em duas grandes partes, chamadas respectivamente ANTIGO e NOVO TESTAMENTO. O termo testamento substitui atualmente um antigo termo grego que significa pacto ou aliança. Com efeito, em toda a Bíblia trata-se da aliança feita por Deus com os homens, primeiramente por intermédio de Moisés e em seguida pelo ministério de Jesus Cristo.
A coleção dos livros do Antigo Testamento originou-se no seio da comunidade dos judeus que a foram ajuntando no decorrer de sua história. Dividiram-na em três partes:
1) A Lei (Torá), que contém cinco livros (chamados mais tarde de Pentateuco, que significa os cinco volumes), forma o núcleo fundamental da Bíblia. Esses cinco livros são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio;
2) Os Profetas. Os judeus abrangiam sob esse título não somente os livros que hoje são denominados Profetas, mas também a maioria dos escritos que hoje costumamos chamar de Livros Históricos;
3) Os Escritos. Os judeus designavam por esse nome os seguintes livros: Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras e Neemias e as Crônicas.
Essa coleção já estava terminada no segundo século antes da nossa era. Nessa mesma época os judeus já estavam dispersos pelo mundo. Uma importante colônia judaica vivia então no Egito, nomeadamente em Alexandria, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados. São os seguintes livros: Tobias e Judite, alguns suplementos dos livros de Daniel e de Ester, os livros da Sabedoria e do Eclesiástico, Baruc e a Carta de Jeremias, que se lê hoje no último capítulo de Baruc. Surgia então a versão grega ou dos Setenta.
A Igreja cristã, apóstolos e evangelistas, admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros adotanto então a versão completa da Bíblia - Setenta.
No Século II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por conta da dificuldade de diálogo com os judeus. Finalmente, a Igreja Católica ficou com a Bíblia completa Versão dos Setenta (que incluia os sete livros), e vários Concílios confirmaram isso: Concílios regionais de Hipona (ano 393), Cartago II (ano 397), Cartago IV (ano 419), Trulos (ano 692) e, principalmente, os Concílios Ecumênicos de Florença (ano 1442), Trento (ano 1546) e Vaticano I (ano 1870).
No tempo da Reforma, século XVI, os protestantes, depois de terem hesitado por algum tempo, decidiram não mais admiti-los nas suas Bíblias, pelo simples fato de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva. Daí a diferença que há ainda hoje entre as edições protestantes e as edições católicas. Não obstante, Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros na sua edição de 1534, e as Sociedades Bíblicas protestantes, até o século XIX, incluíam os sete livros na edição da Bíblia.
A Bíblia católica divide os 46 livros do Antigo Testamento do seguinte modo:
1) O Pentanteuco (isto é, a Lei);
2) Os Livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, os dois livros de Samuel, os dois livros dos Reis, os dois livros das Crônicas (ou Paralipômenos), os livros de Esdras e Neemias, os três livros de Tobias, Judite e Ester, e por fim os dois livros dos Macabeus;
3) Os Livros Sapiensais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Livro da Sabedoria e Eclesiástico;
4) Os Livros Proféticos, designados pelo nome dos Profetas: Isaías, Jeremias (ao qual se acrescentam as Lamentações e Baruc), Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
A coleção dos livros do Novo Testamento começou a formar-se na segunda metade do primeiro século da nossa era. São 27 livros assim distribuídos:
1) Cinco livros históricos: quatro Evangelhos (São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João) e Atos dos Apóstolos;
2) Vinte e uma cartas dos Apóstolos. São Paulo escreveu 14 cartas (1 aos Romanos, 2 aos Coríntios, 1 aos Gálatas, 1 aos Efésios, 1 aos Filipenses, 1 aos Colossenses, 2 aos Tessalonicenses, 2 a Timóteo, 1 a Tito, 1 a Filêmon e 1 aos Hebreus). As outras cartas são as de São Tiago (1), São Pedro (2), São João (3) e São Judas (1);
3) Um livro profético: o Apocalipse de São João.As duas coleções formam a Bíblia sendo traduzidas do grego para o latim desde o segundo século da nossa era.
Mas a tradição latina mais divulgada é a que fez S. Jerônimo à base dos textos originais hebraico e grego, no fim do quarto século, denominada "Vulgata" (vulgarizada).
No Brasil existem várias traduções da Bíblia católica sendo as mais conhecidas:

Bíblia da Ave Maria

Bíblia de Jerusalém

Bíblia da CNBB

Bíblia Pastoral


Bíblia do Peregrino

(Bíblia da Ave Maria e site: www.cleofas.com.br)
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