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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Santíssima Eucaristia!

 

Como nos preparar para receber Nosso Senhor Jesus Cristo e viver este momento, o mais sublime da vida de todo católico?

Depois que você comunga, você é o Sacrário! 
(pe. Paulo Ricardo)

Nesse vídeo o pe. Paulo Ricardo nos ensina sobre a Santíssima Eucaristia e responde a algumas perguntas, quais sejam:
 
1) Qual deve ser a minha postura quando eu recebo a Sagrada Comunhão e quando eu estou adorando a Jesus Eucarístico?
2) Como fazer a Ação de Graças em nossas Igrejas onde não há espaço, silêncio, respeito, etc.?
3) Como fazer a Ação de Graças antes, durante e depois da celebração eucarística?
4) Quando não podemos receber a Sagrada Comunhão, como devemos comungar espiritualmente?
5) Como discernir se os pensamentos que nos vem a mente após a comunhão são oriundos de Deus ou apenas uma comoção interna?
6) A Missa também é uma ceia ou um banquete?
7) Ao me ajoelhar para receber o Santíssimo Corpo do Senhor, fui admoestado pelo padre para levantar e receber na mão. O que pensar disso?
8) Algumas pessoas chegam a dá a hóstia não consagrada para as crianças que assistem a missa na hora da comunhão. É errado? O que devemos fazer?
9) Por que Jesus permanece conosco por apenas alguns minutos depois de comungar?

Vejam:



Fonte: Christo Nihil Praeponere

Jesus, Hóstia Santa, rogai por nós!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Como nós estamos comungando?


Como é a nossa participação na Santa Missa?

Como estamos recebendo a Santa Comunhão?

1) Só sacramentalmente, como os pecadores?
2) Sacramentalmente e Espiritualmente?
3) Saímos da Santa Missa correndo, após a Comunhão?

Vejam esse vídeo onde o pe. Paulo Ricardo fala sobre como devemos receber Jesus Sacramentado.
 

Fonte: Christo Nihil Praeponere

Jesus Sacramentado, Nosso Deus Amado!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Qual a melhor maneira de Comungar e Quais os nossos Méritos?

Qual a diferença de receber somente a Hóstia (Corpo) e a Comunhão sob as duas espécies (Corpo e Sangue)? Qual a melhor maneira de comungar? E o que a Igreja nos ensina a respeito?

Veja o que nos ensina o pe. Alex nesse vídeo dos Arautos do Evangelho:
 
    


Fonte: TV Arautos

Jesus Sacramentado, Nosso Deus Amado!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Programação da Semana Santa 2013 no DF na Forma Extraordinária do Rito Romano


Prezados leitores,

Segue o convite para as cerimônias litúrgicas da Semana Santa (Domingo de Ramos e Tríduo Pascal, especificamente) e Domingo da Páscoa, segundo o Rito Romano Tradicional, celebradas pelo Padre Daniel Pinheiro.

[Destaque para a mudança de local no Tríduo Pascal, que será celebrado na Casa de Cursilhos, no Núcleo Bandeirante (um mapa se encontra disponível no convite, abaixo).]



 
Lembrar que na Sexta-feira Santa o fiel católico está obrigado a fazer ABSTINÊNCIA DE CARNE (a partir dos 14 anos até morrer) e JEJUM (dos 18 anos até os 60 anos).



Aqueles que quiserem participar dessas celebrações, observem a vestimenta adequada (como deve ser em TODA Santa Missa), qual seja:

Mulher: saia/vestido/blusa - cobrindo o joelho, sem decotes e com mangas, véu/chapéu (normalmente as mulheres que frequentam a Santa Missa na forma extraordinária observam a modéstia, não usam decotes, nem calças - pelo menos na Santa Missa)
Homem: calça social e camisa social.

Aqui, os fiéis recebem a comunhão de joelhos e na boca.
 

 

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo
Tende Piedade de nós! 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jesus Está no Chão!

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam!


Jesus Hóstia Santa, ensinai-nos a te receber dignamente!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Vídeo da Missa Tridentina na Canção Nova

Ontem, 15 de Julho de 2012, o pe. Demétrio celebrou na Comunidade Canção Nova a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano ou Missa Tridentina. Infelizmente ela não foi transmitida ao vivo pela TV, porém, foi filmada e quem quiser assistir eis o vídeo:



Nossa Senhora do Monte Carmelo, rogai por nós, que recorremos a Vós!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O que fazer quando o sacerdote pede que o fiel comungue com as próprias mãos o Corpo e o Sangue de Cristo?

Já postamos aqui um vídeo do pe. Paulo Ricardo onde ele fala sobre O Problema da Auto-Comunhão e já falamos sobre a forma correta de comungar ao escrevermos sobre o Sacramento da Eucaristia

Infelizmente muitos sacerdotes e até alguns bispos, por desconhecimento ou desobediência, não observam o que determina a Igreja Católica, assim, surge a questão:  

O que fazer quando o sacerdote quer ministrar a Santa Comunhão de forma errônea ao fiel?

O pe. Paulo Ricardo responde a esse questionamento. Veja o vídeo:




Como os sacerdotes/bispos acabam cometendo alguns abusos litúrgicos, a Santa Sé, através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos elaborou o documento Instrução Redemptionis Sacramentum falando sobre alguns abusos que devem ser evitados na Santa Eucaristia.

Assim, na Instrução Redemptionis Sacramentum, no número 94, ao falar sobre a distribuição da Sagrada Comunhão sob uma só das espécies eucarísticas, a Igreja determina:

Não é permitido aos fiéis "pegarem por si e muito menos passarem entre eles de mão em mão" a sagrada hóstia ou o cálice sagrado. Além disso, a esse respeito, deve ser abolido o abuso de os esposos, durante a missa nupcial, distribuírem reciprocamente a santa comunhão."

E, ainda na Instrução Redemptionis Sacramentum no número 104, quando trata sobre a comunhão sob as duas espécies eucarísticas (do pão e do vinho), a Igreja Católica determina:

Não seja permitido que o comungante molhe por si mesmo a hóstia no cálice, nem que receba na mão a hóstia molhada. Que a hóstia para a intinção seja feita de matéria válida e seja consagrada, excluindo-se totalmente o uso do pão não-consagrado ou feito de outra matéria.


Os fiéis devem receber a Sagrada Comunhão diretamente do ministro ordinário (Bispo, Sacerdote, Diácono) ou do ministro extraordinário, podendo receber na boca e de joelhos (forma ordinária), na boca e de pé (fazendo a devida reverência antes) ou na mão e de pé (fazendo a devida reverência antes). Porém, quando a Sagrada Comunhão for distribuída sob as duas espécies a única forma válida de se receber é na boca, NUNCA na mão. Isso tudo está disposto na Instrução Redemptionis Sacramentum nos números 88 a 103.



Fonte: Instrução Redemptionis Sacramentum e Christo Nihil Praeponere

Jesus Sacramentado, Nosso Deus Amado!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cardeais recebendo a Sagrada Comunhão na Boca e de Joelhos !

 
Foto tirada no dia 12 de Dezembro de 2011, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, na Basílica de São Pedro em Santa Missa celebrada pelo Papa Bento XVI, TODOS os cardeais recebem a Sagrada Comunhão na Boca e de Joelhos!

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Comunhão na Boca e de Joelhos!

«Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».



Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão. 



Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber». Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé."


Fonte: Instrução Redemptionis Sacramentum - itens 90-92

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

É recomendável que os Católicos Comunguem na Boca e de Joelhos!

Cardeal Cañizares: Católicos devem comungar na boca e de jeolhos

Publicada por Allan Lopes dos Santos

 
Em entrevista concedida à ACI Digital*, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que os católicos devem comungar na boca e de joelhos.

Assim o indicou o Purpurado espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, da liturgia e dos sacramentos na Igreja Católica, ao ser consultado sobre se é recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi simples e breve: “É recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos”.
 
Também ao responder à pergunta de ACI Digital sobre o costume instaurado pelo Papa Bento XVI de fazer com que os fiéis que recebem a Eucaristia dele o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve “ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus”.

“É simplesmente saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele vêm a nós e que nós não o merecemos”, afirmou.

O Purpurado disse também que comungar dessa forma “é o sinal de adoração que é necessário recuperar. Eu creio que é necessário para toda Igreja que a comunhão se faça de joelhos”.

“De fato – acrescentou – caso comungue em pé, deve-se fazer genuflexão ou uma inclinação profunda, coisa que não se faz”.

O Prefeito disse ademais que “se trivializamos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é comungar, como é reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores, como cantamos numa canção espanhola”.

Ao ser consultado por ACI Digital sobre os abusos litúrgicos em que alguns incorrem atualmente, o Cardeal disse que é necessário “corrigi-los, sobretudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos”.

Essa formação, explicou, deve fazer que “se celebre bem, para que se celebre conforme as exigências e dignidade da celebração, conforme as normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia”.

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à ACI Digital que nessa tarefa de formação para se celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, “nós bispos temos uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que se celebre bem a Eucaristia será para fazer que se participe bem na Eucaristia”.
____________________
* Tradução por Kelvin Konz, e revisão por Isabela Leite. 
 

Texto Original: ACI Prensa 


Assim, comunguemos na boca e de joelhos!!

São João Maria Vianney, rogai por nós!

terça-feira, 10 de maio de 2011

DOM HENRIQUE SOARES FALA SOBRE A SAGRADA LITURGIA

Bispo Auxiliar de Aracaju fala sobre a Sagrada Liturgia e como deve ser celebrada a Santa Missa; obedecendo o rito, sem coreografias; sobre a comunhão na boca e de joelhos, a proibição da auto-comunhão.

Vale a pena assistir:



Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós e pelos sacerdotes!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Missa da Ceia do Senhor e Lava-pés no Vaticano

Santo Padre

Liturgia da Palavra (detalhe da moça vestida de forma modesta, com saia no joelho e sem decotes)

Santo Padre lavando os pés dos sacerdotes

Seguindo o exemplo do que Jesus fez na última ceia

Corpo de Cristo

Sangue de Cristo

Comunhão na boca e de joelhos (detalhe da mulher usando o véu)

Papa dando a Comunhão na boca e de joelhos

Fonte: CN

Missa do Crisma no Vaticano

Santo Padre

Sacerdotes e Bispos reunidos

Santos Óleos

Evangelho

Homilia de Bento XVI na Missa dos Santos Óleos, no Vaticano

Amados irmãos e irmãs!

No centro da liturgia desta manhã, está a bênção dos santos óleos: o óleo para a unção dos catecúmenos, o óleo para a unção dos enfermos e o óleo do crisma para os grandes sacramentos que conferem o Espírito Santo, ou seja, a Confirmação, a Ordenação Sacerdotal e a Ordenação Episcopal. Nos sacramentos, o Senhor toca-nos por meio dos elementos da criação. Aqui, torna-se visível a unidade entre criação e redenção. Os sacramentos são expressão da corporeidade da nossa fé, que abraça corpo e alma, isto é, o homem inteiro. Pão e vinho são frutos da terra e do trabalho humano. O Senhor escolheu-os como portadores da sua presença. O óleo é símbolo do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, alude a Cristo: a palavra "Cristo" (Messias) significa "Ungido".

A humanidade de Jesus, graças à unidade do Filho com o Pai, fica inserida na comunhão com o Espírito Santo e assim é "ungida" de um modo único, é permeada pelo Espírito Santo. Aquilo que acontecera apenas simbolicamente nos reis e sacerdotes da Antiga Aliança, quando eram instituídos no seu ministério com a unção do óleo, verifica-se em toda a sua realidade em Jesus: a sua humanidade é permeada pela força do Espírito Santo. Jesus abre a nossa humanidade ao dom do Espírito Santo. Quanto mais estivermos unidos a Cristo, tanto mais ficamos cheios do seu Espírito, do Espírito Santo.

Chamamo-nos "cristãos", ou seja, "ungidos": pessoas que pertencem a Cristo e por isso participam na sua unção, são tocadas pelo seu Espírito. Não quero somente chamar-me cristão, mas sê-lo também: disse Santo Inácio de Antioquia. Deixemos que estes santos óleos, que vão ser consagrados daqui a pouco, lembrem este dever contido na palavra "cristão", e peçamos ao Senhor que não nos limitemos a chamar-nos cristãos, mas o sejamos cada vez mais.

Como já disse, na liturgia deste dia, são abençoados três óleos. Nesta tríade, exprimem-se três dimensões essenciais da vida cristã, sobre as quais queremos agora refletir.

- Em primeiro lugar, temos o óleo dos catecúmenos. Este óleo indica como que um primeiro modo de ser tocados por Cristo e pelo seu Espírito: um toque interior, pelo qual o Senhor atrai e aproxima de Si as pessoas. Por meio desta primeira unção, que tem lugar ainda antes do Batismo, o nosso olhar detém-se nas pessoas que se põem a caminho de Cristo, nas pessoas que andam à procura da fé, à procura de Deus. O óleo dos catecúmenos diz-nos: não só os homens procuram a Deus, mas o próprio Deus anda à nossa procura.

O fato de Ele mesmo Se ter feito homem descendo até aos abismos da existência humana, até à noite da morte, mostra-nos quanto Deus ama o homem, sua criatura. Movido pelo amor, Deus caminhou ao nosso encontro. "A buscar-me Vos cansaste, pela Cruz me resgatastes: tanta dor não seja em vão!": rezamos no Dies irae. Deus anda à minha procura. Tenho eu vontade de O reconhecer? Quero ser conhecido por Ele, ser encontrado por Ele? Deus ama os homens. Ele sai ao encontro da inquietude do nosso coração, da inquietude que nos faz questionar e procurar, com a inquietude do seu próprio coração, que O induz a realizar o ato extremo por nós.

A inquietude por Deus, o caminhar para Ele, para melhor O conhecer e amar não deve apagar-se em nós. Neste sentido, nunca devemos deixar de ser catecúmenos. "Procurai sempre a sua face": diz um Salmo (105/104, 4). A este respeito, comentava Agostinho: Deus é tão grande que sempre supera infinitamente todo o nosso conhecimento e todo o nosso ser. O conhecimento de Deus nunca se esgota. Por toda a eternidade, poderemos, com uma alegria crescente, continuar a procurá-Lo, para O conhecer e amar cada vez mais. "O nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós": escreveu Agostinho no início das suas Confissões. Sim, o homem vive inquieto, porque tudo o que é temporal é demasiado pouco. Mas, verdadeiramente, sentimo-nos inquietos por Ele? Não acabamos, talvez, por nos resignar com a sua ausência, procurando bastar-nos a nós mesmos? Não consintamos uma tal redução do nosso ser humano! Continuemos incessantemente a caminhar para Ele, com saudades d’Ele, num acolhimento sempre novo feito de conhecimento e amor!

- Temos, depois, o óleo para a Unção dos Enfermos. Pensamos agora na multidão das pessoas que sofrem: os famintos e os sedentos, as vítimas da violência em todos os continentes, os doentes com todos os seus sofrimentos, as suas esperanças e desânimos, os perseguidos e os humilhados, as pessoas com o coração dilacerado. Ao narrar o primeiro envio dos discípulos por Jesus, São Lucas diz-nos: "Ele enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos" (9, 2). Curar é um mandato primordial confiado por Jesus à Igreja, a exemplo d’Ele mesmo que, curando, percorreu os caminhos do país. É certo que o dever primordial da Igreja é o anúncio do Reino de Deus. Mas este mesmo anúncio deve revelar-se um processo de cura: "...tratar os corações torturados", diz hoje a primeira leitura do profeta Isaías (61, 1). O primeiro fruto que o anúncio do Reino de Deus, da bondade sem limites de Deus, deve suscitar é curar o coração ferido dos homens.

O homem é essencialmente um ser em relação. Mas, se a sua relação fundamental - a relação com Deus – é transtornada, então tudo o resto fica transtornado também. Se o nosso relacionamento com Deus se transtorna, se a orientação fundamental do nosso ser está errada, também não podemos ficar verdadeiramente curados no corpo e na alma. Por isso, a primeira e fundamental cura tem lugar no encontro com Cristo, que nos reconcilia com Deus e sara o nosso coração despedaçado. Mas, além deste dever central, faz parte da missão essencial da Igreja também a cura concreta da doença e do sofrimento.

O óleo para a Unção dos Enfermos é expressão sacramental visível desta missão. Desde o início, amadureceu na Igreja a vocação de curar, amadureceu o amor solícito pelas pessoas atribuladas no corpo e na alma. Esta é também a ocasião boa para, uma vez por outra, agradecer às irmãs e aos irmãos que, em todo o mundo, proporcionam um amor restaurador aos homens, sem olhar à sua posição ou confissão religiosa.

Desde Isabel da Hungria, Vicente de Paulo, Luísa de Marillac, Camilo de Lellis, até Madre Teresa – para lembrar somente alguns nomes – o mundo é atravessado por um rastro luminoso de pessoas, que tem a sua origem no amor de Jesus pelos atribulados e doentes. Por tudo isso damos graças ao Senhor neste momento. E agradecemos a todos aqueles que, em virtude da fé e do amor, se põem ao lado dos doentes, dando assim, no fim das contas, testemunho da bondade própria de Deus. O óleo para a Unção dos Enfermos é sinal deste óleo da bondade do coração, que estas pessoas – juntamente com a sua competência profissional – proporcionam aos doentes. Sem falar de Cristo, manifestam-n’O.

- Em terceiro lugar, temos o mais nobre dos óleos eclesiais: o crisma, uma mistura de azeite de oliveira e com perfumes vegetais. É o óleo da unção sacerdotal e da unção real, unções estas que estão ligadas com as grandes tradições de unção da Antiga Aliança. Na Igreja, este óleo serve sobretudo para a unção na Confirmação e nas Ordens sacras. A liturgia de hoje relaciona com este óleo as palavras de promessa do profeta Isaías: "Vós sereis chamados 'sacerdotes do Senhor' e tereis o nome de 'ministros do nosso Deus'" (61, 6). Deste modo, o profeta retoma a grande palavra de mandato e promessa que Deus dirigira a Israel no Sinai: "Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Ex 19, 6).

No meio do mundo imenso e em favor do mesmo, que em grande parte não conhecia Deus, Israel devia ser como que um santuário de Deus para a todos, devia exercer uma função sacerdotal em favor do mundo. Devia conduzir o mundo para Deus, abri-lo a Ele. São Pedro, na sua grande catequese batismal, aplicou tal privilégio e mandato de Israel a toda a comunidade dos batizados, proclamando: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus para anunciardes os louvores d’Aquele que vos chamou das trevas à sua luz admirável. Vós que outrora não éreis seu povo, agora sois povo de Deus" (1 Ped 2, 9-10).

O Batismo e a Confirmação constituem o ingresso neste povo de Deus, que abraça todo o mundo; a unção no Batismo e na Confirmação introduz neste ministério sacerdotal em favor da humanidade. Os cristãos são um povo sacerdotal em favor do mundo. Os cristãos deveriam fazer visível ao mundo o Deus vivo, testemunhá-Lo e conduzir a Ele. Ao falarmos desta nossa missão comum enquanto batizados, não temos motivo para nos vangloriar.

De fato, trata-se de uma exigência que suscita em nós alegria e ao mesmo tempo preocupação: somos nós verdadeiramente o santuário de Deus no mundo e para o mundo? Abrimos aos homens o acesso a Deus ou, pelo contrário, escondemo-lo? Porventura nós, povo de Deus, não nos tornamos em grande parte um povo marcado pela incredulidade e pelo afastamento de Deus? Porventura não é verdade que o Ocidente, os países centrais do cristianismo se mostram cansados da sua fé e, enfastiados da sua própria história e cultura, já não querem conhecer a fé em Jesus Cristo? Neste momento, temos motivos para bradar a Deus: "Não permitais que nos tornemos um 'não povo'! Fazei que Vos reconheçamos de novo! De fato, ungistes-nos com o vosso amor, colocastes o vosso Espírito Santo sobre nós. Fazei que a força do vosso Espírito se torne novamente eficaz em nós, para darmos com alegria testemunho da vossa mensagem!".

Mas, apesar de toda a vergonha pelos nossos erros, não devemos esquecer que hoje existem também exemplos luminosos de fé; pessoas que, pela sua fé e o seu amor, dão esperança ao mundo. Quando for beatificado o Papa João Paulo II no próximo dia 1º de maio, cheios de gratidão pensaremos nele como grande testemunha de Deus e de Jesus Cristo no nosso tempo, como homem cheio do Espírito Santo. E juntamente com João Paulo II, pensamos no grande número daqueles que ele beatificou e canonizou, e que nos dão a certeza de que também hoje a promessa de Deus e o seu mandato não ficam sem efeito.

Finalmente, dirijo uma palavra especial a vós, caros irmãos no ministério sacerdotal. A Quinta-feira Santa é de modo particular o nosso dia. Na hora da Última Ceia, o Senhor instituiu o sacerdócio neotestamentário. "Consagra-os na verdade" (Jo 17, 17): pediu Ele ao Pai para os Apóstolos e para os sacerdotes de todos os tempos. Com imensa gratidão pela nossa vocação e com grande humildade por todas as nossas insuficiências, renovemos neste momento o nosso "sim" ao chamamento do Senhor: Sim, quero unir-me intimamente ao Senhor Jesus, renunciando a mim mesmo .... impelido pelo amor de Cristo. Amém.



Óleo do Crisma

Santa Comunhão na boca e de joelhos

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 24 de março de 2011

Primeira vez na Missa Gregoriana?


Salve Maria!
Se você ainda não foi a uma Missa Gregoriana (também comumente conhecida por “Missa Tridentina”, “Missa de Sempre” ou ainda “Missa Antiga”), quatro aspectos lhe chamarão a atenção visual e a auditiva:
✤ visual: o sacerdote voltado para o Altar e o Crucifixo atrás do Altar.
✤ auditiva: o silêncio e o uso do latim ao longo da celebração.

O Sacerdote voltado para o Altar: O padre está voltado para o Tabernáculo e para o Altar uma vez que ele oferece o Santo Sacrifício da Missa. Alguns podem, a princípio, entender que o padre dá as costas às pessoas. Ao invés, porém, o padre e os fieis estão voltados para o Altar ou versus Deum – para Deus - que juntos e unidos oferecem suas orações durante a Missa. O Sacerdote vai a frente, conduzindo e liderando os fieis, na mesma direção de peregrinação à Deus.

O Crucifixo: O Crucifixo fica atrás do Altar lembrando-nos que aquele sacrifício da Cruz e o sacrifício da Missa são o mesmo sacrifício.

O Silêncio: As pessoas entram na Igreja bem silenciosas antes da Missa, para mostrar reverência pelo Santíssimo Sacramento no tabernáculo e para se prepararem para a Missa. Também há períodos de silêncio durante o Canôn da Missa (a Oração Eucarística) enquanto o sacerdote está rezando silenciosamente no Altar.

A Língua Latina: Com exceção do sermão, o padre reza toda a Missa em latim, a língua oficial da Igreja Católica Apostólica Romana. Você poderá baixar no site o Ordinário da Missa (ou o Missal Romano Quotidiano), segundo o Rito Romano de 1962 que contém as orações fixas da Missa - na mesma página, a direita, você encontrará as orações em latim e, a esquerda, as mesmas em português – que lhe ajudará a rezar a Missa Além disso, ao final, encontram-se alguns cantos que poderão ser entoados na Missa.

O Ordinário da Missa disponibilizado não constam as orações e leituras da Escritura – Epístola e Evangelho – que mudam de dia para dia, em conformidade com o calendário litúrgico da Igreja e que nos auxilia no culto a Deus. Este material poderá ser distribuído, em folheto separado pela paróquia. Caso não disponibilizem, pode-se ainda comprar um missal mais completo com todos os textos da Missa, incluindo as Epístolas e Evangelhos para todo o ano.

Uma busca pela internet poderá lhe colocar em contato com algumas editoras que vendem Missal Romano Quotidiano, Edição de Dom Gaspar Lefebvre, de 1965, que apresenta tanto a parte fixa como os textos de todos os dias do ano litúrgico, em Latim-português, missas votivas, missas dos comuns dos santos, e também um manual de oração completo. Esta edição de 1965 não tem o salmo 42 e o último evangelho, os quais foram acrescentados por algumas editoras.

O Latim: O sítio da Missa Gregoriana disponibiliza uma pequena explicação sobre a pronúncia dos fonemas em latim, bem como o áudio do Canôn da Missa, tanto a parte que cabe ao Sacerdote, como as respostas dos fiéis para treinar ouvido e pronúncia. Você verá o quão suave é o latim litúrgico que imprime uma dignidade adicional à Santa Missa.

Acompanhando a Missa:

Como mencionado acima, há aquelas leituras e orações, que mudam de acordo com o calendário litúrgico, e nos auxiliam no culto a Deus. Entretanto, o sítio disponibiliza a obra de São Leonardo de Porto Maurício que escreveu um breve tratado sobre as Excelências da Missa que nos leva a adotar com fervor um método de assistir à Santa Missa Gregoriana. Também é disponibilizado um escrito de Santo Afonso Maria de Ligório intitulado A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa,

O que eu devo fazer?

✤ De pé, sentar e ajoelhar:

Se você está indeciso ou não sabe quando ficar de pé, sentar-se ou ajoelhar, se o Missal não traz as marcações, simplesmente siga aqueles à sua volta.

✤As Respostas:

Na Missa Gregoriana, os coroinhas respondem para o Sacerdote. A forma mais importante de participação dos fiéis é a participação interior, por meio da qual prestamos atenção à Missa e elevamos nossos corações e mentes em oração silenciosa. Contudo, se você desejar se unir àquelas respostas e está familiarizado com a pronúncia das respostas em latim, você poderá fazê-lo onde está indicado no Missal. Na parte do Missal que é disponibilizado no Missa Gregoriana – Ordinário da Missa - é seguida a simbologia tradicional: R.

A Santa Comunhão

Na Missa Gregoriana, se recebe a comunhão de joelhos – se a pessoa puder – na mesa de comunhão. Se a sua igreja não tiver a mesa de comunhão, via de regra se usa o degrau do altar.
Observe onde os fiéis se ajoelham para comungar e faça o mesmo. Recebe-se a Hóstia sobre a língua (na boca), não nas mãos. Além disso, não se responde “Amém” para o padre; ele fará o “Amen” de reposta por você enquanto você recebe a Santa Comunhão.


A Igreja Católica Apostólica Romana permite aos batizados Católicos que estejam em estado de graça (isto é, aqueles que se confessaram de todos os pecados mortais ao padre) para receber a Comunhão.
Há aqueles que não vão a Missa por estarem impedidos de comungar. É importante lembrar que a parte principal da Missa não é a Comunhão, mas o Sacrifício incruento de Nosso Senhor sobre o Altar. Na impossibilidade de se confessar para comungar, o fiel pode fazer o que se chama de comunhão espiritual.

Santo Afonso Maria de Ligório apresenta-nos uma oração belíssima que nos ajuda a entender como é essa comunhão espiritual:

“Creio ó meu Jesus, que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e desejo-vos possuir em minha alma. Mas como agora não posso receber - vos sacramentalmente, vinde espiritualmente ao meu coração. E, como se já vos tivesse recebido, uno-me inteiramente a vós, não consintais que de vós me aparte”.

O jejum antes de receber a comunhão é uma ato de penitência. O Código do Direito Canônico de 1983 determina um jejum eucarístico de uma hora antes da comunhão, como é a prática para todas as Missas na Forma Ordinária, e o mesmo período é requerido para se receber a Santa Comunhão na Missa Gregoriana (a Forma Extraordinária), observados o que previsto no mesmo Código. Um jejum devocional mais longo é opcional, ficando ao critério de cada pessoa, mas não é requerido pela Igreja.

Canon 1252 a Lei da abstinência obriga aqueles que tenham completado catorze anos; a do jejum, todos os maiores de idade, até que tenham completado cinqüenta e nove anos. No entanto, cuidem pastores de almas e os pais de que também se forme um verdadeiro espírito de arrependimento naqueles que, por não terem atingido a idade, não são obrigados ao jejum e abstinência.

Vestimenta:

É solicitado a todos – homens e mulheres – que venham a missa vestidos como requer a modéstia católica, uma vez que:

✤Estamos na presença do Santíssimo Sacramento; e
✤As nossas roupas não devem causar distração àqueles que estão em nossa volta.

Homens e mulheres estão convidados a se apresentarem com roupas que demonstrem respeito e veneração pela a dignidade do Mistério que se celebra – o Sacrifício Incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o Altar - um comportamento nobre e respeitoso. Dispensam-se, assim, toda conversa, toda bermuda, todo short, todo decote, mangas cavadas, todas as roupas transparentes, justas e acima dos joelhos e o uso de celulares.


O véu deve ser usado pelas mulheres na igreja. Isso é determinação de São Paulo na Sagrada Escritura. Assim, as mulheres são encorajadas a usarem um lenço longo ou uma echarpe, na impossibilidade de se conseguir um véu. Ao fazerem isso, estarão expressando um sinal tradicional de humildade e pureza ante a Deus.

Após a Missa:
Você pode querer permanecer um pouco mais depois de Missa.
Aqueles que desejarem conversar são encorajados a faze-lo do lado de fora da igreja.

Fonte: Site da Missa Gregoriana

terça-feira, 8 de março de 2011

Santa Missa no Instituto Hesed

Essas fotos e vídeo foram feitos durante a Santa Missa que aconteceu no domingo dia 06 de março de 2011 no Instituto Hesed em Fortaleza (Ce), às 16:30hs.

Cheguei no Mosteiro às 16hs e a Madre Kelly Patrícia estava iniciando a reza do terço.

Kelly Patrícia rezando o terço

Altar da Santa Missa

Liturgia da Palavra e mulheres usando o véu

Aqui, vemos as irmãs cantando o Agnus Dei:



Há ainda um outro vídeo onde mostra o momento da Santa Comunhão recebida por todos os fiéis e irmãs sob as duas espécies eucarísticas e de joelhos. Os referidos vídeos também estão no Youtube: Cordeiro de Deus e Santa Comunhão

Para saber mais sobre o Mosteiro clicar em: Instituto Hesed

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

sábado, 13 de novembro de 2010

Por que usar o Véu na Santa Missa?

Uso do véu em Audiência com o Santo Padre no Vaticano



Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor.

E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada.

Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu.

Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus; a mulher é o reflexo do homem.

Com efeito, o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher do homem;

nem foi o homem criado para a mulher, mas sim a mulher para o homem.

Por isso a mulher deve trazer o sinal da submissão sobre sua cabeça, por causa dos anjos.

Com tudo isso, aos olhos do Senhor, nem o homem existe sem a mulher, nem a mulher sem o homem.

Pois a mulher foi tirada do homem, porém o homem nasce da mulher, e ambos vêm de Deus.

Julgai vós mesmos: é decente que uma mulher reze a Deus sem estar coberta com véu? (I Cor 11, 4-13)

Antigamente, antes do Concílio Vaticano II, era tradição da Igreja Católica Apóstolica Romana o uso do Véu pelas mulheres durante a Santa Missa.

Após o Concílio Vaticano II o Código de Direito Canônico, que ditava essa obrigatoriedade, foi alterado silenciando sobre o assunto.

Aqui no Ocidente as mulheres deixaram de usar o véu na Santa Missa e muitas pessoas pensam que essa tradição foi abolida e até proibida.


Pe. Paulo Ricardo, que é membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Congregação para o Clero, vem nos ensinar sobre o assunto falando dessa belíssima tradição da Igreja Católica, discorrendo sobre a obrigatoriedade ou não, cor do véu, modéstia no vestir e uso da saia pelas mulheres.




Meninas comungando de joelhos e usando o véu

sábado, 18 de setembro de 2010

Ajoelhar-se na Missa ajuda a vencer idolatria, explica perito em liturgia

Mulheres rezando de Joelho na Igreja

.

O perito em liturgia e arte sacra, Monsenhor Marco Agostini, assegurou que ajoelhar-se na Missa é uma boa maneira de vencer a idolatria pois é uma resposta do homem à "Epifania de Cristo".

Mons. Agostini, oficial da segunda seção da secretaria de Estado e um dos mestres de cerimônia pontifícios, escreveu no jornal L'Osservatore Romano, que os formosos pavimentos de muitas igrejas antigas foram "feitos para os joelhos dos fiéis" como um "tapete perene de pedras" para a oração e a humildade.

"Hoje os genuflexórios desapareceram em muitas igrejas e se tende a remover os balaustres diante dos quais alguém podia se aproximar da comunhão de joelhos", sustenta o perito segundo uma tradução do texto divulgada pelo vaticanista Sandro Magister.

Genuflexório apropriado para receber a Santa Comunhão de Joelhos

Banco de Igreja com local apropriado para ajoelhar-se durante a Santa Missa e para rezar

"Entretanto no Novo Testamento o gesto de ajoelhar-se apresenta cada vez que se apresenta a divindade de Cristo a alguém: pense-se por exemplo nos Magos, o cego de nascimento, a unção de Betânia, a Madalena no jardim na manhã de Páscoa"
, acrescenta Mons. Agostini.

O perito recorda que "Jesus mesmo disse a Satanás, que queria impor-lhe uma genuflexão equivocada, pois só a Deus se deve dobrar o joelho. Satanás pede ainda hoje que se escolha entre Deus ou o poder, Deus ou a riqueza, e trata ainda mais profundamente. Mas assim não se dará glória a Deus de maneira nenhuma; os joelhos se dobrarão para aqueles que o poder lhes favoreceu, para aqueles aos quais se tem o coração unido através de um ato".

"Voltar a ajoelhar-se na Missa é um bom exercício de treinamento para vencer a idolatria na vida, além de ser um dos modos da ‘actuosa participatio’ dos que fala o último Concílio. A prática é útil também para perceber a beleza dos pavimentos (ao menos dos antigos) de nossas igrejas. Frente a alguns dá vontade de tirar os sapatos como fez Moisés diante de Deus que lhe falava da sarça ardente", assinala.

Para Magister, "ajoelhar-se hoje –especialmente sobre o piso– caiu em desuso. Tanto é assim que suscita surpresa o desejo de Bento XVI de dar a comunhão aos fiéis na boca e de joelhos".


"Mas mais que de uma novidade, se trata de um retorno à tradição. As outras são o crucifixo ao centro do altar, ‘para que todos na missa olhem para Cristo e não para uns aos outros’, e o uso freqüente do latim ‘para sublinhar a universalidade da fé e a continuidade da Igreja’"
, explica Magister.

O vaticanista sustenta que "perdeu-se de vista também o sentido da pavimentação das igrejas. Tradicionalmente muitas delas foram ornamentadas precisamente para servir de fundamento e guia à grandeza e profundidade dos mistérios celebrados".

"Hoje poucos são os que advertem que pavimentos tão formosos e preciosos são feitos também para os joelhos dos fiéis: um tapete de pedra sobre o qual prostrar-se diante do esplendor da epifania divina", acrescenta.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Devoção Eucarística e Comunhão na Boca


"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está em segredo deverá ser descoberto" (Mc 4, 21-22).


Durante vários anos como padre, insisti terminantemente que as pessoas comungassem na mão, porque, devido aos meus estudos, eu havia aprendido que para comungar clocamos uma mão em coma da outra fazendo uma cruz e, depois, fazemos uma concha. Assim, você faz, ao mesmo tempo, um “berço” (a manjedoura onde Jesus nasceu) e uma cruz (onde Jesus morreu). Sempre recordando que a mão esquerda tem de ficar em cima da mão direita, porque a mão direita tem de estar livre para você pegar a hóstia e colocá-la na boca. A mão deve estar na altura do peito, estendida na direção do padre.

Por muito tempo fiquei incomodado ao ver os seminaristas comungando na boca, mas sabia que eles tinham o direito de fazer isso. No entanto, sempre tentava fazê-los receber a Eucaristia na mão. Tudo isso era o que eu lutava e cria até pouco tempo atrás. Mas o papa Bento XVI me deu uma “rasteira”.


O Papa começou a dar a comunhão, na liturgia papal, para os fiéis de joelhos e na boca. Confesso que fiquei chocado com aquilo. Então, fui estudar, porque quando vemos o Papa tomar uma atitude, alguma razão ele deve ter.


Foi aí que descobri foi que a comunhão na mão (algo permitido canonicamente) é uma exceção, ou seja, para a lei canônica a forma comum de se comungar é na boca. Então, precisamos ficar com essa verdade. Estudando, descobri que não existe nunhuma referência de comunhão na mão, isso por que, nos países do Norte da Europa, as pessoas começaram a receber a comunhão na mão por desobediência, por rebeldia. O Vaticano tentou corrigi-los, mas não conseguiu e autorizou as conferências episcopais para, se achar oportuno, pedir autorização para a comungar na mão.

Mas por que, Bento XVI está agora, dando a comunhão na boca e de joelhos? O Papa está fazendo isso porque ele acredita que nós estamos correndo um risco muito grande de perder a devoção e a fé na Eucaristia, pois, infelizmente, em algumas igrejas, a presença de Jesus Eucarístico está se tornando uma piada.

Padres estão comentendo atos com a Eucaristia que é o caso de passarmos a noite adorando em desagravo a Jesus Eucarístico. Um exemplo é a situação de um sacerdote que, ao dirigir, tinha umas hóstias jogadas no banco de trás do carro. Questionado por alguém a quem ele havia dado carona, do porquê daquilo, o padre argumentou que aquilo era circunstancial, pois, segundo ele, Jesus só estava presente na Eucarstia durante a celebração da Missa; depois, já não está mais lá. Isso é um sacrilégio que não tem nome. Diante disso, entendemos porque as pessoas vão perdendo a devoção na Eucaristia. Aos poucos a presença de Jesus Eucarístico está sendo perdida.

Portanto, eu padre Paulo, durante muito tempo, não gostei dessa história de comunhão na boca por causa de um arqueologismo. Porém, o Papa está dando um exemplo. Mas ele não quer que todos, de repente, comecem a comungar de joelhos e na boca. Ele quer pôr um movimento em ação, quer dar o exemplo para que, sem decretar nenhuma lei ou sem enfrentar divisões, comecemos a comungar na boca e de joelhos.


Essa atitude é você quem vai analisar, ter a prudência de ver qual é a situação da sua paróquia, do seu padre e do seu bispo, pois pode ser que eles ainda não saibam disso. Eu mesmo levei tempo para descobrir que comunhão na boca é o normal. Levei tempo para achar normal um fiel comungar de joelhos. Então, meus irmãos, com muito amor a Cristo e à Sua Igreja, vamos olhar para o exemplo do Papa e fazer um exame de consciência para saber como está nosso respeito por Cristo presente na Eucaristia.

Pe. Paulo Ricardo (palestra em 28/01/2010)

(Canção Nova)
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