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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição de Nossa Senhora - 08 de Dezembro


Na Inglaterra e na Normandia já se celebrava no século XI uma festa da conceição de Maria; comemorava-se o acontecimento em si, apoiando-se sobretudo em sua condição miraculosa (esterilidade de Ana, etc.). Além desse aspecto, santo Anselmo realçou a verdadeira grandeza do mistério que se realiza na concepção de Maria: sua preservação do pecado. Em 1439, o concílio de Basiléia considerou este mistério como uma verdade de fé, e Pio IX proclamou-o dogma em 1854.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bula "Ineffabilis Deus" - Dogma da Imaculada Conceição

Posição e privilégios de Maria nos desígnios de Deus

1. Deus inefável, "cuja conduta toda é bondade e fidelidade", cuja vontade é onipotente, e cuja sabedoria "se estende com poder de um extremo ao outro (do mundo), e tudo governa com bondade", tendo previsto desde toda a eternidade a triste ruína de todo o gênero humano que derivaria do pecado de Adão, com desígnio oculto aos séculos, decretou realizar a obra primitiva da sua bondade com um mistério ainda mais profundo, mediante a Encarnação do Verbo. Porque, induzido ao pecado — contra o propósito da divina misericórdia — pela astúcia e pela malícia do demônio, o homem não devia mais perecer; antes, a queda da natureza do primeiro Adão devia ser reparada com melhor fortuna no segundo.

2. Assim Deus, desde o princípio e antes dos séculos, escolheu e pré-ordenou para seu Filho uma Mãe, na qual Ele se encarnaria, e da qual, depois, na feliz plenitude dos tempos, nasceria; e, de preferência a qualquer outra criatura, fê-la alvo de tanto amor, a ponto de se comprazer nela com singularíssima benevolência. Por isto cumulou-a admiravelmente, mais do que todos os Anjos e a todos os Santos, da abundância de todos os dons celestes, tirados do tesouro da sua Divindade. Assim, sempre absolutamente livre de toda mancha de pecado, toda bela e perfeita, ela possui uma tal plenitude de inocência e de santidade, que, depois da de Deus, não se pode conceber outra maior, e cuja profundeza, afora de Deus, nenhuma mente pode chegar a compreender.

3. E, certamente, era de todo conveniente que esta Mãe tão venerável brilhasse sempre adornada dos fulgores da santidade mais perfeita, e, imune inteiramente da mancha do pecado original, alcançasse o mais belo triunfo sobre a antiga serpente; porquanto a ela Deus Pai dispusera dar seu Filho Unigênito — gerado do seu seio, igual a si mesmo e amado como a si mesmo — de modo tal que Ele fosse, por natureza, Filho único e comum de Deus Pai e da Virgem; porquanto o próprio Filho estabelecera torná-la sua Mãe de modo substancial; porquanto o Espírito Santo quisera e fizera de modo que dela fosse concebido e nascesse Aquele de quem Ele mesmo procede.


Tradição da Igreja sobre a Imaculada Conceição

4. A Igreja Católica, que, instruída pelo Espírito de Deus, é "a coluna e a base da verdade", sempre considerou como divinamente revelada e como contida no depósito da celeste revelação esta doutrina acerca da inocência original da augusta Virgem, doutrina que está tão perfeitamente em harmonia com a sua maravilhosa santidade, e com a sua eminente dignidade de Mãe de Deus; e, como tal, nunca cessou de explica-la, ensina-la e favorece-la cada dia mais, de muitos modos e com atos solenes.

5. Porém esta mesma doutrina, admitida desde os tempos antigos, profundamente radicada na alma dos fiéis e admiravelmente propagada no mundo católico pelo cuidado e pelo zelo dos bispos, de modo o mais claro foi professada pela Igreja quando esta não hesitou em propor a Conceição da Virgem ao culto público e à veneração dos fiéis. Com este ato significativo ela, de fato, mostrava que a Conceição de Maria devia ser venerada como singular, maravilhosa, diferentíssima da de todos os outros homens, e plenamente santa; visto que a Igreja só celebra as festas dos Santos. Por isto é costume da Igreja, quer nos ofícios eclesiásticos, quer na santa Liturgia, usar e aplicar à origem da Virgem as mesmas expressões com que as divinas Escrituras falam da Sabedoria incriada e representam as eternas origens desta, havendo Deus, com um só e mesmo decreto, preestabelecido a origem de Maria e a encarnação da Divina Sabedoria.

6. Todas estas doutrinas e todos estes fatos, em toda parte e geralmente aceitos pelos fiéis, mostram com quanto cuidado a própria Igreja Romana, mãe e mestra de todas as Igrejas, tem favorecido a doutrina da Imaculada Conceição da Virgem. Todavia, parece assaz conveniente recordar em particular os atos mais importantes da Igreja nesta matéria; porquanto é tal a dignidade e autoridade que à Igreja absolutamente pertencem, que ela deve ser considerada o centro da verdade e da unidade católica; é a única que tem guardado inviolavelmente a religião; e todas as outras igrejas devem receber a tradição da fé.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de Todos os Santos - 1 de Novembro


O Dia de Todos os Santos é um dos dias considerados de Preceito, de Guarda, dia Santo, em que todo católico é obrigado a participar da Santa Missa, sob pena de, não o fazendo, cometer um pecado mortal contra o Terceiro Mandamento da Lei de Deus e o Primeiro Mandamento da Igreja. Porém, aqui no Brasil, a CNBB, por autorização da Santa Sé, transferiu a comemoração desse dia para o domingo mais próximo, normalmente, o seguinte.

No princípio, a Bíblia reservou a Javé o título de "Santo", palavra que tinha então um significado muito próximo ao de "sagrado": Deus é o "Outro", tão transcendente e tão longínquo que o homem não pode pensar em participar da sua vida. Diante de sua santidade (cf Gn 28, 10-19; 1 Sm 6, 13-21; 2 Sm 6. 1-10) o homem não pode deixar de ter respeito e temor (cf Ex 3, 1-6, Gn 15,12).
Numa religião de salvação como a de Israel, Deus devia comunicar a sua santidade ao povo (cf Is 12, 6; 29, 19-23; 30, 11-15; 31, 1-3), o qual se torna também "outro", manifestando em sua vida cotidiana, e sobretudo em seu culto, um comportamento diferente do de outros povos (Lv 19, 1-37; 21, 1-23; Ap 4, 1-11). Mas para efetuar essa santidade a que Deus o chamava, o povo eleito tinha apenas meios legais e práticas de purificação exterior. Os homens mais esforçados tomaram logo consciência da insuficiência de tais meios e procuraram a "pureza de coração", capaz de fazê-los participantes da vida de Deus (cf Is 6, 1-7; Sl 14; Ez 36, 17-32; 1Pd 1, 14-16). Esses puseram sua esperança numa santidade que seria comunicada diretamente por Deus (Ez 36, 23-28). Esta aspiração se realiza no Cristo; ele irradia a santidade de Deus; sobre ele repousa "o Espírito de santidade"; ele reinvidica o título de "santo" (cf Jo 3, 1-15; 1Cor 3, 16-17; Gl 5, 16-25; Rm 8, 9-14). E, de fato, santifica toda a humanidade.
Jesus Cristo, tornado "Senhor", transmite a sua santidade à Igreja por meio dos sacramentos, que trazem ao homem a vida de Deus (cf Mt 13, 24-30; 25,2; Cl 1,22; 2Cor 1,12)
Esta doutrina era tão viva nos primeiros séculos que os membros da Igreja não hesitavam em se chamar "os santos" (2 Cor 11,12; Rm 15, 26-31; Ef 3, 5-8; 4,12), e a própria Igreja era chamada "comunhão dos santos". A santidade cristã manifesta-se, pois, como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece, particularmente com os sacramentos. A santidade não é fruto do esforço humano, que procura alcançar de Deus com suas forças, e até com heroísmo; ela é dom do amor de Deus e resposta do homem à iniciativa divina.

Liturgia

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Festa da Assunção de Nossa Senhora - 15 de Agosto





O Dogma da Assunção foi definido no ano de 1950, durante o pontificado de Pio XII.
Ignoramos se, como e quando se deu a morte de Maria, desde muito cedo festejada como "dormição". É uma solenidade que, correspondendo ao natal (morte) dos outros santos, é considerada a festa principal da Virgem. O dia 15 de Agosto lembra provavelmente a dedicação de uma grande Igreja a Maria, em Jerusalém.
A Igreja celebra hoje em Nossa Senhora a realização do Mistério pascal.
Sendo Maria a "cheia de graça", sem sombra alguma de pecado, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus.

Assunta ao Céu, Maria está mais perto de nós

As três leituras da missa apresentam muito concretamente os valores da assunção de Maria, o lugar que tem no plano da salvação e suas mensagens à humanidade.
Maria é a verdadeira "arca da aliança", é a "mulher vestida de sol", imagem da Igreja (1 leitura). Como a arca construída por Moisés estava no Templo, porque era "sinal e instrumento" da aliança de Deus com seu povo eleito, Maria está no céu em sua intregridade humana porque "sinal e instrumento" da nova aliança. A arca continha a Lei e, por ela, Deus respondia aos pedidos do povo; Maria nos oferece Jesus, o proclamador da lei do amor, o realizador da nova aliança de salvação; nele o Pai nos fala e nos escuta. Maria é a figura e primícias da Igreja, mãe do Cristo e dos homens, que ela gerou para Deus na dor, sob a cruz do Filho; é, portanto, anúncio da salvação total que se realizará no reino de Deus.
Isto se dará por obra do Cristo ressuscitado (2 leitura), modelo e realizador da ressurreição final gloriosa, comunicada em primeiro lugar a Maria, por causa de sua maternidade divina. A Virgem Imaculada foi o anúncio do fim da redenção, que é levar os homens a uma inocência integral; a Virgem da Assunção é anúncio da meta final da redenção: a glorificação da humanidade em Cristo. (...)

Maria, imagem da Igreja

Maria, glorificada na Assunção, é a criatura que atingiu a plenitude da salvação, até a transfiguração do corpo. É a mulher revestida de sol e coroada de doze estrelas. É a mãe que nos espera e convida a caminhar para o reino de Deus. A Mãe do Senhor é a imagem da Igreja: luminosa garantia de seu destino de salvação, porque o Espírito do Ressuscitado cumprirá plenamente sua missão em todos nós, como o fez nela, que já é aquilo que nós seremos. (...)

Liturgia

Missa da Vigília

I Leitura: 1Cr 15, 3-4.15-16; 16, 1-2
Salmo 131
II Leitura: I Cor 15, 54-57
Evangelho: Lc 11, 27-28

Missa do Dia

I Leitura Ap 11, 19a; 12, 1.3-6a.10ab
Leitura do Livro do Apocalipse de São João
Abriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança.
Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. Ouvi então uma voz forte do céu, proclamando: "Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo".
Palavra do Senhor,
Graças a Deus.

Salmo 44

R. À vossa direita se encontra a rainha,
com veste esplendente de ouro de Ofir.

- As filhas de reis vêm ao vosso encontro, 
e à vossa direita se encontra a rainha
com veste esplendente de ouro de Ofir. R.

- Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:
"Esquecei vosso povo e a casa paterna!
Que o rei se encante com vossa beleza! 
Prestai-lhe homenagem; é o vosso Senhor! R.

- Entre cantos de festa e com grande alegria,
ingressam, então, no palácio real". R.

II Leitura 1 Cor 15, 20-27a
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos: Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força.
Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Com efeito, "Deus pôs tudo debaixo de seus pés".
Palavra do Senhor.
Graças à Deus.

Evangelho Lc 1, 39-56
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naqueles dias, Maria partiu para região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.
Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu".
Então Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nosso pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre".
Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

Fonte: Missal Dominical

Nossa Senhora Assunta ao céu, rogai por nós!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DOGMA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

  
Introdução 

1. Deus munificentíssimo, que tudo pode, e cujos planos de providência são cheios de sabedoria e de amor, nos seus imperscrutáveis desígnios, entremeia na vida os povos e dos indivíduos as dores com as alegrias, para que por diversos caminhos e de várias maneiras tudo coopere para o bem dos que o amam (cf. Rm 8,28).
2. o nosso pontificado, assim como os tempos atuais, tem sido assediado por inúmeros cuidados, preocupações e angústias, devido às grandes calamidades e por muitos que andam afastados da verdade e da virtude. Mas é para nós de grande conforto ver como, à medida que a fé católica se manifesta publicamente cada vez mais ativa, aumenta também cada dia o amor e a devoção para com a Mãe de Deus, e quase por toda parte isso é estímulo e auspício de uma vida melhor e mais santa. E assim sucede que, por um lado, a santíssima Virgem desempenha amorosamente a sua missão de mãe para com os que foram remidos pelo sangue de Cristo, e por outro, as inteligências e os corações dos filhos são estimulados a uma mais profunda e diligente contemplação dos seus privilégios.
3. De fato, Deus, que desde toda a eternidade olhou para a virgem Maria com particular e pleníssima complacência, quando chegou a plenitude dos tempos (Gl 4,4) atuou o plano da sua providência de forma que refulgissem com perfeitíssima harmonia os privilégios e prerrogativas que lhe concedera com sua liberalidade. A Igreja sempre reconheceu esta grande liberalidade e a perfeita harmonia de graças, e durante o decurso dos séculos sempre procurou estudá-la melhor. Nestes nossos tempos refulgiu com luz mais clara o privilégio da assunção corpórea da Mãe de Deus.
4. Esse privilégio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor de imortal memória, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato esses dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. Cristo com a própria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo é gerado, sobrenaturalmente, pela graça, vence também o pecado e a morte. Porém Deus, por lei ordinária, só concederá aos justos o pleno efeito desta vitória sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e só no último dia se juntarão com a própria alma gloriosa.
5. Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. Por um privilégio inteiramente singular ela venceu o pecado com a sua concepção imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro, nem teve de esperar a redenção do corpo até ao fim dos tempos.
6. Quando se definiu solenemente que a virgem Maria, Mãe de Deus, foi imune desde a sua concepção de toda a mancha, logo os corações dos fiéis conceberam uma mais viva esperança de que em breve o supremo magistério da Igreja definiria também o dogma da assunção corpórea da virgem Maria ao céu.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CORPUS CHRISTI - Quinta-feira após a Solenidade da SSma. Trindade


“Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. (Jo 6, 54-55).

Para remontar-nos às origens desta festa devemos viajar até o século XIII, momento em que a Igreja sentiu a necessidade de realçar a presença real do Cristo todo no pão e no vinho consagrado para responder à heresia do catarismo. Para os cátaros, o pão era simplesmente pão porque negavam todas as conseqüências da Encarnação do Verbo de Deus, inclusive o valor infinito de todos os atos de Cristo e, desse modo, a instituição divina do sacramento da Eucaristia.

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo papa Urbano IV com a Bula Transiturus (1264). A tradição da procissão, que surgiu em Colônia, se propagou pelas Igrejas da Europa, primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma, no ano 1350.
Mas o porquê teológico desta venerável celebração? A Santíssima Trindade, na sua divina providencia e criatividade, dispôs da história para restaurar e salvar a todos nós do pecado, da morte, do inferno e do demônio. E para isso o Pai, que é o Amor, enviou o seu Filho encarnado ao mundo para executar tal plano de salvação. Com a finalidade de encarnar-se, Deus iniciou uma maravilhosa caminhada de fé com Israel, o povo eleito, mil e duzentos anos antes.

Moisés, ao receber de Deus a renovação da Aliança (cf. Ex 34,4b-6.8-9), ele manifesta o anseio real dos israelitas e, no fundo, de todo homem: “Senhor, continua conosco mesmo que este povo seja de cerviz dura. Perdoa as nossas faltas e os nossos pecados, e toma-nos por tua herança”. Com a paixão e morte do Verbo encarnado (Sexta-feira da Paixão), sua ressurreição (Domingo de Ressurreição), sua glorificação (Domingo da Ascensão) e o envio do Espírito Santo à Igreja (Domingo de Pentecostes), Deus nos perdoou para sempre os nossos pecados, expiou completamente as nossas culpas e nos deu o seu Espírito para inserir-nos na vida amorosa da família divina.

Este Deus misterioso se fez próximo e conhecido em Jesus Cristo. No Antigo Testamento, a glória de Deus está presente na Tenda da reunião (cf. Ex 33,7-11) e, logo, no Templo de Jerusalém (cf. 1 Rs 8,10-13), e ainda no próprio povo eleito quando retorna do exílio (cf. Ez 43, 4-5). Mas em Jesus Cristo, o único Deus que existe e que dá a vida permanece conosco para sempre e nos acompanha nos acontecimentos da nossa vida, também na morte.

Instituindo o sacramento da Eucaristia na última ceia, Deus ficou conosco através do Corpo e do Sangue do seu Filho. Nesse sentido, São João Crisóstomo dirá: “Inclinemo-nos sempre diante de Deus sem o contradizermos, embora o que Ele diz possa parecer contrário à nossa razão e à nossa inteligência; sobre a nossa razão e a nossa inteligência, prevaleça a sua palavra. Assim nos comportemos também diante do mistério (eucarístico), não considerando só o que nos pode vir dos nossos sentidos, mas conservando-nos fiéis às suas palavras. Uma palavra sua não pode enganar” (In Matth. hom. 8, 4; PG 58, 473).

À diferença dos outros sacramentos (batismo, crisma, reconciliação, unção dos enfermos, matrimonio e ordem sagrada), Cristo está presente de modo total no seu Corpo e no seu Sangue (isto é: em alma, corpo e divindade, como homem e como Deus). Nos outros sacramentos só estão presentes as virtudes e os benefícios da pessoa de Cristo. É por isso que todos os sacramentos se subordinam à Eucaristia, porque ela é o centro e o termo de toda a vida sacramental, inserindo-nos no corpo de Cristo como discípulos missionários.

A festa do Corpus Christi é a vivência que os cristãos têm da Eucaristia como culminação dos demais sacramentos, porque nela comungamos com Cristo participando da sua carne e da sua divindade, unindo-nos mutuamente. O pão e o vinho são o corpo ressuscitado e glorioso de Jesus Cristo, o qual possui e comunica o Espírito Santo àqueles que o comem e o bebem: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada” (Jo 14, 23). E qual é a sua palavra? “Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54).

No Brasil , a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi é um dia de preceito (dia santo), em que todo católico deve  participar e consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio corpo de Cristo. Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

domingo, 5 de junho de 2011

Dia da Ascensão do Senhor!


Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus. (Marcos 16,19)

Hoje a Igreja comemora a Solenidade da Ascensão do Senhor.
Em alguns países esse dia é comemorado na quinta-feira seguinte aos 40 dias após a Páscoa, porém, aqui no Brasil, esse dia foi transferido, normalmente, para o Domingo seguinte.
O Dia da Ascensão do Senhor lembra aos católicos o dia em que Jesus Cristo subiu ao Céu, diante dos seus discípulos/apóstolos.
Esse dia é considerado pela Igreja um Dia Santo (Dia de Preceito), portanto, os católicos são obrigados a irem para a Santa Missa, sob pena de estarem em pecado mortal.

Liturgia

I Leitura At 1, 1-11

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

1No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias apareceu-lhes falando do Reino de Deus.
4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”.
6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?”
7Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”.
9Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo.
10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus. 
 
Salmo 46
 
R. Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta.

— Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra. R.
— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta./ Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei! R.
— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações,/ está sentado no seu trono glorioso. R.
 
II Leitura Ef 1, 17-23
 
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: 

Irmãos: 17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá; qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.
20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania, ou qualquer título que se possa mencionar, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Evangelho Mt 28, 17-20
 
Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram.
18Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.  
 
Ficai Conosco, Senhor! 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Importância de Participar da Santa Missa aos Domingos

Postado por Rafael Castelo Branco    
 
Santificar as festas de preceito e Domingo

Parece incrível que se deva fazer força para obter dos cristãos de não trabalhar nos domingos e em festas de guarda para dedicar-se ao Senhor e à própria alma. Não só, mas o cúmulo é que só se consegue obter o descanso festivo e a participação à Santa Missa só de uma pequena minoria de cristãos. Já chegamos a este ponto! Com quais conseqüências? Aquelas já previstas pelo Papa Leão XIII:
 
"Não respeitar os domingos, este é o princípio de todos os males: é a festa apagada, a eternidade esquecida, é Deus excluído da vida do homem." 

É o quadro mundial da sociedade de hoje: ateísmo, laicismo, materialismo, animalismo. Com o Concílio Vaticano II, o domingo ficou posto ainda mais em lugar de honra, como o dia do Senhor e o dia da alegria do homem. Todos os domingos "os fiéis devem reunir-se em assembléia para ouvir a Palavra de Deus e participar à Eucaristia. O domingo é a festa primordial que deve ser proposta à piedade dos fiéis, de modo que resulte também em um dia de alegria e de descanso" (SC, n.106). Todos os domingos, os cristãos hão de ganhar para a alma, com a nutrição espiritual que recebem da S. Missa para o corpo, com o descanso que restaura das fadigas da semana. Só temos a ganhar! O domingo recarrega de energias a alma e o corpo. É um dom de Deus. É dia de graça.
 
"Este é o dia que o Senhor fez para nós" (Sl 117,24). 

Por isso, S. Tomás Moro, o Chanceler da Inglaterra, mesmo quando com a perseguição foi preso, festejava o Domingo, mandando trazer e vestindo os hábitos da festa para agradar o Senhor.

Todos à Santa Missa

As duas coisas mais importantes das festas são a participação à Santa Missa e o repouso do trabalho. A participação na Santa Missa não consiste em estar presente na Igreja durante a celebração, porque os bancos e as paredes também estão, mas em participar ativa e sentidamente: ativa no seguir ponto por ponto o desenrolar dela; sentida no unir-se vivamente a Jesus que se sacrifica no Altar entre as mãos do sacerdote. A participação é plena se se recebe também a Comunhão, depois de ter devidamente purificado a alma com o Sacramento da Confissão. É este o Domingo do crisão: Confissão, Santa Missa e Comunhão. São três tesouros de infinito valor que enriquecem maravilhosamente a vida da Graça. Em tal modo, o domingo é o "Dia do Senhor" e a "Festa da Alma". Muitos cristãos se contentam só com a Santa Missa. Por quê? Porque estão provados dos dois Sacramentos da Confissão e Comunhão. E se pode chamar dia do Senhor um domingo sem a Comunhão? Os antigos cristãos chamavam o domingo também com duas palavras: Dies Panis: Dia do Pão, porque todos participavam à Santa Missa e recebiam Jesus Eucarístico, Pão do Céu (cf. Jo 6,41). Não devia ser assim também hoje para todos os cristãos?

É pecado mortal

O dever da Santa Missa festiva é grave. Quem não participa à Santa Missa festiva comete pecado mortal. Só o caso de grave necessidade ou de impossibilidade (doença) faz evitar o pecado. Nem vale escutar a Santa Missa pelos meios de comunicação. Este é um ato de devoção útil a quem está privado de ir a Igreja. A Santa Missa é o ato comunitário e social por excelência. Por isto é necessária a presença viva no seio da comunidade. Lembremo-nos sempre: pela sua importância, a Santa Missa deve ocupar o 1º lugar no domingo. Tudo lhe deve ser subordinado e condicionado. Quando o Pio Alberto I, Rei da Bélgica, encontrou-se nas Índias, organizaram-lhe uma esplêndida excursão para o dia de domingo. O programa foi apresentado ao Rei, que examinou e logo disse: "Esquecestes um ponto: A Santa Missa. Este antes de mais nada." Que lição para tantos de nossos excursionistas, tão prontos em sacrificar a Santa Missa e em transformar o domingo de "Dia do Senhor" em "dia do demônio". Ainda mais edificante é o exemplo que dão alguns simples fiéis, que enfrentam sacrifícios duros para não perderem a Santa Missa. Uma senhora deve percorrer a pé diversas horas do caminho; um operário que pode correr à Santa Missa só às primeiras horas do dia; uma mãe de muitos filhos que nunca perdeu uma Missa...

O repouso festivo

Para louvar o Senhor, para a Ele dedicar-se, cuidando da própria alma, é necessária a abstenção do trabalho. Ensina S. Gregório Magno:

"No domingo se deve interromper o trabalho e dar-se à oração, para que as negligências dos dias precedentes sejam descontadas com a oração deste grande dia". 

Se se pudessem escutar de novo os sermões que S. Cura d'Ars fez por 8 anos contra o trabalho festivo, ficaríamos tocados e comovidos. Dizia o Santo:
 
"Se perguntamos a quem trabalha no domingo: O que estais fazendo? Deveria responder: Estou vendendo a alma ao demônio e colocando Jesus na Cruz de novo, condenando-me ao Inferno".

Próprio naqueles tempos Maria aparecia nos montes de La Salette e advertia: "O Senhor vos deu seis dias para trabalhar, reservando-se o 7º, e não o quereis dar. Eis o que faz ficar pesado o braço Divino". É possível que temamos de perder, se servimos o Senhor, observando o seu Mandamento? "Gente de pouca fé! Procurais antes o Reino de Deus e a sua justiça, e o mais vos virá por acréscimo!" (Mt 6,33). O pai de S. Terezinha tinha uma ourivearia. Aberta toda a semana e fechada os dias festivos. Uma pessoa aconselhou-o a abrí-la nos dias que fechava, já que os camponeses iam nestes dias fazer compras. Até seu confessor o autorizou. Mas ele não quis. Preferia perder aquele lucro a afastar uma só bênção de Deus sobre a sua família. E o Senhor o fez enriquecer com os lucros da loja.

É fundamental

Observar o 3º mandamento é fundamental para a vida do cristão. Freqüentar a Igreja, aproximar-se dos Sacramentos, participar à Santa Missa, ouvir a Palavra de Deus, são alimentos vital da vida cristã. Privar-se signifca condenar-se à ruina, ao sofrimento eterno. Um venerado Bispo Francês, ao prepara o seu túmulo, fez esculpir uma pedra com estas palavras: "Lembrai-vos de santificar as festas, porque só isso me basta. Se os fiéis me obedecerem, chegarão certamente à salvação." Tinha razão. Quem santifica as festas se tem em relação com Deus e fica de domingo sob seu salutar influxo e chamada. Por isso Pe. Pio, na Confissão, era muito severo ao fazer respeitar este mandamento, e muitos penitentes tiveram por causa deste pecado recusada a absolvição, mandados embora bruscamente com um: "Vai embora, desgraçado!" Maria, Mãe de Jesus e nossa, quer ver ao menos todos os domingos reunidos em volta do Altar, em volta de Jesus, seus filhos. Ela nos quer todos os domingos para nos poder ter no Domingo Eterno, que é o Paraiso.

Votos


* Oferecer o dia em reparaçao dos pecados contra o terceiro mandamento.

* Convencer em santificar a festa a algum dos parentes ou amigos que não santifica.

* Meditar atentamente sobre a Palavra de Deus no domingo.

Fonte: Um Dia com Maria - 20 Dia

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Solenidade da Epifania do Senhor - 06 de Janeiro

Hoje, 06 de Janeiro, a Igreja celebra a Epifania do Senhor.

E o que vem a ser isso?

A Epifania do Senhor é ainda a celebração do nascimento, da vinda de Jesus, em especial, a manifestação de Jesus para todos os povos, representados pelos Magos, e não somente para o povo de Israel.

A Solenidade da Epifania do Senhor é um dia de preceito em que todo católico deve ir na Santa Missa, sob pena de ferir o terceiro mandamento da lei de Deus e, assim, cometer um pecado mortal.

Terceiro Mandamento: Guardar domingos e dias de festa

A Solenidade da Epifania do Senhor é celebrada no dia 06 de Janeiro e considerada dia de preceito conforme dita o Código de Direito Canônico:

Cân 1246 - Parágrafo 1. O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o mistério pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como o dia da festa por excelência. Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos.

Parágrafo 2. Todavia, a Conferência dos Bispos, com a prévia aprovação da Sé Apostólica, pode abolir alguns dias de festa de preceito ou transferi-los para o domingo.

Com base no segundo parágrado do supracitado cânon a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com autorização da Sé Apostólica, entendeu por bem transferir a Solenidade da Epifania do Senhor, no Brasil, para o domingo entre os dias 02 e 07 de janeiro (esse ano foi celebrada no domingo passado - 02 de janeiro).


No dia de hoje o Papa Bento XVI, no Vaticano, celebrou a Santa Missa da Solenidade da Epifania do Senhor proferindo uma linda homilia, após, rezou o Ângelus.


Liturgia

I Leitura Is 60, 1-6
Salmo 71
II Leitura Ef 3, 2-3a.5-6
Evangelho Mt 2, 1-12
Fonte: Canção Nova

sábado, 25 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL! Natividade do Senhor Jesus - 25 de Dezembro


In principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum, et Deus erat Verbum. Hoc erat in principio apud Deum. Omnia per ipsum facta sunt, et sine ipso factum est nihil quod factum est; in ipso vita erat, et vita erat lux hominum; et lux in tenebris lucet, et tenebræ eam non comprehenderunt. Fuit homo missus a Deo cui nomen erat Joannes. Hic venit in testimonium, ut testimonium perhiberet de lumine, ut omnes crederent per illum. Non erat ille lux, sed ut testimonium perhiberet de lumine. Erat lux vera quæ illuminat omnem hominem venientem in hunc mundum. In mundo erat, et mundus per ipsum factus est et mundus eum non cognovit. In propria venit, et sui eum non receperunt. Quotquot autem receperunt eum, dedit eis potestatem filios Dei fieri; his qui credunt in nomine ejus, qui non ex sanguinibus, neque ex voluntate carnis, neque ex voluntate viri, sed ex Deo nati sunt. Et Verbum caro factum est, et habitavit in nobis: et vidimus gloriam ejus, gloriam quasi Unigeniti a Patre, plenum gratiæ et veritatis. (João 1, 1-14)

Hoje o Verbo se fez Carne!
No dia de Natal, 25 de Dezembro, a Igreja Católica celebra o nascimento do menino-Deus.
Através do Fiat de Maria o Verbo encarnado nasceu, se fez presente entre nós para nos orientar, indicar o caminho a seguir, vencer a morte e salvar-nos.
Para todos os cristãos Católicos hoje é um dia de preceito, ou seja, hoje todos devemos visitar Jesus em sua casa (a Igreja) para celebrarmos com Ele o seu nascimento, agradecermos, louvarmos e adorarmos o Nosso Senhor e Salvador!
O preceito de participar da Santa Missa hoje (25 de dezembro) é cumprido por aqueles que ontem (24 de dezembro) participaram da Santa Missa da Vigília (à noite).

Liturgia Hebreus I, 1-12

Leitura da Carta de São Paulo Apóstolo aos Hebreus:
Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus outrora aos nosso pais pelos profetas; mas ultimamente falou-nos por seu Filho, que constituiu herdeiro de tudo, por quem igualmente criou o mundo. Resplendor de sua glória e figura de sua substância, este mantém igualmente o universo pelo poder de sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da majestade divina no mais alto dos céus, tão sublimado acima dos anjos, quanto excede o deles o nome que herdou. Pois, a quem dos anjos Deus disse jamais: «Tu és meu filho; eu hoje te gerei?» e outra vez: «Eu lhe serei Pai e Ele me será Filho». E novamente, ao introduzir o seu primogênito na terra, diz: «Todos os anjos de Deus o adorem». Por outro lado, a respeito dos anjos diz: «Ele faz dos seus anjos espíritos e dos seus ministros chamas de fogo», enquanto que, acerca do Filho, diz: «O teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. O cetro do teu reino é cetro de justiça. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade, por isso, Deus, o teu Deus te ungiu com o óleo de alegria, mais que aos teus companheiros» e ainda: «Tu, Senhor, no princípio dos tempos fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão; mas Tu permanecerás. Todos se envelhecerão como uma veste; Tu os mudarás como um capa e serão mudados. Tu, ao contrário, és sempre o mesmo e os teus anos não acabarão».
℟. Deo grátias.

Evangelho de São João I, 1-14

Início do Santo Evangelho segundo João:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava juto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Esta luz era a verdadeira Luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos sua glória, a glória que um Filho Único recebeu do seu Pai, cheio de graça e de verdade.
℟.Laus tibi, Christe.


Liturgia da Santa Missa celebrada na Forma Extraordinária do Rito Romano (ou Missa Tridentina/Latim)

Dias Santos (ou de Guarda/Preceito)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dias Santos (ou de Guarda/Preceito)

Um dos mandamentos da Igreja é:

1 – Primeiro mandamento da Igreja:Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

E um dos 10 mandamentos é:

3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA (Ex 20,8-11)

Assim, se você falta a Santa Missa aos domingos ou em alguns desses dias de festas você está em pecado mortal e deve confessar para poder aproximar-se (receber) a Sagrada Eucaristia.

Na sua função de guia espiritual, a Igreja tem o dever de procurar que a nossa fé seja uma fé viva, de tornar vivas e reais para nós as pessoas e os eventos que constituem o Corpo Místico Cristo. Por essa razão, a Igreja marca uns dias por ano e declara-os dias sagrados. Neles recorda-nos acontecimentos importantes da vida de Jesus, da sua Mãe e dos santos, e realça essas festas periódicas equiparando-as ao dia do Senhor e obrigando-nos, sob pena de pecado mortal, a ouvir Missa e abster-nos do trabalho quotidiano na medida em que nos seja possível.

*O calendário da Igreja fixou dez desses dias, que são guardados na maioria dos países católicos, quais sejam, segundo o Código de Direito Canônico:

"Cân 1246 - Parágrafo 1. O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o mistério pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como o dia de festa por excelência. Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e, por fim, de Todos os Santos.
Parágrafo 2 - Todavia, a Conferência dos Bispos, com a prévia aprovação da Sé Apostólica, pode abolir alguns dias de festa de preceito ou transferi-los para o domingo."

Em alguns países não oficialmente católicos - em que o calendário de trabalho não reconhece essas festas -, estes dias, além dos domingos, reduzem-se a uns poucos.

Assim, no Brasil, além do domingo, são santos de guarda:

1) a Solenidade da Santíssima Mãe de Deus (1º de janeiro);
2) o Dia de Corpus Christi;
3) dia da Imaculada Conceição de Maria (08 de dezembro);
4) Natal (25 de dezembro).

Algumas solenidades que, no calendário geral da Igreja, têm uma data que não costuma coincidir com um feriado, foram transferidas para o domingo mais próximo, normalmente para o domingo seguinte, pela CNBB, com autorização da Santa Sé. Encontram-se nesses casos:

1) a Solenidade da Epifania do Senhor (06 de janeiro);
2) a Ascensão do Senhor (na quinta-feira, seguinte aos 40 dias após a Páscoa);
*3) Santos Apóstolos Pedro e Paulo (29 de Junho)
4) a Assunção de Maria (dia 15 de agosto);
5) o Dia de Todos os Santos (dia 1º de novembro).

*O dia de São José não teve sua celebração transferida para o domingo e NÃO É mais dia de preceito aqui no Brasil, permanecendo a sua celebração litúrgica.

*No livro A Fé Explicada, de Leo J. Trese, Editora Quadrante, 9 edição, 2005, na página 253, o autor diz que além do dia São José, não é mais de preceito o dia da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo:

"Além disso, há outros dois dias que, no calendário geral da Igreja, são de guarda, mas não o são no Brasil nem foram transferidos para o domingo: a solenidade de São José (19 de março), em que honramos o glorioso Patriarca, esposo da Virgem Maria, pai nutrício de Jesus e padroeiro da Igreja universal; e a solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (29 de Junho), dedicada especialmente a São Pedro, príncipe dos Apóstolos, constituído por Cristo cabeça de toda a Igreja e o primeiro dos Papas."

Como a afirmação dele sobre a Solenidade de São Pedro e São Paulo não encontra apoio no Código de Direito Canônico, nem foi mostrado em qual documento ele se baseiou, resolvi colocar aqui como sendo de preceito, conforme consta no Cânon 1246 e na legislação da CNBB que complementa o Código de Direito Canônico.

O pe. Paulo Ricardo tratou sobre esse assunto, agora no dia 07 de maio de 2012, nos esclarecendo como devemos vivenciar e guardar os dias santos de guarda. Assista:



 Fonte: Código de Direito Canônico, livro A Fé Explicada de Leo J. Trese e Christo Nihil Praeponere
* Alterações efetuadas em maio de 2012.
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