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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Podemos bater palmas em momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento??

 

Não!!

Uma irmã católica fez a seguinte pergunta:

"Mas suponhamos uma adoração particular ao Santíssimo Sacramento , seria errado bater palmas e fazer gestos de louvor e adoração? Durante uma adoração particular? Porque?"

Vamos esclarecer a pergunta desmembrando-a.

1) uma adoração particular ao Santíssimo Sacramento

Me desculpe, mas, não conheço uma adoração particular ao Santíssimo Sacramento.
Primeiro, hoje em dia acho que ninguém tem em casa um Sacrário e a autorização para a presença do Santíssimo, desta forma, entendo que você fala em "adoração particular" quando você se dirige a Capela da Igreja e lá faz a adoração, sozinha, no sentido de que não está com um grupo de pessoas, grupo de oração.
Porém, mesmo nesse caso, pode acontecer de ter pessoas, desconhecidas suas, nessa Capela; que foram, assim como você, conversar, adorar, amar a JHS. 

2) seria errado bater palmas e fazer gestos de louvor e adoração? Durante uma adoração particular?

Sim!
A Adoração ao Santíssimo Sacramento tem regras, normas a serem seguidas.
Infelizmente, nas nossas Igrejas há uma forma errada de Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento.

"82. (...)
Deve-se cuidar que nas exposições transpareça claramente a relação do culto ao Santíssimo Sacramento com a Missa. Evite-se na exposição todo aparato que de qualquer modo possa contrariar o desejo de Cristo ao instituir a Santíssima Eucaristia sobretudo para nos servir de alimento, remédio e conforto.
 89. (...)
 Também as exposições breves do Santíssimo Sacramento sejam organizadas de tal modo que, antes da bênção com o Santíssimo Sacramento, se dedique tempo conveniente à leitura da Palavra de Deus, a cantos, preces e à ORAÇÃO SILENCIOSA PROLONGADA POR ALGUM TEMPO.
(...)
"99. Terminada a oração, o sacerdote ou o diácono, de véu umeral, faz genuflexão, toma o ostensório ou cibório e com ele traça, em silêncio, o sinal da cruz sobre o povo.
100. Dada a bênção, o próprio sacerdote ou diácono que deu a bênção, ou outro sacerdote ou diácono repõe o Sacramento no tabernáculo, faz genuflexão enquanto o povo, se for oportuno, profere alguma aclamação; por fim, se retira." 
(In A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico Fora da Missa, Ritual Romano, Paulinas, 2007, 2o Edição)

Essa é a Norma que diz como se deve proceder ao Culto da Sagrada Comunhão fora da Missa e, nela, não se fala, em momento algum, sobre bater palmas, nem sobre "adoração particular".

E aquelas palmas ao final da bênção?? Não devem existir!!

Lembre-se que as pessoas vão à Igreja com o intuito de orar, buscar uma intimidade com Deus, conversar com Ele, escutá-lo, amá-lo e adorá-lo; ora, se, mesmo em "adoração particular" você canta louvores, bate palmas, acaba por distrair e atrapalhar a pessoa que também está lá e que quer rezar.

Igreja e Capela são locais de silêncio e oração!! 

Agora, o que você pode fazer é cantar mentalmente, sem palmas, de forma que você consegue louvar, sem atrapalhar o irmão.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, vinde em nosso auxílio!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sobre o Véu, o Latim, a Comunhão na Boca, de Joelhos e a Missa Versus Deum!

Essa eu tinha que responder aqui. O (a) Palhinha fez o seguinte comentário no post sobre o véu:

Se vai comungar o Sangue de Cristo é óbvio que tem que ser na Boca...
Acho que tem coisas bem mais importantes pra se preocupar do que usar véu, comungar de joelhos, etc..
Devemos nos preocupar em como nosso coração está..
Na minha opinião, muitas meninas estão começando a usar o véu simplesmente por modinha.. Nem sabem direito o motivo de usar...

Daqui a pouco vocês vão querer que a missa seja em latim e com o Padre de costas pra assembléia..

Século 21 galera.. 

A resposta será por partes tá Palhinha? Espero que você e outros que pensam como você possam entender e estudar um pouco mais sobre a Igreja Católica para não sair destilando desconhecimento por aí.

SOBRE A COMUNHÃO NA BOCA

Se vai comungar o Sangue de Cristo é óbvio que tem que ser na Boca...

Palhinha, deveria ser óbvio que o Sangue de Cristo se recebe na boca, porém, há muitos sacerdotes/MESCE que distribuem a comunhão sob as duas espécies de forma errada, ademais, é mais comum recebermos a comunhão somente sobre a espécie do pão e, nesse caso, ao contrário do que você falou, NÃO É óbvio que quem vai comungar receba na boca. E por que não é óbvio? Porque a Santa Sé autorizou ao comungante escolher como vai receber a hóstia consagrada, se na mão ou se na boca. A pessoa só é obrigada a receber na boca se a comunhão for sob as duas espécies eucarísticas, quais sejam: Corpo e Sangue.

E é isso que você pode encontrar na Introdução ao Missal Romano e, mais recentemente, na Instrução Redemptionis Sacramentum.

[92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento.


SOBRE A COMUNHÃO DE JOELHOS

Acho que tem coisas bem mais importantes pra se preocupar do que usar véu, comungar de joelhos, etc.

Palhinha, pode até ter coisas mais importantes que o uso do véu, mas você não pode comparar o uso do véu com a comunhão de joelhos. Sabe por que? Porque a comunhão de joelhos (ao contrário do véu) está presente na liturgia da Igreja Católica na Instrução Geral ao Missal Romano e, mais recentemente, na Instrução Redemptionis Sacramentum. A comunhão de joelhos ou em pé é uma das formas que a pessoa deve se portar para receber JHS!

[90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».

Assim, ela é tão importante quanto receber JHS na boca ou na mão. 

SOBRE O VÉU E O CORAÇÃO

Devemos nos preocupar em como nosso coração está..
Na minha opinião, muitas meninas estão começando a usar o véu simplesmente por modinha.. Nem sabem direito o motivo de usar...

Até posso concordar que existam meninas que estão usando o véu por modinha, porém, prefiro que usem o véu por modinha, já que ele trás consigo a idéia da modéstia que deve ser observada, do que seguir a "modinha" do mundo que só prega roupas indecentes.

Antes as moças de véu na missa que de tomara que caia, mini saia, shorts, roupas coladas... Não acha(m)?

Ademais, seguir a "moda" do véu não é fácil como você pensa e a menina precisa de muita coragem e saber que ele está disposto na Bíblia em I Cor 11.

Sobre se preocupar mais com o coração, isso é conversa de quem quer desculpa para agir de qualquer maneira na Igreja, mormente na Santa Missa, seja comungando estando em pecado mortal, ir para a Missa de qualquer jeito (roupa), batendo palmas, conversando, mexendo no celular, etc... 

E Jesus foi claro ao nos ensina que:

"A boca fala do que lhe transborda o coração". (Mt 12, 34)

Ora, se a boca fala o que tem no coração, o que dirá sobre o nosso comportamento e modo de vestir?? Com certeza ele também transmite aos outros aquilo que está no nosso coração.

Ademais, nenhum de nós tem o coração tão puro que nos dê total certeza de que estamos assistindo a Santa Missa da forma mais correta, piedosa e modesta que possa existir. E o véu, o ficar de joelhos, a modéstia, a forma de comungar, nos ajuda a aproximarmo-nos o mais possível da forma que devemos nos portar durante e diante do Calvário de Cristo.

O LATIM E A MISSA VERSUS DEUM NO SÉCULO XXI!!

Daqui a pouco vocês vão querer que a missa seja em latim e com o Padre de costas pra assembléia..

Século 21 galera..
Pois a boca fala do que está cheio o coração.
Mateus 12:34
Pois a boca fala do que está cheio o coração.
Mateus 12:34

Aqui Palhinha fechou o seu comentário com chave de ouro, mostrando todo o seu DESCONHECIMENTO sobre a Liturgia da Santa Missa na Igreja Católica Apostólica e Romana. Só esse comentário já merecia váaarrrios posts. Mas, como já falamos nesse blog sobre os assuntos vamos só dá uma pincelada para quem ainda não leu sobre o assunto não falar/escrever tais asneiras por aí, como fez o nosso irmão Palhinha.

O LATIM

In nómine Patris, et Fílli, et Spíritus Sancti. Amen

Caro irmãos, todas as missas deveriam, em obediência ao Código de Direito Canônico e ao Concílio Vaticano II ser celebradas em latim, que é a língua oficial da Igreja, tendo algumas partes na língua vernácula, ou seja, na língua do País, porém, por desobediência, os sacerdotes deixaram de celebrar a missa em latim e o povo começou a achar que o latim foi abolido, que era antiquado, etc... Mas, basta assistir uma missa celebrada pelo Santo Padre (JPII, Bento XVI e Papa Francisco) para perceber que nessas missas se usa o latim, bem como, no Ângelus que o Papa reza todo domingo!!
Sem falar nos documentos da Igreja que, normalmente, são feitos primeiro em latim e só depois traduzidos para a língua dos inúmeros países.

Graças à Deus, o latim está voltando a ser usado no Brasil durante as missas, seja somente em algumas orações, como o Credo, o Pai Nosso, seja durante toda a Santa Missa, com apenas as leituras em português (como manda o Concílio Vaticano II), seja na Missa na Forma Ordinária do Rito Romano, seja na Forma Extraordinária do Rito Romano (onde mais comumente vemos).

Sem falar que TODOS os santos da Igreja Católica hoje celebraram/assistiram a Santa Missa em latim!!

E não venham com essa conversa de quem ninguém entende o latim, até porque, aqui vimos uma amostra clara de que as pessoas não entendem a missa em português.



e


Aqui no blog nós já falamos sobre o latim em:





A MISSA VERSUS DEUM


Palhinha, NÃO É correto você dizer que o padre celebra a Santa Missa de costas para o povo (assembléia), MAS O CORRETO é afirmar que o Padre celebra a Santa Missa voltado para Deus ou Versus Deum ou Ad Orientem

Essa forma de celebrar a Santa Missa NÃO FOI abolida pelo Concílio Vaticano II e coexiste, tranquilamente, com a celebração voltada para o povo ou Versus Populum, podendo ser celebrada pelo sacerdote tanto na Missa na Forma Ordinária quanto na Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, podendo também ser celebrada em latim ou na língua vernácula, sendo inclusive, prevista essa posição na Instrução Geral ao Missal Romano (como regra).

Prova disso é que o Papa Bento XVI celebrou a Missa Versus Deum na Capela Sistina e, pasmem, o Papa Francisco já esse ano, portanto, em 2014 também celebrou a missa Versus Deum.

Veja o Papa Bento XVI, em 2008, celebrando a Missa Versus Deum: http://youtu.be/bijooEnWL0w

E aqui você pode ver o Papa Francisco, agora em 12 de Janeiro de 2014, celebrando a Missa Versus Deum:



E, para aprender mais sobre liturgia, mormente sobre o Concílio Vaticano II, o latim e a missa Versus Deum:


Portanto, diante de todo o exposto, fica claro que o latim, o véu, a missa Versus Deum não é coisa do século passado.

O Latim é do Século XXI!

A Missa Versus Deum é do Século XXI!!

O Véu é do Século XXI!!!

A Igreja Católica do e no Século XXI, a Igreja Católica moderna, celebra a missa em Latim, celebra a Missa Versus Deum, tem o Véu na usado na Santa Missa!!

Modernize você também Padilha e venha para a Igreja do Século XXI, com o latim, a missa Versus Deum e o véu!!

Sed Libera nos a Malo. Amen

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O que é a Modéstia e Como as Mulheres devem se portar?

O pe. Paulo Ricardo, ao analisar a Suma Teológica de São Tomás de Aquino, trata sobre:

1) A Virtude da Modéstia;
2) O que é a Modéstia;
3) Como a mulher deve se portar;
4) Como a mulher deve se vestir;
5) O pecado venial ou mortal em relação a modéstia;
6) O uso da Saia;
7) Como se vestir para ir na Santa Missa - homens e mulheres.

Vejam o vídeo:




Nossa Senhora de Fátima, modestíssima, rogai por nós!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Qual é a posição que o sacrário deve ocupar na Igreja?

A Instrução Geral ao Missal Romano determina sobre o local do Sacrário (Tabernáculo) o seguinte:

314. Conforme a arquitectura de cada igreja e de acordo com os legítimos costumes locais, guarde-se o Santíssimo Sacramento no sacrário, num lugar de honra da igreja, insigne, visível, devidamente ornamentado e adequado à oração.
Habitualmente, o tabernáculo deve ser único, inamovível, feito de material sólido e inviolável, não transparente, e fechado de tal modo que evite o mais possível todo o perigo de profanação.
315. Está mais de harmonia com a natureza do sinal que no altar em que se celebra a Missa não esteja o sacrário onde se guarda a Santíssima Eucaristia. A juízo do Bispo diocesano o sacrário pode colocar-se:
a) ou no presbitério, fora do altar da celebração, com a forma e a localização mais convenientes, sem excluir algum altar antigo que já não se utilize para celebrar (n. 303);
b) ou também nalguma capela adequada à adoração e oração privada dos fiéis, que esteja organicamente unida à igreja e visível aos fiéis cristãos.

Veja o que o pe. Paulo Ricardo ensina sobre o assunto, inclusive nos lembrando o que o Papa Bento XVI nos fala na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis:

O lugar do sacrário na igreja
69. Ainda relacionado com a importância da reserva eucarística e da adoração e reverência diante do sacramento do sacrifício de Cristo, o Sínodo dos Bispos interrogou-se sobre a devida colocação do sacrário dentro das nossas igrejas. Com efeito, uma correcta localização do mesmo ajuda a reconhecer a presença real de Cristo no Santíssimo Sacramento; por isso, é necessário que o lugar onde são conservadas as espécies eucarísticas seja fácil de individuar por qualquer pessoa que entre na igreja, graças nomeadamente à lâmpada do Santíssimo perenemente acesa. Tendo em vista tal objectivo, é preciso considerar a disposição arquitectónica do edifício sagrado: nas igrejas, onde não existe a capela do Santíssimo Sacramento mas perdura o altar-mor com o sacrário, convém continuar a valer-se de tal estrutura para a conservação e adoração da Eucaristia, evitando porém colocar a cadeira do celebrante na sua frente. Nas novas igrejas, bom seria predispor a capela do Santíssimo nas proximidades do presbitério; onde isso não for possível, é preferível colocar o sacrário no presbitério, em lugar suficientemente elevado, no centro do fecho absidal ou então noutro ponto onde fique de igual modo bem visível. Estas precauções concorrem para conferir dignidade ao sacrário que deve ser cuidado sempre também sob o perfil artístico. Obviamente, é necessário ter em conta também o que diz a propósito a Instrução Geral do Missal Romano. Em todo o caso, o juízo último sobre esta matéria compete ao bispo diocesano.



Fonte: Christo Nihil Praeponere

Santa Maria, Sacrário Vivo, rogai por nós!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ANO DA FÉ - 2012/2013


1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.
2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude»[1]. Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado.[2] Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.
3. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.
4. À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II,[3] com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um ano semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca».[5] Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar».[6] As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus,[7] para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado.
5. Sob alguns aspectos, o meu venerado Predecessor viu este Ano como uma «consequência e exigência pós-conciliar»[8], bem ciente das graves dificuldades daquele tempo sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa».[9] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja».[10]
6. A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».[11]
Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).
7. «Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo Agostinho – «fortificam-se acreditando».[12] O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus.[13] Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um património de riqueza incomparável e consentem ainda que tantas pessoas à procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar à «porta da fé».
Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.
8. Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo.
9. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força».[14] Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada[15] e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.
Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».[16]
10. Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o acto com que se crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro acto, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e acção da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.
A este respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (Act 16, 14). O sentido contido na expressão é importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.
Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um acto da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.
A própria profissão da fé é um acto simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Baptismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação. Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Baptismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».[17]
Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.[18]
Por outro lado, não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus. De facto, a própria razão do homem traz inscrita em si mesma a exigência «daquilo que vale e permanece sempre».[19] Esta exigência constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no coração humano, para caminhar ao encontro d’Aquele que não teríamos procurado se Ele mesmo não tivesse já vindo ao nosso encontro.[20] É precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a fé.
11. Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. Na Constituição apostólica Fidei depositum – não sem razão assinada na passagem do trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – o Beato João Paulo II escrevia: «Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (...). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial».[21]  
É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.
Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.
12. Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar.
De facto, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.[22]
13. Será decisivo repassar, durante este Ano, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. Enquanto a primeira põe em evidência a grande contribuição que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e contínua obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai, que vem ao encontro de todos.
Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação.
Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).
Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.
Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. Act 2, 42-47).
Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores.
Pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19).
Pela fé, no decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e ministérios a que foram chamados.
Pela fé, vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na história.
14. O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18). 
A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40): estas palavras de Jesus são uma advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo, aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Ped 3, 13; cf. Ap 21, 1).
15. Já no termo da sua vida, o apóstolo Paulo pede ao discípulo Timóteo que «procure a fé» (cf. 2 Tm 2, 22) com a mesma constância de quando era novo (cf. 2 Tm 3, 15). Sintamos este convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.
Que «a Palavra do Senhor avance e seja glorificada» (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24) , são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai.
À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 11 de Outubro do ano 2011, sétimo de Pontificado.

BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: Vaticano

terça-feira, 21 de agosto de 2012

É correto tocar música e sair do seu lugar quando do Rito da Paz na Santa Missa?

Na Santa Missa, celebrada na forma ordinária do Rito Romano, temos após a Oração Eucarística o Rito da Comunhão que é iniciado com a oração do Pai Nosso, terminada essa oração temos o Rito da Paz onde o sacerdote, por vezes, pede que os fiéis saudam-se com um sinal da paz.
 
A Instrução Geral ao Missal Romano ao dispor sobre o Rito da Paz determina:

82. "Segue-se o rito da paz, no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si própria e para toda a família humana, e os fiéis exprimem uns aos outros a comunhão eclesial e a caridade mútua, antes de comungarem no Sacramento.
Quanto ao próprio sinal com que se dá a paz, as Conferências Episcopais determinarão como se há-de fazer, tendo em conta a mentalidade e os costumes dos povos.
Mas é conveniente que cada um dê a paz com sobriedade apenas aos que estão mais perto de si."

E ainda:

154.  (...) O sacerdote pode dar a paz aos ministros, mas permanece sempre dentro do presbitério, a fim de não perturbar a celebração. Procede do mesmo modo se, por motivos razoáveis, quiser dar a paz a alguns poucos fiéis. E todos, segundo as determinações da Conferência Episcopal, se saúdam uns aos outros em sinal de mútua paz, comunhão e caridade. Enquanto se dá a paz, pode dizer-se: A paz do Senhor esteja sempre contigo (Pax Domini sit semper tecum), ao que se responde: Amen.

Embora o Missal Romano determine claramente o que devemos fazer, infelizmente, é comum vermos alguns erros/abusos litúrgicos quais sejam:

a) o ministério de música toca uma música para dar a paz;
b) as pessoas e até os sacerdotes saem de seus lugares para desejarem a Paz a outros fiéis que encontram-se em locais distantes dentro da Igreja e acaba por terminar a música e começar a oração do Cordeiro de Deus e as pessoas continuam desejando a paz para as outras.

Diante desses abusos, em 2004, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos na Instrução Redemptionis Sacramentum determinou, no item 72, página 46, o seguinte:

Convém "que cada um dê a paz somente àqueles que lhe estão mais próximos, de modo sóbrio". "O Sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo, porém, sempre no presbitério, para não perturbar a celebração. Faça também assim se, por algum motivo razoável, queira dar a paz a alguns fiéis". Nem se execute qualquer canto para dar a paz, mas sem demora se recite o "Cordeiro de Deus". "Quanto ao modo de realizar o próprio gesto de paz, isso é estabelecido pelas Conferências dos Bispos [...] segundo a índole e os costumes dos povos" e confirmado pela Sé apostólica.

Desta forma:

É permitido tocar música no Rito da Paz enquanto os fiéis desejam a paz uns aos outros?

Não! Nem se execute qualquer canto para dar a paz, mas sem demora se recite o "Cordeiro de Deus". (Instrução Redemptionis Sacramentum)

É permitido ao Sacerdote sair do presbitério para desejar a Paz aos fiéis?

Não! "O Sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo, porém, sempre no presbitério, para não perturbar a celebração. Faça também assim se, por algum motivo razoável, queira dar a paz a alguns fiéis". (Instrução Geral ao Missal Romano e Instrução Redemptionis Sacramentum)

 É permitido aos fiéis sairem de seus lugares para desejarem a paz uns aos outros?

Não! Convém "que cada um dê a paz somente àqueles que lhe estão mais próximos, de modo sóbrio". (Instrução Geral ao Missal Romano e Instrução Redemptionis Sacramentum)

*Sobre o assunto, recentemente, o padre Paulo Ricardo respondendo a pergunta de uma pessoa respondeu que NÃO. Vejam a explicação:



Fonte: Instrução Geral ao Missal Romano, Instrução Redemptionis Sacramentum e Christo Nihil Praeponere
* Atualizado em 11/04/2013

São Pio X, rogai por nós!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O que fazer quando o sacerdote pede que o fiel comungue com as próprias mãos o Corpo e o Sangue de Cristo?

Já postamos aqui um vídeo do pe. Paulo Ricardo onde ele fala sobre O Problema da Auto-Comunhão e já falamos sobre a forma correta de comungar ao escrevermos sobre o Sacramento da Eucaristia

Infelizmente muitos sacerdotes e até alguns bispos, por desconhecimento ou desobediência, não observam o que determina a Igreja Católica, assim, surge a questão:  

O que fazer quando o sacerdote quer ministrar a Santa Comunhão de forma errônea ao fiel?

O pe. Paulo Ricardo responde a esse questionamento. Veja o vídeo:




Como os sacerdotes/bispos acabam cometendo alguns abusos litúrgicos, a Santa Sé, através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos elaborou o documento Instrução Redemptionis Sacramentum falando sobre alguns abusos que devem ser evitados na Santa Eucaristia.

Assim, na Instrução Redemptionis Sacramentum, no número 94, ao falar sobre a distribuição da Sagrada Comunhão sob uma só das espécies eucarísticas, a Igreja determina:

Não é permitido aos fiéis "pegarem por si e muito menos passarem entre eles de mão em mão" a sagrada hóstia ou o cálice sagrado. Além disso, a esse respeito, deve ser abolido o abuso de os esposos, durante a missa nupcial, distribuírem reciprocamente a santa comunhão."

E, ainda na Instrução Redemptionis Sacramentum no número 104, quando trata sobre a comunhão sob as duas espécies eucarísticas (do pão e do vinho), a Igreja Católica determina:

Não seja permitido que o comungante molhe por si mesmo a hóstia no cálice, nem que receba na mão a hóstia molhada. Que a hóstia para a intinção seja feita de matéria válida e seja consagrada, excluindo-se totalmente o uso do pão não-consagrado ou feito de outra matéria.


Os fiéis devem receber a Sagrada Comunhão diretamente do ministro ordinário (Bispo, Sacerdote, Diácono) ou do ministro extraordinário, podendo receber na boca e de joelhos (forma ordinária), na boca e de pé (fazendo a devida reverência antes) ou na mão e de pé (fazendo a devida reverência antes). Porém, quando a Sagrada Comunhão for distribuída sob as duas espécies a única forma válida de se receber é na boca, NUNCA na mão. Isso tudo está disposto na Instrução Redemptionis Sacramentum nos números 88 a 103.



Fonte: Instrução Redemptionis Sacramentum e Christo Nihil Praeponere

Jesus Sacramentado, Nosso Deus Amado!

terça-feira, 8 de maio de 2012

É proibido ajoelhar-se no momento da consagração?


A Instrução Geral ao Missal Romano responde a essa pergunta, qual seja: Não é proibido ajoelhar-se no momento da consagração, pelo contrário, é obrigatório ajoelhar-se no momento da consagração. Vejam o que diz o Missal Romano:

43.  Os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração colecta, inclusive; durante o cântico do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; e desde o invitatório “Orai, irmãos”, antes da oração sobre as oblatas, até ao fim da Missa, excepto nos momentos adiante indicados.
Estão sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e durante a preparação dos dons ao ofertório; e, se for oportuno, durante o silêncio sagrado depois da Comunhão.
Estão de joelhos durante a consagração, excepto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração.

Nesse vídeo o pe. Paulo Ricardo responde a essa pergunta e nos ensina sobre ajoelhar-se diante de Deus no momento da Consagração, veja:



Alguns podem questionar-se quando ocorre e qual o momento da consagração. A Igreja ensina que o momento da Consagração ocorre dentro da Oração Eucarística, após o Santo, e se dá quando repetindo as palavras e gestos de Jesus, a Igreja obedece o seu convite a "fazer isto em memória de mim", e consagra o pão e o vinho para apresentar ao Pai o sacrifício de Jesus morto e ressuscitado, é quando ocorre a Transubstanciação do pão e do vinho nas espécies eucarísticas do Corpo e Sangue de Jesus. É a missa propriamente dita, se na celebração não tiver esse momento ela não é uma missa, mais a Celebração da Palavra com ou sem a distribuição da Eucaristia.

Fonte: Instrução Geral ao Missal Romano e Christo Nihil Praeponere

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os fiéis podem recitar a Oração Eucarística?

Muitos fiéis católicos não sabem o que é oração eucarística, assim, vamos começar explicando isso.

A Oração Eucarística é o momento central e culminante de toda a celebração da Santa Missa, ela se dá após a oferenda e antes dos ritos da comunhão (que se inicia com o Pai Nosso), aliás, a Santa Missa só existe se for feita a oração eucarística, que são várias, sendo a mais usada a Oração Eucarística II.

"Os momentos mais expressivos são: Prefácio que inicia a oração eucarística; nele "damos graças" a Deus por todas as maravilhas do seu amor; o Memorial, em que repetindo as palavras e os gestos de Jesus, a Igreja obedece ao seu convite a "fazer isto em sua memória", e consagra o pão e o vinho para apresentar ao Pai o sacrifício de Jesus morto e ressuscitado; a invocação ao Espírito Santo, em que pedimos que se realize, naqueles que comungam, a união perfeita, como corpo de Cristo, e que se estendam a todos os homens os frutos do sacrifício; as intercessões, em que nos lembramos de todos os membros deste "corpo místico" e para eles pedimos graças, bênçãos e alegria eterna; a doxologia, que conclui a grande oração, exprime a glorificação de Deus em Cristo e na Igreja." (Missal Dominical)

Se você for em uma celebração na Igreja Católica onde após a oferenda inicia-se o Pai Nosso, esta não é a Santa Missa, mais, uma Celebração da Palavra que pode ser com a distribuição da Sagrada Comunhão ou não. Conforme a liturgia da Igreja, somente o dia da Sexta-feira Santa não tem a Santa Missa; antigamente o Sábado Santo também não tinha a santa Missa, mais, como nas Igrejas tem-se antecipado a celebração da Vigília Pascal, acaba acontecendo a missa no Sábado à noite.

Pois bem, em algumas Missas vemos o padre pedindo que o fiel recite com ele algumas partes da Oração Eucarística, como, por exemplo: uma parte ou todo o prefácio - feito antes do Santo; a Doxologia (Por Cristo, com Cristo, em Cristo...); intercessões (pela Igreja - momento em que se lembra do Santo Padre e dos Bispos; pelos mortos; por nós - momento em que lembramos da Virgem Maria, dos Santos Apóstolos).

Ora, infelizmente esses padres ao fazerem isso cometem um abuso litúrgico e estão indo contra o que ensina a Igreja Católica.

Assim, respondendo a pergunta:

Os fiéis podem recitar a Oração Eucarística?

Não!

E qual documento da Igreja nos ensina isso?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nunca é permitido a um sacerdote celebrar no templo ou lugar sagrado de uma religião não-cristã. 
(Instrução Redemptionis Sacramentum)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Reforma da Reforma Litúrgica - Pe. Paulo Ricardo

Nessa conversa o Padre Paulo Ricardo - que desde 2002 foi nomeado pela Santa Sé membro do Conselho Internacional da Catequese (Coincat), da Congregação para o Clero - fala sobre a Reforma ocorrida no Concílio Vaticano II e a reforma que o Papa Bento XVI estaria querendo fazer na liturgia, discorrendo sobre a missa antiga, missa Versus Deum, o latim na Igreja e na Liturgia da Santa Missa, a comunhão na boca e de joelhos.
Para ver o ouvir:


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