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sexta-feira, 22 de março de 2013

Programação da Semana Santa 2013 no DF na Forma Extraordinária do Rito Romano


Prezados leitores,

Segue o convite para as cerimônias litúrgicas da Semana Santa (Domingo de Ramos e Tríduo Pascal, especificamente) e Domingo da Páscoa, segundo o Rito Romano Tradicional, celebradas pelo Padre Daniel Pinheiro.

[Destaque para a mudança de local no Tríduo Pascal, que será celebrado na Casa de Cursilhos, no Núcleo Bandeirante (um mapa se encontra disponível no convite, abaixo).]



 
Lembrar que na Sexta-feira Santa o fiel católico está obrigado a fazer ABSTINÊNCIA DE CARNE (a partir dos 14 anos até morrer) e JEJUM (dos 18 anos até os 60 anos).



Aqueles que quiserem participar dessas celebrações, observem a vestimenta adequada (como deve ser em TODA Santa Missa), qual seja:

Mulher: saia/vestido/blusa - cobrindo o joelho, sem decotes e com mangas, véu/chapéu (normalmente as mulheres que frequentam a Santa Missa na forma extraordinária observam a modéstia, não usam decotes, nem calças - pelo menos na Santa Missa)
Homem: calça social e camisa social.

Aqui, os fiéis recebem a comunhão de joelhos e na boca.
 

 

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo
Tende Piedade de nós! 

terça-feira, 19 de março de 2013

Homilia do Papa Francisco no Início do seu Ministério Petrino


HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
Terça-feira, 19 de março de 2013
Solenidade de São José



Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).
Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher. 

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.

Fonte: Áudio site Canção Nova e Site Vaticano

São José, rogai por nós!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os Santos Inocentes - Dia 28 de Dezembro


Todos os calendários litúrgicos orientais incluem esta Festa. No ano litúrgico, que se desenvolve segundo a narração cronológica dos fatos evangélicos, o relato do "morticínio dos inocentes" (Mt 2, 13-18) encontrou sua posição lógica ao lado do mistério do Natal. A Festa e o culto dos Santos Inocentes, que "confessaram a Cristo não com a palavra mas com a morte", lembram-nos que o martírio, antes de ser uma homenagem do homem a seu Deus, é uma graça, um dom gratuito do Senhor. Louvar a Deus pelo sangue de crianças inocentes deixa de parecer um absurdo para quem sabe contemplar na fé o Cordeiro, Jesus Cristo, vencedor de todo mal.
Os primeiros capítulos do Evangelho de Mateus sublinham um de seus temas principais: apresentar Cristo como o novo Moisés, que tem o direito de discutir a lei e dispensar dela os seus discípulos. Por isto, Mateus escolhe as tradições da infância de Jesus que estabelecem um paralelo entre ele e Moisés. O nascimento de ambos coincide com um morticínio de meninos hebreus (Ex 1, 8-20 e Mt 2, 13-18), ambos vão ao Egito (Ex 3, 10 e Mt 2, 13-14), ambos realizam a palavra: "do Egito chamei meu filho" (Mt 2, 15; Os 11, 1; Ex 12, 37-42). A narração de Mateus não põe a tônica no morticínio em si, porém antes na vocação do novo Moisés, já delineada pelos acontecimentos de sua infância.

Liturgia

Leitura Jo 1, 5-2, 2
Leitura da Primeira Carta de são João
Caríssimos, a mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos, é esta: Deus é luz e nele não há trevas. Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade. Mas, se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. Se reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa. Se dissermos que nunca pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de nós. Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 123 (124)

R. Nossa alma como um pássaro escapou
do laço que lhe armara o caçador.

- Se o Senhor não tivesse ao nosso lado,
quando os homens investiram contra nós,
com certeza nos teriam devorado
no furor de sua ira contra nós. R.

- Então as águas nos teriam submergido,
a correnteza nos teria arrastado,
e então, por sobre nós teriam passado
essas águas sempre mais impetuosas. R.

- O laço arrebentou-se de repente,
e assim nós conseguimos libertar-nos.
O nosso auxílio está no nome do Senhor,
do Senhor que fez o céu e fez a terra! R.

Evangelho Mt 2, 13-18
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo". José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Do Egito chamei meu Filho". Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: "Ouvi-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais".
Palavra da Salvação.
Glória a vos, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

Santos Inocentes, rogai por nós!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

São João, apóstolo - Dia 27 de Dezembro



Ao evangelista João devemos um Jesus mais íntimo, aquele que mais profundamente se manifesta filho de Deus feito homem.
Filho de Zebedeu, rico pescador de Betsaida (Mc 1,20; Mt 4, 18-22; Jo 1,44), e de Salomé, uma das mulheres que se puseram a serviço de Jesus e de seus apóstolos, João foi provavelmente educado, como o irmão Tiago, em ambiente da seita dos zelotes, como mostra a vivacidade de suas réplicas (Mc 3,17; Lc 9, 53-56). Sendo discípulo de João Batista (Jo 1, 35-41), foi encaminhado a Jesus por seu mestre. Uma vez discípulo de Jesus, João foi um dos mais ativos membros do grupo, um daqueles a quem o Senhor confiou maior número de encargos e os mais íntimos segredos (Mt 17, 1-8; Mc 13,3; Lc 22,8; Jo 13,23; Mt 26,37; Jo 19, 26; 20,3). Tomou parte do Concílio de Jerusalém (Gl 2,9) e, no termo de uma longa vida apostólica, foi exilado na ilha de Patmos, ao tempo de Domiciano (Ap 1). 
João colocou no centro de seu Evangelho a manifestação de Deus ao mundo na pessoa do Cristo: Jesus é filho de Deus, e se apresenta como tal mediante seus grandes "eu sou" e múltiplas manifestações concretas. A tais manifestações João dá o nome de "testemunho" ou de "missão", numa série de "sinais" da "glória" de Deus; o mais importante destes "sinais" realiza-se na "hora" da glorificação de Cristo no mistério pascal. Estes sinais perpetuam-se na vida da Igreja e nos sacramentos da presença do Senhor.
As cartas de João prolongam o ensinamento de seu Evangelho. Deus, que é "Amor e Luz", os deveres cristãos derivados da caridade e as precauções contra o pecado são os temas principais.
O Apocalipse é essencialmente uma meditação sobre o significado da história, redigida segundo um gênero literário muito usado no mundo hebraico, e destinada a fortalecer a fé cristã exposta a perseguições: Cristo já venceu o mundo e Satanás; os que participam dos sofrimentos de Cristo participarão também de seu triunfo.

Liturgia

Leitura Jo 1, 1-4
Leitura da Primeira Carta de são João
Caríssimos, o que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida, - de fato, a Vida manifestou-se e nós vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós - isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 96 (97)

R. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

- Deus é Rei! Exulte a terra de alegria,
e as ilhas numerosas rejubilem!
Treva e nuvem o rodeiam no seu trono
que se apóia na justiça e no direito. R.

- As montanhas se derretem como cera
ante a face do Senhor de toda a terra;
e assim proclama o céu sua justiça,
todos os povos podem ver a sua glória. R.

- Uma luz já se levanta para os justos,
e a alegria, para os retos corações.
Homem justos, alegrai-vos no Senhor,
celebrai e bendizei seu santo nome! R.

Evangelho Jo 20, 2-8
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
No primeiro dia da semana, Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: "Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram".
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

São João apóstolo, rogai por nós!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Santo Estêvão - 26 de Dezembro

Primeiro Mártir

Na Igreja apostólica, o jovem Estêvão foi uma chama pentecostal. Lucas refere-nos as circunstâncias da eleição de Estêvão ao diaconato (At 6, 1-6). Havia certa tensão entre os cristãos de origem palestinense e os da diáspora, e toda a comunidade corria o risco de se fechar em si mesma. Os apóstolos, conscientes de sua missão essencialmente unificadora (Rm  15,20; 1Cor 3,10; 12,28; Ap 21,14), atribuíram aos diáconos algumas tarefas de organização e pregação. A origem grega dos sete diáconos equilibrava em parte a autoridade dos "Doze", de origem palestinense. Mas Estevão não limitou seu "diaconato" aos serviços caritativos; assumiu responsabilidades no plano da pregação e evangelização. O livro dos Atos lhe atribui um sermão que constitui a primeira amostra cristã de Leitura dos textos do Antigo Testamento em função da vinda do Senhor (At 7) e que serviu de modelo aos primeiros evangelizadores. Além de primeiro diácono e apologista, Estêvão foi também o primeiro mártir da Igreja. Seu zelo, de fato, não podia ser tolerado por aqueles a quem atacava até nas sinagogas, com suas exortações consideradas blasfemas.
O relato da "paixão de Estêvão" é moldado por Lucas sobre o da paixão de Cristo. Como o Mestre, também Estêvão morreu perdoando a seus algozes.

Liturgia

Leitura At 6, 8-10; 7, 54-59
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. E disse: "Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus". Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. Enquanto o apedrejaram, Estêvão clamou dizendo: "Senhor Jesus, acolhe o meu espírito".
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 30 (31)

R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

- Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza;
por vossa honra orientai-me e conduzi-me! R.

- Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
Vosso amor me faz saltar de alegria.
Pois olhastes para as minhas aflições R.

- Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo,
e salvai-me pela vossa compaixão! R.

Evangelho Mt 10, 17-22
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: "Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis fazer. Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.
O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo."
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

Santo Estêvão, rogai por nós!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Comemoração de Todos os Fiéis Falecidos - Dia 02 de Novembro

"Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia." (Jo 6, 40) 

A comemoração dos fiéis falecidos, a 2 de novembro, teve origem no mosteiro beneditino de Cluny. O papa Bento XV, no tempo da primeira guerra mundial, concedeu a todos os sacerdotes a faculdade de celebrar "três missas" neste dia.


"Nos ritos fúnebres para seus filhos, celebra a Igreja com fé o Mistério pascal, na firme esperança de que os que se tornaram, pelo batismo, membros de Cristo morto e ressuscitado, passem com ele através da morte à vida. É necessário, porém, que sua alma seja purificada, antes de ser recebida no céu com os santos e os eleitos, enquanto o corpo espera a bem-aventurada esperança da vinda de Cristo e a ressurreição dos mortos".

Em nossa vida nunca temos o suficiente; vivemos voltados para um contínuo "amanhã", do qual esperamos sempre "mais": mais amor, mais felicidade, mais bem-estar. Vivemos impelidos pela esperança. Mas no fundo dessa nossa dinâmica de vida e esperança se oculta, sempre à espreita, o pensamento da morte; um pensamento ao qual não nos habituamos e que quereríamos expulsar. No entanto, a morte é a companheira de toda nossa existência; despedidas e doenças, dores e desilusões são dela sinais a nos advertir.

A morte, um mistério

A morte permanece para o homem um mistério profundo. Mistério cercado de respeito também pelos que não crêem.
Ser cristão muda alguma coisa no modo de considerar e enfrentar a morte? Qual a atitude do cristão diante da pergunta sobre o sentido último da existência humana, que a morte nos põe continuamente? A resposta se encontra na profundeza da nossa fé. Para o cristão, a morte não é o resultado de uma luta trágica que se deva afrontar com frieza e cinismo. A morte do cristão segue as pegadas da morte de Cristo: um cálice amargo, porque fruto do pecado, a beber até o fim, porque é a vontade do Pai, que nos espera de braços abertos do outro lado do limiar; morte que é uma vitória com aparência de derrota; morte que é essencialmente não-morte: vida, glória, ressurreição. Como se dará tudo isso precisamente não podemos saber; não cabe ao homem medir a imensidade do dom e das promessas de Deus. A despedida dos fiéis é acompanhada da celebração eucarística, memória da morte de Jesus na cruz e penhor da sua ressurreição. O prefácio tem um tom de humana suavidade e divina certeza: "Nele refulge para nós a esperança da feliz ressurreição. E aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Ó Pai, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível".

Liturgia

Quando o dia 2 de novembro cai em domingo, este dá lugar à liturgia pelos fiéis defuntos.
O Lecionário dominical e festivo propõe três esquemas de leituras escolhidas entre todas as elencadas para as missas dos defuntos. É sempre possível escolher outras leituras entre as indicadas para a liturgia dos defuntos se motivos pastorais ou particulares situações da assembléia o requeiram.
O Missal Romano apresenta três formulários distindos de orações para a celebração. Há sempre possibilidade de escolher dos três formulários as leituras ou orações que se adaptem melhor às situações concretas da assembléia que participa da liturgia.
Na missa não se diz o Glória nem o Creio.
A Igreja conceda Indulgências Plenárias para o Dia de Finados, veja sobre isso, AQUI!

I Missa

I Leitura Jó 19, 1.23-27a
Salmo 26 (27)
II Leitura Rm 5, 5-11
Evangelho Jo 6, 37-40
 
II Missa

I Leitura Is 25, 6a.7-9
Salmo 24 (25)
II Leitura Rm 8, 14-23
Evangelho 25, 31-46

III Missa

I Leitura Sb 3, 1-9
Salmo 41 (42)
II Leitura Ap 21, 1-5a.6b-7
Evangelho Mt 5, 1-12

Fonte: Missal Cotidiano e Missal Dominical

Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente os que mais precisarem.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

São Lucas, evangelista- Dia 18 de Outubro


Lucas nasceu em Antioquia e exerceu a profissão de médico (Cl 4, 14), depois da conversão, esteve a serviço de Paulo (Fm 24; 2Tm 4,11; At 6, 10-17; 20, 21;28) e encontrou-se provavelmente a seu lado em seus últimos dias (2Tm 4,11). Sua origem grega, sua procedência do paganismo e a colaboração com a obra apostólica de Paulo aparecem sob muitos aspectos em toda ação evangelizadora e nos escritos paulinos.

O Evangelho de Lucas tem como tema fundamental a admissão de todos os povos à salvação (Lc 3,6; 7,1-9; 13, 28-30; etc.) e a participação no Reino de todas as categorias de pessoas que a antiga Lei excluía do culto: os pobres, os pecadores, os fracos, as mulheres, os pagãos (Lc 5, 29-37; 7, 36-50; 8, 1-3; 10, 21-22). É todo um "alegre anúncio" de que Jesus é o Salvador, todo bondade, misericórdia, doçura, alegria. Sua vida e ministério são apresentados como uma "viagem" de subida a Jerusalém, ao Calvário, à glória.

Os Atos dos Apóstolos são para Lucas uma "história-anúncio" da Igreja missionária no mundo, sob o poderoso influxo do Espírito Santo. Narra ele em círculos concêntricos a difusão da mensagem e do mistério de Cristo por obra dos Apóstolos, discípulos, diáconos e fiéis, apresentando primeiro a Igreja de Jerusalém, depois as primeiras missões na Palestina e circunvizinhanças, e enfim as grandes viagens apostólicas de Paulo.

Liturgia

Primeira Leitura 2 Tm 4, 10-17a

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo
Caríssimo, Demas me abandonou por amor deste mundo, e foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia, Tito para a Dalmácia. Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é útil para o ministério. Mandei Tíquico a Éfeso. Quando vieres, traze contigo a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos. Alexandre, o ferreiro, tem-me causado muito dano; o Senhor lhe pagará segundo as suas obras! Evita-o também tu, pois ele fez forte oposição às nossas palavras. Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta. Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 144 (145)

R. Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

- Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
e os vossos santos com louvores vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
e saibam proclamar vosso poder! R.

- Para espalhar vossos prodígios entre os homens
e o fulgor de vosso reino esplendoroso.
O vosso reino é um reino para sempre,
vosso poder, de geração em geração. R.

- É justo o Senhor em seus caminhos,
é santo em toda obra que ele faz.
Ele está perto da pessoa que o invoca,
de todo aquele que o invoca lealmente. R.

Evangelho Lc 10, 1-9
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar onde ele próprio devia ir. E dizia-lhes:
"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimentais ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquele mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: 'O Reino de Deus está próximo de vós'."
Palavra da Salvação
Glória a vós, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

São Lucas, rogai por nós!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Que roupa usar no Batizado?

Creio que todos já fomos para um batizado, seja como mãe, pai, batizando (o nosso batismo), padrinho e/ou madrinha ou convidado (avó, avô, tios, tias, amigos (as)), e na hora de escolher uma roupa sempre surge uma dúvida, qual roupa usar ??

As mulheres tem tendência a querer usar a roupa que está na moda ou que julgam ser a mais bonita, sem se preocupar muito com o local onde será realizada a cerimônia, ou seja, sem lembrar que estarão em uma Igreja e que irão a uma solenidade e, portanto, deverão vestir-se conforme o ambiente (local) da cerimônia e não o da festa que porventura possa acontecer para comemorar o batizado. Já os homems sempre ficam na dúvida se podem ir de calça jeans, de bermuda, de tênis, de camisa de malha, e por aí vai. E o que podemos dizer da roupa de batizando? Se for bebê até que é fácil acertar, agora, se for uma criança já maiorzinha, adolescente ou adulto(a), o perigo de errar é grande!

Bem, primeiro devemos nos lembrar que estaremos em uma Igreja e, portanto, o que vale para ir a uma Santa Missa deve ser observado também em outras cerimônias religiosas, como é o caso do Batizado (primeira comunhão, crisma e matrimônio). Nesse sentido:

a) Não se deve usar decotes (aqui incluído o tomara que caia);
b) Não se deve usar roupas curtas;
c) Não se deve usar bermuda;
d) Não se deve usar short;
e) Não se deve usar roupas transparentes;
f) Não se deve usar roupas apertadas.


Placa no Vaticano que orienta os visitantes/fiéis a se vestirem para poder entrar

Qual roupa as mulheres (mãe, madrinha, tias, avós do batizando) devem usar?

Como falei quando tratei da roupa para a primeira comunhão, as mulheres não precisam está com roupas muito produzidas, com brilhos e tecidos caros, pode usar uma roupa simples e elegante ao mesmo tempo, no entanto, deve ser limpa e observar a modéstia. 

a) Uma cor discreta (não necessariamente clara ou branca);
b) Saias/vestidos na altura, pelo menos, do joelho;
c) Sem decotes, sem tomara que caia e sem transparências;
d) Camisas e vestidos com manga;
e) Se optar por calças essas devem ser sociais, não jeans, não justas, não legging.

Vejam essas fotos tiradas em um batizado onde as mulheres, mãe e madrinhas do batizando estão vestidas de maneira apropriada.




Qual roupa os homens (pai, padrinho, avô, tios do batizando) devem usar?

Os homens sempre querem ir o mais relax possível, mormente se após a cerimônia há uma festinha (almoço, churrasco), porém, eles também devem lembrar que vão para uma solenidade, numa Igreja; ora, ninguém vai para uma solenidade de tênis, de chinelo, de camisa do time do coração, né? 
Assim, o homem deve também observar a modéstia.

a) Usar calça social;
b) Usar camisa social;
c) Usar sapato social;
d) Se optar por usar calça jeans, use com a camisa social e um sapato social (podendo ser também um sapatênis).






Qual roupa o batizando deve usar?

Há uma tradição em que os bebês usam uma veste chamada de mandrião. O Mandrião pode ser usado tanto por meninos, como por meninas.

Mandrião

Agora,  o uso do mandrião não é obrigatório e o bebê pode usar outra peça de roupa, como um vestidinho nas meninas e calça e camisa para os meninos. A roupa normalmente é branca (porém não é regra).






Quando o batizando não é mais bebê, seja ainda criança, seja adolescente ou adulto, deve se observar as regras de modéstia (supracitadas) e respeitar o local do batizado, até porque, quando o batizando já atingiu a idade da razão, o seu batizado, normalmente, é feito no mesmo dia da primeira comunhão e da crisma.

 


A mulher deve usar o véu?

O uso do véu não é mais obrigatório, porém, ele é uma belíssima tradição da Igreja e um sacramental, assim, se a mulher se sente a vontade e quer, ela pode sim usar o véu no batizado.


Vejam algumas fotos de batizado na realeza:

Dinamarca

Inglaterra

Suécia


Inglaterra 

Virgem Santíssima, rogai por nós!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nossa Senhora do Carmo - 16 de Julho


No cenário exuberante e poético da Galiléia, num pequeno promontório sobre o Mar Mediterrâneo destaca-se o Monte Carmelo, refúgio de muitos varões santos que, no Antigo Testamento, se retiravam àquele lugar isolado para rezar pela vinda do Divino Salvador.
Mas nenhum destes santos impregnou de tanta virtude aquelas rochas abençoadas quanto Santo Elias.
Quando este profeta de zelo ardente para aí se retirou, por volta do século IX antes da Encarnação do Filho de Deus, havia três anos que uma implacável estiagem encerrava os céus da Palestina, punindo a infidelidade dos hebreus para com Deus. Enquanto rezava com fervor, pedindo que o castigo fosse aliviado pelos méritos dAquele Redentor que haveria de vir, Elias enviou o seu servo ao cume do monte, ordenando-lhe: "Vai, e olha para o lado do mar"... Mas o servo nada viu. E, descendo, disse: "Não há nada". Confiante, o Profeta fê-lo retomar sete vezes a infrutuosa escalada. Por fim, o servo retornou, dizendo: "Vejo uma nuvenzinha do tamanho da pegada de um homem". De fato, a nuvem era tão pequena e diáfana que parecia destinada a desaparecer ao primeiro sopro dos abrasados ventos do deserto. Mas não, pouco a pouco cresceu, alargou-se no céu até cobrir todo o horizonte e fez precipitar-se sobre a terra uma abundante chuva. Foi, naquele momento, a salvação do povo de Deus.
Em sua contemplação, Elias entendeu que aquela pequena nuvem era uma figura da humilde Maria, cujos méritos e virtudes excederiam os de todo o gênero humano, atraindo para os pecadores o perdão e a Redenção. Com 700 anos de antedecência, o Profeta havia vislumbrado o papel mediador da Mãe do Messias esperado. E tornou-se, por assim dizer, o seu primeiro devoto sobre a terra.
O fervor mariano de Santo Elias não desapareceu quando este foi arrebatado ao céu por um carro de fogo. Uma bela tradição diz-nos que sempre houve no Monte Carmelo eremitas que ali viveram, rezando e pregando aos peregrinos. Mas viviam isolados, sem qualquer regra fixa.
Por volta do Século IV houve uma transformação. Quando começaram a aparecer os primeiros cenobitas, alguns acorreram para as encostas do Monte Carmelo com o desejo de viver em comunidade, buscando conservar o espírito de Santo Elias e transmiti-lo de geração em geração até o fim do mundo. Ainda hoje se vê nas encostas rochosas as ruínas de uma pequena ermida que ali edificaram.
Por volta do Século XII, um grupo de novas vocações, desta vez vindas do Ocidente no grande movimento das Cruzadas, acrescentou renovado fervor à antiga família de almas. Logo se edificou uma pequena igreja onde a comunidade se entregava à vida de oração, e em torno dela viviam tendo tudo em comum. Pode-se dizer que simbolicamente a pequena "nuvenzinha" já havia crescido e fazia chover sobre a terra abundantes graças.
Com esse florescimento, porém, tornava-se necessária uma vida mais disciplinada. Em 1225, uma delegação da Ordem dirigiu-se a Roma para pedir à Santa Sé a aprovação de uma Regra, que foi efetivamente concedida pelo Papa Onório III em 1226.

O Carmelo é cantado na Bíblia por sua beleza. Sobre este monte o profeta Elias defendera a pureza da fé israelítica no Deus vivo. A "Memória" de hoje foi instituída para recordar a data em que, segundo as tradições carmelitas, o primeiro geral da Ordem, são Simão Stock, recebeu das mãos de Maria o "escapulário" com a promessa de eterna salvação. Maria Imaculada, em Lourdes, escolheu o dia 16 de julho para a última saudação a Bernadete. Maria é o ideal puríssimo da vida religiosa.

Liturgia

I Leitura Zc 2, 14-17
Leitura da Profecia de Zacarias
"Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. Emudeça todo o mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação".
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Lc 1, 46-47

R. O Senhor fez por mim maravilhas,
e Santo é o seu nome.

- A minh'alma engrandece ao Senhor,
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
pois, ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me bendita. R

- O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam. R.

- Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos. 
Derrubou os poderosos de seus tronos 
e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos 
e despediu, sem nada, os ricos. R

- Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. R.

Evangelho Mt 12, 46-50
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém disse a Jesus: "Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo". Jesus perguntou àquele que tinha falado: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?" E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: "Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe."
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Para ver a Novena a Nossa Senhora do Carmo clique AQUI.

Fonte:  O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo (TFP) e Missal Cotidiano

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - 27 de Junho


A devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada a partir de 1870 e espalhou-se por todo o mundo. Trata-se de uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Segundo a tradição, foi trazida de Creta, Grécia, por um negociante. E, desde 1499, foi honrada na Igreja de São Mateus in Merulana..

Em 1812, o velho Santuário foi demolido. O quadro foi colocado, então, num oratório dos padres agostinianos. Em 1866, os redentoristas obtiveram de Pio IX o quadro da imagem milagrosa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi colocada na Igreja de Santo Afonso, em Roma. De semblante grave e melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. Ela é a senhora da morte e a rainha da vida, o Auxílio dos cristãos, o socorro seguro e certo dos que a invocam com amor filial. 



Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é considerada a Padroeira dos Redentoristas.

Fonte: Canção Nova e You Tube

Para rezar, clique em:


Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, socorrei-nos em nossas necessidades!

sábado, 16 de junho de 2012

Imaculado Coração da Virgem Maria


O Imaculado Coração de Maria

A devoção ao Coração Imaculado de Maria germinou na era patrística e desenvolveu-se na Idade Média e nos tempos modernos, por obra de São Bernardo, de Santa Gertrudes, de Santa Brígida, de São Bernardino de Sena e São João Eudes. Este último foi o maior apóstolo do culto ao Coração de Maria, e em 1648 conseguiu obter a festa do Bispo de Autun (França). A Santa Sé mostrou-se-lhe favorável ao início do século XIX, até que, em 1805 Pio VII concedeu a celebração da festa às Dioceses e às Congregações religiosas que lhe faziam pedido. Mais tarde (1855), Pio IX aprovou a Missa e o Ofício próprios. Durante a última grande guerra (8 de dezembro de 1942), Pio XII fez a consagração da Igreja e de todo o gênero humano ao Coração Imaculado de Maria e, três anos após (1945), estendia a festa à Igreja universal.
O objeto primário da festa do Coração Imaculado de Maria é a sua mesma pessoa. O objeto secundário é o Coração simbólico, isto é, o coração físico da Virgem enquanto é símbolo de seu amor e de toda sua vida íntima. O Coração Imaculado de Maria é a expressão de todos os seus sentimentos, afetos, e, sobretudo, de sua ardentíssima caridade para com Deus, para com seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante.

A Festa

A Festa sugere o louvor e ação de graças ao Senhor por nos haver dado uma Mãe tão poderosa e misericordiosa, à qual nos podemos dirigir confiantemente em qualquer necessidade. Inspira também que conduzamos uma vida segundo o coração de Deus e que peçamos à Virgem Santa a chama de uma ardente caridade.

Liturgia

I Leitura Is 61, 9-11
Leitura do Livro do Profeta Isaías.

9A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus.
10Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo 1 Samuel 2, 1.4-8

R. Meu coração se regozija no Senhor.

— Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação. R.
— O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou. R.
— É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. R.
— O Senhor ergue do pó o homem fraco, do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.  R.

Evangelho Lucas 2, 41-51
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor. 


Doce Coração de Maria, sede a minha salvação! (invocação com indulgência)

POR FIM, MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ!

TOTUS TUUS

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sagrado Coração de Jesus

“Que o Sagrado Coração de Jesus transforme sempre mais o teu coração até torná- lo perfeito e digno dEle.”
(Santo Padre Pio de Pietrelcina)

A Festa do Sagrado Coração de Jesus é celebrada pela Igreja Católica sempre na sexta-feira após o segundo domingo depois de Pentecostes.

O desejo mais profundo do homem é amar e ser amado. Um amor não correspondido é um tormento tão grande que pode levar à loucura e ao suicídio; a literatura, em todas as línguas, está cheia desse tema. Poder-se-ia dizer com razão que amar e ser amado é tudo para o homem. Não sem motivo, o Concílio nos lembra que "Deus não criou o homem deixando-o só; desde o princípio "criou-os homem e mulher" (Gn 1, 27),  e a sua união constitui a primeira forma de comunhão de pessoas" (GS 12). A sede de felicidade é uma sede de amor, mas só um amor verdadeiro, grande, profundo, duradouro, torna feliz. E os homens, infelizmente, fazem com muita frequencia duas constatações: um amor verdadeiramente pleno não existe ou não pode durar, porque será sempre truncado pela morte; o amor sofre todos os atentados que o degradam, aviltam, ferem, matam. E então, deverão os homens permanecer assim para sempre frustrados? Será insaciável sua sede? A história da salvação nos diz que, sobretudo neste ponto, tem o homem necessidade de ser libertado, reintegrado, restaurado, redimido; que o homem deve aprender a amar com sinceridade e plenitude, mas que seu amor só será assim se integrado no amor de Deus; e ainda mais, que Deus se fez homem para ensinar aos homens o que é o amor, como se ama.

Liturgia (Ano B)

I Leitura Os 11, 1.3-4.8c-9
Leitura da Profecia de Oséias

Assim diz o Senhor: "Quando Israel era criança, eu já o amava, desde o Egito chamei meu filho. Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer.
Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror.
Palavra do Senhor.
Graças à Deus.

Salmo Is 12

R. Com alegria bebereis do manancial da salvação

- Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;
O Senhor é minha força, meu louvor e salvação. R.

- Com alegria bebereis no manancial da salvação.
E direis naquele dia: "Dai louvores ao Senhor, 
invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas,
entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. R.

- Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos,
publicai em toda a terra suas grandes maravilhas!
Exultai cantado alegres, habitantes de Sião,
porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!" R.

II  Leitura Ef 3, 8-12.14-19
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos: Eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança.
É por isso que dobro os joelhos diante do Pai, de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior; que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações, e que estejais enraizados e fundados no amor. Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus.
Palavra do Senhor.
Graças à Deus

Evangelho Jo 19, 31-37
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

Era o dia de preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu, dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: "Não quebrarão nenhum dos seus ossos". E outra Escritura ainda diz: "Olharão para aquele que transpassaram".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Fonte: Missal Dominical

Coração de Jesus, confio em vós! (invocação com indulgência)


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nossa Senhora Auxiliadora - 24 de Maio


Hoje, dia 24 de Maio, os Salesianos comemoram a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora.

Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades.

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos.


A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

Escreveu Dom Bosco: "A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

Inúmeras pessoas recorrem a Maria, pedindo seu auxílio, proteção e intercessão. Outras, participam das festividades para agradecer as graças derramadas pelas mãos da Virgem.

Você sabe qual a relação de Dom Bosco com a consagração a Virgem Maria?
Esta devoção a Nossa Senhora, com o título de Auxiliadora dos cristãos, foi muito difundida por Dom Bosco. O Santo tinha uma particular devoção a Maria, consagrou-se a ela pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort e recomendou aos filhos espirituais que se consagrassem a ela. Esta devoção foi transmitida não somente à família salesiana, mas também a todos que se aproximavam dele.

Percebe-se que sua devoção a Nossa Senhora Auxiliadora tem uma íntima ligação com o "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem". Dom Bosco falava da Virgem como mãe amorosa, que cuida de cada um de seus filhos, ajudando-os em todas as suas dificuldades. Porém, não deixa de alertá-los de um grande perigo para suas almas: "Maria Santíssima não quer a devoção daqueles que querem continuar vivendo em pecado".

Dizer que Nossa Senhora não quer a devoção de quem quer continuar no pecado é uma afirmação muito dura. Afinal, quem de nós pode se dizer santo? Mas, o que Dom Bosco nos chama atenção por estas palavras é que não podemos dize que somos devotos da Virgem Maria e não viver uma busca pela santidade. O Santo chega a dizer que: "Maria Santíssima Imaculada odeia tudo aquilo que é contrário a pureza".

Como verdadeiros devotos da Virgem Maria, somos chamados a lutar para sermos fiéis às nossas promessas do batismo, renunciar ao mal e ao pecado. Este é o cerne do método de consagração do Tratado. Ao nos consagrar a Maria por esse método, fazemos o compromisso de viver com fidelidade uma vida cristã autentica e recebemos da Virgem um auxílio maior. Isso acontece porque por esta consagração somos mais dóceis a ela e ao Espírito Santo, modelados à imagem de Jesus Cristo.

Assim, sendo verdadeiros devotos de Nossa Senhora, Auxiliadora dos cristãos, alcançaremos cada vez a semelhança de Jesus Cristo, que é o fim último da consagração a Maria e também de nossas vidas. Que Nossa Senhora Auxiliadora seja sempre o nosso auxílio, especialmente nos momentos de dificuldade, na luta contra o pecado e na busca pelo Reino de Jesus Cristo. Este Reino virá, em sua plenitude, quanto acontecer o Reino da Virgem Maria. Como consagrado a ela, somos chamados a ser seus apóstolos, para que apressemos a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA, PROTETORA DO LAR

Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, 
nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.
Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio
Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa.
Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, 
a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.
Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus
e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.
Amém. 

Fonte: Canção Nova

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

TOTUS TUUS
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