quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Tríduo Pascal - Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor

À tarde, no horário mais oportuno (normalmente às 15hs), procede-se à celebração da Paixão do Senhor. Comemoramos os dois aspectos do mistério da cruz, o sofrimento que prepara a alegria da Páscoa, e a humilhação e opróbrio de Jesus, dos quais promana sua glorificação. Hoje já é Páscoa: Cristo, que morre na cruz, passa deste mundo ao Pai; do seu lado brota, para nós, a vida divina; passamos da morte do pecado à vida em Deus.
A celebração consta de três partes: liturgia da palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística.
Não há antífona de entrada; a solene ação litúrgica começa com a oração silenciosa de toda a assembléia, de joelhos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011
SEMANA SANTA

Ela inicia no Domingo de Ramos, quando revivemos Jesus entrando em Jerusalém e sendo ovacionado pelo povo com ramos (Mt 21, 1-11).
Na Quarta-feira Santa, em muitas paróquias, realiza-se a procissão do Encontro entre Jesus e Nossa Senhora das Dores.
Na Quinta-feira Santa, pela manhã, as Arquidioceses celebram a Missa dos Santos Óleos (ou do Crisma), com a presença de todos os sacerdotes, que renovam o seu compromisso, e benção dos óleos dos Catecúmenos, Crisma e dos Enfemos, que serão utilizados durante o ano no batismo, na crisma, na unção dos enfermos e na ordenação sacerdotal.
Aqui termina a Quaresma e inicia-se o Tríduo Pascal.
O Tríduo Pascal começa na tarde da Quinta-feira Santa com a missa na Ceia do Senhor e termina na tarde de Páscoa com as Vésperas solenes, portanto, engloba a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão, o Sábado Santo e o Domingo de Páscoa. No Tríduo Pascal não são permitidas outras celebrações.
Com o domingo de Páscoa tem início o Tempo Pascal.
Na Quinta-feira Santa, além da missa do Crisma e da missa vespertina principal, - quando motivos pastorais o requererem e sempre com o consentimento do bispo - é possível celebrar, a qualquer hora da tarde, outra missa na Ceia do Senhor; sobretudo quando houver fiéis que não podem de modo algum participar da missa vespertina principal.
Na Quinta-feira Santa celebra-se, a noite, a Instituição da Eucaristia (a Última Ceia e o Lava-pés). Nessa solene missa, canta-se o hino Glória, durante o qual tocam-se os sinos, que, depois, permanecerão em silêncio até a Vigília Pascal. Não se diz o Creio.

Após a Santa Missa o altar é desnudado, ou seja, tira-se a toalha que o cobre e as velas. A intenção é tirar da Igreja toda as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de respeito e silêncio pela Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e é feita a Transladação do Santíssimo Sacramento e sua Adoração.
Sexta-feira Santa ou Sexta-feira da Paixão é o único dia que não há celebração da Santa Missa na Igreja Católica Apostólica Romana.
Os altares permanecem sem adornos, sem toalhas, sem velas.
O que ocorre em todas as igrejas católicas nesse dia é a Celebração da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e Adoração de Jesus na Santa Cruz, às 15hs, com a posterior Comunhão Eucarística.
A Sexta-feira da Paixão é dia de Jejum e Abstinência de carne para os católicos. O silêncio e a oração devem marcar esse dia.
É feito também, nesse dia, a Via Sacra.
Sábado Santo dia de silêncio e solidão. Pela noite acontece a Vigília Pascal, onde os fiéis se encontram na Igreja com suas velas acesas a espera do Senhor. Acontece a introdução do Círio Pascal, faz-se a liturgia da palavra, os catecúmenos são batizados, é abençoada a água, ocorre a liturgia eucarística e a Santa Comunhão.
No Sábado Santo até a Vigília Pascal, conforme a oportunidade, celebra-se o Jejum pascal (CVII, 110).

Nesse dia os católicos estão em festa pois Jesus Cristo venceu a morte e ressuscitou! Esse dia se estende até o domingo de Pentecostes como se fosse um só dia.
No Domingo de Páscoa há duas missas: a primeira "na noite santa", e constitui o ápice da solene Vigília Pascal, a segunda "no dia" do Domingo da Ressurreição.
Canta-se o Glória nas missas da noite e do dia da Páscoa; mas o Creio só se diz na missa do dia. Com o canto do Glória na noite da Páscoa, os sinos retomam seu som festivo; volta também o alegre canto do Aleluia.
As cores das vestes litúrgicas é o branco na liturgia da Quinta-feira Santa, da Vigília Pascal e do Domingo da Ressurreição; e o vermelho, na liturgia da Sexta-feira Santa.
O ideal é que todos os católicos participassem ativa e vivamente desse tempo e, em especial, do Tríduo Pascal. Porém, devemos ressaltar que o único dia que é de preceito é o Domingo.
Veja a Programação da Semana Santa no Vaticano:
a) domingo 17: Celebração de Ramos, 09h30. Praça de S. Pedro
b) quinta-feira 21:
Missa Crismal, 09h30. Basílica de S. Pedro
Missa da Ceia do Senhor, 17h30. Basílica de S. João de Latrão
c) sexta-feira 22: Celebração da Paixão, 17h00. Basílica de S. Pedro; Coliseu, 21h15. Via-Sacra
d) sábado 23: Vigília Pascal, 21h00. Basílica de S. Pedro
e) domingo 24: Santa Missa de Páscoa, 10h15. Praça de S. Pedro Bênção Urbi et Orbi.
E a programação da Semana Santa na Arquidiocese de Brasilia (na Catedral):
17 de Abril (Domingo de Ramos) - missa às 9hs presidida por Dom Waldemar Passini
21 de Abril (Quinta- Feira Santa):
Missa do Crisma às 08h30
Missa da Ceia do Senhor (Lava-Pés), às 19h - Celebrações presididas por Dom Waldemar Passini.
22 de Abril (Sexta-feira da Paixão) - Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, às 15h, presidida por Dom Waldemar Passini.
23 de Abril (Sábado Santo) - Solene Vigília Pascal, às 20hs, presidida por Dom Waldemar Passini
24 de Abril (Domingo de Páscoa) – Missa às 10h30 presidida por Dom Waldemar Passini
Programação da Arquidiocese de São Paulo aqui.Programação da Arquidiocese e Paróquias de Fortaleza aqui.
Programação da Arquidiocese do Rio de Janeiro aqui.
Programação da Arquidiocese de Belo Horizonte aqui.
Informe-se na sua Arquidiocese, Diocese e/ou Paróquia os horários das celebrações litúrgicas na Semana Santa.
Uma Santa Semana Santa com Jesus, Maria e José.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Quais os Dias de Penitência na Igreja Católica?
Cân 1249. Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados por lei divina a fazer penitência; mas, para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência, são prescritos dias penitenciais, em que os fiéis se dediquem de modo especial à oração, façam obras de piedade e caridade, renunciem a si mesmos, cumprindo ainda mais fielmente as próprias obrigações e observando principalmente o jejum e a abstinência, de acordo com os cânones seguintes.
Cân 1250. Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da quaresma.
Cân 1251. Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência E o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Cân 1252. Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completados catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência em razão da pouca idade.
Cân 1253. A Conferência dos Bispos pode determinar mais exatamente a observância do jejum e da abstinência, como também substituí-los total ou parcialmente, por outras formas de penitência, principalmente por obras de caridade e de exercícios de piedade.
Por determinação do Episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a sexta-feira santa) fica a abstinência comutada em "outras formas de penitência, principalmente em obras de caridade e exercícios de piedade".
Ver mais em: Qual a Diferença de Jejum e Abstinência e quando e como fazer?
quinta-feira, 10 de março de 2011
Catequese do Papa na Quarta-Feira de Cinzas

Boletim da Santa Sé (tradução Mirticeli Medeiros, equipe CN Notícias)
Queridos Irmãos e irmãs,
Hoje marcados pelo austero símbolo das cinzas, entramos no tempo da Quaresma iniciando um itinerário espiritual que nos prepara a celebrar dignamente os mistérios pascais. As cinzas bentas colocadas sobre a nossa cabeça é um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, nos convida à penitência e a intensificar o compromisso de conversão para seguir sempre mais o Senhor.
A quaresma é um caminho, é acompanhar Jesus que sobe a Jerusalém, lugar do cumprimento do seu ministério de Paixão, morte e Ressurreição. Nos recorda que a vida cristã é uma via para percorrer, consistente não como uma lei a observar, mas na pessoa de Cristo, para encontrar, acolher e seguir. Jesus, de fato, nos diz: "Se alguém quer me seguir, renegue a si mesmo, pegue sua cruz de cada dia e me siga". Diz-nos, isto é, que para alcançar com Ele a luz e a alegria da ressurreição, a vitória da vida, do amor, do bem, também nós devemos pegar a cruz de cada dia, como nos exorta uma bela página da Imitação de Cristo: "Pegue, portanto a tua cruz e siga Jesus, assim entrarás na vida eterna. Ele próprio te precedeu, levando ele mesmo sua cruz. E é morto por você a fim que também você levasse a tua cruz e desejasse ser também você crucificado. De fato, se você morrer com Ele, com Ele também viverá. Se ele foi teu companheiro no sofrimento, ele será companheiro também na glória".
Na Santa Missa do primeiro domingo da Quaresma rezaremos: “Ó Deus nosso Pai, com a celebração desta quaresma, sinal sacramental da nossa conversão, concede aos teus fiéis de crescer no conhecimento do mistério de Cristo e de testemunhá-lo com uma conduta de vida digna”. É uma invocação que voltamos a Deus porque sabemos que somente Ele pode converter o nosso coração. E é, sobretudo na liturgia, na participação aos santos mistérios, que nós somos conduzidos a percorrer este caminho com o Senhor. É um colocar-se na escola de Jesus, percorrer de novo os eventos que nos trouxeram a salvação, mas não como uma simples comemoração, uma recordação dos fatos passados. Nas ações litúrgicas, Cristo se faz presente através a obra do Espírito Santo, aqueles acontecimentos salvíficos se tornam atuais. Existe uma palavra chave que frequentemente aparece na Liturgia para indicar isto: a palavra "hoje", e essa vem compreendida em sentido originário e concreto, não metafórico. Hoje, Deus revela a sua lei e a nós foi dado escolher hoje entre o bem e o mal, entre a vida e a morte; hoje o reino de Deus é próximo. Convertei-vos e creiais no Evangelho; hoje Cristo é morto, subiu ao céu e sentou a direita do Pai, hoje nos foi dado o Espírito Santo, hoje é o tempo favorável.
Participar da liturgia significa, então, mergulhar a própria vida no mistério de Cristo, na sua permanente presença, percorrer um caminho no qual entramos na sua morte e ressurreição para ter a vida.
Nos domingos da Quaresma, em modo particular neste ano litúrgico do ciclo A, somos introduzidos a viver um itinerário batismal, quase percorrendo de novo o caminho dos catecúmenos, daqueles que se preparam a receber o batismo, para reavivar em nós este dom de modo que a nossa vida recupere as exigências e os compromissos deste sacramento, que é a base da vida cristã.
Na mensagem que enviei para esta quaresma, quis enfatizar o nexo particular que liga o tempo quaresmal ao Batismo. Desde sempre, a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do batismo, passo a passo: nisto se realiza aquele grande mistério, pelo qual o homem, morto ao pecado, se torna participante da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos. As leituras que escutaremos nos próximos domingos e as quais vos convido a prestar especial atenção, são da tradição antiga, que acompanhava o catecúmeno na descoberta do Batismo: são o grande anúncio disto que Deus opera neste sacramento, uma estupenda catequese batismal que se volta a cada um de nós.
O primeiro domingo, chamado "Domingo da tentação", porque apresenta as tentações de Jesus no deserto, nos convida a renovar a nossa decisão definitiva para Deus e a enfrentar com coragem a luta que nos espera para permanecermos fiéis. Sempre existe de novo esta necessidade de decisão, de resistir ao mal, de seguir Jesus. Neste domingo, a Igreja depois de ter escutado o testemunho dos padrinhos e dos catequistas, celebra a eleição daqueles que são admitidos ao sacramentos pascais. O segundo domingo é de Abraão e da Transfiguração. O batismo é o sacramento da fé e da filiação divina. Como Abraão, pai daqueles que creem, também nós somos convidados a partir, a sair da nossa terra, a deixar as seguranças que nos foram construídas, para recolocar a nossa confiança em Deus, a meta se vê na transfiguração de Cristo, o Filho amado, no qual também nós nos tornamos filhos de Deus. Nos domingos sucessivos, vem apresentado o batismo nas imagens da água, da luz e da vida. O terceiro domingo nos faz encontrar a samaritana. Como Israel no êxodo, também nós, no batismo, recebemos a água que salva; Jesus, como diz à samaritana, tem a água da vida, que extingue toda sede e esta água é o seu Espírito. A Igreja, neste domingo, celebra a primeira parte dos catecúmenos e, durante a semana, entregará a eles o símbolo: a profissão de fé, o Credo. O quarto domingo nos faz refletir sobre a experiência do cego de nascença. No batismo, somos liberados das trevas do mal e recebemos a luz de Cristo para vivermos como filhos da luz.
Também nós devemos aprender a ver a presença de Deus no rosto de Cristo e, assim, a luz. No caminho dos catecúmenos, se celebra a segunda parte. Enfim, o quinto domingo nos apresenta a ressurreição de Lázaro. No batismo, nós passamos da morte para a vida e nos tornamos capazes de agradar a Deus, de fazer morrer o homem velho para viver do Espírito do ressuscitado. Para os catecúmenos, se celebra a terceira parte e, durante a semana, é entregue a eles a oração do Senhor: O Pai nosso.
Este itinerário da quaresma que somos convidados a percorrer é caracterizado na tradição da Igreja, por algumas práticas: o jejum, a esmola e a oração. O jejum significa a abstinência do alimento, mas compreende outras formas de privação para uma vida mais sóbria. Tudo isso, entretanto, não é ainda a realidade plena do jejum: é o sinal externo de uma realidade interior, do nosso compromisso, com a ajuda de Deus, de abster-nos do mal e vivermos do Evangelho. Não jejua verdadeiramente quem não sabe nutrir-se da Palavra de Deus.
O jejum, na tradição cristã, é ligado mais estreitamente à esmola. São Leão Magno ensinava, em um dos seus discursos, sobre a quaresma: “Quanto cada cristão pode fazer em cada tempo, deve agora praticá-lo com maior solicitude e devoção, a fim que se cumpra a norma apostólica do jejum quaresmal consistente na abstinência não só dos alimentos, mas sobretudo dos pecados.
Nestes santos jejuns, nenhuma obra pode associar-se mais utilmente do que a esmola, a qual sob o nome único de "misericórdia" abraça muitas obras boas. Imenso é o campo das obras de misericórdia. Não só os ricos e pessoas de posses podem beneficiar os outros com a esmola, mas também aqueles de condição modesta e pobre. Assim, desiguais nos bens de fortuna, todos podem ser iguais nos sentimentos de piedade da alma. (Discurso 6 sobre a Quaresma, 2: PL 54, 286). São Gregório Magno recordava na sua regra pastoral, que o jejum torna-se santo pelas virtudes que o acompanham, sobretudo pela caridade, por cada gesto de generosidade, que doa aos pobres e aos necessitados o fruto da nossa privação. (cf. 19,10-11).
A quaresma, além disso, é um tempo privilegiado para a oração. Santo Agostinho diz que o jejum e a esmola são as duas asas da oração, que as permitem de pegar mais facilmente o seu impulso e de chegar até Deus. Ele afirma: “De tal modo a nossa oração, feita de humildade e caridade, no jejum e na esmola, na temperança e no perdão das ofensas, dando coisas boas e não restituindo as coisas ruins, nos afastando do mal e fazendo o bem, procura a paz e a alcança. Com as asas destas virtudes, a nossa oração voa segura e mais facilmente é conduzida ao céu, onde Cristo, nossa paz no precedeu”. (Sermão 206, 3 sobre a Quaresma: PL38,1042).
A Igreja sabe que pela nossa fraqueza é difícil fazer silêncio para colocar-se diante de Deus e ter a consciência da nossa condição de criaturas que dependem dele e de pecadores necessitados do seu amor. Por isto, a Quaresma convida a uma oração mais fiel e intensa e a uma prolongada meditação sobre a palavra de Deus. São João Crisóstomo exorta: “Enche a tua casa de modéstia e humildade com a pratica da oração. Torne esplêndida a tua habitação com a luz da justiça, orna as suas paredes com as obras boas como de um revestimento de ouro puro. No lugar dos muros e das pedras preciosas, coloque fé e a sobrenatural magnanimidade, colocando sobre todas as coisas, no alto do mais alto, a oração em dignidade de todo o complexo. Assim, prepare para a o Senhor uma digna morada, o acolha em esplêndido reinado. Ele te concederá de transformar a sua alma em templo da sua presença” (Homilia 6 sobre a oração: PG 64,466).
Caros amigos, neste caminho quaresmal,, estejamos atentos a acolher o convite de Cristo a segui-lo de modo mais decidido e coerente, renovando a graça e os compromissos do nosso batismo, para abandonar o homem velho que está em nós e revestir-nos de Cristo, para chegar renovados a Páscoa e poder dizer com São Paulo: “Não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim” (Gal 2,20). Bom caminho quaresmal a todos vocês! Obrigado.
Fonte: Canção Nova
quarta-feira, 9 de março de 2011
QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Nesse dia devem, ainda, observar o preceito de abster-se de comer carne vermelha e jejuar (abster-se de uma refeição importante do dia).
Liturgia da Palavra
I Leitura Joel 2, 12-18
Leitura da Profecia de Joel
"Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno, é compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo". Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a benção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? Tocai trombeta Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembléia; congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe esposo seu aposento, e a esposa, seu leito.
Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor, e digam: "Perdoa, Senhor, a teu povo, e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem". Por que se haveria de dizer entre os povos: "Onde está o Deus deles?" Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo.
Palavra do Senhor
Graças à Deus.
Salmo 50(51)
R. Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos
- Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado,
e apagai completamente a minha culpa! R.
- Eu reconheço toda a minha iniquidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,
pratiquei o que é mau aos vosso olhos! R.
- Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afastei de vossa face,
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! R.
- Dai-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor! R.
II Leitura 2 Coríntios 5, 20-6,2
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos, somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, pois ele diz: "No momento favorável, eu te ouvi e no dia da salvação, eu te socorri". É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.
Palavra do Senhor.
Graças à Deus.
Aclamação ao Evangelho (Sl 94 (95))
R. Jesus Cristo, sois bendito,
sois o Ungido de Deus Pai!
V. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
Não fecheis os corações como em Meriba!
Evangelho Mateus 6, 1-6.16-18
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.
Liturgia da Penitência
Após a Homilia se dá o rito da imposição das cinzas.
O sacerdote, de pé, diz de mãos unidas uma das Orações previstas. Em silêncio asperge as cinzas com água benta. Os fiéis se aproximam e permanecem de pé. O sacerdote impõe-lhes as cinzas, dizendo a cada um:
Convertei-vos e crede no Evangelho. (Mt 1, 15)
Ou
Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar. (Gn 3,19)
(Missal Cotidiano)
Para saber mais sobre o Jejum e a Abstinência clique AQUI.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Tempo Litúrgico - Quaresma
Batizados na morte e ressurreição de Cristo, devemos viver segundo uma moral de ressuscitados, seguindo, não uma lei abstrata, mas o exemplo de Cristo, em sua obediência filial de Pai.
No Tempo da Quaresma, o povo de Deus empreende um esforço exigente, porém libertador, que deve abri-lo ao chamado do Senhor e da comunidade cristã. Privando-se do alimento terreno, nas múltiplas formas que lhe apresentam, aprenderá a saborear, acima de tudo, o pão da Palavra de Deus e da Eucaristia, e melhor sentirá o dever de dividir os bens com os outros.
O Concílio Vaticano II recomenda que "a penitência quaresmal não seja só interna e individual, mas sobretudo externa e social. E a prática penitencial, segundo as possibilidades do nosso tempo e das diversas regiões, como também consoante as condições dos fiéis, incentivada e...recomendada (SC 110)".
Celebrar a Eucaristia no tempo da Quaresma significa:
a) percorrer, juntamente com Cristo, o itinerário da provação que pertence à Igreja e a cada homem;
b) assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai e o dom de si aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual.
Assim, renovando os compromissos do nosso Batismo na noite pascal, poderemos "fazer a passagem" para a vida nova de Jesus-Senhor ressuscitado, para a glória do Pai, na unidade do Espírito.
O Tempo da Quaresma começa na Quarta-feira das Cinzas e vai até a Missa "na Ceia do Senhor", exclusive (na Quinta-feira da Semana Santa). Esta missa vespertina dá início, nos livros litúrgicos, ao Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, que tem seu ponto alto na Vigília pascal e termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
A semana que precede a Páscoa recebe o nome de Semana Santa e tem início com o Domingo de Ramos "na Paixão do Senhor".
A Quaresma principia com um rito penitencial efetuado em dia ferial, quarta-feira, acompanhado de jejum e abstinência; este dia é denominado Quarta-feira de Cinzas e tem precedência sobre todas as outras celebrações.
Sim.
O rito da benção e imposição das cinzas não é necessariamente unido à Missa; pode ser celebrado sem esta. Neste caso, é oportuno fazer preceder ao rito uma Liturgia da Palavra, como na Missa, com o canto de entrada, a oração e as leituras com os cânticos correspondentes; segue-se a homilia, depois a benção e imposição das cinzas. O rito termina com a oração dos fiéis.
Os textos dessa celebração são tomados à liturgia da Quarta-feira de Cinzas.
As férias (isto é, os dias feriais) da Quaresma tomam a denominação da semana que se inicia com o domingo. O Missal Romano apresenta cinco semanas da Quaresma, às quais se acrescentam no início os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas ao sábado que precede o I Domingo da Quaresma. Todas as férias da Quaresma têm precedência sobre as memórias obrigatórias.
As férias da Semana Santa, a saber, da segunda à quinta-feira com a Missa do Crisma (Missa dos Santos Óleos), são parte integrante do Tempo da Quaresma; estes dias santos têm preferência sobre todas as outras celebrações.
No caso em que a solenidade de S. José, esposo da Virgem Maria (19 de março) e da Anunciação do Senhor (25 de março) - como outras possíveis solenidades inscritas no Calendário particular - coincidirem com os Domingos da Quaresma, antecipa-se sua celebração para o sábado.
Uma solenidade que eventualmente cair nos dias da Semana Santa, transfere-se para o primeiro dia livre após a oitava de Páscoa.
As memórias obrigatórias que acidentalmente caírem na Quaresma consideram-se e celebram-se como "memórias facultativas".
Na prática, pode a "memória" encontrar lugar na Missa da féria, substituindo a Coleta (Oração do Dia, antes da Liturgia da Palavra) dessa Missa pela do Santo, contanto que não ocorra na Quarta-feira de Cinzas ou em uma féria da Semana Santa.
Na Missa do Tempo da Quaresma não se diz o Glória; omite-se o Aleluia no canto da Missa e, em particular, na aclamação do Evangelho: é substituído por uma aclamação a Cristo Senhor.
A cor litúrgica no Tempo da Quaresma é o roxo.

Os gestos litúrgicos são: ficar de joelhos (Ato Penitencial e no momento da Consagração - dentro da Oração Eucarística), sentado (Liturgia da Palavra, salvo na hora do Evangelho; Homilia e Ofertório) e em pé (entrada do Sacerdote, Glória, Coleta, Aclamação do Evangelho, Evangelho, Profissão de Fé, Oração dos Fiéis, Oração sobre as Oferendas, Oração Eucarística, Rito da Comunhão) como podemos verificar no Missal Romano.
Assim, não devemos bater palmas em nenhuma Missa (nem na hora do Glória, nem do Santo).
Ora, se não devemos bater palmas em momento algum na Santa Missa no Tempo Comum, menos ainda no Tempo da Quaresma, que é um tempo de austeridade, penitência e preparação para a Páscoa.
Missal Cotidiano
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Qual a Diferença de Jejum e Abstinência e quando e como fazer?
O Código de Direito Canônico ensina que:
"cân. 1251 - Observe-se a ABSTINÊNCIA de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a ABSTINÊNCIA E O JEJUM na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo."
No Brasil, a CNBB, por delegação expressa da Santa Sé mediante o cânon aludido, concedeu a faculdade ao fiel de, nas sextas-feiras do ano, inclusive durante a Quaresma, substituir a abstinência de carne por "alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade." (Legislação Complementar da CNBB)
Assim, salvo a abstinência da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-feira Santa (que devem ser observadas juntamente com o jejum: não basta "não comer carne", é preciso comer só uma refeição completa!), as demais, no Brasil, podem ser substituídas por outro tipo de mortificação ou penitência: renúncia a outro alimento, determinadas orações, atos de piedade ou caridade etc."
Todo católico que tiver quatorze anos completos até o final da vida, conforme dita a regra do Can 1252.
O jejum é diverso da abstinência.
O jejum na Igreja Católica é obrigatório na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Fora esses dias, o católico pode fazer jejum quando quiser e achar necessário.
O jejum é deixar de fazer uma refeição no dia (almoço ou jantar), acontece assim: você toma o café da manhã, normalmente, e escolhe uma das duas refeições para fazer somente um lanchinho básico. Nesse dia não pode comer doce, bolachas, lanche entre as refeições, belisca,r refrigerante, cerveja, etc.
Decidido a fazer o jejum decide-se qual jejum irá fazer, há vários tipos de jejum:
a) o da Igreja;
b) o jejum a pão e água (não se deve comer o pão e tomar a água junto);
c) o jejum de líquidos; e
d) o jejum completo, que não se come ou bebe nada, esses jejuns normalmente, terminam no final do dia (após às 16hs).
Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. Todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem.
Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir.
Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.
O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.
Dessa maneira, por exemplo, se você escolher o almoço para fazer a refeição completa, no jantar faça um lanche que lhe dê condições de passar o resto da noite sem fome.
O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha".
Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.
Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum.
Todo católico maior de idade (a partir dos 18 anos) até os sessenta anos começados (cinquenta e nove completos) conforme dita o cân 1252.
Veja outros tipos de Jejum: Pão e Água; Líquidos e Completo
Resumindo:
Abstinência - o fiel católico a partir dos 14 anos de idade deve abster-se de comer carne (e seus derivados) na Quarta-feira de Cinzas, na Sexta-feira Santa (da Paixão) e em todas as sextas-feiras do ano (salvo se for dia de solenidade);
Jejum - o fiel católico a partir dos 18 anos até os 59 anos deve deixar de fazer uma refeição no dia - devendo ser o almoço ou o jantar (nunca o café da manhã), na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão.
Assim, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão todo católico deve: abster-se de comer carne e seus derivados E fazer jejum.
*Veja esse vídeo onde o pe. Paulo Ricardo trata sobre o assunto:
Fonte: Código de Direito Canônico e Práticas de Jejum, Mon. Jonas Abib.
Atualizado em setembro de 2012 - Christo Nihil Praeponere








