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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Pode batizar na Quaresma?

Salve Maria!!

Não conheço nenhum impedimento legal, não há nada contra no Catecismo, nem no Código de Direito Canônico. E nunca vi falando nada na Igreja.

Procure a paróquia da sua cidade/bairro e se informe sobre as datas de batismo nela, normalmente ocorre aos domingos (1 ou 2 por mês). Pode também fazer o batismo individual.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Homilia do Papa Francisco na Missa do Crisma – 17/04/14

quinta-feira, 17 de abril de 2014, 9h10
Homilia do Papa Francisco na Missa do Crisma - 17/04/14
HOMILIA

Santa Missa do Crisma
Basílica Vaticana
Quinta-feira, 17 de abril de 2014

Boletim da Santa Sé

Ungidos com o óleo da alegria

Amados irmãos no sacerdócio!

No Hoje da Quinta-feira Santa, em que Cristo levou o seu amor por nós até ao extremo (cf. Jo 13, 1), comemoramos o dia feliz da instituição do sacerdócio e o da nossa ordenação sacerdotal. O Senhor ungiu-nos em Cristo com óleo da alegria, e esta unção convida-nos a acolher e cuidar deste grande dom: a alegria, o júbilo sacerdotal. A alegria do sacerdote é um bem precioso tanto para si mesmo como para todo o povo fiel de Deus: do meio deste povo fiel é chamado o sacerdote para ser ungido e ao mesmo povo é enviado para ungir.

Ungidos com óleo de alegria para ungir com óleo de alegria. A alegria sacerdotal tem a sua fonte no Amor do Pai, e o Senhor deseja que a alegria deste amor «esteja em nós» e «seja completa» (Jo 15, 11). Gosto de pensar na alegria contemplando Nossa Senhora: Maria é «Mãe do Evangelho vivente, manancial de alegria para os pequeninos» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 288), e creio não exagerar se dissermos que o sacerdote é uma pessoa muito pequena: a grandeza incomensurável do dom que nos é dado para o ministério relega-nos entre os menores dos homens. O sacerdote é o mais pobre dos homens, se Jesus não o enriquece com a sua pobreza; é o servo mais inútil, se Jesus não o trata como amigo; é o mais louco dos homens, se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro; o mais indefeso dos cristãos, se o Bom Pastor não o fortifica no meio do rebanho. Não há ninguém menor que um sacerdote deixado meramente às suas forças; por isso, a nossa oração de defesa contra toda a cilada do Maligno é a oração da nossa Mãe: sou sacerdote, porque Ele olhou com bondade para a minha pequenez (cf. Lc 1, 48). E, a partir desta pequenez, recebemos a nossa alegria. Alegria na nossa pequenez!

Na nossa alegria sacerdotal, encontro três características significativas: uma alegria que nos unge (sem nos tornar untuosos, sumptuosos e presunçosos), uma alegria incorruptível e uma alegria missionária que irradia para todos e todos atrai a começar, inversamente, pelos mais distantes.

Uma alegria que nos unge. Quer dizer: penetrou no íntimo do nosso coração, configurou-o e fortificou-o sacramentalmente. Os sinais da liturgia da ordenação falam-nos do desejo materno que a Igreja tem de transmitir e comunicar tudo aquilo que o Senhor nos deu: a imposição das mãos, a unção com o santo Crisma, o revestir-se com os paramentos sagrados, a participação imediata na primeira Consagração… A graça enche-nos e derrama-se íntegra, abundante e plena em cada sacerdote. Ungidos até aos ossos… e a nossa alegria, que brota de dentro, é o eco desta unção.

Uma alegria incorruptível. A integridade do Dom – ninguém lhe pode tirar nem acrescentar nada – é fonte incessante de alegria: uma alegria incorruptível, a propósito da qual prometeu o Senhor que ninguém no-la poderá tirar (cf. Jo 16, 22). Pode ser adormentada ou sufocada pelo pecado ou pelas preocupações da vida, mas, no fundo, permanece intacta como o tição aceso dum cepo queimado sob as cinzas, e sempre se pode renovar. Permanece sempre actual a recomendação de Paulo a Timóteo: reaviva o fogo do dom de Deus, que está em ti pela imposição das minhas mãos (cf. 2 Tm 1, 6).

Uma alegria missionária. Sobre esta terceira característica, quero alongar-me mais convosco sublinhando-a de maneira especial: a alegria do sacerdote está intimamente relacionada com o povo fiel e santo de Deus, porque se trata de uma alegria eminentemente missionária. A unção ordena-se para ungir o povo fiel e santo de Deus: para baptizar e confirmar, para curar e consagrar, para abençoar, para consolar e evangelizar.

E, sendo uma alegria que flui apenas quando o pastor está no meio do seu rebanho (mesmo no silêncio da oração, o pastor que adora o Pai está no meio das suas ovelhas), è, por isso, uma «alegria guardada» por este mesmo rebanho. Mesmo nos momentos de tristeza, quando tudo parece entenebrecer-se e nos seduz a vertigem do isolamento, naqueles momentos apáticos e chatos que por vezes nos assaltam na vida sacerdotal (e pelos quais também eu passei), mesmo em tais momentos o povo de Deus é capaz de guardar a alegria, é capaz de proteger-te, abraçar-te, ajudar-te a abrir o coração e reencontrar uma alegria renovada.

«Alegria guardada» pelo rebanho e guardada também por três irmãs que a rodeiam, protegem e defendem: irmã pobreza, irmã fidelidade e irmã obediência.

A alegria do sacerdote é uma alegria que tem como irmã a pobreza. O sacerdote é pobre de alegrias meramente humanas: renunciou a tantas coisas! E, visto que é pobre – ele que tantas coisas dá aos outros –, a sua alegria deve pedi-la ao Senhor e ao povo fiel de Deus. Não deve buscá-la ele mesmo. Sabemos que o nosso povo é generosíssimo a agradecer aos sacerdotes os mínimos gestos de bênção e, de modo especial, os Sacramentos. Muitos, falando da crise de identidade sacerdotal, não têm em conta que a identidade pressupõe pertença. Não há identidade – e, consequentemente, alegria de viver – sem uma activa e empenhada pertença ao povo fiel de Deus (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 268). O sacerdote que pretende encontrar a identidade sacerdotal indagando introspectivamente na própria interioridade, talvez não encontre nada mais senão sinais que dizem «saída»: sai de ti mesmo, sai em busca de Deus na adoração, sai e dá ao teu povo aquilo que te foi confiado, e o teu povo terá o cuidado de fazer-te sentir e experimentar quem és, como te chamas, qual é a tua identidade e fazer-te-á rejubilar com aquele cem por um que o Senhor prometeu aos seus servos. Se não sais de ti mesmo, o óleo torna-se rançoso e a unção não pode ser fecunda. Sair de si mesmo requer despojar-se de si, comporta pobreza.

A alegria sacerdotal é uma alegria que tem como irmã a fidelidade. Não tanto no sentido de que seremos todos «imaculados» (quem dera que o fôssemos, com a graça de Deus!), dado que somos pecadores, como sobretudo no sentido de uma fidelidade sempre nova à única Esposa, a Igreja. Aqui está a chave da fecundidade. Os filhos espirituais que o Senhor dá a cada sacerdote, aqueles que baptizou, as famílias que abençoou e ajudou a caminhar, os doentes que apoia, os jovens com quem partilha a catequese e a formação, os pobres que socorre… todos eles são esta «Esposa» que o sacerdote se sente feliz em tratar como sua predilecta e única amada e ser-lhe fiel sem cessar. É a Igreja viva, com nome e apelido, da qual o sacerdote cuida na sua paróquia ou na missão que lhe foi confiada, é essa que lhe dá alegria quando lhe é fiel, quando faz tudo o que deve fazer e deixa tudo o que deve deixar contanto que permaneça no meio das ovelhas que o Senhor lhe confiou: «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21, 16.17).

A alegria sacerdotal é uma alegria que tem como irmã a obediência. Obediência à Igreja na Hierarquia que nos dá, por assim dizer, não só o âmbito mais externo da obediência: a paróquia à qual sou enviado, as faculdades do ministério, aquele encargo particular… e ainda a união com Deus Pai, de Quem deriva toda a paternidade. Mas também a obediência à Igreja no serviço: disponibilidade e prontidão para servir a todos, sempre e da melhor maneira, à imagem de «Nossa Senhora da prontidão» (cf. Lc 1, 39: meta spoudes), que acorre a servir sua prima e está atenta à cozinha de Caná, onde falta o vinho. A disponibilidade do sacerdote faz da Igreja a Casa das portas abertas, refúgio para os pecadores, lar para aqueles que vivem na rua, casa de cura para os doentes, acampamento para os jovens, sessão de catequese para as crianças da Primeira Comunhão… Onde o povo de Deus tem um desejo ou uma necessidade, aí está o sacerdote que sabe escutar (ob-audire) e pressente um mandato amoroso de Cristo que o envia a socorrer com misericórdia tal necessidade ou a apoiar aqueles bons desejos com caridade criativa.

Aquele que é chamado saiba que existe neste mundo uma alegria genuína e plena: a de ser tomado pelo povo que uma pessoa alguém ama até ao ponto de ser enviada a ele como dispensadora dos dons e das consolações de Jesus, o único Bom Pastor, que, cheio de profunda compaixão por todos os humildes e os excluídos desta terra, cansados e abatidos como ovelhas sem pastor, quis associar muitos sacerdotes ao seu ministério para, na pessoa deles, permanecer e agir Ele próprio em benefício do seu povo.

Nesta Quinta-feira santa, peço ao Senhor Jesus que faça descobrir a muitos jovens aquele ardor do coração que faz acender a alegria logo que alguém tem a feliz audácia de responder com prontidão à sua chamada.

Nesta Quinta-feira santa, peço ao Senhor Jesus que conserve o brilho jubiloso nos olhos dos recém-ordenados, que partem para «se dar a comer» pelo mundo, para consumar-se no meio do povo fiel de Deus, que exultam preparando a primeira homilia, a primeira Missa, o primeiro Baptismo, a primeira Confissão… É a alegria de poder pela primeira vez, como ungidos, partilhar – maravilhados – o tesouro do Evangelho e sentir que o povo fiel volta a ungir-te de outra maneira: com os seus pedidos, inclinando a cabeça para que tu os abençoes, apertando-te as mãos, apresentando-te aos seus filhos, intercedendo pelos seus doentes… Conserva, Senhor, nos teus sacerdotes jovens, a alegria de começar, de fazer cada coisa como nova, a alegria de consumar a vida por Ti.

Nesta Quinta-feira sacerdotal, peço ao Senhor Jesus que confirme a alegria sacerdotal daqueles que têm muitos anos de ministério. Aquela alegria que, sem desaparecer dos olhos, pousa sobre os ombros de quantos suportam o peso do ministério, aqueles sacerdotes que já tomaram o pulso ao trabalho, reúnem as suas forças e se rearmam: «tomam fôlego», como dizem os desportistas. Conserva, Senhor, a profundidade e a sábia maturidade da alegria dos sacerdotes adultos. Saibam orar como Neemias: a alegria do Senhor é a minha força (cf. Ne 8, 10).

Enfim, nesta Quinta-feira sacerdotal, peço ao Senhor Jesus que brilhe a alegria dos sacerdotes idosos, sãos ou doentes. É a alegria da Cruz, que dimana da certeza de possuir um tesouro incorruptível num vaso de barro que se vai desfazendo. Saibam estar bem em qualquer lugar, sentindo na fugacidade do tempo o sabor do eterno (Guardini). Sintam, Senhor, a alegria de passar a chama, a alegria de ver crescer os filhos dos filhos e de saudar, sorrindo e com mansidão, as promessas, naquela esperança que não desilude.

Fonte: Canção Nova

Jesus Misericordioso, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Multirão de Confissões - Quaresma 2014

Aqui em Brasilia, todos os anos temos o Multirão de Confissões duas vezes ao ano: por ocasião da Quaresma, em preparação para a Páscoa e por ocasião do Advento, em preparação para o Natal.

Assim, segue os dias em que haverá as confissões no Plano Piloto: Asa Norte e Lago Norte, que será as 20hs.

Dia 01/04: Paróquia Nossa Senhora da Esperança, SQN 307/308, Lote A, Fone: 3273-2255;

Dia 02/04: Paróquia Nossa Senhora do Lago, SHIN, QI 3, AE, Lote A, Fone: 3368-3790;

Dia 03/04: Paróquia Nossa Senhora da Consolata, SGAN 913, Mod C, Fone: 3272-2276;

Dia 04/04: Paróquia Nossa Senhora das Graças, SGAN 908, Bloco B, Fone: 3272-2416;

Dia 07/04: Paróquia Nossa Senhora da Saúde, SGAN 702, Lote 3/4, Fone: 3326-1180;

Dia 08/04: Paróquia do Verbo Divino, SGAN 609, Mod C, Fone: 3349-5101;

Dia 09/04: Paróquia São José Operário, SGAN 604, Mod D, Fone: 3327-1082;

Dia 10/04: Paróquia Pai Nosso, SHIN, QL 13, Lot D, Fone: 3368-4644;

Dia 11/04: Paróquia Mãe da Divina Misericórdia, EQN 214/215, Lote A, Fone: 3225-4894.

E os dias em que haverá as confissões no Plano Piloto: Asa Sul, Cruzeiro e Sudoeste.

Dia 07/04: Paróquia São Camilo de Lellis;

Dia 08/04: Paróquia Nossa Senhora de Fátima;

Dia 09/04: Paróquia Nossa Senhora do Carmo;

Dia 10/04: Paróquia Santa Terezinha;

Dia 11/04: Paróquia Santo Cura D´Ars

Dia 14/04: Paróquia São Pio de Pietrelcina

Dia 15/04: Santuário Dom Bosco

Dia 16/04: Paróquia São Judas Tadeu

Procure na sua Diocese e Paróquia se e quando será o Multirão de Confissões e se prepare para a Páscoa do Senhor!

domingo, 30 de março de 2014

Quaresma e a Boa Confissão!


Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

 “Estava Jesus expulsando um demônio, e ele era mudo. E depois de ter expulsado o demônio, falou o mudo, e se admiraram as gentes.”

Caros católicos, temos insistido que a Quaresma é um tempo de conversão, de misericórdia, de busca da santidade. A verdadeira conversão nossa, a busca da santidade e a misericórdia divina se encontram de modo perfeito e pleno em um só ato: no sacramento da confissão, e na confissão bem feita.

Como sabemos, a confissão é o sacramento da nova lei no qual, pela absolvição do sacerdote, se confere ao pecador penitente a remissão dos pecados cometidos depois do batismo. Como cada um dos sete sacramentos, também o sacramento da penitência foi instituído por Cristo. A confissão foi instituída por Cristo no dia mesmo de sua ressurreição, ao dizer aos apóstolos: “recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” No sacramento da confissão, nós podemos ver a delicadeza da bondade e misericórdia divinas. Que meio sublime Deus nos deu para perdoar os nossos pecados, para purificar a nossa alma das quedas após o batismo. A confissão é a nossa segunda tábua de salvação, como nos diz o Concílio de Trento.

Nosso Senhor quis instituir o sacramento da penitência ou confissão para nos dar a certeza (na medida em que é possível) do perdão dos pecados confessados ao padre e absolvidos por ele, para que não tivéssemos angústias ou incertezas em campo tão importante. Nesse sacramento, Nosso Senhor nos diz como Ele disse ao Paralítico: “Tem confiança, filho, teus pecados estão perdoados.” Nosso Senhor quis também que os pecados fossem perdoados por meio da confissão ao sacerdote porque a sabedoria divina cura utilizando remédios contrários à doença. Todos os nossos pecados provêm, em certo grau, do orgulho, e a confissão é o contrário do orgulho, pois é certa humilhação para o pecador. Pecamos ao praticar a nossa própria vontade em detrimento da vontade divina. Na confissão, precisaremos exercer um grande desapego de nós mesmos, da nossa própria vontade e nos humilhar. A confissão diante do sacerdote foi o meio instituído pela sabedoria e misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para nos tirar do pecado.

A confissão, como nos diz o Padre Spirago (Catecismo Católico Popular, que recomendo), dá ao indivíduo muitas vantagens, além do essencial e mais importante que é o perdão dos pecados: a) ela dá o conhecimento de si mesmo ao nos confrontarmos com os mandamentos divinos; b) ela dá a delicadeza da consciência, que vai se formando com os bons exames de consciência e os bons conselhos recebidos; c) ela dá a firmeza de caráter, pois o sacramento nos dá a graça que ilumina a nossa inteligência e fortalece a vontade; d) ele dá a perfeição moral, pois a confissão exige humildade, como dissemos, e a humildade é a base de toda virtude. A confissão traz também vantagens para a sociedade civil: a) com ela, as inimizades acabam, b) se bens foram de alguma forma prejudicados pelo pecador, eles serão restituídos, c) muitos crimes são evitados; d) muitos vícios combatidos e etc.

Todavia, para obtermos o perdão dos nossos pecados e todos os outros benefícios que advêm da confissão, precisamos nos confessar bem. Para nos confessarmos bem, precisamos, antes de tudo, fazer um bom exame de consciência. Depois, precisamos nos arrepender dos pecados cometidos e ter o propósito de nos emendarmos. Em seguida, é preciso confessar os pecados, isto é, manifestá-los diante do sacerdote, com sinceridade. Finalmente, é preciso aceitar a penitência, receber a absolvição e cumprir a penitência recebida.

quinta-feira, 13 de março de 2014

A Importância e Necessidade do Jejum


Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

O Santo Evangelho desse primeiro domingo da Quaresma nos traz o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele jejuou 40 dias no deserto. Esse jejum de Cristo é importante para nós. Esse jejum de 40 dias, sem comer nada, de Nosso Salvador mostra, primeiramente, a sua divindade. Ninguém consegue passar 40 dias sem comer. Por outro lado, a fome de Cristo ao final dos 40 dias nos mostra a sua humanidade. Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, nos diz constantemente o Evangelho. E por que Nosso Senhor jejuou? Para reparar pelos seus pecados? Não, Ele não os tinha nem podia ter. Para assegurar o domínio de sua razão e vontade sobre as paixões desordenadas? Não, Nosso Senhor não tinha paixão desordenada: todos os seus sentimentos e emoções estavam perfeitamente subordinados à sua razão e à sua vontade, e estas completamente submissas à vontade de Deus. Para que, então, Nosso Senhor jejuou durante 40 dias? Ele jejuou para nos dar o exemplo e mostrar a importância dessa prática.

Convém compreender melhor a importância do jejum. O jejum, prezados católicos, é ato da virtude da abstinência. O que é uma virtude? Uma virtude nada mais é do que uma disposição bem enraizada nas faculdades da nossa alma que nos inclina a agir em conformidade com a reta razão iluminada pela fé. A virtude da abstinência é, então, a virtude que nos inclina a usar moderadamente dos alimentos corporais em conformidade com os preceitos da reta razão iluminada pela fé. Estamos falando da virtude de abstinência, a não ser confundida com a abstinência de carne, que prescreve a Igreja em todas as sextas-feiras do ano e na quarta-feira de cinzas. A virtude da abstinência nos inclina, então, a usar moderadamente dos alimentos, de acordo com a reta razão iluminada pela fé. O jejum nada mais é do que um ato da virtude da abstinência. O jejum é uma forma de praticar a virtude da abstinência.

É muito comum se pensar que o jejum é uma prática de devoção suplementar, que, na verdade, o jejum está longe de ser necessário, etc. Na verdade, o jejum é uma prática necessária para quem quer alcançar a perfeição. NS nos dá o exemplo no Evangelho de hoje (Mt 4,2), Ele diz que certos demônios só podem ser expulsos com jejum e oração (Mt 17, 21). Ele anunciou que seus discípulos praticariam o jejum (Mt 9, 15), como efetivamente se fez desde os tempos apostólicos. Os Santos Padres escreveram, por vezes, livros inteiros recomendando o jejum.  Santo Agostinho diz que o jejum “purifica a alma, eleva o espírito, sujeita a carne ao espírito, dá ao coração contrição e humildade, dissipa as trevas da concupiscência, extingue os ardores do prazer e acende a luz da castidade.

O Prefácio do Tempo da Quaresma diz algo semelhante, de maneira resumida. Diz O Prefácio que o jejum corporal reprime os vícios, eleva a mente, se concede a virtude e o prêmio da virtude. São Tomás acrescenta que o jejum satisfaz pelos pecados. Assim, prezados católicos, temos no jejum algo que diz respeito ao passado, pois satisfaz por nossos pecados passados, e algo que diz respeito ao presente, pois ele reprime os vícios, favorece a virtude e eleva a nossa mente.

Pelo jejum, prezados católicos, comemos menos do que nos seria necessário. Nossa razão compreende facilmente que se faça um jejum de vez em quando em virtude de uma doença corporal ou para evitar uma doença. Muito mais facilmente se compreende, então, que se faça jejum para evitar males espirituais e para alcançar bens espirituais.

Vejamos como o jejum reprime os vícios, favorece a virtude, eleva a mente e satisfaz pelo pecado.

Primeiramente, o jejum satisfaz pelo pecado porque ele é uma obra de penitência, ele é uma pena que nos infligimos, tendo assim um caráter de reparação pela satisfação ilícita alcançada em qualquer pecado. Em segundo lugar, o jejum reprime os vícios. O que é um vício? O vício nada mais é do que agir em desacordo com a reta razão. Um dos principais fatores que nos leva a agir de modo contrário à reta razão são as paixões desordenadas, que buscam um bem sensível independentemente da verdadeira bondade desse bem ou não. O jejum assegura justamente que essas paixões não serão satisfeitas e que elas se submeterão à razão e à vontade iluminadas pela fé. Portanto, o jejum reprime os vícios ao tirar o império das paixões sobre a razão e a vontade. Não se trata de suprimir as paixões, mas de não consentir nas paixões desordenadas e de orientar as paixões, isto é, nossas emoções e sentimentos em conformidade com a razão iluminada pela fé. O jejum ajuda muitíssimo a restabelecer a devida ordem na nossa alma. Em terceiro lugar, ao restabelecer a devida ordem em nossa alma, reprimindo o vício, o jejum favorece necessariamente a virtude, que nada mais é do que a disposição para agir em conformidade com a reta razão iluminada pela fé. Com o jejum bem praticado, nossas paixões se submeterão à nossa razão, e a nossa razão se submeterá a Deus. Em quarto lugar, o jejum eleva a mente. Isso é claro. Menos apegado às coisas sensíveis, não sofrendo mais a tirania das paixões, nossa inteligência poderá se elevar às coisas celestes, poderá considerá-las com tranquilidade e, consequentemente, amá-las mais profundamente. Isso ocorre, prezados católicos, porque nossa alma é una. Dessa forma, quando ela se aplica com veemência a uma coisa não pode se aplicar a outra coisa com profundidade. O jejum diminui a aplicação da nossa alma das coisas materiais, permitindo que nos elevemos às espirituais.  Assim, ao nos fazer reparar pelo pecado, ao reprimir os vícios, ao favorecer as virtudes, ao elevar a nossa mente para as coisas do alto, o jejum nos ajudará muitíssimo a alcançar o prêmio da vida eterna. O jejum, como podemos constatar, caros católicos, é de suma importância. Mesmo se não houvesse religião, nossa razão compreenderia a importância do jejum para poder viver de modo ordenado. O jejum é um preceito da lei natural tão importante que Deus quis também nos instruir a respeito dele e mostrar a importância dele na sua Revelação, como, por exemplo, nos quarenta dias em que Cristo jejuou.

Portanto, o jejum é necessário. Atualmente, a disciplina da Igreja ordena somente dois dias de jejum: na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, para os fiéis entre 18 e 60 anos. Esses dois dias no ano são insuficientes, para que desenvolvamos a virtude da moderação nos alimentos. Há 60 anos, o jejum se fazia durante a quaresma em vários dias da semana, em 3 ou 4 dias, por exemplo. Além disso, havia as Vigílias das grandes festas, que também eram dia de jejum. E, finalmente, havia quatro vezes ao ano, correspondendo aproximadamente às estações do ano, as chamadas quatro têmporas, que eram três dias de jejum. Eram, então, mais doze dias de jejum no ano. E os dias eram bem escolhidos. A Quaresma como preparação para a Páscoa. As vigílias em preparação para a festa de grandes mistérios e as quatro têmporas eram o período em que se faziam as ordenações. O jejum permitia, então, a reparação pelos pecados, a repressão do vício, a elevação da mente, para considerar a grandeza da páscoa, dos outros mistérios e para que fossem ordenados dignos pastores. Com a antiga disciplina, seguindo simplesmente o que mandava a Igreja, era possível adquirir a virtude que nos modera nos alimentos. Atualmente, embora a lei da Igreja seja em si boa, pois comanda o jejum, não é suficiente para desenvolver em nós a virtude. Precisamos, portanto, caros católicos, ir além daquilo que pede a disciplina atual da Igreja.

Todavia, para praticar bem o jejum é preciso praticá-lo com prudência. Não é bom o jejum que prejudica a saúde. Não é bom o jejum que nos impede de cumprir os nossos deveres de estado. Assim, não precisam jejuar a mulher grávida, ou alguém que tenha um problema de saúde que pode ser agravado pelo jejum, ou o que tem um trabalho árduo. Não é bom o jejum que se transforma em um fim em si mesmo. Não, o fim do jejum é a união com Deus, a virtude, a perfeição, a caridade. Não é bom o jejum feito por orgulho. O jejum deve ser humilde e feito com muita simplicidade e por amor a Deus. Não é bom o jejum que nos deixa irritados e que nos faz descontar essa irritação nos outros. O bom jejum deve aumentar a nossa caridade fraterna. Enfim, o jejum deve ser prudente e ordenado realmente a Deus.

Lembramos que o jejum é comer uma refeição normal no dia e fazer duas colações que, juntas, não chegam a uma refeição normal. Diante da importância do jejum, caros católicos, procuremos praticá-lo ao menos uma ou duas vezes por semana durante a quaresma e escolhamos alguns dias para praticá-lo durante o ano.

O jejum bem praticado reprime os vícios, eleva a mente, dá a virtude, satisfaz pelo pecado e nos faz merecer o prêmio da vida eterna porque nos conduzirá a praticar o amor a Deus e o amor ao próximo por amor a Deus. Eis, então, prezados católicos, a importância desse ato de virtude que é o jejum, tão recomendado pela Sagrada Escritura, tão recomendado por Nosso Senhor, tão recomendado pelos apóstolos, pela Igreja e pelos Santos.
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.

Fonte: Missa Tridentina em Brasilia

Glorioso São José, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sermão da Quarta-feira de Cinzas - A morte e quais e como devem ser nossas práticas quaresmais

Ontem (quarta-feira de cinzas) eu participei da Santa Missa Tridentina (ou Gregoriana) aqui em Brasília (DF). Segue as palavras do Padre Daniel sobre como vivenciar o tempo quaresmal.



Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Estamos hoje na quarta-feira de cinzas, primeiro dia da Quaresma. Dia de jejum e abstinência. Abstinência é não comer carne, obrigando todos os fiéis católicos, a partir dos 14 anos. Jejum é fazer uma refeição normal, em geral o almoço, e duas colações, uma de manhã e uma de tarde, que, juntas, não cheguem a uma refeição normal. E não se deve comer nada entre as refeições. Todos os católicos entre dezoito e sessenta anos estão obrigados ao jejum, a não ser por motivo de saúde, ou por trabalho mais duro, ou uma mulher pela gravidez, por exemplo.

Recomendo muito, prezados católicos, que escolham um bom livro para acompanhá-los durante a quaresma. O livro de Santo Afonso sobre a Paixão, por exemplo, ou as meditações diárias do mesmo santo, a Prática do Amor a Jesus Cristo ainda de Santo Afonso; Filotéia de São Francisco de Sales, ou o Combate Espiritual, do Padre Scupoli, os Exercícios de Perfeição Cristã do Padre Rodrigues, ou uma boa Vida de Cristo. Algo que possa elevar a alma nesse tempo santo.

“Memento, homo, quia pulvis est et in pulverem reverteris.” 
Lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás.”

É com essa frase que a Igreja quer que nossa fronte seja marcada pelas cinzas. Lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás. A Igreja, nesse início de Quaresma, coloca diante do homem a sua mortalidade. Ela nos lembra que a morte vem para todos, indistintamente. Essa é a grande certeza de todos os homens: a morte, morreremos um dia. Todavia, a morte certa tem também uma incerteza: não sabemos nem o dia nem a hora. Portanto, caros, católicos, sabemos que iremos morrer, mas não sabemos quando. A grande ilusão é crer que temos ainda muito tempo para nos arrepender, para chorar pelos nossos pecados, para avançar na virtude, para nos converter. Como nos lembra o Livro de Esther em uma das Antífonas de hoje: emendemo-nos para melhor, para que não suceda que, surpreendidos pela morte, procuremos espaço para fazer penitência e não o encontremos. É aqui e agora que devemos nos converter.

O tempo da Quaresma é um tempo de grandes graças, se procuramos vivê-lo bem, isto é, se procuramos realmente nos converter a Deus, para amá-lo e servi-lo como nosso infinito bem que é. Não podemos desperdiçar esse tempo de graça. É preciso aproveitá-lo, para que não suceda que, surpreendidos pela morte, procuremos espaço para nos converter e não o encontremos.

Na Quaresma, prezados católicos, nossas práticas devem ter dois aspectos. Um deles se refere, digamos, ao passado: nossas práticas quaresmais devem ter como finalidade a expiação, a penitência, pelos nossos pecados cometidos. O outro aspecto diz respeito ao presente: nossas práticas quaresmais devem ter como finalidade nosso avanço na virtude, no amor a Deus, no abandono de nossos pecados presentes. A Quaresma é tempo de grandes graças para obter a misericórdia divina, para abandonar o velho homem, para abandonar o nosso pecado habitual, dominante. Assim, prezados católicos, nossas práticas não devem ser simplesmente práticas mais ou menos austeras, mas devem ter por finalidade o pedir perdão a Deus e o avanço no caminho do amor a Deus. Como nos diz o Profeta Joel: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas e com gemidos. É preciso nos converter a Deus de todo o coração, orientando-nos para Ele, inteiramente, colocando-o como o fim de nossas vidas. É preciso nos converter a Deus com jejuns, reparando pelos nossos pecados. É preciso nos converter a Deus com lágrimas e gemidos, isto é, com verdadeiro arrependimento por tê-los cometidos e com o firme propósito de não mais pecar. O tempo da quaresma é um tempo de graça. É tempo de uma boa confissão, sincera, humilde, integral.

Nossas práticas quaresmais, caros católicos, devem ser feitas com humildade. Devemos ter plena consciência de que não são nada diante de Deus e diante do que Lhe é devido, por mais que essas práticas pareçam muito perfeitas. Se nas nossas devoções, se na nossa prática religiosa entra o orgulho, tudo será prejudicado. Devemos, então, ficar atentos, e fazê-las com humildade, como algo que é simplesmente devido a Deus e que é nada diante do que deveríamos fazer por Ele. A recompensa das nossas práticas quaresmais não pode ser a nossa satisfação própria ou o elogio alheio, mas deve ser a vida eterna. Nossas práticas terminarão sendo mais ou menos conhecidas pelas pessoas que nos são próximas, mas devemos sempre endireitar nossa intenção: faço isso para Deus e não para que as outras pessoas me estimem.

A quaresma é um tempo de graça. A primeira graça está nas palavras: Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris (lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás). Devemos guardar essas palavras durante toda a nossa vida. Somos pó, e pó é tudo que há sobre a terra. Vamos morrer, caros católicos. Não sabemos quando. É preciso estar pronto. Deus nos dá esse tempo favorável, o tempo da quaresma, tempo em que é extremamente largo em sua misericórdia. Na quaresma, Deus bate de modo particular na porta de nossa alma. A nós, cabe abrir a porta. Cabe-nos abrir a porta pela conversão a Ele, de todo o coração. Cabe-nos abrir essa porta pelas súplicas de nossas orações redobradas durante a quaresma. Cabe-nos abrir essa porta pela prática da virtude. Cabe-nos abrir essa porta pela mortificação. Tendo escolhido nossas práticas quaresmais, mantenhamo-nos firmes. Se falharmos uma vez ou outra, peçamos o auxílio da graça e retomemos nossas resoluções, sem abandoná-las. Abramos a porta ao divino Salvador. Ele não vai bater eternamente.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.


Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Catequese do Papa Francisco - Quaresma e Conversão!

 
quarta-feira, 5 de março de 2014, 10h05

Catequese com o Papa Francisco - 05/03/2014 
CATEQUESE
Praça São Pedro
Quarta-feira, 5 de março de 2014


Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia

Começa hoje, Quarta-Feira de Cinzas, o itinerário quaresmal de quarenta dias que nos conduzirá ao Tríduo pascal, memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, coração do mistério da nossa salvação. A Quaresma nos prepara para este momento tão importante, por isto é um tempo “forte”, um ponto de reviravolta que pode favorecer em cada um de nós a mudança, a conversão. Todos nós temos necessidade de melhorar, de mudar para melhor. A Quaresma nos ajuda e assim saímos dos hábitos cansados e do preguiçoso costume ao mal que nos engana. No tempo quaresmal, a Igreja nos dirige dois importantes convites: adotar uma consciência mais viva da obra redentora de Cristo; viver com mais empenho o próprio Batismo.

A consciência das maravilhas que o Senhor fez para a nossa salvação dispõe a nossa mente e o nosso coração a uma atitude de gratidão para Deus, por quanto Ele nos deu, por tudo aquilo que realiza em favor do seu povo e de toda a humanidade. Daqui parte a nossa conversão: essa é a resposta grata ao mistério maravilhoso do amor de Deus. Quando nós vemos este amor que Deus tem por nós, sentimos a vontade de nos aproximarmos Dele: esta é a conversão.

Viver a fundo o Batismo – eis o segundo convite – significa também não se habituar às situações de degradação e de miséria que encontramos caminhando pelos caminhos das nossas cidades e dos nossos países. Há o risco de aceitar passivamente certos comportamentos e de não se surpreender diante das tristes realidades que nos cercam. Nós nos acostumamos com a violência, como se fosse uma notícia cotidiana deduzida; habituamo-nos aos irmãos e irmãs que dormem pelas ruas, que não têm um teto para abrigar-se. Habituamo-nos aos refugiados em busca de liberdade e dignidade, que não são acolhidos como se deveria. Habituamo-nos a viver em uma sociedade que pretende fazer pouco de Deus, na qual os pais não ensinam mais aos filhos rezar nem fazer o sinal da cruz. Eu pergunto a vocês: os vossos filhos, as vossas crianças sabem fazer o sinal da cruz? Pensem. Os vossos netos sabem fazer o sinal da cruz? Vocês ensinaram a eles? Pensem e respondam no vosso coração. Sabem rezar o Pai Nosso? Sabem rezar à Nossa Senhora com a Ave Maria? Pensem e respondam. Este costume a comportamentos não cristãos e de comodismo narcotiza o nosso coração!

A Quaresma vem a nós como tempo providencial para mudar a rota, para recuperar a capacidade de reagir diante da realidade do mal que sempre nos desafia. A Quaresma seja vivida como tempo de conversão, de renovação pessoal e comunitária mediante a aproximação a Deus e a adesão confiante ao Evangelho. Deste modo, permite-nos também olhar com olhos novos para os irmãos e as suas necessidades. Por isto a Quaresma é um momento favorável para se converter ao amor para com Deus e para com o próximo; um amor que saiba fazer propriamente a atitude de gratuidade e de misericórdia do Senhor, que “fez-se pobre para enriquecer-nos com a sua pobreza” (cfr 2 Cor 8, 9). Meditando sobre os mistérios centrais da fé, a paixão, a cruz e a ressurreição de Cristo, perceberemos que o dom sem medida da Redenção nos foi dado por iniciativa gratuita de Deus.

Dar graças a Deus pelo mistério do seu amor crucificado; fé autêntica, conversão e abertura de coração aos irmãos: estes são elementos essenciais para viver o tempo da Quaresma. Neste caminho, queremos invocar com particular confiança a proteção e a ajuda da Virgem Maria: seja Ela, primeira crente em Cristo, a nos acompanhar nos dias de oração intensa e de penitência, para chegar a celebrar, purificados e renovados no espírito, o grande mistério da Páscoa do seu Filho.


Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!

domingo, 24 de março de 2013

CELEBRAÇÃO DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR


 
 
 HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO
Praça de São Pedro
XXVIII Jornada Mundial da Juventude
Domingo, 24 de março de 2013

1.  Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38).
Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Soube compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus e inclinou-Se para curar o corpo e a alma.
Assim é Jesus. Assim é o seu coração, que nos vê a todos, que vê as nossas enfermidades, os nossos pecados. Grande é o amor de Jesus! E entra em Jerusalém assim com este amor que nos vê a todos. É um espectáculo lindo: cheio de luza luz do amor de Jesus, do amor do seu coração, de alegria, de festa.
No início da Missa, também nós o reproduzimos. Agitámos os nossos ramos de palmeira. Também nós acolhemos Jesus; também nós manifestamos a alegria de O acompanhar, de O sentir perto de nós, presente em nós e no nosso meio, como um amigo, como um irmão, mas também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus, mas desceu a caminhar connosco como nosso amigo, como nosso irmão; e aqui nos ilumina ao longo do caminho. E assim hoje O acolhemos. E aqui temos a primeira palavra que vos queria dizer: alegria! Nunca sejais homens e mulheres tristes: um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa alegria não nasce do facto de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do facto de sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos! E nestes momentos vem o inimigo, vem o diabo, muitas vezes disfarçado de anjo, e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não o escuteis! Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas sobretudo sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não deixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis roubar a esperança… aquela que nos dá Jesus!

2. Segunda palavra. Para que entra Jesus em Jerusalém? Ou talvez melhor: Como entra Jesus em Jerusalém? A multidão aclama-O como Rei. E Ele não Se opõe, não a manda calar (cf. Lc 19, 39-40). Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo… Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples, que possuem um sentido para ver em Jesus algo mais; têm o sentido da fé que diz: Este é o Salvador. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura  (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objecto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Vem-me à mente aquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: Vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Tal é o trono de Jesus. Jesus toma-o sobre Si… Porquê a Cruz? Porque Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, o pecado de todos nós, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus. Olhemos ao nosso redor… Tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade: guerras, violências, conflitos económicos que atingem quem é mais fraco, sede de dinheiro, que depois ninguém pode levar consigo, terá de o deixar. A minha avó dizia-nos (éramos nós meninos): a mortalha não tem bolsos. Amor ao dinheiro, poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E também – como bem o sabe e conhece cada um de nós - os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. E na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus realiza por todos nós sobre o trono da Cruz. Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva à tristeza, mas à alegria, à alegria de sermos salvos e de realizarmos um bocadinho daquilo que Ele fez no dia da sua morte.

3. Hoje, nesta Praça, há tantos jovens. Desde há 28 anos que o Domingo de Ramos é a Jornada da Juventude! E aqui aparece a terceira palavra: jovens! Queridos jovens, vi-os quando entráveis em procissão; imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes um parte importante na festa da fé! Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo, o coração nunca envelhece. Entretanto todos sabemos – e bem o sabeis vós – que o Rei que seguimos e nos acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-la, porque compreendestes que é no dom de si, no dom de si, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Levai-la para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz. Queridos amigos, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI, também eu, desde hoje, me ponho a caminho convosco. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens.
Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja.




Fonte: Vaticano

Jesus, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Quaresma: saiba como surgiu e qual a melhor forma de vivê-la

A Igreja Católica entrou neste domingo, 10, na quarta semana da Quaresma. Esse período litúrgico que começa na Quarta-feira de Cinzas é um tempo em que os católicos são convidados a intensificar a vida de oração, de penitência e de exercício de caridade; além disso, também é caracterizado pelo recolhimento e a busca intensa pela conversão.

A palavra “quaresma” tem sua raiz no latim. Surgiu a partir da frase “Quadragésima die Christus pro nobis tradétur”, que se traduz: “Daqui a quarenta dias (no quadragésimo dia) Cristo será entregue por nós”. Quaresma é abreviação de quadragésima. Na frase latina em questão, quadragésima está no feminino porque, em latim, dia, além de masculino, é também feminino. A língua portuguesa manteve a palavra no feminino, resultando em “quaresma”.

São quarenta dias em que a Igreja se prepara para celebração da Páscoa, principal celebração do Cristianismo. O número “40” é simbólico, no sentido de recordar os momentos importantes narrados pela Bíblia que foram antecedidos por quarenta dias, meses ou até anos.

De acordo com padre Roger Araújo, sacerdote da Comunidade Canção Nova, o sentido dos quarenta dias está ligado a essa simbologia bíblica: quarenta dias de dilúvio, tidos como preparação para uma nova humanidade; (cf. Gn 7, 17ss); quarenta dias em que o povo hebreu caminhou no deserto, rumo à terra prometida (cf. 8, 2.4); o profeta Elias que caminhou quarenta dias para chegar à montanha de Deus (cf. IRs 19,8); quarenta dias que Jesus passou no deserto (cf. Lc 4, 1-13), dentre como outros episódios.

Neste período que se encerra na quarta-feira da Semana Santa, os fiéis são convidados a fazer um confronto especial entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Este confronto deve levar o cristão a aprofundar sua compreensão da Palavra de Deus e a intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé.

O tempo litúrgico quaresmal surgiu por volta do ano 350 d.C.. A Igreja decidiu aumentar o tempo de preparação para a Páscoa, que era de três dias, chamado de Tríduo Sagrado da Semana Santa: Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo. A preparação para a Páscoa passou, então, a ter quarenta dias. Isto aconteceu porque os cristãos perceberam que três dias eram insuficientes para que se pudesse preparar adequadamente para a festa da Ressurreição que, segundo a Igreja, é de suma importância.

Padre Roger Araújo afirma que este tempo deve ser vivido pelos católicos segundo as orientações da Igreja, ou seja, com recolhimento, oração e silêncio. “Não é um tempo para baladas, festas e grande eventos. É um tempo de nos penitenciarmos daquilo que é o comum, ou seja, as músicas que ouvimos, os lugares que costumamos ir, para que isso favoreça mais o recolhimento interior. Não é que seja pecado; é uma escolha, um condicionamento, é um treinamento que fazemos para o espírito, neste tempo de graça que o Senhor nos dá, que é o tempo da Quaresma”.

O sacerdote também ressalta que, tratando-se de um tempo forte de conversão, algumas pessoas podem ficar apegadas às práticas penitenciais apenas neste tempo. No entanto, padre Roger explica: “Não são as práticas que nos convertem e nem são elas os sinais da nossa conversão. A conversão é mudança de atitude, de mentalidade. A expressão utilizada pela Igreja para melhor caracterizar a conversão é a palavra grega “metanoein” (metanóia), que quer dizer mudança de mentalidade, de pensamento. É preciso mudar alguns conceitos dentro de nós.”

A penitência, segundo o padre, ajuda o cristão a se desprender de algumas coisas que estão arraigadas dentro de si, tornando-o mais humildes e disposto a buscar no Cristo crucificado, o sentido para a vida. “A penitência é um remédio que nos ajuda a vivermos melhor as disposições que Deus nos chama neste tempo.”

Como direção para esse período quaresmal, padre Roger reforça a orientação da Igreja: viver as três práticas indicadas – o jejum, a esmola e a oração.

O jejum – explica o padre – como sinal de liberdade, de não querer mais estar preso a nada; a esmola, não no sentido de dar algo pessoal aos outros, mas “dar-me para o outro, reconciliar-me com o outro” e a oração que é o fermento na vida do cristão. “A oração é nosso relacionamento com Deus. Nesse tempo somos chamados a capricharmos um pouco mais na nossa vida de oração.”

Em 2013, a proposta da Igreja para a Quaresma é uma dedicação maior aos jovens. O seguimento juvenil é o público alvo mais expressivo para evangelização da Igreja neste ano. A Campanha da Fraternidade, que permeia o período quaresmal, reflete o tema “Juventude e Fraternidade”. O objetivo geral da Campanha é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo.

Fonte: Canção Nova

Mãe da Divina Misericórdia, rogai por nós!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Multirão de Confissão para a Páscoa 2013!!


O segundo e o terceiro mandamento da Igreja, ensinam que:

2º - Segundo mandamento: "Confessar-se ao menos uma vez por ano".
e
3º - Terceiro mandamento: "Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição"

Assim, em muitas Dioceses, começou o multirão de confissões em preparação para a Páscoa.

A Arquidiocese de Brasilia é uma delas e os multirões são divididos entre os vicariatos.
No Vicariato Sul (setor V), que abrange a região de Taguatinga, o multirão teve início na terça-feira, dia 05 de março e vai até o dia 22 de março (sexta-feira), veja os dias de cada paróquia:


5 de Março -  São Pedro E São Paulo
6 de Março - Nossa Senhora Do Carmo
7 de Março - Perpétuo Socorro
8 de Março - Santa Terezinha
12 de Março - São Judas
13 de Março - Sagrada Familia
14 de Março - Nossa Senhora De Fátima
15 de Março - São Pedro
20 de Março - Cristo Redentor
21 de Março - Imaculada Conceição
22 de Março - São Vicente De Paulo

No Vicariato Norte, que abrange a Asa Norte e o Lago Norte, o multirão de confissões terá início no dia 11 de março, próxima segunda-feira, e vai também até o dia 22 de março. Veja os dias de cada paróquia:


11 de Março - Paróquia N. Sra. da Saúde
12 de Março - Paróquia São José Operário
13 de Março - Paróquia N. Sra. do Lago
15 de Março - Paróquia do Verbo Divino
18 de Março - Paróquia N. Sra. da Esperança
19 de Março - Paróquia N. Sra. da Consolata
22 de Março - Paróquia Mãe da Divina Misericórdia

E, ainda no Vicariato Norte, que abrange Sobradinho, Planaltina, Grande Colorado, Lago Oeste, Vale do Amanhecer e Fercal:


O multirão inicia-se sempre às 20hs, após a Santa Missa.

Em todo o Brasil as paróquias estão realizando esse multirão, se informe na sua paróquia e, quem quiser, pode-se confessar antes, não precisa esperar o multirão.
Veja algumas dioceses que estão realizando multirão de confissão pelo Brasil:



Fonte: Arquidiocese de Brasilia e Paróquia do Verbo Divino

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Missa do Crisma no Vaticano

Santo Padre

Sacerdotes e Bispos reunidos

Santos Óleos

Evangelho

Homilia de Bento XVI na Missa dos Santos Óleos, no Vaticano

Amados irmãos e irmãs!

No centro da liturgia desta manhã, está a bênção dos santos óleos: o óleo para a unção dos catecúmenos, o óleo para a unção dos enfermos e o óleo do crisma para os grandes sacramentos que conferem o Espírito Santo, ou seja, a Confirmação, a Ordenação Sacerdotal e a Ordenação Episcopal. Nos sacramentos, o Senhor toca-nos por meio dos elementos da criação. Aqui, torna-se visível a unidade entre criação e redenção. Os sacramentos são expressão da corporeidade da nossa fé, que abraça corpo e alma, isto é, o homem inteiro. Pão e vinho são frutos da terra e do trabalho humano. O Senhor escolheu-os como portadores da sua presença. O óleo é símbolo do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, alude a Cristo: a palavra "Cristo" (Messias) significa "Ungido".

A humanidade de Jesus, graças à unidade do Filho com o Pai, fica inserida na comunhão com o Espírito Santo e assim é "ungida" de um modo único, é permeada pelo Espírito Santo. Aquilo que acontecera apenas simbolicamente nos reis e sacerdotes da Antiga Aliança, quando eram instituídos no seu ministério com a unção do óleo, verifica-se em toda a sua realidade em Jesus: a sua humanidade é permeada pela força do Espírito Santo. Jesus abre a nossa humanidade ao dom do Espírito Santo. Quanto mais estivermos unidos a Cristo, tanto mais ficamos cheios do seu Espírito, do Espírito Santo.

Chamamo-nos "cristãos", ou seja, "ungidos": pessoas que pertencem a Cristo e por isso participam na sua unção, são tocadas pelo seu Espírito. Não quero somente chamar-me cristão, mas sê-lo também: disse Santo Inácio de Antioquia. Deixemos que estes santos óleos, que vão ser consagrados daqui a pouco, lembrem este dever contido na palavra "cristão", e peçamos ao Senhor que não nos limitemos a chamar-nos cristãos, mas o sejamos cada vez mais.

Como já disse, na liturgia deste dia, são abençoados três óleos. Nesta tríade, exprimem-se três dimensões essenciais da vida cristã, sobre as quais queremos agora refletir.

- Em primeiro lugar, temos o óleo dos catecúmenos. Este óleo indica como que um primeiro modo de ser tocados por Cristo e pelo seu Espírito: um toque interior, pelo qual o Senhor atrai e aproxima de Si as pessoas. Por meio desta primeira unção, que tem lugar ainda antes do Batismo, o nosso olhar detém-se nas pessoas que se põem a caminho de Cristo, nas pessoas que andam à procura da fé, à procura de Deus. O óleo dos catecúmenos diz-nos: não só os homens procuram a Deus, mas o próprio Deus anda à nossa procura.

O fato de Ele mesmo Se ter feito homem descendo até aos abismos da existência humana, até à noite da morte, mostra-nos quanto Deus ama o homem, sua criatura. Movido pelo amor, Deus caminhou ao nosso encontro. "A buscar-me Vos cansaste, pela Cruz me resgatastes: tanta dor não seja em vão!": rezamos no Dies irae. Deus anda à minha procura. Tenho eu vontade de O reconhecer? Quero ser conhecido por Ele, ser encontrado por Ele? Deus ama os homens. Ele sai ao encontro da inquietude do nosso coração, da inquietude que nos faz questionar e procurar, com a inquietude do seu próprio coração, que O induz a realizar o ato extremo por nós.

A inquietude por Deus, o caminhar para Ele, para melhor O conhecer e amar não deve apagar-se em nós. Neste sentido, nunca devemos deixar de ser catecúmenos. "Procurai sempre a sua face": diz um Salmo (105/104, 4). A este respeito, comentava Agostinho: Deus é tão grande que sempre supera infinitamente todo o nosso conhecimento e todo o nosso ser. O conhecimento de Deus nunca se esgota. Por toda a eternidade, poderemos, com uma alegria crescente, continuar a procurá-Lo, para O conhecer e amar cada vez mais. "O nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós": escreveu Agostinho no início das suas Confissões. Sim, o homem vive inquieto, porque tudo o que é temporal é demasiado pouco. Mas, verdadeiramente, sentimo-nos inquietos por Ele? Não acabamos, talvez, por nos resignar com a sua ausência, procurando bastar-nos a nós mesmos? Não consintamos uma tal redução do nosso ser humano! Continuemos incessantemente a caminhar para Ele, com saudades d’Ele, num acolhimento sempre novo feito de conhecimento e amor!

- Temos, depois, o óleo para a Unção dos Enfermos. Pensamos agora na multidão das pessoas que sofrem: os famintos e os sedentos, as vítimas da violência em todos os continentes, os doentes com todos os seus sofrimentos, as suas esperanças e desânimos, os perseguidos e os humilhados, as pessoas com o coração dilacerado. Ao narrar o primeiro envio dos discípulos por Jesus, São Lucas diz-nos: "Ele enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos" (9, 2). Curar é um mandato primordial confiado por Jesus à Igreja, a exemplo d’Ele mesmo que, curando, percorreu os caminhos do país. É certo que o dever primordial da Igreja é o anúncio do Reino de Deus. Mas este mesmo anúncio deve revelar-se um processo de cura: "...tratar os corações torturados", diz hoje a primeira leitura do profeta Isaías (61, 1). O primeiro fruto que o anúncio do Reino de Deus, da bondade sem limites de Deus, deve suscitar é curar o coração ferido dos homens.

O homem é essencialmente um ser em relação. Mas, se a sua relação fundamental - a relação com Deus – é transtornada, então tudo o resto fica transtornado também. Se o nosso relacionamento com Deus se transtorna, se a orientação fundamental do nosso ser está errada, também não podemos ficar verdadeiramente curados no corpo e na alma. Por isso, a primeira e fundamental cura tem lugar no encontro com Cristo, que nos reconcilia com Deus e sara o nosso coração despedaçado. Mas, além deste dever central, faz parte da missão essencial da Igreja também a cura concreta da doença e do sofrimento.

O óleo para a Unção dos Enfermos é expressão sacramental visível desta missão. Desde o início, amadureceu na Igreja a vocação de curar, amadureceu o amor solícito pelas pessoas atribuladas no corpo e na alma. Esta é também a ocasião boa para, uma vez por outra, agradecer às irmãs e aos irmãos que, em todo o mundo, proporcionam um amor restaurador aos homens, sem olhar à sua posição ou confissão religiosa.

Desde Isabel da Hungria, Vicente de Paulo, Luísa de Marillac, Camilo de Lellis, até Madre Teresa – para lembrar somente alguns nomes – o mundo é atravessado por um rastro luminoso de pessoas, que tem a sua origem no amor de Jesus pelos atribulados e doentes. Por tudo isso damos graças ao Senhor neste momento. E agradecemos a todos aqueles que, em virtude da fé e do amor, se põem ao lado dos doentes, dando assim, no fim das contas, testemunho da bondade própria de Deus. O óleo para a Unção dos Enfermos é sinal deste óleo da bondade do coração, que estas pessoas – juntamente com a sua competência profissional – proporcionam aos doentes. Sem falar de Cristo, manifestam-n’O.

- Em terceiro lugar, temos o mais nobre dos óleos eclesiais: o crisma, uma mistura de azeite de oliveira e com perfumes vegetais. É o óleo da unção sacerdotal e da unção real, unções estas que estão ligadas com as grandes tradições de unção da Antiga Aliança. Na Igreja, este óleo serve sobretudo para a unção na Confirmação e nas Ordens sacras. A liturgia de hoje relaciona com este óleo as palavras de promessa do profeta Isaías: "Vós sereis chamados 'sacerdotes do Senhor' e tereis o nome de 'ministros do nosso Deus'" (61, 6). Deste modo, o profeta retoma a grande palavra de mandato e promessa que Deus dirigira a Israel no Sinai: "Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Ex 19, 6).

No meio do mundo imenso e em favor do mesmo, que em grande parte não conhecia Deus, Israel devia ser como que um santuário de Deus para a todos, devia exercer uma função sacerdotal em favor do mundo. Devia conduzir o mundo para Deus, abri-lo a Ele. São Pedro, na sua grande catequese batismal, aplicou tal privilégio e mandato de Israel a toda a comunidade dos batizados, proclamando: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus para anunciardes os louvores d’Aquele que vos chamou das trevas à sua luz admirável. Vós que outrora não éreis seu povo, agora sois povo de Deus" (1 Ped 2, 9-10).

O Batismo e a Confirmação constituem o ingresso neste povo de Deus, que abraça todo o mundo; a unção no Batismo e na Confirmação introduz neste ministério sacerdotal em favor da humanidade. Os cristãos são um povo sacerdotal em favor do mundo. Os cristãos deveriam fazer visível ao mundo o Deus vivo, testemunhá-Lo e conduzir a Ele. Ao falarmos desta nossa missão comum enquanto batizados, não temos motivo para nos vangloriar.

De fato, trata-se de uma exigência que suscita em nós alegria e ao mesmo tempo preocupação: somos nós verdadeiramente o santuário de Deus no mundo e para o mundo? Abrimos aos homens o acesso a Deus ou, pelo contrário, escondemo-lo? Porventura nós, povo de Deus, não nos tornamos em grande parte um povo marcado pela incredulidade e pelo afastamento de Deus? Porventura não é verdade que o Ocidente, os países centrais do cristianismo se mostram cansados da sua fé e, enfastiados da sua própria história e cultura, já não querem conhecer a fé em Jesus Cristo? Neste momento, temos motivos para bradar a Deus: "Não permitais que nos tornemos um 'não povo'! Fazei que Vos reconheçamos de novo! De fato, ungistes-nos com o vosso amor, colocastes o vosso Espírito Santo sobre nós. Fazei que a força do vosso Espírito se torne novamente eficaz em nós, para darmos com alegria testemunho da vossa mensagem!".

Mas, apesar de toda a vergonha pelos nossos erros, não devemos esquecer que hoje existem também exemplos luminosos de fé; pessoas que, pela sua fé e o seu amor, dão esperança ao mundo. Quando for beatificado o Papa João Paulo II no próximo dia 1º de maio, cheios de gratidão pensaremos nele como grande testemunha de Deus e de Jesus Cristo no nosso tempo, como homem cheio do Espírito Santo. E juntamente com João Paulo II, pensamos no grande número daqueles que ele beatificou e canonizou, e que nos dão a certeza de que também hoje a promessa de Deus e o seu mandato não ficam sem efeito.

Finalmente, dirijo uma palavra especial a vós, caros irmãos no ministério sacerdotal. A Quinta-feira Santa é de modo particular o nosso dia. Na hora da Última Ceia, o Senhor instituiu o sacerdócio neotestamentário. "Consagra-os na verdade" (Jo 17, 17): pediu Ele ao Pai para os Apóstolos e para os sacerdotes de todos os tempos. Com imensa gratidão pela nossa vocação e com grande humildade por todas as nossas insuficiências, renovemos neste momento o nosso "sim" ao chamamento do Senhor: Sim, quero unir-me intimamente ao Senhor Jesus, renunciando a mim mesmo .... impelido pelo amor de Cristo. Amém.



Óleo do Crisma

Santa Comunhão na boca e de joelhos

Fonte: Canção Nova

Quinta-feira Santa - Missa do Crisma


Finalizando a Quaresma, na Quinta-feira Santa, pela manhã, é celebrada a Missa do Crisma. O bispo e os sacerdotes concelebram na catedral. Constituídos, na última Ceia, "sevos do Mistério": realizam eles a unidade do seu sacerdócio no único grande Sacerdote, Jesus Cristo.

Nesta missa manifesta-se o mistério do sacerdócio de Cristo, participado pelos ministros constituídos em cada Igreja local, que renovam hoje seu compromisso ao serviço do povo de Deus.

O bispo, cercado pelos outros sacerdotes, abençoa os óleos, que serão usados nos diversos sacramentos: o crisma (óleo misturado com perfumes), para significar o dom do Espírito no batismo, na crisma, na ordem; o óleo para os catecúmenos e o óleo dos enfermos, sinal da força que liberta do mal e sustenta na provação da doença.

Através de uma realidade terrena já transformada pelo trabalho do homem (o óleo) e de um gesto simples e familiar (a unção), exprime-se a riqueza da nova existência em Cristo, que o Espírito continua a transmitir à Igreja até o fim dos tempos.

Liturgia

Primeira Leitura Is 61, 1-3a.6a.8b-9
Salmo 88
Segunda Leitura Ap 1, 5-8
Evangelho Lc 4, 16-21

Renovação das Promessas Sacerdotais

Terminada a homilia, o bispo dirige-se aos presbíteros perguntando se querem renovar as promessas feitas.

Benção dos Óleos e Consagração do Crisma

Conforme o costume tradicional, a bênção do "Óleo dos enfermos" é feita antes de terminar a Oração eucarística. A benção do "Óleo dos catecúmenos" e a "Consagração do Crisma" é feita depois da comunhão.
Entretanto, pode-se realizar todo o rito da bênção depois da Liturgia da Palavra.

A Santa Missa continua com a Liturgia Eucarística.

Missal Dominical

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Semana Santa no Instituto Hesed


Ave Maria!

Para aqueles que se encontram em Fortaleza, segue a programação da Semana Santa no Instituto Hesed.

SEG.: 19:30 FILME A PAIXÃO DE CRISTO ( DE MEL GIBSON)
TER.: GRUPO DE ORAÇÃO AS 19:30 COM APRESENTAÇÃO SOBRE O SANTO SUDÁRIO
QUARTA-FEIRA SANTA: OFÍCIO DAS TREVAS AS 19:30

TRÍDUO PASCAL:

QUINTA-FEIRA SANTA: SANTA MISSA SOLENE DA INSTITUIÇÃ DA SSMA EUCARISTIA AS 17:00

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR: FUNÇÃO LITÚRGICA AS 15:00

SÁBADO SANTO: VIGÍLIA PASCAL AS 20:00

DOMINGO DE PÁSCOA: SANTA MISSA DA RESSURREIÇÃO AS 16:30

Para os católicos que se encontram em Fortaleza sugiro irem participar da função litúrgica na Sexta-feira da Paixão (nesse dia não há Santa Missa); eu já participei no Instituto Hesed e amei.

Aos que não se encontram em Fortaleza, mas tem em sua cidade Mosteiro do Instituto, sugiro que procure para saber a programação.

Senhor, pela sua paixão, no abandono da cruz, tem piedade de nós!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

SEMANA SANTA


A Semana Santa é o tempo em que a Igreja Católica vivencia mais profundamente a dor de Jesus Cristo, a sua última ceia, o getsêmani, a sua captura pelos soldados, sua flagelação, sua morte e nos prepara para a Páscoa - que significa passagem da morte para a vida.

Ela inicia no Domingo de Ramos, quando revivemos Jesus entrando em Jerusalém e sendo ovacionado pelo povo com ramos (Mt 21, 1-11).

Benção dos Ramos - Brasilia(DF) 2010

Procissão dos Ramos

Na Quarta-feira Santa, em muitas paróquias, realiza-se a procissão do Encontro entre Jesus e Nossa Senhora das Dores.

Na Quinta-feira Santa, pela manhã, as Arquidioceses celebram a Missa dos Santos Óleos (ou do Crisma), com a presença de todos os sacerdotes, que renovam o seu compromisso, e benção dos óleos dos Catecúmenos, Crisma e dos Enfemos, que serão utilizados durante o ano no batismo, na crisma, na unção dos enfermos e na ordenação sacerdotal.

Santos Óleos

Aqui termina a Quaresma e inicia-se o Tríduo Pascal.

O Tríduo Pascal começa na tarde da Quinta-feira Santa com a missa na Ceia do Senhor e termina na tarde de Páscoa com as Vésperas solenes, portanto, engloba a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão, o Sábado Santo e o Domingo de Páscoa. No Tríduo Pascal não são permitidas outras celebrações.
Com o domingo de Páscoa tem início o Tempo Pascal.

QUINTA-FEIRA SANTA

Última Ceia

Na Quinta-feira Santa, além da missa do Crisma e da missa vespertina principal, - quando motivos pastorais o requererem e sempre com o consentimento do bispo - é possível celebrar, a qualquer hora da tarde, outra missa na Ceia do Senhor; sobretudo quando houver fiéis que não podem de modo algum participar da missa vespertina principal.

Na Quinta-feira Santa celebra-se, a noite, a Instituição da Eucaristia (a Última Ceia e o Lava-pés). Nessa solene missa, canta-se o hino Glória, durante o qual tocam-se os sinos, que, depois, permanecerão em silêncio até a Vigília Pascal. Não se diz o Creio.


Após a Santa Missa o altar é desnudado, ou seja, tira-se a toalha que o cobre e as velas. A intenção é tirar da Igreja toda as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de respeito e silêncio pela Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e é feita a Transladação do Santíssimo Sacramento e sua Adoração.

Altar desnudo

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO

Sexta-feira Santa ou Sexta-feira da Paixão é o único dia que não há celebração da Santa Missa na Igreja Católica Apostólica Romana.
Os altares permanecem sem adornos, sem toalhas, sem velas.
O que ocorre em todas as igrejas católicas nesse dia é a Celebração da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e Adoração de Jesus na Santa Cruz, às 15hs, com a posterior Comunhão Eucarística.

Papa prostrado em frente ao altar desnudo

Fiéis adorando Jesus na Santa Cruz em Fortaleza (Ce)

A Sexta-feira da Paixão é dia de Jejum e Abstinência de carne para os católicos. O silêncio e a oração devem marcar esse dia.

É feito também, nesse dia, a Via Sacra.

SÁBADO SANTO

Sábado Santo dia de silêncio e solidão. Pela noite acontece a Vigília Pascal, onde os fiéis se encontram na Igreja com suas velas acesas a espera do Senhor. Acontece a introdução do Círio Pascal, faz-se a liturgia da palavra, os catecúmenos são batizados, é abençoada a água, ocorre a liturgia eucarística e a Santa Comunhão.

Fogo onde é acesso o Círio Pascal

Círio Pascal já acesso e sendo preparado para adentrar a Igreja

No Sábado Santo até a Vigília Pascal, conforme a oportunidade, celebra-se o Jejum pascal (CVII, 110).

DOMINGO DE PÁSCOA


Nesse dia os católicos estão em festa pois Jesus Cristo venceu a morte e ressuscitou! Esse dia se estende até o domingo de Pentecostes como se fosse um só dia.

No Domingo de Páscoa há duas missas: a primeira "na noite santa", e constitui o ápice da solene Vigília Pascal, a segunda "no dia" do Domingo da Ressurreição.

Canta-se o Glória nas missas da noite e do dia da Páscoa; mas o Creio só se diz na missa do dia. Com o canto do Glória na noite da Páscoa, os sinos retomam seu som festivo; volta também o alegre canto do Aleluia.

As cores das vestes litúrgicas é o branco na liturgia da Quinta-feira Santa, da Vigília Pascal e do Domingo da Ressurreição; e o vermelho, na liturgia da Sexta-feira Santa.

O ideal é que todos os católicos participassem ativa e vivamente desse tempo e, em especial, do Tríduo Pascal. Porém, devemos ressaltar que o único dia que é de preceito é o Domingo.

Veja a Programação da Semana Santa no Vaticano:

a) domingo 17: Celebração de Ramos, 09h30. Praça de S. Pedro
b) quinta-feira 21:
Missa Crismal, 09h30. Basílica de S. Pedro
Missa da Ceia do Senhor, 17h30. Basílica de S. João de Latrão
c) sexta-feira 22: Celebração da Paixão, 17h00. Basílica de S. Pedro; Coliseu, 21h15. Via-Sacra
d) sábado 23: Vigília Pascal, 21h00. Basílica de S. Pedro
e) domingo 24: Santa Missa de Páscoa, 10h15. Praça de S. Pedro Bênção
Urbi et Orbi.

E a programação da Semana Santa na Arquidiocese de Brasilia (na Catedral):


17 de Abril (Domingo de Ramos)
- missa às 9hs presidida por Dom Waldemar Passini

21 de Abril (Quinta- Feira Santa):

Missa do Crisma às 08h30

Missa da Ceia do Senhor (Lava-Pés), às 19h - Celebrações presididas por Dom Waldemar Passini.

22 de Abril (Sexta-feira da Paixão) - Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, às 15h, presidida por Dom Waldemar Passini.

23 de Abril (Sábado Santo) - Solene Vigília Pascal, às 20hs, presidida por Dom Waldemar Passini

24 de Abril (Domingo de Páscoa) – Missa às 10h30 presidida por Dom Waldemar Passini

Programação da Arquidiocese de São Paulo aqui.

Programação da Arquidiocese e Paróquias de Fortaleza aqui.

Programação da Arquidiocese do Rio de Janeiro aqui.

Programação da Arquidiocese de Belo Horizonte aqui.

Informe-se na sua Arquidiocese, Diocese e/ou Paróquia os horários das celebrações litúrgicas na Semana Santa.

Uma Santa Semana Santa com Jesus, Maria e José.
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