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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Pelas almas do purgatório, missas e mais missas!

CZYŚCIEC
Wikipedia | Domena publiczna


De tudo o que podemos fazer pelas almas que estão no Purgatório, não há absolutamente nada mais precioso do que oferecer por elas o santo sacrifício da Missa. 


De tudo o que podemos fazer pelas almas que estão no Purgatório, não há absolutamente nada mais precioso do que a imolação de nosso Divino Salvador sobre o altar. Além de ser doutrina expressa da Igreja, manifesta em seus Concílios, muitos fatos milagrosos, devidamente autenticados, não deixam margem alguma de dúvida a esse respeito.

Entre os discípulos de São Bernardo, que perfumavam o celebrado vale de Claraval com o odor de sua santidade, havia um cuja negligência contrastava tristemente com o fervor de seus irmãos. Não obstante a sua dupla função de padre e de religioso, ele se permitia cair em um deplorável estado de tibieza.

O momento da morte chegou e ele compareceu diante de Deus sem demonstrar o mínimo sinal de emenda. Enquanto a Missa de Réquiem era celebrada, um religioso venerável e de virtude incomum recebeu uma iluminação interior e descobriu que, embora o falecido não se tivesse perdido eternamente, sua alma se encontrava em uma condição das mais miseráveis.


“Observa agora as torturas às quais sou condenado, em punição por minha culpável tibieza.”


Na noite seguinte, apareceu-lhe a alma do seu irmão de comunidade, em um estado infeliz e lastimável. “Ontem”, ele disse, “descobriste qual foi o meu deplorável destino. Observa agora as torturas às quais sou condenado, em punição por minha culpável tibieza.”

Ele então conduziu o velho homem à beira de um grande poço, de cujas profundezas, repletas de chamas ardentes de fogo, saía nuvens de fumaça. “Contempla o lugar”, ele disse, “onde os ministros da Divina Justiça cumprem ordens de me atormentar; eles não cessam de me lançar dentro desse abismo, e só me tiram para me precipitar aí novamente, sem que me seja dado um só momento de descanso.”

Na manhã seguinte, o religioso se dirigiu a São Bernardo para lhe dar a conhecer a visão que tivera. O santo Abade, que havia sido agraciado com uma aparição similar, recebeu tudo isso como um alerta do Céu para sua comunidade. Convocou então um capítulo e, com lágrimas nos olhos, relatou a todos as duas visões, exortando seus religiosos a socorrer com sufrágios generosos esse pobre irmão falecido, bem como a aprender com seu triste exemplo a conservar o próprio fervor, evitando a mínima negligência no serviço de Deus.



O santo Abade e seus fervorosos discípulos apressaram-se em oferecer orações, jejuns e Missas pelo pobre irmão falecido. Este foi rapidamente libertado e apareceu, cheio de gratidão, a um religioso mais velho da comunidade que havia se dedicado particularmente à sua causa. Perguntado sobre o sufrágio que lhe havia sido mais proveitoso, ele, ao invés de responder, tomou o velho homem pela mão e, conduzindo-o a uma igreja onde estava sendo celebrada a Santa Missa, disse, apontando para o altar: “Observa o grande poder redentor que me rompeu as cadeias, contempla o preço de meu resgate: é a Hóstia consagrada, que tira os pecados do mundo!”

Eis outro incidente, relatado pelo historiador Fernando de Castela, e citado pelo Padre Rosignoli. Havia em Colônia, entre os estudantes das classes mais avançadas da universidade, dois religiosos dominicanos de notável talento, sendo um deles o bem-aventurado Henrique Suso. Os mesmos estudos, o mesmo estilo de vida e, acima de tudo, o mesmo desejo pela santidade, fizeram com que os dois dessem início a uma amizade íntima, partilhando mutuamente os favores que recebiam do Céu.

“Contempla o preço de meu resgate: é a Hóstia consagrada, que tira os pecados do mundo!”

Quando terminaram seus estudos, vendo que estavam prestes a se separar e retornar cada um para o próprio convento, os dois amigos consentiram e prometeram um ao outro que o primeiro dos dois que morresse deveria ser assistido pelo outro durante um ano inteiro com a celebração de duas Missas por semana, uma de Réquiem na segunda, como era costume, e uma na sexta-feira, à medida que as rubricas o permitissem. Eles assim combinaram, deram um no outro o ósculo da paz e deixaram Colônia.

Por muitos anos ambos continuaram servindo a Deus com o mais edificante fervor. O irmão cujo nome não é mencionado foi o primeiro a ser chamado por Deus, e Henrique recebeu as notícias com os mais perfeitos sentimentos de resignação à vontade divina. O tempo acabou fazendo com que o beato se esquecesse, no entanto, do contrato que eles haviam feito. Ele rezou muito pelo amigo, fez penitências e muitas outras boas obras por ele, sem se lembrar, porém, de oferecer as Missas que lhe prometera.

Uma manhã, enquanto meditava recolhido na capela, o beato viu aparecer de repente diante dele a alma de seu amigo falecido, a qual, olhando para ele com ternura, reprovou-o por ser infiel à própria palavra dada, e na qual ele tinha todo o direito de confiar. Henrique, surpreso, quis desculpar seu esquecimento enumerando as orações e mortificações que ele havia oferecido, e que continuava a oferecer, por seu amigo, cuja salvação lhe era tão cara. “Será possível, meu caro irmão”, ele acrescentou, “que tantas orações e boas obras que ofereci a Deus não lhe sejam ainda suficientes?”

“Não, meu irmão”, replicou a alma sofredora, “isso não é suficiente. Só o Sangue de Jesus Cristo poderá extinguir as chamas pelas quais sou consumido; é o santo sacrifício da Missa que me libertará desses pavorosos tormentos. Imploro-te que mantenhas tua palavra e que não me recuses o que justamente me deves.” O bem-aventurado apressou-se em atender ao apelo da alma sofredora e, para reparar sua falta, celebrou e fez com que se celebrassem mais Missas ainda do que havia prometido.



No dia seguinte, a pedido de Henrique, vários padres se uniram a ele no oferecimento do santo sacrifício da Missa pelos falecidos, repetindo esse ato de caridade por vários dias. Depois de algum tempo o amigo do beato novamente lhe apareceu, mas agora em uma condição bem diferente: seu semblante era de alegria, e ele estava cercado de uma luz maravilhosa. “Muito obrigado, meu fiel amigo”, ele disse. “Vê, pelo Sangue do meu Salvador eu sou libertado de meus sofrimentos. Agora estou indo para o Céu a fim de contemplar Aquele que tão frequentemente nós adorávamos juntos sob o véu do Sacramento.”

Henrique Suso se prostrou para agradecer a Deus, que é todo misericordioso, e entendeu mais do que nunca o valor inestimável do santíssimo sacrifício do altar.

Referências
Trecho extraído e levemente adaptado da obra “Purgatory: Explained by the Lives and Legends of the Saints” (p. I, c. XXXIII; p. II, c. XII), Londres: Burns & Oates, 1893, pp. 101; 155-157.
O livro do Pe. Rosignoli, de que fala a matéria, é o antigo “Maraviglie di Dio nell’anime del Purgatorio”, disponível em italiano aqui e em francês aqui.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Purificação, rogai por nós e pelas Almas do Purgatório!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Modéstia na Cor UltraViolet


A Pantene elegeu a cor UltraViolet como a cor de 2018.










Essa cor pode ser composta junto com: cores neutras, amarelo, laranja, vermelho, verde.

Fonte: Google e Pinterest

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Chapéu + Véu = Voillete



A cantora Katy Perry foi ao encontro com o Papa Francisco, conforme manda o protocolo do Vaticano: usando preto e com a cabeça coberta, aqui, ela escolheu uma Voillete.

A Voillete é uma excelente opção para ser usada em casamentos, batizados e/ou outros Sacramentos na Igreja Católica, de forma a cobrir a cabeça sem fazer uso do véu tradicional.


E no casamento do Príncipe Harry e de Meghan, algumas convidadas também fizeram uso da Voillete:


Amal Clooney 

Kitty Spencer, prima do noivo 

Sarah Rafferty, atriz 

Victoria Beckham


Leia mais sobre ela em clicando em: O que é uma Voillete?


Fonte: Aletéia e Google

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

sexta-feira, 18 de maio de 2018

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O homem Conservador e a Modéstia Masculina


Fala-se muito da Modéstia e, normalmente, com foco nas mulheres, porém, os homens católicos também precisam observar a modéstia, tanto na Igreja como fora dela, no dia a dia.

Assim, quando vi esse vídeo do pe. Leonardo não podia deixar de postar aqui.

Vejam:

 


São José e Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

RESPOSTA: O Celíaco precisa levar o "kit" para Comunhão? Onde comprar?

Ave Maria!

Olá boa noite sou celíaca e tenho muitas duvidas em relação a comunhao para celiacos vejo algumas pessoas falarem que preciso levar o ki para comunhao vinho e calice onde posso comprar por favor pode me ajudar?


Te oriento a:

1. Procure frequentar uma Paróquia específica, onde você conheça o Sacerdote e os MESCE e eles te conheçam;
2. Converse com o Sacerdote sobre isso, ele saberá te orientar melhor como proceder.

SOBRE O "KIT"

Como você não pode ingerir a hóstia consagrada, você irá comungar somente na espécie do vinho.

Assim, você precisará adquirir 1 cálice pequeno e 1 sanguíneo, estes são facilmente encontrados em lojas-livrarias católicas (Paulus, Paulinas, Ave Maria, etc...).


http://www.livrariakairos.com.br/site2015/artesanato-sacro/calice
Cálice vem com a patena (que é tipo um prato)

Sanguíneo é um pano branco retangular usado para purificar ("limpar") o cálice

Mas, repito, converse com o padre antes de adquirir o cálice, sanguíneo ou vinho ou algum outro kit, ele irá lhe orientar melhor sobre como proceder.  

Veja este vídeo do Pe. Paulo Ricardo sobre o assunto:



Há também uma nota da Arquidiocese de Salvador com orientações sobre o assunto que você pode ver AQUI.

Obs: 

1. O sanguíneo é necessário, ele serve para fazer a purificação do cálice após o uso;
2. Não adquira cálice de vidro, nem de madeira;
3. Cálice vem acompanhado da patena.
4. Pode adquirir só o sanguíneo na Paula Marin Bordados
5. Informe-se como faz para lavar o Sanguíneo.



Graças e louvores sejam dados a cada momento. 
Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

sábado, 7 de abril de 2018

Catequese do Santo Papa: A Santa Missa XV


PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça São Pedro
Quarta-feira, 4 de abril de 2018
 

  
Estimados irmãos e irmãs bom dia e feliz Páscoa!

Vedes que hoje há flores: as flores indicam júbilo, alegria. Em certos lugares, a Páscoa é chamada também “Páscoa florida”, porque floresce Cristo Ressuscitado: é a nova flor; floresce a nossa justificação; floresce a santidade da Igreja. Por isso, muitas flores: é a nossa alegria. Nós festejamos a Páscoa toda a semana, a semana inteira. E por isso nos desejamos mais uma vez, todos nós, os bons votos de “Feliz Páscoa”. Digamos juntos: “Feliz Páscoa”, todos! [respondem: “Feliz Páscoa!”]. Gostaria que desejássemos também os votos de “Feliz Páscoa” — porque ele foi o Bispo de Roma — ao amado Papa Bento, que nos acompanha pela televisão. Ao Papa Bento, todos desejemos Feliz Páscoa [dizem: “Feliz Páscoa!”]. E um grande aplauso!

Com esta catequese encerramos o ciclo dedicado à Missa, que é precisamente a comemoração, mas não apenas como memória; vive-se de novo a Paixão e a Ressurreição de Jesus. A última vez chegamos até à Comunhão e à oração após a Comunhão; depois desta prece, a Missa termina com a Bênção concedida pelo sacerdote e com a despedida do povo (cf. Ordenamento Geral do Missal Romano, 90). Assim como tinha começado com o sinal da cruz, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, é ainda em nome da Trindade que se conclui a Missa, ou seja, a ação litúrgica.

Todavia, sabemos que quando a Missa termina, tem início o compromisso do testemunho cristão. Os cristãos não vão à Missa para cumprir um dever semanal e depois esquecer-se, não! Os cristãos vão à Missa para participar na Paixão e Ressurreição do Senhor, e em seguida viver mais como cristãos: tem início o compromisso do testemunho cristão! Saímos da igreja para «ir em paz» levar a Bênção de Deus às atividades diárias, aos nossos lares, aos ambientes de trabalho, às ocupações da cidade terrena, “glorificando o Senhor com a nossa vida”. Mas se eu sair da igreja tagarelando e dizendo: “Olha para isto, para aquilo...”, com a língua comprida, a Missa não entrou no meu coração. Porquê? Porque não sou capaz de viver o testemunho cristão. Cada vez que saio da Missa, devo sair melhor que quando entrei, com mais vida, com mais força, com mais vontade de dar testemunho cristão. Através da Eucaristia, o Senhor Jesus entra em nós, no nosso coração e na nossa carne, a fim de podermos «exprimir na vida o sacramento recebido da fé» (Missal Romano, Coleta da Segunda-Feira na Oitava de Páscoa).

Portanto, da celebração à vida, conscientes de que a Missa tem o seu cumprimento nas escolhas concretas de quem se deixa comprometer pessoalmente nos mistérios de Cristo. Não devemos esquecer que celebramos a Eucaristia para aprender a tornar-nos homens e mulheres eucarísticos. Que significa isto? Significa deixar que Cristo aja nas nossas obras: que os seus pensamentos sejam os nossos, os seus sentimentos os nossos, as suas escolhas as nossas. E isto é santidade: agir como Cristo é santidade cristã. Quem o exprime com exatidão é São Paulo; quando fala da própria assimilação a Jesus, diz assim: «Fui crucificado com Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu vivo-a na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim» (Gl 2, 19-20). Este é o testemunho cristão. A experiência de Paulo ilumina-nos também a nós: na medida em que mortificarmos o nosso egoísmo, ou seja, fizermos morrer o que se opõe ao Evangelho e ao amor de Jesus, cria-se dentro de nós maior espaço para o poder do seu Espírito. Os cristãos são homens e mulheres que deixam alargar a própria alma com a força do Espírito Santo, depois de ter recebido o Corpo e o Sangue de Cristo. Permiti que a vossa alma se alargue! Não estas almas tão estreitas e fechadas, pequenas, egoístas, não! Almas largas, almas grandes, com vastos horizontes... Deixai que a vossa alma se alargue com a força do Espírito, depois de receber o Corpo e o Sangue de Cristo.

Dado que a presença real de Cristo no Pão consagrado não acaba com a Missa (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1374), a Eucaristia é conservada no Tabernáculo para a Comunhão aos enfermos e para a adoração silenciosa do Senhor no Santíssimo Sacramento; com efeito, o culto eucarístico fora da Missa, quer de forma particular quer comunitária, ajuda-nos a permanecer em Cristo (cf. ibid., 1378-1380).

Portanto, os frutos da Missa estão destinados a amadurecer na vida de todos os dias. Podemos dizer assim, forçando um pouco a imagem: a Missa é como o grão, o grão de trigo que depois, na vida comum, cresce, cresce e amadurece nas boas obras, nas atitudes que nos tornam semelhantes a Jesus. Portanto, os frutos da Missa estão destinados a amadurecer na vida de todos os dias. Na verdade, aumentando a nossa união a Cristo, a Eucaristia atualiza a graça que o Espírito nos concedeu no Batismo e na Confirmação, a fim que o nosso testemunho cristão seja credível (cf. ibid., 1391-1392).
Além disso, o que faz a Eucaristia, acendendo nos nossos corações a caridade divina? Separa-nos do pecado: «Quanto mais participarmos na vida de Cristo e progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil nos será romper com Ele pelo pecado mortal» (ibid., 1395).

A frequência regular do Banquete eucarístico renova, fortalece e aprofunda o vínculo com a comunidade cristã à qual pertencemos, segundo o princípio de que a Eucaristia faz a Igreja (cf. ibid., 1396), unindo todos nós.

Por fim, participar na Eucaristia engaja-nos em relação aos outros, de maneira especial aos pobres, educando-nos a passar da carne de Cristo para a carne dos irmãos, onde Ele espera ser por nós reconhecido, servido, honrado e amado (cf. ibid., 1397).

Trazendo o tesouro da união com Cristo em vasos de barro (cf. 2 Cor 4, 7), temos contínua necessidade de regressar ao santo altar até podermos, no paraíso, participar plenamente da bem-aventurança do banquete de núpcias do Cordeiro (cf. Ap 19, 9).

Demos graças ao Senhor pelo caminho de redescoberta da Santa Missa, que Ele nos concedeu percorrer juntos, e deixemo-nos atrair com fé renovada por este encontro real com Jesus, morto e ressuscitado por nós, nosso contemporâneo. E que a nossa vida seja sempre “florida” assim, como a Páscoa, com as flores da esperança, da fé e das boas obras. Que encontremos sempre a força para isto na Eucaristia, na união com Jesus. Feliz Páscoa a todos!

Fonte: Vaticano

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Santa Teresinha revela, em 5 passos, como recebia a Sagrada Comunhão




 

“Ofereci-me a Jesus, não como uma pessoa que deseja receber sua visita para a própria consolação, mas, ao contrário, para dar prazer àquele que se dá a mim.”


Não posso dizer que tenha recebido muitas vezes consolações durante minhas ações de graças. Talvez seja este o momento em que menos as tenho… Acho isso muito natural, pois ofereci-me a Jesus, não como uma pessoa que deseja receber sua visita para a própria consolação, mas, ao contrário, para dar prazer àquele que se dá a mim.

  1. Imagino minha alma como um terreno livrepeço à Santíssima Virgem para tirar os entulhos que o possam impedir de estar livre.
  2. Em seguida, suplico-lhe levantar ela mesma uma vasta tenda, digna do Céu, que a orne com seus próprios adornos.
  3. Depois, convido todos os Santos e Anjos a virem fazer um magnífico concerto. Parece-me que, ao descer ao meu coração, Jesus fica contente de se ver tão bem recebido, e fico contente também…
  4. Tudo isso não impede que as distrações e o sono venham me visitar.
  5. Mas, ao sair da ação de graças, vendo que a fiz tão mal, tomo a resolução de ficar o dia todo em ação de graças

Referências

  • Extraído e levemente adaptado de “História de uma alma”, Manuscrito A, 80r. In: Obras completas, escritos e últimos colóquios. São Paulo: Paulus, 2002, p. 157.

Fonte: Aletéia

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

domingo, 25 de março de 2018

Catequese do Santo Papa: A Santa Missa XIV


PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça São Pedro
Quarta-feira, 21 de março de 2018



Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje é o primeiro dia de primavera: boa primavera! Mas o que acontece na primavera? Florescem as plantas, florescem as árvores. Far-vos-ei algumas perguntas. Uma árvore ou uma planta doentes, florescem bem, se estão doentes? Não! Uma árvore, uma planta que não for regada pela chuva ou artificialmente, pode florescer bem? Não! E uma árvore ou uma planta das quais foram tiradas as raízes, ou que não as têm, podem florescer? Não! Mas pode-se florescer sem raízes? Não! E esta é uma mensagem: a vida cristã deve ser uma vida que precisa de florescer em obras de caridade, em gestos de bem. Mas se tu não tens raízes, não poderás florescer; e quem é a raiz? Jesus! Se ali, nas raízes, não estiveres com Jesus, não florescerás! Se não regares a tua vida com a oração e os sacramentos, terás flores cristãs? Não! Porque a oração e os sacramentos irrigam as raízes e a nossa vida floresce. Faço-vos votos a fim de que esta primavera seja para vós uma primavera florida, como será a Páscoa florescida. Florida de boas obras, de virtudes, de gestos de bem para os outros. Recordai isto, é um pequeno verso muito bonito da minha Pátria: “O que a árvore tem de florescido vem daquilo que tem de enterrado”. Nunca cortemos as raízes com Jesus.

E agora continuemos com a catequese sobre a Santa Missa. A celebração da Missa, da qual percorremos os vários momentos, visa a Comunhão, ou seja, a nossa união com Jesus. A comunhão sacramental: não a comunhão espiritual, que podes fazer em casa, dizendo: “Jesus, gostaria de te receber espiritualmente”. Não, a comunhão sacramental, com o corpo e o sangue de Cristo. Celebramos a Eucaristia para nos alimentarmos de Cristo, que se oferece a nós quer na Palavra quer no Sacramento do altar, para nos conformar-nos com Ele. É o próprio Senhor quem o diz: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e Eu nele» (Jo 6, 56). Com efeito, o gesto de Jesus que deu aos discípulos o seu Corpo e Sangue na última Ceia, continua ainda hoje através do ministério do sacerdote e do diácono, ministros ordinários da distribuição do Pão da vida e do Cálice da salvação aos irmãos.

Na Missa, depois de ter partido o Pão consagrado, ou seja, o corpo de Jesus, o sacerdote mostra-o aos fiéis, convidando-os a participar no banquete eucarístico. Conhecemos as palavras que ressoam do santo altar: «Felizes os convidados para a Ceia do Senhor: eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo». Inspirado num trecho do Apocalipse — «Felizes os convidados para a ceia das núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9): diz “núpcias” porque Jesus é o Esposo da Igreja — este convite chama-nos a experimentar a íntima união com Cristo, fonte de alegria e de santidade. É um convite que rejubila e, ao mesmo tempo, impele a um exame de consciência, iluminado pela fé. Com efeito, se por um lado vemos a distância que nos separa da santidade de Cristo, por outro acreditamos que o seu Sangue é «derramado para a remissão dos pecados». Todos nós fomos perdoados no batismo, e todos nós somos perdoados ou seremos perdoados cada vez que nos aproximarmos do sacramento da penitência. E não nos esqueçamos: Jesus perdoa sempre. Jesus não se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão. Precisamente pensando no valor salvífico deste Sangue, Santo Ambrósio exclama: «Eu, que peco sempre, devo ter sempre à disposição o remédio» (De sacramentis, 4, 28: pl 16, 446a). Nesta fé, também nós dirijamos o olhar para o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, e invoquemo-lo: «Ó Senhor, não sou digno de participar na vossa mesa: mas dizei uma só palavra e eu serei salvo». Dizemos isto em cada Missa.

Somos nós que nos movemos em procissão para receber a Comunhão, caminhamos rumo ao altar em procissão para receber a Comunhão, mas na realidade é Cristo que vem ao nosso encontro para nos assimilar a si. Há um encontro com Jesus! Nutrir-se da Eucaristia significa deixar-se transformar naquilo que recebemos. Santo Agostinho ajuda-nos a compreender isto, quando narra acerca da luz recebida ao ouvir Cristo dizer: «Eu sou o alimento dos grandes. Cresce, e comer-me-ás. E não serás tu que me transformarás em ti, como o alimento da tua carne, mas tu serás transformado em mim» (Confissões, VII, 10, 16: pl 32, 742). Cada vez que recebemos a Comunhão, assemelhamo-nos mais a Jesus, transformamo-nos mais em Jesus. Do mesmo modo que o pão e o vinho são transformados no Corpo e Sangue do Senhor, assim quantos os recebem com fé são transformados em Eucaristia viva. Ao sacerdote que, distribuindo a Eucaristia, te diz: «O Corpo de Cristo», tu respondes: «Amém», ou seja, reconheces a graça e o compromisso que comporta tornar-se Corpo de Cristo. Pois quando recebes a Eucaristia, tornas-te corpo de Cristo. Isto é bonito, é muito bonito. Enquanto nos une a Cristo, arrancando-nos dos nossos egoísmos, a Comunhão abre-nos e une-nos a todos aqueles que são um só nele. Eis o prodígio da Comunhão: tornamo-nos aquilo que recebemos!

A Igreja deseja profundamente que também os fiéis recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na própria Missa; e o sinal do banquete eucarístico exprime-se com maior plenitude se a sagrada Comunhão for feita sob as duas espécies, não obstante saibamos que a doutrina católica ensina que sob uma só espécie recebemos Cristo inteiro (cf. Ordenamento Geral do Missal Romano, 85; 281-282). Segundo a praxe eclesial, o fiel aproxima-se normalmente da Eucaristia em forma processional, como dissemos, e comunga de pé, com devoção, ou então de joelhos, como estabelece a Conferência episcopal, recebendo o sacramento na boca ou, onde for permitido, nas mãos, como preferir (cf. OGMR, 160-161). Após a Comunhão, o silêncio, a oração silenciosa, ajuda-nos a conservar no coração o dom recebido. Prolongar um pouco aquele momento de silêncio, falando com Jesus no coração, ajuda-nos muito, assim como cantar um salmo ou um hino de louvor (cf. OGMR, 88), que nos ajude a estar com o Senhor.

A Liturgia eucarística é concluída pela oração depois da Comunhão. Nela, em nome de todos, o sacerdote dirige-se a Deus para lhe dar graças por nos ter tornado seus comensais e pede que aquilo que recebemos transforme a nossa vida. A Eucaristia revigora-nos a fim de darmos frutos de boas obras para viver como cristãos. É significativa a oração de hoje, na qual pedimos ao Senhor que «a participação nos seu sacramento seja para nós remédio de salvação, nos cure do mal e nos confirme na sua amizade» (Missal Romano, Quarta-Feira da 5ª Semana de Quaresma). Aproximemo-nos da Eucaristia: receber Jesus que nos transforma nele torna-nos mais fortes. O Senhor é tão bom e tão grande!

Fonte: Vaticano

domingo, 18 de março de 2018

Catequese do Santo Papa: A Santa Missa XIII

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça São Pedro
Quarta-feira, 14 de março de 2018

 
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Continuemos com a Catequese sobre a Santa Missa. Na última Ceia, depois de ter tomado o pão e o cálice do vinho, e de ter dado graças a Deus, sabemos que Jesus «partiu o pão». A esta ação corresponde, na Liturgia eucarística da Missa, a fração do Pão, precedida pela oração que o Senhor nos ensinou, ou seja, o “Pai-Nosso”.

E assim começam os ritos de Comunhão, prolongando o louvor e a súplica da Oração eucarística com a recitação comunitária do “Pai-Nosso”. Esta não é uma das tantas orações cristãs, mas é a oração dos filhos de Deus: é a grande oração que Jesus nos ensinou. Com efeito, entregue a nós no dia do nosso Batismo, o “Pai-Nosso” faz ressoar em nós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Quando rezamos o “Pai-Nosso”, oramos como Jesus. Foi a oração que Jesus proferiu e que nos ensinou; quando os discípulos lhe disseram: “Mestre, ensina-nos a rezar como tu rezas”. E Jesus rezava deste modo. É tão bonito rezar como Jesus! Formados pelo seu divino ensinamento, ousamos dirigir-nos a Deus chamando-o “Pai” porque renascemos como seus filhos através da água e do Espírito Santo (cf. Ef 1, 5). Na verdade, ninguém poderia chamá-lo familiarmente “Abbá” — “Pai” — sem ter sido gerado por Deus, sem a inspiração do Espírito, como ensina São Paulo (cf. Rm 8, 15). Devemos pensar: ninguém pode chamá-lo “Pai” sem a inspiração do Espírito. Quantas vezes as pessoas dizem “Pai Nosso”, mas não sabem o que estão a dizer. Porque sim, é o Pai, mas será que quando dizes “Pai” sentes que Ele é o Pai, o teu Pai, o Pai da humanidade, o Pai de Jesus Cristo? Tens uma relação com este Pai? Quando rezamos o “Pai-Nosso”, entramos em relação com o Pai que nos ama, mas é o Espírito quem nos confere esta relação, este sentimento de sermos filhos de Deus.
Que oração melhor do que aquela que Jesus nos ensinou pode predispor-nos para a Comunhão sacramental com Ele? Além da Missa, o “Pai-Nosso” é rezado, durante a manhã e à noite, nas Laudes e nas Vésperas; deste modo, a atitude filial em relação a Deus e de fraternidade para com o próximo contribuem para dar forma cristã aos nossos dias.

Na Oração do Senhor — no “Pai-Nosso” — pedimos o «pão de cada dia», no qual entrevemos uma especial referência ao Pão eucarístico, do qual necessitamos para viver como filhos de Deus. Imploramos também «o perdão dos nossos pecados», e para sermos dignos de receber o perdão de Deus comprometemo-nos a perdoar a quem nos tem ofendido. E isto não é fácil. Perdoar as pessoas que nos ofenderam não é fácil; é uma graça que devemos pedir: “Senhor, ensina-me a perdoar como tu me perdoaste”. É uma graça. Com as nossas forças não podemos: perdoar é uma graça do Espírito Santo. Assim, enquanto nos abre o coração a Deus, o “Pai-Nosso” dispõe-nos também ao amor fraterno. Por fim, peçamos ainda a Deus para «nos libertar do mal» que nos separa d’Ele e nos divide dos nossos irmãos. Compreendemos bem que estas são exigências muito adequadas para nos prepararmos para a Sagrada Comunhão (cf. Ordenamento Geral do Missal Romano, 81).

Com efeito, quanto pedimos no “Pai-Nosso” é prolongado pela oração do sacerdote que, em nome de todos, suplica: «Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz». E depois recebe uma espécie de selo no rito da paz: em primeiro lugar, invoca-se de Cristo que o dom da sua paz (cf. Jo 14, 27) — tão diferente da paz do mundo — faça crescer a Igreja na unidade e na paz, segundo a sua vontade; portanto, com o gesto concreto trocado entre nós, expressamos «a comunhão eclesial e o amor recíproco, antes de receber o Sacramento» (OGMR, 82). No Rito romano a troca do sinal de paz, colocado desde a antiguidade antes da Comunhão, visa a Comunhão eucarística. Segundo a admoestação de São Paulo, não é possível comungar o único Pão que nos torna um só Corpo em Cristo, sem nos reconhecermos pacificados pelo amor fraterno (cf. 1 Cor 10, 16-17; 11, 29). A paz de Cristo não pode enraizar-se num coração incapaz de viver a fraternidade e de a reparar depois de a ter ferido. É o Senhor quem concede a paz: Ele dá-nos a graça de perdoar a quem nos tem ofendido.

O gesto da paz é seguido pela fração do Pão, que desde o tempo dos apóstolos conferiu o nome a toda a celebração da Eucaristia (cf. OGMR, 83; Catecismo da Igreja Católica, 1329). Cumprido por Jesus durante a última Ceia, partir o Pão é o gesto revelador que permitiu aos discípulos reconhecê-lo depois da sua ressurreição. Recordemos os discípulos de Emaús, os quais, falando do encontro com o Ressuscitado, narram «como o tinham reconhecido ao partir o pão» (cf. Lc 24, 30-31.35).

A fração do Pão eucarístico é acompanhada pela invocação do «Cordeiro de Deus», figura com a qual João Batista indicou em Jesus «aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1, 29). A imagem bíblica do cordeiro fala da redenção (cf. Êx 12, 1-14; Is 53, 7; 1 Pd 1, 19; Ap 7, 14). No Pão eucarístico, partido pela vida do mundo, a assembleia orante reconhece o verdadeiro Cordeiro de Deus, ou seja, Cristo Redentor, e suplica-o: «Tende piedade de nós... dai-nos a paz».

«Tende piedade de nós», «dai-nos a paz» são invocações que, da oração do “Pai-Nosso” à fração do Pão, nos ajudam a predispor a alma a participar no banquete eucarístico, fonte de comunhão com Deus e com os irmãos.

Não nos esqueçamos da grande oração: a que Jesus nos ensinou, e que é a oração com a qual Ele rezava ao Pai. E esta oração prepara-nos para a Comunhão.

 Fonte: Vaticano

sexta-feira, 16 de março de 2018

RESPOSTA: Véu Preto na Semana Santa?


Ave Maria!

Estamos na quaresma e logo mais vem a semana das dores ,ofício das trevas (dias de luto pelo nosso senhor) sou solteira, tenho o costume de usar o véu branco,e estive pensando em usar o o véu preto nesses dias de luto ,é errado pensar e querer agir dessa forma ?


Não é errado pensar e querer fazer isso.

Você pode usar o véu preto na Semana Santa ou somente no Tríduo Pascal (quinta a sábado) ou somente na Sexta-Feira Santa.


Porém, não é necessário isso, não é obrigatório, não precisa.

Já participei da Sexta Santa celebrada no Rito de Trento e as mulheres solteiras estavam usando o véu branco, normalmente.


Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
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