Seguidores

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

São João Damasceno - 4 de Dezembro


Nascido em Damasco, talvez de família árabe cristã, João Damasceno foi magistrado, como o pai, porém logo abandonou tudo e abraçou a vida monástica. Ordenado sacerdote pelo bispo de Jerusalém, dedicou-se a recolher em seus escritos o pensamento dos Padres, cuja brilhante série ele encerrou no Oriente. Sentiu-se filho da cultura bizantina e escreveu em grego. Reagiu vigorosamente contra as pretensões dos "iconoclastas", desejosos de destruir as imagens sagradas. deixou numerosas obras. Leão XIII proclamou-o doutor da Igreja.

Liturgia

Leitura 2Tm 1, 13-14; 2, 1-3
Salmo 18
Evangelho Mt 25, 14-30

Fonte: Missal Cotidiano

São João Damasceno, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

São Francisco Xavier - 3 de Dezembro


A Igreja tem uma missão: pregar o Evangelho a todo homem (Mc 16,15). O Espírito Santo jamais lhe deixou faltar quem sentisse essa urgência profunda. Francisco Xavier foi um desses grandes "missionários". Espanhol, foi companheiro de estudos de Inácio de Loiola em Paris e, com ele, um dos fundadores da Companhia de Jesus. Partiu como missionário para a Índia e Japão em 1541. Era o primeiro padre europeu a ir àquela antiga civilização. Sustentado pelo espírito de oração e alegria, era bom organizador. No curso de sua intensíssima pregação, percorreu a Índia, a Malaca, as Molucas, outras ilhas isoladas do Pacífico e o Japão. Sabia adaptar a mensagem evangélica às "culturas" locais e parece ter batizado mais de trinta mil pagãos. Morreu com apenas quarenta e seis anos, na ilha de San Chao. Preparava-se para evangelizar a China. Seu corpo está em Goa (Índia). É padroeiro dos missionários.

Liturgia

Leitura 1Cor 9, 16-19.22-23
Salmo 116
Evangelho Mc 16, 15-20

Fonte: Missal Cotidiano

São Francisco Xavier, rogai por nós!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

São Leonardo de Porto Maurício - Dia 26 de Novembro


Lembramos hoje a santidade do sacerdote que, pela sua vida e missão, mereceu ser constituído pelo Papa Pio XI, como Patrono dos sacerdotes que, em qualquer parte da terra, se consagram às missões populares católicas. São Leonardo, o grande missionário do século XVIII, como lhe chamou Santo Afonso Maria de Ligório, nasceu em Porto Maurício, perto de Gênova, Itália, a 20 de dezembro de 1676. Aconteceu que Leonardo perdeu muito cedo sua mãe, tendo sido criado e educado pelo seu tio. Encontrou cedo sua vocação ao Sacerdócio, por isso, ao renunciar a si mesmo, foi para Roma formar-se no Colégio da Companhia de Jesus. Por causa da sua inocência e sólida virtude, conquistou a simpatia e a alta consideração de seus superiores, que nele viam outro angélico Luís Gonzaga. Entrou para a Ordem Franciscana, no Convento de São Boaventura, e com 26 anos já era Padre. Começou a vivenciar toda a riqueza do Evangelho e a radicalidade típica dos imitadores de Francisco, por isso ocupou posições cada vez maiores no serviço à Ordem, à Igreja e para com todos. Devoto da Virgem Maria, que lhe salvou a vida num tempo de incurável doença (tuberculose), São Leonardo de Porto Maurício era devotíssimo do Sagrado Coração de Jesus na forma da adoração ao Jesus Eucarístico.


Foi, no século XVIII, o grande apóstolo do santo exercício da Via-Sacra. Era um grande amante da pobreza radical e franciscana. Toda a vida, penitências e orações de São Leonardo convergiam para a salvação das almas. Era tal a unção, a caridade ardente e o entusiasmo que repassava em suas pregações, que o célebre orador Bapherini, encanecido já no exercício da palavra, sendo enviado por Clemente XII a ouvir os sermões de Leonardo para depois o informar a este respeito, desempenhou-se da sua missão dizendo "que nunca ouvira pregador mais arrebatador, que o efeito de seus discursos era irresistível, que ele próprio não pudera reter as lágrimas". São Leonardo era digno sucessor de Santo Antônio de Lisboa, de São Bernardino de Sena e de São João Capistrano. O próprio Pontífice Bento XIV quis ouvir o famoso missionário, e para isso chamou-o a Roma, em 1749, a fim de preparar os fiéis para o Ano Santo. Depois de derramar-se por Deus e pelos outros, São Leonardo de Porto Maurício, não se tornou mártir, como tão desejava, mas deu toda sua vida no dia-a-dia até adoecer e entrar no Céu a 26 de novembro de 1751, no Convento de São Boaventura, em Roma, onde, 54 anos antes, se consagrara ao Senhor sob o burel de São Francisco. Não se limitou apenas à pregação o ilustre missionário de Porto Maurício; deixou também vasta coleção de escritos, publicados a princípio isoladamente, e reunidos depois numa grande edição, que prolonga no futuro a sua prodigiosa ação missionária, não apenas dentro das fronteiras da Itália, mas cujo âmbito é todo o mundo civilizado, pelas traduções feitas em quase todas as línguas cultas. Estes escritos constituem, em geral, um rico tesouro de verdades ascéticas e ensinamentos morais e homiléticos.

Dentre seus escritos está o livro AS EXCELÊNCIAS DA SANTA MISSA que nos relata o tesouro que é a missa, como devemos nos portar antes, durante e depois dela e as bênçãos e graças concedidos a quem participa de uma Santa Missa. Esse belíssimo livro pode ser adquirido em qualquer boa livraria católica, bem como, pode ser lido aqui nesse blog.


Fonte: Canção Nova

São Leonardo de Porto Maurício, rogai por nós!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

São Lucas, evangelista- Dia 18 de Outubro


Lucas nasceu em Antioquia e exerceu a profissão de médico (Cl 4, 14), depois da conversão, esteve a serviço de Paulo (Fm 24; 2Tm 4,11; At 6, 10-17; 20, 21;28) e encontrou-se provavelmente a seu lado em seus últimos dias (2Tm 4,11). Sua origem grega, sua procedência do paganismo e a colaboração com a obra apostólica de Paulo aparecem sob muitos aspectos em toda ação evangelizadora e nos escritos paulinos.

O Evangelho de Lucas tem como tema fundamental a admissão de todos os povos à salvação (Lc 3,6; 7,1-9; 13, 28-30; etc.) e a participação no Reino de todas as categorias de pessoas que a antiga Lei excluía do culto: os pobres, os pecadores, os fracos, as mulheres, os pagãos (Lc 5, 29-37; 7, 36-50; 8, 1-3; 10, 21-22). É todo um "alegre anúncio" de que Jesus é o Salvador, todo bondade, misericórdia, doçura, alegria. Sua vida e ministério são apresentados como uma "viagem" de subida a Jerusalém, ao Calvário, à glória.

Os Atos dos Apóstolos são para Lucas uma "história-anúncio" da Igreja missionária no mundo, sob o poderoso influxo do Espírito Santo. Narra ele em círculos concêntricos a difusão da mensagem e do mistério de Cristo por obra dos Apóstolos, discípulos, diáconos e fiéis, apresentando primeiro a Igreja de Jerusalém, depois as primeiras missões na Palestina e circunvizinhanças, e enfim as grandes viagens apostólicas de Paulo.

Liturgia

Primeira Leitura 2 Tm 4, 10-17a

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo
Caríssimo, Demas me abandonou por amor deste mundo, e foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia, Tito para a Dalmácia. Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é útil para o ministério. Mandei Tíquico a Éfeso. Quando vieres, traze contigo a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos. Alexandre, o ferreiro, tem-me causado muito dano; o Senhor lhe pagará segundo as suas obras! Evita-o também tu, pois ele fez forte oposição às nossas palavras. Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta. Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 144 (145)

R. Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

- Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
e os vossos santos com louvores vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
e saibam proclamar vosso poder! R.

- Para espalhar vossos prodígios entre os homens
e o fulgor de vosso reino esplendoroso.
O vosso reino é um reino para sempre,
vosso poder, de geração em geração. R.

- É justo o Senhor em seus caminhos,
é santo em toda obra que ele faz.
Ele está perto da pessoa que o invoca,
de todo aquele que o invoca lealmente. R.

Evangelho Lc 10, 1-9
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar onde ele próprio devia ir. E dizia-lhes:
"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem sacola nem sandálias, e não cumprimentais ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquele mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: 'O Reino de Deus está próximo de vós'."
Palavra da Salvação
Glória a vós, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

São Lucas, rogai por nós!

domingo, 23 de setembro de 2012

São Pio de Pietrelcina - 23 de Setembro

Hoje a Igreja Católica lembra do santo do nosso século, São Pio de Pietrelcina.


Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.

Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.

Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinos em Morcone, adotando o nome de "Frei Pio" e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento.

Após a ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.

Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus Cristo, em seu próprio corpo.

Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por meio desse sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio, conhecido por ele como "barba azul".

Torturado, tentado e testado muitas vezes pelo maligno, esse grande santo sabia muito da sua astúcia no afã de desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como "Casa Alívio do Sofrimento", que se tornou uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.

Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadoras do amor e paz de Deus, para serem instrumentos dessas virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.

Na ocasião do aniversário de 50 anos de grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Essa Celebração Eucarística foi o caminho para o seu Calvário definitivo, na qual entregaria a alma e o corpo ao seu grande Amor: Nosso Senhor Jesus Cristo; e a última vez em que os seus filhos espirituais veriam a quem tanto amavam.

Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu.

Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice.

Padre Pio dizia: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!

Vejam um vídeo onde o pe. Paulo Ricardo fala sobre esse querido santo da Igreja.



Fonte: Canção Nova e Christo Nihil Praeponere

São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

São Maximiliano Maria Kolbe - Dia 14 de Agosto


Maximiliano Maria Kolbe entrou para o elenco dos santos com o título de sacerdote e mártir. Seu testemunho ilumina com luz pascal o horroroso mundo dos campos de concentração.
Nasceu na Polônia em 1894; consagrou-se ao Senhor na família franciscana dos Menores Conventuais. Grande devoto da Virgem Maria, fundou "a Milícia de Maria Imaculada" e desenvolveu, através da palavra e dos seus escritos, intenso apostolado missionário na Europa e na Ásia. Deportado para Auschevitz durante a segunda guerra mundial, num ímpeto de caridade ofereceu sua vida de sacerdote em troca da vida de um pai de família, seu companheiro de prisão. 
Morreu no "bunker", de fome, aos 14 de agosto de 1941. João Paulo II chamou-o de "patrono de nosso difícil século". Sua vida situa-se na encruzilhada dos problemas emergentes de nosso tempo: fome, paz entre os povos, reconciliação, necessidade de dar sentido à vida e à morte.

Para saber mais sobre esse querido santo e mártir acesse o portal: Milícia da Imaculada Brasil.

Liturgia

I Leitura Sb 3, 1-9
Salmo 115
Evangelho Jo 15, 12-16

Fonte: Missal Cotidiano

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

domingo, 15 de julho de 2012

São Boaventura - 15 de Julho


João Fidanza nasceu em Viterbo em 1218. Entrando para os franciscanos, estudou filosofia e teologia em Paris, onde foi professor por longo tempo. Eleito superior geral de sua ordem, organizou-a e dirigiu-a sabiamente, a ponto de ser chamado "segundo fundador e pai". Francisco, de fato, não deixara nenhuma constituição precisa. Para tê-lo perto de Roma, o papa nomeou-o bispo de Albano e cardeal, encarregando-o de preparar o II Concílio Ecumênico de Lião, para a união dos cristãos latinos e gregos. Sua teologia, agostiniana de espírito e de princípios, é fortemente cristocêntrica, tornando-o capaz de compreender profundamente a teologia oriental. Aberto o Concilio a 7 de maio de 1274, chegaram a 28 de junho a um acordo para a união (rompido cedo demais), mas a 15 de julho morria Boaventura, assistido pelo papa Gregório X. Além de prático e especulativo, rico de sentimento, era também grande contemplativo e místico. Foi por isso honrado com o título de "Doutor seráfico".

Liturgia

I Leitura Ef 3, 14-19
Salmo 118
Evangelho Mt 23, 8-12

Fonte: Missal Cotidiano

São Boaventura, rogai por nós!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

São Bento, abade - Dia 11 de Julho


Hoje a Igreja Católica lembra São Bento. A vida do "pai do monaquismo ocidental" é conhecida por nós através dos Diálogos de são Gregório Magno. Tendo abandonado o "mundo" o jovem Bento fez primeiro experiências de vida "eremítica" (solitária); posteriormente, após a trágica experiência de reformar monges em Vicovaro (tentaram envenená-lo), passou a Subiaco. Expulso de lá, dirigiu-se a Montecassino, onde iniciou a vida "cenobítica" (comunitária) e escreveu a célebre "Regra" monástica. Esta funde em bela harmonia a experiência ascética dos orientais (especialmente de Basílio), a sabedoria romana, o espírito e sabedoria evangélica. Une oração e trabalho ("ora et labora"), quer manual, quer intelectual, sob a orientação do Abade (Pai). Tudo na Regra é simplicidade e prudência, severidade e brandura, liberdade e sujeição. Os beneditinos espalharam-se pela Europa e converteram-se a Cristo, conservando a sua unidade religiosa. Por isso, São Bento foi proclamado por Paulo VI, em 1964, principal "Padroeiro da Europa".

Liturgia

I Leitura Pr 2, 1-9

Leitura do Livro dos Provérbios
Meu filho, se aceitares as minhas palavras, e guardares contigo os meus mandamentos, prestando atenção à sabedoria e inclinando o teu coração ao conhecimento da prudência; se suplicares a inteligência e pedires em voz alta a prudência; se andares à sua procura como ao dinheiro, e te lançares no seu encalço como a um tesouro; então compreenderás o temor do Senhor, e alcancarás o conhecimento de Deus. Porque é o Senhor quem dá a sabedoria, de sua boca procedem a ciência e o discernimento. Ele reserva o êxito aos retos. É um escudo para quem caminha com integridade, protege aquele que segue as veredas da justiça e guarda o caminho dos seus fiéis. Então conhecerás a justiça e o direito, a equidade e todo bom caminho.
Palavra do Senhor.
Graças à Deus.

Salmo 33

Evangelho Mt 19, 27-29

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: "Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que haveremos de receber?" Jesus respondeu: "Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna."
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

ORAÇÃO DE SÃO BENTO


Crux Sacra Sit Mihi Lux
Non Draco Sit Mihi Dux
Vade Retro Satana Nunquam Suade Mihi Vana, 
Sunt Mala Quae Libas, Ipse Venena Bibas


A MEDALHA DE SÃO BENTO


A medalha de São Bento é um sacramental.

Na sua frente (onde tem a imagem do santo) está escrito:

Ó Deus, que com tantos e tamanhos privilégios honrastes a preciosa morte do gloriosíssimo patriarca São Bento, concedei, assim vo-lo pedimos, que à hora da nossa morte sejamos defendidos das ciladas do inimigo, pela presença daquele cuja memória celebramos. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém 

Já no verso da medalha está escrito:

 cruz (vertical) - C S S M L = Crux Sacra Sit Mihi Lux = A cruz sagrada seja a minha luz

cruz (horizontal) - N D S M D = Non Draco Sit Mihi Dux = Não seja o dragão o meu guia
círculo em volta da cruz - V R S N S M V S M Q L I V B = Vade Retro Satana Nunquam Suade Mihi Vana, Sunt Mala Quae Libas, Ipse Venena Bibas = Retira-te Satanás, Nunca me aconselhes coisas vãs, É mau o que tu ofereces, Bebe tu mesmo o teu veneno.

Fonte: Missal Cotidiano e Mosteiro de São Bento Brasilia

São Bento, rogai por nós!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santo Antônio de Pádua- 13 de Junho



Santo Antônio de Lisboa e de Pádua, confunde-se com o milagre. Não há canto ou recanto da vida humana que Santo Antônio não tenha visitado e nem necessidades a que não tenha atendido. A confiança do povo em Santo Antônio é ilimitada e suas súplicas parecem ser sempre atendidas, mesmo em situações humanamente desesperadoras.
Quem foi Santo Antônio? Fernando de Bulhões e Taveira nasceu em Lisboa, sendo português de nascimento, pelo fim do seculo XII. Morreu em Pádua, Itália, no dia 13 de Junho de 1231. Seu nome está em todo o mundo, sendo o santo mais popular da Igreja Católica em todo o Ocidente. Foi frade franciscano. Pela exumação de seus restos mortais, Santo Antônio teria tido "um físico excepcional para um homem da Idade Média: 1,70m de altura, ombros largos e pernas fortes, rosto comprido e estreito, nariz fino, cabelos pretos, feições másculas". Mais importante, no entanto, do que seus traços físicos, foram o espírito e coração deste homem incansável, que pregou o caminho do Evangelho, lutou pelo bem dos pobres e, corajosamente, investiu contra tiranos e exploradores do povo. Seus escritos deixam a impressão de uma pessoa forte e decidida, com feições iluminadas e olhar aceso. Ao mesmo tempo, deixam transparecer uma enorme ternura pelos pobres.
Santo Antônio é, sem dúvida, graças à força irradiante de sua pessoa e aos milagres sem conta que lhe são atribuídos, o santo mais querido do povo cristão.
Hoje, ele parece mais vivo do que nunca, pregando os ideais de Cristo e abençoando seus fiéis devotos.
É honrado com o título de "Doutor evangélico".

Liturgia

I Leitura Is 61, 1-3a
Salmo 88
Evagelho Lc 10, 1-9


ORAÇÃO A SANTO ANTÔNIO

Ó grande e bem-amado Santo Antônio de Pádua! Vosso amor a Deus e ao próximo, vosso exemplo de vida cristã, fizeram de vós um dos maiores Santos da Igreja. Eu vos suplico tomar sob a vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos, e toda a minha vida. Estou persuadido de que nenhum mal poderá atingir-me, enquanto estiver sob a vossa proteção. Protegei-me e defendei-me: sou um pobre pecador. Recomendai minhas necessidades e apresentai-vos como meu medianeiro a Jesus; a quem tanto amais. Por vosso mérito, Ele aumente minha fé e caridade, console-me nos sofrimentos, livre-me de todo mal e não me deixe sucumbir na tentação.
Ó Deus poderoso, livrai-me de todo o perigo do corpo e da alma. Auxiliado continuamente por vós, possa viver cristãmente e santamente morrer. Amém.

Para ver a Trezena de Santo Antonio clique AQUI!

Fonte: Missal Cotidiano e Devocionário e Trezena a Santo Antônio, editora Loyola, com imprima-se

Santo Antônio, rogai por nós!

terça-feira, 1 de maio de 2012

São José Operário - 01 de Maio


Em 1955, Pio XII instituiu a festa de "S. José operário", para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à "festa do trabalho". Uma vez que todas as nações celebram tal festa a 1 de maio.
A celebração de hoje é uma Memória facultativa. A figura de S. José, o humilde e grande artesão de Nazaré, orienta para Cristo, Salvador do homem, Filho de Deus, que participou em tudo da condição humana (cf GS 22;32). Destarte, é afirmado antes de tudo que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui autêntico valor humano. O homem moderno tomou consciência deste valor, ao reivindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade.
A Igreja "batiza" hoje a festa do trabalho para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que, em alguns países, prosseguem para obter maior justiça e liberdade. Fá-lo também para pedir a todos os fiéis que reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos (Mater et Magistra de João XXIII e Populorum Progressio de Paulo VI, por exemplo).
Nesta "festa do trabalho", sob o patrocínio de S. José operário, reunimo-nos em assembléia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque Deus, que trabalhou na criação "durante seis dias" (Gn 1-2), acrescenta à sua obra o "sétimo dia" para criar um mundo novo (Jo 5,17) e porque essa nova criação, na qual colaboram os que se tornaram filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia. A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor do sobrenatural de suas buscas e iniciativas.
Este "novo" trabalho, destinado a estabelecer a nova criação, obedece às leis naturais de todo trabalho, mas é consumado "em Cristo Jesus", que nos faz filhos de Deus sem nos tirar de nossa condição de criaturas. Falando de um trabalho realizado "por Deus" (cf Jo 6, 27-29; Cl 3,23-4,1; 1Cor 10, 31-33), ou em "ação de graças" a Deus, o Novo Testamento pede insistentemente que o trabalho humano reflita já o espírito do "mundo novo", mediante a caridade e o sentido social que o deve animar (cf At 18,3; 20, 33-35; Ef 4,28). Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino (cf GS 33-39; 57-72).

Liturgia 

I Leitura Gn 1, 26-2,3 (ou Cl 3, 14-15.17.23-24)
Salmo 89 (90)
Evangelho Mt 13, 54-58

Fonte: Missal Cotidiano

São José Operário, rogai por nós!

sábado, 28 de abril de 2012

São Luís Maria de Grignion de Montfort - 28 de Abril

 
Luís Maria Grignion nasceu na aldeia de Montfort, na Bretanha Menor, no ano de 1673, de uma família muito numerosa, ao ser crismado, acrescentou ao seu prenome o nome de Maria, devido sua devoção à Virgem Maria, que permeou toda sua vida. Sentiu bem cedo o desejo de seguir o sacerdócio e assim percorreu o caminho dos estudos e preparou-se para o sacerdócio em Paris.
Nomeado missionário apostólico pelo Papa Clemente XI, percorreu as regiões ocidentais da França, anunciando o mistério da Sabedoria eterna: o Cristo encarnado e crucificado, ensinando o caminho da santidade por Maria a Jesus. Foi grande pregador, homem de oração, amante da Santa Cruz, dos doentes e pobres; como bom escravo da Virgem Santíssima não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia na consagração total e liberal à Santa Maria.
Reuniu à sua obra presbíteros, irmãos e irmãs, junto a bem-aventurada Maria Luíza Michel.
Morreu em Saint-Laurent-sur-Sèvre (Luçon), a 28 de abril de 1716, deixando numerosos escritos, em particular sobre a espiritualidade mariana. Foi quem escreveu o "Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem", que influencia ainda hoje, muitos filhos de Maria. Influenciou inclusive o saudoso Papa João Paulo II, que por viver o que São Luís nos partilhou, adotou como lema o Totus Tuus, Mariae, isto é, "Sou todo teu, ó Maria".

Liturgia

I Leitura 1Cor 1, 18-25
Salmo 39
Evangelho Mt 28, 16-20

Fonte: Missal Cotidiano e Canção Nova

São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

São Jorge - 23 de Abril


Já no século IV existia em Lida, na Palestina, uma igreja sobre o túmulo de são Jorge, centro de numerosas peregrinações. O culto do "grande mártir" (como era chamado) tornou-se popularíssimo no Oriente e no Ocidente. A lenda do soldado vencedor do dragão (em Beirute) - que pode ser símbolo da superação dos sacrifícios humanos - contribuiu para difundir o seu culto. A Geórgia tomou-lhe o nome; muitas cidades e nações, como também algumas corporações militares, veneram-no como padroeiro. É o protetor dos escoteiros.

Fonte: Missal Cotidiano 

São Jorge, rogai por nós!

segunda-feira, 19 de março de 2012

SÃO JOSÉ, esposo da Virgem Maria - 19 de Março


O dia de São José é dia de preceito para a Igreja em vários locais do mundo, porém, aqui no Brasil esse dia NÃO É MAIS de preceito, por  autorização da Santa Sé.

São José legou a Jesus a descendência de Davi. Jesus pôde, portanto, reinvidicar este título messiânico prenunciado pela Eucaristia. Esta função de José é posta em particular relevo pela dupla genealogia de Jesus, que os evangelistas nos deixaram (Mt 1, 1-17; Lc 3, 23-38). Além disso, José, o patriarca que realiza o tema bíblico "dos sonhos" (Mt 1, 20-24; 2, 13-19), com os quais Deus frequentemente comunicou aos homens suas intenções. Como João Batista é o último dos profetas, porque aponta (Jo 1,29) aquele que as profecias anunciaram, José é o último patriarca bíblico, que recebeu o dom dos "sonhos" (Gn 28, 10-20; 37, 6-11). Essa semelhança com os antigos patriarcas manifesta-se, ainda mais claramente, no relato da fuga para o Egito, com a qual José refaz a viagem do antigo José, a fim de que se cumpra nele e em Jesus, seu filho, o novo êxodo (Mt 2, 13-23; Os 11, 1; Gn 37; 50, 22-26). Enfim, José, é o chefe da modesta família, na qual os seus contemporâneos puderam constatar a realidade da encarnação do Verbo e descobrir a grandeza das humildes realidades temporais de que Deus se serve para realizar seu plano.
José, esposo de Maria, é o último dos justos do Antigo Testamento que vive em fé. Pela fé mereceu ser o guardião da "promessa" agora realizada no "mistério da salvação". O Evangelho o apresenta como uma figura fundamental no desígnio de amor do Pai, com uma função de "sinal" privilegiado da paternidade de Deus.
A devoção popular, impondo tanta veneração a são José, reconhece profundamente que Deus escolhe para sua obra as pessoas mais adequadas e o momento mais justo.
Quem preside a liturgia eucarística desempenha, como são José, um papel de "guarda" e administrador do mistério de salvação. O espírito de serviço dos ministros do culto deve, enfim, tornar digna de fé a maternidade da Igreja, a paternidade de Deus. As escolhas do Pai são fundamentalmente "justas" e não escapam aos enganos ligados ao risco da liberdade humana que Deus sempre respeita.

domingo, 18 de março de 2012

São Cirilo de Jerusalém - Dia 18 de Março


Bispo de Jerusalém na época do arianismo, Cirilo é sobretudo conhecido pelas "catequeses" ou instruções de catecúmenos, uma das mais importantes obras catequéticas da antiguidade, clara pelo pensamento e estilo. Elas mostram um pastor preocupado com a formação dos novos cristãos, Cirilo queria uma fé que envolvesse a vida, e indicava a seus catecúmenos o caminho cristão: do Batismo à Eucaristia e desta à vida.

Liturgia

I Leitura: 1Jo 5, 1-5
Salmo 18
Evangelho Jo 15, 1-8

Fonte: Missal Cotidiano

São Cirilo de Jerusalém, rogai por nós!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Santo André, apóstolo - 30 de Novembro


André, do nome grego Andreas (= Viril), aparece como homem generoso, disposto, aberto, entusiasta. Era filho de Jonas de Betsaida (Mt 16,17), irmão menor de Pedro. Foi discípulo de João Batista, junto ao qual conheceu o apóstolo João, e com ele seguiu primeiramente a Jesus, a quem levou seu irmão Pedro (Jo 1, 35-42). Suas intervenções no grupo dos apóstolos são poucas, mas significativas. Ante a multidão faminta, André mostra a Jesus um garoto que levava cinco pães de cevada e dois peixes (Jo 6,9), como para exortá-lo a renovar seus prodígios. Na escola de João Batista, André conheceu o essenismo e foi certamente tocado pela esperança messiânica. Foi ele, de fato, quem fez a pergunta a que Cristo respondeu com o sermão escatológico (Mc 13, 3-37). Finalmente, André mostrou-se particularmente aberto ao problema missionário; juntamente com Filipe e nas formas prescritas pelo judaísmo, deu garantias das boas disposições dos pagãos que queriam aproximar-se de Jesus (Jo 12, 20-22).
Algumas tradições referem que André desenvolveu seu ministério apostólico na Grécia e na Ásia Menor. Segundo tais tradições, morreu mártir em Patras, sobre uma cruz disposta em X. Paulo VI restituiu à Igreja Oriental as relíquias de Santo André, que se conservavam em S. Pedro e foram reconduzidas a Patras.
André é o primeiro "missionário" entre os Apóstolos: testifica-o João, que com ele estava no momento do chamado (hora décima). Logo após o encontro com Jesus, André dá testemunho junto ao irmão Simão: "Encontramos o Messias!" e leva-o a Jesus (Jo 1, 41).

Liturgia

Primeira Leitura Rm 10, 9-18

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos, se, pois, com tua boca confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. É crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se consegue a salvação. Pois a Escritura diz: "Todo aquele que nele crer não ficará confundido". Portanto, não importa a diferença entre judeu e grego; todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para com todos os que o invocam. De fato, todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo. Mas, como invocá-lo, sem antes crer nele? E como crer, sem antes ter ouvido dele? E como ouvir, sem alguém que pregue? E como pregar, sem ser enviado para isso? Assim é que está escrito: "Quão belos são os pés dos que anunciam o bem". Mas nem todos obedeceram à Boa-nova. Pois Isaías diz: "Senhor, quem acreditou em nossa pregação?" Logo, a fé vem da pregação e a pregação se faz pela palavra de Cristo. Então, eu pergunto: Será que eles não ouviram? Certamente que ouviram, pois "a voz deles se espalhou por toda a terra, e as suas palavras chegaram aos confins do mundo".
Palavra do Senhor.
Graças à Deus!

Salmo 18 (19)

R. Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

- Os céus proclamam a glória do Senhor,
e o firmamento, a obra de suas mãos;
o dia ao dia transmite esta mensagem,
a noite à noite publica esta notícia.   R

- Não são discursos nem frases ou palavras,
nem são vozes que possam ser ouvidas;
seu som ressoa e se espalha em toda a terra,
chega aos confins do universo a sua voz.   R

Evangelho Mt 4, 18-22

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, quando Jesus andava à beira do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens". Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Fonte: Missal Cotidiano

Santo André, rogai por nós, que recorremos a Vós!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de Todos os Santos - 1 de Novembro


O Dia de Todos os Santos é um dos dias considerados de Preceito, de Guarda, dia Santo, em que todo católico é obrigado a participar da Santa Missa, sob pena de, não o fazendo, cometer um pecado mortal contra o Terceiro Mandamento da Lei de Deus e o Primeiro Mandamento da Igreja. Porém, aqui no Brasil, a CNBB, por autorização da Santa Sé, transferiu a comemoração desse dia para o domingo mais próximo, normalmente, o seguinte.

No princípio, a Bíblia reservou a Javé o título de "Santo", palavra que tinha então um significado muito próximo ao de "sagrado": Deus é o "Outro", tão transcendente e tão longínquo que o homem não pode pensar em participar da sua vida. Diante de sua santidade (cf Gn 28, 10-19; 1 Sm 6, 13-21; 2 Sm 6. 1-10) o homem não pode deixar de ter respeito e temor (cf Ex 3, 1-6, Gn 15,12).
Numa religião de salvação como a de Israel, Deus devia comunicar a sua santidade ao povo (cf Is 12, 6; 29, 19-23; 30, 11-15; 31, 1-3), o qual se torna também "outro", manifestando em sua vida cotidiana, e sobretudo em seu culto, um comportamento diferente do de outros povos (Lv 19, 1-37; 21, 1-23; Ap 4, 1-11). Mas para efetuar essa santidade a que Deus o chamava, o povo eleito tinha apenas meios legais e práticas de purificação exterior. Os homens mais esforçados tomaram logo consciência da insuficiência de tais meios e procuraram a "pureza de coração", capaz de fazê-los participantes da vida de Deus (cf Is 6, 1-7; Sl 14; Ez 36, 17-32; 1Pd 1, 14-16). Esses puseram sua esperança numa santidade que seria comunicada diretamente por Deus (Ez 36, 23-28). Esta aspiração se realiza no Cristo; ele irradia a santidade de Deus; sobre ele repousa "o Espírito de santidade"; ele reinvidica o título de "santo" (cf Jo 3, 1-15; 1Cor 3, 16-17; Gl 5, 16-25; Rm 8, 9-14). E, de fato, santifica toda a humanidade.
Jesus Cristo, tornado "Senhor", transmite a sua santidade à Igreja por meio dos sacramentos, que trazem ao homem a vida de Deus (cf Mt 13, 24-30; 25,2; Cl 1,22; 2Cor 1,12)
Esta doutrina era tão viva nos primeiros séculos que os membros da Igreja não hesitavam em se chamar "os santos" (2 Cor 11,12; Rm 15, 26-31; Ef 3, 5-8; 4,12), e a própria Igreja era chamada "comunhão dos santos". A santidade cristã manifesta-se, pois, como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece, particularmente com os sacramentos. A santidade não é fruto do esforço humano, que procura alcançar de Deus com suas forças, e até com heroísmo; ela é dom do amor de Deus e resposta do homem à iniciativa divina.

Liturgia

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

São Tarcísio - 15 de Agosto





Uma só fonte autorizada nos fornece alguns pormenores sobre São Tarcísio. É uma inscrição do papa São Dâmaso (366-384). Diz: "Quem quer que sejas, leitor, fica ciente do mérito igual destes dois mártires para quem Dâmaso, reitor da Igreja, compôs inscrições depois de eles terem recebido a recompensa. O povo judaico apedrejou Estêvão que o exortava a seguir uma lei melhor; este triunfou do inimigo; Santo Estêvão foi fiel, mereceu a palma do martírio. 
São Tarcísio levava as Hóstias consagradas, quando mãos criminosas se empenhavam em profaná-las. São Tarcísio preferiu ser apedrejado a entregar aos agressores o Corpo do Salvador".

O autor das Atas do papa Santo Estêvão I, no século seguinte, dá-o como acólito: é um dos pormenores que junta por si à inscrição de Dâmaso. E acrescenta ainda que o martírio de São Tarcísio se deu no dia seguinte ao do seu Papa, isto é, a 3 de agosto. Por esse caminho de acrescentos, chegou ele a figurar no martirólogo romano a 15 de agosto.
O progresso do culto ao Santíssimo Sacramento veio a tornar popularíssimo São Tarcísio nos tempos modernos que é considerado como criança. São Tarcísio é tido como Padroeiro dos Coroinhas

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Natividade de São João Batista - 24 de Junho

João é filho de Zacarias, o mudo, e de Isabel, a estéril; seu nascimento anuncia a chegada dos tempos messiânicos, nos quais a esterilidade se tornará fecundidade e o mutismo, exuberância profética.

O evangelho lhe dá o cognome de "Batista", porque ele anuncia um novo rito de ablução (Mt 3, 13-17), na qual o batizado não imerge sozinho na água, como nos ritos e nos batismos judaicos, mas recebe a água lustral das mãos do ministro. João pretendia mostrar assim que o homem não se pode purificar sozinho, mas que toda santidade vem de Deus. João Batista é também lembrado como homem de grande mortificação. Talvez tenha ele sido iniciado a esta disciplina nas comunidades religiosas do deserto. Mas a tradição lembrou sobretudo seu caráter profético. Ele é profeta por duplo título. Antes de tudo é profeta no sentido em que essa palavra era entendida no Antigo Testamento; aliás, João é o maior dos profetas de Israel, porque pôde apontar o objeto de suas profecias (Mt 11, 7-15; Jo 1, 19-28). Para realçar essa pertença de João à grande descendência dos profetas do Antigo Testamento, Lucas nos narra seu nascimento, permitindo ver através dele o perfil das grandes vocações dos antigos profetas. Mas o profeta não é apenas o anunciador do futuro messiânico; é essencialmente o portador da palavra de Deus e a testemunha da presença dessa Palavra criadora no mundo novo.
Em cada missa, o anúncio da palavra de Deus repete o tema que o Batista fazia ressoar às margens do Jordão: "Convertei-vos!". A narrativa da Ceia do Senhor, no centro da Oração eucarística, é um trecho daquele evangelho que nos deve levar também a perguntar com fé à Igreja que no-lo propõe: "Que devemos fazer?" (At 2, 37). A resposta de Cristo, corpo-dado e sangue-derramado, é: "Fazei isto em memória de mim!"
A vida e o martírio do Batista são uma das inúmeras respostas-memorial que sempre sobem ao Pai por Cristo, com Cristo e em Cristo.

Liturgia

Missa da Vigília

I Leitura Jr 1, 4-10
Salmo 70
II Leitura 1Pd 1, 8-12
Evangelho Lc 1, 5-17

Missa do Dia

I Leitura Is 49, 1-6
Leitura do Livro do Profeta Isaías

Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, e disse-me: "Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado".
E eu disse: "Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa". E agora diz-me o Senhor - ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
Disse-lhe: "Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra".
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 138

R. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!
- Senhor, vós me sondais e conheceis,
sabeis quando me sento ou me levanto;
de longe penetrais meus pensamentos;
percebeis quando me deito e quando me ando,
os meus caminhos vos são todos conhecidos. R.

- Fostes vós que me formastes as entranhas,
e no seio de minha mãe vós me tecestes.
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor.
porque de modo admirável me formastes! R.

 - Até o mais íntimo, Senhor me conheceis;
nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis,
quando eu era modelado ocultamente,
era formado nas entranhas subterrâneas. R.

II Leitura At 13, 22-26
Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, Paulo disse: "Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: 'Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade'. Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. Estando para terminar sua missão, João declarou: 'Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias!'."
Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Evangelho Lc 1, 57-66.80
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela.
No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém, disse: "Não! Ele vai chamar-se João". Os outros disseram: "Não existe nenhum parente teu com esse nome!".
Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: "João é o seu nome". E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus.
Todos os  vizinhos ficaram com medo, e a noticia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: "O que virá a ser este menino?" De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até ao dia em que se apresentou publicamente a Israel.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

Fonte: Missal Dominical

São João Batista, rogai por nós!

domingo, 1 de maio de 2011

Homilia de Bento XVI na Beatificação de João Paulo II


Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé


Amados irmãos e irmãs,
passaram já seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta Praça para celebrar o funeral do Papa João Paulo II. Então, se a tristeza pela sua perda era profunda, maior ainda se revelava a sensação de que uma graça imensa envolvia Roma e o mundo inteiro: graça esta, que era como que o fruto da vida inteira do meu amado Predecessor, especialmente do seu testemunho no sofrimento. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato!
Desejo dirigir a minha cordial saudação a todos vós que, nesta circunstância feliz, vos reunistes, tão numerosos, aqui em Roma vindos de todos os cantos do mundo: cardeais, patriarcas das Igrejas Católicas Orientais, irmãos no episcopado e no sacerdócio, delegações oficiais, embaixadores e autoridades, pessoas consagradas e fiéis leigos; esta minha saudação estende-se também a quantos estão unidos conosco através do rádio e da televisão.
Estamos no segundo domingo de Páscoa, que o Beato João Paulo II quis intitular Domingo da Divina Misericórdia. Por isso, se escolhi esta data para a presente celebração, foi porque o meu Predecessor, por um desígnio providencial, entregou o seu espírito a Deus justamente ao anoitecer da vigília de tal ocorrência. Além disso, hoje tem início o mês de Maio, o mês de Maria; e neste dia celebra-se também a memória de São José operário. Todos estes elementos concorrem para enriquecer a nossa oração; servem-nos de ajuda, a nós que ainda peregrinamos no tempo e no espaço; no Céu, a festa entre os Anjos e os Santos é muito diferente! E todavia Deus é um só, e um só é Cristo Senhor que, como uma ponte, une a terra e o Céu, e neste momento sentimo-lo muito perto, sentimo-nos quase participantes da liturgia celeste.
"Felizes os que acreditam sem terem visto" (Jo 20, 29). No Evangelho de hoje, Jesus pronuncia esta bem-aventurança: a bem-aventurança da fé. Ela chama de modo particular a nossa atenção, porque estamos reunidos justamente para celebrar uma Beatificação e, mais ainda, porque o Beato hoje proclamado é um Papa, um Sucessor de Pedro, chamado a confirmar os irmãos na fé. João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica. E isto traz imediatamente à memória outra bem-aventurança: "Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus" (Mt 16, 17). O que é que o Pai celeste revelou a Simão? Que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo. Por esta fé, Simão se torna "Pedro", rocha sobre a qual Jesus pode edificar a sua Igreja. A bem-aventurança eterna de João Paulo II, que a Igreja tem a alegria de proclamar hoje, está inteiramente contida nestas palavras de Cristo: "Feliz de ti, Simão" e "felizes os que acreditam sem terem visto". É a bem-aventurança da fé, cujo dom também João Paulo II recebeu de Deus Pai para a edificação da Igreja de Cristo.
Entretanto perpassa pelo nosso pensamento mais uma bem-aventurança que, no Evangelho, precede todas as outras. É a bem-aventurança da Virgem Maria, a Mãe do Redentor. A Ela, que acabava de conceber Jesus no seu ventre, diz Santa Isabel: "Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor" (Lc 1, 45). A bem-aventurança da fé tem o seu modelo em Maria, pelo que a todos nos enche de alegria o fato de a beatificação de João Paulo II ter lugar no primeiro dia deste mês mariano, sob o olhar materno d’Aquela que, com a sua fé, sustentou a fé dos Apóstolos e não cessa de sustentar a fé dos seus sucessores, especialmente de quantos são chamados a sentar-se na cátedra de Pedro. Nas narrações da ressurreição de Cristo, Maria não aparece, mas a sua presença pressente-se em toda a parte: é a Mãe, a quem Jesus confiou cada um dos discípulos e toda a comunidade. De forma particular, notamos que a presença real e materna de Maria aparece assinalada por São João e São Lucas nos contextos que precedem tanto o Evangelho como a primeira Leitura de hoje: na narração da morte de Jesus, onde Maria aparece aos pés da Cruz (Jo 19, 25); e, no começo dos Atos dos Apóstolos, que a apresentam no meio dos discípulos reunidos em oração no Cenáculo (Act 1, 14).
Também a segunda Leitura de hoje nos fala da fé, e é justamente São Pedro que escreve, cheio de entusiasmo espiritual, indicando aos recém-batizados as razões da sua esperança e da sua alegria. Apraz-me observar que nesta passagem, situada na parte inicial da sua Primeira Carta, Pedro exprime-se não no modo exortativo, mas indicativo. De fato, escreve: «Isto vos enche de alegria»; e acrescenta: «Vós amais Jesus Cristo sem O terdes conhecido, e, como n’Ele acreditais sem O verdes ainda, estais cheios de alegria indescritível e plena de glória, por irdes alcançar o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1 Ped 1, 6.8-9). Está tudo no indicativo, porque existe uma nova realidade, gerada pela ressurreição de Cristo, uma realidade que nos é acessível pela fé. "Esta é uma obra admirável – diz o Salmo (118, 23) – que o Senhor realizou aos nossos olhos", os olhos da fé.
Queridos irmãos e irmãs, hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade, como afirma a Constituição conciliar Lumem gentium sobre a Igreja. Os membros do Povo de Deus – bispos, sacerdotes, diáconos, fiéis leigos, religiosos e religiosas – todos nós estamos a caminho da Pátria celeste, tendo-nos precedido a Virgem Maria, associada de modo singular e perfeito ao mistério de Cristo e da Igreja. Karol Wojtyła, primeiro como Bispo Auxiliar e depois como Arcebispo de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e bem sabia que dedicar a Maria o último capítulo da Constituição sobre a Igreja significava colocar a Mãe do Redentor como imagem e modelo de santidade para todo o cristão e para a Igreja inteira. Foi esta visão teológica que o Beato João Paulo II descobriu na sua juventude, tendo-a depois conservado e aprofundado durante toda a vida; uma visão, que se resume no ícone bíblico de Cristo crucificado com Maria ao pé da Cruz. Um ícone que se encontra no Evangelho de João (19, 25-27) e está sintetizado nas armas episcopais e, depois, papais de Karol Wojtyła: uma cruz de ouro, um "M" na parte inferior direita e o lema "Totus tuus", que corresponde à conhecida frase de São Luís Maria Grignion de Monfort, na qual Karol Wojtyła encontrou um princípio fundamental para a sua vida: "Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria – Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Tomo-vos como toda a minha riqueza. Dai-me o vosso coração, ó Maria" (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 266).
No seu Testamento, o novo Beato deixou escrito: "Quando, no dia 16 de Outubro de 1978, o conclave dos cardeais escolheu João Paulo II, o Card. Stefan Wyszyński, Primaz da Polónia, disse-me: 'A missão do novo Papa será a de introduzir a Igreja no Terceiro Milênio'". E acrescenta: "Desejo mais uma vez agradecer ao Espírito Santo pelo grande dom do Concílio Vaticano II, do qual me sinto devedor, juntamente com toda a Igreja e sobretudo o episcopado. Estou convencido de que será concedido ainda por muito tempo, às sucessivas gerações, haurir das riquezas que este Concílio do século XX nos prodigalizou. Como Bispo que participou no evento conciliar, desde o primeiro ao último dia, desejo confiar este grande patrimônio a todos aqueles que são, e serão, chamados a realizá-lo. Pela minha parte, agradeço ao Pastor eterno que me permitiu servir esta grandíssima causa ao longo de todos os anos do meu pontificado". E qual é esta causa? É a mesma que João Paulo II enunciou na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro, com estas palavras memoráveis: "Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!". Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem Redemptor hominis: foi este o tema da sua primeira Encíclica e o fio condutor de todas as outras.
Karol Wojtyła subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem. A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem. Com esta mensagem, que é a grande herança do Concílio Vaticano II e do seu "timoneiro" – o Servo de Deus Papa Paulo VI –, João Paulo II foi o guia do Povo de Deus ao cruzar o limiar do Terceiro Milênio, que ele pôde, justamente graças a Cristo, chamar "limiar da esperança". Na verdade, através do longo caminho de preparação para o Grande Jubileu, ele conferiu ao cristianismo uma renovada orientação para o futuro, o futuro de Deus, que é transcendente relativamente à história, mas incide na história. Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de "advento", numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz.
Por fim, quero agradecer a Deus também a experiência de colaboração pessoal que me concedeu ter longamente com o Beato Papa João Paulo II. Se antes já tinha tido possibilidades de o conhecer e estimar, desde 1982, quando me chamou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pude durante 23 anos permanecer junto dele crescendo sempre mais a minha veneração pela sua pessoa. O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração: entranhava-se no encontro com Deus, inclusive no meio das mais variadas incumbências do seu ministério. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento: pouco a pouco o Senhor foi-o despojando de tudo, mas permaneceu sempre uma "rocha", como Cristo o quis. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia.
Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amém.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...