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sexta-feira, 15 de abril de 2011

SEMANA SANTA


A Semana Santa é o tempo em que a Igreja Católica vivencia mais profundamente a dor de Jesus Cristo, a sua última ceia, o getsêmani, a sua captura pelos soldados, sua flagelação, sua morte e nos prepara para a Páscoa - que significa passagem da morte para a vida.

Ela inicia no Domingo de Ramos, quando revivemos Jesus entrando em Jerusalém e sendo ovacionado pelo povo com ramos (Mt 21, 1-11).

Benção dos Ramos - Brasilia(DF) 2010

Procissão dos Ramos

Na Quarta-feira Santa, em muitas paróquias, realiza-se a procissão do Encontro entre Jesus e Nossa Senhora das Dores.

Na Quinta-feira Santa, pela manhã, as Arquidioceses celebram a Missa dos Santos Óleos (ou do Crisma), com a presença de todos os sacerdotes, que renovam o seu compromisso, e benção dos óleos dos Catecúmenos, Crisma e dos Enfemos, que serão utilizados durante o ano no batismo, na crisma, na unção dos enfermos e na ordenação sacerdotal.

Santos Óleos

Aqui termina a Quaresma e inicia-se o Tríduo Pascal.

O Tríduo Pascal começa na tarde da Quinta-feira Santa com a missa na Ceia do Senhor e termina na tarde de Páscoa com as Vésperas solenes, portanto, engloba a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão, o Sábado Santo e o Domingo de Páscoa. No Tríduo Pascal não são permitidas outras celebrações.
Com o domingo de Páscoa tem início o Tempo Pascal.

QUINTA-FEIRA SANTA

Última Ceia

Na Quinta-feira Santa, além da missa do Crisma e da missa vespertina principal, - quando motivos pastorais o requererem e sempre com o consentimento do bispo - é possível celebrar, a qualquer hora da tarde, outra missa na Ceia do Senhor; sobretudo quando houver fiéis que não podem de modo algum participar da missa vespertina principal.

Na Quinta-feira Santa celebra-se, a noite, a Instituição da Eucaristia (a Última Ceia e o Lava-pés). Nessa solene missa, canta-se o hino Glória, durante o qual tocam-se os sinos, que, depois, permanecerão em silêncio até a Vigília Pascal. Não se diz o Creio.


Após a Santa Missa o altar é desnudado, ou seja, tira-se a toalha que o cobre e as velas. A intenção é tirar da Igreja toda as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de respeito e silêncio pela Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e é feita a Transladação do Santíssimo Sacramento e sua Adoração.

Altar desnudo

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO

Sexta-feira Santa ou Sexta-feira da Paixão é o único dia que não há celebração da Santa Missa na Igreja Católica Apostólica Romana.
Os altares permanecem sem adornos, sem toalhas, sem velas.
O que ocorre em todas as igrejas católicas nesse dia é a Celebração da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e Adoração de Jesus na Santa Cruz, às 15hs, com a posterior Comunhão Eucarística.

Papa prostrado em frente ao altar desnudo

Fiéis adorando Jesus na Santa Cruz em Fortaleza (Ce)

A Sexta-feira da Paixão é dia de Jejum e Abstinência de carne para os católicos. O silêncio e a oração devem marcar esse dia.

É feito também, nesse dia, a Via Sacra.

SÁBADO SANTO

Sábado Santo dia de silêncio e solidão. Pela noite acontece a Vigília Pascal, onde os fiéis se encontram na Igreja com suas velas acesas a espera do Senhor. Acontece a introdução do Círio Pascal, faz-se a liturgia da palavra, os catecúmenos são batizados, é abençoada a água, ocorre a liturgia eucarística e a Santa Comunhão.

Fogo onde é acesso o Círio Pascal

Círio Pascal já acesso e sendo preparado para adentrar a Igreja

No Sábado Santo até a Vigília Pascal, conforme a oportunidade, celebra-se o Jejum pascal (CVII, 110).

DOMINGO DE PÁSCOA


Nesse dia os católicos estão em festa pois Jesus Cristo venceu a morte e ressuscitou! Esse dia se estende até o domingo de Pentecostes como se fosse um só dia.

No Domingo de Páscoa há duas missas: a primeira "na noite santa", e constitui o ápice da solene Vigília Pascal, a segunda "no dia" do Domingo da Ressurreição.

Canta-se o Glória nas missas da noite e do dia da Páscoa; mas o Creio só se diz na missa do dia. Com o canto do Glória na noite da Páscoa, os sinos retomam seu som festivo; volta também o alegre canto do Aleluia.

As cores das vestes litúrgicas é o branco na liturgia da Quinta-feira Santa, da Vigília Pascal e do Domingo da Ressurreição; e o vermelho, na liturgia da Sexta-feira Santa.

O ideal é que todos os católicos participassem ativa e vivamente desse tempo e, em especial, do Tríduo Pascal. Porém, devemos ressaltar que o único dia que é de preceito é o Domingo.

Veja a Programação da Semana Santa no Vaticano:

a) domingo 17: Celebração de Ramos, 09h30. Praça de S. Pedro
b) quinta-feira 21:
Missa Crismal, 09h30. Basílica de S. Pedro
Missa da Ceia do Senhor, 17h30. Basílica de S. João de Latrão
c) sexta-feira 22: Celebração da Paixão, 17h00. Basílica de S. Pedro; Coliseu, 21h15. Via-Sacra
d) sábado 23: Vigília Pascal, 21h00. Basílica de S. Pedro
e) domingo 24: Santa Missa de Páscoa, 10h15. Praça de S. Pedro Bênção
Urbi et Orbi.

E a programação da Semana Santa na Arquidiocese de Brasilia (na Catedral):


17 de Abril (Domingo de Ramos)
- missa às 9hs presidida por Dom Waldemar Passini

21 de Abril (Quinta- Feira Santa):

Missa do Crisma às 08h30

Missa da Ceia do Senhor (Lava-Pés), às 19h - Celebrações presididas por Dom Waldemar Passini.

22 de Abril (Sexta-feira da Paixão) - Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, às 15h, presidida por Dom Waldemar Passini.

23 de Abril (Sábado Santo) - Solene Vigília Pascal, às 20hs, presidida por Dom Waldemar Passini

24 de Abril (Domingo de Páscoa) – Missa às 10h30 presidida por Dom Waldemar Passini

Programação da Arquidiocese de São Paulo aqui.

Programação da Arquidiocese e Paróquias de Fortaleza aqui.

Programação da Arquidiocese do Rio de Janeiro aqui.

Programação da Arquidiocese de Belo Horizonte aqui.

Informe-se na sua Arquidiocese, Diocese e/ou Paróquia os horários das celebrações litúrgicas na Semana Santa.

Uma Santa Semana Santa com Jesus, Maria e José.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tempo Litúrgico - Quaresma

Tempo privilegiado de conversão, de combate espiritual, de jejum medicinal e caritativo, a Quaresma ainda é, e sobretudo tempo de escuta da Palavra de Deus, de uma catequese mais aprofundada, que recorda aos cristãos os grandes temas batismais, em preparação para a Páscoa.
Batizados na morte e ressurreição de Cristo, devemos viver segundo uma moral de ressuscitados, seguindo, não uma lei abstrata, mas o exemplo de Cristo, em sua obediência filial de Pai.
No Tempo da Quaresma, o povo de Deus empreende um esforço exigente, porém libertador, que deve abri-lo ao chamado do Senhor e da comunidade cristã. Privando-se do alimento terreno, nas múltiplas formas que lhe apresentam, aprenderá a saborear, acima de tudo, o pão da Palavra de Deus e da Eucaristia, e melhor sentirá o dever de dividir os bens com os outros.
O Concílio Vaticano II recomenda que "a penitência quaresmal não seja só interna e individual, mas sobretudo externa e social. E a prática penitencial, segundo as possibilidades do nosso tempo e das diversas regiões, como também consoante as condições dos fiéis, incentivada e...recomendada (SC 110)".
Celebrar a Eucaristia no tempo da Quaresma significa:
a) percorrer, juntamente com Cristo, o itinerário da provação que pertence à Igreja e a cada homem;
b) assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai e o dom de si aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual.
Assim, renovando os compromissos do nosso Batismo na noite pascal, poderemos "fazer a passagem" para a vida nova de Jesus-Senhor ressuscitado, para a glória do Pai, na unidade do Espírito.

Quando começa o Tempo da Quaresma e quando termina?

O Tempo da Quaresma começa na Quarta-feira das Cinzas e vai até a Missa "na Ceia do Senhor", exclusive (na Quinta-feira da Semana Santa). Esta missa vespertina dá início, nos livros litúrgicos, ao Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, que tem seu ponto alto na Vigília pascal e termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
A semana que precede a Páscoa recebe o nome de Semana Santa e tem início com o Domingo de Ramos "na Paixão do Senhor".

Como começa o Tempo da Quaresma?

A Quaresma principia com um rito penitencial efetuado em dia ferial, quarta-feira, acompanhado de jejum e abstinência; este dia é denominado Quarta-feira de Cinzas e tem precedência sobre todas as outras celebrações.

Na Quarta-feira de Cinzas pode-se receber as Cinzas fora da Santa Missa?

Sim.
O rito da benção e imposição das cinzas não é necessariamente unido à Missa; pode ser celebrado sem esta. Neste caso, é oportuno fazer preceder ao rito uma Liturgia da Palavra, como na Missa, com o canto de entrada, a oração e as leituras com os cânticos correspondentes; segue-se a homilia, depois a benção e imposição das cinzas. O rito termina com a oração dos fiéis.
Os textos dessa celebração são tomados à liturgia da Quarta-feira de Cinzas.

As férias (isto é, os dias feriais) da Quaresma tomam a denominação da semana que se inicia com o domingo. O Missal Romano apresenta cinco semanas da Quaresma, às quais se acrescentam no início os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas ao sábado que precede o I Domingo da Quaresma. Todas as férias da Quaresma têm precedência sobre as memórias obrigatórias.

As férias da Semana Santa, a saber, da segunda à quinta-feira com a Missa do Crisma (Missa dos Santos Óleos), são parte integrante do Tempo da Quaresma; estes dias santos têm preferência sobre todas as outras celebrações.

Como fica as Solenidades e as Festas no Tempo da Quaresma?

As solenidades e as festas (p.ex. Cátedra de S. Pedro Apóstolo, 22 de Fevereiro) tem precedência sobre as férias da Quaresma.
No caso em que a solenidade de S. José, esposo da Virgem Maria (19 de março) e da Anunciação do Senhor (25 de março) - como outras possíveis solenidades inscritas no Calendário particular - coincidirem com os Domingos da Quaresma, antecipa-se sua celebração para o sábado.
Uma solenidade que eventualmente cair nos dias da Semana Santa, transfere-se para o primeiro dia livre após a oitava de Páscoa.
As memórias obrigatórias que acidentalmente caírem na Quaresma consideram-se e celebram-se como "memórias facultativas".
Na prática, pode a "memória" encontrar lugar na Missa da féria, substituindo a Coleta (Oração do Dia, antes da Liturgia da Palavra) dessa Missa pela do Santo, contanto que não ocorra na Quarta-feira de Cinzas ou em uma féria da Semana Santa.

Como fica o Glória e o Aleluia no Tempo da Quarema?

Na Missa do Tempo da Quaresma não se diz o Glória; omite-se o Aleluia no canto da Missa e, em particular, na aclamação do Evangelho: é substituído por uma aclamação a Cristo Senhor.

Qual a Cor Litúrgica própria desse Tempo?

A cor litúrgica no Tempo da Quaresma é o roxo.


E como fica as palmas no Tempo da Quaresma?

Bem, na verdade as palmas não fazem parte da Santa Missa, nem é gesto litúrgico reconhecido pela Igreja.
Os gestos litúrgicos são: ficar de joelhos (Ato Penitencial e no momento da Consagração - dentro da Oração Eucarística), sentado (Liturgia da Palavra, salvo na hora do Evangelho; Homilia e Ofertório) e em pé (entrada do Sacerdote, Glória, Coleta, Aclamação do Evangelho, Evangelho, Profissão de Fé, Oração dos Fiéis, Oração sobre as Oferendas, Oração Eucarística, Rito da Comunhão) como podemos verificar no Missal Romano.
Assim, não devemos bater palmas em nenhuma Missa (nem na hora do Glória, nem do Santo).
Ora, se não devemos bater palmas em momento algum na Santa Missa no Tempo Comum, menos ainda no Tempo da Quaresma, que é um tempo de austeridade, penitência e preparação para a Páscoa.

Missal Cotidiano

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tempo Litúrgico - Tempo Comum (Primeira Parte)

Hoje inicia-se um novo tempo litúrgico na Igreja Católica, conforme o rito romano na forma ordinária. O tempo do Advento e do Natal passou, agora estamos entrando no Tempo Comum.

O Tempo Comum, tempo ordinário ou Tempo durante o ano é o que inicia-se na segunda-feira que segue a festa do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) até a terça-feira antes da Quaresma (primeira parte), e o que decorre da segunda-feira depois de Pentecostes até as 1 Vésperas do I Domingo do Advento (segunda parte).

Este longo período compreende 33/34 semanas, distribuídas em dois ciclos. O primeiro é o que se inicia hoje e se interrompe com a chegada da Quaresma, compreende 5 a 9 semanas; os outros pertencem ao segundo ciclo.

As férias (os dias da semana de segunda-feira a sábado) do Tempo Comum tomam a denominação da semana que inicia com o Domingo, ao qual vem unida uma numeração progressiva que vai do II ao XXXIV Domingo (o I Domingo é substituído pela Festa do Batismo do Senhor).

Durante o Tempo Comum todas as solenidades e festas do Senhor tem a precedência sobre o Domingo. O aniversário da Dedicação da igreja catedral e da própria igreja é considerado solenidade ou festa do Senhor. As festas de Nossa Senhora e dos santos, quando caem em domingo, não têm celebração; são omitidas naquele ano.

As memórias obrigatórias têm precedência sobre as férias.


No Tempo Comum, aos sábados, pode-se fazer memória facultativa de Nossa Senhora, a menos que não coincida com uma memória obrigatória.

Para a celebração da Eucaristia nas férias do Tempo Comum, o sacerdote pode escolher:

1) A Missa dos dias da semana;
2) A Missa de uma eventual memória facultativa;
3) A Missa de algum santo lembrado naquele dia no Martirológio;
4) A Missa "para diversas circunstâncias";- ou uma Missa votiva.
Se o calendário traz no mesmo dia mais memórias facultativas, pode-se celebrar uma apenas, omitindo as outras.

O Lecionário (livro que contém as leituras de todo o ano litúrgico) propõe uma "leitura contínua" que não deve ser omitida com facilidade. Para a primeira leitura há dois ciclos: um para os anos ímpares e outro para os anos pares.

Durante o Tempo comum o Glória é cantado nas solenidades e festas e "em celebrações mais solenes"; faz-se a profissão de fé - Creio - somente nas solenidades.
O Glória e o Credo é recitado ou cantado aos domingos e missas de preceito. Normalmente, não se reza ou canta o Glória e o Credo nas missas que ocorrem durante a semana, salvo se for uma missa solene ou de preceito.

A cor litúrgica deste tempo é o Verde.
Durante o Tempo Comum, deve-se substituir a cor verde conforme a missa a ser celebrada: se a missa for em memória de um martir, apóstolo ou evangelista usa-se o vermelho, de outro santo (a), Nossa Senhora e nas festas do Senhor o branco, nas missas de defunto ou roxo ou o preto.


O sacerdote deve evitar impor aos fiéis os seus próprios gostos. Sobretudo procure não omitir facilmente as leituras propostas. A Igreja, com efeito, deseja oferecer aos fiéis uma mesa sempre mais abundante da Palavra de Deus.
Pelo mesmo motivo não se recorra continuamente às Missas dos mortos: todas as missas são oferecidas pelos vivos e pelos mortos, e em cada oração Eucarística faz-se memória dos defuntos.

Ver: Tempo Comum (Segunda Parte)

Missal Cotidiano

sábado, 25 de dezembro de 2010

Bênção Urbi et Orbi e Mensagem de Natal de Bento XVI - 2010

Sábado, 25 de dezembro de 2010, 10h03
Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé



"Verbum caro factum est – o Verbo fez-Se carne" (Jo 1, 14).

Queridos irmãos e irmãs, que me ouvis em Roma e no mundo inteiro, é com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-Se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o "Emanuel", Deus conosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus.

Trata-se de uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada. Sobretudo porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um fato sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré! Permanecendo com Ele, observando os seus atos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-Lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (cf. Jo 1, 14).

"O Verbo fez-Se carne". Fitando esta revelação, ressurge uma vez mais em nós a pergunta: Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e onipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo.

Na realidade, Deus não muda: mantém-se fiel a Si mesmo. Aquele que criou o mundo é o mesmo que chamou Abraão e revelou o seu próprio Nome a Moisés: Eu sou Aquele que sou… o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó… Deus misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade (cf. Ex 3, 14-15; 34, 6). Deus não muda: Ele é Amor, desde sempre e para sempre. Em Si mesmo, é Comunhão, Unidade na Trindade, e cada obra e palavra sua tem em vista a comunhão. A encarnação é o ápice da criação. Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a ação do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.

"O Verbo fez-Se carne". A luz desta verdade manifesta-se a quem a acolhe com fé, porque é um mistério de amor. Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o "sim" do nosso coração.

E que procura, efetivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor? Procura-a a criança, com as suas perguntas tão desarmantes e estimuladoras; procura-a o jovem, necessitado de encontrar o sentido profundo da sua própria vida; procuram-na o homem e a mulher na sua maturidade, para orientar e sustentar os compromissos na família e no trabalho; procura-a a pessoa idosa, para levar a cumprimento a existência terrena.

"O Verbo fez-Se carne". O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade. O "Emanuel", Deus conosco, veio como Rei de justiça e de paz. O seu Reino – bem o sabemos – não é deste mundo, e todavia é mais importante do que todos os reinos deste mundo. É como o fermento da humanidade: se faltasse, definhava a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça. Acreditar em Deus, que quis compartilhar a nossa história, é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão.

A luz do Natal resplandeça novamente naquela Terra onde Jesus nasceu, e inspire Israelitas e Palestinos na busca de uma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emanuel mitigue o sofrimento e console nas suas provas as queridas comunidades cristãs do Iraque e de todo o Oriente Médio, dando-lhes conforto e esperança no futuro e animando os Responsáveis das nações a uma efetiva solidariedade para com elas. O mesmo suceda também em favor daqueles que, no Haiti, ainda sofrem com as consequências do terramoto devastador e com a recente epidemia de cólera. Igualmente não sejam esquecidos aqueles que, na Colômbia e na Venezuela, mas também na Guatemala e na Costa Rica, sofreram recentemente calamidades naturais.

O nascimento do Salvador abra perspectivas de paz duradoura e de progresso autêntico para as populações da Somália, do Darfour e da Costa do Marfim; promova a estabilidade política e social em Madagáscar; leve segurança e respeito dos direitos humanos ao Afeganistão e Paquistão; encoraje o diálogo entre a Nicarágua e a Costa Rica; favoreça a reconciliação na Península Coreana.

A celebração do nascimento do Redentor reforce o espírito de fé, de paciência e de coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não desanimem com as limitações à sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do "Deus conosco" dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminação e perseguição, e inspire os líderes políticos e religiosos a empenharem-se pelo respeito pleno da liberdade religiosa de todos.

Queridos irmãos e irmãs, "o Verbo fez-Se carne", veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproximou de nós. Contemplemos, juntos, este grande mistério de amor; deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém! Boas-festas de Natal para todos!



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Tempo Litúrgico - Natal!


Não estamos mais no Advento, o tempo de esperar encerrou-se, hoje se inicia o Tempo do Natal que segue até o Domingo depois da Epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 06 de janeiro.

A liturgia do Natal do Senhor, caracterizada pela celebração das três Missas natalinas (meia-noite, de manhã, durante o dia), inicia-se com a Missa vespertina "na vigília", que faz parte da solenidade.

A solenidade do Natal prolonga sua celebração por 08 dias contínuos, que são indicados como Oitava de Natal. Esta é assim ordenada:

- no domingo imediatamente após o Natal celebra-se a festa da sagrada Família; nos anos em que falta esse domingo, celebra-se esta festa a 30 de dezembro;
- 26 de dezembro é a festa de santo Estêvão, protomártir;
- 27 de dezembro é o dia da festa de São João, apóstolo e evangelista;
- a 28 de dezembro celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
- os dias 29, 30 e 31 de dezembro são dias durante a oitava, nos quais ocorrem também memórias facultativas;
- no dia 1º de janeiro, oitava de Natal, celebra-se a solenidade de Maria, Mãe de Deus, na qual também se comemora a imposição do santo nome de Jesus.

As festas acima enumeradas, quando caem no domingo, deixam o lugar à celebração do domingo; se, porém, em algum lugar forem celebradas como "solenidades", neste caso têm precedência sobre o domingo. Fazem exceção as festas da Sagrada Família e do Batismo do Senhor; que tomam o lugar do domingo.

Os dias de 02 de janeiro ao sábado que precede a festa do Batismo do Senhor (domingo depois da Epifania) são considerados dias do Tempo de Natal.

Entre 02 e 05 de janeiro cai, habitualmente, o II domingo depois do Natal; a 06 de janeiro celebra-se a solenidade da Epifania do Senhor.

Com a festa do Batismo de Senhor (domingo depois da Epifania) termina o Tempo de Natal e principia o Tempo Comum.

Nas Santas Missas durante a oitava de Natal o Glória é dito.


A cor das vestes litúrgicas nas Missas feriais do Tempo natalido é o branco.

Missal Cotidiano

Nossa Senhora da Natividade, rogai por nós!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Cor Litúrgica - Rosa

No Advento e na Quaresma a cor litúrgica é o roxo, no entanto, no III Domingo do Advento (Gaudete) e no IV Domingo da Quaresma (Laetare) a Igreja se veste de rosa que é uma cor intermediária entre o roxo (Quaresma e Advento) e o branco (Natal e Páscoa) e representa a alegria que se aproxima.

A Coroa do Advento e o seu significado.


Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir Seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do Advento abrange quatro semanas antes do Natal.

Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.

No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração, e simbolizam as quatro manifestações de Cristo:

1° Encarnação, Jesus Histórico;
2° Jesus nos pobres e necessitados;
3° Jesus nos Sacramentos;
4° Parusia: Segunda vinda de Jesus.

No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos pôr a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.

Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.

Simbolismos estes que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se converteram rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.

O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente!

Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar.

Oração: Senhor Jesus, celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa, um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos por intermédio do Menino Jesus, que vai nascer em nossa família.

Padre Luizinho - Comunidade Canção Nova

domingo, 28 de novembro de 2010

Tempo Litúrgico - Advento

Coroa do Advento

Nesse domingo começamos um novo Ano Litúrgico com o Advento.

No dicionário a palavra Advento (lat adventu) significa: 1. Período das quatro semanas que precedem o Natal até as vésperas deste. 2. Aparecimento, chegada, início, vida.

Para a Igreja Católica o Advento é tempo de preparação, tempo de expectativa, para a vinda de Jesus Cristo no tempo e na história dos homens, para trazer-lhes a salvação.

"Entrando, o anjo disse-lhe: "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo". "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa e Jacó, e o seu reino não terá fim". (Lucas 1, 28.30-33)

O Tempo do Advento começa nas primeiras Vésperas do domingo que sucede ao dia 30 de novembro ou o mais próximo desta data, e termina antes das primeiras Vésperas do Natal. Por variar a data do início do Tempo do Advento, tem ele uma duração de aproximadamente três ou quatro semanas. Os dias de 17 a 24 de dezembro constituem uma preparação mais direta para o Natal do Senhor.

Durante o Tempo do Advento não deve-se cantar o Glória, só ocorrendo nas solenidades e festas.



A cor litúrgica nas Missas feriais do Tempo do Advento é o roxo, como na Quaresma, que simboliza austeridade e penitência.


Missal Cotidiano
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