Seguidores

Pesquisar este blog

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sacramento da Unção dos Enfermos


"Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os prebísteros da igreja, para que orem por ele, ungindo-o com óleo no nome do Senhor" (Tg 5,14)

A Unção dos Enfermos é o segundo Sacramento de Cura, juntamente com o Sacramento da Penitência, pelo qual a Igreja recomenda ao Senhor sofredor e glorificado os fiéis gravemente doentes, para que os alivie e salve, confere-se ungindo-os com óleo e proferindo as palavras prescritas nos livros litúrgicos (Can 998).

O Concílio Vaticano II resolveu trocar o nome de "Extrema-Unção" pelo de "Unção dos Enfermos". Deu também as normas sobre a reforma do rito desse sacramento.

Quando esse Sacramento começou a ser usado?

Desde o tempo dos Apóstolos, como podemos ver no Evangelho de São Mateus, capítulo 6, versículos 12 e 13.
O antigo nome deste sacramento, "Extrema-Unção", começou a ser usado nos fins do século XII. Nos séculos anteriores, era conhecido como "Unção dos Enfermos", tal como nos nossos dias. O termo "Extrema-Unção" tinha um significado puramente litúrgico. Indicava que, geralmente, se tratava da última das quatro unções que um cristão podia receber: o Batismo, a Confirmação, a Ordem Sagrada e, finalmente, a Extrema-Unção. Mas o povo entendia erroneamente que se tratava da unção última e que, depois de recebê-la, o mais provável era que a pessoa morresse.

De onde vem o Óleo e quem o Beze?

O óleo que se usa na administração deste sacramento é chamado Óleo dos Enfermos e é feito de azeite puro de oliveira - ou de outro óleo extraído de plantas.
O Bispo é quem deve benzer o Óleo a ser usado na Unção dos Enfermos e o faz na Missa dos Santos Óleos que ocorre na Quinta-feira Santa.


Além dele, pode benzer o óleo aqueles que, por direito, se equiparam ao Bispo diocesano e, em caso de necessidade, qualquer sacerdote, mas só na própria celebração do sacramento (Can 999).

Quem pode ministrar esse Sacramento?

Todo sacerdote, e somente ele, pode administrar validamente a unção dos enfermos. O diácono não pode ministrar esse sacramento (Can 1103).

Quem pode receber esse Sacramento?

A Unção dos Enfermos pode ser administrada ao fiel que, tendo atingido o uso da razão (presume-se aos 7 anos completos), começa a estar em perigo por motivo de doença ou velhice. Pode-se repetir este sacramento se o doente, depois de ter convalescido, recair em doença grave, ou durante a mesma enfermidade, se o perigo se agravar (Can 1004). O sacramento deve ser administrado ao doente que ao menos implicitamente o pediu quando estava no uso de suas faculdades (Can 1006) e aqueles que provavelmente o pediriam se estivessem no pleno gozo das suas faculdades.
A celebração desse sacramento deve ser, se possível, precedida pela confissão individual dos doentes.

Pode-se recusar a administração do sacramento ao enfermo?

Sim.
Não se deve administrar a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto (Can 1007).

Quando devemos chamar o Sacerdote?

O Código de Direito Canônico determina que os pastores de almas e os parentes dos enfermos devem cuidar que estes sejam confortados em tempo oportuno com esse sacramento (Can 1001).
Esse não é um sacramento apenas para aqueles que se encontram às portas da morte. É oportuno recebê-lo quando o fiel começa a correr risco de morte pela doença ou velhice.
Perigo de morte ou doença perigosa é o mesmo que doença grave. Perigo de morte não significa necessariamente que o doente se encontre em maior probabilidade de morrer que de sobreviver. Basta que seja simplesmente provável a morte, que a doença seja grave ou séria. Pode o sacramento ser ministrado antes de uma cirurgia, se a causa da intervenção for uma doença grave.
A velhice, quando avançada, já coloca em risco a vida por si mesma.

Se uma pessoa se encontra doente a ponto de precisar de um médico, deve também estar doente a ponto de ser necessário avisar ao pároco, pois normalmente não se chama o médico por qualquer doença sem importância.

Em caso de morte repentina, como um acidente ou um ataque cardíaco, também se deve chamar o sacerdote. A não ser que e até que já tenha começado a decomposição, a alma ainda pode estar presente no corpo. O sacerdote ainda pode administrar o sacramento de forma condicional.

Quais os Efeitos desse Sacramento?

Ele confere uma graça particular, que une mais intimamente o doente à Paixão de Cristo, para o seu bem e o de toda a Igreja, dando-lhe conforto, paz, coragem e até o perdão dos pecados, se o doente não pôde confessar-se. Esse sacramento permite às vezes, se Deus o quiser, até a recuperação da saúde física. Em todo caso, essa Unção prepara o doente para a passagem à Casa do Pai.

Como se celebra esse Sacramento?

A Unção dos Enfermos deve ser feita cuidadosamente, com as palavras, a ordem e o modo prescritos nos livros litúrgicos - consiste na unção com o óleo sobre a fronte e sobre as mãos dos doentes, acompanhada pela oração do sacerdote; em caso de necessidade, porém, basta uma só unção na fronte, ou mesmo em outra parte do corpo, pronunciando-se integralmente a fórmula. O sacerdote deve fazer as unções com a própria mão, a não ser que uma razão grave aconselhe o uso de instrumento (Can 1000).

"Por esta santa unção e por sua piíssima misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos".


O que é o Viático?

"Viático" é uma palavra latina que significa "provisão de viagem". É a Eucaristia recebida por aqueles que estão por deixar esta vida terrena e se preparam para a passagem para a vida eterna. Recebida no momento da passagem deste mundo para o Pai, a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo morto e ressuscitado é semente de vida eterna e poder de ressurreição.
A Igreja ensina que todos os fiéis em perigo de morte, seja qual for a causa, têm obrigação de receber a Sagrada Comunhão. Se o Bispo autoriza, pode-se celebrar a Santa Missa na casa do doente e, dentro dela, administrar-se-lhe o Viático.
Como Viático, a Sagrada Comunhão pode ser dada a qualquer hora do dia ou da noite, mesmo que o enfermo já tenha recebido a comunhão nesse dia como ato de devoção, e sem levar em conta o tempo decorrido desde a última vez que tomou alimento.


(Catecismo e Código de Direito Canônico e A Fé Explicada, de Leo J. Trese)

São Gregório Magno - 03 de Setembro


Gregório Magno foi homem admirável, personalidade que conquistava pela força e amabilidade do caráter. Nascido pelo ano 540, da família senatorial dos Anicii, foi prefeito de Roma; depois, monge apaixonado pela contemplação dos mistérios de Deus na Leitura da Bíblia.
Enviado pelo papa como seu representante a Constantinopla, lá permaneceu seis anos como monge no meio da corte.
Voltando a Roma e eleito papa (3-IX-590), mostrou-se homem de ação, prático e empreendedor. Foi administrador enérgico, tanto no plano social e político, para acudir às populações necessitadas de ajuda e proteção, como nas questões internas da Igreja universal.
Enviou missionários à Inglaterra e cuidou da conversão dos lombardos. Reorganizou a fundo a liturgia romana, ordenando as fontes litúrgicas anteriores e compondo novos textos, e promoveu o canto tipicamente litúrgico, a quem ligou seu nome: "gregoriano".



É um dos quatro grandes "doutores" da Igreja ocidental. Muito pregou e escreveu sobre o mistério da Palavra de Deus.

Liturgia
Leitura 2Cor 4, 1-2.5-7
Salmo 95
Evangelho Lc 22, 24-30

(Missal Cotidiano)

São Gregório Magno, rogai por nós!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Por onde começar a ler a Bíblia?


A Bíblia não é para ficar enfeitando a casa, aberta em cima de uma mesa juntando poeira; a Bíblia é para ser lida.

Na Igreja Católica há Missa, na forma ordinária, todos os dias do ano, salvo na Sexta-feira da Paixão que não tem a Santa Missa mais tem a Celebração da Palavra e Comunhão. Durante essas Missas é feita a leitura da Palavra de Deus.

De segunda à sábado é feito durante a Santa Missa uma leitura de um livro do antigo ou do novo testamento, o salmo e o Evangelho; aos domingos e dias santos é feito durante a Santa Missa duas leituras de livro do antigo e outra do novo testamento ou duas leituras do novo testamento, o salmo e o Evangelho. Assim, o católico que for para a Santa Missa todos os dias do ano, de segunda a segunda, durante 3 anos irá ter lido a Bíblia praticamente toda.

Normalmente, nas Missas de domingo tem um folheto para o fiel acompanhar, no entanto, quem quiser acompanhar a Missa também nas semanas pode fazê-lo pela Bíblia ou pela liturgia diária que é encontrada no Missal Cotidiano (leituras das missas de segunda a sábado) e no Missal Dominical (leitura das missas dos domingos e dos dias santos).

Missal Cotidiano (leituras das Missas de segunda a sábado)

Missal Dominical (Leitura das Missas de Domingo e dias Santos)

Agora, o fiel pode também adquirir uma Bíblia levá-la para a Santa Missa ou lê-la em casa. Nesse caso, surge uma dúvida, como ler a Bíblia? Por onde devo começar?

A Bíblia não é um simples livro. Ela é uma biblioteca de 73 livros, bem diferentes, diversos estilos, escritos em épocas distantes. Por isso, é necessário um plano de leitura.

A Bíblia se explica por si mesma. A 1º necessidade de um cristão é ter certeza de sua salvação, saber que Deus o ama e o escolheu. Por isso, o 1º livro a ser estudado é a 1º carta de São João.

Depois, siga o plano de leitura abaixo:

1.1º Carta de São João. Duas vezes.

2.Evangelho de São João

3.Evangelho de São Marcos

4.As pequenas cartas de São Paulo:

Gálatas;

Efésios;

Filipenses;

Colossenses;

1º e 2º Tessalonicences;

1º e 2º Timóteo;

Tito;

Filêmon;

5.Evangelho de São Lucas

6.Atos dos Apóstolos

7.Carta aos Romanos

8.Evangelho de São Mateus

9.1º e 2º Carta aos Coríntios

10.Hebreus

11.Carta de São Tiago

12.1º e 2º Carta de São Pedro

13.2º e 3º Carta de São João

14.Carta de São Judas

15.Apocalipse (Revelação)

16.1º Carta de São João. Terceira vez.

17.Evangelho de São João. Segunda vez.

Depois, deve ser estudado os livros do Antigo Testamento. Neste tempo, aproveite para estudar e rezar com os Salmos.

Para o estudo siga o plano de leitura abaixo:

1.Gênesis

2.Êxodo

3.Números

4.Josué

5.Juízes

6.1º Samuel

7.2º Samuel

8.1º Reis

9.2º Reis

10.Amós

11.Oséias

12.Isaías (1-39)

13.Miquéias

14.Naum

15.Sofonias

16.Habacuc

17.Jeremias

18.Lamentações

19.Ezequiel

20.Abdias

21.Isaías (40-55)

22.1º Crônicas

23.2º Crônicas

24.Esdras

25.Neemias

26.Ageu

27.Zacarias

28.Isaías (56-66)

29.Malaquias

30.Joel

31.Jonas

32.Rute

33.Tobias

34.Judite

35.Éster

36.Eclesiástico

37.Cântico dos Cânticos

38.Jô

39.Eclesiastes

40.1º Macabeus

41.2º Macabeus

42.Baruc

43.Daniel

44.Sabedoria

45.Levítico

46.Deuteronômio


(Livro A Bíblia no meu Dia-a-Dia, Monsenhor Jonas Abib, Canção Nova)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dom Odilo nos ensina como ler melhor a Bíblia

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA!

A Igreja Católica reserva o mês de setembro para celebrar a Bíblia.
Lógico que, todos os dias, há celebrações na Igreja onde se lê e medita sobre a Palavra de Deus, no entanto, escolheu-se esse mês para se falar mais sobre ela.
A Bíblia nasceu no seio do povo hebreu e é a coleção dos livros (considerados pela Igreja Católica como escritos sob a inspiração do Espírito Santo) que contêm a palavra de Deus.
A Bíblia completa contém 73 escritos, obras de numerosos autores que forma a Sagrada Escritura.
Os títulos desses livros lembram por vezes o nome dos seus autores, outras vezes o nome dos seus destinatários, ou ainda os assuntos que neles são tratados.
Divide-se a Bíblia em duas grandes partes, chamadas respectivamente ANTIGO e NOVO TESTAMENTO. O termo testamento substitui atualmente um antigo termo grego que significa pacto ou aliança. Com efeito, em toda a Bíblia trata-se da aliança feita por Deus com os homens, primeiramente por intermédio de Moisés e em seguida pelo ministério de Jesus Cristo.
A coleção dos livros do Antigo Testamento originou-se no seio da comunidade dos judeus que a foram ajuntando no decorrer de sua história. Dividiram-na em três partes:
1) A Lei (Torá), que contém cinco livros (chamados mais tarde de Pentateuco, que significa os cinco volumes), forma o núcleo fundamental da Bíblia. Esses cinco livros são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio;
2) Os Profetas. Os judeus abrangiam sob esse título não somente os livros que hoje são denominados Profetas, mas também a maioria dos escritos que hoje costumamos chamar de Livros Históricos;
3) Os Escritos. Os judeus designavam por esse nome os seguintes livros: Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras e Neemias e as Crônicas.
Essa coleção já estava terminada no segundo século antes da nossa era. Nessa mesma época os judeus já estavam dispersos pelo mundo. Uma importante colônia judaica vivia então no Egito, nomeadamente em Alexandria, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados. São os seguintes livros: Tobias e Judite, alguns suplementos dos livros de Daniel e de Ester, os livros da Sabedoria e do Eclesiástico, Baruc e a Carta de Jeremias, que se lê hoje no último capítulo de Baruc. Surgia então a versão grega ou dos Setenta.
A Igreja cristã, apóstolos e evangelistas, admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros adotanto então a versão completa da Bíblia - Setenta.
No Século II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por conta da dificuldade de diálogo com os judeus. Finalmente, a Igreja Católica ficou com a Bíblia completa Versão dos Setenta (que incluia os sete livros), e vários Concílios confirmaram isso: Concílios regionais de Hipona (ano 393), Cartago II (ano 397), Cartago IV (ano 419), Trulos (ano 692) e, principalmente, os Concílios Ecumênicos de Florença (ano 1442), Trento (ano 1546) e Vaticano I (ano 1870).
No tempo da Reforma, século XVI, os protestantes, depois de terem hesitado por algum tempo, decidiram não mais admiti-los nas suas Bíblias, pelo simples fato de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva. Daí a diferença que há ainda hoje entre as edições protestantes e as edições católicas. Não obstante, Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros na sua edição de 1534, e as Sociedades Bíblicas protestantes, até o século XIX, incluíam os sete livros na edição da Bíblia.
A Bíblia católica divide os 46 livros do Antigo Testamento do seguinte modo:
1) O Pentanteuco (isto é, a Lei);
2) Os Livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, os dois livros de Samuel, os dois livros dos Reis, os dois livros das Crônicas (ou Paralipômenos), os livros de Esdras e Neemias, os três livros de Tobias, Judite e Ester, e por fim os dois livros dos Macabeus;
3) Os Livros Sapiensais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Livro da Sabedoria e Eclesiástico;
4) Os Livros Proféticos, designados pelo nome dos Profetas: Isaías, Jeremias (ao qual se acrescentam as Lamentações e Baruc), Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
A coleção dos livros do Novo Testamento começou a formar-se na segunda metade do primeiro século da nossa era. São 27 livros assim distribuídos:
1) Cinco livros históricos: quatro Evangelhos (São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João) e Atos dos Apóstolos;
2) Vinte e uma cartas dos Apóstolos. São Paulo escreveu 14 cartas (1 aos Romanos, 2 aos Coríntios, 1 aos Gálatas, 1 aos Efésios, 1 aos Filipenses, 1 aos Colossenses, 2 aos Tessalonicenses, 2 a Timóteo, 1 a Tito, 1 a Filêmon e 1 aos Hebreus). As outras cartas são as de São Tiago (1), São Pedro (2), São João (3) e São Judas (1);
3) Um livro profético: o Apocalipse de São João.As duas coleções formam a Bíblia sendo traduzidas do grego para o latim desde o segundo século da nossa era.
Mas a tradição latina mais divulgada é a que fez S. Jerônimo à base dos textos originais hebraico e grego, no fim do quarto século, denominada "Vulgata" (vulgarizada).
No Brasil existem várias traduções da Bíblia católica sendo as mais conhecidas:

Bíblia da Ave Maria

Bíblia de Jerusalém

Bíblia da CNBB

Bíblia Pastoral


Bíblia do Peregrino

(Bíblia da Ave Maria e site: www.cleofas.com.br)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...