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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

São Pedro Claver - Dia 09 de Setembro

"Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo" (Papa Leão XIII)

Pedro Claver nasceu em Verdu, na Espanha, em 1580. Formou-se em Letras e Artes na Universidade de Barcelona, entrando, em seguida, na Companhia de Jesus.



Respondeu à vocação missionária, graças especialmente a Santo Alonso Rodriguez, porteiro no Colégio em Palma da Maiorca.
Foi ordenado sacerdote na missão da Colômbia e lá exerceu o apostolado até a morte entre os escravos negros, tornando-se por voto o "escravo dos negros para sempre".
Fisicamente debilitado, morreu em Cartagena, na Colômbia, no dia 8 de setembro de 1654.
Foi declarado por Pio X especial Patrono de todas as missões entre os negros.

Liturgia
Leitura Is 58, 6-11
Salmo 1
Evangelho Mt 25, 31-40.


(Missal Cotidiano e www.jesuítas.org.br)

São Pedro Claver, rogai por nós!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Natividade de Nossa Senhora

Festa da Natividade de Nossa Senhora - Dia 08 de Setembro

Nascimento de Maria

Como quase todas as solenidades principais de Maria, também a Natividade é de origem oriental. Na Igreja latina tê-la-ia introduzido o papa oriental São Sérgio I, pelos fins do Século VII. Originariamente, devia ser a festa da dedicação da atual basílica de Santa Ana em Jerusalém. De fato, a Tradição indicava esse lugar como a sede da humilde morada de Joaquim e Ana, longínquos descendentes de Davi, pais de Nossa Senhora.
Devemos buscar neste culto da Natividade de Maria uma verdade profunda: a vinda do homem-Deus à terra foi longamente preparada pelo Pai no decurso dos séculos. A pessoa divina do Salvador supera infinitamente tudo o que a humanidade podia gerar, porém a história da humanidade foi como um lento e difícil parto das condições necessárias à Encarnação do filho de Deus.
Quis por isso a devoção cristã venerar as pessoas e os acontecimentos que prepararam o nascimento de Cristo no plano humano e no plano da graça: sua Mãe, o nascimento dela, sua concepção, seus pais e antepassados. Crer nos preparativos da Encarnação significa crer na realidade da Encarnação e reconhecer a necessidade da colaboração do homem na efetivação da salvação do mundo. A verdadeira devoção a Maria leva sempre a Jesus.

Liturgia

Leitura Rm 8, 28-30
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos, sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.
Palavra do Senhor
Graças à Deus!

Salmo 70 (71); Sl 12 (13)

R. Exulto de alegria no Senhor.

Sois meu apoio desde antes que eu nascesse,
desde o seio maternal, o meu amparo:
para vós o meu louvor eternamente! R

Uma vez que confiei no vosso amor,
meu coração, por vosso auxílio, rejubile,
e que eu vos cante pelo bem que me fizeste! R

Evangelho Mt 1, 18-23 (curto; o longo é Mt 1, 1-16.18-23)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
A origem de Jesus foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: "Deus está conosco!"
Palavra da Salvação
Glória à Vós, Senhor.

(Missal Cotidiano)

Nossa Senhora, rogai por nós!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Devoção Eucarística e Comunhão na Boca


"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está em segredo deverá ser descoberto" (Mc 4, 21-22).


Durante vários anos como padre, insisti terminantemente que as pessoas comungassem na mão, porque, devido aos meus estudos, eu havia aprendido que para comungar clocamos uma mão em coma da outra fazendo uma cruz e, depois, fazemos uma concha. Assim, você faz, ao mesmo tempo, um “berço” (a manjedoura onde Jesus nasceu) e uma cruz (onde Jesus morreu). Sempre recordando que a mão esquerda tem de ficar em cima da mão direita, porque a mão direita tem de estar livre para você pegar a hóstia e colocá-la na boca. A mão deve estar na altura do peito, estendida na direção do padre.

Por muito tempo fiquei incomodado ao ver os seminaristas comungando na boca, mas sabia que eles tinham o direito de fazer isso. No entanto, sempre tentava fazê-los receber a Eucaristia na mão. Tudo isso era o que eu lutava e cria até pouco tempo atrás. Mas o papa Bento XVI me deu uma “rasteira”.


O Papa começou a dar a comunhão, na liturgia papal, para os fiéis de joelhos e na boca. Confesso que fiquei chocado com aquilo. Então, fui estudar, porque quando vemos o Papa tomar uma atitude, alguma razão ele deve ter.


Foi aí que descobri foi que a comunhão na mão (algo permitido canonicamente) é uma exceção, ou seja, para a lei canônica a forma comum de se comungar é na boca. Então, precisamos ficar com essa verdade. Estudando, descobri que não existe nunhuma referência de comunhão na mão, isso por que, nos países do Norte da Europa, as pessoas começaram a receber a comunhão na mão por desobediência, por rebeldia. O Vaticano tentou corrigi-los, mas não conseguiu e autorizou as conferências episcopais para, se achar oportuno, pedir autorização para a comungar na mão.

Mas por que, Bento XVI está agora, dando a comunhão na boca e de joelhos? O Papa está fazendo isso porque ele acredita que nós estamos correndo um risco muito grande de perder a devoção e a fé na Eucaristia, pois, infelizmente, em algumas igrejas, a presença de Jesus Eucarístico está se tornando uma piada.

Padres estão comentendo atos com a Eucaristia que é o caso de passarmos a noite adorando em desagravo a Jesus Eucarístico. Um exemplo é a situação de um sacerdote que, ao dirigir, tinha umas hóstias jogadas no banco de trás do carro. Questionado por alguém a quem ele havia dado carona, do porquê daquilo, o padre argumentou que aquilo era circunstancial, pois, segundo ele, Jesus só estava presente na Eucarstia durante a celebração da Missa; depois, já não está mais lá. Isso é um sacrilégio que não tem nome. Diante disso, entendemos porque as pessoas vão perdendo a devoção na Eucaristia. Aos poucos a presença de Jesus Eucarístico está sendo perdida.

Portanto, eu padre Paulo, durante muito tempo, não gostei dessa história de comunhão na boca por causa de um arqueologismo. Porém, o Papa está dando um exemplo. Mas ele não quer que todos, de repente, comecem a comungar de joelhos e na boca. Ele quer pôr um movimento em ação, quer dar o exemplo para que, sem decretar nenhuma lei ou sem enfrentar divisões, comecemos a comungar na boca e de joelhos.


Essa atitude é você quem vai analisar, ter a prudência de ver qual é a situação da sua paróquia, do seu padre e do seu bispo, pois pode ser que eles ainda não saibam disso. Eu mesmo levei tempo para descobrir que comunhão na boca é o normal. Levei tempo para achar normal um fiel comungar de joelhos. Então, meus irmãos, com muito amor a Cristo e à Sua Igreja, vamos olhar para o exemplo do Papa e fazer um exame de consciência para saber como está nosso respeito por Cristo presente na Eucaristia.

Pe. Paulo Ricardo (palestra em 28/01/2010)

(Canção Nova)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sacramento da Unção dos Enfermos


"Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os prebísteros da igreja, para que orem por ele, ungindo-o com óleo no nome do Senhor" (Tg 5,14)

A Unção dos Enfermos é o segundo Sacramento de Cura, juntamente com o Sacramento da Penitência, pelo qual a Igreja recomenda ao Senhor sofredor e glorificado os fiéis gravemente doentes, para que os alivie e salve, confere-se ungindo-os com óleo e proferindo as palavras prescritas nos livros litúrgicos (Can 998).

O Concílio Vaticano II resolveu trocar o nome de "Extrema-Unção" pelo de "Unção dos Enfermos". Deu também as normas sobre a reforma do rito desse sacramento.

Quando esse Sacramento começou a ser usado?

Desde o tempo dos Apóstolos, como podemos ver no Evangelho de São Mateus, capítulo 6, versículos 12 e 13.
O antigo nome deste sacramento, "Extrema-Unção", começou a ser usado nos fins do século XII. Nos séculos anteriores, era conhecido como "Unção dos Enfermos", tal como nos nossos dias. O termo "Extrema-Unção" tinha um significado puramente litúrgico. Indicava que, geralmente, se tratava da última das quatro unções que um cristão podia receber: o Batismo, a Confirmação, a Ordem Sagrada e, finalmente, a Extrema-Unção. Mas o povo entendia erroneamente que se tratava da unção última e que, depois de recebê-la, o mais provável era que a pessoa morresse.

De onde vem o Óleo e quem o Beze?

O óleo que se usa na administração deste sacramento é chamado Óleo dos Enfermos e é feito de azeite puro de oliveira - ou de outro óleo extraído de plantas.
O Bispo é quem deve benzer o Óleo a ser usado na Unção dos Enfermos e o faz na Missa dos Santos Óleos que ocorre na Quinta-feira Santa.


Além dele, pode benzer o óleo aqueles que, por direito, se equiparam ao Bispo diocesano e, em caso de necessidade, qualquer sacerdote, mas só na própria celebração do sacramento (Can 999).

Quem pode ministrar esse Sacramento?

Todo sacerdote, e somente ele, pode administrar validamente a unção dos enfermos. O diácono não pode ministrar esse sacramento (Can 1103).

Quem pode receber esse Sacramento?

A Unção dos Enfermos pode ser administrada ao fiel que, tendo atingido o uso da razão (presume-se aos 7 anos completos), começa a estar em perigo por motivo de doença ou velhice. Pode-se repetir este sacramento se o doente, depois de ter convalescido, recair em doença grave, ou durante a mesma enfermidade, se o perigo se agravar (Can 1004). O sacramento deve ser administrado ao doente que ao menos implicitamente o pediu quando estava no uso de suas faculdades (Can 1006) e aqueles que provavelmente o pediriam se estivessem no pleno gozo das suas faculdades.
A celebração desse sacramento deve ser, se possível, precedida pela confissão individual dos doentes.

Pode-se recusar a administração do sacramento ao enfermo?

Sim.
Não se deve administrar a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto (Can 1007).

Quando devemos chamar o Sacerdote?

O Código de Direito Canônico determina que os pastores de almas e os parentes dos enfermos devem cuidar que estes sejam confortados em tempo oportuno com esse sacramento (Can 1001).
Esse não é um sacramento apenas para aqueles que se encontram às portas da morte. É oportuno recebê-lo quando o fiel começa a correr risco de morte pela doença ou velhice.
Perigo de morte ou doença perigosa é o mesmo que doença grave. Perigo de morte não significa necessariamente que o doente se encontre em maior probabilidade de morrer que de sobreviver. Basta que seja simplesmente provável a morte, que a doença seja grave ou séria. Pode o sacramento ser ministrado antes de uma cirurgia, se a causa da intervenção for uma doença grave.
A velhice, quando avançada, já coloca em risco a vida por si mesma.

Se uma pessoa se encontra doente a ponto de precisar de um médico, deve também estar doente a ponto de ser necessário avisar ao pároco, pois normalmente não se chama o médico por qualquer doença sem importância.

Em caso de morte repentina, como um acidente ou um ataque cardíaco, também se deve chamar o sacerdote. A não ser que e até que já tenha começado a decomposição, a alma ainda pode estar presente no corpo. O sacerdote ainda pode administrar o sacramento de forma condicional.

Quais os Efeitos desse Sacramento?

Ele confere uma graça particular, que une mais intimamente o doente à Paixão de Cristo, para o seu bem e o de toda a Igreja, dando-lhe conforto, paz, coragem e até o perdão dos pecados, se o doente não pôde confessar-se. Esse sacramento permite às vezes, se Deus o quiser, até a recuperação da saúde física. Em todo caso, essa Unção prepara o doente para a passagem à Casa do Pai.

Como se celebra esse Sacramento?

A Unção dos Enfermos deve ser feita cuidadosamente, com as palavras, a ordem e o modo prescritos nos livros litúrgicos - consiste na unção com o óleo sobre a fronte e sobre as mãos dos doentes, acompanhada pela oração do sacerdote; em caso de necessidade, porém, basta uma só unção na fronte, ou mesmo em outra parte do corpo, pronunciando-se integralmente a fórmula. O sacerdote deve fazer as unções com a própria mão, a não ser que uma razão grave aconselhe o uso de instrumento (Can 1000).

"Por esta santa unção e por sua piíssima misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos".


O que é o Viático?

"Viático" é uma palavra latina que significa "provisão de viagem". É a Eucaristia recebida por aqueles que estão por deixar esta vida terrena e se preparam para a passagem para a vida eterna. Recebida no momento da passagem deste mundo para o Pai, a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo morto e ressuscitado é semente de vida eterna e poder de ressurreição.
A Igreja ensina que todos os fiéis em perigo de morte, seja qual for a causa, têm obrigação de receber a Sagrada Comunhão. Se o Bispo autoriza, pode-se celebrar a Santa Missa na casa do doente e, dentro dela, administrar-se-lhe o Viático.
Como Viático, a Sagrada Comunhão pode ser dada a qualquer hora do dia ou da noite, mesmo que o enfermo já tenha recebido a comunhão nesse dia como ato de devoção, e sem levar em conta o tempo decorrido desde a última vez que tomou alimento.


(Catecismo e Código de Direito Canônico e A Fé Explicada, de Leo J. Trese)
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