domingo, 23 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Catequese com o Papa Francisco - São José!
quarta-feira, 19 de março de 2014, 9h43
Tradução: Jéssica Marçal
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 19 de março de 2013
Boletim da Santa SéQuarta-feira, 19 de março de 2013
Tradução: Jéssica Marçal
São José Educador
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje, 19 de março, celebramos a festa
solene de São José, Esposo de Maria e Patrono da Igreja universal.
Dediquemos, então, esta catequese a ele, que merece todo o nosso
reconhecimento e a nossa devoção por como soube proteger a Virgem Santa e
o Filho Jesus. O ser guardião é a característica de José: é a sua
grande missão, ser guardião.
Hoje gostaria de retomar o tema da
proteção segundo uma perspectiva particular: a perspectiva educativa.
Olhemos para José como o modelo de educador, que protege e acompanha
Jesus em seu caminho de crescimento “em sabedoria, idade e graça”, como
diz o Evangelho. Ele não era pai de Jesus: o pai de Jesus era Deus, mas
ele cumpria o papel de pai de Jesus, fazia-se pai de Jesus para fazê-lo
crescer. E como o fez crescer? Em sabedoria, idade e graça.
Partamos da idade, que é a dimensão mais
natural, o crescimento físico e psicológico. José, junto com Maria,
tomou conta de Jesus antes de tudo deste ponto de vista, isso é,
“criou-o”, preocupando-se que não lhe faltasse o necessário para um
desenvolvimento sadio. Não esqueçamos que o cuidado fiel da vida do
Menino incluiu também a fuga ao Egito, a dura experiência de viver como
refugiados – José foi um refugiado, com Maria e Jesus – para escapar da
ameaça de Herodes. Depois, uma vez de volta à pátria e estabelecidos em
Nazaré, há todo o longo período da vida de Jesus em sua família.
Naqueles anos, José ensinou a Jesus também o seu trabalho e Jesus
aprendeu a ser carpinteiro com seu pai José. Assim, José criou Jesus.
Passemos à segunda dimensão da educação,
aquela da “sabedoria”. José foi para Jesus exemplo e mestre desta
sabedoria, que se nutre da Palavra de Deus. Podemos pensar em como José
educou o pequeno Jesus a escutar as Sagradas Escrituras, sobretudo
acompanhando-O de sábado à sinagoga de Nazaré. E José o acompanhava para
que Jesus escutasse a Palavra de Deus na sinagoga.
E, enfim, a dimensão da “graça”. São
Lucas sempre diz referindo-se a Jesus: “A graça de Deus era sobre Ele”
(2, 40). Aqui, certamente, a parte reservada a São José é mais limitada
em relação aos âmbitos da idade e da sabedoria. Mas seria um grave erro
pensar que um pai e uma mãe não podem fazer nada para educar os filhos a
crescer na graça de Deus. Crescer em idade, crescer em sabedoria,
crescer na graça: este é o trabalho que José fez com Jesus, fazê-Lo
crescer nestas três dimensões, ajudá-lo a crescer.
Queridos irmãos e irmãs, a missão de São
José é certamente única e irrepetível, porque absolutamente único é
Jesus. E, todavia, em seu proteger Jesus, educando-o para crescer em
idade, sabedoria e graça, ele é modelo para todo educador, em particular
para todo pai. São José é o modelo de educador e de pai, de pai.
Confio, então, à sua proteção todos os pais, os sacerdotes – que são
pais – e aqueles que têm um dever educativo na Igreja e na sociedade. De
modo especial, gostaria de saudar hoje, dia do pai, todos os pais,
todos os pais: saúdo-vos de coração! Vejamos: há alguns pais na Praça?
Levantem a mão, os pais! Mas quantos pais! Parabéns, parabéns pelo vosso
dia! Peço para vocês a graça de ser sempre muito próximos aos seus
filhos, deixando-os crescer, mas próximos, próximos! Eles precisam de
vocês, da vossa presença, da vossa proximidade, do vosso amor. Sejam
para eles como São José: guardiões do seu crescimento em idade,
sabedoria e graça. Guardiões do seu caminho; educadores, e caminhem com
eles. E com esta proximidade, vocês serão verdadeiros educadores.
Obrigado por tudo aquilo que fazem pelos vossos filhos: obrigado. A
vocês parabéns, e boa festa do pai a todos os pais que estão aqui, a
todos os pais. Que São José vos abençoe e vos acompanhe. E alguns de nós
perdemos o pai, se foi, o Senhor o chamou; tantos que estão na Praça
não têm pai. Podemos rezar por todos os pais do mundo, pelos pais vivos e
também pelos falecidos e pelos nossos, e podemos fazê-lo juntos, cada
um recordando o seu pai, se está vivo ou morto. E rezemos ao grande Pai
de todos nós, o Pai. Um “Pai nosso” pelos nossos pais: Pai Nosso….
quinta-feira, 13 de março de 2014
A Importância e Necessidade do Jejum
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
O Santo Evangelho desse primeiro domingo
da Quaresma nos traz o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele jejuou
40 dias no deserto. Esse jejum de Cristo é importante para nós. Esse
jejum de 40 dias, sem comer nada, de Nosso Salvador mostra,
primeiramente, a sua divindade. Ninguém consegue passar 40 dias sem
comer. Por outro lado, a fome de Cristo ao final dos 40 dias nos mostra a
sua humanidade. Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem,
nos diz constantemente o Evangelho. E por que Nosso Senhor jejuou? Para
reparar pelos seus pecados? Não, Ele não os tinha nem podia ter. Para
assegurar o domínio de sua razão e vontade sobre as paixões
desordenadas? Não, Nosso Senhor não tinha paixão desordenada: todos os
seus sentimentos e emoções estavam perfeitamente subordinados à sua
razão e à sua vontade, e estas completamente submissas à vontade de
Deus. Para que, então, Nosso Senhor jejuou durante 40 dias? Ele jejuou
para nos dar o exemplo e mostrar a importância dessa prática.
Convém compreender melhor a importância
do jejum. O jejum, prezados católicos, é ato da virtude da abstinência. O
que é uma virtude? Uma virtude nada mais é do que uma disposição bem
enraizada nas faculdades da nossa alma que nos inclina a agir em
conformidade com a reta razão iluminada pela fé. A virtude da
abstinência é, então, a virtude que nos inclina a usar moderadamente dos
alimentos corporais em conformidade com os preceitos da reta razão
iluminada pela fé. Estamos falando da virtude de abstinência, a não ser
confundida com a abstinência de carne, que prescreve a Igreja em todas
as sextas-feiras do ano e na quarta-feira de cinzas. A virtude da
abstinência nos inclina, então, a usar moderadamente dos alimentos, de
acordo com a reta razão iluminada pela fé. O jejum nada mais é do que um
ato da virtude da abstinência. O jejum é uma forma de praticar a
virtude da abstinência.
É muito comum se pensar que o jejum é uma
prática de devoção suplementar, que, na verdade, o jejum está longe de
ser necessário, etc. Na verdade, o jejum é uma prática necessária para
quem quer alcançar a perfeição. NS nos dá o exemplo no Evangelho de hoje
(Mt 4,2), Ele diz que certos demônios só podem ser expulsos com jejum e
oração (Mt 17, 21). Ele anunciou que seus discípulos praticariam o
jejum (Mt 9, 15), como efetivamente se fez desde os tempos apostólicos.
Os Santos Padres escreveram, por vezes, livros inteiros recomendando o
jejum. Santo Agostinho diz que o jejum “purifica a alma, eleva o
espírito, sujeita a carne ao espírito, dá ao coração contrição e
humildade, dissipa as trevas da concupiscência, extingue os ardores do
prazer e acende a luz da castidade.”
O Prefácio do Tempo da Quaresma diz algo
semelhante, de maneira resumida. Diz O Prefácio que o jejum corporal
reprime os vícios, eleva a mente, se concede a virtude e o prêmio da
virtude. São Tomás acrescenta que o jejum satisfaz pelos pecados. Assim,
prezados católicos, temos no jejum algo que diz respeito ao passado,
pois satisfaz por nossos pecados passados, e algo que diz respeito ao
presente, pois ele reprime os vícios, favorece a virtude e eleva a nossa
mente.
Pelo jejum, prezados católicos, comemos
menos do que nos seria necessário. Nossa razão compreende facilmente que
se faça um jejum de vez em quando em virtude de uma doença corporal ou
para evitar uma doença. Muito mais facilmente se compreende, então, que
se faça jejum para evitar males espirituais e para alcançar bens
espirituais.
Vejamos como o jejum reprime os vícios,
favorece a virtude, eleva a mente e satisfaz pelo pecado.
Primeiramente,
o jejum satisfaz pelo pecado porque ele é uma obra de penitência, ele é
uma pena que nos infligimos, tendo assim um caráter de reparação pela
satisfação ilícita alcançada em qualquer pecado. Em segundo lugar, o
jejum reprime os vícios. O que é um vício? O vício nada mais é do que
agir em desacordo com a reta razão. Um dos principais fatores que nos
leva a agir de modo contrário à reta razão são as paixões desordenadas,
que buscam um bem sensível independentemente da verdadeira bondade desse
bem ou não. O jejum assegura justamente que essas paixões não serão
satisfeitas e que elas se submeterão à razão e à vontade iluminadas pela
fé. Portanto, o jejum reprime os vícios ao tirar o império das paixões
sobre a razão e a vontade. Não se trata de suprimir as paixões, mas de
não consentir nas paixões desordenadas e de orientar as paixões, isto é,
nossas emoções e sentimentos em conformidade com a razão iluminada pela
fé. O jejum ajuda muitíssimo a restabelecer a devida ordem na nossa
alma. Em terceiro lugar, ao restabelecer a devida ordem em nossa alma,
reprimindo o vício, o jejum favorece necessariamente a virtude, que nada
mais é do que a disposição para agir em conformidade com a reta razão
iluminada pela fé. Com o jejum bem praticado, nossas paixões se
submeterão à nossa razão, e a nossa razão se submeterá a Deus. Em quarto
lugar, o jejum eleva a mente. Isso é claro. Menos apegado às coisas
sensíveis, não sofrendo mais a tirania das paixões, nossa inteligência
poderá se elevar às coisas celestes, poderá considerá-las com
tranquilidade e, consequentemente, amá-las mais profundamente. Isso
ocorre, prezados católicos, porque nossa alma é una. Dessa forma, quando
ela se aplica com veemência a uma coisa não pode se aplicar a outra
coisa com profundidade. O jejum diminui a aplicação da nossa alma das
coisas materiais, permitindo que nos elevemos às espirituais. Assim, ao
nos fazer reparar pelo pecado, ao reprimir os vícios, ao favorecer as
virtudes, ao elevar a nossa mente para as coisas do alto, o jejum nos
ajudará muitíssimo a alcançar o prêmio da vida eterna. O jejum, como
podemos constatar, caros católicos, é de suma importância. Mesmo se não
houvesse religião, nossa razão compreenderia a importância do jejum para
poder viver de modo ordenado. O jejum é um preceito da lei natural tão
importante que Deus quis também nos instruir a respeito dele e mostrar a
importância dele na sua Revelação, como, por exemplo, nos quarenta dias
em que Cristo jejuou.
Portanto, o jejum é necessário.
Atualmente, a disciplina da Igreja ordena somente dois dias de jejum: na
quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, para os fiéis entre 18 e
60 anos. Esses dois dias no ano são insuficientes, para que
desenvolvamos a virtude da moderação nos alimentos. Há 60 anos, o jejum
se fazia durante a quaresma em vários dias da semana, em 3 ou 4 dias,
por exemplo. Além disso, havia as Vigílias das grandes festas, que
também eram dia de jejum. E, finalmente, havia quatro vezes ao ano,
correspondendo aproximadamente às estações do ano, as chamadas quatro
têmporas, que eram três dias de jejum. Eram, então, mais doze dias de
jejum no ano. E os dias eram bem escolhidos. A Quaresma como preparação
para a Páscoa. As vigílias em preparação para a festa de grandes
mistérios e as quatro têmporas eram o período em que se faziam as
ordenações. O jejum permitia, então, a reparação pelos pecados, a
repressão do vício, a elevação da mente, para considerar a grandeza da
páscoa, dos outros mistérios e para que fossem ordenados dignos
pastores. Com a antiga disciplina, seguindo simplesmente o que mandava a
Igreja, era possível adquirir a virtude que nos modera nos alimentos.
Atualmente, embora a lei da Igreja seja em si boa, pois comanda o jejum,
não é suficiente para desenvolver em nós a virtude. Precisamos,
portanto, caros católicos, ir além daquilo que pede a disciplina atual
da Igreja.
Todavia, para praticar bem o jejum é
preciso praticá-lo com prudência. Não é bom o jejum que prejudica a
saúde. Não é bom o jejum que nos impede de cumprir os nossos deveres de
estado. Assim, não precisam jejuar a mulher grávida, ou alguém que tenha
um problema de saúde que pode ser agravado pelo jejum, ou o que tem um
trabalho árduo. Não é bom o jejum que se transforma em um fim em si
mesmo. Não, o fim do jejum é a união com Deus, a virtude, a perfeição, a
caridade. Não é bom o jejum feito por orgulho. O jejum deve ser humilde
e feito com muita simplicidade e por amor a Deus. Não é bom o jejum que
nos deixa irritados e que nos faz descontar essa irritação nos outros. O
bom jejum deve aumentar a nossa caridade fraterna. Enfim, o jejum deve
ser prudente e ordenado realmente a Deus.
Lembramos que o jejum é comer uma
refeição normal no dia e fazer duas colações que, juntas, não chegam a
uma refeição normal. Diante da importância do jejum, caros católicos,
procuremos praticá-lo ao menos uma ou duas vezes por semana durante a
quaresma e escolhamos alguns dias para praticá-lo durante o ano.
O jejum bem praticado reprime os vícios,
eleva a mente, dá a virtude, satisfaz pelo pecado e nos faz merecer o
prêmio da vida eterna porque nos conduzirá a praticar o amor a Deus e o
amor ao próximo por amor a Deus. Eis, então, prezados católicos, a
importância desse ato de virtude que é o jejum, tão recomendado pela
Sagrada Escritura, tão recomendado por Nosso Senhor, tão recomendado
pelos apóstolos, pela Igreja e pelos Santos.
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.Fonte: Missa Tridentina em Brasilia
Glorioso São José, rogai por nós!
Postado por
Graziela
às
12:30
0
comentários
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Links para esta postagem
Marcadores:
Jejum/Abstinência,
Quaresma,
Vídeo
segunda-feira, 10 de março de 2014
NOVENA A SÃO JOSÉ
Oração preparatória para todos os dias
Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena.
Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas.
Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz, e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade.
Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta
perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José, e alcançar, por sua
intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para
atrever-me a comparecer diante de Vossa presença?
Conheço a deficiência de meus méritos e a multidão de meus
pecados, pelos quais não mereço ser ouvido em minhas orações; mas, o que
não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode.
Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não
fiado em minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José. Amém.
Primeiro dia
Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos
muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e,
principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido,
de ter sido santificado no ventre de vossa mãe e confirmado em graça.
Que alegria para vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única
coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava de Pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por esse tão assinalado privilégio! Eu
vos felicito com todo o meu coração, pela inocência incomparável que
tivestes desde antes de nascer e pela graça a amizade particular com que
o mesmo Deus vos distinguiu.
Por esse privilégio e pela grande alegria que ele vos causou,
suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus, um grande ódio
ao pecado, grande amor às virtudes e à minha salvação eterna. E como
creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica à
minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis por vossa
poderosíssima intercessão; todavia, se minha oração não for bem
dirigida, endireitai-a e rogai ao boníssimo Deus por mim. Amém.
Segundo dia
Que felicidade a vossa, meu glorioso Protetor, serdes escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria.
Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes,
naquele dia feliz, quando associastes vossa sorte à da Mãe de Jesus
Cristo. Que admiração vos teriam os Santos Anjos, por serdes o
sustentáculo da mãe do Verbo encarnado, e por esse mesmo motivo também
protetor do Filho de Deus!
Uno meus louvores aos que, nesse dia, vos dariam os Anjos do Céu
e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente
a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou a vosso serviço. Que
transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira Aquela
que trouxe o Filho de Deus em Seu seio sagrado!
Que felicidade terdes, para vosso consolo nas penas, a
Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a
sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que
é o espelho sem mancha, da majestade divina e a imagem da bondade de
Deus!
Por este favor e felicidade tão grandes peço-vos, poderosíssimo
José, a amizade e a graça de Deus, e a proteção e amparo constantes de
Maria Santíssima.
Interponde, ao mesmo tempo, vosso valimento com Jesus e com vossa
santíssima esposa, para alcançar as graças particulares que, com esta
novena, pretendo conseguir. Amém.
Terceiro dia
Que pena tão amarga devíeis ter sentido em vosso coração, José
gloriosíssimo, quando em vossa humildade julgastes dever separar-vos de
vossa esposa Maria!
Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia a vosso amor com amor puro e sincero.
Confraternizo-me convosco, por aqueles momentos de sofrimento e
por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade,
ficastes ao lado da Mãe do Unigênito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e
amou sempre no amor de Deus. Em Seu infinito poder, Deus fez nela
maravilhas de Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das
grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso
onde o Filho de Deus tem seu receio, e vós José, fostes o Anjo da guarda
dese jardim, o depositário desse eterno tesouro.
São José, aceitai sinceras felicitações pela parte ativa que Deus
vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de
Sua Santíssima Mãe às vossas ordens.
Por essa grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a
precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o
conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em
todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar
deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo
conseguir, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma. Amém.
Quarto dia
Esposo castíssimo da Mãe do Unigênito Filho de Deus, uno-me a vós
na tristeza que experimentastes em Belém, quando lá chegando, depois de
penosa viagem, vistes vossa venerada esposa Maria e o Salvador do
mundo, que ela levava em suas entranhas, desconhecidos e repelidos de
todas as casas e pousadas.
Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é
amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão
inimigos e contrários!
Dai-me a Jesus, que tanta alegria vos causou em Seu nascimento.
As vozes dos Anjos dizendo “Paz na Terra aos homens de boa vontade” são
principalmente dirigidas a vós. Aceitai meus louvores pelo muito amor
que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para Seu pai nutrício e para
seu poderoso defensor e amparo.
Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós
estais, perto de Jesus, contemplar Sua santidade divina e esplendor.
Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que
foram adora-lo no presépio; pedi-Lhe, também, as graças que desejo
conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação de
minha alma. Amém.
Quinto dia
Que grande dor sofrestes, nosso querido São José, quando vistes
derramar-se o preciosíssimo sangue de Cristo na circuncisão! Por que
teria, esse infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter
nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos
nossos pecados, esse padecer.
São José, daí-me a conhecer o preço do sangue de Jesus, para que
nunca deixe perder a menor gota; e que esse sangue, caindo
abundantemente sobre minha alama, lave-me e purifique inteiramente.
Permiti, São José, que, para eu conseguir graça tão importante,
aproxime-me mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do
Divino Mestre e receber as bênçãos e graças que dele emanam e que, por
bondade divina, passam por vossas sagradas mãos.
Vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens!
São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome
de Jesus, sabendo que esse nome, a própria felicidade, é a chave que nos
abre a porta do Céu!
Adorador de Cristo, consiga que ele seja para mim Jesus, isto é, meu salvador nesta vida e na eterna.
Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo
alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem
de minha alma. Amém.
Sexto dia
Ó meu boníssimo São José, protetor e amparo dos desvalidos! Por
aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que
os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos
esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim
ocasião de ressurreição.
Confraternizo-me convosco, pacientíssimo José, pela ferida que em
vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a
Maria que uma espada de dor havia de atravessar Seu delicadíssimo e
amorosíssimo coração.
Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar
essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para
consolar vossa esposa com vossa presença humana na paixão de Cristo!
Eu, sim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar a
Maria, porque culpado, por meus pecados, na morte de Jesus e nas dores
de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados.
Ajudai, José poderosíssimo, minha pobreza espiritual e poucas
forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha
culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me,
também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para
maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.
Sétimo dia
São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem ao
Egito, para admirar vossos sacrifícios e imitar vossas virtudes. Tudo
fizestes para defender a Jesus de tantos perigos, e sobretudo da morte.
Que dor tão grande foi para vosso coração amante ver sofrer a
Jesus e a Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três
peregrinos santíssimos!
Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres
mundanos, e dai-me a fome e sede de todas as virtudes, principalmente a
humildade, a paciência, a mortificação, que a minha lama deseja
ardentemente possuir.
Entristeçam-me as coisas que vós entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria.
Experimente minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma
alegria que experimentou vosso delicado coração, quando afinal, depois
dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a
salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como
vos alegrastes com aqueda dos ídolos do Egito, alegra-se meu coração com
a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas
de modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, à Santíssima Mãe e a
vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me
também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior
glória de Deus. Amém.
Oitavo dia
Confraternizo-me convosco, terníssimo José, por causa das
privações a que vistes sujeita vossa amada família, na terra de
peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo, para a Mãe
do Filho de Deus.
Uno minhas lágrimas às que derramastes, em vosso coração,pela
dureza do exílio, e por tudo que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no
Egito. Vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me
queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que
necessária!
Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou vosso
coração, quando Jesus, pela primeira vez, vos deu o doce nome de pai,e
ela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem de sua
obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e
a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina
Providência se dignar enviar-me, para purificar-me de meus pecados, ou
para aumentar meus méritos.
Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para
morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena,
se não for em prejuízo de minha salvação. Amém.
Nono dia
Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai; que dor e tormento
indizível seria para vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus com o
qual estavam todas as afeições de vossa vida! Que grande aflição
sentistes por não ter encontrado o menino Jesus entre parentes e
conhecidos e por ninguém ter dado notícias dele.
Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver, se Ele era a vossa
alegria de viver? Vós perdestes a Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O
muitas vezes por culpa própria, por causa de minha malícia e de meus
pecados.
Fazei-me conhecer a Jesus e procura-Lo com perseverança,
ensina-me a obedecê-Lo, ensina-me a adorá-Lo, custe o que custar.
Consiga-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo
pecado e que se por infelicidade eu venha a perdê-Lo, nunca tenha
sossego até que o encontre novamente, pela divina graça.
Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes
achando a Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, aos doutores
da lei e causando-lhes encanto e admiração com Suas perguntas e
respostas.
Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e sua
santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre em meu coração, com sua
divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar de Sua visão e amizade
no céu para sempre.
Alcançai-me também, as graças que vos tenho pedido, todos os
dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo que vos pedi, irei
receber do amor de Deus, por vosso intermédio.
De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador d poder que o Misericordiosíssimo Deus vos concede. Amém.
Pede-se agora a graça que necessita conseguir
Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nossos, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai... em honra das alegrias e dores do glorioso Patriarca.
Oração final para todos os dias:
Lembrai-vos,
ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protetor São José, que
jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa proteção,
implorando vosso socorro e não fosse por vós consolado.
Com grande confiança, venho, à vossa presença, recomendar-me
fervorosamente a vós. Não despreseis a minha súplica, ó pai adotivo do
redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.
ANT. – José, filho de Davi, não temas receber Maria, vossa
Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas
puríssimas entranhas é por obra do Espírito Santo.
V. Rogai por nós, José santíssimo.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, vos
dignastes escolher o bem-aventurado esposo de vossa Mãe Santíssima;
concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos
tê-lo no Céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos
os séculos dos séculos. Amém.
Fonte: Canção Nova
São José, rogai por nós!
Postado por
Graziela
às
15:26
1 comentários
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Links para esta postagem
Marcadores:
Orações
quinta-feira, 6 de março de 2014
Sermão da Quarta-feira de Cinzas - A morte e quais e como devem ser nossas práticas quaresmais
Ontem (quarta-feira de cinzas) eu participei da Santa Missa Tridentina (ou Gregoriana) aqui em Brasília (DF). Segue as palavras do Padre Daniel sobre como vivenciar o tempo quaresmal.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Estamos hoje na quarta-feira de cinzas,
primeiro dia da Quaresma. Dia de jejum e abstinência. Abstinência é não
comer carne, obrigando todos os fiéis católicos, a partir dos 14 anos.
Jejum é fazer uma refeição normal, em geral o almoço, e duas colações,
uma de manhã e uma de tarde, que, juntas, não cheguem a uma refeição
normal. E não se deve comer nada entre as refeições. Todos os católicos
entre dezoito e sessenta anos estão obrigados ao jejum, a não ser por
motivo de saúde, ou por trabalho mais duro, ou uma mulher pela gravidez,
por exemplo.
Recomendo muito, prezados católicos, que
escolham um bom livro para acompanhá-los durante a quaresma. O livro de
Santo Afonso sobre a Paixão, por exemplo, ou as meditações diárias do
mesmo santo, a Prática do Amor a Jesus Cristo ainda de Santo Afonso;
Filotéia de São Francisco de Sales, ou o Combate Espiritual, do Padre
Scupoli, os Exercícios de Perfeição Cristã do Padre Rodrigues, ou uma
boa Vida de Cristo. Algo que possa elevar a alma nesse tempo santo.
“Memento, homo, quia pulvis est et in pulverem reverteris.”
Lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás.”
É com essa frase que a Igreja quer que
nossa fronte seja marcada pelas cinzas. Lembra-te, ó homem, que és pó e
que ao pó retornarás. A Igreja, nesse início de Quaresma, coloca diante
do homem a sua mortalidade. Ela nos lembra que a morte vem para todos,
indistintamente. Essa é a grande certeza de todos os homens: a morte,
morreremos um dia. Todavia, a morte certa tem também uma incerteza: não
sabemos nem o dia nem a hora. Portanto, caros, católicos, sabemos que
iremos morrer, mas não sabemos quando. A grande ilusão é crer que temos
ainda muito tempo para nos arrepender, para chorar pelos nossos pecados,
para avançar na virtude, para nos converter. Como nos lembra o Livro de
Esther em uma das Antífonas de hoje: emendemo-nos para melhor, para que
não suceda que, surpreendidos pela morte, procuremos espaço para fazer
penitência e não o encontremos. É aqui e agora que devemos nos
converter.
O tempo da Quaresma é um tempo de grandes
graças, se procuramos vivê-lo bem, isto é, se procuramos realmente nos
converter a Deus, para amá-lo e servi-lo como nosso infinito bem que é.
Não podemos desperdiçar esse tempo de graça. É preciso aproveitá-lo,
para que não suceda que, surpreendidos pela morte, procuremos espaço
para nos converter e não o encontremos.
Na Quaresma, prezados católicos, nossas
práticas devem ter dois aspectos. Um deles se refere, digamos, ao
passado: nossas práticas quaresmais devem ter como finalidade a
expiação, a penitência, pelos nossos pecados cometidos. O outro aspecto
diz respeito ao presente: nossas práticas quaresmais devem ter como
finalidade nosso avanço na virtude, no amor a Deus, no abandono de
nossos pecados presentes. A Quaresma é tempo de grandes graças para
obter a misericórdia divina, para abandonar o velho homem, para
abandonar o nosso pecado habitual, dominante. Assim, prezados católicos,
nossas práticas não devem ser simplesmente práticas mais ou menos
austeras, mas devem ter por finalidade o pedir perdão a Deus e o avanço
no caminho do amor a Deus. Como nos diz o Profeta Joel: Convertei-vos a
mim de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas e com gemidos. É
preciso nos converter a Deus de todo o coração, orientando-nos para Ele,
inteiramente, colocando-o como o fim de nossas vidas. É preciso nos
converter a Deus com jejuns, reparando pelos nossos pecados. É preciso
nos converter a Deus com lágrimas e gemidos, isto é, com verdadeiro
arrependimento por tê-los cometidos e com o firme propósito de não mais
pecar. O tempo da quaresma é um tempo de graça. É tempo de uma boa
confissão, sincera, humilde, integral.
Nossas práticas quaresmais, caros
católicos, devem ser feitas com humildade. Devemos ter plena consciência
de que não são nada diante de Deus e diante do que Lhe é devido, por
mais que essas práticas pareçam muito perfeitas. Se nas nossas devoções,
se na nossa prática religiosa entra o orgulho, tudo será prejudicado.
Devemos, então, ficar atentos, e fazê-las com humildade, como algo que é
simplesmente devido a Deus e que é nada diante do que deveríamos fazer
por Ele. A recompensa das nossas práticas quaresmais não pode ser a
nossa satisfação própria ou o elogio alheio, mas deve ser a vida eterna.
Nossas práticas terminarão sendo mais ou menos conhecidas pelas pessoas
que nos são próximas, mas devemos sempre endireitar nossa intenção:
faço isso para Deus e não para que as outras pessoas me estimem.
A quaresma é um tempo de graça. A primeira graça está nas palavras: Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris
(lembra-te, ó homem, que és pó e que ao pó retornarás). Devemos guardar
essas palavras durante toda a nossa vida. Somos pó, e pó é tudo que há
sobre a terra. Vamos morrer, caros católicos. Não sabemos quando. É
preciso estar pronto. Deus nos dá esse tempo favorável, o tempo da
quaresma, tempo em que é extremamente largo em sua misericórdia. Na
quaresma, Deus bate de modo particular na porta de nossa alma. A nós,
cabe abrir a porta. Cabe-nos abrir a porta pela conversão a Ele, de todo
o coração. Cabe-nos abrir essa porta pelas súplicas de nossas orações
redobradas durante a quaresma. Cabe-nos abrir essa porta pela prática da
virtude. Cabe-nos abrir essa porta pela mortificação. Tendo escolhido
nossas práticas quaresmais, mantenhamo-nos firmes. Se falharmos uma vez
ou outra, peçamos o auxílio da graça e retomemos nossas resoluções, sem
abandoná-las. Abramos a porta ao divino Salvador. Ele não vai bater
eternamente.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Missa Tridentina em Brasília
Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!
Assinar:
Postagens (Atom)

