Seguidores

Pesquisar este blog

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Resposta sobre Batismo

Como não estou conseguindo responder aos questionamentos nos comentários, vou colocar algumas respostas aqui.

1) "Boa tarde. Meu nome é **** e tenho 26 anos. Sou católico totalmente praticamente, faço parte de 3 grupos na igreja, sou coordenardor de um deles, vou à missa todo domingo e praticamente toda quarta, tenho primeira comunhão, porém não sou crismado e fui convidado para ser padrinho de um primo, aceitei e só fiquei sabendo que eu não podia batizar no dia do curso de batismo. E agora, como faço? O batizado está muito próximo, posso batizar e depois fazer a crisma?"

Oi meu irmão, sugiro que procure o padre que irá celebrar o batismo ou o pároco da paróquia e converse com ele colocando a situação, se ele permitir, você batiza. Ademais, penso que você não é o único padrinho, tem a madrinha, se ela for crismada o batismo será válido, mesmo você não sendo.
E, procure se inscrever numa catequese para ser crismado, esse Sacramento é um Sacramento da Iniciação Cristã e OBRIGATÓRIO para todo católico. Boa sorte e que Deus o abençõe.

2) Um irmão de comunidade (Renovação Carismática) foi batizado quando criança e teve como padrinhos Nossa Senhora e São José. Como isso é possível? gostaria de saber sobre padrinhos Santos! Na crisma também pode ter padrinhos Santos?

Antigamente era comum os pais escolherem um santo para ser padrinho da criança, a madrinha da minha mãe é Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; porém, NÃO HÁ nada sobre isso no Catecismo, nem no Código de Direito Canônico e também não li nada nos livros onde li sobre o Batismo.
Penso que o católico pode escolher um santo para ser um exemplo, como há a consagração a Nossa Senhora, mas isso não elimina a presença de um padrinho/madrinha vivo. 
Espero ter ajudado, se ainda tiver dúvidas, sugiro que converse com o seu padre sobre o assunto.
Que Deus a abençõe.

Catequese com Papa Francisco - Matrimônio

Catequese com o Papa Francisco - 02/04/14
CATEQUESE

Praça Pedro
Quarta-feira, 2 de abril de 2014

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal


Hoje concluímos o ciclo de catequeses sobre os sacramentos falando do matrimônio. Este sacramento nos conduz ao coração do desígnio de Deus, que é um desígnio de aliança com o seu povo, com todos nós, um desígnio de comunhão. No início do Livro do Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, no ápice do relato da criação se diz: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e mulher… Por isto o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gen 1, 27; 2, 24). A imagem de Deus é o casal matrimonial: o homem e a mulher; não somente o homem, não somente a mulher, mas todos os dois. Esta é a imagem de Deus: o amor, a aliança de Deus conosco é representada naquela aliança entre o homem e a mulher. E isto é muito belo! Fomos criados para amar, como reflexo de Deus e do seu amor. E na união conjugal, o homem e a mulher realizam esta vocação no sinal da reciprocidade e da comunhão de vida plena e definitiva.

1. Quando um homem e uma mulher celebram o sacramento do matrimônio, Deus, por assim dizer, reflete-se neles, imprime neles seus próprios traços e o caráter indelével do seu amor. O matrimônio é o ícone do amor de Deus por nós. Também Deus, de fato, é comunhão: as três Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo vivem desde sempre e para sempre em perfeita unidade. E é justamente esse o mistério do matrimônio: Deus faz dois esposos uma só existência. A Bíblia usa uma expressão forte e diz “uma única carne”, tão íntima é a união entre o homem e a mulher no matrimônio. E é justamente esse o mistério do matrimônio: o amor de Deus que se reflete no casal que decide viver junto. Por isto, o homem deixa a sua casa, a casa dos seus pais e vai viver com sua esposa e se une tão fortemente a ela que os dois se tornam – diz a Bíblia – uma só carne.
Mas vocês, esposos, lembra-se disso? Estão conscientes do grande presente que o Senhor vos deu? O verdadeiro “presente de casamento” é este! Na vossa união há o reflexo da Santíssima Trindade e com a graça de Cristo vocês são um ícone vivo e credível de Deus e do seu amor.

2. São Paulo, na Carta aos Efésios, coloca em destaque que nos esposos cristãos se reflete um mistério grande: a relação instituída por Cristo com a Igreja, uma relação nupcial (cfr Ef 5, 21-33). A Igreja é a esposa de Cristo. Esta é a relação. Isto significa que o matrimônio responde a uma vocação específica e deve ser considerada como uma consagração (cfr Gaudium et spes, 48; Familiaris consortio, 56). É uma consagração: o homem e a mulher são consagrados em seu amor. Os esposos, de fato, em força do Sacramento, são revestidos de uma verdadeira e própria missão, para que possam tornar visível, a partir de coisas simples, cotidianas, o amor com que Cristo ama a sua Igreja, continuando a doar a vida por ela, na fidelidade e no serviço.

3. É realmente um desígnio maravilhoso aquele que é inerente ao matrimônio! E acontece na simplicidade e também na fragilidade da condição humana. Sabemos bem quantas dificuldades e provações conhecem a vida de dois esposos… O importante é manter viva a ligação com Deus, que está na base da ligação conjugal. E a verdadeira ligação é sempre com o Senhor. Quando a família reza, a ligação se mantém. Quando o esposo reza pela esposa e a esposa reza pelo esposo, aquela ligação se torna forte; um reza pelo outro. É verdade que na vida matrimonial há tantas dificuldades, tantas; seja o trabalho, seja que o dinheiro não basta, seja que as crianças tenham problemas. Tantas dificuldades. E tantas vezes o marido e a mulher se tornam um pouco nervosos e brigam entre si. Brigam, é assim, sempre se briga no matrimônio, algumas vezes voam até os pratos. Mas não devemos ficar tristes por isto, a condição humana é assim. E o segredo é que o amor é mais forte que o momento no qual se briga e por isto eu aconselho aos esposos sempre: não terminem um dia no qual tenham brigado sem fazer as pazes. Sempre! E para fazer as pazes não é necessário chamar as Nações Unidas, que venham pra casa fazer a paz. É suficiente um pequeno gesto, um carinho, um olá! E amanhã! E amanhã se começa uma outra vez. E esta é a vida, levá-la adiante assim, levá-la adiante com a coragem de querer vivê-la juntos. E isto é grande, é belo! É algo belíssimo a vida matrimonial e devemos protegê-la sempre, proteger os filhos.

Outras vezes eu disse nesta Praça uma coisa que ajuda tanto a vida matrimonial. São três palavras que devem ser ditas sempre, três palavras que devem estar em casa: com licença, obrigado e desculpa. As três palavras mágicas. “Com licença”: para não ser invasivo na vida dos cônjuges. Com licença, mas o que te parece? Com licença, permito-me. “Obrigado”: agradecer o cônjuge; agradecer por aquilo que fez por mim, agradecer por isto. Aquela beleza de dar graças! E como todos nós erramos, aquela outra palavra que é um pouco difícil de dizê-la, mas é preciso dizê-la: “desculpa”. Com licença, obrigado e desculpa. Com estas três palavras, com a oração do esposo pela esposa e vice-versa, com fazer as pazes sempre antes que termine o dia, o matrimônio seguirá adiante. As três palavras mágicas, a oração e fazer as pazes sempre. Que o Senhor vos abençoe e rezem por mim.


Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Multirão de Confissões - Quaresma 2014

Aqui em Brasilia, todos os anos temos o Multirão de Confissões duas vezes ao ano: por ocasião da Quaresma, em preparação para a Páscoa e por ocasião do Advento, em preparação para o Natal.

Assim, segue os dias em que haverá as confissões no Plano Piloto: Asa Norte e Lago Norte, que será as 20hs.

Dia 01/04: Paróquia Nossa Senhora da Esperança, SQN 307/308, Lote A, Fone: 3273-2255;

Dia 02/04: Paróquia Nossa Senhora do Lago, SHIN, QI 3, AE, Lote A, Fone: 3368-3790;

Dia 03/04: Paróquia Nossa Senhora da Consolata, SGAN 913, Mod C, Fone: 3272-2276;

Dia 04/04: Paróquia Nossa Senhora das Graças, SGAN 908, Bloco B, Fone: 3272-2416;

Dia 07/04: Paróquia Nossa Senhora da Saúde, SGAN 702, Lote 3/4, Fone: 3326-1180;

Dia 08/04: Paróquia do Verbo Divino, SGAN 609, Mod C, Fone: 3349-5101;

Dia 09/04: Paróquia São José Operário, SGAN 604, Mod D, Fone: 3327-1082;

Dia 10/04: Paróquia Pai Nosso, SHIN, QL 13, Lot D, Fone: 3368-4644;

Dia 11/04: Paróquia Mãe da Divina Misericórdia, EQN 214/215, Lote A, Fone: 3225-4894.

E os dias em que haverá as confissões no Plano Piloto: Asa Sul, Cruzeiro e Sudoeste.

Dia 07/04: Paróquia São Camilo de Lellis;

Dia 08/04: Paróquia Nossa Senhora de Fátima;

Dia 09/04: Paróquia Nossa Senhora do Carmo;

Dia 10/04: Paróquia Santa Terezinha;

Dia 11/04: Paróquia Santo Cura D´Ars

Dia 14/04: Paróquia São Pio de Pietrelcina

Dia 15/04: Santuário Dom Bosco

Dia 16/04: Paróquia São Judas Tadeu

Procure na sua Diocese e Paróquia se e quando será o Multirão de Confissões e se prepare para a Páscoa do Senhor!

domingo, 30 de março de 2014

Quaresma e a Boa Confissão!


Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

 “Estava Jesus expulsando um demônio, e ele era mudo. E depois de ter expulsado o demônio, falou o mudo, e se admiraram as gentes.”

Caros católicos, temos insistido que a Quaresma é um tempo de conversão, de misericórdia, de busca da santidade. A verdadeira conversão nossa, a busca da santidade e a misericórdia divina se encontram de modo perfeito e pleno em um só ato: no sacramento da confissão, e na confissão bem feita.

Como sabemos, a confissão é o sacramento da nova lei no qual, pela absolvição do sacerdote, se confere ao pecador penitente a remissão dos pecados cometidos depois do batismo. Como cada um dos sete sacramentos, também o sacramento da penitência foi instituído por Cristo. A confissão foi instituída por Cristo no dia mesmo de sua ressurreição, ao dizer aos apóstolos: “recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” No sacramento da confissão, nós podemos ver a delicadeza da bondade e misericórdia divinas. Que meio sublime Deus nos deu para perdoar os nossos pecados, para purificar a nossa alma das quedas após o batismo. A confissão é a nossa segunda tábua de salvação, como nos diz o Concílio de Trento.

Nosso Senhor quis instituir o sacramento da penitência ou confissão para nos dar a certeza (na medida em que é possível) do perdão dos pecados confessados ao padre e absolvidos por ele, para que não tivéssemos angústias ou incertezas em campo tão importante. Nesse sacramento, Nosso Senhor nos diz como Ele disse ao Paralítico: “Tem confiança, filho, teus pecados estão perdoados.” Nosso Senhor quis também que os pecados fossem perdoados por meio da confissão ao sacerdote porque a sabedoria divina cura utilizando remédios contrários à doença. Todos os nossos pecados provêm, em certo grau, do orgulho, e a confissão é o contrário do orgulho, pois é certa humilhação para o pecador. Pecamos ao praticar a nossa própria vontade em detrimento da vontade divina. Na confissão, precisaremos exercer um grande desapego de nós mesmos, da nossa própria vontade e nos humilhar. A confissão diante do sacerdote foi o meio instituído pela sabedoria e misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para nos tirar do pecado.

A confissão, como nos diz o Padre Spirago (Catecismo Católico Popular, que recomendo), dá ao indivíduo muitas vantagens, além do essencial e mais importante que é o perdão dos pecados: a) ela dá o conhecimento de si mesmo ao nos confrontarmos com os mandamentos divinos; b) ela dá a delicadeza da consciência, que vai se formando com os bons exames de consciência e os bons conselhos recebidos; c) ela dá a firmeza de caráter, pois o sacramento nos dá a graça que ilumina a nossa inteligência e fortalece a vontade; d) ele dá a perfeição moral, pois a confissão exige humildade, como dissemos, e a humildade é a base de toda virtude. A confissão traz também vantagens para a sociedade civil: a) com ela, as inimizades acabam, b) se bens foram de alguma forma prejudicados pelo pecador, eles serão restituídos, c) muitos crimes são evitados; d) muitos vícios combatidos e etc.

Todavia, para obtermos o perdão dos nossos pecados e todos os outros benefícios que advêm da confissão, precisamos nos confessar bem. Para nos confessarmos bem, precisamos, antes de tudo, fazer um bom exame de consciência. Depois, precisamos nos arrepender dos pecados cometidos e ter o propósito de nos emendarmos. Em seguida, é preciso confessar os pecados, isto é, manifestá-los diante do sacerdote, com sinceridade. Finalmente, é preciso aceitar a penitência, receber a absolvição e cumprir a penitência recebida.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...