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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Aumentou o número de católicos no mundo. Mas e a autenticidade?

Redação da Aleteia | Jun 14, 2018

Crianças Primeira Comunhão Iraque e Africa
Reprodução Primeiras Comunhões - Iraque e Africa


A verdadeira questão vai além dos números

Tipografia Vaticana publicou nesta semana o Anuário Pontifício 2017 e o Anuário de Estatísticas da Igreja 2015, que apresentam os números consolidados mais recentes sobre a presença católica no mundo.
NO MUNDO – Existe 1 bilhão e 299 milhões de católicos, que equivalem a 17,67% da população mundial. Há um aumento de 14 milhões em relação a 2015, quando o número era de 1 bilhão e 285 milhões.
POR CONTINENTES – 48,6% estão nas Américas; 22% na Europa; 17,6% na África; 11% na Ásia; 0,76% na Oceania.
ÁFRICA NA CABEÇA – O continente africano é atualmente o responsável pelo aumento do número de católicos no mundo. Os católicos da África passaram de cerca de 185 milhões em 2010 para mais de 228 milhões em 2016, uma variação de 23,2% em 6 anos. Os países africanos que lideram a lista são a República Democrática do Congo (mais de 44 milhões) e a Nigéria (28 milhões).
BRASIL – Com 173,6 milhões de católicos, ainda é o país com mais católicos no mundo. Os brasileiros representam 13,3% do total mundial e 27,5% do total de católicos na América do Sul. No entanto, em termos percentuais, o país tem sofrido diminuição do número de católicos em relação ao total da sua própria população, com o aumento de adesões a igrejas evangélicas e com o crescimento numérico dos que se declaram sem religião.
SACERDOTES – Há 414.969 padres católicos no mundo, sendo 67,9% do clero diocesano e 32,1% de ordens e congregações religiosas. Houve uma diminuição em relação a 2015: 687 padres a menos em comparação com os 415.656 que havia naquele ano.
O instituto norte-americano de pesquisas estatísticas Pew Research Center publicou em 2015 um estudo que quantificava os cristãos (incluindo os católicos) em 2,3 bilhões, os muçulmanos em 1,8 bilhão e os que se declaravam sem religião em 1,2 bilhão de habitantes (este número é particularmente elevado por causa da China, gigante de cerca de 1,4 bilhão de habitantes, no qual o regime comunista implantou durante décadas a obrigatoriedade oficial do ateísmo, perseguindo religiões de modo brutal. Hoje a perseguição é menos explícita devido a pressões internacionais, mas o ateísmo continua sendo oficial e a maioria da população continua com medo de declarar em público algum tipo de crença religiosa, principalmente se for uma fé considerada “estrangeira” – caso do cristianismo).
O mesmo estudo do Pew Research Center previa que, em 2035, os muçulmanos deverão superar os cristãos em número de nascimentos, com 235 milhões contra 224 milhões.
A fé, porém, não se mede em quantidade, mas em autenticidade.
O Papa Bento XVI, por exemplo, chegou a declarar que é melhor uma redução numérica e um aumento genuíno da convicção e da prática da fé do que grandes números meramente de fachada.
Cabe a nós, católicos, testemunhar a fé cristã de modo genuíno mediante o exemplo, que arrasta mais do que as palavras, além de rezar pela graça da fé, seja para que nós mesmos nos aprofundemos e perseveremos nela, seja para que aqueles que não a têm possam conhecê-la e livremente abraçá-la.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora, rogai por nós!

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Por que consagrar a criança a Nossa Senhora no batismo?

Prof. Felipe Aquino | Jun 18, 2018

BAPTISM
TAMINO PETELINŠEK | DRUŽINA


Os santos são unânimes em afirmar que nenhuma intercessão diante de Deus é tão eficaz como a intercessão da Virgem Maria por nós


Já se tornou um belo costume católico os pais consagrarem as crianças a Nossa Senhora após o batismo. Criou-se até o costume de escolherem uma madrinha para a criança nesta consagração. Isso tem sentido? É válido?
Sim, claro que é! A Igreja recomenda a nossa consagração a Nossa Senhora todos os dias de nossa vida. O motivo é muito simples e claro: Ela é nossa Mãe bendita. Aos pés da Cruz, antes de entregar o Seu Espírito ao Pai, Jesus nos deu a Sua Mãe para ser nossa Mãe. Isso não é pouco, é muito! Se Jesus assim o fez, é porque precisamos dela.
Jesus nos deu Sua Mãe como nossa intercessora
Depois de nos ter dado tudo, Sua vida, o Evangelho, Ele nos deu a Sua Mãe. Vendo aos pés da Cruz o discípulo que amava, São João, Jesus entregou Maria para ser sua Mãe e nossa. Todos os Papas e santos viram, nesta cena, São João representado cada um de nós, cada um daqueles que Jesus resgatou com o Seu preciosíssimo Sangue redentor, a quem Ele confiou Sua Mãe.
Em seguida, disse o evangelista: “O discípulo a levou para sua casa” (João 19,27), porque ela já não tinha mais o seu José nem tinha outros filhos. São João a levou para Éfeso, a grande cidade romana que era a capital da província romana do Oriente Médio. São João foi para ali evangelizar aquela enorme cidade que tinha cerca de 300 mil pessoas, e levou com ele a sua e a nossa Mãe querida.
Ainda hoje, existe, ali em Éfeso, um Santuário Mariano onde está a casinha que eles viveram, no alto de uma montanha, e que muitos peregrinos visitam, inclusive os que fazem a peregrinação da Canção Nova com a Obra de Maria, nos “Caminhos de São Paulo”.
Intercessão dos santos
Ora, se Jesus nos deu a Sua Mãe para ser também nossa Mãe, é porque precisamos dela para a nossa salvação. Os Santos doutores, como Santo Agostinho, São Bernardo, Santo Afonso de Ligório, São Pedro Canísio, São Roberto Belarmino e outros, são unânimes em dizer que todas as graças que Deus concede aos homens, mesmo as conseguidas pela intercessão dos santos, chegam a nós pelas mãos de Maria. Por isso, ela é chamada de Medianeira de todas as graças, Advogada nossa. Como a grande graça que recebemos do Pai, foi Jesus, o nosso Salvador, e Ele veio por Maria, então, todas as demais graças vêm a nós também por ela.
Os santos são unânimes em afirmar que nenhuma intercessão diante de Deus é tão eficaz como a intercessão da Virgem Maria por nós. Além disso, sabemos que Deus concedeu a Ela o poder e a missão de esmagar a cabeça de satanás (Gn 3,15), que quer nos afastar de Deus pelo pecado. É a Virgem Santíssima quem nos protege de seus ataques malignos. Esta é uma forte razão para nos consagrarmos a Ela.
Recebendo a proteção de Maria
De modo especial ,consagrar a Ela uma criança, após o seu batismo, tem um significado muito especial, pois, pelo batismo, sabemos que Deus – pela morte e ressurreição de Cristo que a criança participa – é resgatada das mãos do maligno para pertencer agora a Deus, como filho, herdeira do céu, membro da Igreja, cuja Mãe é Maria.
Sem dúvida, a Virgem poderosa, nesta hora, recebe essa criança em seus braços inexpugnáveis e a guarda em sua proteção, cuidando de sua vida para que siga os caminhos de Deus. Não é sem razão que a Ladainha Lauretana a invoca como: Porta do Céu, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos.

Por Prof. Felipe Aquino, via Canção Nova
Fonte: Aletéia
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Parto normal: a dimensão espiritual

Lírio entre Espinhos | Jun 08, 2018

NEWBORN
Shutterstock

Você já refletiu sobre o lado espiritual de se trazer um filho ao mundo?

Talvez você nunca tenha parado para pensar sobre a escolha entre ter um parto normal ou uma cesárea. Talvez você tenha crescido ouvindo as pessoas dizerem que parto normal é muito ruim, que dói demais. Talvez todos os médicos com que você tenha se consultado tenham lhe informado apenas com mitos a respeito do parto normal e lhe dado a cesariana como a melhor opção. Talvez você nunca tenha refletido sobre o lado espiritual de se trazer um filho ao mundo. Na iminência do meu segundo parto, achei tão importante falar sobre isso.

A cesárea

“Acaso faço chegar a hora do parto e não faço nascer?”, diz o Senhor. “Acaso fecho o ventre, sendo que eu faço dar à luz?”, pergunta o seu Deus. (Isaías 66, 9)
Infelizmente estamos inseridas em uma cultura cesarista. O Brasil é um dos países campeões em realizações de cesarianas, com uma taxa de 55,6% de cesáreas. Aparentemente o parto normal ficou para trás e isso parece ser tão… normal. A cesárea, que é um procedimento cirúrgico, passou a ser tida como escolha pessoal e a via mais comum de se trazer um bebê ao mundo. Será que isso está certo?
Em primeiro lugar, tratemos da cesárea. Cesárea é um procedimento cirúrgico que salva vidas, mas nem por isso deixa de ser uma cirurgia. Há muitos efeitos colaterais e até mesmo riscos, por isso ela deve ser feita com indicação de real necessidade, pois não é a via natural de nascimento e também não é a melhor.
A Karen Mortean, na página Fertilidade Inteligente, fez um post resumido sobre as indicações reais para uma cesariana. Nessa página, e em outras, como a Auxílio no Parto, vocês poderão encontrar uma infinidade de bons materiais a respeito do assunto. Também indico a página do meu obstetra, o dr. Frederico Bravim.

Benefícios do parto normal

São tantos os benefícios do parto normal:
  • em primeiro lugar, o de não precisar passar por uma cirurgia de médio porte,
  • menor risco de infecção,
  • o trabalho de parto favorece a produção de leite materno,
  • a mãe pode segurar o bebê assim que o bebê nasce e estimular a amamentação,
  • o vínculo deste momento é fundamental para a mãe/pai e bebê,
  • o útero volta ao seu tamanho normal mais rapidamente,
  • há benefícios psicológicos para a mãe,
  • as complicações são menos frequentes,
  • recuperação rápida após o parto,
  • não há necessidade de separar mãe-bebê,
  • menos problemas respiratórios para o bebê,
  • além de menor risco do bebê nascer prematuro etc.

Infelizmente, além de uma cultura cesarista, nosso país tem um sistema de saúde em que práticas ultrapassadas ainda são feitas e tantas mulheres ainda sofrem violência obstétrica ao escolherem um parto normal. Muitas mulheres desejam um parto natural, mas esbarram em tantas dificuldades, principalmente a de encontrar profissionais que ofereçam como uma opção válida, real, como a melhor opção.
Muitos profissionais são desonestos e enganam as mulheres para não terem de se sacrificar ao acompanhar uma gestante em trabalho de parto por horas a fio, por exemplo. Por isso, é importante estudar e buscar equipes realmente confiáveis.
Outra grande dificuldade são as taxas tão altas que muitas equipes médicas cobram para estarem disponíveis para atender nosso parto. Ir para os plantões obstétricos que muitos hospitais oferecem tem sido cada vez mais difícil, pois a maior parte das equipes não está disposta nem a tratar as mulheres com respeito, muito menos a esperar o desenrolar de um trabalho de parto. Vivemos tempos difíceis, mas será que a cesárea é a nossa única opção?

Uma questão espiritual

Em poucos anos a nossa sociedade sofreu mudanças profundas e rápidas em tantas esferas. Uma delas, de forma especial, é que a vida encheu-se de facilidades e de conforto, nos deixando moles, frouxos e fugindo a qualquer custo do sofrimento.
Ter facilidades e conforto não é tanto o problema, já que muitas das invenções vieram como uma ajuda e as condições financeiras deram aporte a uma vida um pouco menos dura, no sentido de se poder desfrutar de algumas coisas boas que antes eram impossíveis.
Mas, a principal consequência dessa mudança é que desaprendemos a sofrer, desaprendemos a dar valor ao quanto as coisas custam, passamos a encarar qualquer pequeno arranhão como uma dor insuportável e a nos incomodarmos com tudo.
É certo que há uma grande influência médica durante o pré-natal na decisão das mulheres levando-as a optar pela cirurgia, até por motivos como mais conforto para o próprio médico, que não precisará passar horas com a gestante durante a madrugada, por exemplo, podendo apenas agendar a retirada do bebê num horário confortável para ele.
Mas, além disso, muitas mulheres optam pela cesariana justamente para fugir da dor.
A dra. Alice em seu livro O privilégio de ser mulher, escreveu:
”O parto é também um acontecimento que goza de sacralidade. Embora as dores agonizantes que muitas mulheres suportam sejam uma terrível consequência do pecado original, a beleza do ensinamento da Igreja Católica deixa claro que seus esforços femininos e seus gritos de agonia, que precedem a chegada ao mundo de outra pessoa humana, têm um profundo sentido simbólico. Assim como Cristo sofreu as dores agonizantes da crucifixão para reabrir as portas dos céus para nós, assim também a mulher recebeu o rico privilégio de sofrer para que outra criança feita à imagem e semelhança de Deus possa entrar no mundo.”
Não se sinta menos mãe ou menos mulher por ter feito uma cesárea necessária,  ou por ter sido enganada, por ter tido medo de sofrer violência obstétrica e tanto mais. Deus conhece nosso coração e a nossa realidade. O que venho trazer nesse texto é uma provocação, uma reflexão.
O Senhor nos dá graças específicas para cada situação na vida. Não podemos dizer que confiamos no Senhor apenas a respeito do número de filhos, mas devemos ter essa confiança filial de que Ele nos auxiliará na hora de trazê-los ao mundo. O que não significa que não devemos colocar os meios necessários para alcançar um bom parto, como nos informarmos, rezarmos, cuidarmos da saúde, procurarmos locais e equipes confiáveis, etc. Inclusive, há muitas maternidades públicas muito boas e defensoras do parto normal.
Nas Sagradas Escrituras está escrito: “Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo.” (João 16,21). E é verdade! Se é o medo da dor que te afugenta dessa experiência tão grandiosa e cheia de significado, saiba que há inúmeros meios de amenizar a dor, como: a presença de uma doula, massagens, exercícios, respiração,  banho e, por fim, uma analgesia.
É impossível não relacionar o alto índice de cesáreas com um controle de natalidade velado. É certo que partos normais sucessivos são muito melhores para nós que desejamos uma família numerosa. Cesáreas sucessivas apresentam riscos e quantas mulheres não foram enganadas, desestimuladas a ter mais filhos ou a tentar um parto normal e até mesmo submetidas a laqueadura por causa disso?
É claro que há muitos casos de 8, 9 cesáreas, mas isso não significa que não haja riscos.
A questão maior é que existem mulheres que acreditam mesmo que não podem ter mais de três cesáreas, por exemplo, e os médicos usam disso para o controle de natalidade, fazendo até mesmo um terrorismo psicológico.  É importante que o parto normal seja estimulado e buscado mesmo com cesáreas anteriores. É totalmente possível, há relatos incríveis! E mesmo se não for o caso, há sim como ter mais de três cesáreas. Indico esse post sobre a quantas cesáreas uma mulher pode ser submetida.

Reflexão

Apesar da ”bandeira” do parto normal ser levantada em grande parte pelas feministas, isso não significa que seja uma luta apenas delas e que devemos ignorar este assunto. O parto normal é antes de tudo algo criado por Deus. Foi assim que o Criador pensou que os bebês viriam ao mundo, e, após o pecado original, que viriam ”em dores de parto.” O parto não é um assunto ideológico, mas natural, pois existe desde a criação.
Quando começamos a adentrar o mundo do parto natural, do parto humanizado, enfim, tantos termos, encontramos um discurso que vem no mesmo pacote: um suposto empoderamento da mulher, protagonismo, uma luta, uma bandeira. Mas o parto está muito além disso. Todo esse viés ideológico deve ser descartado por nós.
Devemos reter e retomar aquilo que nos pertence, aquilo que é naturalmente bom, que conduz ao Bem: o parto que respeite o processo fisiológico natural, que tenha uma equipe médica competente e honesta, que se baseie em evidências científicas e que proporcione não só à mulher, mas também ao bebê e à família uma experiência feliz.
É preciso entender, antes de tudo, que o parto normal é um processo fisiológico e não patológico. São João Paulo II, na Carta Mulieris Dignitatem, nos diz:
”A análise científica confirma plenamente o fato de que a constituição física da mulher e o seu organismo comportam em si a disposição natural para a maternidade, para a concepção, para a gestação e para o parto da criança.”
Um parto não precisa de intervenções desnecessárias: todas fomos feitas para dar à luz. Infelizmente há tantas histórias de partos traumáticos, até mesmo violentos, que levam tantos casais à se fecharem a novas vidas. E também tantos casos de cesarianas desnecessárias e em seguidas vezes que acabam diminuindo a possibilidade de novas gestações seja por riscos verdadeiros ou porque os médicos assim o dizem.
Além disso, será que já paramos para entender a profundidade da experiência de dar à luz um filho? Submeter-nos voluntariamente a uma entrega tão grande que nos custará não pouco, mas muito. Ou como disse a Kimberly Hahn em seu livro “Amor que dá vida”:
“O que uma mulher faz ao dar à luz um filho é, à imitação de Cristo, dar a sua vida pelo amigo’.”
O Venerável Fulton Sheen nos ensina:
“Todo nascimento reclama submissão e disciplina. Na mulher, a submissão não é passiva, é sacrifical. Nem só os dias da mulher, mas também as noites, não só a alma, mas também o corpo hão de partilhar do Calvário da maternidade. É por isso que a mulher tem da doutrina da Redenção uma compreensão mais nítida que os homens, ela, ao dar a luz, pôde associar com a vida o risco da morte e compreender o sacrifício de si mesma por outro ser, nos meses incômodos da gestação.” E “As dores que a mulher suporta no trabalho de parto ajudam a expiar os pecados da humanidade e extraem seu significado da Agonia de Cristo na Cruz. As mães são, portanto, não apenas co-criadoras com Deus; são corredentoras com Cristo na carne.”
Não é que quem faça uma cesárea necessária não passe por sofrimentos ou não seja uma oferenda viva, afinal muitas vezes desejamos um parto normal mas acabamos passando pela cirurgia por necessidade e isso não diminui a entrega.
Sejamos mulheres de coragem, façamos da nossa vida e do nosso corpo uma oferta viva, um sacrifício vivo, como foi o Manso e Divino Cordeiro. Benditos os filhos que são gerados na Cruz! Somente aquilo que passa por ela é fecundo. Nossos rebentos serão frutos de santidade quanto mais nos oferecermos por eles.
Deixemos para trás esse discurso fraco, vitimista, caprichoso, mesquinho e sombrio de que o parto é algo terrível. O parto normal é algo maravilhoso! Entendido e vivido como deve ser, dentro de uma ótica e realidade católica, o parto é para nós, a morte de nós mesmas entre dores, suores e sangue, como morreu Nosso Senhor que jorrou sangue e água no alto da Cruz, para que o outro tenha vida. Que escolha mais feliz poder dar a vida pelos que amamos. Ou, como nos ensina São Josemaria: “O amor é sacrifício, e o sacrifício, por Amor, gozo.”


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por nós!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Qual é o lugar mais sagrado de Roma?

Maria Paola Daud | Maio 30, 2018

Holy Stairs
Ma. Paola Daud
Calle lateral de la Escalera Santa

Ao visitar o local, o fiel pode até alcançar a indulgência plenária
A escadaria por onde Jesus subiu para ser julgado é o lugar mais venerado de Roma. E uma placa de mármore sobre o altar da capela que fica depois da escadaria é testemunha. Nela, está escrito: “NON EST IN TOTO SANCTIOR ORBE LOCUS” (Não existe lugar mais santo em todo mundo).
Estamos falando da Scala Sancta ou Scala Pilati, localizada no complexo dos Palácios Lateranos, que fica perto da Basílica de São João de Latrão (a catedral do Papa). São 28 degraus de mármore que pertenciam ao palácio de Pôncio Pilatos e, como muitas das relíquias sagradas de Jesus, foram levadas de Jerusalém a Roma por Santa Helena no ano 326. O Papa Sixto V, em 1589, pediu para que a escadaria fosse construída na entrada da capela papal, a Sancta Santorum, onde está até hoje.
O acesso é livre e os peregrinos só podem subir a Escada Santa de joelhos. Há outra escadaria de uso normal para quem deseja acessar o piso superior e visitar a capela Sancta Sanctorum. Para isso, é preciso pagar 3,50 euros).
Ao longo dos anos, a escadaria foi modificada várias vezes. Em 1753, foi coberta com madeira, deixando algumas aberturas para que o mármore ficasse exposto e pudesse ser tocado pelos fiéis. As paredes das laterais têm afrescos com cenas da Paixão de Jesus.
A capela funcionou como oratório particular dos papas até o período do Renascimento e é testemunha de um milênio de história do pontificado romano.
O nome de Sancta Santorum foi dado devido às inúmeras relíquias de santos que ela abriga. As relíquias se encontram embaixo do altar e estão protegidas por uma enorme estrutura de ferro. Em 1905, conseguiram abrir a estrutura para examinar a coleção de relicários de ouro, prata, marfil e madeira preciosa. Cofres, cruzes, tecidos bordados e pergaminhos de valores inestimáveis foram transferidos para os Museus Vaticanos.
Enfim, o fiel pode receber a indulgência parcial ou plenária se subir a Escada Santa. Os requisitos habituais para isso devem ser seguidos.
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