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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

O que vestimos importa sim, Senhor!

"Todos os anos, ao entrarmos nos meses mais quentes do ano, volta à tona o problema da modéstia no vestir — agora ainda mais, dado que no Ocidente as pessoas parecem ter perdido até mesmo as mais elementares posturas morais e costumes sociais que antes garantiam um mínimo de autorrespeito e consideração pelos outros. Nós precisamos de nada menos que uma revolução moral, uma reconstrução de nossos mais básicos conceitos de virtude. Nem é necessário dizer que será um trabalho custoso, e que nós não seremos capazes de “virar a maré” da cultura geral (a qual seria mais acertadamente descrita, a esse ponto, como uma “anticultura”). Todavia, de modo algum é impossível reconstruir esses conceitos dentro das comunidades cristãs, contanto que haja uma vontade corajosa de tratar, com clareza e serenidade, dos assuntos que estão em jogo. É o que procurarei fazer em linhas gerais. 

De acordo com S. Tomás de Aquino, a noção de modéstia no vestir, no falar e no modo de se comportar deriva da noção de moderação, de fazer algo de uma maneira adequada, bem sopesada, e que observe um meio entre os extremos (cf. STh II-II 168; 169). No caso em exame, os extremos são, por um lado, a indecência (de longe muito mais comum nos dias de hoje) e, por outro, uma afetação de virtude e uma inibição malsã.

Como todas as virtudes morais, o hábito da modéstia não só capacita a pessoa para querer e escolher o que é certo a esse respeito, mas também a impele a fazê-lo; a modéstia torna-se uma segunda natureza, uma disposição a agir. Tomás nos recordaria, também, que essa virtude nos ajuda a apreciar os bens corporais em seu devido lugar. Quando o exigem as pessoas, o lugar e a ocasião, as paixões do apetite concupiscível são boas, instrumentos de ação virtuosa queridos por Deus.

A pessoa modesta é aquela cujas ações e aspecto externo consistentemente refletem autodomínio, bom juízo do que seja apropriado, um controle firme dos próprios sentimentos, bem como uma habilidade serena de expressar a si mesmo e de “ser” quem se é sem necessidade de alarde. Por isso, a verdadeira modéstia começa na alma para só depois chamar a atenção dos olhos ou dos ouvidos alheios. Essa modéstia interior consiste em regular toda a própria vida de uma maneira que seja calma, gentil, reverente e pura. Vestir roupas modestas ou evitar danças imodestas é algo que simplesmente “transborda” dessa condição interior.

As sociedades modernas, no Ocidente, descartaram a modéstia mais importante para a saúde básica do convívio social: a de vestir-se e comportar-se de modo a não despertar o tipo errado de atenção do sexo oposto — uma atenção animalesca, possessiva e reducionista. Na verdade, o que se ostenta, obviamente, é o vício oposto.

Infelizmente, muitos cristãos sinceros que querem levar uma vida casta parecem estar inconscientes da ligação que existe entre a pureza de coração e a modéstia exterior, entre o compromisso com a virtude e a forma de apresentar o próprio corpo às outras pessoas — uma ignorância ainda mais surpreendente quando se considera a obviedade dessa associação, que foi compreendida com muita clareza por todas as épocas, com exceção da nossa.

Por exemplo, existem jovens católicos que procuram viver a pureza, mas que continuam a se vestir como seus pares do mundo, com estilos de roupa provocativos ou inapropriados. É possível ver isso vividamente nas Jornadas Mundiais da Juventude, onde, além da imodéstia, também é bastante comum uma impressionante falta de consciência a respeito do que seja apropriado para um evento sagrado e solene. 

Nesse quesito, as pessoas de hoje parecem ter adotado um critério único: o conforto físico. Qualquer coisa que possa causar o mais remoto dos desconfortos ou dos incômodos é imediatamente rejeitada. Como resultado, ao se vestirem em dias de alta temperatura, os cristãos de maneira geral com muita frequência caem nos mesmos maus hábitos de seus pares mundanos, que não pensam nem no que é agradável a Deus, nem no que ajudará a si próprio e aos outros a viver a castidade, mas tão-somente no que é “mais fresco” ou “mais prático” de se usar. Como parte pequena de um ascetismo sadio, os cristãos devem rejeitar esse tipo de complacência e bajulação do corpo. São Paulo descreve aqueles que cremos como pessoas que “trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo” (2Cor 4, 10).

Quem nunca se impressionou com fotografias antigas e em preto e branco de nossos antepassados, os quais, debaixo de um calor sufocante de verão, usavam roupas longas e amplamente cobertas? Embora eu não sugira que voltemos ao mesmo guarda-roupas que eles tinham, digo que sim, nós faríamos bem em imitar-lhes o vigor e a propriedade. É óbvio que se deve levar em consideração circunstâncias de temperatura e de atividades, como longos passeios ao ar livre, mas há soluções modestas e imodestas para qualquer que seja a situação. Com os materiais modernos de que dispomos, vestir-se modestamente não significa vestir-se “de modo opressivo”; há à disposição, por exemplo, roupas que cobrem os ombros e chegam até os tornozelos, sendo ao mesmo tempo de um material leve, opaco e agradável.

Nós não podemos fazer de conta que o modo como tratamos nosso corpo, o modo como comemos e nos vestimos, o modo como nos apresentamos, o modo como nos comportamos, não importando se o fazemos com disciplina ou desleixo, educação ou irreflexão, responsabilidade ou ingenuidade, sejam “particularidades” espiritualmente irrelevantes. Trata-se, ao contrário, de coisas essenciais: elas também irão manifestar a vida de Jesus ao mundo, ou promover um espírito contrário ao dEle. O modo como alguém trata, exibe e faz uso de seu corpo revela muito dos trabalhos de sua própria alma: quem ela (ou ele) pensa ser, o que pensa a respeito de si mesma ou dos outros, o que espera de si e dos outros. De mais maneiras do que normalmente as pessoas imaginam, as aparências não enganam: o meio é a mensagem.

Como acontece com qualquer tópico de importância, também para este a Revelação divina tem as suas orientações: 

Quero que as mulheres usem traje honesto, ataviando-se com modéstia e sobriedade. Seus enfeites consistam não em primorosos penteados, ouro, pérolas, vestidos de luxo, e sim em boas obras, como convém a mulheres que professam a piedade (1Tm 2, 9-10). 



Há uma maneira de se comportar e de se apresentar que é inseparável do modo de vida cristão; é um dos sinais que, neste mundo, distingue aqueles que crêem. A modéstia, assim como a paz, ainda que seja um bem da alma em primeiro lugar, não pára na alma, mas tem um efeito sobre todos os aspectos da vida em sociedade. O mundo moderno carece de modelos de autocontrole e de autoapresentação digna; os cristãos podem e devem ser este exemplo. A própria falta de excesso faz com que valha a pena fazer conhecida a sua presença.

A virtude da religião, por meio da qual damos de volta ao Deus infinito aquilo que somos capazes de dar, inclui a oferta a Ele daquilo que somos, nossos corpos e almas, como expressão de um amor fiel. É por isso que a modéstia é, ao mesmo tempo, consequência e salvaguarda da religião

S. Tomás diz que a santidade denota duas coisas: permanecer puro e permanecer firme. “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8): felizes aqueles que, por amor a Deus e com todo o seu ser, preservam firmemente a pureza de alma e de corpo. A visão face a face de Deus, a grande meta e alegria da vida cristã, é a razão última pela qual devemos manter não só nossos corações, mas também nosso falar, nosso agir e nosso apresentar-se, puros, sem mácula, simples e sóbrios. Ao fazer isso, nosso modo de vida é conformado ao de Nosso Senhor Jesus Cristo, tornando presente, em um mundo decaído e sujo, alguma coisa da límpida inocência, da paz serena e do frescor incorruptível do Espírito Santo."



Nossa Senhora Castíssima, rogai por nós!

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

É desperdício uma pessoa bonita ser padre ou freira?

HOLY SPIRIT ADORATION SISTERS

Jeffrey Bruno

Por que o fato de homens e mulheres atraentes e bonitos se tornarem padres ou freiras ainda motiva a perplexidade de tantas pessoas?


“Que desperdício!”

Esta é uma expressão bastante comum, utilizada em situações diversas. Mas uma delas chama a nossa atenção nesta reflexão. Por que o fato de homens e mulheres atraentes e bonitos se tornarem padres ou freiras ainda motiva a perplexidade de tantas pessoas?

A expressão, dita por pessoas de outras religiões, poderia até passar despercebida, mas por católicos chega a ser uma contradição.

Se acreditamos e temos Deus como centro de nossas vidas, o que mais valeria na vida do que viver totalmente para Ele? Então, já não soaria tão estranho que esses homens e mulheres, que se destacam por sua beleza, encontrassem numa consagração a Deus a sua escolha de vida, não é verdade?

O padre dominicano Terry-Dominique Humbrecht, no livro “Carta aos jovens sobre as vocações”, traz uma palavra esclarecedora sobre o assunto:

“Considera-se que há desperdício quando uma moça ou rapaz apresentam tantos encantos físicos, que Deus é indigno deles. Aqui encontramos um combate do sexo contra Deus. Isso é tão importante que as pessoas estão dispostas a conceder a Deus uma jovem considerada feia ou um rapaz pobre, mas não uma pessoa bafejada [favorecida] pela beleza ou pela fortuna!”.

Qual seria, então, a razão de uma consagração a Deus ser uma infelicidade na vida de alguém ou para sua família?

Para essa pergunta, padre Humbrecht tem uma resposta bem direta:

“Esse dom é uma graça, sendo também a ocasião de conferir um pouco mais de profundidade à vida. Há tantas famílias que, ao experimentá-lo, encontram uma alegria sem igual, ao passo que outras, que apostaram em demasiados valores terrenos, tranquilizam a consciência, mas mergulham numa vida monótona e cinzenta! Dar a Deus um lugar suficiente é, muitas vezes, uma forma de Lhe recusar o primeiro lugar”, pontua.

Fica como reflexão final: 

Qual o lugar real em que estamos colocando Deus em nossa vida?


(Via A12.com)

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Glória, rogai por nós!

domingo, 11 de agosto de 2019

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

CARTA DO PAPA FRANCISCO
AOS PRESBÍTEROS
POR OCASIÃO DOS CENTO E SESSENTA ANOS DA MORTE DO CURA D’ARS


Meus queridos irmãos!

Estamos a comemorar cento e sessenta anos da morte do Santo Cura d'Ars, que Pio XI propôs como patrono de todos os párocos do mundo. Quero, na sua memória litúrgica, dirigir esta Carta não só aos párocos, mas a todos vós, irmãos presbíteros, que sem fazer alarde «deixais tudo» para vos empenhar na vida quotidiana das vossas comunidades; a vós que, como o Cura d’Ars, labutais na «trincheira», aguentais o peso do dia e do calor (cf. Mt 20, 12) e, sujeitos a uma infinidade de situações, as enfrentais diariamente e sem vos dar ares de importância para que o povo de Deus seja cuidado e acompanhado. Dirijo-me a cada um de vós que tantas vezes, de forma impercetível e sacrificada, no cansaço ou na fadiga, na doença ou na desolação, assumis a missão como um serviço a Deus e ao seu povo e, mesmo com todas as dificuldades do caminho, escreveis as páginas mais belas da vida sacerdotal.

Há algum tempo, manifestava aos bispos italianos a preocupação pelos nossos sacerdotes que, em várias regiões, se sentem achincalhados e «culpabilizados» por causa de crimes que não cometeram; dizia-lhes que eles precisam de encontrar no seu bispo a figura do irmão mais velho e o pai que os encoraje nestes tempos difíceis, os estimule e apoie no caminho.

Como irmão mais velho e pai, também eu quero estar perto, em primeiro lugar para vos agradecer em nome do santo Povo fiel de Deus tudo o que ele recebe de vós e, por minha vez, encorajar-vos a relembrar as palavras que o Senhor pronunciou com tanta ternura no dia da nossa Ordenação e que constituem a fonte da nossa alegria: «Já não vos chamo servos, (...) a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15).


domingo, 4 de agosto de 2019

RESPOSTA: Batizada. Casada. Pode ser Crismada?

Isabella Fiorentino, aos 39 anos, recebendo o Sacramento do Crisma em 2016

Ave Maria!

Tenho 35 anos sou batizada e fiz a primeira comunhão só não fiz a Crisma já sou casada na igreja e gostaria de fazer muito a crisma será que posso, ainda não falei com o padre da minha comunidade

CLARO!!!
Não só pode como DEVE!!

Corre.... o que está esperando.rss
Agora em agosto, em várias paróquias, inicia a Catequese de Adultos, se informe na sua Paróquia quando será lá (ou em outra Paróquia).


O que ocorre no Sacramento da Confirmação (do Batismo) ou Crisma?

Cân. 879 — O sacramento da confirmação, que imprime carácter, e pelo qual os baptizados, prosseguindo o caminho da iniciação cristã, são enriquecidos com o dom do Espírito Santo e se vinculam mais perfeitamente à Igreja, robustece-os e obriga-os mais estritamente para serem testemunhas de Cristo pela palavra e pelas obras, assim como para difundirem e defenderem a fé.
(CDC)

Quem pode receber o Sacramento do Crisma?

Cân. 889 — § 1. Tem capacidade para receber a confirmação todo e só o baptizado, ainda não confirmado
(CDC)

O que precisa e quando devemos receber o Sacramento do Crisma?

Cân. 890 — Os fiéis têm obrigação de receber este sacramento no tempo devido; procurem os pais, os pastores de almas, especialmente os párocos, que os fiéis sejam devidamente instruídos para o receberem e dele se aproximem em tempo oportuno.
(CDC)

Casado na Igreja pode receber o Sacramento do Crisma?

Deve!
A Igreja Católica determina que a pessoa seja confirmada na fé antes de receber o Sacramento do Matrimônio

Cân. 1065 — § 1. Os católicos que ainda não receberam o sacramento da confirmação, recebam-no antes de serem admitidos ao matrimónio, se o puderem fazer sem grave incómodo.
(CDC)

Mas quem não recebeu não está impedido de casar, muito menos de receber o Sacramento do Crisma depois de casar.

A propósito, se seu esposo for católico e também lhe faltar alguns dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma), leve-o consigo para fazerem a Catequese de Adultos juntos.


Para saber mais sobre esse Sacramento, clique em:


Para saber mais sobre os Padrinhos, clique em:



Fonte: Código de Direito Canônico

Nossa Senhora Assunta ao Céu, rogai por nós!

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

RESPOSTA: Posso Batizar em casa?

Ave Maria

Posso batizar em casa minhas filhas de 8 e 11 anos?

Em regra: Não!

Determina o Código de Direito Canônico que:

Cân. 857 — 
§ 1. Fora do caso de necessidade, o lugar próprio para o baptismo é a igreja ou o oratório. 
§ 2. Em regra, o adulto seja baptizado na igreja paroquial própria, e a criança na igreja paroquial própria dos pais, a não ser que uma causa justa aconselhe outra coisa.

Cân. 860 — § 1. Exceptuado o caso de necessidade, o baptismo não se administre em casas particulares, a não ser que o Ordinário do lugar, por justa causa, o permita. 
§ 2. Nos hospitais, a não ser que o Bispo diocesano estabeleça outra coisa, não se celebre o baptismo, excepto em caso de necessidade ou se outra razão pastoral o exigir.


Ademais, por suas filhas já terem mais de 7 anos, portanto, já alcançaram a idade da razão, devem fazer a Catequese na Paróquia onde serão preparadas e, ao final, receberão dois Sacramentos: Batismo e Eucaristia e se aproximarão do Sacramento da Penitência, através da Confissão.

Cân. 852 — 
§ 1. As prescrições dos cânones relativas ao baptismo dos adultos aplicam-se a todos os que, saídos da infância, alcançaram o uso da razão. 

Cân. 851 — Importa preparar devidamente a celebração do baptismo; por conseguinte: 1.° o adulto que pretende receber o baptismo seja admitido ao catecumenado e, quanto possível, conduzido pelos vários graus até à iniciação sacramental, segundo o ritual da iniciação, adaptado pela Conferência episcopal, e as normas peculiares dadas pela mesma;


Desta forma, salvo justo motivo (p. ex.: filhas doentes que não podem se locomover) e com autorização do Bispo, suas filhas devem receber o Sacramento do Batismo na Paróquia, após devida preparação.



Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

segunda-feira, 29 de julho de 2019

RESPOSTA: Consagrado pelo Método de S. Luiz deve se preparar para receber o Crisma?

Ave Maria!

Sou consagrada a JESUS por meio de Maria pelo metodo de Sao Luiz, minha duvida é: tenho que fazer preparação para receber o sacramento da Crisma?

SIM!

1. A Consagração NÃO É um Sacramento; portanto, não o substitui.

Mas, conforme nos ensina São Luiz no Tratado, a consagração "consiste numa perfeita renovação dos votos e promessas do Santo Batismo" (n 120)

2. Já O Sacramento do Crisma é a continuação do Sacramento do Batismo (CIC 1298), no rito romano, uma vez que, regra geral, realizados separadamente e, ainda, "a Confirmação proporciona crescimento e aprofundamento da graça baptismal" (CIC 1303), e é a "consumação do Batismo" (CIC 1304).

Assim, TODO CATÓLICO, tem a OBRIGAÇÃO, de receber o SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO DO BATISMO (OU CRISMA).

O Código de Direito Canônico dispõe sobre esse Sacramento e a preparação:

Cân. 890 — Os fiéis têm obrigação de receber este sacramento no tempo devido; procurem os pais, os pastores de almas, especialmente os párocos, que os fiéis sejam devidamente instruídos para o receberem e dele se aproximem em tempo oportuno. 

Desta feita, TODO aquele que fez a Consagração a Jesus por Meio de Maria e não é Crismado DEVE procurar fazer a Catequese e se preparar para receber esse Sacramento o quanto antes, e, desta forma, confirmará o seu Batismo, receberá uma efusão especial do Espírito Santo e um aprofundamento e crescimento da graça batismal, aumentando os dons do Espírito Santo.

1303. Por esse facto, a Confirmação proporciona crescimento e aprofundamento da graça baptismal:

– enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos leva a dizer « Abba! Pai!» (Rm 8, 15);
– une-nos mais firmemente a Cristo;
– aumenta em nós os dons do Espírito Santo;
– torna mais perfeito o laço que nos une à Igreja (127);
– dá-nos uma força especial do Espírito Santo para propagarmos e defendermos a fé, pela palavra e pela acção, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessarmos com valentia o nome de Cristo, e para nunca nos envergonharmos da cruz (128)
(Catecismo da Igreja Católica - CIC)

E, para aqueles que ainda não são Crismados, mas já se preparam para se consagrarem, sugiro que procurem sua Paróquia para iniciar, também, a preparação para Confirmar o seu Batismo, recebendo o Sacramento do Crisma.


Fonte: Catecismo da Igreja Católica, Código de Direito Canônico e Tratado da Verdadeira Devoção

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

domingo, 21 de julho de 2019

RESPOSTA: Mãe e solteira. Pode usar o véu?



Ave Maria!

Sou mãe solteira e gostaria de usar véu mas tenho medo das pessoas me julgarem por ser mãe solteira

Tenha em mente que você não é mãe solteira.
Você é Mãe!
E está solteira.

Não há problema algum em usar o véu.
Use! 
Qual a cor? Branca!

Mas branco? Não sou virgem?!
Sim! Solteira usa véu branco.
A cor do véu não tem relação com a "pureza" ou "virgindade" da mulher, se o fosse, as Rainhas Católicas não seriam obrigadas a usar o véu branco diante do Pontífice!


Não se importe com as outras pessoas, elas vão falar de toda forma, pelo simples fato de que as pessoas falam das outras e porque você teve a coragem de ter o bebê e não matá-lo; se você pautar sua vida com base no que os outros vão falar, não irá fazer nada e, ainda, será ou poderá ser infeliz.

Você cometeu um pecado. Imagino que já tenha confessado, né?
Certamente quem falar de você também tem pecado e, mais ainda, estará pecando ao falar do outro.

Então, siga sua vida. Cuide de seu filho(a) e de você.
Seja um bom exemplo para seu filho(a).

Use o véu: e se tiver uma menina, ela pode usar também.

Seja feliz e não tornes a pecar. 

Que Nossa Senhora do Carmo lhe abençõe!


sábado, 13 de julho de 2019

Aberta inscrições para Catequese de Adulto na Catedral de Brasilia (DF)




Se você ainda não recebeu algum dos Sacramentos da Igreja, faça sua inscrição na catequese para adultos da nossa Catedral Metropolitana de Brasília.

Uma oportunidade para você que não possui os sacramentos da primeira comunhão e crisma!

Venha conhecer e se aprofundar na nossa fé católica.

Informações para catequese de adultos em 2019:

Início: 10 de Agosto de 2019
Fim: 14 de Dezembro de 2019
Horário: todos os sábados das 09:45 às 12:00
Local: Catedral Metropolitana de Brasília
Taxa: R$100 (eucaristia e/ou crisma)
           R$130 (batismo, eucaristia e crisma)

*As taxas devem ser pagas durante o curso.

A catequese destina-se a adultos acima de 18 anos, interessados em receber os sacramentos da iniciação cristã: batismo, eucaristia e crisma.






Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

RESPOSTA: E se a pessoa não quer fazer catequese? Vai ficar sem batizar?

Ave Maria!

E se a pessoa quiser apenas se batizar,e nao fazer catequese??
Vai ficar sem batizar?

Vamos analisar:

E se a pessoa quiser só casar, sem namorar?
Vai ficar sem casar?

Te pergunto: você casaria com uma pessoa sem a conhecer, minimamente? Sem namorar? Sem conversar? Sem analisar se tem um mínimo de afinidade?
Não né? (espero que não...)

E se a pessoa quiser só ser médico, sem estudar?
Vai ficar sem se formar?


Há uns anos eu fiz um post aqui sobre a Catequese, clique para ler em:


Te respondendo.

Em toda religião que você quiser entrar, fazer parte, se tornar membro, terá um período de preparação.
Até para os Apóstolos foi assim, ficaram 3 anos com Jesus enquanto ele pregava e, após sua morte, ainda ficaram um tempo sendo preparados.
Com Paulo foi do mesmo jeito.

E assim o continua sendo na Igreja Católica, vide o que ensina o Código de Direito Canônico:

Cân. 851 — Importa preparar devidamente a celebração do baptismo; por conseguinte: 

1.° o adulto que pretende receber o baptismo seja admitido ao catecumenado e, quanto possível, conduzido pelos vários graus até à iniciação sacramental, segundo o ritual da iniciação, adaptado pela Conferência episcopal, e as normas peculiares dadas pela mesma; 

2.° os pais da criança a baptizar, e bem assim os que hão-de desempenhar o múnus de padrinhos, sejam devidamente instruídos acerca do significado deste sacramento e das obrigações dele decorrentes; o pároco, por si ou por outrem, procure que os pais sejam devidamente instruídos por meio de ensinamentos pastorais e mesmo pela oração comum, reunindo várias famílias e, onde for possível, visitando-as.

Já o Catecismo da Igreja Católica nos ensina que:

1229. Desde o tempo dos Apóstolos que tornar-se cristão requer um caminho e uma iniciação com diversas etapas. Este itinerário pode ser percorrido rápida ou lentamente. Mas deverá sempre incluir certos elementos essenciais: o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho que implica a conversão, a profissão de fé, o Baptismo, a efusão do Espírito Santo, o acesso à comunhão eucarística.
(...)
1233. Hoje em dia, portanto, em todos os ritos latinos e orientais, a iniciação cristã dos adultos começa com a sua entrada no catecumenato, para atingir o ponto culminante na celebração única dos três sacramentos, Baptismo, Confirmação e Eucaristia (33). Nos ritos orientais, a iniciação cristã das crianças na infância começa no Baptismo, seguido imediatamente da Confirmação e da Eucaristia, enquanto no rito romano a mesma iniciação prossegue durante os anos de catequese, para terminar, mais tarde, com a Confirmação e a Eucaristia, ponto culminante da sua iniciação cristã (34).

Assim:

Se a pessoa a ser batizada for uma criança com menos de 06 anos: ela não precisa fazer a Catequese.

Se a pessoa a ser batizada tiver mais de 07 anos: ela precisa fazer a Catequese.

Ensina ainda o Código de Direito Canônico que:

Cân. 865 — § 1. Para o adulto poder ser baptizado, requer-se que tenha manifestado a vontade de receber o baptismo e tenha sido suficientemente instruído sobre as verdades da fé e as obrigações cristãs e haja sido provado, mediante o catecumenado, na vida cristã; seja também advertido para se arrepender dos seus pecados.

Ademais, temos que:

A pessoa com mais de 07 anos até os seus 15/16 anos, após a catequese, alem de ser Batizada, receberá, também, a Primeira Comunhão;

A pessoa com mais de 15/16 anos, após a Catequese, além de ser Batizada, fará a Primeira Comunhão e receberá o Crisma.

Cân. 866 — O adulto que é baptizado, se não obstar uma causa grave, seja confirmado logo depois do baptismo e participe na celebração eucarística, recebendo também a comunhão

Portanto, a Catequese para adulto que ainda não foi batizado não serve NUNCA somente para ele entrar na Igreja Católica, mas ele receberá TODOS os Sacramentos da Iniciação Cristã que não tem.

Ora, se a pessoa não quer, já antes de entrar na Igreja, fazer o mínimo de sacrifício para conhece-la, sacrifício esse que seria algumas poucas horas do seu dia por alguns meses, como depois irá fazer para observar todas as normas, regras e exigências dela? Ir a Missa todo domingo e dias Santos, Confessar, Comungar, Observar os Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja, etc...?

O que você pode fazer é conversar com o Padre para que a sua Catequese possa ser em menor tempo ou com alguém acompanhando individualmente, caso não tenha como frequentar o curso nos dias/horários previstos.

Analise!
Qual a sua intenção para se tornar católico? 
Quer mesmo? Pois exige Sacrifício. 
Olhe para a Cruz de Cristo!

Fonte: Código de Direito Canônico e Catecismo da Igreja Católica

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Saia Plissada Midi: 7 LOOKS DIFERENTES



Há um look não tão modesto, mas facilmente adaptado.
Não deixem de ver o vídeo e se inspirem!


Nossa Senhora Modestíssima, rogai por nós!

terça-feira, 28 de maio de 2019

RESPOSTA: Padrinho tem que se confessar antes do Batismo/Crisma?

Ave Maria!

Os padrinhos, antes do batismo precisam se confessar ?


Conforme o Código de Direito Canônico, um dos requisitos para ser padrinho de Batismo ou de Crisma é levar uma vida de acordo com a fé e o encargo que vá assumir, ou seja, o Padrinho/Madrinha deve ser uma pessoa que vá a Santa Missa, pelo menos aos domingos, que comungue e se confesse com regularidade (busque os Sacramentos).

O ideal é que todo católico se confesse ao menos uma vez por mês (lembrando que a Igreja pede que se confesse pelo menos uma vez ao ano, por ocasião da Páscoa - 2 e 3 Mandamentos da Igreja), ou, em caso de pecado mortal, o mais depressa possível.

Sendo assim, os Padrinhos de Batismo/Crisma, se não estiverem em estado de graça (sem pecado mortal), devem sim procurar confessar-se antes do Sacramento, até porque, regra geral, há uma Missa antes (no caso do Batismo) ou dentro/durante o Crisma, então ideal é que os padrinhos estejam preparados e podendo receber Jesus na Santa Comunhão. 
E desde aí já estarão dando exemplo e ensinando ao afilhado.

Can 881 - É conveniente que o sacramento da confirmação seja celebrado na igreja e dentro da missa (...)


Fonte: Código de Direito Canônico

Que Deus os abençõe, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria!
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