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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Discurso de Bento XVI na Plenária da Academia para a Vida

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)


Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos Irmãos e Irmãs,


acolho-vos com alegria por ocasião da Assembleia Anual da Pontifícia Academia para a Vida. Saúdo particularmente o Presidente, Monsenhor Ignacio Carrasco de Paula, e agradeço-o pelas suas corteses palavras. A cada um de vós dirijo as minhas cordiais boas-vindas! Nos trabalhos destes dias, tendes afrontado temas de relevante atualidade, que interrogam profundamente a sociedade contemporânea e a desafiam a encontrar respostas sempre mais adequadas ao bem da pessoa humana. A temática da síndrome pós-abortiva – vale dizer, o grave desconforto psíquico experimentado frequentemente pelas mulheres que recorrem ao aborto voluntariamente – revela a voz insuprimível da consciência moral e a ferida gravíssima que ela sofre cada vez que a ação humana atraiçoa a inata vocação do ser humano ao bem, que a ação testemunha. Nessa reflexão, seria útil também dedicar atenção à consciência, às vezes ofuscada, dos pais das crianças, que frequentemente deixam sozinhas as mulheres grávidas. A consciência moral – ensina o Catecismo da Igreja Católica – é aquele "juízo da razão, pelo qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral dum ato concreto que vai praticar, que está prestes a executar ou que já realizou" (n. 1778). É, de fato, missão da consciência moral discernir o bem do mal nas diversas situações da existência, a fim de que, com base nesse juízo, o ser humano possa, livremente, orientar-se para o bem. A quantos desejariam negar a existência da consciência moral no homem, reduzindo a sua voz ao resultado de condicionamentos externos ou a um fenômeno puramente emocional, é importante rebater que a qualidade moral do agir humano não é um valor extrínseco talvez opcional e não é nem mesmo uma prerrogativa dos cristãos ou dos fiéis, mas acomuna todo o ser humano. Na consciência moral, Deus fala a cada um e convida a defender a vida humana em todo momento. Nesse vínculo moral com o Criador está a dignidade profunda da consciência moral e a razão da sua inviolabilidade.

Na consciência, o homem todo inteiro – inteligência, emoção, vontade – realiza a sua vocação ao bem, de forma que a escolha pelo bem ou pelo mal nas situações concretas da existência chega a assinalar profundamente a pessoa humana em toda a expressão de seu ser. Todo o homem, de fato, fica ferido quando o seu agir se desenvolve contrariamente ao ditame da própria consciência. Todavia, também quando o homem refuta a verdade e o bem que o Criador lhe propõe, Deus não o abandona, mas, exatamente através da voz da consciência, continua a procurá-lo e a falar com ele, a fim de que reconheça o erro e se abra à Misericórdia divina, capaz de curar qualquer ferida.

Os médicos, em particular, não podem fazer pouco caso da séria missão de defender do engano a consciência de muitas mulheres que pensam encontrar no aborto a solução para dificuldades familiares, econômicas, sociais, ou a problemas de saúde da sua criança. Especialmente nessa última situação, a mulher é muitas vezes convencida, às vezes pelos próprios médicos, de que o aborto representa não somente uma escolha moralmente lícita, mas mesmo um necessário ato "terapêutico" para evitar sofrimentos à criança e à sua família, e um 'injusto" peso à sociedade. Sobre um cenário cultural caracterizado pelo eclipse do sentido da vida, em que se é muito atenuada a comum percepção da gravidade moral do aborto e de outras formas de atentados contra a vida humana, pede-se aos médicos uma especial fortaleza para continuar a afirmar que o aborto não resolve nada, mas mata a criança, destrói a mulher e cega a consciência do pai da criança, arruinando, frequentemente, a vida familiar.

Tal tarefa, todavia, não diz respeito somente à profissão médica e aos agentes de saúde. É necessário que a sociedade toda se coloque em defesa do direito à vida do concebido e do verdadeiro bem da mulher, que nunca, em nenhuma circunstância, poderá se realizar na escolha do aborto. Também será necessário – como indicado pelos vossos trabalhos – não esquecer os auxílios necessários às mulheres que, tendo infelizmente já recorrido ao aborto, estão agora experimentando todo o drama moral e existencial. Múltiplas são as iniciativas, em nível diocesano ou de parte de voluntariados, que oferecem apoio psicológico e espiritual para uma recuperação humana plena. A solidariedade da comunidade cristã não pode renunciar a esse tipo de corresponsabilidade. Desejo fazer novamente, a tal propósito, o convite do Venerável João Paulo II às mulheres que fizeram recurso ao aborto: "A Igreja está a par dos numerosos condicionamentos que poderiam ter influído sobre a vossa decisão, e não duvida que, em muitos casos, se tratou de uma decisão difícil, talvez dramática. Provavelmente a ferida no vosso espírito ainda não está sarada. Na realidade, aquilo que aconteceu, foi e permanece profundamente injusto. Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança. Sabei, antes, compreender o que se verificou e interpretai-o em toda a sua verdade. Se não o fizestes ainda, abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera-vos para vos oferecer o seu perdão e a sua paz no sacramento da Reconciliação. A este mesmo Pai e à sua misericórdia, podeis com esperança confiar o vosso menino. Ajudadas pelo conselho e pela solidariedade de pessoas amigas e competentes, podereis contar-vos, com o vosso doloroso testemunho, entre os mais eloquentes defensores do direito de todos à vida" (Encíclica Evangelium vitae, 99).

A consciência moral dos pesquisadores e de toda a sociedade civil está intimamente implicada também no segundo tema objeto dos vossos trabalhos: a utilização dos bancos de cordão umbilical a título clínico e de pesquisa. A pesquisa médico-científica é um valor, e portanto um compromisso, não somente para os pesquisadores, mas para toda a comunidade civil. Daí surge o dever de promoção de pesquisas eticamente válidas por parte das instituições e o valor da solidariedade dos indivíduos em particular na participação em pesquisas destinadas a promover o bem comum. Esse valor, e a necessidade dessa solidariedade, evidenciam-se muito bem no caso do emprego de células estaminais provenientes do cordão umbilical. Trata-se de aplicações clínicas importantes e de pesquisas promissoras no plano científico, mas que, na sua realização, muito dependem da generosidade na doação do sangue cordonal no momento do parto e da adequação das estruturas, para fomentar a vontade de doação por parte das grávidas. Convido, portanto, todos vós a fazer-vos promotores de uma verdadeira e consciente solidariedade humana e cristã. A tal propósito, muitos pesquisadores médicos olham justamente com perplexidade para o crescente florescer de bancos privados para a conservação do sangue cordonal para exclusivo uso autólogo [em si mesmo]. Tal opção – como demonstram os trabalhos da vossa Assembleia – além de ser privada de uma real superioridade científica com relação à doação cordonal, debilita o genuíno espírito de solidariedade que deve constantemente animar a pesquisa daquele bem comum ao qual, em última análise, a ciência e a pesquisa médica tendem.

Queridos Irmãos e Irmãs, renovo a expressão do meu reconhecimento ao Presidente e a todos os Membros da Pontifícia Academia para a Vida pelo valor científico e ético com que realizais o vosso compromisso a serviço do bem da pessoa humana. O meu desejo é que mantenhais sempre vivo o espírito de autêntico serviço, que torna as mentes e os corações sensíveis a reconhecer as necessidades dos homens nossos contemporâneos. A cada um de vós e aos vossos queridos concedo, de coração, a Bênção Apostólica.


Fonte: Canção Nova

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cátredra de São Pedro Apóstolo - 22 de Fevereiro


A 22 de Fevereiro os antigos romanos honravam a memória dos mortos e comiam junto de suas tumbas, ao redor de sua "cátedra" (cadeira reservada ao defunto para significar que estava presente no banquete). A partir do século IV, os cristãos começaram a honrar uma "cátedra" muito mais espiritual: a de Pedro, chefe da Igreja de Roma.

Liturgia

Leitura Pd 5, 1-4

Leitura da Primeira Carta de são Pedro

Exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada: Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho. Assim, quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa permanente da glória.
Palavra do Senhor.

Graças a Deus.

Salmo 22 (23)

Evangelho Mt 16, 13-19

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o filho do Homem?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou alguns dos profetas". Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo." Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus."
Palavra da Salvação

Glória à vós, Senhor.


Missal Cotidiano

São Pedro Apóstolo, rogai por nós!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

São Pedro Damião - 21 de Fevereiro


Nascido de família pobre, Pedro teve como tutor o irmão mais velho, Damião, que providenciou sua educação. Quis, por isso, chamar-se "Pedro Damião". Estudou em Ravena, Faenza, Pádua; depois fez-se monge, porém foi frequentemente encarregado da pregação ao povo e da reforma dos mosteiros.
Ordenado bispo de Óstia, lutou eficazmente para libertar a Igreja dos negócios temporais, reagiu contra a decadência intelectual e moral do clero, abrindo assim caminho para a reforma que pouco mais tarde empreendeu seu grande amigo, o monge Hildebrando, depois Gregório VII. Mas para ser digno de reformar a Igreja, Pedro Damião não cessou de se reformar a si mesmo por uma vida austera e santa.
Foi honrado por Leão XII com o título de doutor da Igreja (1828).

Liturgia

Leitura 2 Timóteo 4, 1-5
Salmo 15
Evangelho João 15, 1-8

Missal Cotidiano

São Pedro Damião, rogai por nós!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Beatos Francisco e Jacinta - 20 de Fevereiro


Hoje a Igreja lembra dois dos três pastorinhos, os Beatos Francisco e Jacinta, para quem Nossa Senhora apareceu em Fátima (Portugual).

Francisco Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, no dia 11 de Junho de 1908 e foi batizado no dia 20 de Junho do mesmo ano. Adoeceu vítima de pneumónica em dezembro de 1918, vindo a falecer no dia 04 de abril de 1919.

A sua grande preocupação era a de "consolar Nosso Senhor". O espírito de amor e reparação para com Deus ofendido, foram notáveis na sua vida tão curta. Passava horas a "pensar em Deus". Foi um contemplativo.

Jacinta de Jesus Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, no dia 11 de Março de 1910 e foi batizada no dia 19 de Março do mesmo ano. Adoeceu vítima de pneumónica em dezembro de 1918, vindo a falecer no dia 20 de fevereiro de 1920.

Além das 05 aparições da Cova de Iria e 1 dos Valinhos, Nossa Senhora apareceu a Jacinta mais 04 vezes em casa durante a doença, 1 na Igreja paroquial numa quinta-feira da Ascensão, e ainda em Lisboa no Orfanato e no hospital.

A sua vida foi caracterizada pelo espírito de sacrifício, o amor ao Coração de Maria, ao Santo Padre e aos pecadores.

Levada pela preocupação da salvação dos pecadores e do desagravo ao Coração Imaculado de Maria, de tudo oferecia um sacrifício a Deus, como lhes recomendara o Anjo, dizendo sempre a oração que Nossa Senhora lhes ensinara:

"Ó Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores (e acrescentava pelo Santo Padre) e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria"

Jacinta e Francisco foram beatificados pelo papa João Paulo II no dia 13 de maio de 2000 e seus corpos encontram-se na Basílica, em Fátima.

Abaixo estão as fotos das relíquias de Francisco e Jacinta quando de sua visita a Brasília (DF), em maio de 2010:





Treze de Maio (Joana)

A treze de maio na cova da iria,
No céu aparece a Virgem Maria.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

Aos três pastorinhos, cercada de luz,
Visita Maria a mãe de Jesus.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

A mãe vem pedir constante oração,
Pois só de Jesus nos vem a salvação.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

Da agreste azinheira a virgem falou,
E aos três a senhora tranqüilos deixou.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

Então da Senhora o nome indagaram,
Do céu a mãe terna bem claro escutaram.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

Se o mundo quiserdes da guerra livrar,
Fazei penitência de tanto pecar.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

A virgem lhes manda o terço rezar,
A fim de alcançarem da guerra o findar.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

Com estes cuidados a mãe amorosa,
Do céu vem os filhos salvar carinhosa.

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!

Ave, ave, ave Maria!
Ave, ave, ave Maria!


Fonte: Vaticano

Beatos Francisco e Jacinta, rogai por nós!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Os Sete Santos Fundadores dos Servitas - 17 de Fevereiro



Sete comerciantes de Florença abandonaram suas atividades a fim de buscar a santidade na imitação de Nossa Senhora, venerando e pregando em particular as suas "dores".
Reúne-se sua memória numa única celebração neste dia, aniversário da morte de Aleixo Falconieri, um dos fundadores (+ 1310).


De sua pregação difundida pela Itália e do ambiente eremítico que souberam criar, originou-se sob a regra de Agostinho, a Ordem dos Servitas (ou Ordem dos Servos de Maria ou Ordem dos Servos de Nossa Senhora), já reconhecida oficialmente pela Igreja em 1.304.

Liturgia

Leitura Romanos 8, 26-30
Salmo 33
Evangelho Mateus 19, 27-29.

(Missal Cotidiano)

Santos Fundadores dos Servitas e Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
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