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segunda-feira, 19 de abril de 2021

A diferença entre “Vaticano” e “Santa Sé”

Alexandr Medvedkov | Shutterstock


Não, esses termos não se referem à mesma coisa!

Geralmente, a mídia e os fiéis católicos utilizam as expressões “Santa Sé” e “Vaticano” como sinônimos. Trata-se, entretanto, de um erro.

De fato, estas são duas entidades diferentes, mas comandadas pela mesma pessoa: o Papa.

Não está entendendo nada? Então, vem com a gente conhecer a diferença entre Santa Sé e Vaticano.

A Santa Sé

De maneira geral, a expressão Santa Sé (ou Sé Apostólica) refere-se à cúpula da Igreja Católica. Diz o Código de Direito Canônico:

“Com o nome de Sé Apostólica ou Santa Sé designam-se neste Código não só o Romano Pontífice, mas ainda, a não ser que por natureza das coisas ou do contexto outra coisa se deduza, a Secretaria de Estado, o Conselho para os negócios públicos da Igreja, e os demais Organismos da Cúria Romana”
 (Cân. 361).

Civil e tecnicamente falando, não se deve entender a Santa Sé como um Estado. Pelo contrário: ela se refere ao Romano Pontífice, ou seja, ao ofício ou à função do Romano Pontífice. Em outras palavras: designa o papado, o primado romano e a sua pessoa.

Funções

Ainda de acordo com o Código de Direito Canônico, são funções dos representantes da Santa Sé (Legados pontifícios):

“ 1.° informar a Sé Apostólica acerca das condições em que se encontram as Igrejas particulares, e de todas as coisas referentes à vida da Igreja e ao bem das almas;

2.° assistir aos Bispos com a sua acção e conselho, mantendo-se integralmente o exercício do legítimo poder dos mesmos;

3.° fomentar relações frequentes com a Conferência episcopal, prestando-lhe todo o auxílio;

4.° no respeitante à nomeação dos Bispos, transmitir ou propor à Sé Apostólica os nomes dos candidatos, e bem assim instruir o processo informativo acerca dos que hão-de ser promovidos, segundo as normas dadas pela Sé Apostólica;

5.º esforçar-se para que se promovam acções em favor da paz, do progresso e da cooperação entre os povos;

6.° cooperar com os Bispos para o fomento das relações entre a Igreja católica e as outras Igrejas ou comunidades eclesiais, e até mesmo com as religiões não cristãs;

7.° defender junto dos governantes dos Estados, em acção conjunta com os Bispos, o que pertence à missão da Igreja e da Sé Apostólica;

8.° exercer enfim as faculdades e cumprir as ordens que lhe forem transmitidas pela Sé Apostólica.

O Vaticano

Já a expressão Vaticano se refere à Cidade-Estado Vaticano, que inclui a Basílica Vaticana e o Palácio Apostólico.

A criação do Vaticano ocorreu em 1929, com a assinatura do Tratado de Latrão entre a Santa Sé e a Itália. Através deste tratado, a Itália, em linhas gerais, se comprometeu a admitir a soberania do novo Estado e adotar o catolicismo como religião oficial.

A Cidade-Estado do Vaticano tem um território de menos de um quilômetro quadrado, encravado na cidade de Roma, em uma área totalmente urbana. Seu governo é livre e soberano, constituído pela Cúpula da Igreja Católica, que adotou a Monarquia, como forma de governo. O Papa, é o chefe de Estado. Ele deve ser eleito em um colégio de cardeais (conclave) para um cargo vitalício. No Estado do Vaticano, o Papa detém os poderes legislativo, executivo e judiciário.

Laços diplomáticos

Diferentemente da Santa sé, cujos laços diplomáticos não param de se estender, o Vaticano (menor Estado do mundo) tem suas relações limitadas, principalmente, ao país vizinho, a Itália.

Desde que foi território-prisão do Papa em 1870, a Cidade-Estado do Vaticano se tornou uma instituição de apoio à Santa Sé. Sua finalidade é garantir a liberdade da Igreja Católica e sua independência dos governos.

Portanto, se o Estado do Vaticano desaparecer algum dia, a Igreja e a Santa Sé não deixarão de existir nem de formar um sujeito soberano do ponto de vista do direito internacional.

Fonte: Aletéia

Rainha dos Confessores, rogai por nós!

sábado, 17 de abril de 2021

Ato de contrição para adultos e crianças, a ser rezado após a confissão

Fr-Lawrence-Lew-OP-CC


O pe. Gabriel Vila Verde compartilhou dois modelos oficiais desta oração de arrependimento e emenda

Ato de contrição para adultos e crianças: o pe. Gabriel Vila Verde compartilhou via rede social dois modelos oficiais desta oração de arrependimento e emenda, a ser rezada após a confissão dos pecados durante o sacramento da Reconciliação.

Eis o que o padre escreveu:

Ele então compartilha estes modelos de ato de contrição:

Ato de contrição para adultos:

“Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também de ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém”.

Ato de contrição para crianças:

“Meu Deus, eu me arrependo de todo meu coração de vos ter ofendido, porque sois bom e amável. Prometo, com a vossa graça, não mais pecar. Meu Jesus, misericórdia. Amém”.

O padre finaliza:

“Existem outros modelos. Porém, é bom aprender as orações oficiais”.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

9 armas espirituais para utilizarmos na pandemia


Pazargic Liviu | Shutterstock


Em novo livro, o Pe. Reginaldo Manzotti afirma que o mal está encontrando novas formas de agir durante esta pandemia e lembra que nós temos recursos espirituais para utilizarmos contra o inimigo

Há mais de um ano, cidadãos de todo o planeta vivem os feitos da pandemia e travam uma verdadeira batalha contra o coronavírus. Trata-se, de fato, de uma batalha para evitar o avanço da doença provocada por ele – a Covid-19 -, para conseguir vagas em hospitais, superar o luto, manter empregos e empresas e combater o negacionismo e as fake news, por exemplo.

Mas o Pe. Reginaldo Manzotti lembra que este combate não é só físico. Ele aborda esta luta do ponto de vista espiritual. Em seu novo livro “A nova batalha: o natural e o sobrenatural – as armas da fé na pandemia do século”, o sacerdote afirma que, de fato, estamos travando uma verdadeira batalha nesta pandemia. Ele lembra que milhões de vidas foram ceifadas em todo o planeta, e que muitos países enfrentam uma crise econômica, política e social causada pelas medidas restritivas para combater a proliferação do inimigo invisível.

Para o autor, há algo diabólico por trás do coronavírus. Manzotti ressalta que o mal está encontrando novas formas de agir durante a pandemia. “Desde o começo desta devastadora pandemia, encaramos a Cartilha do Maligno através de inúmeras situações: superfaturamento de equipamentos, desvio de verbas, aumento de preços de itens básicos sem nenhuma necessidade e, agora, a falta de vacina. Como não dizer que isso é obra do inimigo?”, questiona o padre.

Armas espirituais para utilizarmos na pandemia

O livro alerta que nós, cristãos, temos armas espirituais poderosíssimas para enfrentarmos essa pandemia e todas as suas consequências. Na obra, o sacerdote elenca algumas dessas armas para serem utilizadas contra o coronavírus e as ações do mal. São elas:

1- o jejum;

2 – a caridade;

3 – a cruz;

4 – o nome do Senhor;

5 – a intercessão de Maria;

6 – a invocação ao Arcanjo Miguel;

7 – a água benta;

8 – o sal bento;

9 – a Eucaristia.

No livro, o sacerdote esmiúça cada armadura dessas e ensina como devemos recorrer a elas durante a pandemia.

Além disso, o autor dá conselhos sobre como proteger o casamento durante este período de quarentena e confinamento, como otimizar a educação dos filhos em tempos de isolamento e como lidar com a crise financeira e com as perdas de entes queridos nesta cruel pandemia.

Fonte: Aletéia

Jesus, Maria e José, nossa família Vossa É!

quarta-feira, 14 de abril de 2021

SANTA MISSA DA DIVINA MISERICÓRDIA: HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

 SANTA MISSA DA DIVINA MISERICÓRDIA

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Igreja do Santo Espírito em Sassia
II Domingo de Páscoa, 11 de abril de 2021

[Multimídia]


 

Jesus ressuscitado aparece aos discípulos várias vezes; com paciência, conforta os seus corações desanimados. E assim, depois da sua ressurreição, realiza a «ressurreição dos discípulos»; e estes, solevados por Jesus, mudam de vida. Antes, inúmeras palavras e tantos exemplos do Senhor não conseguiram transformá-los; mas agora, na Páscoa, algo de novo se verifica; e verifica-se sob o signo da misericórdia: Jesus levanta-os com a misericórdia. Sim, levanta-os com a misericórdia e eles, obtendo misericórdia, tornam-se misericordiosos. É muito difícil ser misericordioso, se não nos damos conta de ter obtido misericórdia.

1. Antes de tudo, obtêm misericórdia mediante três dons: primeiro, Jesus oferece-lhes a paz, depois o Espírito e, por fim, as chagas. Em primeiro lugar, dá-lhes a paz. Os discípulos estavam angustiados. Fecharam-se em casa assustados, com medo de ser presos e acabar como o Mestre. Mas não estavam fechados só em casa; estavam fechados também nos seus remorsos: tinham abandonado e renegado Jesus; sentiam-se uns incapazes, inúteis, falhados. Chega Jesus e repete duas vezes: «A paz esteja convosco!» Não traz uma paz que, de fora, elimina os problemas, mas uma paz que infunde confiança dentro. Não uma paz exterior, mas a paz do coração. Diz: «A paz esteja convosco! Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21). É como se dissesse: «Envio-vos, porque acredito em vós». Aqueles discípulos desanimados recuperam a paz consigo mesmos. A paz de Jesus fá-los passar do remorso à missão. De facto, a paz de Jesus suscita a missão. Não é tranquilidade, nem comodidade; é sair de si mesmo. A paz de Jesus liberta dos fechamentos que paralisam, quebra as correntes que mantêm o coração prisioneiro. E os discípulos sentem-se cumulados de misericórdia: sentem que Deus não os condena, nem humilha, mas acredita neles. É verdade! Acredita em nós mais do que nós acreditamos em nós mesmos. «Ama-nos mais do que nos amamos a nós mesmos» (cf. São J. H. Newman, Meditações e Devoções, III, 12,2). Para Deus, ninguém é falhado, ninguém é inútil, ninguém é excluído. E Jesus continua hoje a repetir: «A paz esteja contigo, que és precioso aos meus olhos. A paz esteja contigo, que és importante para Mim. A paz esteja contigo, que tens uma missão. Ninguém pode realizá-la em teu lugar. És insubstituível. E Eu acredito em ti».

Em segundo lugar, Jesus usa de misericórdia com os discípulos oferecendo-lhes o Espírito Santo. Dá-O para a remissão dos pecados (cf. Jo 20, 22-23). Os discípulos eram culpados; fugiram, abandonando o Mestre. E o pecado acabrunha, o mal tem o seu preço. Como diz o Salmo 51 (cf. v. 5), temos sempre diante de nós o nosso pecado. Sozinhos, não podemos cancelá-lo. Só Deus o elimina; só Ele, com a sua misericórdia, nos faz sair das nossas misérias mais profundas. Como aqueles discípulos, precisamos de nos deixar perdoar, precisamos de dizer do fundo do coração: «Perdão, Senhor». Precisamos de abrir o coração, para nos deixarmos perdoar. O perdão no Espírito Santo é o dom pascal para ressuscitar interiormente. Peçamos a graça de o acolher, de abraçar o Sacramento do perdão; e de compreender que, no centro da Confissão, não estamos nós com os nossos pecados, mas Deus com a sua misericórdia. Não nos confessamos para nos deprimir, mas para fazer-nos levantar. Todos precisamos imenso disso. Precisamos disso como precisam os pequeninos, sempre que caem, de ser levantados pelo pai. Também nós caímos com frequência; e a mão do Pai está pronta a pôr-nos de pé e fazer-nos caminhar. Esta mão segura e fiável é a Confissão. É o Sacramento que nos levanta, não nos deixando caídos a chorar sobre as lajes duras das nossas quedas. É o Sacramento da ressurreição, é pura misericórdia. E quem recebe as Confissões deve fazer sentir a doçura da misericórdia. Tal é o caminho a seguir por aqueles que ouvem as pessoas de Confissão: fazer-lhes sentir a doçura da misericórdia de Jesus, que perdoa tudo. Deus perdoa tudo.

Depois da paz que reabilita e do perdão que levanta, eis o terceiro dom com que Jesus usa de misericórdia com os discípulos: apresenta-lhes as chagas. Por aquelas chagas, fomos curados (cf. 1 Ped 2, 24; Is 53, 5). Mas, como pode uma ferida curar-nos? Com a misericórdia. Naquelas chagas, como Tomé, tocamos com a mão a verdade de Deus que nos ama profundamente, fez suas as nossas feridas, carregou no seu corpo as nossas fragilidades. As chagas são canais abertos entre Ele e nós, que derramam misericórdia sobre as nossas misérias. As chagas são os caminhos que Deus nos patenteou para entrarmos na sua ternura e tocar com a mão quem é Ele. E deixamos de duvidar da sua misericórdia. Adorando, beijando as suas chagas, descobrimos que cada uma das nossas fraquezas é acolhida na sua ternura. Isto acontece em cada Missa, onde Jesus nos oferece o seu Corpo chagado e ressuscitado: tocamo-Lo e Ele toca as nossas vidas. E faz descer a nós o Céu. As suas chagas luminosas rasgam a escuridão que nós trazemos dentro. E nós, como Tomé, encontramos Deus, descobrimo-Lo íntimo e próximo, e, comovidos, dizemos-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28). E tudo nasce daqui, da graça de obter misericórdia. Daqui começa o caminho cristão. Se, pelo contrário, nos apoiamos nas nossas capacidades, na eficiência das nossas estruturas e dos nossos projetos, não iremos longe. Só se acolhermos o amor de Deus é que poderemos dar algo de novo ao mundo.

2. Assim fizeram os discípulos: tendo obtido misericórdia, tornaram-se misericordiosos. Vemo-lo na primeira leitura. Os Atos dos Apóstolos contam que «ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» (4, 32). Não é comunismo, mas cristianismo no seu estado puro. E o facto é ainda mais surpreendente, se pensarmos que aqueles mesmos discípulos, pouco tempo antes, litigavam entre si sobre prémios e honras, sobre qual deles era o maior (cf. Mc 10, 37; Lc 22, 24). Agora partilham tudo, têm «um só coração e uma só alma» (At 4, 32). Como conseguiram mudar assim? Viram no outro a mesma misericórdia que transformou a sua vida. Descobriram que tinham em comum a missão, que tinham em comum o perdão e o Corpo de Jesus: a partilha dos bens terrenos aparecia-lhes como uma consequência natural. Depois o texto diz que, «entre eles, não havia ninguém necessitado» (4, 34). Os seus medos dissolveram-se ao tocar as chagas do Senhor, agora não têm medo de curar as chagas dos necessitados, porque ali veem Jesus, porque está Jesus ali, nas chagas dos necessitados.

Irmã, irmão, queres uma prova de que Deus tocou a tua vida? Verifica se te debruças sobre as chagas dos outros. Hoje é o dia de nos perguntarmos: «Eu, que tantas vezes recebi a paz de Deus, que tantas vezes recebi o seu perdão e a sua misericórdia, sou misericordioso com os outros? Eu, que tantas vezes me alimentei do Corpo de Jesus, faço alguma coisa para matar a fome a quem é pobre?» Não nos deixemos cair na indiferença. Não vivamos uma fé a meias, que recebe mas não dá, que acolhe o dom mas não se faz dom. Obtivemos misericórdia, tornemo-nos misericordiosos. Com efeito, se o amor acaba em nós mesmos, a fé evapora-se num intimismo estéril; sem os outros, torna-se desencarnada; sem as obras de misericórdia, morre (cf. Tg 2, 17). Irmãos, irmãs, deixemo-nos ressuscitar pela paz, o perdão e as chagas de Jesus misericordioso. E peçamos a graça de nos tornar testemunhas de misericórdia. Só assim será viva a fé; e a vida será unificada. Só assim anunciaremos o Evangelho de Deus, que é Evangelho de misericórdia.


Fonte: Santa Sé

Jesus, tende misericórdia de nós e do Mundo inteiro

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Católico e DeMolay?

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Vanderlei de Lima

A Ordem DeMolay – que não é uma instituição maçônica em si, mas orientada e dirigida por maçons – foi fundada por Frank Shermann Land, o “tio Land”, em 1919

Difunde-se entre adolescentes e jovens de 13 a 21 anos a Ordem DeMolay. Daí a oportunidade de tratarmos do tema neste artigo.

A Ordem DeMolay – que não é uma instituição maçônica em si, mas orientada e dirigida por maçons – foi fundada por Frank Shermann Land, o “tio Land”, em 1919, no Kansas City (Estados Unidos). Land, um homem educado no cristianismo de raiz protestante, sempre se interessou pela instrução de adolescentes e jovens para a prática das grandes virtudes humanas: lealdade, honestidade, fidelidade ao dever etc. Tornou-se figura de certa projeção social e, aos 35 anos, chegou ao grau 33 da Maçonaria. Em 1959, Deus o chamou a juízo, mas sua obra se espalhou mundo afora. Daí escrever Wilton Cunha, no final da década de 1980, que, até aquela data, “mais de três milhões de jovens já se ajoelharam perante os Altares da Ordem DeMolay em todo o mundo” (Ordem DeMolay. Introdução à sua Filosofia. Rio de Janeiro: Mandarino, 1988, p. 16).

Alguns podem perguntar: afinal, por que DeMolay? – Ao que tudo indica, em honra a Jacques DeMolay (1245-1314), Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, que, após processo fraudulento e cheio de falsas acusações, foi morto, em 18 de março de 1313, dizendo-se inocente. É considerado herói por sua grandeza de alma. Cumpre dizer, a título de complemento, que a Ordem dos Cavaleiros Templários é uma instituição católica fundada, em 1118, por Hugo de Payens com a missão de prestar assistência aos peregrinos da Terra Santa. Seus membros faziam os votos de pobreza, castidade e obediência e viviam próximos ao antigo templo de Salomão, daí o nome templários (cf. Alain Demurger. Os cavaleiros de Cristo. Rio de Janeiro: JZE, 2002).

Isso posto, registramos que Frank Shermann Land afirmou: “DeMolay é conforme uma religião que é difícil definir. Trabalha de tantas maneiras e pratica tantas boas ações para e em benefício de um jovem que realmente tem que ser experimentada para ser totalmente compreendida, avaliada e apreciada… Falando literalmente, DeMolay é uma organização de jovens cuja finalidade é formar melhores cidadãos” (Ordem DeMolay, p. 21). Ainda: a ética de um DeMolay se exprime nos seguintes itens: “Um DeMolay serve a Deus. Um DeMolay honra todas as mulheres. Um DeMolay ama e honra seus pais. Um DeMolay é honesto. Um DeMolay é leal a ideais e amigos. Um DeMolay executa trabalhos honestos. Um DeMolay é sempre um cavalheiro. Um DeMolay é um patriota tanto em tempo de paz quanto em tempo de guerra. Um DeMolay sempre permanece inabalável a favor das Escolas Públicas. Um DeMolay sempre possui a fama de um bom cidadão, cumpridor das leis. A palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança. Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus Pais, sua Família e seus Amigos. Um DeMolay, por preceito e exemplo, deve manter os elevados níveis aos quais ele se comprometeu” (Idem, p. 24).

Após esse breve registro, importa oferecer uma avaliação católica. Escreve Dom Estêvão Bettencourt, OSB, que “A Ordem DeMolay enfatiza grandemente ‘inabalável apoio às Escolas Públicas’. Esta é, entre outras, uma tese maçônica. A Igreja Católica propugna, ao lado da Escola Pública, a existência da Escola Particular. Esta pertence ao regime democrático. Com efeito; compete aos genitores o direito de educar seus filhos segundo a filosofia que mais oportuna lhes pareça” (Pergunte e Responderemos n. 504, junho de 2004, p. 257). Ainda: a Igreja, embora saiba que nem todos os ramos da Maçonaria são iguais – parece haver os mais e os menos hostis e até os simpáticos à religião –, estabelece como norma geral o que se lê na Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, de 26/11/1983: “Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.

Eis o que se pode e se deve dizer aos católicos sobre o tema em questão.

Fonte: Aletéia

Jesus Ressuscitou, Aleluia!
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