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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

A fé não consiste em ritos e obrigações a serem cumpridos à força

CC LAWRENCE OP / FLICKR


Pe. Gabriel Vila Verde - publicado em 24/12/20


"E a gratuidade do amor a Deus, onde fica?"

A fé não consiste em ritos e obrigações a serem cumpridos à força, destacou em sua rede social o pe. Gabriel Vila Verde. Ele escreveu:

“Uma pergunta que me deixa triste é: ‘Padre, tal Missa cumpre preceito? Tal coisa cumpre preceito?’ 

Ora… fica parecendo que nossa fé não passa de um forçado cumprimento de ritos e obrigações! Se não for de preceito, eu não vou. Se não for mandamento, eu não cumpro. E a gratuidade do amor a Deus, onde fica?

A fé não consiste em ritos e obrigações

O padre prosseguiu:

“Quando leigo, eu não ia à Missa do Natal por ser preceito, mas porque era a Missa do Nascimento de Jesus, e isso me bastava para sair de casa. Não ia à Missa de 01 de janeiro por ser preceito, mas para começar o ano louvando a Deus! A fé me motivava, não a obrigação. Certa vez, uma jovem disse que ia na Missa de Corpus Christi, mas não na procissão, pois não era preceito. Respondi a ela que se o meu Senhor sair em procissão qualquer dia do ano, lá estarei, seguindo seus passos. Ela compreendeu e mudou de ideia. Não sejamos doutores da Lei, mas discípulos do Amor! A lei existe para corrigir os infratores, mas o amor existe para formar santos”.

Fonte: Aletéia

Jesus, fazei nosso Coração semelhante ao Vosso!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

É possível ser católico e maçom?

Shutterstock


Vanderlei de Lima - publicado em 20/12/20

A resposta da Igreja é negativa, conforme veremos neste artigo

Alguns católicos são convidados a fazer parte da Maçonaria, mas se perguntam, de imediato, se é possível ser, ao mesmo tempo, católico e maçom? – A resposta da Igreja é negativa, conforme veremos neste artigo.

De início, frisemos que a Maçonaria não teve, como, às vezes, se diz, origem com Hiram, rei de Tiro, que ajudou Salomão na construção do templo de Jerusalém (cf. 1Rs 5,15-26) nem com os Cavaleiros Templários medievais. Ela vem das corporações de pedreiros da Idade Média que, com o domínio da arte gótica, gozavam de imenso prestígio, mas foram ficando de lado ou mesmo se extinguindo com a queda do estilo gótico e a “Reforma” protestante do século XVI.

Ora, a fim de assegurar a essência da corporação, pedreiros ingleses decidiram, a partir de 1641, receber em seus meios membros honorários provenientes da alta nobreza. Tais membros exerceram grande influência sobre os antigos pedreiros. Assim, em 1723, promulgaram-se os Estatutos da instituição elaborados por James Anderson, pastor presbiteriano. Tal Documento foi retocado em 1738. Embora ficassem excluídos da Maçonaria ateus e libertinos, a orientação das Lojas maçônicas era um tanto vaga e relativista, pois professava uma “religião na qual todos os homens concordam entre si. Admitia, sim, a existência de Deus [o grande Arquiteto do Universo – nota nossa], mas sem descer a explicitações ou sem mencionar Jesus Cristo e o Evangelho” (Dom Estêvão Bettencourt, OSB. Por que não sou maçom? Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, p. 4. Opúsculo 4). Cada membro era livre, em sua consciência e religião, embora se exigisse deles ilibada conduta moral.

Sem descer a pormenores, notamos que a Maçonaria se expandiu, mas também se dividiu em dois grandes ramos: o regular, de origem anglo-saxônica, que parece cultivar certo respeito às religiões, e o irregular, de matriz latina (portanto forte no Brasil), a tornar-se inimigo da Igreja e da monarquia. Todavia, “nos tempos atuais, verifica-se que a Maçonaria no Brasil está assaz dividida. Há Lojas hostis ao Catolicismo e à Igreja como há outras que são neutras; a configuração e as atividades de cada Loja dependem muito dos seus componentes” (idem, p. 10).

Daí a questão: essa subdivisão entre os maçons não poderia levar a Igreja a abrir-se, ao menos, a algumas Lojas? A resposta é negativa. Há muitos documentos pontifícios contrários à Maçonaria (cf. Clemente XII, In eminenti (1738); Bento XIV, Provida (1751); Leão XII, Quo graviora (1825); Leão XIII, Humanum genus (1884), sem falar em Pio IX que, muito perseguido por maçons italianos, condenou a Maçonaria em mais de vinte diferentes documentos). Ainda: em 26/11/1983, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma Declaração elucidativa, cujo parágrafo principal diz: 

“Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.

As razões do não são quatro: 

1) o caráter secreto. Este era, de início, inocente (dizia respeito ao segredo dos pedreiros medievais), mas tornou-se suspeito ao tratar de intenções filosóficas ou de planos de ação não claros das respectivas Lojas, quando Nosso Senhor nos exorta a buscar sempre a luz (cf. Jo 3,20-21); 
2) a índole anticristã, em especial de certas Lojas de origem latina, é nociva à Igreja em sua defesa da cristianização da vida social, das escolas confessionais, das aulas de religião na rede pública de ensino etc.; 
3) a mentalidade relativista, a opor-se a toda verdade, logo à Verdade por excelência que é Cristo (cf. Jo 14,6; 8,32) e 
4) a oposição à Igreja Católica que professa, sem dúvida alguma, a existência do Absoluto ou da Verdade plena capaz de ser conhecida por todos os fiéis pela graça divina que a ninguém falta.

Eis porque alguém não pode ser, ao mesmo tempo, católico e maçom.

Fonte: Aletéia

Jesus, Maria e José, Nossa Família Vossa É!

sábado, 26 de dezembro de 2020

15 promessas, 10 bênçãos e 8 vantagens de se rezar o terço

pildorasdefe.net - publicado em 20/12/20


Esta linda oração, rezada com devoção e fé, tem um incrível poder de transformar sua vida espiritual

A palavra “rosário” vem do latim e significa “grinalda de rosas”. A rosa é uma das flores mais comumente utilizadas para simbolizar a Virgem Maria. Se você perguntar qual é o sacramental (para entender o que é um sacramental, clique aqui) mais emblemático que os católicos possuem, certamente as pessoas responderão que é o santo rosário.

Nestes últimos anos, a prática do terço ressurgiu magistralmente, já são muitos os católicos que o rezam, e até os que sabiam pouco sobre ele aprenderam a rezá-lo em família. O terço é uma devoção em honra de Nossa Senhora, composto por um número determinado de orações específicas.

Promessas do santo rosário

1. Aqueles que rezarem com enorme fé o Rosário receberão graças especiais.
2. Prometo minha proteção e as maiores graças aos que rezarem o Rosário.
3. O Rosário é uma arma poderosa para não ir ao inferno: destrói os vícios, diminui os pecados e nos defende das heresias.
4. Receberá a virtude e as boas obras abundarão, receberá a piedade de Deus para as almas, resgatará os corações das pessoas de seu amor terreno e vaidades, e os elevará em seu desejo pelas coisas eternas. As almas se santificarão por meio do Rosário.
5. A alma que se encomendar a mim no Rosário não perecerá.
6. Quem rezar o Rosário devotamente, e tiver os mistérios como testemunho de vida, não conhecerá a desgraça. Deus não o castigará em sua justiça, não terá uma morte violenta, e se for justo, permanecerá na graça de Deus, e terá a recompensa da vida eterna.
7. Aquele que for verdadeiro devoto do Rosário não perecerá sem os Sagrados Sacramentos.
8. Aqueles que rezarem com muita fé o Santo Rosário em vida e na hora de sua morte encontrarão a luz de Deus e a plenitude de sua graça, na hora da morte participarão do paraíso pelos méritos dos Santos.
9. Livrarei do purgatório àqueles que rezarem o Rosário devotamente.
10. As crianças devotas ao Rosário merecerão um alto grau de Glória no céu.
11. Obterão tudo o que me pedirem mediante o Rosário.
12. Aqueles que propagarem meu Rosário serão assistidos por mim em suas necessidades.
13. Meu filho concedeu-me que todo aqueles que se encomendar a mim ao rezar o Rosário terá como intercessores toda a corte celestial em vida e na hora da morte.
14. São meus filhinhos aqueles que recitam o Rosário, e irmãos e irmãs de meu único filho, Jesus Cristo.
15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de profecia.

Bênçãos do Terço (Magistério dos Papas)

1. Os pecadores obtêm o perdão.
2. As almas sedentas se saciam.
3. Os que estão presos se verão livres.
4. Os que choram encontraram alegria.
5. Os que são tentados encontram tranquilidade.
6. Os pobres são socorridos.
7. Os religiosos são reformados.
8. Os ignorantes são instruídos.
9. Os vivos triunfam sobre a vaidade.
10. Os mortos alcançam a misericórdia por via dos sufrágios.

Vantagens de se Rezar o Terço (São Luís Maria Grignion de Montfort)

1. Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;
2. Purifica as nossas almas do pecado;
3. Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos;
4. Torna-nos fácil a prática das virtudes;
5. Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;
6. Enriquece-nos de graças e de méritos;
7. Fornece-nos com o que pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens;
8. Por fim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças.

Fonte: Aletéia

TOTUS TUUS MARIAE

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR: HOMILIA DO PAPA FRANCISCO




SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica Vaticana
Quinta-feira, 24 de dezembro de 2020




Nesta noite, cumpre-se a grande profecia de Isaías: 
«Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado» 
(Is 9, 5).

Um filho nos foi dado. Com frequência se ouve dizer que a maior alegria da vida é o nascimento duma criança. É algo de extraordinário, que muda tudo, desencadeia energias inesperadas e faz ultrapassar fadigas, incómodos e noites sem dormir, porque traz uma grande felicidade na posse da qual nada parece pesar. Assim é o Natal: o nascimento de Jesus é a novidade que nos permite renascer dentro, cada ano, encontrando n’Ele força para enfrentar todas as provações. Sim, porque Jesus nasce para nós: para mim, para ti, para todos e cada um de nós. A preposição «para» reaparece várias vezes nesta noite santa: «um menino nasceu para nós», profetizou Isaías; «hoje nasceu para nós o Salvador», repetimos no Salmo Responsorial; Jesus «entregou-Se por nós» (Tit 2, 14), proclamou São Paulo; e, no Evangelho, o anjo anunciou «hoje nasceu para vós um Salvador» (Lc 2, 11). Para mim, para vós…

Mas, esta locução «para nós» que nos quer dizer? Que o Filho de Deus, o Bendito por natureza, vem fazer-nos filhos benditos por graça. Sim, Deus vem ao mundo como filho para nos tornar filhos de Deus. Que dom maravilhoso! Hoje Deus deixa-nos maravilhados, ao dizer a cada um de nós: «Tu és uma maravilha». Irmã, irmão, não desanimes! Estás tentado a sentir-te como um erro? Deus diz-te: «Não é verdade! És meu filho». Tens a sensação de não estar à altura, temor de ser inapto, medo de não sair do túnel da provação? Deus diz-te: «Coragem! Estou contigo». Não so diz com palavras, mas fazendo-Se filho como tu e por ti, para te lembrar o ponto de partida de cada renascimento teu: reconhecer-te filho de Deus, filha de Deus. Este é o ponto de partida de qualquer renascimento. Este é o coração indestrutível da nossa esperança, o núcleo incandescente que sustenta a existência: por baixo das nossas qualidades e defeitos, mais forte do que as feridas e fracassos do passado, os temores e ansiedades face ao futuro, está esta verdade: somos filhos amados. E o amor de Deus por nós não depende nem dependerá jamais de nós: é amor gratuito. Esta noite não encontra outra explicação, senão na graça. Tudo é graça. O dom é gratuito, sem mérito algum da nossa parte, pura graça. Esta noite «manifestou-se – disse-nos São Paulo – a graça de Deus» (Tit 2, 11). Nada é mais precioso!

Um filho nos foi dado. O Pai não nos deu uma coisa qualquer, mas o próprio Filho unigénito, que é toda a sua alegria. Todavia, ao considerarmos a ingratidão do homem para com Deus e a injustiça feita a tantos dos nossos irmãos, surge uma dúvida: o Senhor terá feito bem em dar-nos tanto? E fará bem em confiar ainda em nós? Não estará Ele a sobrestimar-nos? Sim, sobrestima-nos; e fá-lo porque nos ama a preço da sua vida. Não consegue deixar de nos amar. É feito assim, tão diferente de nós. Sempre nos ama, e com uma amizade maior de quanta possamos ter a nós mesmos. É o seu segredo para entrar no nosso coração. Deus sabe que a única maneira de nos salvar, de nos curar por dentro, é amar-nos. Não há outra maneira! Sabe que só melhoramos acolhendo o seu amor incansável, que não muda, mas muda-nos a nós. Só o amor de Jesus transforma a vida, cura as feridas mais profundas, livra do círculo vicioso insatisfação, irritação e lamento.

Um filho nos foi dado. Na pobre manjedoura dum lúgubre estábulo, está precisamente o Filho de Deus. E aqui levanta-se outra questão: porque veio Ele à luz durante a noite, sem um alojamento digno, na pobreza e enjeitado, quando merecia nascer como o maior rei no mais lindo dos palácios? Porquê? Para nos fazer compreender até onde chega o seu amor pela nossa condição humana: até tocar com o seu amor concreto a nossa pior miséria. O Filho de Deus nasceu descartado para nos dizer que todo o descartado é filho de Deus. Veio ao mundo como vem ao mundo uma criança débil e frágil, para podermos acolher com ternura as nossas fraquezas. E para nos fazer descobrir uma coisa importante: como em Belém, também conosco Deus gosta de fazer grandes coisas através das nossas pobrezas. Colocou toda a nossa salvação na manjedoura dum estábulo, sem temer as nossas pobrezas. Deixemos que a sua misericórdia transforme as nossas misérias!

Eis o que quer dizer um filho nasceu para nós. Mas há ainda um «para» que o anjo disse aos pastores: «Isto servirá de sinal para vós: encontrareis um menino (…) deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Este sinal – o Menino na manjedoura – é também para nós, para nos orientar na vida. Em Belém, que significa «casa do pão», Deus está numa manjedoura, como se nos quisesse lembrar que, para viver, precisamos d’Ele como de pão para a boca. Precisamos de nos deixar permear pelo seu amor gratuito, incansável, concreto. Mas quantas vezes, famintos de divertimento, sucesso e mundanidade, nutrimos a vida com alimentos que não saciam e deixam o vazio dentro! Disto mesmo Se lamentava o Senhor, pela boca do profeta Isaías: enquanto o boi e o jumento conhecem a sua manjedoura, nós, seu povo, não O conhecemos a Ele, fonte da nossa vida (cf. Is 1, 2-3). É verdade: insaciáveis de ter, atiramo-nos para muitas manjedouras vãs, esquecendo-nos da manjedoura de Belém. Esta manjedoura, pobre de tudo mas rica de amor, ensina que o alimento da vida é deixar-se amar por Deus e amar os outros. Dá-nos o exemplo Jesus: Ele, o Verbo de Deus, é infante; não fala, mas oferece a vida. Nós, ao contrário, falamos muito, mas frequentemente somos analfabetos em bondade.

Um filho nos foi dado. Quem tem uma criança pequena, sabe quanto amor e paciência são necessários. É preciso alimentá-la, cuidar dela, limpá-la, ocupar-se da sua fragilidade e das suas necessidades, muitas vezes difíceis de compreender. Um filho faz-nos sentir amados, mas ensina também a amar. Deus nasceu menino para nos impelir a cuidar dos outros. Os seus ternos gemidos fazem-nos compreender como tantos dos nossos caprichos são inúteis. E temos tantos! O seu amor desarmado e desarmante lembra-nos que o tempo de que dispomos não serve para nos lamentarmos, mas para consolar as lágrimas de quem sofre. Deus vem habitar perto de nós, pobre e necessitado, para nos dizer que, servindo aos pobres, amá-Lo-emos a Ele. Desde aquela noite, como escreveu uma poetisa, «a residência de Deus é próxima da minha. O mobiliário é o amor» (E. Dickinson, Poems, XVII).

Um filho nos foi dado. Sois Vós, Jesus, o Filho que me torna filho. Amais-me como sou, não como eu me sonho ser. Bem o sei! Abraçando-Vos, Menino da manjedoura, reabraço a minha vida. Acolhendo-Vos, Pão de vida, também eu quero dar a minha vida. Vós que me salvais, ensinai-me a servir. Vós que não me deixais sozinho, ajudai-me a consolar os vossos irmãos, porque, a partir desta noite – como Vós sabeis – são todos meus irmãos.

Fonte: Vaticano

NASCEU O MENINO DEUS!
HOSANA NAS ALTURAS!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Não está preparado(a) para o Natal? São José também não estava

 

tommaso79 | Shutterstock


Kathleen Hattrup - publicado em 23/12/20

Não se preocupe: a experiência da misericórdia divina dá energia e serenidade para estas últimas horas do Advento

Não é difícil imaginar que na noite de Natal São José não se sentisse preparado para a data tão importante.

Não era culpa dele, claro! Um censo atrapalhou o plano do casal. E ele, com certeza, sentiu que o grande dia havia chegado e ele não estava pronto para isso. De fato, ele tinha uma missão a cumprir como marido e pai e, apesar de seus melhores esforços, não via sucesso nessa empreitada.

Ele, então, sufocou as lágrimas viris de desespero quando disse a Maria que não havia quarto na pousada. Maria, sem pecado, fez o que pode para amenizar a frustração do esposo. Mas também se viu incapaz de fazer muito.

Portanto, o casal teve que se contentar com uma solução improvisada. Mas era melhor do que nada. E José, sem dúvida, se virou para criar um espaço o mais adequado possível para receber o menino. Ainda assim, foi tudo de última hora e dolorosamente faltando muito do que ele tinha sonhado três semanas atrás, no início de seu primeiro Advento.

Ainda assim, nesta cena, entrou a Palavra feita Carne, o Pequeno Misericordioso.

Nossa falta de preparação

Não enfrentamos as responsabilidades práticas que José enfrentou naquela noite. Nossos sentimentos de inadequação e e falta de preparo para o Natal não terão uma consequência direta na história da salvação.

Mas, mesmo que nossa realidade seja diferente, talvez muitos de nós compartilhemos os mesmos sentimentos de José. O que faremos com isso, agora que basicamente acabou o Advento e o Natal está chegando, estejamos nós prontos ou nao? O que fazemos com nossa fraqueza?

O estábulo sugere que devemos deixar Deus transformá-lo em algo bom.

Uma das facetas verdadeiramente inspiradoras do poder da misericórdia de Deus é como ele é capaz de reivindicar vitória sobre o mal. O sofrimento e a morte entraram no mundo por meio do pecado. E é precisamente por meio do sofrimento e da morte que Deus traz a salvação.

Podemos dizer, portanto, que Deus arranca as próprias armas de Satanás e as vira para derrotar seu dono. Em outras palavras: pecado, fraqueza, morte – as consequências da obra do diabo – podem se tornar as ferramentas da graça de Deus.

É por isso que São Paulo diz: “Sabemos que em tudo Deus trabalha para o bem” (Romanos 8,28). E também é por isso que o Catecismo explica: “a graça inexprimível de Cristo nos deu bênçãos melhores do que aquelas que a inveja do demônio havia tirado. … Não há nada que impeça a natureza humana de ser elevada a algo maior, mesmo depois do pecado; Deus permite o mal para atrair um bem maior (CIC, 412).

No estábulo

Se nos colocarmos em contemplação ao lado de José no estábulo, talvez possamos encontrar nos animais – com o fedor que os acompanha – símbolos dos muitos vícios que não temos escolha, a não ser trazer ao Menino Jesus neste Natal. Não que quiséssemos trazer-lhe esses “presentes”, mas em nossa fraqueza, o pecado é o que podemos oferecer a Ele. Nossa falta de preparação para esta grande festa é tudo o que temos.

Lavados pela misericórdia deste pequeno bebê, entretanto, esses mesmos animais passaram a ser uma grande contribuição para o pequenino Menino.

Artistas retratam o calor da respiração deles protegendo a doce cabeça do Menino do frio. Bento XVI os considerou inclusive como “uma imagem de uma humanidade até então cega que agora, diante da criança, diante da humilde manifestação de Deus no estábulo, aprendeu a reconhecê-lo”.

Portanto, nossa falta de preparo para o Natal é um presente suficiente para Ele, e para dar esse presente não precisamos que o Advento se alongue magicamente.

A experiência da misericórdia divina dá energia e serenidade para estas últimas horas do Advento, afastando qualquer tentação de ficar emburrado de remorso ou de preocupações desnecessárias.

Então, aceitemos humildemente nossa falta de preparo, e que seja esse – com o boi e o jumento – o presente que oferecemos a Jesus. Se a pobreza do nosso Advento nos leva a voltar o olhar para o Menino, então, mais uma vez, Deus terá transformado a fraqueza em força e todas as coisas em bem.


Fonte: Aletéia

Vem, Senhor Jesus!
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