Seguidores

Pesquisar este blog

quarta-feira, 12 de maio de 2021

As 7 novas invocações a São José

Brazil | Shutterstock

As novas invocações a São José tiveram como base as reflexões dos Papas sobre alguns aspectos da figura do Patrono da Igreja Universal

A Santa Sé aprovou sete novas invocações na Ladainha em honra a São José. A autorização veio através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e aconteceu no dia 1º de maio, festa de São José Operário.

Na carta aos Presidentes das Conferências Episcopais o Secretário do Dicastério do Vaticano, Arcebispo Arthur Roche, e o Subsecretário Padre Corrado Maggioni, apresentam as sete novas invocações a São José. De fato, essas invocações atualizam a ladainha que teve aprovação do Vaticano em 1909.

Outro motivo que levou a esta atualização foi a carta apostólica Patris corde, de autoria do Papa Francisco. Além disso, tem também o Ano de São José, que vai até o dia 8 dezembro de 2021.



As sete novas invocações a São José

As novas invocações a São José tiveram como base as intervenções dos Papas que refletiram sobre aspectos da figura do Patrono da Igreja Universal. São elas:

Guardião do Redentor (Custos Redemptoris), extraído da exortação apostólica Redemptoris custos de São João Paulo II;
Servo de Cristo (Serve Christi), conforme São Paulo VI em sua homilia na Festa de São José em 1966, e citada tanto por São João Paulo II como pelo Papa Francisco em Patris corde;
Ministro da Salvação (Minister salutis) de São João Crisóstomo, também citado pelo Papa Wojtyla em Redemptoris custos;
Amparo nas dificuldades (Fulcimen in difficultatibus), termo usado pelo Papa Francisco no prólogo da Patris corde);
Patrono dos exilados, dos aflitos e dos pobres (Patrone exsulum, afflictorum, pauperum), também da Patris corde.

Adequações locais

De acordo com o documento da Santa Sé, as Conferências Episcopais poderão acrescentar invocações locais. Explica a carta do Dicastério: “Será tarefa das Conferências dos Bispos providenciar a tradução da ladainha para os idiomas de sua competência e publicá-los”.

Enfim, a Congregação também autoriza os bispos a introduzir, “segundo seu prudente julgamento”, e “preservando o gênero literário, outras invocações com as quais São José é particularmente homenageado em seus países”.

Com informações de Vatican News

Fonte: Aletéia

São José, amparo nas dificuldades, rogai por nós!

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Rogações: o que são e por que resgatá-las?

O que fazer diante de doenças, guerras ou desastres naturais? Os santos e a liturgia tradicional da Igreja têm a resposta! Saiba em que consistem as “Rogações” e como podemos pôr em prática, ainda hoje, esse costume da Igreja.


Não é novidade para ninguém que vivemos um tempo de descrença generalizada. Mas o que os cristãos faziam antigamente, ao confrontar fome, guerras, terremotos e desastres naturais em geral? Que resposta eles dariam, por exemplo, à atual pandemia do coronavírus?

Muito simples: eles se voltariam a Deus.

Foi num ambiente de fé católica assim que nasceram as Rogações, “dias de oração, e antigamente também de jejum, instituídos pela Igreja para aplacar a ira de Deus sobre as transgressões dos homens, para pedir proteção em meio às calamidades e para obter uma boa e abundante colheita.

Até a reforma litúrgica ocorrida após o Concílio Vaticano II, havia no calendário romano geral duas celebrações específicas nesse sentido.

A primeira, chamada de “Ladainhas maiores” e regulada por S. Gregório Magno († 604), acontecia em 25 de abril, dia em que seria instituída, posteriormente, a festa de S. Marcos:

As Ladainhas maiores foram instituídas para cristianizar uma procissão pagã que todos os anos, a 25 de abril, saindo para lá dos muros de Roma, ia para o campo imolar um cordeiro em honra de Robigus, deus do gelo. Tornada cristã, a procissão acabava pela missa em S. Pedro. Tais como as Ladainhas menores ou Rogações, de data mais recente, estas orações públicas pedem a Deus que afaste os flagelos e espalhe a sua bênção sobre as colheitas [1].

A segunda, denominada “Ladainhas menores” e prescrita para toda a Igreja por Leão III († 816), acontecia ao longo de três dias — a segunda, terça e quarta-feiras precedentes à festa da Ascensão do Senhor [2]:

Por motivo de calamidades públicas, que, no século V, flagelaram a diocese de Viena, no Delfinado, S. Mamerto estabeleceu uma procissão solene de penitência, nos dias que precedem a festa da Ascensão. Uma prescrição do concílio de Orleans, de 511, espalhou este uso em toda a França. Não tardou a estender-se à Igreja universal. Sem deixar de implorar as bênçãos de Deus para toda a Igreja, as Rogações tornaram-se, atualmente, uma prece para obter a bênção de Deus para as colheitas.

O canto das ladainhas dos santos levou a dar a estes dias de preces públicas a designação de dias de rogações; mas, porque em Roma existia já uma procissão semelhante, no dia 25 de abril, as Rogações começaram a denominar-se Ladainhas menores, e a procissão de 25 de abril, Ladainhas maiores [3].

Em ambas as celebrações, o sacerdote vestia o violáceo penitencial, cantava-se a Ladainha de Todos os Santos e realizava-se uma procissão logo após a primeira invocação de Nossa Senhora. Se necessário, repetia-se a ladainha e se cantavam alguns dos salmos penitenciais ou graduais. Depois, rezava-se a Missa votiva das Rogações, com textos próprios que ressaltavam principalmente a eficácia de nossas orações, quando feitas com humildade, confiança e perseverança. A Epístola, por exemplo, tomada de S. Tiago, ensinava que

a oração fervorosa do justo pode muito. Elias era um homem sujeito ao sofrimento como nós: orou com instância, para que não chovesse sobre a terra, e durante três anos e seis meses não choveu. Depois, orou de novo, e o céu deu chuva, e a terra os seus frutos 
(Tg 5, 16s).

O Evangelho, por sua vez, narrava a parábola do amigo inoportuno e concluía com a célebre ordem de Nosso Senhor: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lc 11, 9).

Mas o que aconteceu com esses dias especiais de súplica na Igreja?

 
“Bênção dos campos de trigo em Artois”, por Jules Breton.

Infelizmente, no Novus Ordo, eles sumiram do mapa. A exemplo das Quatro Têmporas, porém — sobre a qual já falamos aqui —, tampouco as Rogações foram abolidas. O Cerimonial dos Bispos prevê a sua celebração: “Nas rogações e nas quatro têmporas a Igreja costuma orar ao Senhor pelas várias necessidades dos homens, sobretudo pelos frutos da terra e pelos trabalhos dos homens e render-lhe publicamente ação de graças” (n. 381). E o Missal Romano, em suas “Normas universais para o ano litúrgico”, prescreve: “Para que as Rogações e as Quatro Têmporas do ano possam adaptar-se às diversas necessidades dos lugares e dos fiéis, convém que as Conferências Episcopais determinem o tempo e o modo como devem ser celebradas”.

No Brasil, a CNBB decidiu, durante Assembleia Geral, em 1971, “que a regulamentação da celebração das Têmporas e Rogações fique a critério das Comissões Episcopais Regionais”. Como não se tem notícia de nenhuma previsão nesse sentido, só restou aos católicos uma forma de celebrar esses dias: privadamente.

Fica pois a sugestão para o dia 25 de abril e os outros três que antecedem a Ascensão do Senhor (neste ano de 2021, trata-se dos dias 10, 11 e 12 de maio). Em casa, nestas datas, além da récita do santo Terço e das devoções habituais em família, é possível acrescentar a Ladainha de Todos os Santos e a oração de um ou mais salmos penitenciais — e as intenções das orações podem ser tantas quantas são as necessidades dos homens: desde os problemas particulares de cada pessoa e família até a crise sanitária e política que estamos vivendo a nível mundial. O importante é usar esse tempo para intensificar as nossas orações, sabendo que Deus quer derramar graças abundantes sobre nós.

O importante é usar esse tempo para intensificar as nossas orações, sabendo que Deus quer derramar graças abundantes sobre nós.

Os paramentos violáceos que se usavam nestes dias, em pleno Tempo de Páscoa, também podem ser para nós um sadio lembrete de que, neste mundo, não podemos dispensar por completo a prática da mortificação. Pois “o vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar” (1Pd 5, 8). Se o inimigo de nossa alma não descansa nem nos festivos dias de Páscoa, tampouco nós podemos descuidar da grande obra de nossa salvação eterna. Por isso, se possível, não deixemos de oferecer nesses dias, também, alguma penitência a Deus.

É claro que, para os fiéis que assistem à Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano — agora amplamente disseminada, graças ao Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI —, as Rogações continuam a ser uma realidade litúrgica viva, um elemento importante do culto público da Igreja. Para a maioria de nós, porém, fica a esperança de que, num futuro não muito distante, tradições como essa sejam resgatadas e ganhem de novo lugar de honra na liturgia católica.

Lembremo-nos da história: essas preces públicas e procissões penitenciais começaram humildes e despretensiosas, numa e outra diocese, e a Providência cuidou do resto. Quem sabe se não é a partir de iniciativas pequenas, em nossas famílias e paróquias, que as Rogações voltarão a ser praticadas em toda a Igreja — alcançando também agora, como antes, os favores do céu?

Notas
  1. Missal Romano Quotidiano, por D. Gaspar Lefebvre e os Monges Beneditinos de S. André. Trad. dos Monges Beneditinos de Singeverga. Bruges: Biblica, 1963, p. 1040.
  2. Lembrando que, assim como Jesus subiu aos céus quarenta dias após ressuscitar, na liturgia, a Ascensão do Senhor também é celebrada quarenta dias após a Páscoa da Ressurreição, ou seja, na quinta-feira da 6.ª Semana da Páscoa. No Brasil, essa festa é transferida para o domingo seguinte, sobrepondo-se ao 7.º Domingo da Páscoa.
  3. Missal Romano Quotidiano, p. 521s.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

domingo, 9 de maio de 2021

O Dia das Mães e a maternidade espiritual de Maria e da Igreja

Julian Kumar I Godong
Vierge à l'enfant, tableau du XVIIe siècle.


Edifa

Maria, mãe de Cristo, é também mãe dos membros de Cristo, ou seja, da Igreja

O Dia das Mães convida-nos a pensar não só na mulher que nos deu a vida e nos criou, mas também na maternidade espiritual da qual beneficiamos constantemente: a de Maria e a da Igreja.

Como a Virgem Maria e a Igreja exercem esta maternidade?

Através do seu “decreto”, Maria consente ao mistério da Encarnação e desde então colabora em toda a obra que o seu Filho deve realizar. “Ela é mãe”, diz o Catecismo da Igreja Católica, “ali onde Ele é o Salvador”. Desde os primeiros tempos, a Santíssima Virgem é chamada de “Mãe de Deus”. O seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade é único: 

“Ela colaborou de forma totalmente única na obra do Salvador através da sua obediência, da sua fé, da sua esperança e do seu amor ardente, para restaurar a vida sobrenatural dos homens. 
Por isso ela é nossa mãe pela ordem da graça” 
(Vaticano II, Lumen gentium § 61).

Maria, mãe de Cristo, é também mãe dos membros de Cristo, ou seja, da Igreja. Ela cooperou com a sua caridade no nascimento dos fiéis na Igreja. É fruto da sua peregrinação de fé, na qual, fielmente unida ao seu Filho até à Cruz, é finalmente entregue ao discípulo como sua mãe: 

“Mulher, aqui está o teu filho” 
(Jo 19,26).

A Igreja também exerce uma maternidade porque por meio dela recebemos a vida da fé. “Cremos na Igreja como mãe do nosso novo nascimento e não na Igreja como se ela fosse a autora da nossa salvação“ (Santo Fausto de Riez). Por ser nossa mãe, ela é também educadora da nossa fé. Ela é, por exemplo, quem nos ensina que Deus pode ser conhecido com certeza através da luz natural da razão. Se não tivéssemos aprendido isso, quantos diriam que Deus é naturalmente conhecível?

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora, Mãe de Jesus Cristo e nossa Mãe, rogai por nós!

sábado, 8 de maio de 2021

Papa Francisco e Bento XVI recebem 2ª dose da vacina contra Covid

M-Foto | Shutterstock


Ambos receberam a primeira dosagem em 13 de janeiro

O Papa Francisco recebeu sua segunda dose da vacina contra Covid-19 em 3 de fevereiro de 2021, uma fonte do Vaticano confirmou a I.MEDIA. O pontífice tinha recebido sua primeira dose da vacina em 13 de janeiro.

O Papa Emérito Bento XVI também recebeu sua segunda dose em 3 de fevereiro.

Aqui está a declaração de dezembro da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a ética das vacinas:


Fonte: Aletéia

São José, rogai por nós!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...