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sábado, 30 de outubro de 2021

Vocação Tardia: mãe, avó, ex-agente de correio e freira enclausurada

Julija Ogrodowski | Shutterstock


Conheça a história inspiradora da Irmã Lilia Maria, 
que se tornou freira aos 61 anos de idade

Do serviço postal ao claustro: Irmã Lilia Maria é mãe, avó e viúva. A certa altura de sua vida, ela decidiu trilhar um novo caminho e se entregar inteiramente a Deus. Assim, após uma longa reflexão, ela chegou a um lugar onde nunca teria pensado em viver o resto de sua vida: um convento.

Lilia Maria Caterina Battaglierin nasceu em abril de 1932. Ela se casou, tornou-se mãe e trabalhou como agente do serviço postal de Mirano, Itália (perto de Veneza).

Depois de se aposentar, já viúva, deu o salto para seguir o chamado de Deus. Em 23 de maio de 1993, Lilia Maria Caterina Battaglierin tornou-se Irmã Lilia Maria, freira salesiana enclausurada do mosteiro da Visitação de Pádua (Ordem das Monjas Visitandinas).

Visitas mensais

Lilia Maria Caterina Battaglierin celebrou seu 25º aniversário como freira de clausura no dia 17 de julho. Sua família, composta por sua filha e genro e dois netos, fala com ela quase sempre à distância; eles só têm permissão para visitá-la uma vez por mês, de acordo com as regras do mosteiro, conforme relata o site TgPadova .

A ordem

A ordem da Visitação nasceu em 1610 graças a São Francisco de Sales e Santa Joana Francisca de Chantal. São conhecidas como Irmãs Salesianas ou, mais comumente, como Visitandinas ou Irmãs da Visitação. Inicialmente, o plano era que as religiosas deixassem o convento por algumas horas todos os dias para ir ajudar os doentes e os pobres. Posteriormente, a comunidade adotou uma regra de vida enclausurada, mas que acolhia idosos, mulheres com problemas de saúde e viúvas como membros, o que não era a norma na época.

O jornal diocesano de Pádua explica que as freiras não lêem jornais nem assistem televisão, exceto para o Angelus dominical do Papa. No entanto, não estão totalmente desligadas do mundo: recebem centenas de cartas e pedidos de oração de muitos fiéis, pelos quais rezam várias vezes ao longo do dia.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Para casar na Igreja é obrigatório ser crismado?

MNStudio | Shutterstock


Não é uma questão de mera "obrigatoriedade": 
entenda o que está envolvido nesta decisão

Muita gente se pergunta se para casar na Igreja é obrigatório ser crismado.

Obrigatório não é, mas é altamente recomendável.

E por que não é obrigatório? Porque o Código de Direito Canônico exige que, para a válida celebração do sacramento do matrimônio, os noivos precisam estar validamente batizados, amar-se e não ter nenhum impedimento para se casarem. Ou seja, o sacramente da confirmação não é uma exigência formal explícita.

Entretanto, a crisma também é chamada de sacramento da confirmação justamente porque é isso mesmo: uma confirmação consciente, madura e voluntária do batismo. Graças ao crisma, o católico assume convicta e publicamente o seu batismo e, portanto, a sua opção por Cristo e pela Sua doutrina.

Para casar na Igreja é obrigatório ser crismado?

O pe. José de Lima Torres, missionário redentorista, observa em artigo para o portal A12 que, para se casarem na Igreja, os noivos também precisam ter assumido a vida cristã de forma consciente. E o sacerdote pergunta:

“Será que uma pessoa que leva a sério a sua vida cristã católica exigiria casar-se sem ter sido crismada? Se isso acontecer, é sinal de que não há maturidade. 
Uma pessoa imatura não pode assumir compromissos duradouros”.

Ele também considera:

“Talvez seja por isso que a maioria dos matrimônios celebrados é inválida: as pessoas querem se casar, mas não procuram entender o que essa decisão representará para elas. 
Falta-lhes maturidade e consciência sobre sua opção fundamental”.

E conclui:

O sacramento exigido para celebrar o matrimônio é o batismo.
 Mas também é preciso consultar sua paróquia para saber se há outras exigências particulares da sua diocese”.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

sábado, 23 de outubro de 2021

Três irmãos são ordenados padres no mesmo dia

German Jao Calacat | Facebook | Fair Use


Jessie, Jestonie e Jerson foram ordenados no mesmo dia e pela mesma congregação religiosa

Este é um acontecimento sem precedentes para a Igreja nas Filipinas: três irmãos de sangue foram ordenados padres no mesmo dia e na mesma congregação religiosa.

Jessie, Jestonie e Jerson Avenido receberam a ordenação na quarta-feira, 8 de setembro de 2021, dia da Natividade da Virgem, pela Congregação dos Sagrados Estigmas, uma ordem italiana. A celebração, presidida por Dom José Cabantan, aconteceu na Catedral de Cagayán de Oro, nas Filipinas, e foi destaque em uma matéria do UCA News .

“É uma bênção ter um padre na família, mas três é especial”, alegraram-se os pais dos sacerdotes. O pai, fazendeiro e segurança, e a mãe, babá, vêm de uma família muito modesta, mas amor nunca faltou à família.

Os caminhos dos três irmãos padres

Embora tenham sido ordenados juntos, os caminhos dos três irmãos padres foram diferentes.O mais velho, Jessie, 30, entrou no seminário em 2008, seguido por Jestonie, 29, e Jerson, 28, em 2010.

Jessie, a princípio, queria se tornar um policial ou engenheiro elétrico, e até se matriculou em uma escola de engenharia antes de entrar no seminário. Jestonie queria ser professor, enquanto Jerson sonhava ser médico. Mas a vocação sacerdotal falou mais alto na família.

“Escolhemos esta vocação não por acaso nem por força, mas por nossa própria vontade”, disseram eles após a ordenação.

“Não viemos de uma família rica, mas somos muito ricos em nosso amor ao Senhor e à sua Igreja”, disse Pe. Jessie Avenido após a cerimônia de ordenação. Os três irmãos padres também revelaram que têm um irmão mais novo. E, adivinha, ele também está pensando em seguir o sacerdócio.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

14 fatos extraordinários sobre João Paulo II

GERARD JULIEN | AFP


O Papa que veio de longe se tornou uma das figuras mais amadas e respeitadas da história da Igreja


1 – O Papa São João Paulo II esteve à frente do terceiro pontificado mais longo de todos os tempos: 26 anos, 5 meses e 17 dias. Só foram mais longos que o dele o papado de São Pedro (cerca de 37 anos) e o de Pio IX (31 anos, 7 meses e 23 dias).

2 – Chamado de “Papa Peregrino”, São João Paulo II visitou nada menos que 129 países, em 104 viagens apostólicas internacionais. Além delas, foram mais 146 viagens dentro da Itália. 
Tornou-se icônico o seu gesto de beijar o solo de cada país ao qual chegava.

3 – Entusiasta e firme defensor da família, criou em 1994 os Encontros Mundiais das Famílias. A segunda edição, em 1997, foi no Rio de Janeiro, em 4 e 5 de outubro.

4 – Amado e apontado pelos jovens como um líder exemplar da humanidade, ele criou e impulsionou as Jornadas Mundiais da Juventude, hoje um “clássico” entre os grandes eventos católicos internacionais. 
No de 1995, nas Filipinas, ele reuniu a maior aglomeração humana já registrada até então em toda a história da humanidade: 5 milhões de pessoas em torno à Santíssima Eucaristia, durante a Santa Missa de encerramento em Manila. Este recorde mundial só foi quebrado por outra Santa Missa, também rezada em Manila: a do Papa Francisco em sua visita apostólica de janeiro de 2015, que reuniu 7 milhões!

5 – São João Paulo II foi eleito Papa em 16 de outubro – festa de Santa Margarida Maria Alacoque, a promotora da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, da qual floresce a devoção à Divina Misericórdia.

6 – Profundamente devoto de Nossa Senhora, dedicou a ela o lema do seu pontificado: 

“Totus tuus ego sum, Maria, et omnia mea tua sunt” 
(Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu é teu).

7 – Foi o primeiro Papa polonês, o primeiro a vir de um país comunista, o primeiro a entrar em uma sinagoga, o primeiro a entrar em uma mesquita, o primeiro a receber uma delegação oficial da Igreja Ortodoxa Grega desde o cisma de 1054 e o primeiro e único a ser atingido por um tiro e dar entrada num hospital público. 
Além disso, em 14 de novembro de 2002, tornou-se o primeiro Papa em 150 anos a visitar o parlamento italiano: seu discurso na ocasião foi tão eloquente que o mafioso Benedetto Marciante, capo da Cosa Nostra, se entregou à polícia.

8 – São João Paulo II sofreu um gravíssimo atentado em plena Praça de São Pedro: levou dois tiros, em 13 de maio de 1981 e, após superar uma série de complicações, pôde deixar definitivamente o hospital no dia 14 de agosto. 
13 de maio é dia de Nossa Senhora de Fátima; 14 de agosto é véspera da Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Em referência ao auxílio de Nossa Senhora neste episódio a que sobreviveu quando os próprios médicos duvidavam de que conseguisse, ele resumiu: 

“Uma mão disparou. 
Mas outra mão guiou a bala”.

9 – São João Paulo II não apenas falava fluentemente o latim, coisa rara em nossos tempos, como também conversava em eslovaco, russo, italiano, francês, espanhol, português, alemão, ucraniano e inglês, além, é claro, da sua amada língua materna, o polonês. Quando jovem, além de trabalhar pesado em uma pedreira, ele era praticante de esqui, montanhismo e remo, estudava teatro e literatura polonesa e chegou a atuar e escrever peças.

10 – São João Paulo II era especialista em São João da Cruz e na tradição mística do Carmelo. Uma das suas teses de doutorado (sim, porque ele não tinha um, mas dois doutorados!) era, justamente, “A Doutrina da Fé em São João da Cruz”.

11 – São João Paulo II batizava em sua capela privada os filhos dos seus mais modestos colaboradores.

12 – Uma pesquisa feita nos Estados Unidos indicou que o mais cativante na sua figura era o sorriso, a devoção mariana, o domínio de várias línguas e o amor pelas crianças e pelos pobres. Em outra pesquisa com estudantes de Portugal, Espanha e América Latina, foi apontado em primeiro lugar como a pessoa mais admirada do mundo.

13 – Uma montanha do Polo Sul recebeu o nome de Papa João Paulo II em homenagem aos seus 25 anos de pontificado.

14 – Em 28 de abril de 2005, o mesmo mês em que João Paulo II tinha falecido (no dia 2), o Papa Bento XVI dispensou no caso dele os cinco anos normalmente necessários após a morte de alguém para iniciar a sua causa de beatificação e canonização. 
O mesmo Bento XVI o beatificou em 1º de maio de 2011. 
O Papa Francisco o canonizou em 27 de abril de 2014, junto com São João XXIII.


Fonte: Aletéia

São João Paulo II, rogai por nós!

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Qual é a diferença entre confissão e direção espiritual?

SeventyFour | Shutterstock


São dois ministérios distintos, 
embora a direção espiritual possa fazer parte da confissão em alguns casos


Para a Igreja Católica, a confissão é distinta da direção espiritual.

A confissão é um dos sete sacramentos da Igreja, enquanto a direção espiritual é uma reunião ou série de encontros entre um diretor espiritual – um sacerdote, um leigo ou religioso – e uma pessoa que busca conselho para se aproximar de Deus.

A confissão

Jesus Cristo instituiu o sacramento da confissão, estendendo seu ministério de perdão por meio do ministério de seus apóstolos. O Catecismo da Igreja Católica resume este sacramento da misericórdia de Deus:

Ao tornar os Apóstolos participantes do seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor dá-lhes também autoridade para reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial do seu ministério exprime-se, nomeadamente, na palavra solene de Cristo a Simão Pedro: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus; tudo o que ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra ficará desligado nos céus» (Mt 16, 19). «Este mesmo encargo de ligar e desligar, conferido a Pedro, foi também atribuído ao colégio dos Apóstolos unidos à sua cabeça” (Mt 18,18; 28, 16-20)”.
CIC 1444

Para ser claro, é Deus quem perdoa os pecados, por meio do ministério sacerdotal. No sacramento da confissão, o penitente se aproxima do sacerdote e lhe relata os pecados.

A confissão das faltas cotidianas foi encorajada pela Igreja, mas não é uma parte necessária do sacramento.

No rito romano, a confissão normalmente deve ser breve e direta, focando apenas nos pecados graves. O padre pode oferecer algumas palavras de conselho e encorajamento, mas qualquer conversa longa deve ser reservada para a direção espiritual.

Além disso, o Direito Canônico estabelece que a confissão deve acontecer em uma igreja ou oratório sempre que possível, a menos que por justa causa.


A direção espiritual

Aqui está como o Centro João Paulo II para a Nova Evangelização descreve a direção espiritual:

A direção espiritual é se reunir com um diretor treinado e experiente para refletir sobre como Deus está presente e ativo em sua vida agora, e como Deus pode chamar você para um relacionamento mais profundo. Deus é o Diretor; o diretor humano serve como o vaso através do qual o Espírito trabalha para descobrir o Divino em ação em suas experiências cotidianas. O conteúdo da sessão de direção é simplesmente a sua vida: qualquer aspecto, história ou experiência que você se sinta motivado a trazer para a oração e reflexão. Você, o dirigido, seu diretor e o Espírito Santo se encontram em uma conversa sagrada para que ‘você possa ter vida e tê-la com mais abundância’. (João 10,10). Acima de tudo, seu diretor espiritual o ouve e o ajuda a esclarecer as dicas e palpites, os convites e as ‘cutucadas’ do Espírito em sua vida.“

A direção espiritual, portanto, não é psicoterapia ou aconselhamento. Além disso, o melhor diretor espiritual normalmente não lhe dirá o que fazer. Em vez disso, um bom diretor espiritual o ajudará a encontrar o Espírito Santo em sua vida e lhe dará dicas sobre como discernir o melhor curso de ação.

Às vezes, a direção espiritual com um sacerdote pode incluir a confissão sacramental, mas normalmente são ministérios diferentes.

Frequentemente, a direção espiritual ocorre em um escritório e por um longo período de tempo. É durante a direção espiritual que um padre pode oferecer conselhos e apoio extensos, para os quais ele não teria tempo durante a confissão.


Confissão ou direção espiritual?

Enfim, é importante saber a distinção entre confissão e direção espiritual, pois assim você poderá saber o que é que você busca. 

Se você deseja, por exemplo, ajuda em sua vida espiritual, marque uma reunião com um diretor espiritual.

Por outro lado, se você deseja ser absolvido de seus pecados, vá à sua paróquia e encontre os horários de confissão.

Envolver-se em uma extensa sessão de direção espiritual durante a confissão pode causar complicações adicionais, especialmente se o sacerdote estiver se preparando para a missa ou se houver uma longa fila de penitentes atrás de você. É por isso que é melhor mantê-las separadas e programar um tempo de direção espiritual diferente de um tempo de confissão.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!
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