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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Terço das Almas


É muito antiga a devoção do chamado Terço das Almas.

É um terço que se reza em poucos minutos e pode constituir um excelente ato de piedade sobretudo no Mês das Almas. Para rezar o Terço das Almas utiliza-se um terço normal. 


Credo


No lugar do Pai Nosso:

Descanso eterno dai-lhes Senhor, e luz perpétua os ilumine, descansem em paz. Amém


No lugar da Ave Maria:

Jesus e Maria amo-Vos, salvai almas.


No lugar do Glória

Coração agonizante de Jesus tende piedade dos moribundos.


Fonte: Devocionário das Santas Almas do Purgatório Instituto Hesed

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Católico, saiba como preparar o presépio por etapas na sua casa este ano!


© Shutterstock


Esquecido (de propósito) pela mídia, ele é muito mais importante do que a árvore de Natal.
Resgate o seu riquíssimo significado e prepare-o!


A árvore ornamentada é um símbolo natalino acolhido há séculos pelo cristianismo. São Bonifácio, provavelmente, foi o primeiro santo católico a usar a árvore nesse contexto, ainda no século VIII. Em seu trabalho de catequese junto aos druidas, que adoravam árvores de carvalho como símbolos da divindade, São Bonifácio começou a usar outra árvore, o abeto, porque a sua forma triangular ajuda a simbolizar a Santíssima Trindade e porque os seus ramos verdes apontam para o céu.

Quando as árvores de Natal começaram a se popularizar, houve preocupação com o caráter pagão da sua origem, mas as devidas contextualizações fizeram dela um símbolo arraigado com segurança na fé cristã. Aliás, o simbolismo da árvore é riquíssimo em nossa tradição: nossos primeiros pais foram orientados por Deus a não comerem dos frutos de uma das árvores do Éden; Cristo pagou o preço altíssimo da nossa redenção crucificado em um tronco de árvore; os ramos verdes e as luzes que decoram a árvore natalina evocam o Cristo como a Luz Eterna que vem a um mundo envolto em escuridão… Apesar dos fortes matizes comerciais que a foram descaracterizando principalmente desde o século passado, a árvore de Natal é um símbolo válido para a vinda de Cristo ao mundo – mas é preciso que este simbolismo fique claro para as famílias católicas que a decoram nesta época.


No entanto, mesmo com essa validação contextual, a árvore de Natal não é, de forma alguma, o principal símbolo visual do Nascimento de Jesus.


O principal símbolo visual do Natal é o presépio!

Foi São Francisco de Assis quem montou em Greccio, na Itália, no já longínquo ano de 1223, o primeiro presépio da história.


E foi um presépio vivo, com moradores da pequena localidade representando o Menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos. Os animais também eram reais: o boi, o burrico, as ovelhas…

Não demorou para que esta piedosa iniciativa se espalhasse, transformando-se em costume natalino e dando origem aos presépios esculpidos, que se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI, graças ao trabalho evangelizador dos padres jesuítas.

© Shutterstock

Existem tradições cheias de significado em torno à própria montagem do presépio, que vai sendo preparado por etapas. Confira algumas dessas tradições:

Como preparar o presépio em etapas significativas

Primeiro vão sendo colocados os animais, os pastores, a manjedoura, o cenário em geral – mas sem as figuras dos protagonistas Jesus, Maria e José, nem os anjos, nem a estrela, nem os três reis.

Há famílias que só colocam no presépio as imagens da Santíssima Virgem Maria e de São José na tarde do dia 24, mas ainda sem o Menino Jesus.

Divulgação

A manjedoura permanece vazia até a meia-noite, quando, simbolizando o Nascimento do Filho de Deus, a imagem do Menino é finalmente ali colocada!

Com o Menino Deus, também são colocados os anjos, que evocam o cântico “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, mencionado nas Escrituras.

Juntamente com os anjos, é colocada no topo do presépio a estrela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Baltazar. Esses três reis representam todos os povos da terra e são figurados com as suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.

Há quem comece a posicionar os três reis no presépio somente a partir do dia 25: inicialmente, eles estão longe da gruta, ainda a caminho, e vão sendo aproximados um pouco mais a cada dia até chegarem junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

Verdadeira catequese doméstica


O presépio, afinal de contas, não é um simples adorno: é uma belíssima forma visual de manifestarmos a nossa fé e a nossa oração, durante a espera e a celebração pela chegada do Salvador. Essa tradição envolve um processo, um crescimento, uma participação dinâmica da família na história mais bela de todos os tempos. 

É uma verdadeira catequese doméstica, especialmente para as crianças!

Resistência à secularização forçada

O influxo da secularização forçada, que desvirtuou completamente o sentido da árvore de Natal (e do próprio Natal), tem muito mais dificuldade em apagar o simbolismo explícito que está presente no presépio, já que, nele, a referência ao Salvador é direta e óbvia.


É por isso que o presépio foi sendo simplesmente “ignorado”, deixado de lado para ser aos poucos esquecido – em não poucos casos, é tratado como coisa “cafona”, de “mau gosto”… ou pior: há casos, em plena Europa “democrática” do nosso século XXI, de prefeituras que chegaram a proibir o presépio em áreas visíveis ao público a fim de não “ofender” os seguidores de outras religiões…

Seria uma pena que as famílias católicas também se deixassem levar pelo “esquecimento” do presépio.

E na sua casa, católico, tem lugar para o presépio este ano?

© Falco / CC

Fonte: Aletéia

Jesus, Maria e José, nossa Família Vossa É!

domingo, 28 de novembro de 2021

As duas vertentes do tempo do Advento

Alex Neu | Shutterstock


A primeira é a recordação do nascimento de Jesus, e
a segunda é a preparação para sua nova vinda; entenda

A palavra advento significa aparecimento, chegada. Sim, sempre algo de novo surge, acontece. A humanidade pede algo novo de tempos em tempos. Podemos até dizer que ela vive num contínuo advento, sempre esperando, desejando algo novo.

Também os jovens, normalmente, desejam, esperam algo, pensam no futuro, numa profissão que dê estabilidade e felicidade; ao iniciar os estudos desejam logo a chegada da formatura e, mais ainda, o ingresso naquele tão sonhado trabalho. O mesmo se dá com um jovem casal que se conhece e, com o tempo, realiza planos para o casamento, filhos, casa. Eles aguardam a chegada do tão sonhado dia do casamento, seu novo lar e a chegada do primeiro filho.

Bom, tanto uma situação como outra foi precedida por um longo período de preparação, afinal o verdadeiro diploma é conquistado à duras penas, com dias e noites de estudo, feriados e finais de semana sacrificados em nome de um grande dia.

Expectativa

Dei esses exemplos, mas temos tantas outras situações nas quais aguardamos algo, criamos uma expectativa boa de algo que pode acontecer. A realização de um sonho profissional e familiar deve ser precedido por um tempo de preparação.

Estamos para vivenciar um dos grandes momentos de nossa fé, o nascimento de Jesus Cristo. E para que todo fiel possa viver bem a grande festa do nascimento do Salvador, a Igreja oferece o tempo litúrgico do Advento.

No Catecismo da Igreja Católica, o número 524 diz: 

Ao celebrar em cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta expectativa do Messias. Comungando na longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua segunda vinda. Pela celebração do nascimento e martírio do Precursor, a Igreja une-se ao seu desejo: “Ele deve crescer e eu diminuir” (Jo 3, 30).

Duas vertentes

O tempo do advento comporta, portanto, duas vertentes: a primeira, recordar o nascimento de Jesus e a segunda, a preparação para sua nova vinda. Sendo assim, os fiéis devem, através da Palavra, das meditações propostas para esse tempo litúrgico, se preparar para a festa do nascimento de Jesus. É um tempo forte de oração, de estreitar os laços com o Senhor através da Eucaristia e das boas ações.

Na liturgia, temos o sinal da Coroa do Advento, composta por quatro velas, sendo uma acesa a cada domingo, para dizer que a cada Eucaristia o nosso caminho é iluminado. A oração ilumina nossa mente, nossas decisões. No sentido espiritual, precisamos do óleo da oração para sermos iluminados, para estarmos em sintonia com Deus, e do óleo de reserva, pois ele vem numa hora inesperada.

Preparação

O advento nos faz “juntar as mãos” para a oração, mas também nos incentiva e nos move à caridade. Mãos estendidas para o Alto e mãos estendidas para o próximo. Multiplicam-se nesse tempo as mais variadas ações de caridade. Sim, a preparação para vinda do Senhor se dá na oração e no trabalho. “Mãos à obra!”

Sabemos muito bem que para tudo na vida é necessário o mínimo de preparação, pois nem sempre é possível improvisar. Se para grandes conquistas precisamos nos preparar através do estudo, da paciência e do esforço, para que o Natal deste ano seja o melhor precisamos estar em sintonia com Ele, na oração e nas boas ações. Será o melhor Natal se não cruzarmos os braços, mas se o estendermos a Deus e ao próximo, afinal sempre há algo a dizer para Deus e sempre haverão necessitados entre nós.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

sábado, 27 de novembro de 2021

Por que alguns raios de Nossa Senhora das Graças estavam apagados?

Shutterstock


Essa pergunta foi feita por Santa Catarina à Mãe de Deus. 
E a resposta é uma grande lição para todos nós

Um dos aspectos que mais chama a minha atenção sobre as aparições de Nossa Senhora das Graças, celebrada dia 27 de novembro, foi quando Santa Catarina, para quem a Mãe de Jesus apareceu, notou que alguns raios estavam apagados e perguntou por que aquilo acontecia. Nossa Senhora explicou que eram as graças que Ela queria distribuir, mas que as pessoas não lhe pediam.


Shutterstock

Isso me fez refletir o quanto Deus é grande e misericordioso. Ele já dispensou as graças em nossas vidas, então por que não as alcançamos? Porque Deus não arromba corações, as graças só são completadas quando formos ao encontro Dele, nós devemos ir ao seu encontro. E assim é a vida, busca e encontro.

Deus, a grande busca

Nossa grande busca é Deus, Ele é o amado de nossa alma, como diz São João da Cruz, num dos seus poemas espirituais: 

“Buscando meu Amor, meu Amado, vou por montes e vales, sem temer mil perigos. Nem flores colherei no caminho, pois segui-lo é preciso sem deter-me ou parar. Já não tenho outro ofício, só amar é o exercício. Solidão povoada, presença amorosa do Amado. Viver ou morrer, sem Ele eu não quero ser”!

Busquemos encontrar Deus e Ele se deixará encontrar. O próprio Deus nos diz, através do profeta Jeremias: 

“Vocês me procurarão e me encontrarão se me buscarem de todo o coração” 
(Jr 29,13).

Não importa se é como nos diz a Parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20,1-16), ao amanhecer, ao meio dia ou ao entardecer de nossa existência vamos ter um encontro com Deus, se não pelo amor, pela dor.

Jesus nos revelou o Pai, Ele é o caminho que nos leva ao Pai. Ele é a luz que dissipa as trevas. Ele disse eu vim como luz (cf. Jo 12, 46), mas o mundo preferiu as trevas. Quem vive no pecado não quer luz. Todos fomos crianças e quem tem filhos sabe que quando a criança é arteira e apronta alguma coisa errada, entra dentro de casa e vai pelos cantos escuros para não ser vista, para não chamar a atenção e passar sem levar bronca e ser castigada. É a mesma coisa quem anda no pecado. Não quer luz, não quer discernimento, quer se afastar da Igreja, quer se afastar dos sacramentos, das pessoas de bem.

Jesus é a verdade

Pecado gera pecado e quem está no meio do pecado quer andar na escuridão do pecado, para que a podridão não venha à tona. Então, se aproximar da luz de Jesus significa olhar para nossa própria podridão, olhar para nossos pecados e dizer: 

“Sou eu, Senhor. Dissipe as trevas da minha vida”.

Jesus é a verdade! Não a verdade do mundo que é idêntica a analgésico, tira a dor, mas não cura. A verdade do mundo fascina, ludibria, cega e engana. A verdade de Deus muitas vezes dói, mas sempre liberta. A felicidade que buscamos, que sei que todos buscamos, só encontraremos em Deus, por Jesus.

Não depositemos a razão de nossa felicidade em pessoas, não arrisquemos todos os trunfos da nossa vida em alguém. Arrisquemos em Deus, Ele é fiel. Busquemos a luz sem trevas, a verdade sem mentiras, a felicidade absoluta que é Deus, em Cristo Jesus.


Oração a Nossa Senhora das Graças

Virgem Imaculada,

Nesta oração, venho pedir as graças que me são tão necessárias.

Nossa Senhora das Graças, Mãe da Medalha Milagrosa,

Ao olhar tuas mãos derramando graças e bênçãos,

Com confiança, peço tua poderosa intercessão.

Mãe, embora eu não seja digno(a), apresenta o meu pedido ao teu Divino Filho Jesus.

Nossa Senhora das Graças, Mãe da Medalha Milagrosa,

Obtém de teu Filho a graça que peço com profunda confiança.

Santíssima Virgem,

Creio e professo tua Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Puríssima Virgem Maria,

Faz-me alcançar a humildade, a caridade, a obediência, a pureza de corpo e de espírito de teu amado Filho.

Ajuda-me a alcançar, Mãe, a perseverança na prática do bem durante toda a minha vida e uma santa morte.

Amém.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Como e por que expressar gratidão aos nossos entes queridos mortos

Gabriel Ortiz Galindo | Shutterstock



Nossos entes queridos que já partiram para a Casa do Pai ainda podem nos ouvir e receber nossa gratidão

Às vezes, quando as pessoas mais próximas de nós morrem, ficamos tristes pelo fato de não podermos mais agradecê-los pela bênção que foram em nossas vidas. Podemos ter a sensação de que deveríamos tê-las agradecido uma última vez, mas não fomos capazes de fazê-lo por qualquer motivo.

No entanto, como católicos, acreditamos que ainda podemos expressar nossa gratidão aos nossos entes queridos mortos por meio de nossas orações.

Na encíclica Spe salvi, o Papa Bento XVI explicou como nosso amor pode ir além do túmulo:

“Às almas dos defuntos, porém, pode ser dado « alívio e refrigério » mediante a Eucaristia, a oração e a esmola. O facto de que o amor possa chegar até ao além, que seja possível um mútuo dar e receber, permanecendo ligados uns aos outros por vínculos de afecto para além das fronteiras da morte, constituiu uma convicção fundamental do cristianismo através de todos os séculos e ainda hoje permanece uma experiência reconfortante. Quem não sentiria a necessidade de fazer chegar aos seus entes queridos, que já partiram para o além, um sinal de bondade, de gratidão ou mesmo de pedido de perdão?”

Gratidão e purificação

Nosso amor alcança nossos queridos familiares e amigos falecidos, principalmente por meio de nossas orações por eles. Diz Bento XVI:

A minha intercessão pelo outro não é de forma alguma uma coisa que lhe é estranha, uma coisa exterior, nem mesmo após a morte. Na trama do ser, o meu agradecimento a ele, a minha oração por ele pode significar uma pequena etapa da sua purificação. E, para isso, não é preciso converter o tempo terreno no tempo de Deus: na comunhão das almas fica superado o simples tempo terreno. Nunca é tarde demais para tocar o coração do outro, nem é jamais inútil. Assim se esclarece melhor um elemento importante do conceito cristão de esperança. A nossa esperança é sempre essencialmente também esperança para os outros; só assim é verdadeiramente esperança também para mim.”

Além do túmulo

Enfim, é consolador saber que ainda podemos tocar, de forma espiritual, nossos amados mortos. Eles ainda podem nos ouvir e receber nossa gratidão. Essa realidade deve nos dar esperança, sabendo que nem mesmo a sepultura pode nos separar de nossos entes queridos.

De fato, podemos sentir falta daqueles que morreram, mas por meio de nossas orações, ainda podemos estar conectados a eles e ajudá-los em seu caminho para o céu.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!
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