Seguidores

Pesquisar este blog

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

São João Crisóstomo - Dia 13 de Setembro


Antusa, viúva aos vinte anos, educou admiravelmente seu filho João. Este, a princípio, levou em casa uma vida ascética, ao mesmo tempo que aprofundava sua cultura. Foi depois anacoreta por vários anos, sobre as montanhas, mas a saúde frágil fê-lo retornar a Antioquia. Ordenado sacerdote aos trinta e dois anos, foi o braço direito do bispo São Flaviano e revelou-se formidável orador.
Eleito patriarca de Constantinopla, deu-se totalmente ao serviço de seu povo e da Igreja. Simples, modesto, jovial, porém forte contra o vício e o luxo, tudo dava aos pobres. Não poupou os desregramentos da corte imperial, atraindo feroz oposição, Foi caluniado e exilado; morreu em Comana, no mar Negro, quando o deportavam para lugar mais áspero.
Foi grande mestre espiritual e pastor exemplar.
Como orador, foi cognominado "Crisóstomo" (boca de ouro).
Os volumes que deixou são a mais vasta produção dos padres gregos.



Combateu o erro de seus contemporâneos.
É o primeiro dos quatro grandes Doutores orientais.
João Crisóstomo é chamado "Doutor da Eucaristia" pela vastidão e riqueza de sua doutrina sobre o Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo. Uma "anáfora" que traz o seu nome (sem ser diretamente sua) é a mais difundida no Oriente entre católicos e ortodoxos. É um elemento de união de grandíssima importância.

Liturgia
Leitura Ef 4, 1-7
Salmo 39
Evangelho Mc 4, 1-10.

(Missal Cotidiano)

São João Crisóstomo, rogai por nós!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Discurso de Bento XVI aos Bispos do Regional Nordeste 3


Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede


Senhor Cardeal,
Amados Arcebispos e Bispos do Brasil,


Saúdo calorosamente a todos vós, por ocasião da vossa visita ad Limina a Roma, aonde viestes reforçar os vossos vínculos de comunhão fraterna com o Sucessor de Pedro e por ele serdes animados na condução do rebanho de Cristo. Agradeço as amáveis palavras que Dom Czeslaw Stanula, Bispo de Itabuna, dirigiu-me em vosso nome, e vos asseguro as minhas orações pelas vossas intenções e pelo amado povo nordestino, do vosso Regional Nordeste 3.

Há mais de cinco séculos, justamente na vossa região, celebrava-se a primeira Missa no Brasil, tornando realmente presente o Corpo e o Sangue de Cristo para a santificação dos homens e das mulheres desta bendita nação que nasceu sob os auspícios da Santa Cruz. Era a primeira vez que o Evangelho de Cristo vinha a ser proclamado a este povo, iluminando a sua vida diária. Esta ação evangelizadora da Igreja Católica foi e continua sendo fundamental na constituição da identidade do povo brasileiro caracterizada pela convivência harmônica entre pessoas vindas de diferentes regiões e culturas. Porém, ainda que os valores da fé católica tenham moldado o coração e o espírito brasileiros, hoje se observa uma crescente influência de novos elementos na sociedade, que há algumas décadas eram-lhe praticamente alheios. Isso provoca um consistente abandono de muitos católicos da vida eclesial ou mesmo da Igreja, enquanto no panorama religioso do Brasil, assiste-se à rápida expansão de comunidades evangélicas e neo-pentecostais.

Em certo sentido, as razões que estão na raiz do êxito destes grupos são um sinal da difundida sede de Deus entre o vosso povo. É também um indício de uma evangelização, a nível pessoal, às vezes superficial; de fato, os batizados não suficientemente evangelizados são facilmente influenciáveis, pois possuem uma fé fragilizada e muitas vezes baseada num devocionismo ingênuo, embora, como disse, conservem uma religiosidade inata. Diante deste quadro emerge, por um lado, a clara necessidade que a Igreja católica no Brasil se empenhe numa nova evangelização que não poupe esforços na busca de católicos afastados bem como daquelas pessoas que pouco ou nada conhecem sobre a mensagem evangélica, conduzindo-os a um encontro pessoal com Jesus Cristo, vivo e operante na sua Igreja. Por outro lado, com o crescimento de novos grupos que se dizem seguidores de Cristo, ainda que divididos em diversas comunidades e confissões, faz-se mais imperioso, da parte dos pastores católicos, o compromisso de estabelecer pontes de contato através de um sadio diálogo ecumênico na verdade.

Tal esforço é necessário, antes de qualquer coisa, porque a divisão entre os cristãos está em contraste com a vontade do Senhor de que "todos sejam um" (Jo 17,21). Além disso, a falta de unidade é causa de escândalo que acaba por minar a credibilidade da mensagem cristã proclamada na sociedade. E hoje, a sua proclamação é talvez ainda mais necessária do que há alguns anos atrás, pois, como bem demonstram os vossos relatórios, mesmo nas pequenas cidades do interior do Brasil, observa-se uma crescente influência negativa do relativismo intelectual e moral na vida das pessoas.

Não são poucos os obstáculos que a busca da unidade dos cristãos tem por diante. Primeiramente, deve-se rejeitar uma visão errônea do ecumenismo, que induz a um certo indiferentismo doutrinal que procura nivelar, num irenismo acrítico, todas as "opiniões" numa espécie de relativismo eclesiológico. Paralelamente a isto está o desafio da multiplicação incessante de novos grupos cristãos, alguns deles fazendo uso de um proselitismo agressivo, o que mostra como a paisagem do ecumenismo seja ainda muito diferenciada e confusa. Em tal contexto - como afirmei em 2007, na Catedral da Sé em São Paulo, no inesquecível encontro que tive convosco, bispos brasileiros – "é indispensável uma boa formação histórica e doutrinal, que habilite ao necessário discernimento e ajude a entender a identidade específica de cada uma das comunidades, os elementos que dividem e aqueles que ajudam no caminho da construção da unidade. O grande campo comum de colaboração devia ser a defesa dos fundamentais valores morais, transmitidos pela tradição bíblica, contra a sua destruição numa cultura relativista e consumista; mais ainda, a fé em Deus criador e em Jesus Cristo, seu Filho encarnado" (n. 6). Por essa razão, incentivo-vos a prosseguir dando passos positivos nesta direção, como é o caso do diálogo com as igrejas e comunidades eclesiais pertencentes ao Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, que com iniciativas como a Campanha da Fraternidade Ecumênica ajudam a promover os valores do Evangelho na sociedade brasileira.

Prezados irmãos, o diálogo entre os cristãos é um imperativo do tempo presente e uma opção irreversível da Igreja. Entretanto, como lembra o Concílio Vaticano II, o coração de todos os esforços em prol da unidade há de ser a oração, a conversão e a santificação da vida (cf. Unitatis redintegratio, 8). É o Senhor quem doa a unidade, esta não é uma criação dos homens; aos pastores lhes corresponde a obediência à vontade do Senhor, promovendo iniciativas concretas, livres de qualquer reducionismo conformista, mas realizadas com sinceridade e realismo, com paciência e perseverança que brotam da fé na ação providencial do Espírito Santo.

Queridos e venerados irmãos, procurei evidenciar brevemente neste nosso encontro alguns aspectos do grande desafio do ecumenismo confiado à vossa solicitude apostólica. Ao despedir-me de vós, reafirmo uma vez mais a minha estima e a certeza das minhas orações por todos vós e pelas vossas dioceses. De modo particular, quero aqui renovar a expressão da minha solidariedade paterna aos fiéis da diocese de Barreiras, recentemente privados da guia do seu primeiro e zeloso pastor Dom Ricardo José Weberberger, que partiu para a casa do Pai, meta dos passos de todos nós. Que repouse em paz! Invocando a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, concedo a cada um de vós, aos sacerdotes, aos religiosos, às religiosas, aos seminaristas, aos catequistas e a todo povo a vós confiado uma afetuosa Bênção Apostólica.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

São Pedro Claver - Dia 09 de Setembro

"Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo" (Papa Leão XIII)

Pedro Claver nasceu em Verdu, na Espanha, em 1580. Formou-se em Letras e Artes na Universidade de Barcelona, entrando, em seguida, na Companhia de Jesus.



Respondeu à vocação missionária, graças especialmente a Santo Alonso Rodriguez, porteiro no Colégio em Palma da Maiorca.
Foi ordenado sacerdote na missão da Colômbia e lá exerceu o apostolado até a morte entre os escravos negros, tornando-se por voto o "escravo dos negros para sempre".
Fisicamente debilitado, morreu em Cartagena, na Colômbia, no dia 8 de setembro de 1654.
Foi declarado por Pio X especial Patrono de todas as missões entre os negros.

Liturgia
Leitura Is 58, 6-11
Salmo 1
Evangelho Mt 25, 31-40.


(Missal Cotidiano e www.jesuítas.org.br)

São Pedro Claver, rogai por nós!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Natividade de Nossa Senhora

Festa da Natividade de Nossa Senhora - Dia 08 de Setembro

Nascimento de Maria

Como quase todas as solenidades principais de Maria, também a Natividade é de origem oriental. Na Igreja latina tê-la-ia introduzido o papa oriental São Sérgio I, pelos fins do Século VII. Originariamente, devia ser a festa da dedicação da atual basílica de Santa Ana em Jerusalém. De fato, a Tradição indicava esse lugar como a sede da humilde morada de Joaquim e Ana, longínquos descendentes de Davi, pais de Nossa Senhora.
Devemos buscar neste culto da Natividade de Maria uma verdade profunda: a vinda do homem-Deus à terra foi longamente preparada pelo Pai no decurso dos séculos. A pessoa divina do Salvador supera infinitamente tudo o que a humanidade podia gerar, porém a história da humanidade foi como um lento e difícil parto das condições necessárias à Encarnação do filho de Deus.
Quis por isso a devoção cristã venerar as pessoas e os acontecimentos que prepararam o nascimento de Cristo no plano humano e no plano da graça: sua Mãe, o nascimento dela, sua concepção, seus pais e antepassados. Crer nos preparativos da Encarnação significa crer na realidade da Encarnação e reconhecer a necessidade da colaboração do homem na efetivação da salvação do mundo. A verdadeira devoção a Maria leva sempre a Jesus.

Liturgia

Leitura Rm 8, 28-30
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos, sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.
Palavra do Senhor
Graças à Deus!

Salmo 70 (71); Sl 12 (13)

R. Exulto de alegria no Senhor.

Sois meu apoio desde antes que eu nascesse,
desde o seio maternal, o meu amparo:
para vós o meu louvor eternamente! R

Uma vez que confiei no vosso amor,
meu coração, por vosso auxílio, rejubile,
e que eu vos cante pelo bem que me fizeste! R

Evangelho Mt 1, 18-23 (curto; o longo é Mt 1, 1-16.18-23)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
A origem de Jesus foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: "Deus está conosco!"
Palavra da Salvação
Glória à Vós, Senhor.

(Missal Cotidiano)

Nossa Senhora, rogai por nós!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...