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quinta-feira, 20 de junho de 2024

Como rezar a Novena de Pompeia?



OBS: 
1. Rezar diante da estampa de Nossa Senhora do Rosario de Pompeia;
2. Rezar com o terço na mão;
3. Rezar o Rosario (3 terços);
4. 27 dias de Suplica;
5. 27 dias de Agradecimento.

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ORAÇÃO PARA A NOVENA A NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE POMPÉIA 

PARA OS PRIMEIROS 27 DIAS DA NOVENA (SUPLICAS)


Para implorar graças nos casos mais desesperados, em especial:

Ó Santa Catarina de Sena, minha Protetora e Mestra, vós que assistis do Céu aos vossos devotos quando rezam o Rosário de Maria, assisti-me neste momento, e dignai-vos rezar comigo a Novena à Rainha do Rosário, que estabeleceu o trono de suas graças no Vale de Pompéia, a fim de que, por vossa intercessão, eu obtenha a graça desejada. Amém.

–Vinde, ó Deus, em meu auxilio.

– Socorrei-me sem demora.

(Glória)

Ó Virgem Imaculada e Rainha do Santo Rosário, vós, nestes tempos de fé morta e impiedade triunfante, quiseste assentar vosso trono de Rainha e Mãena antiga terra de Pompéia, morada dos mortos pagãos. E daquele lugar onde eram adorados os ídolos e os demônios, hoje, Vós, como Mãe da divina graça, derramais por toda a parte, os tesouros das misericórdias celestes.

Ah! daquele trono onde reinais piedosa, volvei, ó Maria , também para mim vossos olhos benignos, e tende piedade de mim que tanto necessito de vosso socorro. Mostrai-vos também para comigo como a tantos outros vos tendes mostrado, verdadeira MÃE DE MISERICÓRDIA: MÃE DE MISERICÓRDIA MOSTRA-TE QUE SOIS MÃE; pois que eu, de todo o coração, vos saúdo e invoco, minha SOBERANA RAINHA DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO. Amém.

(Salve Rainha)

Prostrado aos pés de vosso trono, ó grande e gloriosa Senhora, minha alma vos venera entre gemidos e aflições, que excessivamente a oprimem. Nestas angústias e agitações em que me acho, levanto confiadamente os olhos a Vós, que vos dignastes acolher, para vossa morada, os campos pobres e abandonados camponeses. E ali, em frente à cidade e do anfiteatro dos prazeres gentílicos onde reinam o silêncio e as ruínas, Vós, como RAINHA DAS VITÓRIAS, levantastes vossa voz poderosa, chamando de todas as partes da Itália e do mundo católico, vossos filhos piedosos, para edificar-vos um Templo. Ah! Tende enfim,piedade desta minha alma que jaz abatida na miséria.

Tende compaixão de mim, ó Senhora, tende compaixão de mim que estou repleto de miséria e de humilhações. Vós, que sois o extermínio dos demônios, defendei-me destes inimigos que me cercam; Vós, que sois o auxílio dos Cristãos, tirai-me destas tribulações em que miseravelmente estou imerso. Vós, que sois a Nossa Vida, triunfai da morte que ameaça minha alma nestes perigos a que está exposta: restituí-me a paz, a tranqüilidade, o amor e a saúde! Amém.

(Salve Rainha)

Ah! O ter ouvido que tantas pessoas tem sido beneficiadas por Vós, só porque recorreram a Vós com fé, infunde-me um novo alento e coragem de invocar-vos em meu auxílio. Prometestes outrora a São Domingos que quem quisesse graças, as obteria com o vosso Rosário e eu, com o vosso Rosário na mão, vos chamo, ó Mãe, ao cumprimento das vossas maternais promessas. ( repete-se mais uma vez ” Prometestes outrora…). E Vós mesma, em nossos dias, fazeis contínuos prodígios, para chamar vossos filhos a edificar-vos um templo em Pompeia, portanto, quereis enxugar nossas lágrimas, quereis mitigar nossas aflições! E eu, com o coração nos lábios, com viva fé, vos chamo e vos invoco:

Minha Mãe!… Mãe querida!… Mãe Bela!… Minha Mãe dulcíssima, ajudai-me! ” Mãe e Rainha do Santo Rosário de Pompeia”, não tardeis mais em estender-me vossa poderosa mão para me salvar, porque o tardar, como vedes, levar-me-ia à ruína! Amém.

(Salve Rainha)

E a quem hei de recorrer eu senão a Vós, que sois o Alívio dos infelizes, o Conforto dos abandonados, a Consolação dos aflitos? Oh! Eu vo-lo confesso, minha alma é miserável, está sobrecarregada de culpas enormes, merece arder no Inferno, é indigna de receber graças! Mas não sois vós a Esperança de quem desespera, a grandeMedianeiraentre o homem e Deus, a nossa poderosa Advogada junto ao trono do Altíssimo, o Refúgio dos Pecadores? Ah! Basta que digais uma só palavra em meu favor ao Vosso Filho e Ele vos ouvirá! Pedi-lhe, portanto, ó Mãe, esta graça de que tanto necessito (Expõe-se a graça desejada). Ó Vós m’a podeis obter: Vós, que sois minha única esperança, minha consolação, minha doçura, toda a minha vida. Assim espero! Amém.

(Salve Rainha)

Ó Virgem e Rainha do Santo Rosário, Vós, que sois a Filha do Pai Celeste, a Mãe do Divino Filho, a Esposa do Espírito Septiforme. Vós, que podeis tudo junto à Santíssima Trindade, deveis alcançar-me esta graça que me é tão necessária, contanto que não seja obstáculo à minha salvação eterna (Expõe-se novamente a graça desejada). Peço-vo-la, pela vossa Imaculada Conceição, pela vossa divina Maternidade, pelos vossos gozos, pelas vossas dores, pelos vossos triunfos. Peço-vo-la pelo Coração de vosso amoroso Jesus, pelos nove meses que o trouxeste no vosso seio, pelas amarguras da sua vida, pela sua acerba Paixão, pela Sua morte na cruz, pelo Seu santíssimo Nome, pelo seu Preciosíssimo Sangue. Peço-vo-la, enfim, pelo vosso dulcíssimo Coração, em vosso Nome ó Maria, que sois Estrela do mar, Senhora Poderosa, Mar das Dores, e Mãe de toda a Graça. Em vós confio, de Vós tudo espero e Vós me haveis de salvar! Amém.

(Salve Rainha)

– Permiti que vos louve, ó Virgem Sagrada!

– Dai-me força contra os vossos inimigos!

– Rogai por nós, Rainha do Sacratíssimo Rosário!

– Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

Oremos – Ó Deus, cujo Filho Unigênito, nos comprou com a sua Vida, Morte e Ressurreição, os prêmios da salvação eterna, concedei- nos vo-lo pedimos, que recordando estes mistérios do Sacratíssimo Rosário da Bem–Aventurada Virgem Maria, imitemos o que eles contêm e alcancemos o que prometem. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

(Acrescenta-se uma Ave-Maria pelo advogado Bartolo Longo.)

Oração a São Domingos e a Santa Catarina de Sena 
Para obter graças de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia

Ó Santo Sacerdote de Deus, glorioso Patriarca São Domingos, vós que fostes o amigo, o filho predileto, o confidente de Rainha Celeste, e que operastes tantos prodígios em virtude do Santo Rosário; e vós Santa Catarina de Sena, filha principal da Ordem do Rosário e poderosa medianeira junto ao trono de Maria e junto ao Coração de Jesus, com quem trocastes vosso coração; Vós, meus amados Santos, olhai para as minhas necessidades e tende compaixão do estado em que me acho. Vós, quando na terra, tiveste o coração aberto a todas as misérias alheias e a mão poderosa para aliviá-las, agora no Céu não diminuiu a vossa caridade, nem o vosso poder. Pedi, oh! Pedi por mim à Mãe do Rosário e a seu Filho Divino, pois que tenho grande confiança de que, por vosso meio, hei de conseguir a graça de que tanto desejo. Amém.

(3 Glórias)

(1 Glória em honra de São Francisco de Assis e 1 em honra de Santo Tomás de Aquino, para obter o dom da pureza.)




NOVENA DE AGRADECIMENTO À NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE POMPÉIA 

PARA OS ÚLTIMOS 27 DIAS


Diante da figura da Virgem do Rosário de Pompeia, faça-se o Sinal da Cruz, tome-se o Rosário ou Terço entre as mãos e se comece dizendo:

-Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

-Socorrei-me sem demora..

(Glória)

Eis-me a vossos pés, ó Mãe Imaculada de Jesus, que vos comprazeis de ser invocada como Rainha do Rosário do Vale de Pompéia. Com alegria no coração, com a alma compenetrada da mais viva gratidão, venho de novo a Vós, minha generosa Benfeitora, minha doce senhora, Soberana do meu coração, a Vós, que vos mostrastes verdadeiramente minha Mãe, Mãe que muito me ama.

Eu estava gemendo e me ouvistes, estava aflito e me consolaste, estava em angústias e me restituístes a paz. Dores e penas de morte cercaram meu coração, e Vós, ó Mãe, do vosso trono de Pompéia, com um olhar compassivo, me serenastes. Quem já se dirigiu a Vós com confiança que não fosse atendido? Oh! Se o mundo todo conhecesse quanto sois boa, quanto sois compassiva para com quem sofre. Ó, como as criaturas todas recorreriam a Vós! Sede sempre bendita, ó Virgem Soberana de Pompeia, por mim e por todos, pelos homens e pelos anjos, pela terra e pelo céu. Assim seja.

(Gloria ao Pai…)

(Salve Rainha…)

Eu rendo graças a Deus e a Vós, Mãe Divina, pelos novos benefícios que, pela vossa piedade e misericórdia, me foram concedidos. Que teria sido de mim se tivésseis repelido os meus suspiros, as minhas lágrimas? Por mim vos agradeçam os Anjos do Paraíso e os coros dos Apóstolos, dos Mártires, das Virgens e dos Confessores.

Por mim vos agradeçam tantas almas de pecadores salvas por Vós, que agora gozam no Céu a visão de vossa imortal beleza. Quisera que juntamente comigo todas as criaturas vos amassem e que o mundo todo repetisse o eco dos meus agradecimentos.

Que poderia dar-vos ó Rainha, rica de piedade e de magnificência? A vida que me resta eu vo-la consagro, para propagar por toda parte o vosso culto, ó Virgem do Rosário de Pompéia, a cuja invocação a graça do senhor me visitou. Promoverei a devoção do vosso Rosário: narrarei a todos a misericórdia que me alcançastes; proclamarei sempre quanto fostes boa para comigo, a fim de que também os indignos como eu, e os pecadores a Vós se dirijam com confiança.

(Gloria ao Pai…)

(Salve Rainha)

Com que nomes vos chamarei eu, ó cândida pomba da paz? Com que títulos vos invocarei, a Vós, a quem os Santos Doutores chamaram: Senhora do universo, Porta da vida, Templo de Deus, Morada da Luz, Glória dos céus, Santa entre os Santos, Milagre dos milagres, Paraíso do Altíssimo? Vós sois a Tesoureira das graças, a Onipotência suplicante, ou melhor, a mesma Misericórdia de Deus, que desce sobre os infelizes.

Mas, sei também, que é agradável ao vosso coração ser invocada RAINHA DO ROSÁRIO NO VALE DE POMPÉIA e, assim chamando-vos, sinto a doçura do vosso místico nome, ó Rosa do Paraíso transplantada para o Vale do pranto a fim de suavizar as penas dos degredados filhos de Eva; Rosa rubra de Caridade, mais perfumada do que todos os aromas do Líbano, que com o perfume da vossa suavidade celestial, atraís no Vale de Pompeia, o coração dos pecadores ao Coração Divino.

Vós sois a Rosa de eterna frescura, que regada pelas torrentes das águas celestes, lançastes vossas raízes na terra, ressequida por uma chuva de fogo. Rosa de Imaculada beleza que, no lugar da desolação, plantastes o Jardim das delícias do Senhor. Exaltado seja Deus que tornou o vosso Nome tão admirável. Bendizei, ó povos, bendizei o Nome da Virgem de Pompeia, pois que a terra toda está cheia da sua misericórdia. Amém.

(Glória ao Pai…)

(Salve Rainha…)

Por entre as tempestades que me haviam submergido, levantei meus olhos a Vós, nova Estrela da Esperança, aparecida em dias nossos sobre o vale das ruínas. Da profundeza das amarguras clamei a Vós, Rainha do Rosário de Pompeia, experimentei o poder deste título tão caro a Vós. Salve! Clamarei sempre, salve óMãe de piedade e de compaixão! As novas glórias do vosso Rosário, as recentes vitórias da vossa Coroa, quem cantará dignamente?

Vós, ao mundo, que se desprende dos braços de Jesus para entregar-se aos de satanás, preparais a salvação daquele vale onde satanás devorava as almas. Vós calcastes triunfadora os escombros dos templos pagãos; e, sobre as ruínas da idolatria, colocastes o escabelo do vosso domínio. Vós transformastes a região da morte em Vale de ressurreição e de vida; e sobre a terra dominada pelo vosso inimigo, fundastes a Cidade do refúgio, onde acolheis os povos em segurança.

Eis que vossos filhos, espalhados pelo Mundo, ali vos levantaram um trono, como sinal dos vossos portentos, como troféu das vossas misericórdias. Vós, daquele Trono, também me chamastes entre os filhos da vossa predileção; sobre mim, pecador, pousou o olhar da vossa compaixão, benditas eternamente as vossas obras, ó Senhora, e sejam benditos todos os prodígios por Vós operados no Vale da desolação e do extermínio . Amém.

(Glória ao Pai…)

(Salve Rainha…)

Ressoe em todas as línguas a vossa glória, ó Senhora, e a tarde transmita ao dia seguinte a harmonia das vossas bençãos. Todos os povos vos chamem Bem-Aventurada; Bem-Aventurada repitam todas as plagas da terra e as mansões celestes: Três vezes Bem-Aventurada também eu vos chamarei com os Anjos, com os Arcanjos e com os Principados; três vezes Bem-Aventurada com as angélicas Potestades, com as Virtudes dos Céus, com as Dominações Altíssimas; Bem-Aventurada vos proclamarei com os Tronos, com os Querubins e os Serafins. Ó minha Soberana Salvadora, não deixeis de volver vossos olhos misericordiosos sobre esta família, sobre esta nação, sobre toda a Igreja. Principalmente não me negueis a maior das graças, isto é, que a minha fragilidade jamais me aparte de Vós. Na fé e no amor em que arde neste instante a minha alma, ah! fazei que eu persevere até meu último suspiro.

E que todos nós, que concorremos para a edificação do vosso Santuário de Pompeia, sejamos do número dos escolhidos.

Ó Rosário de minha Mãe, eu te abraço e te beijo com veneração (beija-se o rosário). Tu és o caminho para alcançar todas as virtudes, o tesouro dos merecimentos para o Paraíso, o penhor da minha predestinação; a cadeia forte que prende o inimigo, fonte de paz para quem te honra na vida, auspício de vitória para quem te beija na morte. Naquela hora extrema, eu vos espero, ó Mãe: a vossa aparição será o sinal da minha salvação e o vosso Rosário abrir-me-á as portas do Céu. Assim seja.

(Gloria ao Pai…)

(Salve Rainha…)

-Rogai por nós Rainha da Santíssimo Rosário.

-Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

ORAÇÃO– Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ensinastes a recorrer a Vós com confiança e chamar-vos: “Pai nosso que estais nos céus”; ah! bom Senhor, de quem é próprio usar sempre de misericórdia e perdoar; por intercessão da Imaculada Virgem Maria, ouvi a nós, que nos gloriamos do título de filhos do Rosário; aceitai nossos humildes agradecimentos pelas graças alcançadas e tornai perpétuo e cada dia mais glorioso o Trono que lhe ergueste no Santuário de Pompeia, pelos merecimentos de Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.



Nossa Senhora do Rosario de Pompeia, rogai por nós!

terça-feira, 28 de maio de 2024

quinta-feira, 11 de maio de 2023

4 lições de Maria para colocarmos em prática neste mês de maio

Shutterstock | Immaculate


O mês de maio é como um ícone da vida abundante que Maria ensina

Há muitas razões pelas quais maio é o mês de Maria. Mas, como qualquer mãe, ela não quer apenas nos fazer celebrar – ela quer nos tornar melhores.

Por isso, devemos seguir alguns de seus ensinamentos, sobretudo neste mês de maio. Aqui vão alguns deles.

1. MARIA NOS ENSINA A VIDA RESSUSCITADA

Se a Quaresma é o tempo para aprender a seguir o Servo sofredor, a Páscoa é o tempo de aprender a seguir o Ressuscitado – e o único mês que está sempre e inteiramente dentro do Tempo Pascal é maio.

Frequentemente, não entendemos o motivo da Paixão, Morte e Ressurreição, como o padre Michael Schmitz apontou recentemente em seu podcast. Jesus não morreu e ressuscitou apenas para perdoar nossos pecados – ele fez isso para nos ensinar como viver a vida que Deus planejou para nós desde o início, a vida que estragamos com o pecado.

Da mesma forma, nosso batismo não é apenas um batismo em sua morte, para aprender a sacrificar e sofrer – é um batismo em sua ressurreição, a fim de “ter vida e vida em abundância”.

A Igreja passa do Angelus à “Regina Caeli” a cada Páscoa para pedir, por meio de Maria, “as alegrias da vida eterna”, porque Maria é a melhor mestra da Vida Ressuscitada, e o mês de maio é como um ícone da vida abundante que ela ensina. Tudo o que era escasso, monótono e nu explode de vida, como deveríamos fazer.

2. MARIA NOS ENSINA A SERMOS PARCEIROS DO ESPÍRITO SANTO

Não há ninguém que conheça melhor o Espírito Santo do que a Santíssima Virgem. Seu relacionamento com o Espírito Santo começou antes de ela nascer. Ele continuou em seu ventre, onde Jesus foi “concebido pelo Espírito Santo”. Ela levou o Espírito Santo a Isabel e ao nascituro João Batista. Mais tarde, ela reuniu a Igreja para a primeira efusão do Espírito Santo no Pentecostes.

Ela traz o Espírito Santo para você e para mim também. Maria “é a obra-prima da missão do Filho e do Espírito”, que trabalham sempre juntos.

Portanto, é apropriado que maio, que é quase sempre o mês em que começamos a novena da Quinta-feira da Ascensão antes de Pentecostes, seja dedicado a Maria.

3. MARIA NOS AJUDA A RENOVAR A FORMA COMO RECEBEMOS A EUCARISTIA

Maria nos prepara para viver a Vida Ressuscitada e nos unirmos ao Espírito Santo. Pode soar abstrato, mas não é. É literalmente verdade, porque recebemos o Cristo Ressuscitado na Eucaristia, dando-nos a sua Vida Ressuscitada por meio do Espírito Santo.

E ninguém sabe receber Jesus Cristo melhor do que Maria. No sexto capítulo de sua encíclica sobre a Eucaristia, São João Paulo II chama Maria de “Mulher da Eucaristia” e recomenda a “Escola de Maria” para quem quer aprender a verdadeira devoção ao Santíssimo Sacramento.

Maio, o mês mais comum para as primeiras comunhões, é um ótimo momento para imitar Maria.

4. MARIA NOS ENSINA A REZAR PELOS MALES DO NOSSO TEMPO

O Bispo Robert Barron apontou que “Maria é uma rainha guerreira de um exército de anjos” e é “mais poderosa do que qualquer coisa que esteja no mundo ou fora do mundo”.

Isso faz de maio um ótimo mês para rezarmos por vitórias decisivas contra os males únicos de nosso tempo – consumismo e socialismo, pornografia e tráfico humano, terrorismo e autoritarismo .

Uma grande ajuda nesse sentido é a oração do Santo Terço.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Como São Luís Maria de Montfort inspirou 5 papas diferentes

Public domain

O dia 28 de abril marca o aniversário da morte deste santo aclamado por muitos como uma das pessoas mais influentes da história recente da Igreja

São Luís Maria Grignion de Montfort é particularmente conhecido por seu livro “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem” e pela “consagração total a Cristo por meio de Maria”, que ele propõe nessa mesma obra.

O dia 28 de abril marca o aniversário da morte deste santo aclamado por muitos como uma das pessoas mais influentes da história recente da Igreja. De fato, a sua inspiração se manteve constante ao longo dos últimos três séculos e moldou o coração de muitos homens e mulheres santos.

Entre eles está São João Paulo II, que destacou essa “consagração total” no seu próprio lema papal: “Totus tuus”. A frase inteira de São Luís Maria de Montfort é “Totus tuus ego sum, et omnia mea tua sunt. Accipio te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria” (“Eu pertenço inteiramente a ti, e tudo o que tenho é teu. Tomo-te como meu tudo. Ó Maria, dá-me o teu coração”).

Mas o papa polonês não foi o único papa nem o único santo a chamar a atenção para Montfort e seus escritos. Nos últimos 200 anos, pelo menos cinco papas expressaram sua gratidão a Montfort e incentivaram a Igreja a mergulhar fundo na sua espiritualidade mariana:

Papa Pio IX (1846-1878)

Promoveu-a como uma das melhores formas de devoção mariana. É dele o decreto que reconhece que “o Venerável Servo de Deus Luís Maria Grignion de Montfort praticou as virtudes da Fé, Esperança e Caridade para com Deus e próximo, as virtudes cardeais da Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança, e as virtudes morais relacionadas, em grau heroico”. Pio IX também foi o papa que definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição.

Papa Leão XIII (1878-1903)

Conhecido como o “Papa do Rosário”, escreveu nada menos que onze encíclicas sobre o rosário durante o seu pontificado. Foi ele quem beatificou Montfort em 1888. Profundamente influenciado pelo “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, decretou uma indulgência plenária para aqueles que praticarem a consagração mariana de Montfort.

Papa São Pio X (1903-1914)

Adotou muito da linguagem mariana de Montfort em sua encíclica sobre a Imaculada Conceição, Ad diem illum, escrevendo que, por Maria, chegamos ao conhecimento de Cristo e, também por Maria, nos é mais fácil obter a vida da qual Cristo é a fonte e origem. Concedeu uma bênção apostólica para quem lê o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”.

Papa Pio XII (1939-1958)

Canonizou São Luís Maria de Montfort em 20 de julho de 1947, elogiando muito o novo santo e considerando que o seu grande segredo para atrair e dar almas a Jesus era a sua devoção a Maria. Destacou que toda a sua atividade se baseava nela e toda a sua confiança repousava nela. Constatou que, em oposição à austeridade sem alegria, ao medo melancólico e ao orgulho deprimente do jansenismo, ele promoveu o amor filial, confiante, ardente e expansivo de um servo de Maria. No espírito da consagração total proposta por Montfort e em resposta a Nossa Senhora de Fátima, Pio XII também consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, com particular atenção a “todos os povos da Rússia”, conforme pedido da própria Santíssima Virgem nas suas aparições em Fátima, quando alertou sobre os perigos do comunismo.

Papa São João Paulo II (1978-2005)

Altamente inspirado por Montfort, relatou que “leu e releu muitas vezes e com grande proveito espiritual” os seus escritos. Encorajou os fiéis a seguirem o exemplo de Montfort, afirmando que, “ao repetir todos os dias ‘totus tuus’ e ao viver em harmonia com ela, podemos chegar à experiência do Pai com confiança e amor sem limites, à docilidade ao Espírito Santo e à transformação pessoal conforme a imagem de Cristo”. O papa polonês destacou repetidas vezes os escritos de Montfort nos muitos documentos que escreveu sobre a Santíssima Virgem e chegou a pensar em proclamá-lo Doutor da Igreja.

Como podemos ver pelo exemplo destes cinco papas, a espiritualidade mariana de São Luís Maria Grignion de Montfort não perdeu a sua potência ao longo dos anos; pelo contrário, continua sendo para todos nós um caminho rumo à união mais profunda com Cristo por meio de Maria.

Fonte: Aletéia

São Luís Maria Grigion de Montfort e Nossa Senhora, rogai por nós!

sábado, 25 de março de 2023

A festa da Anunciação é um dia de preceito?

Fred de Noyelle | GoDong
Anunciação, por El Greco


O dia 25 de março é uma solenidade na Igreja Católica e foi considerado dia santo de guarda até o século XIX


Os dias santos de preceito ou de guarda, na Igreja Católica, são aqueles em que todos os fiéis têm o dever de participar do culto a Deus mediante a participação na Liturgia Eucarística, observando assim o terceiro mandamento: guardar os domingos e festas de guarda, que são dedicados a Deus, à família e ao justo descanso.

A Santa Sé fornece as diretrizes gerais a respeito desses dias de preceito, que são definidos em cada país pela respectiva conferência episcopal.

Anteriormente, a maioria das festas que tinham o grau de solenidade eram consideradas dias santos de guarda, o que exigia que todos os católicos assistissem à Santa Missa naquela data. Este era o caso da solenidade da Anunciação à Santíssima Virgem, celebrada em 25 de março. No entanto, segundo a Enciclopédia Católica, a data deixou de ser um dia santo de guarda primeiramente na França e nos territórios franceses em 1802, o que gradualmente se replicou também à maioria dos outros países.

A Anunciação ainda permanece como solenidade litúrgica, mas não é mais um dia santo de guarda – a menos que alguma conferência episcopal local decida restabelecê-la como tal em sua jurisdição.

Uma das principais razões para a redução do número de dias de preceito na Igreja Católica é que a maioria dos países não reconhece mais as festas litúrgicas católicas como dias de feriado.

Para saber mais sobre os Dias de Preceito clique em: 


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós!

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Rosário: nossa ligação direta com Jesus e Maria

Shutterstock | Maria Marganingsih

A oração do Santo Rosário é a que mais nos aproxima de Nossa Senhora e também da Santíssima Trindade. 
Saiba como viver essa experiência

A oração do Santo Rosário é a que mais nos aproxima de Nossa Senhora e também da Santíssima Trindade.

Se durante o Antigo Testamento Deus revelou sua palavra através dos profetas, o Novo Testamento nos traz o próprio Verbo Encarnado. E para esta missão, Deus não falou através dos profetas, mas contou com o “Sim” daquela que foi concebida sem pecado. Maria, a jovem prometida em casamento a José.

Foi a ela que o anjo revelou o plano de Deus: 

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” 
(Lucas 1, 31)

Ali se realizou um dos grandes mistérios da nossa fé: 

“o Verbo se fez carne e habitou entre nós” 
(João 1, 14).

“Bendita é tu”

Grandeza que foi reconhecida por Isabel, quando saudou Maria dizendo: 

“Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre” 
(Lucas 1, 42).

A oração da Ave-Maria é uma saudação àquela que foi concebida sem pecado e que, acima de tudo, serviu à Deus com amor e confiança. E honrando a mãe, honramos também o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Ela que foi o maior exemplo de humildade, encontrou graça diante de Deus e colaborou com Ele na redenção dos homens, através de Jesus Cristo.

Ela, que foi coberta pela sobra do Espírito Santo, tornou-se o primeiro tabernáculo de Jesus.

E essa verdade de fé pode parecer de difícil compreensão, mas o Deus Todo Poderoso, quis se fazer um de nós, e assumiu em tudo, menos no pecado, a condição humana. Durante sua infância e até iniciar a vida pública, Jesus foi criado e educado por sua mãe. O Deus feito homem lhe foi obediente, tanto que seu primeiro milagre narrado no Evangelho de São João só se realizou pela intervenção dela (João 2, 1-12).

Um pedido de Nossa Senhora

Quando rezamos o Rosário, estamos atendendo o pedido que Nossa Senhora nos faz em suas aparições: quer a conversão do mundo através da oração, da penitência. E quando meditamos os mistérios, contemplamos a vida de nosso Salvador.

Nos mistérios Gozozos, o grande mistério da anunciação, o anúncio da chegada do Senhor, através da visita de Maria a Isabel, depois o nascimento de Jesus na gruta de Belém, a apresentação de Jesus e Maria no templo, obedecendo aos preceitos da lei, e a perda e o encontro do menino Jesus entre os doutores da lei.

Nos mistérios Luminosos, podemos refletir sobre o batismo de Jesus, o primeiro milagre realizado nas bodas de Caná, o anuncio do Reino, a transfiguração no monte Tabor, e a última ceia, quando Jesus institui a Eucaristia.

Os mistérios Dolorosos nos fazem meditar todo o sofrimento e a paixão de Nosso Senhor: a agonia no jardim das oliveiras, a prisão e os açoites sofridos, a coroação de espinhos, o longo caminho carregando a cruz até o Calvário e a morte na cruz.

E, por fim, os mistérios Gloriosos, quando Jesus mostra que é mais forte que a morte. Ele venceu o pecado e ressuscitou para em seguida subir ao céu. E de lá, ao lado de Deus Pai, nos envia o Espírito Santo. E Maria, sua mãe é elevada ao céu e coroada como a Rainha de todos os santos e anjos.

Caminho para Jesus e Maria

É assim que o Rosário nos faz visitar a vida de Jesus, honrando Maria, sua mãe e também nossa mãe, nossa intercessora, nossa medianeira.

Que tal rezar o Rosário e viver em união com Nossa Senhora e a Santíssima Trindade? 
Faça essa experiência e viva a graça de ter uma ligação direta com a nossa mãe!

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Santíssimo Rosário, rogai por nós!

sábado, 8 de outubro de 2022

Por que o Rosário era a oração predileta de João Paulo II?

Alessia Pierdomenico | Shutterstock


Já no início de seu pontificado, São João Paulo II fez saber a todos que o Rosário era sua oração favorita - e não parou por aí


Os papas nem sempre revelam suas preferências pessoais em público, mas São João Paulo II não teve medo de revelar suas orações prediletas.

Em um Angelus de 1978, duas semanas após sua eleição, São João Paulo II disse claramente: 

“O Rosário é minha oração predileta. 
Oração maravilhosa! 
Maravilhosa em simplicidade e profundidade.”

E não parou por aí. Na carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 2002, João Paulo II também destacou que o Rosário o consolava nos bons e maus momentos:

“O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. 
A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto.”

Em certo sentido, se você quer saber todas as razões pelas quais São João Paulo II amou o Rosário, basta ler a Rosarium Virginis Mariae. Ela contém um estudo aprofundado sobre essa devoção e as muitas razões pelas quais o pontífice polonês a amava.

Rosário e contemplação

São João Paulo II lista uma das principais razões pelas quais dizia que o Rosário era sua oração predileta e por que ele tanto incentivava as pessoas a rezarem-no:

“O motivo mais importante para propor com insistência a prática do Rosário reside no fato de este constituir um meio validíssimo para favorecer entre os crentes aquele compromisso de contemplação do mistério cristão que propus, na Carta apostólica Novo millennio ineunte, como verdadeira e própria pedagogia da santidade: 
«Há necessidade dum cristianismo que se destaque principalmente pela arte da oração»
Enquanto que na cultura contemporânea, mesmo entre tantas contradições, emerge uma nova exigência de espiritualidade, solicitada inclusive pela influência de outras religiões, é extremamente urgente que as nossas comunidades cristãs se tornem «autênticas escolas de oração»”.

Maria e o Rosário

Para São João Paulo II, o Rosário não só oferecia um modo de contemplar os mistérios do Evangelho, mas também era uma forma de se voltar para Maria, que ele acreditava ser um “modelo de contemplação”.

Enfim, São João Paulo II fez tudo o que pôde para promover o Rosário durante seu pontificado, compartilhando com o mundo o impacto da devoção em sua vida. Com isso, ele esperava que o Rosário, de fato, pudesse nos ajudar em nosso próprio caminho espiritual.

Fonte: Aletéia

TOTUS TUUS

Nossa Senhora do Rosário e São João Paulo II, rogai por nós!

sábado, 24 de setembro de 2022

Ele libertou-se do vício em pornografia graças a Nossa Senhora

Philippe Lissac / Godong

Viciado em pornografia e masturbação durante anos, Arek conta como se livrou do seu vício e como Maria desempenhou um papel fundamental nisso

Para Arek, 35, um executivo da indústria aeronáutica e separado da sua esposa, não há dúvida: foi por intercessão de Nossa Senhora que ele foi curado do seu vício em pornografia e masturbação. Arek está limpo há dez anos, embora, como ele diz, “não seja um santo, mas um pecador que precisa constantemente do amor de Deus”. Como ele se recuperou do seu vício? E que papel Nossa Senhora desempenhou nesta decisão? Veja a nossa conversa.

Aleteia: De onde veio o seu vício em pornografia e masturbação?

Arek: Quando era criança, ouvi muitas vezes a minha mãe dizer que “lamentava ter-me dado à luz”. É claro que foi um momento difícil para ela. Ela trabalhava muito. Quando eu tinha dois anos e meio de idade, os meus pais divorciaram-se. Um ano mais tarde, o meu padrasto mudou-se para a casa. O ambiente era muito difícil para mim porque a minha mãe era e ainda é uma pessoa abusiva. Ela continuava a dizer-me: “você não presta”. Por isso, experimentei rejeição e zombaria. Por isso, estava à procura de algum tipo de escoamento. Um deles foi a pornografia. As origens deste vício remontam à idade de 6 anos. No meu confinamento, só falei sobre isso durante a confissão. Enquanto adolescente, eu estava tão imerso na pornografia que até quis contar aos meus pais várias vezes. Mas tive medo.

Tentei combater o meu vício, mas não consegui. Por vezes consegui “resistir” durante meio dia. Por vezes podia fazê-lo por mais tempo, durante três ou quatro meses. Houve muitas tentativas infrutíferas de me libertar. Cada vez que caía, era muito difícil voltar a lutar para sair daquela dinâmica.

Até ao dia em que Nossa Senhora entrou na sua vida. O que aconteceu?

Maria esteve presente na minha vida desde o início. Nos meus primeiros anos, muitas vezes ouvi dizer que tinha sido dedicado a Maria desde o nascimento: como corria o risco de morrer, fui confiado a Ela. Pouco tempo depois, a minha condição começou a melhorar. Durante anos, não prestei muita atenção à Mãe de Cristo. Foi apenas no meu último aniversário que me apercebi que a minha data de nascimento era um dia de festa mariana.

No entanto, a intercessão de Maria após o seu nascimento não foi a única vez que ela fez sentir a sua presença na sua vida…

A minha cura está ligada a Maria. Aconteceu durante uma peregrinação a Czestochowa. Na altura, estava ativamente viciado em pornografia e masturbação. Contudo, a peregrinação permitiu-me viver dez dias em pureza e liberdade interior. Foi um tempo maravilhoso. Naturalmente, associei este estado a Maria. Ao colocar-me debaixo da sua asa durante o passeio, estava a experimentar algo maravilhoso.

Foi a 8 de Agosto de 2012. Lembro-me muito bem: durante a oração comum, senti um calor muito forte, como se algo me iluminasse por dentro. Ouvi uma voz no meu coração. Era a voz da mulher mais bela que eu já tinha ouvido. Dizia: “De agora em diante, não verás pornografia”. Foi uma experiência incrível, cheia de ternura e proteção maternal. O que eu sentia era quase palpável, por isso era real. Nunca tinha tido uma experiência como esta antes. Era inimaginável para mim. Depois disso, não senti qualquer dependência.

Desde então, posso abrir um computador sem querer visitar um site pornográfico. Não sinto esta compulsão. De fato, eu diria que o contrário é que é verdade. Quando esbarro em tais possibilidades de conteúdo, evito-o. Estou ciente de que se trata de uma graça que pode ser desperdiçada, o que não me posso dar ao luxo de fazer. A minha cura continua hoje em dia. Penso na intercessão de Nossa Senhora quando me sinto tentado a esquecê-la, e dá-me um sentimento de gratidão e amor. Maria intercedeu por mim. Ela tem um lugar no meu coração.

O fato de o vício ter parado significa que a sua sexualidade se tornou normal da noite para o dia?

Claro que não. As consequências mentais ou físicas do vício permaneceram. As tentações ainda lá estão. No entanto, já não corro o risco de ceder a elas. Apareceu consciência e auto-controle, mas a inclinação para olhar para uma mulher de forma luxuriosa permaneceu, por exemplo.

Por que pensas que Deus, através de Maria, libertou-te do vício?

Sem esta graça, penso que estaria a viver um drama sério na minha vida. Não sei porque é que Deus fez isto. Talvez eu descubra após a minha morte. Por outro lado, o grande benefício da minha recuperação é também a compreensão e o apoio orante que posso dar a outros viciados em pornografia. Quando ouço alguém dizer-me que está a lutar com um problema como este, o desejo de rezar por eles e apoiá-los é automaticamente desencadeado em mim.

Por que pensa ter recebido a intercessão de Maria?

Tenho estado a pensar sobre isto recentemente. Não tive uma mãe gentil e amorosa. Havia em mim uma necessidade de tal pessoa. A melhor confirmação do que estou a dizer são as lágrimas nos meus olhos e a minha voz a começar a partir-se enquanto falo com você… Esta é a única explicação que me vem à mente. É por isso que confio a Maria todos aqueles que vivem um tal vício. Ela é a figura central na minha experiência de castidade, doçura e ternura maternal.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora Castíssima, rogai por nós!

sábado, 3 de setembro de 2022

Por que o Padre Pio dizia que o Terço era sua “arma”

Public Domain


Para o Padre Pio, o Santo Terço era uma "arma" a ser usada apenas contra inimigos espirituais, não contra adversários humanos

O  Padre Pio, um dos santos mais amados da Igreja Católica, é frequentemente citado como dizendo que o Rosário (Santo Terço) era a sua “arma”.

Estaria esse grande santo a defender a violência contra outros seres humanos?

Na biografia Padre Pio: A Verdadeira História, de C. Bernard Ruffin, o autor explica que, “o Rosário era a sua ‘oração habitual’ e a sua ‘arma’ contra os poderes do inferno”.

O Padre Pio rezava o Terço todos os dias e o fazia por amor à Mãe de Deus. Ele também amava cada pessoa humana e desejava que todas elas alcançassem o Céu.

Contudo, ele também acreditava firmemente nas palavras de São Paulo aos Efésios.

Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 
Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.
Efésios 6, 11-12

A sua luta não foi contra adversários políticos ou indivíduos anti-católicos. O Padre Pio rezava claramente o Terço como uma “arma” contra os “espíritos malignos” do mundo, que andam “a rondar como um leão a rugir à procura [de alguém] para devorar” (1 Pedro 5, 8).

O Padre Pio não defendia uma cruzada física, nem desejava a morte dos seus opositores.

Ele simplesmente acreditava que há uma guerra espiritual em curso no mundo que é invisível aos olhos, e o Terço é uma das armas mais eficazes contra as forças demoníacas.

Fonte: Aletéia

São Padre Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

sábado, 27 de agosto de 2022

Que orações devemos fazer no fim do Terço?

Ruslan Grumble | Shutterstock


Além da Salve Rainha, você pode incluir estas outras orações

O Terço é uma bela oração e uma das devoções mais populares da Igreja Católica. Pode ser rezado de várias maneiras, e muitos perguntam sobre a melhor maneira de concluí-lo.

Como o Terço é uma oração devocional popular, contou com algumas adaptações ao longo dos séculos. De fato, existem algumas maneiras diferentes encerrá-lo. Entretanto, as seguintes orações são uma boa maneira de concluir a reza do Terço.

Orações finais do Terço

No final do Terço a oração mais recomendada é a Salve Rainha. Você pode rezar esta oração segurando a medalha que, geralmente, une a extensão do crucifixo aos mistérios.

Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! 
A Vós bradamos,os degredados filhos de Eva. 
A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei. 
E, depois deste desterro, nos mostrai Jesus, bendito fruto do Vosso ventre. 
Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. 
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 
Amém.

Depois da Salve Rainha, você também pode fazer outras orações. Uma das indicadas é a oração de São Miguel.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, 
sede o nosso refúgio contra as ciladas do demônio. 
Que Deus o repreenda – humildemente lhe pedimos –, 
e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, 
precipitai no Inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos 
que rondam o mundo em busca da ruína das almas. 
Amém.

Depois de qualquer oração devocional, muitos terminam o Terço com a seguinte invocação:

Ó Deus, cujo Filho unigênito, por Sua vida, morte e ressurreição, 
garantiu para nós as recompensas da salvação eterna; 
concedei, suplicamos-vos, que meditando nestes mistérios do 
Santíssimo Rosário da Bem-Aventurada Virgem Maria, 
imitemos o que contêm e alcancemos o que prometem. 
Por Cristo Nosso Senhor, Amém.

Termine o Rosário fazendo o Sinal da Cruz.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

domingo, 21 de agosto de 2022

Existe algum indício real de que Nossa Senhora foi Assunta aos céus?

Renata Sedmakova | Shutterstock

Ou o dogma da Assunção se baseia "somente" em premissas teológicas?

A Igreja celebra no dia 15 de agosto a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, uma data que comemora a sua gloriosa subida ao céu. Acontece que o dogma da Assunçãofoi proclamado em 1950 e a data da celebração é relativamente nova, muito embora tenha raízes já nos primeiros séculos da história da Igreja.

Que raízes, afinal, são essas? Existe algum indício real de que Nossa Senhora foi assunta aos céus? Ou será que o dogma da Assunção se baseia “somente” em premissas teológicas?

Alguns dados importantes: 

  • A Assunção de Nossa Senhora já era celebrada nos primeiros séculos da Igreja, evocando a crença de que Deus a elevou em corpo e alma ao céu ao final da sua vida terrena.
  • A propósito do que signifique exatamente esse “final da vida terrena”, existiu ao longo dos séculos a discussão sobre se Maria teria morrido ou sido elevada aos céus em vida.
  • Diante do mistério, as igrejas orientais preferem utilizar a expressão “Dormição de Maria”: para eles, Nossa Senhora havia dormido, não morrido, e assim foi assunta sem passar pela morte.
  • A Igreja, de fato, não especifica formalmente se Maria morreu do ponto de vista biológico. O dogma da Assunção, promulgado em 1º de novembro de 1950 mediante a constituição apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII, afirma que “a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.
  • O pe. José Antonio Fortea, exorcista espanhol mundialmente conhecido, afirma que esta ambiguidade na constituição apostólica é proposital: “Não foi coincidência; foi expressamente desejada. Como não havia unanimidade nesse tema e o que os dogmas expressam é a fé, optaram por deixá-lo ambíguo. A Igreja não se opôs às pessoas que disseram uma coisa nem às que disseram outra, sem chegar nunca a esclarecer o tema”.
  • O Papa São João Paulo II, por exemplo, considerava que Nossa Senhora morreu, sim, antes de ser assunta. Na catequese de 25 de junho de 1997, ele afirmou: “[O Papa Pio XII] não quis negar o fato da morte; apenas não julgou oportuno afirmar solenemente a morte da Mãe de Deus, como verdade que devesse ser admitida por todos os crentes. Refletindo sobre o destino de Maria e sobre a sua relação com o Filho divino, parece legítimo responder afirmativamente: dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe”.
  • O Catecismo da Igreja Católica, em seu número 966, reforça o que é essencial a respeito da Assunção: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos”.
  • Entendida a essência do dogma, não deixa de ser interessante compreender o seu nascimento. De acordo com São João Damasceno, o imperador romano Marciano solicitou, durante o Concílio de Calcedônia, no ano 451, que fosse buscado o corpo de Maria, Mãe de Deus. No entanto, o bispo de Jerusalém, São Juvenal, explicou que “Maria morreu na presença de todos os apóstolos, mas o seu túmulo, quando aberto a pedido de São Tomé, foi encontrado vazio; os apóstolos assim concluíram que o corpo tinha sido levado ao céu”.
  • A crença na Assunção de Maria se tornou uma tradição cada vez mais estendida, bem como matéria de frequente meditação nos escritos dos santos ao longo dos séculos. Cabe ressaltar, a propósito, o uso consagrado da voz passiva: Maria não ascendeu ao céu como Jesus, que o fez pelo próprio poder, mas sim foi assunta, enfatizando-se que ela foi elevada ao céu pelo poder de Deus.
  • Somente depois do transcurso de mais de mil e novecentos anos desde o tempo dos apóstolos é que a Igreja considerou que havia suficiente embasamento para que o dogma da Assunção pudesse finalmente ser decretado. A declaração do Papa Pio XII em 1950 é enfática:
Com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: 

a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

O decreto foi aprovado de antemão pelas dioceses do mundo inteiro e se baseia no exame de séculos de pensamento cristão e escritos de santos que dão um testemunho praticamente universal da Assunção.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

sábado, 16 de julho de 2022

Nossa Senhora do Carmo nos deu seu “cheirinho” pelo santo escapulário

© Jeffrey Bruno / ALETEIA
Imagem ilustrativa


Através do escapulário ela quer que nós, quando nos sentirmos amedrontados e ameaçados, nos apeguemos a esse sinal, pedindo: “Socorra-me, Mãe". 
E qual mãe não atende a um filho?

Écom grande alegria que, neste mês, festejamos Nossa Senhora do Carmo, Mãe do Santo Escapulário. “Carmo” vem do Monte Carmelo e é citada com muita clareza no Antigo Testamento, quando o profeta Elias subiu esse Monte e lá rezou e suplicou pela chuva, para cessar a grande seca que os assolava. Na sétima vez que o servo foi ao topo, avistou uma pequena nuvem no horizonte, e mandou dizer ao Rei Acab que atrelasse os cavalos no carro e descesse para que a chuva não o detivesse (cf. 1Rs 18,41-46).

Lá começa a espiritualidade, uma nuvenzinha do tamanho de uma mão humana que para muitos não significaria nada, mas para Elias que tinha fé, era Deus agindo. Muito cedo na patrística, os santos padres viram naquela cena a Virgem Maria. Para o povo de Israel, naquela ocasião veio a chuva depois de uma grande seca e, sobre Maria, a pequena nuvenzinha de Deus também ocasionou a maior de todas as chuvas, água viva trazida por Jesus Cristo, o Bendito fruto do Seu ventre.

Dificuldades e perseguições

Depois o Monte Carmelo foi meio esquecido, apesar de ser sempre um lugar de visitação, de recolhimento, de contemplação e o lugar do grande profeta Elias. Até que no século XII, tempo das Cruzadas na Idade Média, chegou ao Monte um grupo de eremitas, que lá se dedicaram à oração no recolhimento, num estilo de vida humilde e simples. Eles construíram uma pequena capela em homenagem à Nossa Senhora já no primeiro século.

Devido a perseguição aos cristãos na Terra Santa, e para fugir dos mulçumanos, o grupo de eremitas que vivia no Monte Carmelo foi obrigado a buscar refúgio na Europa. Ao chegarem na Inglaterra, encontraram Simão Stock, que também era eremita e se juntou a eles.

Outras dificuldades e perseguições externas e internas vieram. Simão Stock suplicou à Virgem Maria um sinal de proteção contra os inimigos da fé. Eis que, no momento de prece, ele teve uma visão de Nossa Senhora, que lhe deu um escapulário como promessa e sinal de proteção para todos aqueles que o usassem: 

“Ela lhe disse: 
‘Recebe, filho amado, este escapulário de tua Ordem, como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para os filhos do Carmelo. 
Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno. 
Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna!’”.

A partir dali a Ordem dos Carmelitas, que corria o risco de se extinguir, se fortaleceu e se propagou pelo mundo inteiro. Muitos importantes santos tiveram a espiritualidade carmelita, entre eles: Santa Teresa d’Ávila, Santa Teresa de Lisieux, Santa Teresa Benedita da Cruz e São João da Cruz.

Escapulário, um sinal

O santo escapulário é um sinal, a nuvenzinha para quem tem fé. É um pedaço do manto de Maria. Um sinal da mãe. Quantas crianças têm seu cheirinho, um paninho para dormir que, todos sabemos pela psicologia atual, é um porto seguro dos pequenos. É o cheiro da mãe, do berço, do aconchego, da confiança. Eu gosto de pensar que Nossa Senhora do Carmo nos deu seu cheirinho pelo santo escapulário, para que todos nós, quando nos sentirmos amedrontados e ameaçados, nos apeguemos a esse sinal pedindo: “Socorra-me Mãe. Sede-me propicia Mãe”. Me diga qual mãe não atende a um filho? Qual mãe não o socorre? Imagine Nossa Senhora.

Gosto de pensar assim, mas sei das implicações do uso do escapulário. Qualquer que seja a forma ou material, deve ter de um lado a imagem de Nossa Senhora do Carmo e do outro o Sagrado Coração de Jesus, para nos colocar no mistério de Nossa Senhora em Jesus Cristo. Exatamente para mostrar essa devoção a Cristo, por Maria.

O Escapulário é um sacramental, vem da palavra escapula, que também se refere para ser usado no pescoço. Nos lembra que é uma proteção, mas também um avental. É revestir-se para servir. São duas dimensões de uma mesma realidade: de um lado a Mãe que protege e, do outro, lembra sempre o eco daquilo que Nossa Senhora disse nas Bodas de Caná: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5).

Então, usemos esse avental para servir a Deus, a Igreja e aos mais pobres. Para fazer como fez Maria: em tudo a vontade do Senhor.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
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