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quarta-feira, 29 de março de 2023

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Quando caem as principais celebrações da Quaresma em 2023?

Thoom | Shutterstock

Fique por dentro do calendário litúrgico

Você já sabe: a Quaresma lembra o tempo Jesus passou no deserto, rezando e meditando. Depois de um período de jejum e penitência, celebra-se a Páscoa. Por isso, esse tempo é um tempo de preparação para a Ressurreição do Senhor.

Mas quando caem as principais celebrações da Quaresma e do Tríduo Pascal em 2023? 
Fique por dentro do calendário litúrgico:

Quarta-feira de Cinzas: 22 de fevereiro

A Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma. Na celebração, o padre traça uma cruz com cinza na testa de cada fiel. Trata-se de uma simbologia para lembrarmos de nossa conversão, de que somos pó e ao pó voltaremos.


Nesse dia o Católico DEVE fazer:

1. Jejum E
2. Abstinencia de Carne

Domingo de Ramos: 2 de abril

No Domingo anterior à Páscoa – 2 de abril, neste ano – a Igreja celebra o Domingo de Ramos. Os fiéis se reúnem antes da Missa e levam um ramo verde. Depois da bênção, entram na igreja em procissão para ouvir o Evangelho da Paixão, lembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Quinta-feira Santa: 6 de abril

A Quinta-feira Santa lembra a “Última Ceia” que Jesus compartilhou com seus apóstolos. Ele tomou o pão e o vinho e deu graças, instituindo, assim, o sacramento da Eucaristia. Também há o ritual do “Lava-pés”, que lembra a passagem em que Cristo lavou o pé dos discípulos. A Quaresma termina na Quinta-feira Santa, na Missa da Santa Ceia (que acontece pela manhã). Na tarde deste dia, já tem início o Tríduo Pascal.

Sexta-feira Santa: 7 de abril

Jesus morre na cruz, traído por Judas e abandonado por Pedro. É arrastado e sobe ao Calvário carregando a cruz. É o dia mais triste e sombrio para os fiéis.

Nesse dia o Católico DEVE fazer:

1. Jejum E
2. Abstinencia de Carne

Sábado de Aleluia: 8 de abril

Jesus repousa na tumba. É um dia de silêncio e reconhecimento em que se medita sobre a morte de Cristo na cruz e seu sepultamento. À noite, começa a Vigília Pascal, em que é celebrada a passagem da escuridão para a luz, ou seja, a vitória de Jesus sobre a morte.

Domingo de Páscoa: 9 de abril

Cristo ressuscitou! É a concretização das promessas feitas por Deus a seu povo. Assim, a festa da Páscoa é o ápice do calendário litúrgico cristão. É um dia de alegria, celebrado com Missa solene. O clero se veste de branco ou dourado, símbolos de alegria e luz.

Confira os horários de Missas, procissões e celebrações de sua paróquia. 
Participe e viva intensamente este período.

Fonte: Aleteia

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

sexta-feira, 24 de junho de 2022

O significado dos 5 símbolos presentes no desenho do Sagrado Coração de Jesus

CC


Coração fora do peito, cruz, chamas, coroa de espinhos e chaga

O clássico desenho do Sagrado Coração de Jesus nos apresenta 5 símbolos de profundo significado espiritual:

1 – O Sagrado Coração

Fora do peito, cercado de espinhos e ardendo em chamas, esta impressionante representação evoca o amor literalmente ardente e palpitante de Deus por nós, Seus filhos amados, criados por amor à Sua imagem e semelhança, respeitados em nossa liberdade a ponto de podermos até rejeitar a Deus, e remidos com Seu próprio Sangue porque Ele faz de tudo para nos oferecer a salvação e a reconciliação, mesmo quando O rejeitamos. Esta imagem grita que Ele nos ama até dar a vida, literalmente.

2 – As chamas

O Coração de Jesus arde em chamas, clássica imagem poética dos apaixonados. É um amor vivo e sempre atual, inextinguível. O fogo simboliza também o Espírito Santo, que aquece o nosso próprio coração com a Sua presença santificante.

3 – A cruz

Recorda a Paixão de Jesus por nós, vivida até o supremo sacrifício do calvário e da morte; uma cruz, porém, que se torna símbolo de vitória e vida, pois com ela foram derrotados o pecado e a morte eterna, vencidos pela luz infinita da Ressurreição.

4 – A coroa de espinhos

Além de evocar a coroação que Lhe foi feita durante a Paixão para caçoar da Sua divina realeza, os espinhos também simbolizam a nossa indiferença ao Seu amor, uma indiferença que O fere e magoa. São os espinhos de um amor que não é correspondido e que sofre.

5 – A chaga

A ferida no coração transpassado é mais um símbolo dos sofrimentos abraçados por Ele na cruz para nos remir, além de também ser o símbolo triunfante do Seu amor infinito por cada um de nós. 

“Fomos curados graças às Suas chagas”
 (Isaías 53,5).

Fonte: Aletéia

Hoje, Sexta-feira, por ser um dia enumerado entre as SOLENIDADES, não estamos obrigados a ABSTINÊNCIA DE CARNE.

Doce Coração de meu Jesus, 
fazei que eu vos ame cada vez mais.

terça-feira, 24 de maio de 2022

Aparições Marianas: o que são e qual o seu papel na vida cristã?

O apóstolo São Tiago e seus discípulos prestam culto a Nossa Senhora do Pilar. 
Pintura de Francisco Goya.

Embora não façam parte do “depósito da fé”, as aparições marianas reconhecidas pela Igreja constituem um chamado sobrenatural à conversão e à santificação pessoais.


O mês de maio é tradicionalmente dedicado a uma meditação mais fervorosa sobre os mistérios da Virgem Maria e do papel que ela ocupa na Igreja como mãe e advogada dos cristãos. Romarias, orações comunitárias do Santo Terço, novenas, Missas e outras manifestações de piedade para com a Mãe de Deus costumam acontecer em vários lugares. Trata-se de um carinho todo filial que os católicos procuram ofertar à Virgem, aquela que nos trouxe a salvação, a "Mãe de meu Senhor", como diria Santa Isabel (cf. Lc 1, 43).

Maio é também o mês em que nossos olhares se voltam para a cidade de Fátima, em Portugal, onde há cem anos a Virgem Maria aparecia a três criancinhas, os videntes Francisco, Jacinta e Lúcia, pedindo-lhes que rezassem pela conversão dos pecadores e pelo triunfo de Seu Imaculado Coração. Ainda hoje, os famosos segredos de Fátima são causa de muita especulação e curiosidade dentro e fora da Igreja.

A pergunta que queremos responder hoje, no entanto, é esta: de que maneira os fiéis católicos podem prestar maiores homenagens à Virgem Santíssima, a partir de aparições como as de Fátima e tantas outras já testemunhadas na história da Igreja?

O papel e o limite das "revelações privadas"

Os eventos de Fátima, assim como as demais aparições da Virgem Maria, pertencem àquele gênero de revelações que a Igreja chama de "privadas". Na definição de alguns teólogos, essas revelações consistem em uma "manifestação visível de um ser cuja visão naquele lugar ou naquele momento é inusitada e inexplicável segundo o curso natural das coisas". Uma vez que não fazem parte do depósito da fé, nenhum católico é obrigado a aceitá-las com o obséquio da fé, embora sejamos docilmente convidados a "discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja". Como resume o Catecismo, o papel delas "não é 'aperfeiçoar' ou 'completar' a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história".

A Igreja age com salutar prudência todas as vezes que uma "revelação privada" surge.

É preciso que todos os fiéis tenham muito claras essas noções, a fim de que não caiam ingenuamente em radicalismos e falsos messianismos, como sói acontecer em muitas ocasiões. A credulidade excessiva em muitas "profecias" e "revelações" — que, aliás, nem sequer foram ainda reconhecidas pela Igreja — pode incorrer num grave pecado contra a fé, conforme o que já alertava São João: "Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo" (1 Jo 4, 1).

A Igreja age com salutar prudência todas as vezes que uma "revelação privada" surge. Essa atitude se justifica por razões teológicas e pastorais. Imaginem como seria danoso a uma comunidade descobrir, após grandes manifestações de adesão, que uma determinada "revelação" ou "mensagem celestial" não passava de charlatanismo. Ou ainda as consequências nocivas que tais "revelações" podem acarretar à obediência e à credibilidade da Igreja — especialmente por causa da grande repercussão que esses assuntos ganham pelos meios de comunicação —, quando pretendem "ultrapassar ou corrigir a Revelação de que Cristo é a plenitude".

No que precisa crer o fiel católico? Na Revelação de Deus, encerrada com a morte do último apóstolo, e transmitida pela Igreja, quer por via oral, quer por escrito. Assim se expressou o Sagrado Concílio Vaticano I:

Deve-se, pois, crer com fé divina e católica todas as coisas que estão contidas na Palavra de Deus escrita ou transmitida pela Tradição, e que, pela Igreja, quer em declaração solene, quer pelo Magistério ordinário e universal, nos são propostas a ser cridas como reveladas por Deus.

Isso significa que o objeto material da fé católica corresponde àquilo que está exposto nas Sagradas Escrituras, nos símbolos apostólicos — os doze artigos do Credo — e no ensinamento perene da Igreja. Duas são as fontes da divina Revelação: a Tradição e as Sagradas Escrituras. Ambas constituem o depósito da fé, cuja tutela e interpretação são de responsabilidade do Magistério da Igreja.

No caso dos dogmas, por sua vez, somos obrigados a acolhê-los diligentemente porque, ao contrário dos protestantes, nossa fé não se fundamenta em juízos particulares, mas no juízo dos pastores, que são assistidos pelo poder do Espírito Santo e, que, portanto, não se enganam. Conforme explica o padre Royo Marín, "isso se dá porque não podemos ter certeza de que conhecemos e acolhemos o autêntico testemunho de Deus a não ser pela luz profética (que ilumina somente aqueles que recebem diretamente a divina revelação) ou pela proposição infalível da Igreja" [5]. Essas proposições podem manifestar-se de dois modos: por uma declaração solene de um Papa ou de um Concílio — a chamada declaração ex cathedra — ou por meio do Magistério ordinário e universal — ou seja, o ensinamento comum feito pelo Papa e pelos bispos reunidos a ele daquilo que é a fé de sempre da Igreja: "quod ubique, quod semper, quod ab omnibus — o que [foi crido] em todo lugar, sempre e por todos", diria São Vicente Lérins.

Com relação à Virgem Maria, quatro dogmas já foram solenemente proclamados: a Maternidade Divina, a Virgindade Perpétua, a Imaculada Conceição e a Assunção. Ao fiel católico já não é permitido questionar nenhum desses dogmas, sob pena de cair em graves heresias, porque "recusar fé a uma só doutrina da Igreja é não possuir fé" [7]. Existem, por outro lado, as piedosas opiniões, que nada mais são do que "uma verdade admitida pela Igreja desde tempo imemorial, mas ainda não declarada como revelada por Deus" [8]. É o caso da "mediação universal" de Maria e da sua "corredenção".

Como discernir as aparições marianas

A primeira aparição mariana de que se tem notícia é a de Zaragoza, Espanha, ainda nos tempos apostólicos. Os relatos dão conta de que Nossa Senhora aparecera a São Tiago para confortá-lo acerca da conversão dos espanhóis, que se mostrava muito difícil. Essa aparição deu origem ao título de Nossa Senhora do Pilar, proclamada padroeira da Espanha.

Basicamente, as aparições marianas sempre tiveram uma conotação apologética. Na maior parte de suas mensagens, a Virgem pede por uma conversão dos costumes e pela reparação às ofensas contra Seu Filho Jesus, num contexto em que algum artigo da sã doutrina cristã se encontra visivelmente ameaçado. Como citamos anteriormente, o papel das "revelações privadas", quando verdadeiras, é fazer com que o depósito da fé seja acolhido e vivido "mais plenamente, numa determinada época da história". Não se trata de uma nova revelação ou dogma, mas de um incentivo a uma vida mais coerente com o Evangelho revelado. É por isso que a Igreja também alerta para o risco daquele racionalismo crítico que faz "duvidar até das revelações privadas aprovadas pela Igreja [...], que, sem pertencer ao depósito da revelação nem ser objeto de fé divina, seria presunçoso e temerário rechaçar".

Com o decorrer dos séculos e a repercussão que esse tipo de fenômeno costuma ter, sobretudo com a participação dos meios de comunicação, a Santa Sé decidiu elencar alguns requisitos básicos para o reto discernimento das aparições, que levam em consideração aspectos positivos e negativos, "a fim de que a devoção suscitada entre os fiéis por acontecimentos deste tipo possa manifestar-se no respeito da plena comunhão com a Igreja e dar frutos, dos quais a própria Igreja possa discernir em seguida a verdadeira natureza dos acontecimentos". Ei-los aqui:

Quando a Autoridade eclesiástica for informada sobre uma presumível aparição ou revelação, será sua tarefa:

a) em primeiro lugar, julgar sobre o fato segundo critérios positivos e negativos (cf. infra, n. I);

b) em seguida, se este exame chegar a uma conclusão favorável, permitir algumas manifestações públicas de culto ou de devoção, prosseguindo na vigilância sobre elas com grande prudência (isto equivale à fórmula: «pro nunc nihil obstare»);

c) finalmente, à luz do tempo transcorrido e da experiência, com especial relação à fecundidade dos frutos espirituais gerados pela nova devoção, expressar um juízo de veritate et supernaturalitate, se o caso o exigir.

É fundamental que haja o devido respeito a essas normas para que não se crie o risco de divisão no seio da comunidade. De fato, o diabo pode muito bem aproveitar-se da inocência de alguns fiéis, como já aconteceu inúmeras vezes, inculcando-lhes falsas mensagens celestiais, que perturbam a ordem do culto a Deus. Além disso, os videntes não são pessoas infalíveis, de modo que as mensagens que eles recebem correm o risco de se confundirem com os seus próprios pensamentos. É a autoridade da Igreja que pode julgar com segurança esses fatos.

No final do século XIX e início do século XX, Maria visitou-nos com espantosa regularidade. Medalha Milagrosa, La Salette, Lourdes e Fátima constituem como que o ápice dessas visitas, cuja mensagem era uma só: reparação e conversão. Os frutos benéficos produzidos por essas mesmas aparições ainda hoje podem ser vistos e colhidos, de tal forma que os próprios Romanos Pontífices se referem a eles em suas exortações e programas de pontificado. É, portanto, muito salutar que os fiéis abram os ouvidos ao testemunho das aparições marianas, segundo o critério da Madre Igreja, com vistas para uma autêntica renovação dos costumes e um vigoroso crescimento na fé.


Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

sábado, 21 de maio de 2022

O alerta de Maria para o Brasil


A Mãe do Senhor, sob o título de Nossa Senhora das Graças, visitou o Brasil na década de 1930, aparecendo para duas jovenzinhas num sítio no interior de Pernambuco. Uma das videntes, a Irmã Adélia, faleceu no dia 13 de outubro p.p., contudo, a mensagem a ela transmitida pela Virgem Santíssima continua atual e oportuna.

Em perfeita consonância com as suas demais aparições, a Senhora das Graças preveniu as jovens de que três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Ora, a situação da sociedade brasileira não deixa margem para dúvida de que a Senhora estava certa. O país está cada mais mergulhado no ideal socialista e no marxismo cultural.

Felizmente, além de alertar para o perigo, a Virgem Santíssima ofereceu também o remédio: oração e penitência. Portanto, que todos A obedeçam intensificando as súplicas e os atos de reparação para evitar que a chaga do comunismo se abata definitivamente nesta Terra de Santa Cruz.


Nossa Senhora, rogai por nós!

domingo, 15 de maio de 2022

4 pedidos simples e claros de Nossa Senhora em Fátima

Immaculate | Shutterstock


Um deles é uma simples e poderosa oração para rezarmos durante o terço


O pe. Gabriel Vila Verde aproveitou esta festa de Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio de 2022, para recordar, em sua rede social, 4 pedidos simples e claros que ela nos fez em suas aparições em Portugal.

Sem mais delongas, aqui vão esses pedidos de Nossa Senhora de Fátima aos católicos:

“Disse Nossa Senhora em Fátima:

1 – Rezai o Terço todos os dias.

2 – Rezai, rezai muito!

3 – E fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o Inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas.

4 – Quando rezardes o Terço, dizei depois de cada mistério: 

‘Ó meu bom Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno. 
Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem’.

Viva Nossa Senhora de Fátima!!!”

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

sábado, 2 de abril de 2022

Orientações do EXORCISTA 2: Pe. Roberto


VIRTUDES

- OBEDIENCIA

1. Dócil ao Espírito
2. Obediência as Escrituras 
(Ler a Bíblia, Meditar, Orar, Contemplar)
3. Obediência a Vida de Oração 
(Escuta de Deus)
4. Viver em Estado de Graça

- PUREZA
- HUMILDADE

SACRAMENTAIS

- Oração
- Jejum
- Água Benta (com Sal)




Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

terça-feira, 29 de março de 2022

O Papa: "A confissão é secreta, do começo ao fim"


Papa Francisco confessando

"O diálogo confessional está vinculada pelo sigilo, é secreto do começo ao fim, e o diálogo de acompanhamento espiritual é reservado, embora de forma diferente". 
Palavras do Papa Francisco os participantes do Curso do Tribunal da Penitenciaria Apostólica sobre o Foro Interno. 
Este ano conta com 800 participantes que aprofundam o Sacramento da Confissão

Jane Nogara - Vatican News

O Papa Francisco recebeu nesta manhã (25) os participantes do Curso do Tribunal da Penitenciaria Apostólica sobre o Foro Interno organizado na sua 32ª edição. Este ano conta com 800 participantes que aprofundam o Sacramento da Confissão. “Isto é um bom sinal” disse Francisco “porque hoje em dia uma mentalidade generalizada tem dificuldade de entender a dimensão sobrenatural, ou até mesmo quer negá-la”.

Depois de recomendar os presentes a lerem com atenção a “Nota sobre o foro interno e a inviolabilidade do sigilo sacramental”, documento publicado em 2019, o Papa disse que o documento ajuda a “redescobrir o quanto seja precioso e necessário o ministério da Reconciliação”.

Ecologia espiritual do mundo

Ao falar sobre o sacramento da Reconciliação o Papa destacou com veemência que “o perdão é um direito humano”. Explicando “é um ‘direito’ no sentido de que Deus, no Mistério Pascal de Cristo, o deu total e irreversivelmente a toda pessoa disposta a aceitá-lo, com um coração humilde e arrependido. Ao dispensar generosamente o perdão de Deus, nós confessores colaboramos na cura dos homens e do mundo”.

“Cooperamos na realização desse amor e paz pelos quais todo coração humano anseia tão intensamente; contribuímos, se me permitem dizer, para uma ‘ecologia’ espiritual do mundo”

Acolhida, escuta, acompanhamento e alegria

Ao sugerir alguns pontos de reflexão, Francisco focalizou três palavras-chave: acolhida, escuta, acompanhamento. “Três dimensões essenciais – afirmou - do ministério do confessor; três faces do amor, às quais devemos acrescentar a alegria, que sempre o acompanha”. “A acolhida deve ser a primeira característica do confessor”, afirmando:

“A acolhida é a medida da caridade pastoral, que é amadurecida no caminho da formação para o sacerdócio, e é rica em frutos tanto para o penitente como para o próprio confessor, que vive sua paternidade, como o pai do filho pródigo, cheio de alegria com o retorno de seu filho”

A escuta

“O segundo elemento é a escuta”, continuou o Papa. “Escutar - como sabemos - é mais do que ouvir. Requer uma disposição interior feita de atenção, vontade, paciência”. E advertiu, “se, enquanto o outro está falando, você já está pensando no que dizer, o que responder, então você não está ouvindo a ele ou ela, mas a si mesmo”.

“A escuta é uma forma de amor que faz a outra pessoa sentir-se verdadeiramente amada”

Aprofundando o momento da escuta com o penitente o Papa disse ainda: 

“A escuta implica uma espécie de esvaziamento: esvaziar-me de mim mesmo para acolher o outro. 
É um ato de fé no poder de Deus e na tarefa que o Senhor nos confiou. 
É somente pela fé que irmãos e irmãs abrem seus corações ao confessor; portanto, eles têm o direito de serem ouvidos com fé, e com aquela caridade que o Pai reserva para seus filhos. 
E isso gera alegria!”

Acompanhamento

Por fim o Santo Padre falou sobre a terceira palavra-chave é acompanhamento. E recordou que “o confessor não decide no lugar dos fiéis, ele não é o mestre da consciência da outra pessoa. O confessor simplesmente acompanha, com toda a prudência, discernimento e caridade de que é capaz, o reconhecimento da verdade e da vontade de Deus na experiência concreta do penitente”. Chamando a atenção para que se saiba distinguir o “diálogo confessional” propriamente dito, que está vinculada pelo sigilo e é secreto do começo ao fim, do “diálogo de acompanhamento espiritual”, que também é reservado, embora de uma forma diferente. “O confessor”, continuou o Papa falando sobre o acompanhamento, “tem sempre como objetivo o chamado universal à santidade e o acompanha discretamente na sua direção”.

“Acompanhar significa cuidar da outra pessoa, caminhar junto com ela. 
Não basta indicar uma meta se não se há disposição de fazer nem mesmo um trecho de estrada juntos”

Recomendação

Concluindo seu encontro com os participantes do Curso, Francisco deixou algumas preciosas recomendações aos confessores:

“Vão de boa-vontade ao confessionário, acolham, escutem, acompanhem, sabendo que todos, mas realmente todos, precisam de perdão, isto é, sentir-se amados como filhos de Deus Pai. 
As palavras que dizemos: 
‘Eu te absolvo de seus pecados’ também significam "você, irmão, irmã, é precioso, precioso para Deus; é bom ter você conosco". 
E este é um remédio muito poderoso para a alma, e também para a psique de todos".


Nossa Senhora, Rainha dos Confessores, rogai por nós!

sexta-feira, 11 de março de 2022

SALMO 22

Sofrimento e esperanças do Justo


"1.Ao mestre de canto. Segundo a melodia “A corça da aurora”. Salmo de Davi. 

2.Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? 
E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?* 
3.Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis; 
imploro de noite e não me atendeis.

4.Entretanto, vós habitais em vosso santuário, 
vós que sois a glória de Israel. 
5.Nossos pais puseram sua confiança em vós, 
esperaram em vós e os livrastes. 
6.A vós clamaram e foram salvos; 
confiaram em vós e não foram confundidos. 

7.Eu, porém, sou um verme, não sou homem, 
o opróbrio de todos e a abjeção da plebe. 
8.Todos os que me vêem zombam de mim; 
dizem, meneando a cabeça: 
9.“Esperou no Senhor, pois que ele o livre, 
que o salve, se o ama”.* 

10.Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe 
e, seguro, me fizestes repousar em seu seio. 
11.Eu vos fui entregue desde o meu nascer, 
desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus. 
12.Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; 
vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude. 

13.Cercam-me touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã; 
14.contra mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata. 

15.Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; 
meu coração tornou-se como cera e derrete-se nas minhas entranhas. 
16.Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte. 

17.Sim, rodeia-me uma malta de cães, 
cerca-me um bando de malfeitores. 
Traspassaram minhas mãos e meus pés: 
18.poderia contar todos os meus ossos. 
Eles me olham e me observam com alegria, 
19.repartem entre si as minhas vestes, 
e lançam sorte sobre a minha túnica.* 

20.Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; 
ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. 
21.Livrai da espada a minha alma, e das garras dos cães a minha vida. 
22.Salvai-me a mim, mísero, das fauces do leão e dos chifres dos búfalos. 

23.Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, 
e vos louvarei no meio da assembleia.* 
24.“Vós que temeis o Senhor, louvai-o; 
vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; 
temei-o, todos vós, estirpe de Israel, 

25.porque ele não rejeitou nem desprezou a miséria do infeliz, 
nem dele desviou a sua face, mas o ouviu, quando lhe suplicava.” 

26.De vós procede o meu louvor na grande assembleia, 
cumprirei meus votos na presença dos que vos temem. 
27.Os pobres comerão e serão saciados; 
louvarão o Senhor aqueles que o procuram: 
“Vivam para sempre os nossos corações”. 

28.Hão de se lembrar do Senhor e a ele se converter todos os povos da terra; 
e diante dele se prostrarão todas as famílias das nações, 
29.porque a realeza pertence ao Senhor e ele impera sobre as nações. 
30.Todos os que dormem no seio da terra o adorarão; 
diante dele se prostrarão os que retornam ao pó. 
31.Para ele viverá a minha alma, há de servi-lo minha descendência. 
Ela falará do Senhor às gerações futuras e proclamará sua justiça ao povo que vai nascer: “Eis o que fez o Senhor”.*"


Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quarta-feira, 2 de março de 2022

Quaresma: por que o peixe não é considerado “carne”?

Shutterstock-Prostock-studio


E por que não podemos comer frango, se podemos comer peixe?


Jesus jejuou durante 40 dias e morreu em uma sexta-feira. Por isso, embora algumas pessoas decidam não comer carne durante toda a Quaresma, as sextas-feiras são os dias mais importantes. Antigamente, em alguns países católicos, em todas as sextas-feiras do ano só se consumia peixe.

É preciso recordar que esta abstinência de carne é feita para honrar o sacrifício do Senhor ao morrer na cruz para limpar nossos pecados.

Carne vermelha

Desde a antiguidade, a carne vermelha foi símbolo de opulência e celebração. Por isso, consumi-la durante a Quaresma não combinaria com o sentimento de penitência e humildade desta época litúrgica.

Em sua “Suma Teológica”, São Tomás de Aquino explica que o consumo de carne vermelha também dá mais prazer, já que ela é mais saborosa. Abster-se dela seria demonstração de um grande sacrifício.

“Ah, então são apenas as carnes vermelhas que são proibidas”, pensarão alguns. Não, o frango – que é carne branca – também não é permitido na Quaresma. Mas por que então o peixe está liberado?

Frango

Como escreveu São Paulo, “Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes” (I Coríntios 15, 39).

Neste sentido, São Tomás de Aquino adverte que o frango também proporciona prazer. Talvez não tanto quanto o da carne vermelha, mas ele é um animal de “sangue quente” e da terra, diferenciando-se do peixe.

“O jejum foi instituído pela Igreja com a finalidade de frear as concupiscências da carne, que considera os prazeres do tato relacionados à comida e ao sexo. Portanto, a Igreja proibiu aos que jejuam os alimentos que dão mais prazer ao paladar, além de serem um incentivo à luxúria. Tais são as carnes dos animais que tomam seu descanso na terra e os seus derivados, como o leite e os ovos das aves”.

Não obstante, com o passar dos anos, a Igreja foi flexibilizando esta regra. Em alguns países, a carne de capivara, por exemplo, é permitida, já que a Igreja a considera como carne de peixe, apesar de ela ser um mamífero aquático.

Frutos do mar

E em relação aos frutos do mar, como moluscos e crustáceos? Alguns membros do clero acreditam que a ostra e a lagosta devem ficar fora da lista de carnes permitidas na Quaresma, já que, embora aquáticas, também estão associadas ao luxo e ao extremo prazer.

Quanto aos derivados animais (ovos, leite e queijo), também há divergências dentro da Igreja. Alguns os consideram pertinentes, pois não são o animal em si. Mas outros dizem que é preferível substituí-los.

Regra

Em resumo: a carne permitida às sextas-feiras da Quaresma (e na Quarta-feira de Cinzas) é aquela que provém do mar, dos lagos e dos rios, com algumas exceções. Assim como Jesus deu sua carne e sangue por nós, jejuar é uma mostra de gratidão.

Explicado isso, é importante dizer que, embora o peixe possa ser consumido, seu preparo deve ser simples. Os doentes, crianças menores de 14 anos, pessoas com problemas mentais, mulheres que amamentam e aqueles que têm restrições alimentares podem descumprir a norma.

Apesar de não ser um mandamento, abster-se de certos gostos gastronômicos nos proporciona um senso de humildade, abnegação, agradecimento e penitência. É uma maneira de recordar e viver o tempo da Quaresma em verdadeira preparação para a Páscoa.

Fonte: Aletéia

Jejum E Abstinência de Carne é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa!

Veja mais:




Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
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