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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Ministério de Catequista


Ontem a Igreja Católica celebrou o Dia do Catequista e esse ano de maneira especial pois o Santo Padre instituiu o Ministério de Catequista.


Leia a Carta Apostólica do Papa sobre o Ministério:



CARTA APOSTÓLICA

SOB FORMA DE «MOTU PROPRIO»

DO SUMO PONTÍFICE
FRANCISCO

ANTIQUUM MINISTERIUM

PELA QUAL SE INSTITUI O
MINISTÉRIO DE CATEQUISTA



1. MINISTÉRIO ANTIGO é o de Catequista na Igreja. Os teólogos pensam, comumente, que se encontram os primeiros exemplos já nos escritos do Novo Testamento. A primeira forma, germinal, deste serviço do ensinamento achar-se-ia nos «mestres» mencionados pelo apóstolo Paulo ao escrever à comunidade de Corinto: «E aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, há o dom dos milagres, depois o das curas, o das obras de assistência, o de governo e o das diversas línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Fazem todos milagres? Possuem todos o dom das curas? Todos falam línguas? Todos as interpretam? Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros» (1 Cor 12, 28-31).

O próprio Lucas afirma, na abertura do seu Evangelho: «Resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los [os factos que entre nós se consumaram] a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído» (Lc 1, 3-4). O evangelista parece bem ciente de estar a fornecer, com os seus escritos, uma forma específica de ensinamento que permite dar solidez e vigor a quantos já receberam o Batismo. E voltando ao mesmo tema, o apóstolo Paulo recomenda aos Gálatas: «Mas quem está a ser instruído na Palavra esteja em comunhão com aquele que o instrui, em todos os bens» (Gal 6, 6). Como se vê, o texto acrescenta uma peculiaridade fundamental: a comunhão de vida como caraterística da fecundidade da verdadeira catequese recebida.

2. Desde os seus primórdios, a comunidade cristã conheceu uma forma difusa de ministerialidade, concretizada no serviço de homens e mulheres que, obedientes à ação do Espírito Santo, dedicaram a sua vida à edificação da Igreja. Os carismas, que o Espírito nunca deixou de infundir nos batizados, tomaram em certos momentos uma forma visível e palpável de serviço à comunidade cristã nas suas múltiplas expressões, chegando ao ponto de ser reconhecido como uma diaconia indispensável para a comunidade. E assim o interpreta o apóstolo Paulo, com a sua autoridade, quando afirma: «Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo; há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum. A um é dada, pela ação do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Tudo isto, porém, o realiza o único e o mesmo Espírito, distribuindo a cada um, conforme lhe apraz» (1 Cor 12, 4-11).

Por conseguinte é possível reconhecer, dentro da grande tradição carismática do Novo Testamento, a presença concreta de batizados que exerceram o ministério de transmitir, de forma mais orgânica, permanente e associada com as várias circunstâncias da vida, o ensinamento dos apóstolos e dos evangelistas (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, 8). A Igreja quis reconhecer este serviço como expressão concreta do carisma pessoal, que tanto favoreceu o exercício da sua missão evangelizadora. Olhar para a vida das primeiras comunidades cristãs, que se empenharam na difusão e progresso do Evangelho, estimula também hoje a Igreja a perceber quais possam ser as novas expressões para continuarmos a permanecer fiéis à Palavra do Senhor, a fim de fazer chegar o seu Evangelho a toda a criatura.

3. Toda a história da evangelização destes dois milénios manifesta, com grande evidência, como foi eficaz a missão dos catequistas. Bispos, sacerdotes e diáconos, juntamente com muitos homens e mulheres de vida consagrada, dedicaram a sua vida à instrução catequética, para que a fé fosse um válido sustentáculo para a existência pessoal de cada ser humano. Além disso, alguns reuniram à sua volta outros irmãos e irmãs, que, partilhando o mesmo carisma, constituíram Ordens religiosas totalmente dedicadas ao serviço da catequese.

Não se pode esquecer a multidão incontável de leigos e leigas que tomaram parte, diretamente, na difusão do Evangelho através do ensino catequístico. Homens e mulheres, animados por uma grande fé e verdadeiras testemunhas de santidade, que, em alguns casos, foram mesmo fundadores de Igrejas, chegando até a dar a sua vida. Também nos nossos dias, há muitos catequistas competentes e perseverantes que estão à frente de comunidades em diferentes regiões, realizando uma missão insubstituível na transmissão e aprofundamento da fé. A longa série de Beatos, Santos e Mártires catequistas que marcou a missão da Igreja, merece ser conhecida, pois constitui uma fonte fecunda não só para a catequese, mas também para toda a história da espiritualidade cristã.

4. A partir do Concílio Ecuménico Vaticano II, a Igreja apercebeu-se, com renovada consciência, da importância do compromisso do laicado na obra de evangelização. Os Padres conciliares reafirmaram várias vezes a grande necessidade que há, tanto para a implantação da Igreja como para o crescimento da comunidade cristã, do envolvimento direto dos fiéis leigos nas várias formas em que se pode exprimir o seu carisma. «É digno de elogio aquele exército com tantos méritos na obra das missões entre pagãos, o exército dos catequistas, homens e mulheres, que, cheios do espírito apostólico, prestam com grandes trabalhos uma ajuda singular e absolutamente necessária à expansão da fé e da Igreja. Hoje em dia, em razão da escassez de clero para evangelizar tão grandes multidões e exercer o ministério pastoral, o ofício dos catequistas tem muitíssima importância» (Conc. Ecum. Vat. II, Decr. Ad gentes, 17).

A par do rico ensinamento conciliar, é preciso referir o interesse constante dos Sumos Pontífices, do Sínodo dos Bispos, das Conferências Episcopais e dos vários Pastores, que, no decorrer destas décadas, imprimiram uma notável renovação à catequese. O Catecismo da Igreja Católica, a Exortação apostólica Catechesi tradendae, o Diretório Catequístico Geral, o Diretório Geral da Catequese, o recente Diretório da Catequese, juntamente com inúmeros Catecismos nacionais, regionais e diocesanos são expressão do valor central da obra catequística, que coloca em primeiro plano a instrução e a formação permanente dos crentes.

5. Sem diminuir em nada a missão própria do Bispo – de ser o primeiro Catequista na sua diocese, juntamente com o presbitério que partilha com ele a mesma solicitude pastoral – nem a responsabilidade peculiar dos pais relativamente à formação cristã dos seus filhos (cf. CIC cân. 774 §2; CCEO cân. 618), é necessário reconhecer a presença de leigos e leigas que, em virtude do seu Batismo, se sentem chamados a colaborar no serviço da catequese (cf. CIC cân. 225; CCEO câns. 401 e 406). Esta presença torna-se ainda mais urgente nos nossos dias, devido à renovada consciência da evangelização no mundo contemporâneo (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 163-168) e à imposição duma cultura globalizada (cf. Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 100.138), que requer um encontro autêntico com as jovens gerações, sem esquecer a exigência de metodologias e instrumentos criativos que tornem o anúncio do Evangelho coerente com a transformação missionária que a Igreja abraçou. Fidelidade ao passado e responsabilidade pelo presente são as condições indispensáveis para que a Igreja possa desempenhar a sua missão no mundo.

Despertar o entusiasmo pessoal de cada batizado e reavivar a consciência de ser chamado a desempenhar a sua missão na comunidade requer a escuta da voz do Espírito que nunca deixa faltar a sua presença fecunda (cf. CIC cân. 774 §1; CCEO cân. 617). O Espírito chama, também hoje, homens e mulheres para irem ao encontro de tantas pessoas que esperam conhecer a beleza, a bondade e a verdade da fé cristã. É tarefa dos Pastores sustentar este percurso e enriquecer a vida da comunidade cristã com o reconhecimento de ministérios laicais capazes de contribuir para a transformação da sociedade através da «penetração dos valores cristãos no mundo social, político e económico» (Evangelii gaudium, 102).

6. O apostolado laical possui, indiscutivelmente, uma valência secular. Esta exige «procurar o Reino de Deus, tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 31). A sua vida diária é tecida de encontros e relações familiares e sociais, o que permite verificar como «são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que, só por meio deles, ela pode ser o sal da terra» (Lumen gentium, 33). Entretanto é bom recordar que, além deste apostolado, «os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da Hierarquia, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor» (Lumen gentium, 33).

No entanto, a função peculiar desempenhada pelo Catequista especifica-se dentro doutros serviços presentes na comunidade cristã. Com efeito, o Catequista é chamado, antes de mais nada, a exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé que se desenvolve nas suas diferentes etapas: desde o primeiro anúncio que introduz no querigma, passando pela instrução que torna conscientes da vida nova em Cristo e prepara de modo particular para os sacramentos da iniciação cristã, até à formação permanente que consente que cada batizado esteja sempre pronto «a dar a razão da sua esperança a todo aquele que lha peça» (cf. 1 Ped 3, 15). O Catequista é simultaneamente testemunha da fé, mestre e mistagogo, acompanhante e pedagogo que instrui em nome da Igreja. Uma identidade que só mediante a oração, o estudo e a participação direta na vida da comunidade é que se pode desenvolver com coerência e responsabilidade (cf. Cons. Pont. para a Promoção da Nova Evangelização, Diretório da Catequese, 113).

7. Com grande clarividência, São Paulo VI emanou a Carta apostólica Ministeria quaedam tendo em vista não só adaptar ao novo momento histórico os ministérios de Leitor e Acólito (cf. Carta ap. Spiritus Domini), mas também pedir às Conferências Episcopais para promoverem outros ministérios, entre os quais o de Catequista: «Além destes ministérios comuns a toda a Igreja Latina, nada impede que as Conferências Episcopais peçam outros à Sé Apostólica, se, por motivos particulares, julgarem a sua instituição necessária ou muito útil na sua região. Tais são, por exemplo, as funções de Ostiário, de Exorcista e de Catequista». O mesmo instante convite voltava na Exortação apostólica Evangelii nuntiandi, quando, ao pedir para saber ler as exigências atuais da comunidade cristã numa continuidade fiel com as origens, exortava a encontrar novas formas ministeriais para uma pastoral renovada: «Tais ministérios, novos na aparência mas muito ligados a experiências vividas pela Igreja ao longo da sua existência – por exemplo, o de Catequista (…) – , são preciosos para a implantação, a vida e o crescimento da Igreja e para a sua capacidade de irradiar a própria mensagem à sua volta e para aqueles que estão distantes» (São Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 73).

Com efeito, não se pode negar que «cresceu a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja. Embora não suficiente, pode-se contar com um numeroso laicado, dotado de um arreigado sentido de comunidade e uma grande fidelidade ao compromisso da caridade, da catequese, da celebração da fé» (Evangelii gaudium, 102). Por conseguinte, receber um ministério laical como o de Catequista imprime uma acentuação maior ao empenho missionário típico de cada um dos batizados que, no entanto, deve ser desempenhado de forma plenamente secular, sem cair em qualquer tentativa de clericalização.

8. Este ministério possui uma forte valência vocacional, que requer o devido discernimento por parte do Bispo e se evidencia com o Rito de instituição. De facto, é um serviço estável prestado à Igreja local de acordo com as exigências pastorais identificadas pelo Ordinário do lugar, mas desempenhado de maneira laical como exige a própria natureza do ministério. Convém que, ao ministério instituído de Catequista, sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna, recebam a devida formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica, para ser solícitos comunicadores da verdade da fé, e tenham já maturado uma prévia experiência de catequese (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Decr. Christus Dominus, 14; CIC cân. 231 §1; CCEO cân. 409 §1). Requer-se que sejam colaboradores fiéis dos presbíteros e diáconos, disponíveis para exercer o ministério onde for necessário e animados por verdadeiro entusiasmo apostólico.

Assim, depois de ter ponderado todos os aspetos, em virtude da autoridade apostólica,

instituo

o ministério laical de Catequista.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos providenciará, dentro em breve, a publicação do Rito de Instituição do ministério laical de Catequista.

9. Convido, pois, as Conferências Episcopais a tornarem realidade o ministério de Catequista, estabelecendo o iter formativo necessário e os critérios normativos para o acesso ao mesmo, encontrando as formas mais coerentes para o serviço que estas pessoas serão chamadas a desempenhar em conformidade com tudo o que foi expresso por esta Carta Apostólica.

10. Os Sínodos das Igrejas Orientais ou as Assembleias dos Hierarcas poderão receber quanto aqui estabelecido para as respetivas Igrejas sui iuris, com base no próprio direito particular.

11. Os Pastores não cessem de abraçar esta exortação que lhes recordavam os Padres conciliares: «Sabem que não foram instituídos por Cristo para se encarregarem por si sós de toda a missão salvadora da Igreja para com o mundo, mas que o seu cargo sublime consiste em pastorear de tal modo os fiéis e de tal modo reconhecer os seus serviços e carismas, que todos, cada um segundo o seu modo próprio, cooperem na obra comum» (Lumen gentium, 30). O discernimento dos dons que o Espírito Santo nunca deixa faltar à sua Igreja seja para eles o apoio necessário para tornar concreto o ministério de Catequista para o crescimento da própria comunidade.

Quanto estabelecido por esta Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, ordeno que tenha vigor firme e estável, não obstante qualquer coisa em contrário ainda que digna de menção particular, e que seja promulgado mediante publicação no jornal L’Osservatore Romano, entrando em vigor no mesmo dia, e publicado depois no órgão oficial Acta Apostolicae Sedis.

Dado em Roma, junto de São João de Latrão, na Memória litúrgica de São João de Ávila, Presbítero e Doutor da Igreja, dia 10 de maio do ano de 2021, nono do meu pontificado.

Francisco

Fonte: Vaticano

Nossa Senhora da Assunção, primeira catequista, rogai por nós!

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Salmo "De Profundis" (Sl 129)


- Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz!

- Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece!

- Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?

- Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero.

- No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra.

- A minh'alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora.

- Espere Israel pelo Senhor mais que o vigia pela aurora!

- Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção.

- Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa.


Indulgência Parcial


Para as Almas do Purgatório continua...


V. Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso,

R. Entre os esplendores da luz perpétua.

V. Da porta do inferno

R. Livrai, Senhor, suas almas.

V. Descansem em paz.

R. Amém.

V. Ouvi, Senhor, minha oração

R. E chegue a Vós o meu clamor.

Oração:

Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às Almas de vossos servos e servas a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, pelas humildes súplicas de vossa Igreja, obtenham o pleno perdão que sempre esperam de vossa infinita misericórdia. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém!

Fonte: Devocionário das Santas Almas do Purgatório do Instituto Hesed

Nossa Senhora da Assunção e São Miguel Arcanjo, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Toda quarta-feira é dia de São José: de onde vem essa tradição?

Mminnano | Shutterstock


Esta jornada semanal também nos chama a pedir particularmente a graça de ter uma boa morte quando chegar a nossa hora

Toda quarta-feira é dia de São José, conforme uma antiga tradição da Igreja que atribui a cada dia da semana uma devoção especial.

O domingo, para começar, é desde os primórdios do cristianismo o “dies Domínicus”, ou seja, “o dia do Senhor”, consagrado a nosso Senhor Jesus Cristo, que, nesse dia, ressuscitou dentre os mortos.

O sábado é tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora, o que guarda relação com o Sábado Santo em que ela se recolheu entre o dilacerante sofrimento pela morte brutal de Jesus no Calvário e, ao mesmo tempo, a confiante e luminosa espera pela Sua Ressurreição.

A sexta-feira recorda, é claro, a Paixão de Cristo.

A quinta-feira é dedicada à Santíssima Eucaristia, por ser o dia em que Jesus a instituiu durante a Última Ceia, quando também ordenou sacerdotes os Seus apóstolos e estabeleceu o sacramento da reconciliação.

Segundo a Enciclopédia Católica, a segunda-feira também era inicialmente devotada ao Filho de Deus, sendo mais tarde dedicada ao Espírito Santo. O mesmo dia também recorda de modo especial as almas do Purgatório, mas esta é “uma devoção livre e voluntária que a Igreja aprova sem prescrever”.

Ainda segundo a tradição popular, as terças-feiras são dedicadas aos Anjos da Guarda.

Quarta-feira é dia de São José

E as quartas-feiras são o dia da semana em que a Igreja nos convida a honrar com especial devoção o grandíssimo São José, “esposo da Virgem Maria e pai adotivo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Esta jornada semanal também nos chama a pedir particularmente a graça de ter uma boa morte quando chegar a nossa hora de partir desta vida para a eternidade – de fato, São José é o padroeiro da boa morte porque teve o imperscrutável privilégio de falecer nada menos que ao lado de Jesus e Maria.

A Enciclopédia Católica também observa que, “desde os séculos apostólicos, a quarta-feira tem sido objeto de uma devoção particular na Igreja do Oriente e do Ocidente (S. Epiph. Haeres. III, n. 22) […] Era um dia de jejum e de reunião nos lugares de oração ou nos túmulos dos mártires”.

Não custa lembrar que ainda estamos vivendo o Ano de São José especialmente convocado pelo Papa Francisco para celebrar os 150 anos do decreto “Quemadmodum Deus”, por cujo meio São José foi proclamado pelo beato Papa Pio IX como Padroeiro da Igreja universal.

O atual Ano de São José começou em 8 de dezembro de 2020 e, portanto, vai até 8 de dezembro de 2021.

Fonte: Aletéia

Nesse dia a pessoa pode conseguir Indulgência Plenária (no Ano dedicado a São José) fazendo qualquer oração aprovada pela Igreja a São José, como “A te Beate Joseph” e observando as condições habituais obrigatórias.

São José, rogai por nós!

sábado, 21 de agosto de 2021

Orações Leoninas


"O Papa Pio IX, em 1859, dispôs que todos os sacerdotes, nos ainda territórios pontifícios rezassem de joelhos com o povo, logo a seguir à celebração da missa, três vezes a Ave-Maria e uma vez a Salve-Rainha seguidas de uma oração rogando a intercessão dos santos para conjurar os graves perigos que ameaçavam o poder temporal da Igreja por obra dos sectários. 

Em 1884, Leão XIII renovou o estabelecido pelo seu predecessor de rezar as ditas orações e tornou-as extensivas a todo o mundo para obter a liberdade da Igreja na Alemanha, perseguida por Bismarck e seu Kulturkampf. Após a pacificação com o Reich, o Papa ordenou que as preces pianas se rezassem pela conversão dos pecadores, no contexto dos conflitos entre patrões e trabalhadores e no do abandono progressivo da doutrina e disciplina da Igreja por parte de muitos, e modificou a oração subsequente à Salve-Rainha e acrescentou uma outra em forma de exorcismo dirigida a São Miguel Arcanjo. 
Desde então passaram a chamar-se preces leoninas.

Essa prática caiu em desuso, porém, nada obsta e talvez possa até ser útil, a critério dos indivíduos e grupos a retoma das preces leoninas em recitação privada, sobretudo fora da missa."

Então, após a Santa Missa o padre, a comunidade e o fiel podem fazer as orações leoninas, ainda na Igreja, quais sejam:

Rezar


Tais orações, quando rezadas assim, são ricas em Indulgências (10 anos)


Nossa Senhora da Assunção, São Miguel Arcanjo e toda a Corte Celeste, combatei e rogai por nós!

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Perguntas e Respostas sobre o Jejum


O Jejum na Igreja Católica é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. 

Fora esses dias, o católico pode fazer jejum quando quiser e achar necessário.

O que é o Jejum?

O Jejum consiste em tomar uma só refeição durante o dia, e em não comer coisas proibidas.

Para que serve o Jejum?

O jejum serve para nos dispormos melhor para a oração, para fazermos penitência dos pecados cometidos, e para nos preservarmos de cometer outros pecados.

Quais os tipos de Jejum?

Decidido a fazer o jejum decide-se qual jejum irá fazer, há vários tipos de jejum:

a) o da Igreja;
b) o jejum a pão e água (não se deve comer o pão e tomar a água junto);
c) o jejum de líquidos; e
d) o jejum completo, que não se come ou bebe nada, esses jejuns normalmente, terminam no final do dia (após às 16hs).

Como é o Jejum recomendado pela Igreja?

Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.
A Igreja permite uma pequena parva pela manhã, e uma ligeira refeição à noite, ou então cerca do meio-dia, quando se deixa para a tarde a refeição maior.

Quem está obrigado a fazer o Jejum?

Todo católico maior de idade (a partir dos 18 anos) até os sessenta anos começados (cinquenta e nove completos) conforme dita o cân 1252, do Código de Direito Canônico.

Quem pode fazer o Jejum?

Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. Todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem.
Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir.

Qual a essência do Jejum?

O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha".
Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. 
Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.

Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum.

O que nos proíbe a Igreja nos dias de Jejum?

Quando a pessoa não está legitimamente dispensada, deve no dia de jejum tomar só uma refeição plena, podendo fazer umas outras pequenas, uma pela manhã e outra à tarde, que evite grave dano, como, por exemplo, uma forte dor de cabeça. 

Em que consiste o Jejum Eucarístico?

O Jejum Eucarístico consiste em abster-se de qualquer espécie de comida ou bebida (exceto água natural), uma hora antes de receber a Sagrada Comunhão Eucarística.

Can 919. § 1. Quem vai receber a Santíssima
 Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida, excetuando-se somente água e remédio no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão.
(Código de Direito Canônico)

Quem não está em jejum pode comungar alguma vez?

Comungar sem estar em jejum é permitido aos doentes que estão em perigo de morte, e aos que obtiveram permissão especial do Papa em razão de doença prolongada.
*A comunhão feita pelos doentes em perigo de morte chama-se Viático, porque os sustenta na viagem que eles fazem desta vida à eternidade.

Can 919. § 3. Pessoas idosas e enfermas, bem como as que cuidam delas, podem receber a santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que antecede.
(Código de Direito Canônico)




Fonte: Código de Direito Canônico, Catecismo Maior de São Pio X, Catecismo da Igreja Católica

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

A visão demoníaca que inspirou a oração de São Miguel Arcanjo

Shutterstock


E como a oração se tornou tão importante para os católicos


Em 1886, o Papa Leão XIII instituiu o que mais tarde seria conhecido como “Orações Leoninas”, feitas após a Missa. Essas orações incluem a famosa Oração a São Miguel.

Não se sabe muito qual é a sua origem, mas muitos historiadores acreditam que o Papa Leão teve uma visão profunda e, depois, escreveu a oração.

De acordo com Kevin Symonds, autor do livro Pope Leo XIII and the Prayer to St. Michael (“O Papa Leão XIII e a Oração a São Miguel”), a visão provavelmente ocorreu entre 1884 e 1886 durante a celebração de uma Missa. Vários documentos dizem que o Papa Leão teve uma mudança visível sobre o seu rosto durante a visão e afirmam que sua face estava “pálida e com feição de medo”.

Um cardeal, que conhecia o secretário particular do então pontífice, explica que “o Papa Leão XIII realmente teve uma visão de espíritos demoníacos, que estavam se reunindo na Cidade Eterna (Roma). A partir dessa experiência … vem a oração que ele queria que toda a Igreja rezasse”.

Com o passar do tempo, alguns “adornos” começaram a aparecer em relação à visão. Os boatos diziam que o Papa Leão teria testemunhado uma conversa entre Jesus e Satanás.

O diálogo entre os dois costuma ser relatado da seguinte forma:

Satanás diz a Jesus: “Eu posso destruir a sua Igreja”.

Jesus responde: “Você pode? Então vá em frente e faça isso”.

Satanás: “Para fazer isso, preciso de mais tempo e mais poder”.

Jesus: “Quanto tempo? Que tipo de poder?”

Satanás: “De 75 a 100 anos, e um poder maior sobre aqueles que se entregam ao meu serviço”.

Jesus: “Você tem o tempo, você terá o poder. Faça com eles o que você quiser.”

Independentemente de como foi a experiência do Papa Leão, parece certo que o que ele viu não era nada agradável. Isso o levou a compor rapidamente a Oração para São Miguel e a solicitar o seu uso no final das Missas. O Papa acreditava que a oração era necessária para dissipar a escuridão que assolava o mundo na época. Uma oração mais longa a São Miguel, conhecida como “oração do exorcismo”, apesar de não ter sido usada em rituais exorcistas, foi aprovada pelo Papa três anos depois em duas versões: uma para o clero e outra para a oração individual.

Intercessor contra o mal

São Miguel Arcanjo sempre foi conhecido por ser um poderoso intercessor contra o mal, especialmente pelo que relata o livro do Apocalipse: 

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos”
(Apocalipse 12:7-9).

Com base nesse episódio das Escrituras, São Miguel é retratado na arte empurrando uma lança ou uma espada contra Satanás, que é representado como uma serpente ou um dragão.

Desde sua criação, a Oração de São Miguel se tornou muito importante para os católicos. 
É também recomendada pelos exorcistas a quem precisa combater a presença do mal em suas vidas.

Reze agora:


São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate,

sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio!

Ordene-lhe Deus, instantemente o suplicamos,

e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina,

precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos

que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Fonte: Aleteia

Obs: Reze essa oração todo dia e, especialmente, após a Santa Missa, antes de sair da Igreja.

São Miguel Arcanjo, combatei e rogai por nós!

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

As cinco irmãs biológicas que se tornaram freiras em apenas 2 anos

Iesu Communio | Captura de Tela YouTube


Pouco a pouco, Jesus foi chamando à vida religiosa as irmãs Jordán, Francesca, Amada, Ruth Maria e Nazareth

A história de cinco irmãs biológicas que se tornaram freiras num período de apenas 2 anos tem chamado atenções entre católicos da Espanha, país natal da família que, além das cinco filhas, tem mais dois filhos homens.

Todas elas ingressaram no instituto de religiosas contemplativas Iesu Communio, fundado em 2010 em Burgos, no norte do país. A primeira foi Jordán. No ano seguinte, entraram Francesca e Amada de Jesus. Dois meses depois, foi a vez de Ruth Maria, que é a mais velha das cinco. Por fim, passados mais seis meses, entrou também Nazareth.

A trajetória das cinco religiosas irmãs foi divulgada num vídeo do instituto. Em seu depoimento, Amada de Jesus declara que “foi uma grande surpresa para todos quando nosso Senhor chamou as cinco irmãs para o instituto num período de dois anos”. De fato, elas nem sequer conversavam entre si sobre a vocação religiosa: “Não sabíamos desta sede que o Espírito Santo estava suscitando em nós”. Ela complementa: “Deus tem Seus planos e sabe a hora e o lugar para cada uma”.

As cinco irmãs biológicas que se tornaram freiras

No vídeo institucional, a irmã Amada de Jesus relata que, desde a infância, cultivou “uma relação muito simples” com Deus, mas que o chamado à vida religiosa não foi tão simples assim de discernir e acolher:

“Em certo momento, eu soube que Ele me queria para Si e, só de pensar nisso, ficava cheia de alegria, mas também achava que a vocação era uma renúncia a ser mulher, esposa e mãe. E eu me colocava diante d’Ele e pedia para Ele não me chamar a renunciar a isso”.

Ela participou de encontros organizados pelo instituto Iesu Communio em sua paróquia, nos quais as religiosas compartilhavam experiências de “resgate e cura”. Naquela altura, Amada cursava pedagogia com ênfase em educação especial, o que repercutia em sua vida pessoal:

“Deus estava naquelas pessoas com deficiências, obtendo o melhor de mim mesma como pessoa. Eu estudava de manhã e ficava pensando no que seria bom para esta ou para aquela outra pessoa. Porque, no fim, a plenitude é a doação de si mesmo. Nós somos feitos para amar e ser amados e Ele é a fonte do amor”.

Quanto notou que Jesus a chamava para se consagrar a Ele inteiramente, Amada foi conversar com a madre superiora do instituto: “precisava saber se Ele de verdade ou se eu estava inventando”.

Passaram-se desde então 13 anos. Hoje, Amada de Jesus declara:

“O dom da consagração é incomparável. Hoje permaneço aqui por amor a Ele e sinto que Ele me ama muitíssimo. Sinto que sou profundamente amada por Ele. Gratuitamente”.



Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

domingo, 15 de agosto de 2021

Exame de Consciência para uma boa confissão


Fonte: Instituto Hesed (YouTube)



1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2. NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
3. GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4. HONRAR PAI E MÃE
5. NÃO MATAR
6. NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7. NÃO FURTAR
8. NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
10. NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Para saber mais sobre os 10 Mandamentos da Lei de Deus leiam o Catecismo da Igreja Católica


1 – Primeiro mandamento da Igreja: 
“Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

2 – Segundo mandamento: 
“Confessar-se ao menos uma vez por ano”.

3 – Terceiro mandamento: 
“Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”

4 – Quarto mandamento: 
“Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe de Igreja”

5 – Quinto mandamento: 
“Ajudar a Igreja em suas necessidades”

Para um Exame de Consciência mais completo, observar os 5 Mandamentos da Igreja

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Perguntas e Respostas sobre a Abstinência de Carne

Pe. Paulo Ricardo (Twitter)


Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da quaresma.


Nós vemos que ainda há muitas dúvidas e questões sobre a Abstinência de Carne pelos fiéis católicos.

Assim, achei por bem fazer um "resumo" em forma de perguntas e respostas para ficar mais claro a todos.

O que é a Abstinência de Carne?

A Abstinência de Carne está determinada dentre os Mandamentos da Igreja Católica:

"Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja"

O Catecismo da Igreja Católica ao tratar sobre os Mandamentos da Igreja ensina:

"O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo."
(CIC, 2041)

Assim, não devemos comer carne (vermelha) e o caldo de carne. (Catecismo Maior de São Pio X)

Sobre o assunto, o Papa Paulo VI determinou na Constituição Apostólica Paenitemini que:

III. § 1º A lei de abstinência proíbe o uso de carnes, mas não o uso de ovos, laticínios e quaisquer condimentos à base de gordura animal.

Quem está obrigado a Abstinência de Carne?

Está obrigado a Abstinência de Carne o fiel com 14 anos até o fim da vida.

"Cân 1252 - Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem 
completado catorze anos de idade"
(Código de Direito Canônico)

Quais são os dias de Abstinência de Carne?

1. Quarta-feira de Cinzas;
2. Sexta-feira Santa; e
3. Todas as Sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com alguma Solenidade.

Posso comutar a Abstinência de Carne?

Pode, inclusive na Quaresma, com exceção da Sexta-feira Santa.

Você pode substituir a Abstinência de Carne por:

1. Outro alimento;
2. Obras de Caridade;
3. Exercícios de Piedade.

Quais são os Exercícios de Piedade e as Obras de Caridade?

Exercícios de Piedade

1. Participar da Santa Missa;
2. Rezar a Via Sacra;
3. Rezar o Rosário ou Terço;
4. Rezar o Angelus;
5. Visita ao Sacrário;
6. Ler a Palavra de Deus (Bíblia);
7. Qualquer outra oração ou prática devocional: Oração da Manhã, da Noite, Vinde Espírito Santo...

Obras de Caridade

1. Dar de comer aos famintos;
2. Dar de beber aos sedentos;
3. Vestir os nus;
4. Acolher os peregrinos;
5. Visitar os enfermos e idosos;
6. Visitar os encarcerados;
7. Sepultar os mortos
8. Aconselhar os duvidosos;
9. Ensinar os ignorantes;
10. Admoestar os pecadores;
11. Consolar os aflitos;
12. Perdoar as ofensas;
13. Suportar pacientemente as pessoas incômodas;
14. Rezar pelos vivos e pelos mortos;
15. Dar esmolas

A comutação deve ser feita na sexta-feira.

Quem está dispensado da Abstinência de Carne?

"Os doentes que precisam de alimento, os que se ocupam em trabalhos pesados ou os que comem o que podem ou quando podem (os muito pobres) estão dispensados das leis de jejum e abstinência. 
Aqueles para quem jejuar ou abster-se de carne possa constituir um problema sério, podem obter dispensa do seu pároco."
(A fé explicada, Leo J. Trese)

Por que a Igreja quer que nos abstenhamos de comer carne nas sextas-feiras?

A fim de que façamos penitência todas as semanas, e sobretudo nas sextas-feiras, em honra da Paixão de Jesus Cristo. (Catecismo Maior de São Pio X)

É pecado grave (mortal) não observar esse Mandamento?

Sim!

São Pio X ensina em seu Catecismo Maior que:

"Além dos Mandamentos da Lei de Deus, somos obrigados a observar os mandamentos ou preceitos da Igreja....os preceitos da Igreja facilitam a observância dos Mandamentos de Deus.
Transgredir com advertência um preceito da Igreja em matéria grave é pecado grave."

E, ainda, ao tratar sobre o Sacramento da Penitência:

"Faz-se o exame de consciência trazendo diligentemente à memória, na presença de Deus, todos os pecados ainda não confessados, cometidos por pensamentos, obras e omissões contra os Mandamentos de Deus e da Igreja, e contra as obrigações do próprio estado."

E Leo J. Trese deixa claro também:

"Tomar deliberadamente carne ou caldo de carne num dia de abstinência é pecado grave, se envolve desprezo do preceito e a quantidade for considerável. 
Mesmo em quantidade pequena, tomada de modo deliberado, seria pecado venial."
(A Fé Explicada)


Fonte: Código de Direito Canônico, Catecismo da Igreja Católica, Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Catecismo Maior de São Pio X, Constituição Apostólica Paenitemini, Livro A Fé Explicada de Leo J. Trese

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Tire suas Dúvidas sobre a Quaresma de São Miguel 2021 com o Exército de São Miguel



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Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

domingo, 8 de agosto de 2021

Foi trabalhar como arquiteta em um mosteiro e acabou se tornando religiosa

Chiara Pieri

Aos 33 anos, Maria Chiara deixou sua profissão para abraçar a Deus fascinada pela vida da Beata Gabriella da Vitorchiano

De arquiteta a monja trapista. Parece o título de um livro. Em vez disso, é a história real da Irmã Maria Chiara Pieri, 33 anos, natural de Forlì, Itália.

Antes do confinamento, ela fez a profissão solene nas religiosas trapistas do mosteiro cisterciense de Valserena, na província de Pisa.

Trabalho no mosteiro

Assim que se formou, ela foi trabalhar em um escritório de arquitetura em Varese, que lhe atribuiu um projeto no mosteiro Valserena, como ela própria se lembra:

“Meu chefe pediu para eu me encontrar com uma das irmãs da Síria, porque elas queriam começar a construir um mosteiro lá. Naquela ocasião, em um dos livros da hospedaria, conheci a vida da Beata Maria Gabriella de Vitorchiano, que li imediatamente. Pensei comigo: ‘Que maneira estranha de oferecer a vida, tão simples mas tão plena’. Voltei ali depois de alguns meses a convite de uma amiga, que conhecia algumas religiosas da comunidade”.

A intuição que tive quando conheci o mosteiro – continua a religiosa –, quando vi a comunidade rezando na igreja, foi a de uma vida vivida sob o olhar de Alguém que te ama, de uma vida que é toda um desejo de agradá-Lo. Não pensei de imediato: ‘quero ser freira’, mas a partir desse momento iniciou-se um percurso que, ao longo do tempo, me levou ao caminho do discernimento, e me conduziu a viver um tempo de experiência dentro do claustro. O que mais me chamou a atenção naquele período foi a intensidade da minha relação com Cristo, o fato de poder estar sempre em sua companhia”.

Discernimento

Em 2014, ela entrou no mosteiro e se preparou para a profissão solene, celebrada em 8 de dezembro de 2019.

Ir. Maria Chiara prossegue o seu testemunho:

“Recebi a fé através da minha família, numa paróquia de Forlì e nos escoteiros de Santa Maria del Fiore. O estudo foi decisivo, assim também como as amizades, e o encontro com ‘Comunhão e Libertação’, com as palavras de Dom Giussani, e os testemunhos de muitos que me fizeram compreender a beleza de uma vida totalmente entregue a Deus”.

A monja trapista revê hoje sua trajetória:

A verdadeira decisão não foi ser freira, mas confiar em Deus, que ofereceu ao meu coração uma forma mais profunda de amar. Ou seja, minha decisão foi estar disponível para o fato de que Deus me mostrou a virgindade como uma possibilidade de abraçar tudo e todos.”

A experiência de fé de Irmã Maria Chiara e sua busca pela felicidade levaram-na a escolher o claustro. Como ela disse à Aleteia, ela é alguém que, “descobrindo-se amada desde sempre, hoje deseja viver nesse amor”.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Por que certos monges e freiras vivem “atrás das grades”?

Pascal Deloche | GoDong


Pode até parecer uma prisão, mas, para eles, o claustro é um presente de Deus

Quando discutimos sobre as várias ordens religiosas, o fato de alguns homens e mulheres escolherem viver “atrás das grades” pode confundir algumas pessoas. O “claustro” parece um conceito estranho. Mas, na realidade, vai muito além do que aparenta.

A palavra “claustro” vem do latim claustrum, que quer dizer “espaço fechado”. Na prática, o claustro se refere à área fechada atrás do muro que cerca um mosteiro. Esta característica arquitetônica destaca o fato básico de muitos religiosos se comprometem com uma vida fisicamente separada do resto do mundo. Eles dificilmente pisam fora das paredes da clausura, exceto em raras ocasiões para os compromissos necessários, como uma visita ao médico, por exemplo. Se membros da família ou amigos os visitam, eles os recebem em uma sala especial, onde o monge ou a freira permanece atrás de uma tela de arame ou grade de metal.

Estilo de vida

Esses monges e freiras escolheram, livremente, este estilo de vida, concentrando suas atenções exclusivamente em Deus, sem permitir que qualquer questão mundana os distraia.

Eles seguem rigorosamente as palavras de Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!” (Mateus 19:21). Claro que isso não é uma coisa fácil de fazer e Deus não chama todo mundo para este estilo de vida radical.

No entanto, o chamado ao claustro é um belo presente de Deus, que leva à liberdade, não ao cativeiro. A irmã dominicana Mary Catharine explica:

“O claustro liberta-nos imensamente! Um dos maiores temores daqueles que discernem uma vocação contemplativa é que o claustro é visto como uma liberdade esmagadora, mas é exatamente o oposto.

O claustro nos amplia. Ele nos liberta de tantos cuidados e preocupações, até mesmo de algo tão simples como não se importar com uma mancha no meu escapulário!

O claustro é o “Jardim Fechado” do Cântico dos Cânticos. Nossa vida é inteiramente centrada em Cristo, nosso esposo. A clausura papal é um grande presente da Igreja, que nos permite viver bem a nossa vida contemplativa.

Quando tenho que deixar o recinto para algo necessário, fico sempre feliz por estar de volta. O mundo é tão barulhento, tanto de maneira audível quanto visual. Eu realmente não entendo como as pessoas ficam sãs!”

Encontro com Deus e consigo

Outra irmã enclausurada disse ao New York Times: “você vai para o convento para encontrar solidão, e você encontra Deus, e você encontra você mesma”.

Surpreendentemente, uma vida dedicada à oração, em vez de isolar uma pessoa do mundo, aproxima-a muito mais dele. Uma freira acrescentou: “Com uma presença física no mundo, eu só poderia ser uma pessoa com duas mãos e dois pés… Mas, através da oração, sinto que posso alcançar mais os meus irmãos e irmãs. A dimensão espiritual é ilimitada”.

São João Paulo II destacou o valor da vida de clausura em sua carta às pessoas consagradas:

 “Instituições totalmente dedicadas à contemplação entregam-se a Deus somente na solidão e no silêncio e através da oração constante e da pronta penitência. 
Não importa quão urgentes sejam as necessidades do apostolado ativo, tais comunidades sempre terão um papel distinto a desempenhar no Corpo Místico de Cristo ”.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

9 mitos sobre a CoronaVac, vacina do Butantan contra a Covid-19

Di arda savasciogullari|Shutterstock


Para combater as notícias falsas e trazer informações confiáveis e relevantes sobre a questão, o Butantan esclarece nove mitos sobre sua vacina contra a Covid-19, a CoronaVac

Quando o assunto é vacinação contra a Covid-19, ainda há muita desinformação e fake news circulando na internet, em aplicativos de mensagens e nas redes sociais. Porém, a imunização, aliada às medidas sanitárias, é a melhor forma de conter a pandemia.

Para combater as notícias falsas e trazer informações confiáveis e relevantes sobre a questão, o Butantan esclarece nove mitos sobre sua vacina contra a Covid-19, a CoronaVac, desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac.

1. Exame de anticorpos neutralizantes pode indicar que a CoronaVac não funciona

Mito. 
Diversos órgãos nacionais e internacionais, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, alertam que testes sorológicos não devem ser utilizados para determinar se um indivíduo vacinado está ou não protegido contra a Covid-19. Estes exames foram desenvolvidos para diagnosticar pessoas contaminadas pelo vírus, não para atestar proteção depois de receber a vacina.

2. CoronaVac não disponibiliza dados sobre ensaios clínicos e eficácia

Mito
As pesquisas sobre a vacina do Butantan contra a Covid-19 estão disponíveis em publicações relevantes e abertas ao público. Um exemplo disso é a plataforma de preprints da The Lancet, uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, que disponibilizou os dados finais dos ensaios clínicos de fase 3.

3. Coronavac causa reações adversas graves

Mito. 
Efeitos adversos são esperados e previstos em bula. Porém, a CoronaVac possui alto perfil de segurança e utiliza uma das tecnologias em fabricação de vacinas mais estudadas e seguras do mundo, de vírus inativado.

No Brasil, dados sobre a segurança da vacina do Butantan foram obtidos em ensaios clínicos de fase 3 com milhares de voluntários em 2020. As manifestações indesejadas foram muito leves e não foi necessária atenção médica maior. Já no Projeto S, estudo clínico realizado pelo Butantan na cidade de Serrana, foram administradas 54.882 doses na população adulta do município e não houve relato de evento adverso grave relacionado à vacinação.

Em estudos realizados na China com mais de 50 mil voluntários, 94,7% deles não apresentaram qualquer reação adversa ao serem imunizados com a CoronaVac. Efeitos adversos de grau baixo foram notados em 5,3% dos participantes.

4. Vacinas com insumos chineses não são seguras

Mito. 
Os chineses têm grande experiência na produção de vacinas. Inclusive, outras vacinas em aplicação no país utilizam insumos farmacêuticos vindos da China. Vale ressaltar que cerca de 35% dos medicamentos usados e aprovados no Brasil possuem matéria-prima ou componentes de origem chinesa.

5. Quem toma a vacina contra a Covid-19 não precisa se imunizar contra a gripe

Mito. 
Os vírus são diferentes. A CoronaVac protege contra o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. 
Para se imunizar contra os vírus causadores da gripe é preciso tomar a vacina Influenza Trivalente (Fragmentada e Inativada), também fabricada pelo Butantan.

6. Butantan está desenvolvendo a ButanVac porque a CoronaVac é ineficiente

Mito. 
 A CoronaVac é, sim, eficiente e a aplicação da vacina no mundo real está mostrando que ela possui alto perfil de segurança. 
O Butantan está investindo no desenvolvimento da ButanVac, sua nova vacina contra a Covid-19, por outros motivos: se for provada eficiente e segura, terá um custo baixo e será produzida inteiramente no Brasil, com insumos nacionais, aumentando a oferta de imunizantes e contribuindo para o combate à pandemia.

7. Quem tem histórico de trombose não pode receber a vacina

Mito. 
Uma reação muito rara, a trombose associada à trombocitopenia (baixa contagem de plaquetas), ocorreu em algumas pessoas que receberam vacinas que utilizam a tecnologia de vetor viral e despertaram a preocupação da população. 
A CoronaVac é feita a partir de vírus inativados (mortos) e, com milhões de doses já aplicadas no Brasil, não houve relatos envolvendo este tipo de efeito adverso até o momento.

É consenso entre especialistas que os benefícios da vacinação superam em muito seus riscos. Segundo orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), pessoas com antecedente de trombose sem trombocitopenia (com plaquetas normais), ou mesmo com fatores de risco para trombose, não têm contraindicação para receber qualquer uma das vacinas disponibilizadas no Brasil.

(Obs. minha: Os contraceptivos (anticoncepcionais orais) tomados pelas mulheres causam muito mais risco de trombose e trombose do que as vacinas e nem por isso médicos e mulheres questionam se podem/devem ou não toma-los e são indicados para meninas ainda na adolescência para tratar doenças que podem ser combatidas de outras formas e na sua causa, sem sequer fazerem exames para analisar risco de trombose)

8. Pessoas não devem tomar remédios antes ou depois da imunização

Mito. 
Na maioria dos casos, pode-se tomar medicamentos normalmente. Analgésicos comuns, que são comprados sem receita médica, podem ser usados porque não interferem na vacinação. Também não há contraindicação para o uso de qualquer antibiótico ou antiviral antes ou depois da aplicação da CoronaVac. Quanto aos medicamentos de uso contínuo, não é preciso interromper a administração, a não ser sob orientação médica.

O único cuidado é evitar o uso de corticoesteroides sem recomendação médica. Esse tipo de medicação pode, sim, interferir na resposta à vacina. Quem toma esse tipo de medicamento diariamente devido a alguma comorbidade não deve interromper seu uso. Se for o seu caso, tire suas dúvidas com seu médico de confiança antes de se imunizar.

9. A vacina deve ser aplicada no braço direito

Mito. 
Não há qualquer recomendação nesse sentido, tanto por parte do Butantan quanto por parte da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A bula da CoronaVac orienta que a aplicação seja na região deltoide da parte superior do braço, podendo ser o direito ou o esquerdo.

Fonte: Aletéia

VACINAS SALVAM VIDAS
VACINE-SE
VACINA SIM
VACINA PARA TODOS

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Oração a Nossa Senhora da Alegria

Murillo | Public Domain


Senhora, nos dias ensolarados e nas noites entreabertas, um sorrir sincero indique a alegria sempre em mim

Esta é uma oração para pedir a intercessão de Maria para que saibamos sorrir em todas as circunstâncias da vida, tendo em vista a fé em Cristo Ressuscitado.


Na calma deste momento,
furtando-me do corre-corre da vida, eu me recolho em Ti.

Senhora da Alegria, olha a minha audácia:
na singeleza da minha oração, eu te dou a minha alegria.

Como é bom ser alegre.
Obrigado Senhora! Foi teu dom.

Como é agradável ter a alma em paz.
Ela é tua também.

Como é maravilhoso ter a alma branda…
Razão de ser de toda alegria.

Senhora, nos dias ensolarados e nas noites entreabertas,
um sorrir sincero indique a alegria sempre em mim.

Que eu saiba sorrir a Ti em todas as circunstâncias da vida,
nas festas, nas tormentas, no meu próximo.

Sorria eu, Senhora, para aprender com os salmos
a servir à Senhora, na alegria.

Que assim seja em nome de Teu Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Alegria, rogai por nós!

domingo, 1 de agosto de 2021

Pensando em homeschooling? Faça estas 3 perguntas antes

Shutterstock
Zoe Romanowsky 

Dúvidas entre colocar os filhos na escola ou optar pela educação domiciliar? Responder a essas perguntas irá ajudá-lo(a) a decidir


Nos últimos 18 meses, os pais e mães foram de certa forma obrigados a se tornar homeschoolers — ou pelo menos supervisores da educação online de seus filhos, em decorrência da pandemia. E enquanto ainda muitas famílias esperam que as crianças voltem para a escola pessoalmente em tempo integral, outras descobriram que educar em casa acabou sendo melhor do que o esperado.

Há prós e contras em cada opção de escolaridade, e diferentes cenários funcionam melhor para diferentes crianças e famílias. De qualquer forma, aqui estão 3 perguntas a se fazer antes de se aprofundar no tema do homeschooling.

1. QUAIS SÃO OS MEUS MAIORES OBJETIVOS PARA O MEU FILHO(A) NO PRÓXIMO ANO LETIVO?

Esta é uma das perguntas mais importantes que você pode se fazer. Dependendo da idade e necessidades do seu filho(a), as respostas podem variar. Muitos pais que escolhem a educação domiciliar, particularmente aqueles com filhos pequenos, dizem que seu principal objetivo é promover o amor pela aprendizagem em seus filhos e adaptar mais a escolarização às necessidades da criança.

Com o homescooling, uma criança pode seguir seu próprio ritmo e dedicar tempo extra em áreas de seu interesse, seja música, arte, história, leitura, esportes, estudos da natureza, etc. Se as crianças pegam amor pelo aprendizado quando pequenas, elas geralmente mantêm essa qualidade pelo resto da vida.

Mas seu principal objetivo para seu filho(a) neste momento pode ser algo diferente: por exemplo, oferecer-lhe uma estrutura de sociabilidade e aprendizagem com outras crianças, assim, sua necessidade pode apontar para um ambiente escolar convencional.

Então, reserve um tempo para pensar sobre quais são seus principais objetivos para o seu filho no próximo ano letivo. E tenha essa última parte em mente — no próximo ano. Você não precisa fazer uma escolha para o resto da vida acadêmica deles; não há problema em tomá-la ano a ano, onde isso é possível.

2. TEMOS REALMENTE TODOS OS RECURSOS DE QUE PRECISAMOS?

Isso é importante porque não é fácil estudar em casa sem apoio: tanto para os pais homeschoolers quanto para as crianças em educação domiciliar. Hoje, nos EUA, há muitas maneiras de encontrar apoio — cooperativas e programas locais, grupos de mídia social, livros e sites, escolas e currículos on-line.

Mas seu filho é quem mais precisará de apoio: na forma de oportunidades sociais, amigos e outros que possam ajudar com sua educação.

Então, se você está tentando decidir se deve optar pelo homeschooling, junte-se aos grupos de apoio locais e converse com outras famílias que fazem o homeschooling, pois isso pode fazer uma enorme diferença na sua capacidade de decidir (e conseguir implementar com sucesso) o que é melhor para sua família.

3. ESTOU REALMENTE PRONTO(A) PARA ASSUMIR ESSA RESPONSABILIDADE?

Nossas expectativas para os próprios filhos geralmente são baseadas em como nós mesmos fomos criados e educados. Mas a educação domiciliar requer uma maneira diferente de pensar, uma mudança na forma como pensamos e implementamos a educação e aprendizagem.

A educação em casa exige que nós sejamos mais flexíveis, criativos e conectados. Exige ainda que estejamos muito bem preparados. Pode exigir que pensemos fora da caixa para atender às necessidades de nossos filhos, e pode exigir coragem porque nossa família e amigos próximos podem não entender nossa escolha. É aqui que a rede de suporte mencionada acima é útil — quando você conhece outras pessoas que optaram pela educação domiciliar, é mais fácil mudar sua atitude, expectativa e mentalidade.

De qualquer forma, seja qual for o sistema e modelo de educação, lembre-se de que não há uma maneira perfeita – as crianças podem aprender e ter sucesso em diferentes ambientes, e cada opção tem vantagens e desvantagens. Considere o que é melhor para toda a família, dadas as suas opções, e siga em frente com confiança, pedindo a Deus que lhe dê sabedoria e paciência enquanto se prepara para o próximo ano letivo.

Fonte: Aletéia
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