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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

RESPOSTA: Enquanto não sou batizado(a), o que posso ou não fazer na Igreja Católica?

Ave Maria!

Jesus Cristo seja louvado!

Então, eu sou uma mulher de 27 anos que nunca foi batizada e recentemente me entreguei a Deus e à fé católica. Rezo todos os dias, leio sobre os santos, acompanho seu site e seus videos, enfim, sempre busco alimentar a chama de fé que acendeu no meu coração tão tardiamente. Todos os dias. Mas o fato de não ter sido batizada pelos meus pais me gera uma tristeza e sinto que nada que faço é suficiente para chegar a Deus. Rezo para achar uma paroquia que comece o catecismo para adultos ao menos em fevereiro do ano que vem, mas liguei para quase todas as paróquias da minha região e a maioria só dará início ao catecismo para adultos lá para o meio do ano que vem. Fiquei desolada, pois queria me preparar para pertencer a Igreja Católica o mais rápido possível. Até lá, o que posso fazer? Posso, como não batizada, ir às missas? Fazer penitência e a quaresma? Deus escuta minhas preces? O que posso e o que não posso fazer como não batizada até o meu batismo?

Deus lhe abençoe

A Igreja reconhece o Batismo de Desejo.

O que é Batismo de Desejo?

A Igreja reconhece o batismo de desejo aos catecúmenos, e também todos aqueles que sob o impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente Deus e se esforçam por cumprir a sua vontade.

1. No seu caso, a Catequese para Adultos não será somente para você receber o Sacramento do Batismo, mas, também, para receber os outros Sacramentos da Iniciação Cristã: Eucaristia e Crisma. E, ainda, você ira se aproximar também do Sacramento da Reconciliação (ou confissão);

2. Veja com o padre da sua Paróquia se ele poderia designar alguém para lhe acompanhar - individualmente - e lhe preparar para poder receber os Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. Assim, você faria a Catequese de Adultos somente para receber o Sacramento do Crisma.
De toda sorte, normalmente, a Catequese deveria durar 1 ano; se na sua Diocese/Paróquia elas duram menos do que isso, agradeça.

3. O que você PODE fazer até receber os Sacramentos:

a) Ir a Santa Missa, pelo menos aos domingos (que é obrigatório ao católico): só não pode comungar;
b) Rezar o Terço, Rosário, fazer Adorações, novenas, fazer penitências (jejum e abstinência de carne), participar de procissões, Quaresma;
c) Deus escuta a todos;
d) Ler a Bíblia;
e) Ler o Catecismo (recomendo, assim você já vai conhecendo o que a Igreja ensina);
f) Ler livros sobre a vida dos Santos...
g) Comungar ESPIRITUALMENTE (aqui no blog tem a oração para ajudar).

4. O que você NÃO PODE:

a) Comungar (receber a Eucaristia);
b) Ser madrinha de Batismo e de Crisma;


PS: Veja com o padre se alguém (ou ele) pode lhe preparar individualmente para você ser Batizada na Vigília Pascal (Sábado Santo), antes da Páscoa.

Se recomende a Maria.
Que Ela interceda por você.
Que Deus a abençõe.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

A Medalha Milagrosa





Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa, rogai por nós!

domingo, 24 de novembro de 2019

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Perguntas e Respostas sobre a Consagração Total a Jesus por Meio de Maria



Antes de você pensar ou se decidir ou marcar o dia da sua consagração, você precisa ler e reler o Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem!

1. Em que consiste a Consagração a Jesus por Meio de Maria e quem pode se consagrar?

Como nos ensina São Luís, eis que a perfeita consagração a Jesus Cristo nada mais é que: 

120. "(...)uma perfeita renovação dos votos e promessas do santo batismo." 
(TVD)

Sendo assim, pode se consagrar todo aquele que já recebeu o Sacramento do Batismo e do Crisma.

E aquele batizado que, Consagrado, ainda não Confirmou o seu Batismo, sugiro que inicie a Catequese para que seja Crismado, afinal, Consagrado que não é Crismado não está vivendo plenamente o seu Batismo, uma vez que não o Confirmou (ver n. 127 e 128 do TVD).

2. Posso me Consagrar sem ler o Tratado da Verdadeira Devoção?

Não.
Aliás, deve ler o Tratado e reler, marcando, riscando as partes que acha importante e que te chamaram atenção. Isso é importante para quando for lê-lo novamente.

3. Posso começar a preparação ser ter terminado de ler o Tratado?

Não.
Como você vai se preparar para algo que não sabe o que é? E nem como deve ser feito?
Porque se não terminou de ler o Tratado, não sabe ainda como deve ser feito, o que deve ser feito, por isso ouvimos e lemos tantas perguntas absurdas de pessoas que dizem que estão se preparando e, pasmem, de pessoas que já se consagraram. 
E o mais impressionante é que, por vezes, são dúvidas que o próprio Tratado responde!
Se já leu e ainda tem dúvidas, leia novamente!
Não se consagre com dúvidas.

4. A resposta para minha dúvida não está no Tratado. E agora?

Se você leu e releu e não está mesmo no TVD, então, muito provavelmente, não é obrigatório fazer ou usar. 
Simples assim.
O que é obrigado fazer, São Luís diz no Tratado.
O que é bom fazer, mas não é obrigado fazer, São Luís também deixa claro no Tratado.
Por isso, leiam e releiam o Tratado.

No entanto, atentem que, há questões que são próprias e inerentes ao Católico, ao ser Batizado, então, você deveria já está vivendo desta forma pelo simples fato de ser católico, portanto, veja se a resposta para sua dúvida não está no Catecismo da Igreja Católica (aquele amarelinho).


5. O que é o Valor Satisfatório e o Valor Meritório?

122. (...) O valor satisfatório ou impetratório de uma boa obra é uma boa ação na medida em que satisfaz a pena devida pelo pecado, ou em que obtém uma nova graça; o valor meritório ou o mérito é uma boa ação, em quanto merece a graça e a glória eterna.
(TVD)

6. Que valores damos na Consagração a Jesus por meio de Maria?

As satisfações e os méritos de nossas boas obras. (n. 122, TVD).

7. Os valores podem ser comunicados a outra pessoa?

Os valores satisfatórios podem ser comunicados a outras pessoas mas, nossos méritos (virtudes e graças) são incomunicáveis. (n. 122, 146-149, TVD)

8. Essa Consagração impede que rezemos e peçamos pelos outros, vivos ou mortos?

Não. (n. 132, TVD)
Podemos e devemos continuar intercedendo pelos vivos e pelos mortos.

9. Essa prática é nova ou sem importância?

131. (...) os concílios, os padres e muitos autores antigos e modernos falam desta consagração a Nosso Senhor ou renovação das promessas do batismo, como de uma prática antiga, aconselhando-a a todos os cristãos. Esta prática também não é sem importância, pois a principal fonte de todas as desordens e consequente condenação dos cristãos está no esquecimento e indiferença por esta renovação
(TVD)

10. Como devo me preparar para a Consagração  a Jesus por Meio de Maria?

Após ler e reler o Tratado da Verdadeira Devoção e, conscientes do que é a Consagração e decididos a fazê-la e vivê-la, você irá se preparar da seguinte forma:

  • 12 Dias Preliminares de Exercícios Preparatórios: Desapego e Desprezo do Mundo (n. 213-225 e 227 TVD);
  • 1⁰ Semana (6 Dias): Conhecimento de Si Mesmo (n. 228, TVD);
  • 2⁰ Semana (6 Dias): Conhecimento da Santíssima Virgem (n. 229, TVD);
  • 3⁰ Semana (6 Dias): Conhecimento de Jesus Cristo (n 230, TVD)


11. Preciso me preparar em grupo ou posso me preparar só?

Para se consagrar você só precisa ler o Tratado e fazer a Preparação conforme ensina São Luiz, não precisa ser em grupo, pode ser só.

12. O que devo fazer após a preparação e no dia da Consagração?

sábado, 2 de novembro de 2019

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A Doutrina Sobre o Purgatório

O Purgatório, segundo os ensinamentos da Santa Igreja, é um estado, ou um lugar, onde as almas que morreram na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após a morte, por uma purificacação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu (CIC 1030). É uma verdade de fé, assim como o fato das almas poderem ser aliviadas pelas orações dos fiéis vivos.

A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. (CIC 1031).

Várias passagens da Sagrada Escritura nos levam a concluir que existe o Purgatório, na Escritura do Antigo Testamento, no Novo e na Tradição.

No II Livro dos Macabeus (XII, 26) lê-se que "Judas, valoroso capitão, reúne e envia para Jerusalém doze mil dracmas de prata para que sejam oferecidos sacrifícios pelos mortos. É coisa santa e salutar orar pelos mortos para que sejam libertados dos seus pecados".

Algumas passagens relativas à existência do Purgatório no Novo Testamento:

  • São Mateus (Cap XII, 32): "E todo aquele que disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; porém o que a disser contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século, nem no futuro".
  • São Paulo em sua 1⁰ Epístola aos Coríntios, Capítulo III, 13-15: "Manifesta será a obra de cada um; porque o Dia do Senhor a fará conhecer, visto que será revelado no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se substituir a obra do que se sobreedificou receberá o prêmio. Se a obra de algum arder, ele sofrerá o prejuízo; mas será salvo, apesar disso, como por meio do fogo".
  • Filipenses (II, 10). "Para que no nome de Jesus dobrem-se os joelhos no céu, na terra e no inferno". As almas dos condenados não podem dobrar-se. Por inferno o Apóstolo entende o Purgatório.

Na Tradição: Os três Concílios de Cartago (253), de Châlons (579), de Worms (822) e de Trento (1545 a 1563), aprovaram as orações pelos finados. Unânime é o testemunho dos Santos Padres. Santo Efrén ordena que, após sua morte, façam-se orações pelo descanso da sua alma. São João Crisóstomo declara: "As lágrimas dos vivos não são inúteis aos mortos: as orações e as esmolas são portadoras de conforto para eles".

Os meios suavíssimos e riquíssimos que DEUS nos concedeu para lhe darmos satisfação pelos pecados, e pela pena temporal que lhe devemos, são tesouros de graça e de misericórdia que podemos aplicar às Almas dos Purgatório, cedendo-lhes o fruto satisfatório, no todo ou em parte, de nossas obras das quais as principias são:
  1. A Oração;
  2. A Esmola;
  3. A Comunhão;
  4. A Santa Missa;
  5. O Sofrimento;
  6. A Via-Sacra;
  7. As Indulgências;
  8. O Ato Heróico; e
  9. A Água Benta.

Devocionário das Santas Almas do Purgatório - Instituto Hesed

Apresentamos através desta edição O Ofício das Benditas Almas do Purgatório, que foi composto em versos e melodia. É uma oração de ajuda às almas que visa salvá-las e levá-las ao caminho da luz e à vida eterna. É uma tradição essencialmente católica e pode ser recitado de acordo com a Liturgia das Hora ou completo, de uma só vez.



Nossa Senhora de Montligeon, rogai pelas almas do purgatório e por nós!

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Sermão: O Brasil Escravo de Nossa Senhora



Sermão do Padre Daniel Pinheiro, IBP, para a Festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. 12.10.2019.
Capela Nossa Senhora das Dores, Instituto Bom Pastor, Brasília-DF.


TOTUS TUUS EGO SUM, MARIAE, 
ET OMNIA MEA TUA SUNT

domingo, 13 de outubro de 2019

Como realmente devemos guardar os domingos e festas?

photopoems | Shutterstock
Padre Reginaldo Manzotti | Out 07, 2019


Uma reflexão sobre o Terceiro Mandamento da Lei de Deus

O terceiro mandamento da Lei de Deus – “Guardar os domingos e festas” –, de modo específico, nos lembra que o domingo é o dia do Senhor e a Ele deve ser dedicado.

O texto do Êxodo nos fala:

“Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás durante seis dias e farás toda a tua obra. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus não farás trabalho algum” 
(Ex 20, 8-10).

O dia do sábado, no Antigo Testamento, lembrava a libertação que o povo de Israel teve do Egito até a Terra Prometida. Porém, a nossa fé vem do Novo Testamento, quando recordamos a Páscoa de Jesus e a sua Ressurreição no domingo. Por isso, a Igreja, desde os apóstolos, guarda o domingo como o Dia do Senhor.

Jesus ressuscitou dentre os mortos no primeiro dia da semana (Mc 16, 2). Este primeiro dia, o da ressurreição de Cristo, lembra a primeira criação, enquanto o oitavo, que segue ao sábado, significa a nova criação, inaugurada em Cristo Jesus. Para os cristãos, o domingo se tornou o primeiro de todos os dias, de todas as festas: o Dia do Senhor. Dies Dominica – O domingo.

O Catecismo da Igreja Católica nos explica: guardar significa preservar para Deus. Guardar no sentido de não se ocupar com outras coisas que nos impeça de fazer o devido descanso, o repouso e, neste, se dedicar à oração (CIC 2185).

A Igreja diz: aos domingos e nos outros dias de festa e de preceito os fiéis têm obrigação de participar da Missa. Satisfaz o preceito dessa participação, quem aceita a Missa celebrada no rito católico no dia de festa, ou à tarde do dia anterior. Por isso, a liturgia do sábado à noite já é a do domingo (CIC 2180).

Continua o Catecismo:

“Por isso, os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito. 
Só há motivos muito sérios que justifique, por exemplo: doença grave, cuidados com bebês, ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam à obrigação da missa dominical cometem pecado grave” 
(CIC 2181).

O domingo deve ser dedicado a boas obras, evangelização, catequese, caridade, serviço aos doentes e aos idosos. É o dia de ir à Missa, de visitar os parentes, de descanso e de reflexão.

A Igreja pede isso, porque estamos entrando numa máquina de mercado e nos esquecemos que somos de carne e osso, não somos robôs. Não é um dia de ficar fazendo bico ou trabalhos extras. O ser humano precisa de descanso, precisa estar em equilíbrio.

O domingo é o dia de se dedicar à família, de reunirem-se todos juntos para as refeições. É o dia de conversa, bate-papo, risada. E isso está faltando nas famílias. Está faltando o pai contar “causos”; o filho perguntar. Está faltando um saber da vida do outro.

Infelizmente, existem pessoas que necessitam trabalhar aos domingos e às vezes não é por opção, então diz a Igreja: busque outro dia de repouso e oração. No entanto, a Igreja diz aos patrões, que eles têm a obrigação de facilitar aos empregados, ao menos para irem à missa.

Além do domingo, as festas e dias santos que todo católico é obrigado a participar da Santa Missa, são: Natal; Epifania (festa dos Reis Magos); Ascensão de Jesus; Corpus Christi; solenidade de Santa Maria Mãe de Deus; Festa da Imaculada Conceição; Assunção de Nossa Senhora; Dia de São José; São Pedro e São Paulo; e a Festa de todos os santos 
(CIC 2177).

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

sábado, 12 de outubro de 2019

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil




Não é Dia de Preceito, portanto, não somos obrigados a ir a Santa Missa.
Porém, quem o pode, é interessante e saudável espiritualmente ir a Santa Missa nesse Sábado, dia que, normalmente, dedicamos a Maria!


Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Qual é a diferença entre um Sínodo e um Concílio?

Antoine Mekary | ALETEIA


Philip Kosloski | Out 08, 2019

Sínodo e Concílios fazem parte da Igreja Católica desde o início, mas têm muitas diferenças

Nos Atos dos Apóstolos, uma das primeiras questões que a Igreja teve de enfrentar foi a admissão de convertidos à fé cristã (cf. Atos 15). Havia opiniões diferentes sobre se os convertidos precisavam obedecer à lei de Moisés e ser circuncidados antes de se tornarem cristãos.

Os primeiros bispos da Igreja reuniram-se em Jerusalém para discutir o assunto. Uma decisão final foi tomada após muito debate e, como resultado, os convertidos gentios não precisavam mais ser circuncidados ou seguir vários aspectos da lei de Moisés.

Desde então, essa reunião de bispos foi chamada de “Concílio de Jerusalém” e foi vista como um protótipo para todas as reuniões de bispos em que as decisões tinham que ser tomadas para o benefício da Igreja. O último desses concílios foi o Concílio Vaticano II, realizado na década de 1960.

Mas, ao longo dos séculos, desenvolveram-se dois tipos distintos de reuniões de líderes da Igreja: os concílios e os sínodos.

Concílio

De acordo com a Catholic Encyclopedia, “os concílios são assembleias legalmente convocadas de dignitários eclesiásticos e especialistas em teologia com o objetivo de discutir e regular assuntos de doutrina e disciplina da Igreja”.

Em particular, Concílios Ecumênicos são aqueles aos quais os bispos e outros com direito a voto são convocados de todo o mundo (oikoumene) sob a presidência do Papa ou de seus legados, e cujos decretos, tendo recebido a confirmação papal, vinculam todos os cristãos.”

Houve aproximadamente 21 concílios ecumênicos na história da Igreja. Esses concílios não são realizados regularmente e são convocados apenas quando há uma grande necessidade.

Um exemplo é o Primeiro Concílio de Nicéia (325), onde o Credo Niceno foi adotado pela primeira vez, esclarecendo a crença da Igreja sobre a natureza de Jesus Cristo. O Credo Niceno é a profissão de fé que ainda rezamos todos os domingos na missa.

Mais recentemente, o Concílio Vaticano II (1962-1965) foi convocado para discutir o mundo moderno e os muitos novos desafios que a Igreja teve que enfrentar.

Os resultados dessas reuniões são vinculativos e amplos, resolvendo questões que beneficiam a Igreja Católica.

Sínodo

Na história da Igreja, os sínodos eram normalmente realizados localmente, em várias regiões do mundo, para lidar com questões disciplinares locais. O Papa Paulo VI reviveu essa ideia e estabeleceu o Sínodo dos Bispos em 1965 com o Motu Proprio Apostolica Sollicitudo.

O atual Código de Direito Canônico detalha o propósito desse pequeno grupo de bispos que se reúne para discutir vários tópicos.

O Sínodo dos Bispos é a assembleia dos Bispos escolhidos das diversas regiões do mundo, que em tempos estabelecidos se reúnem para fomentarem o estreitamento da união entre o Romano Pontífice e os Bispos, para prestarem a ajuda ao mesmo Romano Pontífice com os seus conselhos em ordem a preservar e consolidar a incolumidade e o incremento da fé e dos costumes, a observância da disciplina eclesiástica, e bem assim ponderar as questões atinentes à acção da Igreja no mundo.

Além disso, “compete ao Sínodo dos Bispos discutir acerca dos assuntos a tratar e expressar os seus desejos; não porém dirimi-los ou fazer decretos acerca dos mesmos, a não ser que, em certos casos, lhe tenha sido dado poder deliberativo pelo Romano Pontífice, a quem neste caso pertence ratificar as decisões sinodais”.

Os bispos podem se reunir para discutir questões que envolvem a Igreja Católica ou “para se ocupar de assuntos diretamente concernentes a uma ou mais regiões determinadas”.

Houve muitas assembleias sinodais durante o papado de João Paulo II, como a realizada em 1994 sobre “A vida consagrada e seu papel na Igreja e no mundo”. O Papa Bento XVI também realizou sínodos, incluindo um sobre “A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja.”

Desde João Paulo II, também houve vários sínodos com foco em regiões locais do mundo, como América (1997), Europa (1999) e África (2009).

Em cada situação, o grupo de bispos discutiu assuntos específicos e fez sugestões sobre como a Igreja poderia abordar vários problemas. No entanto, na maioria dos casos, as soluções foram focadas principalmente em novas abordagens, em vez de em leis vinculativas.

O Sínodo se reúne em diferentes tipos de Assembleia: em uma Assembléia Geral Ordinária, para assuntos relativos ao bem da Igreja universal; em uma Assembléia Geral Extraordinária, para assuntos de consideração urgente; em uma Assembléia Especial, para assuntos que envolvam principalmente uma ou mais regiões geográficas específicas.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai pela Igreja, pelo Santo Papa, pelos Bispos, pelos leigos.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Quais os casos de Nulidade Matrimonial?




Cân. 1095 — São incapazes de contrair matrimónio: 
l.° os que carecem do uso suficiente da razão;
2.° os que sofrem de defeito grave de discrição do juízo acerca dos direitos e deveres essenciais do matrimónio, que se devem dar e receber mutuamente; 
os que por causas de natureza psíquica não podem assumir as obrigações essenciais do matrimónio.

Cân. 1098 — Quem contrai matrimónio enganado por dolo, perpetrado para obter o consentimento, acerca de uma qualidade da outra parte, que, por sua natureza, possa perturbar gravemente o consórcio da vida conjugal, contrai-o invalidamente.

Cân. 1101 — § 1. O consentimento interno da vontade presume-se conforme com as palavras ou os sinais empregados ao celebrar o matrimónio.
 § 2. Mas se uma ou ambas as partes, por um acto positivo de vontade, excluírem o próprio matrimónio ou algum elemento essencial do matrimónio ou alguma propriedade essencial, contraem-no invalidamente.

Cân. 1103 — É inválido o matrimónio celebrado por violência ou por medo grave, incutido por uma causa externa, ainda que não dirigido para extorquir o consentimento, para se libertar do qual alguém se veja obrigado a contrair matrimónio.



Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O Santo Rosário e a cadeia que prende o inimigo




Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Pe. Gabriel Vila Verde dá sadio puxão de orelhas: “Tenha personalidade! Seja você!”

Rachel Lees/Unsplash | CC0



Preocupado com o que os outros vão falar se você vive a sua fé? "Veja onde São Francisco está hoje e procure saber onde estão aqueles que o criticaram"

pe. Gabriel Vila Verde compartilhou via Facebook um chamado importante a cada um de nós:

Tenha personalidade! Seja você, em qualquer lugar do mundo, estando só ou acompanhado (a). Falo isso para os católicos que, por medo do que os outros vão dizer, deixam de viver como Deus pede.

Uma jovem me dizia que tinha medo de usar saia e véu, com medo da língua do povo. Eu respondi o seguinte: “É melhor ser chamada de santa por usar véu e saia, que ser chamada de outra coisa por usar shortinho e tomara que caia”.

Seja você! Não se modele pela opinião da maioria, até porque ninguém paga seus boletos! A opinião do mundo vale pouco ou nada.

Lembre-se de Francisco de Assis, que se despiu de suas vestes luxuosas em praça pública e vestiu a túnica mais pobre da época. Veja onde Francisco está hoje e procure saber onde estão aqueles que o criticaram.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora, rogai por nós!

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

A Proteção dos Anjos!



Sobre a Consagração ao Santo Anjo da Guarda: Obra dos Santos Anjos 
Pode também saber mais sobre clicando em Consagração ao Anjo da Guarda


Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

RESPOSTA: Padrinho de Crisma substitui o de Batismo?

Ave Maria!

O padrinho de crisma substitui os padrinhos de batismo?
Ou todos permanecem nas mesmas condições?

Não!
Todos são Padrinhos.

Os Sacramentos da Iniciação Cristã são 3: 

1. Sacramento do Batismo;
2. Sacramento da Confirmação do Batismo (ou Crisma);
3. Sacramento da Eucaristia (1 Comunhão).

Assim como o Sacramento do Crisma confirma o do Batismo, mas não o substitui, o Padrinho de Crisma - só pode 1 - não substitui O ou OS Padrinhos de Batismo - podem ser 2 (sendo casal).

A Igreja orienta, não obriga, que o Padrinho de Crisma seja o mesmo do Batismo.

"Cân 892. § 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo".

Lembremos, ainda, que os Sacramentos do Batismo e da Crisma não podem ser repetidos.

"Cân. 845. § 1. Os sacramentos do batismo, confirmação e ordem, já que imprimem caráter, não podem ser repetidos."


Fonte: Código de Direito Canônico

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Quais são os impedimentos matrimoniais?



Cân. 1083 — § 1. O homem antes de dezasseis anos completos de idade e a mulher antes de catorze anos também completos não podem contrair matrimónio válido

Cân. 1086 — § 1. É inválido o matrimónio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido baptizada na Igreja católica ou nela recebida e não a tenha abandonado por um acto formal, e outra não baptizada.

Cân. 1091 — § 1. Na linha recta de consanguinidade é inválido o matrimónio entre todos os ascendentes e descendentes, tanto legítimos como naturais. 
§ 2. Na linha colateral é inválido o matrimónio até ao quarto grau, inclusive. 

Cân. 1093O impedimento de pública honestidade origina-se no matrimónio inválido após a instauração da vida comum ou de concubinato notório ou público; e dirime as núpcias no primeiro grau da linha recta entre o homem e as consanguíneas da mulher, e vice-versa. 

Cân. 1094Não podem contrair matrimónio válido os que se encontram vinculados por parentesco legal originado na adopção, em linha recta ou no segundo grau da linha colateral.


Fonte: Pe. Duarte

São Jerônimo, rogai por nós!

domingo, 29 de setembro de 2019

Os Três Arcanjos!






São Miguel,
São Rafael,
São Gabriel,
Santos Anjos da Guarda,
rogai por nós!!

sábado, 28 de setembro de 2019

O que a Igreja diz sobre o suicídio

Shutterstock-Sergey Edentod

Canção Nova | Set 25, 2019

“O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida"

O pensamento suicida aparece com uma frequência muito maior do que sabemos ou imaginamos, pois nem sempre esse pensamento é declarado às pessoas próximas, talvez por medo de ser incompreendido pelas pessoas ou por não conseguir elaborar o assunto o suficiente a ponto de colocar para fora nem compartilhá-lo com alguém. Para alguns psicólogos, o pensamento suicida, dentre os pensamentos negativos que uma pessoa pode ter, é considerado um dos mais significativos. A palavra suicídio (etimologicamente vem do latim sui = si mesmo; caedes = seu assassinato, ação de se matar) significa morte intencional autoinfligida, isto é, quando a pessoa, por várias razões, decide tirar sua própria vida.

O suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional. É um comportamento com determinantes multifatoriais, além disso, é resultado de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais, psicológicos, religiosos e socioambientais.

As causas do suicídio podem ser variadas, já que “o comportamento suicida é um fenômeno complexo e é afetado por vários fatores inter-relacionados: pessoais, sociais, psicológicos, culturais biológicos e ambientais” (Organização Mundial da Saúde – OMS, 2014).

Segundo os dados do estudo “Prevenção do suicídio: um imperativo global”, divulgado em 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 800 mil pessoas se suicidam, anualmente, ao redor do mundo. No tocante aos mais jovens, o suicídio é a segunda causa principal de morte de pessoas entre 15 e 29 anos de idade. A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio em algum lugar do mundo. O suicídio é a primeira causa de morte não natural em vários dos países mais desenvolvidos do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, são registradas, por ano, mais suicídios do que mortes por acidentes de trânsito. O risco de suicídio, no mundo, é três vezes maior entre os homens do que entre as mulheres.

O suicídio pode ser evitado?

Os estudos de suicidologia indicam que 90% dos casos de suicídios podem ser evitados, ou seja, a cada 10 casos, nove vidas podem ser salvas. Calcula-se que para cada pessoa que conseguiu se suicidar, outras 20 tentaram fazê-lo. Ainda assim, os suicídios podem ser prevenidos. Como cruciais para a prevenção, os especialistas ressaltam as redes familiares fortes e a capacidade de assimilar a frustração.

Hoje, pela psicologia, sabe-se, com certeza, que existe uma relação estreita entre isolamento social e suicídio (alguém que não está integrado no corpo social ou no caso do adolescente, alguém que não vê perspectiva de solução). Devemos dar atenção especial para as motivações psicossociais e culturais do suicídio. Subjetivamente, a responsabilidade inexiste ou é muito diminuída, porque a liberdade está condicionada pela presença de processos psicológicos de caráter depressivo. Objetivamente, não se pode descartar possibilidades de suicídios praticados com plena liberdade. Nesta perspectiva, são interpretados os suicídios de protestos e os “altruístas”.

Ponto de vista moral

Para a avaliação moral, devemos considerar alguns argumentos humanos e humanizadores. Que a pessoa busque mais a autorrealização, valorizando-se, afastando de si a autodestruição. O suicídio é a negação da tentativa de autorrealização. Somos administradores e não donos da própria vida. O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano de perpetuar e conservar a própria vida (objetivamente, é um ato grave contra o amor a si mesmo, e é um ato de injustiça contra o amor ao próximo, porque rompe, tragicamente, os laços de solidariedade familiar e amizade. É um ato de descrença no amor de Deus).

Em atitude cristã e pastoral diante dos familiares da pessoa que se suicidou, não se deve dar margem nenhuma para que os familiares se desesperem contra a situação dos que atentam contra a própria vida (achem argumentos para falar dos caminhos que Deus tem).

Quanto ao suicídio coletivo, é negativo a exaltação ideológica indevida e a manipulação feita por líderes. É de se excluir, absolutamente, o fanatismo religioso. Moralmente, deve-se condenar toda e qualquer instrumentalização, porque é um desumano desprezo da vida, induz ao fanatismo intransigente, que faz ver no outro o inimigo abominável e, dependendo da seita, pode gerar um ritual necrófilo. Portanto, o mandamento “não matar” é um preceito absoluto sem exceção.

O que o magistério católico reflete sobre o suicídio?

Seguem abaixo alguns pontos apresentados pelo Catecismo da Igreja Católica:

2280 – “Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, que lhe deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para honra dele e salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela”.

2281 – “O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente o amor do próximo, porque rompe injustamente os vínculos de solidariedade com as sociedades familiar, nacional e humana, às quais nos ligam muitas obrigações. O suicídio é contrário ao amor do Deus vivo”.

2282 – “Se for cometido com a intenção de servir de exemplo, principalmente para os jovens, o suicídio adquire ainda a gravidade de um escândalo. A cooperação voluntária ao suicídio é contrária à lei moral. Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida”.

2283“Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida”.

Prevenção e mitos

Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou no relatório “Prevenção do suicídio, um imperativo global” (2014) os principais mitos sobre o suicídio:

1- “Quem fala sobre suicídio não tem intenção de cometê-lo”. Essas pessoas podem estar pedindo ajuda ou apoio e um número significativo delas podem ter ansiedade, depressão e sentir-se desesperançadas para considerar outras opções.

2- “A maioria dos suicídios ocorrem repentinamente, sem avisos prévios”. Mesmo que algumas pessoas tenham agido dessa maneira, no entanto, a maioria delas deu avisos de advertência verbais ou comportamentais.

3- “O suicida está decidido a morrer”. Não, o comportamento do suicida pode ser ambivalente em relação à vida e à morte. Pode agir impulsivamente na tentativa de matar-se, mas, ao fazê-lo, se puder, escolherá continuar vivendo. Por isso, o apoio emocional no momento adequado poderá prevenir o suicídio.

4- “Quem tentou o suicídio uma vez sempre tentará”. O maior risco de suicídio costuma ter curta duração e depende de uma situação específica. Ainda que os pensamentos para se matar voltem, não são permanentes. Mesmo quem os teve e tentou o suicídio diversas vezes, essa pessoa poderá viver depois durante muitos anos.

5- “Somente as pessoas com transtorno mentais são suicidas”. O comportamento suicida mostra que a pessoa está extremamente infeliz, mas não que tenha, necessariamente, um transtorno mental. Muitas pessoas com esses transtornos não apresentam um comportamento suicida, e nem todas que cometeram o suicídio tinham um transtorno psiquiátrico.

6- “Falar sobre o suicídio é uma ideia ruim, pois pode ser interpretado como um estímulo”. Devido ao enorme estigma que cerca o suicídio, a maioria das pessoas com esses pensamentos não sabe com quem conversar sobre isso. Ao contrário do que se imagina, conversar sem rodeios sobre o suicídio pode fazê-la acreditar em outras opções ou dar tempo para que possa refletir se, realmente, quer se matar e até desistir de fazê-lo.

Por Padre Mário Marcelo, via Canção Nova

____

Referências:

1 JOÃO PAULO II, Carta encíclica Evangelium vitae: sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. São Paulo: Paulinas, 1995, nº66.
2 cf. Instituto Bia Dote – Prevenção ao suicídio – http://institutobiadote.org.br/prevencao-ao-suicidio/ – cf. Preventing suicide: A global imperative – http://www.who.int/mental_health/suicide- prevention/world_report_2014/en/ – Consultado no dia 10/02/2017.


Fonte: Aletéia

Mãe da Misericórdia, rogai por nós!

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O que é a Nulidade do Casamento (na Igreja)?



Cân. 1096 — § 1. Para que possa haver consentimento matrimonial, é necessário que os contraentes pelo menos não ignorem que o matrimónio é um consórcio permanente entre um homem e uma mulher, ordenado à procriação de filhos, mediante alguma cooperação sexual.
(Codigo de Direito Canônico)

E o Catecismo da Igreja Católica ensina:

1629. Por este motivo (ou por outras razões, que tornem nulo ou não realizado o casamento),  a Igreja pode, depois de examinada a situação pelo tribunal eclesiástico competente, declarar «a nulidade do Matrimónio», ou seja, que o Matrimónio nunca existiu. Em tal caso, os contraentes ficam livres para se casarem, salvaguardadas as obrigações naturais resultantes da união anterior.

Vale lembrar que o casamento civil também pode ser declarado nulo e, mais ainda, ao contrário do casamento realizado na Igreja Católica, pode ser anulado, conforme dispõe o Código Civil Brasileiro.

Fonte: Pe. Duarte

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

RESPOSTA: Leiga pode assistir ao Sacramento do Matrimônio? Ou só homem?

Ave Maria!

E dito que leigo(masculino) pode ministrar o matrimônio, minha dúvida e realmente aí; é apenas leigo, ou pode ser também uma leiga...?
Pergunto isso porque soube que em minha paróquia uma irmã(freira) é que vai fazer o matrimônio de um casal...

Vamos por partes:

Primeiro: Ministros do Sacramento do Matrimônio são os NOIVOS!

"1623. Segundo a tradição latina, são os esposos quem, como ministros da graça de Cristo, mutuamente se conferem o sacramento do Matrimónio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento." 
(Catecismo da Igreja Católica)

Segundo: O Bispo, o Sacerdote, o Diácono ou o Leigo ASSISTEM ao Sacramento do Matrimônio, recebe o consentimento dos esposos e dá a benção da Igreja.

"1630. O sacerdote (ou o diácono), que assiste à celebração do Matrimónio, recebe o consentimento dos esposos em nome da Igreja e dá a bênção da Igreja."
 (Catecismo da Igreja Católica)

Terceiro: Sobre os Leigos, dita o Código de Direito Canônico que:

"Cân. 1112 — § l. Onde faltarem sacerdotes e diáconos, o Bispo diocesano, obtido previamente o parecer favorável da Conferência episcopal e licença da Santa Sé, pode delegar leigos para assistirem a matrimónios.
§ 2. Escolha-se um leigo idóneo, capaz de instruir os nubentes e apto para realizar devidamente a liturgia matrimonial"

Note que o CDC não faz distinção sobre o sexo do leigo, nem determina que seja um varão.

Assim, pode sim ser uma mulher.

Porém, a atuação do leigo deve ser uma exceção, deve ter a autorização do Bispo local, parecer da CNBB e licença da Santa Sé e deve ser por tempo determinado.

No rodapé (pg. 283-284) do Código de Direito Canônico podemos ver que:

"A possível delegação de leigos está regulamentada pela Instrução da Sagrada Congregação dos Sacramentos, de 15 de maio de 1974 (texto português em Comunicado Mensal da CNBB, n. 260, maio 1974, pp. 335-337). 
É necessário que o Bispo diocesano obtenha as duas coisas: voto favorável da Conferência Episcopal e licença expressa da Santa Sé. 
Os leigos designados (sempre por um prazo fixo) têm um papel supletório, quer dizer, só atuam licitamente, quando falta um ministro ordenado. Seria uma deturpação da finalidade dessa concessão confiar normalmente a celebração do matrimônio a esses leigos. 
Além disso, corre-se o risco de diminuir o senso do caráter sagrado do matrimônio."


A questão é: 

Será que aí na sua cidade não há Bispo, Padre ou Diácono que possam assistir ao Matrimônio?

E, entre os leigos, será que não tem um varão capacitado?


Fonte: Catecismo da Igreja Católica e Código de Direito Canônico

São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Virtude Cardeal: TEMPERANÇA (Castidade)


1809. A temperança é a virtude moral que modera a atracção dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã discrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração (63). A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: «Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites» (Sir 18, 30). No Novo Testamento, é chamada «moderação», ou «sobriedade». Devemos «viver com moderação, justiça e piedade no mundo presente» (Tt 2, 12).
«Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder [...], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)» (64).


Nossa Senhora, castíssima, rogai por nós! 

domingo, 22 de setembro de 2019

A "Missa nova" seria ilícita?

Excelente vídeo, principalmente por ser de um Sacerdote ligado a tradição e que celebra a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano (Missa Tridentina ou Missa em Latim ou Missa Antiga).

Quem somos nós (leigos) para falarmos que a Missa é lícita ou ilícita?

Não deixem de assistir!



Muitos têm falado na internet sobre "Missa tridentina" versus "Missa nova", como duas realidades conflitantes. Algumas pessoas chegam a afirmar que a missa na forma ordinária do rito romano (apelidada pejorativamente de "missa nova") seria inválida, ou, na melhor das hipóteses, seria válida, porém, ilícita. O que pensar a respeito dessa realidade?



Deo Gratias!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Virtude Cardeal: FORTALEZA



1808. A fortaleza é a virtude moral que, no meio das dificuldades, assegura a firmeza e a constância na prossecução do bem. Torna firme a decisão de resistir às tentações e de superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza dá capacidade para vencer o medo, mesmo da morte, e enfrentar a provação e as perseguições. Dispõe a ir até à renúncia e ao sacrifício da própria vida, na defesa duma causa justa. «O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória» (Sl 118, 14). «No mundo haveis de sofrer tribulações: mas tende coragem! Eu venci o mundo!» (Jo 16, 33).



Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Virtude Cardeal: JUSTIÇA




As virtudes morais são humanamente adquiridas. São os frutos e os germes de actos moralmente bons e dispõem todas as potencialidades do ser humano para comungar no amor divino.

1807. A justiça é a virtude moral que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. A justiça para com Deus chama-se «virtude da religião». Para com os homens, a justiça leva a respeitar os direitos de cada qual e a estabelecer, nas relações humanas, a harmonia que promove a equidade em relação às pessoas e ao bem comum. O homem justo, tantas vezes evocado nos livros santos, distingue-se pela rectidão habitual dos seus pensamentos e da sua conduta para com o próximo. «Não cometerás injustiças nos julgamentos. Não favorecerás o pobre, nem serás complacente para com os poderosos. Julgarás o teu próximo com imparcialidade» (Lv 19, 15). «Senhores, dai aos vossos escravos o que é justo e equitativo, considerando que também vós tendes um Senhor no céu» (Cl 4, 1).


"Devemos ter uma vontade constante e firme em dar ao próximo:

1. Respeito; 
2. Verdade;
3. Compreensão;
4. Misericórdia."



Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

RESPOSTA: Pode ter duas Madrinhas de Batismo ao invés de um casal (homem e mulher)?

Ave Maria!

Boa noite! Meu filho pode ter 2 madrinhas de batismo, em vez de um padrinho + uma madrinha?


NÃO!

Dita o Código de Direito Canônico (CDC) que:

"Cân. 873. Haja um só padrinho OU uma só madrinha, ou então UM PADRINHO E UMA MADRINHA"

O que você pode fazer é escolher uma para ser Madrinha de Batismo e a outra para ser a Madrinha de Consagração a Nossa Senhora, que ocorre no dia do Batismo.

Para o Sacramento do Batismo, como dito no CDC, não precisa de um casal, pode ter só uma madrinha.

Mas, atente para que as duas sigam os requisitos (Cân. 874, CDC):

1) Ser designado pelo batizando ou crismando, ou pelos seus pais, ou no caso de ausência pelo pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;

2) Tenha completado 16 anos de idade;

3) Seja batizado na Igreja Católica e tenha recebido o Sacramento do Crisma;

4) Já tenha recebido o Sacramento da Eucaristia (feito a primeira comunhão);

5) Leve uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vai assumir (ou seja, frequente os sacramentos: confesse sempre, vá a missa aos domingos e comungue, tenha uma vida de oração)

6) Não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;

7) Não seja pai ou mãe do batizando-crismando (nem marido);

8) Seja solteiro ou casado na Igreja Católica.


Fonte: Código de Direito Canônico

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós

sábado, 14 de setembro de 2019

8, 12 e 15: as 3 datas especiais de Setembro dedicadas a Maria

MARY

Talvez a menos conhecida seja a do dia 12 - mas o seu significado é belíssimo!

Em Setembro celebramos Nossa Senhora em três datas muito importantes:

Dia 8, sua Natividade
Dia 12, seu Santíssimo Nome
Dia 15, Nossa Senhora das Dores.

A festa do Santíssimo Nome de Maria existe porque merece! O nome de Maria se refere à Mãe de Deus, Rainha do Céu e da Terra, aquela em quem o Todo-Poderoso realizou maravilhas, fazendo dela a mais santa das criaturas.

O nome Maria vem diretamente do latim, Maria, que, por sua vez, deriva do aramaico Maryam ou Mariam, cuja versão em hebraico é Myrhiàm.

É interessante notar que não há um significado etimológico específico para este nome feminino tão simples e belo. Ele significa simplesmente… “Maria”! E, ao mesmo tempo, é fascinante observar que um nome tão simples contém tanto significado cristão!

A festa do Santíssimo Nome de Maria comemora, em suma, todos os dons concedidos a ela por Deus – e, por extensão, todas as graças que nós próprios recebemos de Deus por intermédio da Sua Mãe, que também é nossa.


A origem histórica da festa

Criada em 1513 na cidade espanhola de Cuenca, a celebração passou depois para o dia 15 de setembro, oitava da Natividade de Maria (8 de setembro). Por decreto do Papa Sixto V em 1587, foi transferida para 17 de setembro. Em 1622, o Papa Gregório XV a estendeu à arquidiocese de Toledo. A Congregação dos Ritos hesitou durante algum tempo antes de permitir novas extensões, mas é sabido que os trinitarianos espanhóis a celebravam em 1640. Com alguma nova permissão pontual aqui e acolá, a festa acabou sendo estendida a toda a Espanha e ao Reino de Nápoles em 26 de janeiro de 1671.

Em 1683, a grande vitória obtida no dia 12 de setembro pelos reinos cristãos contra os invasores otomanos que haviam cercado Viena levou à extensão da festa a toda a Igreja. Em decreto de 25 de novembro daquele ano, o Papa Inocêncio XI a marcou para o domingo seguinte à Natividade de Maria. Desde 1908, se a festa não puder ser celebrada no domingo devido à ocorrência de outra festa de grau maior, deve ser mantida em 12 de setembro, a data da vitória na Batalha de Viena de 1683.

Vale lembrar que, além dessa batalha decisiva, a Santíssima Virgem Maria também é celebrada em outra grande vitória da resistência cristã contra um ataque otomano: a Batalha de Lepanto, de 1571, recordada em 07 de outubro com a festa de Nossa Senhora do Rosário porque esta oração teve papel crucial para o triunfo cristão. Não à toa o Papa Pio XII a chama de “vencedora de todas as grandes batalhas de Deus”.

É imprescindível destacar que, ao venerarmos o Nome de Maria, estamos, como ela, dedicando o nosso amor ao Nome de Jesus, pois é a Ele que Maria nos conduz.

Fonte: Aletéia

Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!
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