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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Indulgências para os fiéis defuntos prorrogadas

No mês de novembro se intensificam as visitas aos cemitérios (ANSA)


Indulgências para os fiéis defuntos prorrogadas novamente até o fim de novembro

Devido à pandemia e às medidas de restrições, a Penitenciaria Apostólica respondeu às solicitações de numerosos bispos, emitindo um decreto que anuncia a prorrogação das indulgências plenárias da mesma forma que em 2020, ou seja, para todos o mês de novembro e não apenas no Oitavário os primeiro oito dias de novembro

Um Decreto da Penitenciaria Apostólica, publicado nesta quinta-feira (28), estabelece a possibilidade de obter as indulgências plenárias para os fiéis defuntos durante todo o mês de novembro. O texto afirma que a decisão foi tomada depois de ter ouvido "os pedidos recebidos recentemente de vários Pastores Sagrados da Igreja, devido à permanência da pandemia". A Penitenciaria Apostólica, portanto, "confirma e estende para todo o mês de novembro de 2021 todos os benefícios espirituais já concedidos em 22 de outubro de 2020", através de um decreto semelhante com o qual, também por causa da Covid-19, as indulgências plenárias para os fiéis defuntos foram prorrogadas para todo o mês de novembro de 2020..

A oportunidade espiritual oferecida pela prorrogação

O texto prossegue ilustrando os benefícios da prorrogação: "Da renovada generosidade da Igreja", pode-se ler, "os fiéis certamente extrairão piedosas intenções e vigor espiritual para dirigir a própria vida de acordo com a lei do Evangelho, em comunhão filial e devoção para com o Sumo Pontífice, visível fundamento e Pastor da Igreja Católica".

Cardeal Piacenza: uma devoção sincera

O presente decreto, como o publicado no ano passado em meio à pandemia, pretende atender à necessidade ainda viva de evitar agregações, uma causa potencial da propagação da Covid-19, que ainda afeta a população mundial em graus variados. Em entrevista ao Vatican News no último dia 23 de outubro, o Penitenciário-Mor Cardeal Mauro Piacenza explicou que "a regra codificada é a de uma indulgência plenária em todos os dias do Oitavário de 1 a 8 de novembro para todos os que visitarem cemitérios rezando pelos defuntos, e em 2 de novembro, especificamente, para os que visitarem uma igreja ou oratório e ali recitarem o ‘Pai-Nosso’ e o ‘Credo’. Este é o standard". O Cardeal Piacenza prosseguiu dizendo que esta é uma forma de devoção muito sentida, que se expressa participando da missa e visitando cemitérios. Por esta razão, para que as pessoas possam diluir suas visitas sem criar uma multidão, "foi decidido expandir o tempo dando a possibilidade de fazer uso de indulgências e assim para todo o mês de novembro será possível adquirir o que foi previsto para os primeiros oito dias de novembro".

Reavivar a fé na vida eterna

Com relação à ligação entre a Solenidade de Todos os Santos e a comemoração dos mortos o Penitenciário-Mor recordava que: 

"Nestes dias somos chamados a reavivar nossa certeza na glória e na bem-aventurança eterna" e recomendava: "peçamos humildemente e com confiança o perdão para aqueles que nos deixaram, pelos seus pequenos ou grandes erros, eles que no entanto já estão salvos no amor de Deus, e renovemos nosso compromisso de fé".


Condições específicas da indulgência por ocasião do Dia de Finados:

  1. Visitar piedosamente uma igreja ou oratório e ali recitar o Pai-Nosso e o Credo: neste ano, assim como em 2020, poderemos realizar essa visita em qualquer dia do mês de novembro;
  2. Visitar um cemitério e rezar pelos defuntos, mesmo que seja apenas mentalmente.
Importante: doentes, idosos e pessoas que não podem sair de casa devido às restrições da pandemia podem “unir-se espiritualmente aos outros fiéis”.

Condições habituais obrigatórias

Evidentemente, é preciso cumprir também as condições habituais para se receber qualquer indulgência plenária, ou seja:
  1. Confessar-se, porque, para receber a indulgência plenária, é necessário estar em graça e desapegado de todo pecado;
  2. Receber a Sagrada Comunhão;
  3. Rezar pelo Santo Padre e pelas suas intenções de oração. (Pai Nosso e Ave Maria)

Quem quiser ler:



Santos e Santas que estão diante do Trono de Deus, rogai por nós!

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Perguntas e Respostas sobre a Abstinência de Carne

Pe. Paulo Ricardo (Twitter)


Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da quaresma.


Nós vemos que ainda há muitas dúvidas e questões sobre a Abstinência de Carne pelos fiéis católicos.

Assim, achei por bem fazer um "resumo" em forma de perguntas e respostas para ficar mais claro a todos.

O que é a Abstinência de Carne?

A Abstinência de Carne está determinada dentre os Mandamentos da Igreja Católica:

"Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja"

O Catecismo da Igreja Católica ao tratar sobre os Mandamentos da Igreja ensina:

"O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo."
(CIC, 2041)

Assim, não devemos comer carne (vermelha) e o caldo de carne. (Catecismo Maior de São Pio X)

Sobre o assunto, o Papa Paulo VI determinou na Constituição Apostólica Paenitemini que:

III. § 1º A lei de abstinência proíbe o uso de carnes, mas não o uso de ovos, laticínios e quaisquer condimentos à base de gordura animal.

Quem está obrigado a Abstinência de Carne?

Está obrigado a Abstinência de Carne o fiel com 14 anos até o fim da vida.

"Cân 1252 - Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem 
completado catorze anos de idade"
(Código de Direito Canônico)

Quais são os dias de Abstinência de Carne?

1. Quarta-feira de Cinzas;
2. Sexta-feira Santa; e
3. Todas as Sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com alguma Solenidade.

Posso comutar a Abstinência de Carne?

Pode, inclusive na Quaresma, com exceção da Sexta-feira Santa.

Você pode substituir a Abstinência de Carne por:

1. Outro alimento;
2. Obras de Caridade;
3. Exercícios de Piedade.

Quais são os Exercícios de Piedade e as Obras de Caridade?

Exercícios de Piedade

1. Participar da Santa Missa;
2. Rezar a Via Sacra;
3. Rezar o Rosário ou Terço;
4. Rezar o Angelus;
5. Visita ao Sacrário;
6. Ler a Palavra de Deus (Bíblia);
7. Qualquer outra oração ou prática devocional: Oração da Manhã, da Noite, Vinde Espírito Santo...

Obras de Caridade

1. Dar de comer aos famintos;
2. Dar de beber aos sedentos;
3. Vestir os nus;
4. Acolher os peregrinos;
5. Visitar os enfermos e idosos;
6. Visitar os encarcerados;
7. Sepultar os mortos
8. Aconselhar os duvidosos;
9. Ensinar os ignorantes;
10. Admoestar os pecadores;
11. Consolar os aflitos;
12. Perdoar as ofensas;
13. Suportar pacientemente as pessoas incômodas;
14. Rezar pelos vivos e pelos mortos;
15. Dar esmolas

A comutação deve ser feita na sexta-feira.

Quem está dispensado da Abstinência de Carne?

"Os doentes que precisam de alimento, os que se ocupam em trabalhos pesados ou os que comem o que podem ou quando podem (os muito pobres) estão dispensados das leis de jejum e abstinência. 
Aqueles para quem jejuar ou abster-se de carne possa constituir um problema sério, podem obter dispensa do seu pároco."
(A fé explicada, Leo J. Trese)

Por que a Igreja quer que nos abstenhamos de comer carne nas sextas-feiras?

A fim de que façamos penitência todas as semanas, e sobretudo nas sextas-feiras, em honra da Paixão de Jesus Cristo. (Catecismo Maior de São Pio X)

É pecado grave (mortal) não observar esse Mandamento?

Sim!

São Pio X ensina em seu Catecismo Maior que:

"Além dos Mandamentos da Lei de Deus, somos obrigados a observar os mandamentos ou preceitos da Igreja....os preceitos da Igreja facilitam a observância dos Mandamentos de Deus.
Transgredir com advertência um preceito da Igreja em matéria grave é pecado grave."

E, ainda, ao tratar sobre o Sacramento da Penitência:

"Faz-se o exame de consciência trazendo diligentemente à memória, na presença de Deus, todos os pecados ainda não confessados, cometidos por pensamentos, obras e omissões contra os Mandamentos de Deus e da Igreja, e contra as obrigações do próprio estado."

E Leo J. Trese deixa claro também:

"Tomar deliberadamente carne ou caldo de carne num dia de abstinência é pecado grave, se envolve desprezo do preceito e a quantidade for considerável. 
Mesmo em quantidade pequena, tomada de modo deliberado, seria pecado venial."
(A Fé Explicada)


Fonte: Código de Direito Canônico, Catecismo da Igreja Católica, Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Catecismo Maior de São Pio X, Constituição Apostólica Paenitemini, Livro A Fé Explicada de Leo J. Trese

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

sexta-feira, 16 de abril de 2021

9 armas espirituais para utilizarmos na pandemia


Pazargic Liviu | Shutterstock


Em novo livro, o Pe. Reginaldo Manzotti afirma que o mal está encontrando novas formas de agir durante esta pandemia e lembra que nós temos recursos espirituais para utilizarmos contra o inimigo

Há mais de um ano, cidadãos de todo o planeta vivem os feitos da pandemia e travam uma verdadeira batalha contra o coronavírus. Trata-se, de fato, de uma batalha para evitar o avanço da doença provocada por ele – a Covid-19 -, para conseguir vagas em hospitais, superar o luto, manter empregos e empresas e combater o negacionismo e as fake news, por exemplo.

Mas o Pe. Reginaldo Manzotti lembra que este combate não é só físico. Ele aborda esta luta do ponto de vista espiritual. Em seu novo livro “A nova batalha: o natural e o sobrenatural – as armas da fé na pandemia do século”, o sacerdote afirma que, de fato, estamos travando uma verdadeira batalha nesta pandemia. Ele lembra que milhões de vidas foram ceifadas em todo o planeta, e que muitos países enfrentam uma crise econômica, política e social causada pelas medidas restritivas para combater a proliferação do inimigo invisível.

Para o autor, há algo diabólico por trás do coronavírus. Manzotti ressalta que o mal está encontrando novas formas de agir durante a pandemia. “Desde o começo desta devastadora pandemia, encaramos a Cartilha do Maligno através de inúmeras situações: superfaturamento de equipamentos, desvio de verbas, aumento de preços de itens básicos sem nenhuma necessidade e, agora, a falta de vacina. Como não dizer que isso é obra do inimigo?”, questiona o padre.

Armas espirituais para utilizarmos na pandemia

O livro alerta que nós, cristãos, temos armas espirituais poderosíssimas para enfrentarmos essa pandemia e todas as suas consequências. Na obra, o sacerdote elenca algumas dessas armas para serem utilizadas contra o coronavírus e as ações do mal. São elas:

1- o jejum;

2 – a caridade;

3 – a cruz;

4 – o nome do Senhor;

5 – a intercessão de Maria;

6 – a invocação ao Arcanjo Miguel;

7 – a água benta;

8 – o sal bento;

9 – a Eucaristia.

No livro, o sacerdote esmiúça cada armadura dessas e ensina como devemos recorrer a elas durante a pandemia.

Além disso, o autor dá conselhos sobre como proteger o casamento durante este período de quarentena e confinamento, como otimizar a educação dos filhos em tempos de isolamento e como lidar com a crise financeira e com as perdas de entes queridos nesta cruel pandemia.

Fonte: Aletéia

Jesus, Maria e José, nossa família Vossa É!

segunda-feira, 5 de abril de 2021

O Cordão de São José


A devoção ao Cordão de São José teve a sua origem na cidade de Anvers, na Bélgica, em 1659, em consequência de uma cura milagrosa feita pelo uso desde precioso cinto. Nessa época vivia lá uma freira agostiniana de grande piedade, chamada Irmã Elizabeth, que vinha sofrendo há três anos com lancinantes dores ocasionadas por uma enfermidade cruel. Ela chegou a tal estágio que os médicos, não vendo nenhuma possibilidade de reverter o quadro, declararam sua morte inevitável e iminente. Irmã Elizabeth se voltou para o Céu e tendo sempre sido particularmente dedicada a São José, pediu-lhe sua intercessão junto a Nosso Senhor por sua recuperação. Ela tinha um cordão abençoado por um sacerdote em honra do santo e cingiu-se com ele. Alguns dias depois, quando rezava diante da imagem de São José, sentiu-se subitamente livre da dor.

Em 14 de janeiro de 1859, o Bispo de Verona peticionou junto à Sagrada Congregação dos Ritos, a qual, em 19 de setembro seguinte, aprovou a fórmula da Bênção do Cordão de São José.  Devido a sua comprovada eficácia contra os males corporais, espirituais e morais, a Santa Sé autorizou a devoção do Cordão de São José, permitindo que fosse usado privada e solenemente.

O Papa Pio IX enriqueceu esta fácil e benéfica devoção, com várias indulgências plenárias e parciais.

GRAÇAS ASSOCIADAS AO USO DO CORDÃO

Preciosas graças para a devoção dos servos de São José estão ligadas ao uso deste cordão:

  • Proteção especial de São José;
  • Pureza da Alma;
  • A graça da castidade;
  • Perseverança final;
  • Assistência especial na hora da morte.

NATUREZA DO CORDÃO DE SÃO JOSÉ E FORMA DE USÁ-LO

O Cordão de São José deve ser de linho ou algodão. Numa das extremidades, o Cordão tem sete nós, que representam as sete tristezas e alegrias de São José. 
Deve ser abençoado por um sacerdote com as faculdades para esta bênção. São Pio IX aprovou uma fórmula especial para a bênção do Cordão de São José que se encontra no Ritual Romano.
O Cordão de São José, desde que esteja bento, pode ser usado das seguintes formas:
  1. Usá-lo cingido à cintura sob a roupa ou nos ombros (o cordão maior);
  2. No pulso (o cordão menor); ou
  3. Tê-lo bem guardado para ser usado por ocasião de dores e sofrimentos físicos, aplicando-o com fé na parte enferma do corpo;
  4. Pode ser usado no carro, nos livros escolares, na carteira de documentos, no travesseiro, etc...;
  5. Pode ser colocado na cabeceira do doente ou no pulso;
  6. Pode e deve ser usado por gestantes que o levarão cingido à cintura, protegendo-as do perigo de aborto, nos partos difíceis, etc.
As pessoas que usarem, habitualmente, o Cordão de São José terão a graça da boa morte.

DIAS NOS QUAIS LUCRAM INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS TRAZENDO CONSIGO O CORDÃO

  • No dia do recebimento do Cordão;
  • No dia da entrada na Associação;
  • No Natal;
  • Na festa de Nossa Senhora Mãe de Deus e Circuncisão;
  • Na festa de Reis;
  • No dia da Festa dos Esponsais da Virgem e São José (23/01);
  • Na Festa de São José e em um dos sete dias que imediatamente se seguem;
  • Na Festa de São José Operário;
  • Nas festas da Páscoa, da Ascensão, de Pentecostes e na festa de Corpus Christi;
  • Na festa do Patrocínio de São José (3 Domingo depois da Pascoa);
  • Na Festa do Sagrado Coração de Jesus;
  • Na Festa do Imaculado Coração de Maria (22/08);
  • Na Festa da Assunção de Nossa Senhora;
  • Em perigo de morte;
  • Na hora da morte aos membros da Associação.


São José. rogai por nós!

sexta-feira, 5 de março de 2021

Como se reza a via-sacra?

Spencer Platt | GettyImages North America | AFP

Rezar a via-sacra é muito fácil e leva apenas alguns minutos. No entanto, poucas pessoas sabem rezá-la.
Apresentamos, a seguir, um esquema básico desta linda oração:

Oração inicial

Senhor, concede-me a graça de compartilhar contigo o caminho da cruz, penetrar teus pensamentos e sentimentos: o que pensavas, o que sentias enquanto carregavas a cruz pela humanidade, por mim? Ajuda-me a compreender um pouco mais do que esta via dolorosa significou para ti. Com a minha pequenez, eu me atrevo a caminhar contigo nestas estações, deixando-me impressionar pela contemplação do teu mistério, buscando teu olhar de dor, de agonia, de morte, de paz.

Jaculatória antes e depois de cada estação

Antes de cada estação: “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo”.

Depois cada estação: “Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição”.

1ª estação: Jesus é julgado, acusado falsamente, caluniado, abandonado pelos seus amigos e injustamente condenado à morte.

Oração: Guardaste silêncio. Ó Jesus silencioso, ensina-me a calar e a guardar silêncio, inclusive no sofrimento!

2ª estação: Jesus carrega a cruz. Com grande amor a abraça. Nela, expiará nossos pecados. Ele pensa em nós e caminha rumo ao calvário.

Oração: Jesus, ensina-me a compreender tuas palavras: “Se alguém quiser me seguir, tome sua cruz e siga-me”.

3ª estação: Jesus não aguenta mais, suas forças diminuem e Ele cai pela primeira vez.

Oração: Jesus, dá-me forças para levantar-me das minhas quedas. Anima meus desânimos.

4ª estação: Jesus encontra sua Mãe. A dor de ver sua Mãe sofrendo lhe abre mais feridas no coração. No entanto, ao mesmo tempo, ver o olhar amoroso de Maria o consola.

Oração: Maria, que vencendo todo respeito humano foste capaz de consolar teu Filho no caminho do calvário, ajuda-me a experimentar teu olhar nas minhas dificuldades e aflições.

5ª estação: O cireneu ajuda Jesus a carregar a cruz.

Oração: Jesus, assim como Simão te ajudou a carregar a cruz, ajuda-me nas minhas fraquezas e dificuldades.

6ª estação: O rosto desfigurado de Jesus comove o coração de uma mulher e, com um lenço, ela o enxuga cuidadosamente.

Oração: Jesus, grava tua imagem em meu coração, e que eu sempre me lembre dela.

7ª estação: Jesus, sob o peso da cruz, cai pela segunda vez.

Oração: Jesus, que não te cansem minhas constantes quedas!

8ª estação: O Senhor aceita a vã compaixão das filhas de Jerusalém.

Oração: Jesus, ajuda-me a aprender que carregar tua cruz é muito mais que todas as honras da terra.

9ª estação: Jesus cai pela terceira vez.

Oração: Jesus, que eu não perca a esperança quando experimentar a tua cruz na minha vida.

10ª estação: O Senhor é despojado das suas vestimentas.

Oração: Jesus, despojado de tudo, por amor a mim, ajuda-me a desprender-me, por amor a ti, de todas as criaturas, para que Tu sejas meu único tesouro.

11ª estação: Jesus é crucificado.

Oração: Jesus, que carregaste a cruz sem reclamar, concede-me jamais queixar-me por coisas inúteis, nem de ninguém, nem interiormente.

12ª estação: O Senhor morre na cruz.

Oração: Jesus, ajuda-me a aceitar de todo coração o tipo de morte que pensaste para mim, a aceitá-la com todas as suas angústias, penas e dores. Concede-me nesse momento unir-me à tua morte e oferecer a minha como consumação do meu caminho rumo a ti, aqui na terra.

13ª estação: O corpo de Jesus é tirado da cruz e recebido por Maria.

Oração: Jesus, que eu possa estar nos braços de Maria nos momentos mais difíceis da minha vida, e experimentar a proteção amorosa da tua santa Mãe.

14ª estação: Jesus é depositado no sepulcro.

Oração: Maria, minha Mãe, assim como João te fez companhia como um filho após a morte de Jesus, que eu possa sempre estar contigo, com os mesmos sentimentos do discípulo amado de Jesus.

Oração final

Senhor, que a meditação das tuas dores e sofrimentos destrua minha soberba, suavize meu coração e o prepare para receber teu inesgotável amor e perdão. Que, consciente das minhas quedas e defeitos, em meio às minhas penas e trabalhos, eu te busque sempre e que, contemplando teu coração aberto e ferido por amor a mim, eu possa mergulhar nele como uma gota de água, e me perca para sempre na imensidão da tua misericórdia. Amém.

Fonte: Aletéia

"Já dizia Santo Agostinho: 
Vale mais uma lágrima derramada ao lenbrar da Paixão, do que o jejum a pão e água em cada semana
(Livro A Pratica de Amor a Jesus Cristo, Sto Afonso de Ligório, pg. 22)

“Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo”

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Quaresma: Jejum e Abstinência de Carne

"Além das festas, há outros dias de especial relevo para os católicos: são os dias de jejum e os dias de abstinência. Ao lermos os Evangelhos, teremos notado a frequência com que Nosso Senhor recomenda que façamos penitência. E podemos perguntar-nos: "Sim, mas como?" 

A Igreja, cumprindo a sua obrigação de ser guia e mestra, fixou um mínimo para todos, uma penitência que todos - com certos limites - devemos fazer. Este mínimo estabelece uns dias de abstinência (em que não podemos comer carne) e outros de jejum e abstinência (em que devemos abster-nos de carne e tomar uma só refeição completa).

Como Cristo Nosso Salvador morreu numa Sexta-feira, a Igreja estabeleceu todas as sextas-feiras do ano - e também a Quarta-feira de Cinzas - como dias obrigatórios de penitência. O preceito geral da Igreja obriga abster-se de carne todas as sextas-feiras do ano, mas o Papa Paulo VI, na Constituição Paenitemini, deu às Conferências episcopais dos diversos países a faculdade de trocar a abstinência de carne por práticas de penitência cristã, como a oração, a esmola, outras mortificações, etc. De acordo com essa faculdade, os Bispos do Brasil determinaram que nas Sextas-feiras do ano, mesmo nas da Quaresma e incluídas a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, a abstinência de carne pode ser substituída, à escolha de cada um, por outras formas de penitência, principalmente por obras de caridade e exercícios de piedade, isto é, por algumas orações. Para quem optar pelo cumprimento da obrigação do jejum e da abstinência de carne nesses dias, basta que tome uma só refeição completa, e até duas outras desde que, juntas, não formem uma refeição completa; além disso, nenhuma dessas refeições incluirá carne.

Obras de Caridade:

Catecismo N. 2447

Exercícios de Piedade: 

  1. Procissão e Caminhadas Penitenciais;
  2. Participar e/ou Rezar a Via Sacra;
  3. Jejuar;
  4. Dar Esmola
  5. A Oração (terço, rosário, etc...)


Tomar deliberadamente carne ou caldo de carne num dia de abstinência de carne é pecado grave, se envolve desprezo do preceito e a quantidade que se toma é considerável. Mesmo uma quantidade pequena, tomada de modo deliberado, seria um pecado venial. Também seria pecado quebrar voluntariamente o jejum, fazendo-se - nos dias em que deve ser observado - duas ou mais refeições completas.

Os doentes que precisam de alimento, os que ocupam em trabalho pesados ou os que comem o que podem ou quando podem (os muito pobres) estão dispensados das leis do jejum e abstinência. Aqueles para quem jejuar ou abster-se de carne possa constituir um problema sério, podem obter dispensa do seu pároco. A lei da abstinência obriga os que tenham completado catorze anos, e dura toda a vida; a obrigação de jejuar começa quando se fazem dezoito anos e termina quando se entra nos sessenta."

Fonte: A Fé Explicada de Leo J. Trese (pag 253 e 254), Catecismo, Santuário do Pai das Misericórdias e blog Cristianismo em Ação.

Jesus Manso e Humilde de Coração

Fazei nosso Coração semelhante ao Vosso!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

ANO JUBILAR DE SÃO JOSÉ 08/12/2020 A 08/12/2021 COM INDULGÊNCIAS!



Nota. — Esta é uma tradução provisória ao português do texto latino do Decreto de concessão de indulgências para o Ano Jubilar de S. José. Assim que o texto oficial em português estiver disponível, atualizaremos esta postagem e deixaremos, em nota, o link para acessar a versão da própria Santa Sé.


DECRETO

Concedem-se especiais indulgências por ocasião do Ano Jubilar em honra de S. José, instituído pelo Sumo Pontífice Francisco, a fim de celebrar-se dignamente o 150.º aniversário da declaração de S. José como Patrono da Igreja Católica.

Comemora-se hoje o 150.º aniversário do Decreto “Quemadmodum Deus”, pelo qual o bem-aventurado Papa Pio IX, movido pelas graves e lutuosas calamidades da época, em que a Igreja era atacada por inimigos, declarou S. José Patrono da Igreja Católica.

A fim de perpetuar a confiança de toda a Igreja no singular patrocínio do Custódio do Menino Jesus, o Sumo Pontífice Francisco determinou celebrar, de hoje até o dia 8 de dezembro de 2021, no mesmo aniversário do mencionado Decreto e também no dia dedicado à Bem-aventurada Virgem Imaculada e esposa do castíssimo José, um Ano especial de S. José, para que todos os fiéis cristãos, a exemplo dele, reforcem diariamente sua vida de fé, cumprindo plenamente a vontade de Deus.

Todos os fiéis cristãos, com o auxílio de S. José, protetor da Santa Família de Nazaré, com orações e boas obras buscarão obter consolo e alívio das graves aflições humanas que afligem a nossa época.

A devoção ao Custódio do Redentor cresceu copiosamente na história da Igreja, a qual não somente lhe tributou um culto eminente, inferior apenas ao culto à Mãe de Deus e sua esposa, mas também lhe atribuiu diversos patrocínios.

O Magistério da Igreja continua a descobrir com gosto antigas e novas grandezas em S. José como em um tesouro, qual um pai de família que “tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt 13, 52).

Para alcançar esse tão desejado fim, será útil, acima de tudo, o dom das sagradas indulgências, que a Penitenciaria Apostólica, pelo presente Decreto, promulgado segundo as intenções do Sumo Pontífice Francisco, estende benignamente por todo o Ano de S. José.

Concede-se indulgência plenária, sob as condições de costume (a saber, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice), aos fiéis que, completamente desapegados do pecado, participarem do Ano de São José nas circunstâncias e dos modos determinados por esta Penitenciaria Apostólica.

a) S. José, verdadeiro homem de fé, nos exorta a reencontrar a relação filial com o Pai, renovar nossa fidelidade à oração, pôr-nos a escutar e responder com profunda consciência à vontade de Deus. — Por isso, concede-se indulgência a todos os que, por ao menos meia hora, meditarem a Oração do Senhor ou, ao menos por um dia, participarem de um retiro espiritual que inclua uma meditação sobre S. José.

b) No Evangelho, o título “homem justo” (Mt 1, 19) é atribuído a S. José, que, guardião “do íntimo mistério que está no mais profundo do coração e da alma” [1], isto é, partícipe do mistério de Deus e, por isso, exímio protetor em foro interno, nos impelirá a descobrir, no cumprimento dos nossos deveres, a força do silêncio, da prudência e da honestidade. A virtude da justiça, exercida por José de modo admirável, é a plena adesão à Lei divina, ou seja, à Lei da misericórdia, “porque é precisamente a misericórdia de Deus que leva ao cumprimento da justiça autêntica” [2]. — Por esta razão, os que, segundo o exemplo de S. José, realizarem obras de misericórdia, quer corporais, quer espirituais, poderão também alcançar o dom da indulgência plenária.

c) A principal nota da vocação de S. José foi ser o custódio da Santa Família de Nazaré, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e pai legal de Jesus. — A fim de que todas as famílias cristãs sintam-se urgidas a imitar o exemplo de íntima comunhão, amor e oração que a Santa Família viveu plenamente, concede-se indulgência plenária aos fiéis que recitarem o Sacratíssimo Rosário em família ou entre noivos.

d) O Servo de Deus, Papa Pio XII, no dia 1.º de maio de 1955, instituiu a festa de S. José Operário, “com a intenção de que por todos se reconheça a dignidade do trabalho, e de que esta inspire a vida social e as leis, fundadas na equitativa distribuição de direitos e deveres” [3]. — Por isso, poderá lucrar uma indulgência plenária todo aquele que, diariamente, sob o patrocínio de S. José, oferecer o seu trabalho, e qualquer fiel que invocar a intercessão do Operário Nazareno para que todo aquele que buscar trabalho o encontre, e que seja mais digno o trabalho de todos.

e) A Santa Família, ao fugir para o Egito, “mostra-nos que Deus está presente onde o homem está em perigo, onde o homem sofre, para onde se refugia, onde experimenta a rejeição e o abandono” [4]. — Assim, concede-se indulgência plenária aos fiéis que recitarem a Ladainha de S. José (para a tradição latina), o hino a S. José Akathistos, inteiro ou ao menos em côngrua parte (para a tradição bizantina), ou outra oração a S. José, peculiar das demais tradições litúrgicas, pela Igreja perseguida interna e externamente e para socorrer todos os cristãos, que padecem todo gênero de perseguição.

S. Teresa de Jesus reconheceu em S. José um padroeiro para todas as necessidades da vida: “A outros santos parece ter dado o Senhor graça para socorrerem numa necessidade; deste glorioso Santo tenho experiência que socorre em todas” [5]. Em tempos mais recentes, S. João Paulo II reiterou que o exemplo de S. José reveste-se de uma “atualidade renovada para a Igreja do nosso tempo, em relação com o novo Milênio cristão” [6].

Para afirmar uma vez mais o patrocínio universal de S. José na Igreja, além das mencionadas circunstâncias, esta Penitenciaria Apostólica concede indulgência plenária aos fiéis cristãos que recitarem alguma oração legitimamente aprovada ou um ato de piedade em honra de S. José (por exemplo, “Ad te, beate Ioseph”), sobretudo nos dias 19 de março e 1.º de maio; na festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e Joséno domingo de S. José, segundo a tradição bizantina; no dia 19 de qualquer mês e às quartas-feiras, dedicadas, como de costume, à memória do santo, segundo o rito latino.

Nas atuais circunstâncias de saúde pública, o dom da indulgência plenária derrama-se maximamente sobre os anciãos, enfermos, agonizantes e todos aqueles que, por causas legítimas, não podem sair, se, tendo detestado os próprios pecados e feito a intenção de cumprir, assim que possível, as três condições de costume, em sua casa ou em qualquer lugar em que estejam retidos, fizerem piedosas preces em honra de S. José, alívio dos doentes e Padroeiro da boa morte, entregando confiadamente a Deus misericordioso as dores e incômodos da própria vida.

A fim pois de tornar mais fácil, por caridade pastoral, o acesso ao perdão divino, alcançável pelas chaves da Igreja, esta Penitenciaria roga insistentemente que todos os sacerdotes munidos das devidas faculdades para atender confissões, de ânimo pronto e generoso, celebrem a Penitência e administrem com frequência a sagrada comunhão aos doentes.

Valerá o presente Decreto por todo o Ano de S. José, não obstante quaisquer disposições em contrário.

Dado em Roma, nas dependências da Penitenciaria Apostólica, no dia 8 de dezembro de 2020.

Mauro Card. Piacenza
Penitenciário-Mor

Christophorus Nykiel
Regente




VALEI-ME SÃO JOSÉ!

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Indulgências “pro defunctis” prorrogadas devido à COVID-19


Neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus, as indulgências plenárias pelos fiéis defuntos, que normalmente se ganham nos oito primeiros dias de novembro, poderão lucrar-se ao longo de todo o mês das almas.

Santa Sé



DECRETO


Neste ano, por causa da pandemia da doença de COVID-19, as indulgências plenárias pelos fiéis defuntos prorrogam-se por todo o mês de novembro, comutadas as condições e obras pias, em vista da segurança do povo cristão


Chegaram há pouco a esta Penitenciaria Apostólica muitas súplicas da parte de sagrados pastores, pelas quais se pedia que neste ano, por causa da pandemia da doença de COVID-19, se comutassem as obras para lucrar as indulgências plenárias aplicáveis somente às almas do Purgatório, segundo a norma do Manual de Indulgências (conc. 29, §1). Por isso, a mesma Penitenciaria Apostólica, por especial mandado do SS. Padre, o Papa Francisco, de bom grado determinou e deliberou, para evitar aglomerações, proibidas ou ao menos desaconselhadas em algumas nações e territórios, que neste ano:


a) A indulgência plenária para os que piedosamente visitarem cemitérios e, ainda que apenas mentalmente, rezarem pelos defuntos — limitada, segundo a norma, apenas aos oito primeiros dias de novembro —, possa, para comodidade dos fiéis, ser transferida dentro do mês de novembro para outro período de até oito dias, ainda que descontínuos, de livre escolha de cada fiel;

b) A indulgência plenária do dia 2 de novembro, na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, para os que piedosamente visitarem uma igreja ou oratório e ali recitarem um Pai-nosso e um Creio, possa ser transferida não somente para o domingo anterior ou posterior ou para o dia da solenidade de Todos os Santos, mas também para outro dia, dentro do mês de novembro, de livre escolha de cada fiel;


Os idosos, os doentes e os que, por causa grave, não podem sair de casa (v.gr., por força de decretos que proíbam os fiéis de se reunirem nos lugares sagrados), poderão lucrar a indulgência plenária, desde que, unindo-se em ânimo e voto aos que fizerem as piedosas visitas de que se falou acima, tendo detestado os próprios pecados e feito a intenção de cumprir, assim que possível, as três condições de costume (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do sumo Pontífice), recitem diante de qualquer imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo ou da Bem-aventurada Virgem Maria piedosas preces pelos defuntos (v.gr., as Laudes e as Vésperas do Ofício dos defuntos, o Rosário mariano, a coroa da Divina Misericórdia, e outras preces pelos defuntos mais caras aos fiéis), ou leiam, a título de leitura espiritual, o Evangelho da Liturgia dos defuntos, ou realizem uma obra de misericórdia, entregando a Deus clemente suas dores ou os incômodos da própria vida.

A fim, pois, de tornar mais fácil, por caridade pastoral, o acesso ao perdão divino, alcançável pelas chaves da Igreja, esta Penitenciaria roga insistentemente que os sacerdotes legitimamente facultados, de ânimo pronto e generoso, celebrem a Penitência e administrem a sagrada comunhão aos doentes.

No entanto, no que diz respeito às condições espirituais para lucrar plenamente a indulgência, está sempre em vigor a Nota desta Penitenciaria Apostólica sobre a celebração do sacramento da Reconciliação em tempos de pandemia da doença de COVID-19.

Por último, uma vez que as almas do Purgatório são ajudadas pelos sufrágios dos fiéis, sobretudo pelo santo sacrifício do Altar (cf. Concílio de Trento, sess. 25.ª, Decreto sobre o Purgatório), roga-se insistentemente a todos os sacerdotes que, no dia da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, celebrem a Missa três vezes, segundo a norma da Constituição Apostólica “ Incruentum Altaris”, do Papa Bento XV, de venerável memória, do dia 10 ago. 1915.

Valerá o presente Decreto por todo o mês de novembro, não obstante quaisquer disposições em contrário.

Dado em Roma, nas dependências da Penitenciaria Apostólica, no dia 22 de outubro de 2020, na memória de S. João Paulo II.

Maurus Card. Piacenza
Penitenciário-Mor

Christophorus Nykiel
Regente

sexta-feira, 11 de maio de 2018

O que é ser conservador?

SER CATÓLICO É SER CONSERVADOR!!





Primeira Característica: Piedade




Segunda Característica: Modéstia





Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

domingo, 12 de novembro de 2017

Do que adianta ir à Missa se eu não posso comungar?

Pe. Henry Vargas Holguín | Nov 06, 2017 
 
Corinne Simon I Ciric
22 août 2017 : Messe lors de l'Université d'été d'Acteurs d'Avenir. Eglise d'Ury (77), France.

Não seria pior deixar de ir à Missa e aumentar o abismo entre você e Deus?

A misericórdia de Jesus para com os homens não diminuiu nunca, apesar da resistência que Ele encontrou e encontra até hoje. Seu amor pelos seres humanos é profundo e capaz de conduzi-los à vida eterna, à salvação. Além disso, o amor de Cristo é imenso, sincero e atingir a todos.

É o que o Evangelho nos transmite com a imagem do bom pastor. Jesus, o bom pastor, vai buscar a ovelha perdida e, se ela se deixa encontrar, confiando em seu pastor, Ele a salvará.

Ele é o Bom Pastor de todas as almas. Ele as conhece pelo nome e vai ao seu encontro, principalmente ao encontro das ovelhas perdidas; não quer deixar nenhuma solta no monte.

Deus quer salvar o salvável. Jesus não dá ninguém por perdido. Ele nos ajuda, embora tenhamos cometido pecado.

Sua atitude, quando alguma ovelha se afasta, é favorecer seu retorno.

Esses tipos de ovelhas ou de fiéis devem ser conscientes de que estão sendo convidados a se aproximar de Deus e a lutar para que essa proximidade seja cada dia mais plena e perfeita.

O cristão que está consciente de que está distante de Jesus, seja essa distância motivada por qualquer razão, deve permitir que a luz divina ilumine cada vez mais o seu interior. Em meio ao pecado, é preciso mostrar-se para que Deus veja que ele tem essa abertura a Ele. É o que Deus espera quando, pela boca de Jesus, diz “Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando” (Lucas 12,37).

Os fiéis distantes de Deus, que não podem comungar, mal fariam em manter ou, pior ainda, em ampliar a distância ou o abismo que o separa de Deus. É preciso reduzir essa distância.

Como? Há várias maneiras, entre elas:
  1. Recuperar e cultivar o sentido da transcendência, da dimensão religiosas, da sensibilidade espiritual;
  2. Confessar-se o quanto antes;
  3. Recuperar a vida de oração, com atitude penitencial e com o coração humilde. Volte a rezar o Santo Rosário, participe da Missa dominical, fazendo a comunhão espiritual etc.
  4. Com a mesma atitude penitencial ou de conversão, oferecer na oração as boas obras, obras de misericórdia pelos outros (vivos ou mortos);
  5. Oferecer a Deus a sua vida, os seus sacrifício e sofrimentos;
  6. Ler a palavra de Deus, a vida dos santos, o catecismo. Tudo isso fortalece a fé;
  7. Oferecer-se para algum serviço na Igreja.
Os fiéis que não podem ou não querem confessar devido, entre outras coisas, à falta de interesse e, como consequência não podem comungar são convidados a fazer a sua parte para que não desapareça o vínculo da unidade que possa existir entre eles e Deus.

De qualquer forma, esses fiéis não podem perder de vista a Santa Missa, principalmente a Missa Dominical. O fato de não assistir à Missa inteira aumenta a distância com Deus.

Alguém poderia dizer: Do que adianta ir à Missa aos domingos se eu não posso comungar? 

Se você está nessa situação e está indo à Missa, saiba que você está fazendo muito: para si mesmo (pois é uma maneira de se interessar por sua salvação) e para os outros (pois você pode oferecer a Deus o sacrifício redentor de Cristo, participando ativamente com a própria oração).

Se você pode ou não comungar é outra coisa. O preceito de “assistir Missas inteiras aos domingos e dias santos” é independente da comunhão. Quem assiste à Missa sem poder comungar não está impedido de rezar, participando, assim, ativamente da missa.

Só existe a obrigação de comungar apenas uma vez por Páscoa de Ressureição (Cânon 920). Isso pressupõe no mínimo a confissão sacramental uma vez ao ano (Cânon 989).

Por outro lado, é preciso dizer que a comunhão eucarística é o que há de mais sublime, inefável e importante para que o fiel esteja em graça e em perfeita união com Deus. Mas também é certo que essa não é a única maneira de estar unido a Ele e de amá-lo.

Durante a Missa, a oração de quem não pode comungar, principalmente a oração de arrependimento, é muito útil, assim como a oração que motiva a conversão.

A oração ajuda para que a fé não diminua, ajuda a não continuar pecando, a não se distanciar de Deus e a ter o perdão de Deus, juntamente com a confissão.

A Igreja recomenda, inclusive, a recorrer à comunhão espiritual quando não for possível receber a Eucaristia por estar em pecado mortal.

Além disso, a oração feita pelos outros, vivos ou mortos, tem um efeito muito importante: a oração retroalimenta. Assim, pois, se rezamos por alguém, ao mesmo tempo estamos nos ajudando, pois seu efeito espiritual nos faz sermos mais sensíveis diante dos mistérios de Deus e mais dispostos a cumprir sua vontade.

Fonte: Aletéia

Clique em COMUNHÃO ESPIRITUAL para saber mais.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Quais são as Obras de Misericórdia?

Dia 08 de Dezembro iniciou-se o Ano Santo da Misericórdia.

Durante esse ano, que vai até novembro de 2016, devemos procurar viver as Obras de Misericórdia.

E quais são essas Obras? São as seguintes:


Fonte: Paróquia São José Operário (Brasilia-DF)

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!
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