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segunda-feira, 29 de maio de 2023

Por que estudar o catecismo?





Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós!

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Eleições e a prática da oração de intercessão

Shutterstock


Neste momento, uma importante questão que a Igreja sempre ensinou se coloca: a necessidade de rezarmos pelas autoridades, pelos governantes que serão eleitos

Aproximam-se as eleições de 2022, em que iremos participar do processo de escolha de grande parte dos nossos representantes, abrangendo parlamentares e governantes no âmbito estadual e federal.

Neste momento, uma importante questão que a Igreja sempre ensinou se coloca: a necessidade de rezarmos pelas autoridades, pelos governantes que serão eleitos, e que terão a responsabilidade de exercer funções legislativas e executivas pelos próximos quatro anos. Lembramos aqui de diversos momentos de intercessão pelas autoridades nas Sagradas Escrituras, como quando Moisés intercedeu por Josué e este foi capaz de vencer os amalecitas (cf. Êxodo 17,8-16) ou quando a rainha Ester, após um período de oração e jejum de três dias e três noites feito por todos os israelitas, foi capaz de mover o coração do Rei da Pérsia, salvando o seu povo da morte certa (cf. Ester 4,16 – 9,19).

Mas, afinal, o que é intercessão e por que rezamos uns pelos outros? De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (CIC), “interceder, pedir em favor de outro, desde Abraão, é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus”, e que “não procura seus próprios interesses, mas pensa sobretudo nos dos outros” (CIC, 2635). Não se trata, portanto, de algo simbólico, de um mero costume ou apenas de uma obrigação, mas nos remete ao Mistério de que Deus governa a História para além da liberdade e ação humanas. A prática da intercessão nos ajuda a lembrar que “n’Ele vivemos, nos movemos e somos”, e que, por ela podemos centrar nossa vida em Deus mais do que em nossas forças, e assim vivermos uma vida voltada para os outros, mais do que para nós mesmos, isto é, centrada na Caridade.

Quando deixamos de rezar de forma séria e sincera por aqueles que nos governam, corremos o risco de deixar de acreditar que Deus tem o poder de mover o coração do ser humano na direção do Bem e da Verdade, particularmente no campo da política, e por causa disso, muitas vezes, somos tomados pela desesperança e pelo medo, dificultando a nossa capacidade de avaliar a realidade de forma objetiva e comprometendo o próprio exercício do voto, que, apesar de ser uma manifestação da liberdade e da consciência de cada um, também supõe a ação da Graça Divina e a confiança em um Amor maior que é capaz de fazer novas todas as coisas (cf. Ap 21,5).

Dessa forma, nestes tempos de polarização política, em que as paixões têm sobressaído ao exercício da reta razão, é imperativo assumirmos o compromisso de verdadeiramente rezarmos pelo processo eleitoral, pelos candidatos, e, sobretudo, por aqueles que serão eleitos, com ou sem o nosso voto.

Enfim, podemos dizer que rezar pelos governantes é um verdadeiro “dever cívico-espiritual” que temos, em prol de que a Vontade de Deus se realize na esfera temporal, a favor do Bem Comum, especialmente dos mais necessitados.

Rezemos, portanto, como nos ensina São Paulo, por “todos os que detêm a autoridade, a fim de que levemos uma vida calma e serena, com toda piedade e dignidade” (1Tm 2,2).

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!

domingo, 21 de agosto de 2022

Existe algum indício real de que Nossa Senhora foi Assunta aos céus?

Renata Sedmakova | Shutterstock

Ou o dogma da Assunção se baseia "somente" em premissas teológicas?

A Igreja celebra no dia 15 de agosto a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, uma data que comemora a sua gloriosa subida ao céu. Acontece que o dogma da Assunçãofoi proclamado em 1950 e a data da celebração é relativamente nova, muito embora tenha raízes já nos primeiros séculos da história da Igreja.

Que raízes, afinal, são essas? Existe algum indício real de que Nossa Senhora foi assunta aos céus? Ou será que o dogma da Assunção se baseia “somente” em premissas teológicas?

Alguns dados importantes: 

  • A Assunção de Nossa Senhora já era celebrada nos primeiros séculos da Igreja, evocando a crença de que Deus a elevou em corpo e alma ao céu ao final da sua vida terrena.
  • A propósito do que signifique exatamente esse “final da vida terrena”, existiu ao longo dos séculos a discussão sobre se Maria teria morrido ou sido elevada aos céus em vida.
  • Diante do mistério, as igrejas orientais preferem utilizar a expressão “Dormição de Maria”: para eles, Nossa Senhora havia dormido, não morrido, e assim foi assunta sem passar pela morte.
  • A Igreja, de fato, não especifica formalmente se Maria morreu do ponto de vista biológico. O dogma da Assunção, promulgado em 1º de novembro de 1950 mediante a constituição apostólica Munificentissimus Deus, do Papa Pio XII, afirma que “a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.
  • O pe. José Antonio Fortea, exorcista espanhol mundialmente conhecido, afirma que esta ambiguidade na constituição apostólica é proposital: “Não foi coincidência; foi expressamente desejada. Como não havia unanimidade nesse tema e o que os dogmas expressam é a fé, optaram por deixá-lo ambíguo. A Igreja não se opôs às pessoas que disseram uma coisa nem às que disseram outra, sem chegar nunca a esclarecer o tema”.
  • O Papa São João Paulo II, por exemplo, considerava que Nossa Senhora morreu, sim, antes de ser assunta. Na catequese de 25 de junho de 1997, ele afirmou: “[O Papa Pio XII] não quis negar o fato da morte; apenas não julgou oportuno afirmar solenemente a morte da Mãe de Deus, como verdade que devesse ser admitida por todos os crentes. Refletindo sobre o destino de Maria e sobre a sua relação com o Filho divino, parece legítimo responder afirmativamente: dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe”.
  • O Catecismo da Igreja Católica, em seu número 966, reforça o que é essencial a respeito da Assunção: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos”.
  • Entendida a essência do dogma, não deixa de ser interessante compreender o seu nascimento. De acordo com São João Damasceno, o imperador romano Marciano solicitou, durante o Concílio de Calcedônia, no ano 451, que fosse buscado o corpo de Maria, Mãe de Deus. No entanto, o bispo de Jerusalém, São Juvenal, explicou que “Maria morreu na presença de todos os apóstolos, mas o seu túmulo, quando aberto a pedido de São Tomé, foi encontrado vazio; os apóstolos assim concluíram que o corpo tinha sido levado ao céu”.
  • A crença na Assunção de Maria se tornou uma tradição cada vez mais estendida, bem como matéria de frequente meditação nos escritos dos santos ao longo dos séculos. Cabe ressaltar, a propósito, o uso consagrado da voz passiva: Maria não ascendeu ao céu como Jesus, que o fez pelo próprio poder, mas sim foi assunta, enfatizando-se que ela foi elevada ao céu pelo poder de Deus.
  • Somente depois do transcurso de mais de mil e novecentos anos desde o tempo dos apóstolos é que a Igreja considerou que havia suficiente embasamento para que o dogma da Assunção pudesse finalmente ser decretado. A declaração do Papa Pio XII em 1950 é enfática:
Com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: 

a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

O decreto foi aprovado de antemão pelas dioceses do mundo inteiro e se baseia no exame de séculos de pensamento cristão e escritos de santos que dão um testemunho praticamente universal da Assunção.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Você é pró-vida ou é só contra o aborto? – o alerta do Papa


Primeiya | Shutterstock


Conheço e sou fiel a toda a doutrina social católica ou apenas a uma parte?

Ao declararem que o ser humano é imagem e semelhança de Deus, as Sagradas Escrituras vincularam o compromisso religioso ao compromisso social de cuidar da vida.

Dos cinco pecados que bradam aos céus, lembrados no Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1867, quatro são de natureza social: o homicídio, a opressão aos pobres, o descaso com os vulneráveis e o não pagar o justo salário. No Novo Testamento, Jesus vinculou a salvação ao compromisso com os pobres e a condenação àqueles que se omitem (cf. Mt 25,31-46). Esse compromisso social não é restrito a atos pessoais, mas implica políticas públicas. “A política é a mais alta forma de caridade. Todos os cristãos são obrigados a se empenhar politicamente”, lembrou Pio XI, num discurso aos jovens, em 1927.

O tema da dignidade da vida humana deve ser prioridade ao pensar política. Mas há uma incoerência disseminada em nosso meio e que chamou a atenção do Papa Francisco:

 “É nocivo e ideológico o erro das pessoas que vivem suspeitando do compromisso social dos outros, considerando-o algo superficial, mundano, secularizado, imanentista, comunista, populista; ou então relativizam-no como se houvesse outras coisas mais importantes, como se interessasse apenas uma determinada ética ou um arrazoado que eles defendem. 
A defesa do inocente nascituro, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada (…) mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram e se debatem na miséria, no abandono, na exclusão. 
Não podemos propor-nos um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo. (…) 
Alguns católicos afirmam que é um tema secundário relativamente aos temas ‘sérios’ da bioética. 
Que fale assim um político preocupado com os seus sucessos, talvez se possa chegar a compreender; mas não um cristão’’ 
(exortação apostólica Gaudete et exsultate, 100-102).

A constituição pastoral Gaudium et spes, 27, enfatizou que TUDO que se opõe à vida é infame e ofende a honra devida ao Criador. É inconcebível que um católico escolha apenas um tema e se omita em outros, se levante contra políticas que ameaçam um lado, mas não se move com igual força diante de políticas ou realidades que prejudicam outras esferas da vida. Se estamos assim, é sinal de que fomos envolvidos pela nociva ideologia que o Papa Francisco denunciou.

Nossa luta deve ser por políticas públicas que promovam a vida humana na totalidade, nosso combate deve ser contra a política/realidade de morte que ameaça a dignidade da vida humana em todas as frentes, é o caso da miséria, da fome, do desemprego, do ódio, do homicídio, do aborto, das novas formas de racismo, escravidão, migração e preconceito, do descaso com a saúde pública, com a educação, com a vida indígena e amazônica, também os ataques e o descaso com o meio ambiente que atingem diretamente o homem que depende da Criação para viver. Essa é a totalidade da Doutrina Social da Igreja.

A atuação política do cristão não pode ceder à mesquinharia de escolher um tema e se omitir de outros. Ao escolher o voto, todas as circunstâncias devem ser levadas em conta e serem exigidas daqueles que apresentam seus pleitos.

Precisamos fazer um exame de consciência e avaliarmos nossa postura como cristãos eleitores e políticos. 

Sou realmente pró-vida ou só sou contra um ou outro aspecto? 

Conheço e sou fiel a toda a doutrina social católica ou apenas a uma parte?

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

terça-feira, 14 de junho de 2022

Não coloque Santo Antônio de cabeça para baixo!

77krc | Flickr CC BY-NC-ND 2.0


Esta superstição é uma prática não cristã, 
que deturpa a genuína devoção aos santos

Santo Antônio de cabeça para baixo: esta superstição é muito comum dentro de outra superstição que atribui “poderes casamenteiros” ao santo mais disputado entre portugueses e italianos.

De fato, há muita coisa “de cabeça para baixo” em torno a Santo Antônio de Pádua, que, para começo de conversa, nem era Antônio nem era de Pádua. É que o seu nome de batismo era Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo – ele só passou a se chamar Antônio aos 25 anos, quando se tornou frade franciscano. E ele não nasceu em Pádua, na Itália, mas sim em Lisboa, muito boa razão pela qual os portugueses o chamam de Santo Antônio de Lisboa. Saiba mais sobre isto acessando o artigo recomendado ao final desta matéria.

Mas e a fama de santo casamenteiro?

Já em vida, o frade era considerado santo pela população, mas, após a sua morte e canonização, as atribuições de milagres à sua intercessão aumentaram com grande intensidade. O próprio Papa Leão XII o chamou de “santo de todo o mundo”, devido à enorme extensão da devoção a ele. De fato, Santo Antônio é venerado como padroeiro dos pobres, dos viajantes, dos pedreiros e dos padeiros, entre muitos outros profissionais.

Justamente por conta da fama de grande intercessor, Santo Antônio também é muito “procurado” por quem lhe pede socorro para encontrar um bom marido ou uma boa esposa!

E é aí que surgem aqueles que até chegam a colocar a imagem do pobre santo de cabeça para baixo, como modo de “forçá-lo” a interceder por esse objetivo…

Mas esta superstição é uma prática não cristã, que deturpa a genuína devoção a Santo Antônio e o próprio sentido da intercessão dos santos segundo a fé católica.

O Catecismo da Igreja Católica nos alerta, em seu número 2.111, para o perigo da superstição: trata-se de “um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe”, podendo também “afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas” – ainda que sejam práticas “legítimas ou necessárias”, como é o caso das orações.

Então nada de deixar Santo Antônio de cabeça para baixo!

Fonte: Aletéia

Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!

terça-feira, 24 de maio de 2022

Aparições Marianas: o que são e qual o seu papel na vida cristã?

O apóstolo São Tiago e seus discípulos prestam culto a Nossa Senhora do Pilar. 
Pintura de Francisco Goya.

Embora não façam parte do “depósito da fé”, as aparições marianas reconhecidas pela Igreja constituem um chamado sobrenatural à conversão e à santificação pessoais.


O mês de maio é tradicionalmente dedicado a uma meditação mais fervorosa sobre os mistérios da Virgem Maria e do papel que ela ocupa na Igreja como mãe e advogada dos cristãos. Romarias, orações comunitárias do Santo Terço, novenas, Missas e outras manifestações de piedade para com a Mãe de Deus costumam acontecer em vários lugares. Trata-se de um carinho todo filial que os católicos procuram ofertar à Virgem, aquela que nos trouxe a salvação, a "Mãe de meu Senhor", como diria Santa Isabel (cf. Lc 1, 43).

Maio é também o mês em que nossos olhares se voltam para a cidade de Fátima, em Portugal, onde há cem anos a Virgem Maria aparecia a três criancinhas, os videntes Francisco, Jacinta e Lúcia, pedindo-lhes que rezassem pela conversão dos pecadores e pelo triunfo de Seu Imaculado Coração. Ainda hoje, os famosos segredos de Fátima são causa de muita especulação e curiosidade dentro e fora da Igreja.

A pergunta que queremos responder hoje, no entanto, é esta: de que maneira os fiéis católicos podem prestar maiores homenagens à Virgem Santíssima, a partir de aparições como as de Fátima e tantas outras já testemunhadas na história da Igreja?

O papel e o limite das "revelações privadas"

Os eventos de Fátima, assim como as demais aparições da Virgem Maria, pertencem àquele gênero de revelações que a Igreja chama de "privadas". Na definição de alguns teólogos, essas revelações consistem em uma "manifestação visível de um ser cuja visão naquele lugar ou naquele momento é inusitada e inexplicável segundo o curso natural das coisas". Uma vez que não fazem parte do depósito da fé, nenhum católico é obrigado a aceitá-las com o obséquio da fé, embora sejamos docilmente convidados a "discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja". Como resume o Catecismo, o papel delas "não é 'aperfeiçoar' ou 'completar' a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história".

A Igreja age com salutar prudência todas as vezes que uma "revelação privada" surge.

É preciso que todos os fiéis tenham muito claras essas noções, a fim de que não caiam ingenuamente em radicalismos e falsos messianismos, como sói acontecer em muitas ocasiões. A credulidade excessiva em muitas "profecias" e "revelações" — que, aliás, nem sequer foram ainda reconhecidas pela Igreja — pode incorrer num grave pecado contra a fé, conforme o que já alertava São João: "Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo" (1 Jo 4, 1).

A Igreja age com salutar prudência todas as vezes que uma "revelação privada" surge. Essa atitude se justifica por razões teológicas e pastorais. Imaginem como seria danoso a uma comunidade descobrir, após grandes manifestações de adesão, que uma determinada "revelação" ou "mensagem celestial" não passava de charlatanismo. Ou ainda as consequências nocivas que tais "revelações" podem acarretar à obediência e à credibilidade da Igreja — especialmente por causa da grande repercussão que esses assuntos ganham pelos meios de comunicação —, quando pretendem "ultrapassar ou corrigir a Revelação de que Cristo é a plenitude".

No que precisa crer o fiel católico? Na Revelação de Deus, encerrada com a morte do último apóstolo, e transmitida pela Igreja, quer por via oral, quer por escrito. Assim se expressou o Sagrado Concílio Vaticano I:

Deve-se, pois, crer com fé divina e católica todas as coisas que estão contidas na Palavra de Deus escrita ou transmitida pela Tradição, e que, pela Igreja, quer em declaração solene, quer pelo Magistério ordinário e universal, nos são propostas a ser cridas como reveladas por Deus.

Isso significa que o objeto material da fé católica corresponde àquilo que está exposto nas Sagradas Escrituras, nos símbolos apostólicos — os doze artigos do Credo — e no ensinamento perene da Igreja. Duas são as fontes da divina Revelação: a Tradição e as Sagradas Escrituras. Ambas constituem o depósito da fé, cuja tutela e interpretação são de responsabilidade do Magistério da Igreja.

No caso dos dogmas, por sua vez, somos obrigados a acolhê-los diligentemente porque, ao contrário dos protestantes, nossa fé não se fundamenta em juízos particulares, mas no juízo dos pastores, que são assistidos pelo poder do Espírito Santo e, que, portanto, não se enganam. Conforme explica o padre Royo Marín, "isso se dá porque não podemos ter certeza de que conhecemos e acolhemos o autêntico testemunho de Deus a não ser pela luz profética (que ilumina somente aqueles que recebem diretamente a divina revelação) ou pela proposição infalível da Igreja" [5]. Essas proposições podem manifestar-se de dois modos: por uma declaração solene de um Papa ou de um Concílio — a chamada declaração ex cathedra — ou por meio do Magistério ordinário e universal — ou seja, o ensinamento comum feito pelo Papa e pelos bispos reunidos a ele daquilo que é a fé de sempre da Igreja: "quod ubique, quod semper, quod ab omnibuso que [foi crido] em todo lugar, sempre e por todos", diria São Vicente Lérins.

Com relação à Virgem Maria, quatro dogmas já foram solenemente proclamados: a Maternidade Divina, a Virgindade Perpétua, a Imaculada Conceição e a Assunção. Ao fiel católico já não é permitido questionar nenhum desses dogmas, sob pena de cair em graves heresias, porque "recusar fé a uma só doutrina da Igreja é não possuir fé" [7]. Existem, por outro lado, as piedosas opiniões, que nada mais são do que "uma verdade admitida pela Igreja desde tempo imemorial, mas ainda não declarada como revelada por Deus" [8]. É o caso da "mediação universal" de Maria e da sua "corredenção".

Como discernir as aparições marianas

A primeira aparição mariana de que se tem notícia é a de Zaragoza, Espanha, ainda nos tempos apostólicos. Os relatos dão conta de que Nossa Senhora aparecera a São Tiago para confortá-lo acerca da conversão dos espanhóis, que se mostrava muito difícil. Essa aparição deu origem ao título de Nossa Senhora do Pilar, proclamada padroeira da Espanha.

Basicamente, as aparições marianas sempre tiveram uma conotação apologética. Na maior parte de suas mensagens, a Virgem pede por uma conversão dos costumes e pela reparação às ofensas contra Seu Filho Jesus, num contexto em que algum artigo da sã doutrina cristã se encontra visivelmente ameaçado. Como citamos anteriormente, o papel das "revelações privadas", quando verdadeiras, é fazer com que o depósito da fé seja acolhido e vivido "mais plenamente, numa determinada época da história". Não se trata de uma nova revelação ou dogma, mas de um incentivo a uma vida mais coerente com o Evangelho revelado. É por isso que a Igreja também alerta para o risco daquele racionalismo crítico que faz "duvidar até das revelações privadas aprovadas pela Igreja [...], que, sem pertencer ao depósito da revelação nem ser objeto de fé divina, seria presunçoso e temerário rechaçar".

Com o decorrer dos séculos e a repercussão que esse tipo de fenômeno costuma ter, sobretudo com a participação dos meios de comunicação, a Santa Sé decidiu elencar alguns requisitos básicos para o reto discernimento das aparições, que levam em consideração aspectos positivos e negativos, "a fim de que a devoção suscitada entre os fiéis por acontecimentos deste tipo possa manifestar-se no respeito da plena comunhão com a Igreja e dar frutos, dos quais a própria Igreja possa discernir em seguida a verdadeira natureza dos acontecimentos". Ei-los aqui:

Quando a Autoridade eclesiástica for informada sobre uma presumível aparição ou revelação, será sua tarefa:

a) em primeiro lugar, julgar sobre o fato segundo critérios positivos e negativos (cf. infra, n. I);

b) em seguida, se este exame chegar a uma conclusão favorável, permitir algumas manifestações públicas de culto ou de devoção, prosseguindo na vigilância sobre elas com grande prudência (isto equivale à fórmula: «pro nunc nihil obstare»);

c) finalmente, à luz do tempo transcorrido e da experiência, com especial relação à fecundidade dos frutos espirituais gerados pela nova devoção, expressar um juízo de veritate et supernaturalitate, se o caso o exigir.

É fundamental que haja o devido respeito a essas normas para que não se crie o risco de divisão no seio da comunidade. De fato, o diabo pode muito bem aproveitar-se da inocência de alguns fiéis, como já aconteceu inúmeras vezes, inculcando-lhes falsas mensagens celestiais, que perturbam a ordem do culto a Deus. Além disso, os videntes não são pessoas infalíveis, de modo que as mensagens que eles recebem correm o risco de se confundirem com os seus próprios pensamentos. É a autoridade da Igreja que pode julgar com segurança esses fatos.

No final do século XIX e início do século XX, Maria visitou-nos com espantosa regularidade. Medalha Milagrosa, La Salette, Lourdes e Fátima constituem como que o ápice dessas visitas, cuja mensagem era uma só: reparação e conversão. Os frutos benéficos produzidos por essas mesmas aparições ainda hoje podem ser vistos e colhidos, de tal forma que os próprios Romanos Pontífices se referem a eles em suas exortações e programas de pontificado. É, portanto, muito salutar que os fiéis abram os ouvidos ao testemunho das aparições marianas, segundo o critério da Madre Igreja, com vistas para uma autêntica renovação dos costumes e um vigoroso crescimento na fé.


Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

sexta-feira, 18 de março de 2022

Exorcista: crescem os casos de ação extraordinária dos demônios


Public Domain



Sacerdote fala sobre os pecados graves (mortais) que mais têm exposto as pessoas a riscos espirituais

O padre Pedro Paulo Alexandre, exorcista da Arquidiocese de Florianópolis, envio-nos algumas palavras sobre a mais recente edição do curso de exorcismo e oração de libertação do qual ele participou em Roma. O sacerdote é membro da Associação Internacional de Exorcistas.

O curso

Neste ano tivemos a XV edição do curso de exorcismo e oração de libertação. É a terceira vez que tenho oportunidade de participar deste curso. Foi um excelente curso. 
Nesta edição tratamos também pela primeira vez, de forma mais demorada, alguns temas muito solicitados pelos participantes: 

1. a presença da Virgem Maria nos exorcismos; 
2. o aumento dos ritos mágicos afro-brasileiros; 
3. os perigos em torno das constelações familiares; 
4. a sujeição diabólica; 
5. uma abordagem preventiva e educativa de riscos e perigos no uso da internet, etc.

Importância

Cada vez mais vejo o quanto esse curso é importante e fundamental no processo formativo dos sacerdotes, e dos fieis leigos.

O Concílio Vaticano II nos recordou que: 

“Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa, com efeito, toda a história humana; começou no princípio do mundo e, segundo a palavra do Senhor, durará até o último dia. 
Inserido nesta luta, o homem deve combater constantemente, se quer ser fiel ao bem, e só com a ajuda de Deus conseguirá realizar a sua própria unidade” 
(Gaudium et spes, n. 37).

Diversos papas têm nos chamado atenção não só para a existência do demônio, mas sobretudo sobre a ação deste, inimigo das nossas almas, no mundo.
Todos nós recordamos da advertência do Papa Francisco, no dia 11 de abril de 2014: 

“O demônio existe também no Século XXI e nós devemos aprender do Evangelho como lutar contra ele para não cair na armadilha. 
Não devemos ser ingénuos”.

Papa

O Papa Francisco tem ressaltado bastante o trabalho delicado e árduo dos exorcistas. 
Em outubro de 2014, no XII Congresso Internacional da Associação Internacional de Exorcistas, ele nos disse: 

“Os exorcistas manifestam o amor e o acolhimento da Igreja a quantos sofrem por causa da obra do maligno”

Pouco tempo depois, no dia 17 de março de 2017, dirigindo-se aos participantes no XXVIII curso sobre o foro interno organizado pela Penitenciaria Apostólica, ele disse: 

“Quem se aproxima do confessionário pode encontrar-se em variadas situações: pode ser que sofra de distúrbios espirituais, cuja natureza deve ser submetido a um cuidadoso discernimento… 
Quando o confessor estiver se aperceber da presença de verdadeiros distúrbios espirituais […] não deverá hesitar em referir-se àqueles que, na diocese, são responsáveis por este ministério tão delicado e tão necessário: os exorcistas”.

Vejo este curso como um sinal da providência de Deus para este tempo de duras provas que estamos vivendo. A Palavra de Deus nos diz que 

“O Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio” 
(1Jo 3,8b). 

Nós, exorcistas, cremos no poder que Nosso Senhor Jesus Cristo conferiu a Sua Santa Igreja. Não temos dúvida que Cristo com seu braço forte e poderoso continuará cuidando, protegendo e guardando os seus até o fim.

Aumento da procura por exorcistas

O Ritual de Exorcismos e outras súplicas na introdução nos adverte que: “[…] dado que a maléfica e adversa ação do Diabo e dos demônios afeta pessoas, coisas e lugares, manifestando-se de diversos modos, a Igreja, sempre consciente de que ‘os dias são maus’ (Ef 5,16), orou e ora para que os homens sejam libertos das ciladas do diabo” (Ritual Romano. Rito dos exorcismos, Proémio). 

A ação do demônio pode-se dar de duas maneiras: 

1. a Ação extraordinária: 

a) vexação: ação sobre um ou mais dos sentidos externos – onde a pessoa pode ver coisas, ouvir, sentir…;
b) obsessão: ação sobre os sentidos internos: mente, memória, imaginação…; 
c) possessão: ação sobre o corpo e a mente – levando a pessoa a crises e manifestações…; 
d) infestação: ação do demônio sobre coisas, lugares, animais…; e 

2. a Ação ordinária: tentação – é a ação mais perigosa do demônio.

Ação dos demônios

Infelizmente tem crescido muito os casos de ação extraordinária dos demônios. Isso se deve principalmente ao fato de que muitos cristãos já não viverem mais em estado de graça. A Igreja sempre ensinou, e o demônio sabe muito bem, que se uma pessoa terminar a sua vida neste mundo em pecado mortal terminará no inferno (Catecismo, n. 1035, 1033, 1861). Lamentavelmente, muitos católicos já não se dão conta que nós também devemos e precisamos viver os Cinco Mandamentos da Igreja, pois Nosso Senhor disse aos apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita” (Lc 10,16a). 
Papa Francisco, no dia 21 de janeiro de 2014, citando Pio XII, nos dizia: 

“O maior pecado de hoje é que os homens perderam o sentido do pecado”.

Entre os pecados graves (mortais), que mais tem exposto as pessoas a riscos espirituais, estão as praticas proibidas nas Sagradas Escrituras: 

1. Idolatria (falsas doutrinas: seitas, organizações exotéricas, grupos satânicos, etc.); 
2. Adivinhação (horóscopo, astrologia, fenômenos de vidência, espiritismo, evocar os mortos, consultar médiuns, cartomantes, leitura de mãos, búzios, ouija, tarô, etc.); 
3. Magia (benzedeiros, curandeiros, macumba, feitiçaria, vodú, umbanda, reiki, etc.). 

É urgente voltarmos a pregar aos fiéis os números 2116 e 2117 do Catecismo da Igreja Católica. Pois como o Pe. José Eduardo, dizia no dia 24 de fevereiro de 2020: 

“Não existe neutralidade no mundo espiritual: o que não é luz, é trevas!”.

Perigos

No curso deste ano mais uma vez fomos advertidos dos riscos e perigos das práticas ligadas: a New Age, as terapias holísticas, os ritos mágicos afro-brasileiros, as constelações familiares, etc.

Por fim, acho importante e fundamental ressaltar aquela que é a nossa verdadeira missão como exorcistas: 

“O exorcista é, antes de tudo, um evangelizador e um sacerdote, por que qualquer que seja a origem do mal que aflige aos que se aproximam dele – seja ou não uma forma autêntica de ação extraordinária do demônio – se empenha em inculcar a serenidade, a paz, a confiança em Deus e a esperança em sua graça. 
E ali onde realmente se estabelece um caso de possessão diabólica, acompanhar aqueles irmãos e irmãs que estão sofrendo por causa do maligno, com humildade, fé e caridade, para apoiá-los na luta, para alentá-los no duro caminho da libertação e para reavivar neles a esperança” 
(Pe. Francesco Bamonte, exorcista da Diocese de Roma, presidente da Associação Internacional de Exorcistas, 08 de julho de 2014).

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quarta-feira, 16 de março de 2022

Novo Catecismo da Igreja Católica completa 30 anos em 2022

Domínio Público, via Wikimedia Commons

Episcopado brasileiro está veiculando "lives" sobre o Catecismo, iniciadas em fevereiro e previstas para terminar em novembro

O novo Catecismo da Igreja Católica completa 30 anos em 11 de outubro de 2022.

O site oficial do Vaticano, em sua seção especialmente dedicada ao Catecismo, assim registra o seu lançamento:

“No dia 11 de outubro de 1992, o Papa João Paulo II entregava aos fiéis de todo o mundo o Catecismo da Igreja Católica, apresentando-o como ‘texto de referência’ para uma catequese renovada nas fontes vivas da fé (Const. Apost. Fidei depositum, 11 de Outubro de 1992). 
A trinta anos da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965), completava-se assim o desejo expresso em 1985 pela Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos para que fosse composto um catecismo de toda a doutrina católica, quer no tocante à fé, quer no que se refere à moral. 
Cinco anos depois, a 15 de Agosto de 1997, ao promulgar a edição típica do Catecismo da Igreja Católica, o Sumo Pontífice confirmava a finalidade fundamental da obra: 
Apresenta-se como exposição completa e íntegra da doutrina católica, que permite a todos conhecer o que a mesma Igreja professa, celebra, vive, reza na sua vida quotidiana’ 
(Carta Apost. Laetamur magnoepre, 15 de Agosto de 1997)”.

Por ocasião dos 30 anos do lançamento do novo Catecismo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem realizando uma série de “lives” veiculadas duas vezes por mês, via Facebook e YouTube. 

Os encontros virtuais começaram em 24 de fevereiro e estão previstos para terminar em novembro.

Na segunda “live”, realizada nesta quinta-feira, 10 de março, o tema foi “A Profissão de Fé”, com apresentação do pe. Abimar Oliveira de Moraes, professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio.

“A Profissão de Fé” é a primeira das quatro partes do Catecismo editado sob a supervisão do Papa São João Paulo II. As outras três são a celebração do mistério cristão, a vida em Cristo e a oração cristã.

O Catecismo da Igreja Católica é um compêndio da doutrina da Igreja, que se baseia na:

  1. Sagrada Escritura, 
  2. na Tradição Apostólica e 
  3. no Magistério da Igreja. 

É uma espécie de “guia do católico“.

Fonte: Aletéia

Se você é Católico ou quer se tornar católico;
Se você quer conhecer mais a Igreja Católica;
Se você quer saber o que a Igreja Católica de fato ensina;
Leia o Catecismo da Igreja Católica!

Ele tem em duas versões: livro e compêndio (perguntas e respostas). Ambos você pode encontrar no tamanho grande ou de bolso.

Catecismo da Igreja Católica


Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

Além da CNBB, o Padre Gabriel Vila Verde também está fazendo um "Estudo do Catecismo" que pode ser acompanhado por todos em seu canal do YouTube. 
Se quiser assistir, clique AQUI!

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

O que é preciso para ser catequista?


Ricardo Sanches

Alguns requisitos práticos exigidos para este ministério laical


Para ser catequista é preciso, antes de mais nada, atender ao chamado de Deus para esta “função” tão importante. Ser catequista, de fato, é uma vocação. É preciso estar disposto a contribuir com a missão evangelizadora da Igreja, a ser um trampolim para a iniciação na vida cristã, a fazer ressoar a Palavra de Deus no coração das pessoas.

Atender a esse chamado implica, principalmente, ter a humildade de querer servir a comunidade e ajudar crianças, jovens e adultos a trilhar no caminho que leva ao Senhor.

O que é preciso para ser catequista?

Na prática, cada diocese define a forma como escolhe seus catequistas. Geralmente, o convite vem do próprio pároco. Mas é possível também se candidatar para a função, que recentemente se tornou ministério (leia mais abaixo).

De maneira geral o catequista (ou a catequista) deve ter recebido os sacramentos do Batismo, da Eucaristia e da Confirmação. É preciso também ter uma presença ativa na própria comunidade, conhecer a Bíblia e ter paciência e didática para lidar com crianças e jovens.

Algumas dioceses também exigem um curso de preparação específico para catequistas. Essa preparação pode levar até dois anos.

O Ministério do Catequista

Em 2021, o Papa Francisco publicou a carta apostólica Antiquum Ministeriuum, através da qual instituiu o Ministério de Catequista. No documento, o pontífice reforça os requisitos necessários para o ministério laical:

“Convém que, ao ministério instituído de Catequista, sejam chamados homens e mulheres de fé profunda e maturidade humana, que tenham uma participação ativa na vida da comunidade cristã, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunhão fraterna, recebam a devida formação bíblica, teológica, pastoral e pedagógica, para ser solícitos comunicadores da verdade da fé, e tenham já maturado uma prévia experiência de catequese (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Decr. Christus Dominus, 14; CIC cân. 231 §1; CCEO cân. 409 §1). Requer-se que sejam colaboradores fiéis dos presbíteros e diáconos, disponíveis para exercer o ministério onde for necessário e animados por verdadeiro entusiasmo apostólico.”

No site Catequista em Formação, a catequista Ângela Rocha escreveu: “Por esta ‘lista’ já se pode antever que não será assim tão fácil ser um ‘ministro da catequese’. E nem poderia ser diferente, já que esta é uma missão importante demais para a Igreja, que precisa de uma evangelização integral se quiser atingir a todos.”


Existe idade mínima para ser catequista?

Outra dúvida bastante comum é se existe ou não uma idade mínima exigida para os candidatos a catequista.

Na verdade, nenhum documento discorre especificamente sobre isso. Entretanto, na Antiquum Ministerium, Francisco diz que o catequista precisa ter “maturidade humana”. Desse termo, podemos inferir que espera-se que o candidato à função tenha experiência pessoal de vida para que possa transmiti-las aos catequizandos.

Vale lembrar que essa “maturidade” não necessariamente está relacionada à idade. Assim, uma pessoa mais velha pode não ter tantas experiências de vida e de fé relevantes para repassar durante a catequese. Por outro lado, um jovem pode ter testemunhos importantes que irão contribuir para a boa formação religiosa dos catequizandos.

Além disso, “maturidade humana” também se refere ao equilíbrio psicológico tão necessário nessa missão.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós!

domingo, 28 de novembro de 2021

As duas vertentes do tempo do Advento

Alex Neu | Shutterstock


A primeira é a recordação do nascimento de Jesus, e
a segunda é a preparação para sua nova vinda; entenda

A palavra advento significa aparecimento, chegada. Sim, sempre algo de novo surge, acontece. A humanidade pede algo novo de tempos em tempos. Podemos até dizer que ela vive num contínuo advento, sempre esperando, desejando algo novo.

Também os jovens, normalmente, desejam, esperam algo, pensam no futuro, numa profissão que dê estabilidade e felicidade; ao iniciar os estudos desejam logo a chegada da formatura e, mais ainda, o ingresso naquele tão sonhado trabalho. O mesmo se dá com um jovem casal que se conhece e, com o tempo, realiza planos para o casamento, filhos, casa. Eles aguardam a chegada do tão sonhado dia do casamento, seu novo lar e a chegada do primeiro filho.

Bom, tanto uma situação como outra foi precedida por um longo período de preparação, afinal o verdadeiro diploma é conquistado à duras penas, com dias e noites de estudo, feriados e finais de semana sacrificados em nome de um grande dia.

Expectativa

Dei esses exemplos, mas temos tantas outras situações nas quais aguardamos algo, criamos uma expectativa boa de algo que pode acontecer. A realização de um sonho profissional e familiar deve ser precedido por um tempo de preparação.

Estamos para vivenciar um dos grandes momentos de nossa fé, o nascimento de Jesus Cristo. E para que todo fiel possa viver bem a grande festa do nascimento do Salvador, a Igreja oferece o tempo litúrgico do Advento.

No Catecismo da Igreja Católica, o número 524 diz: 

Ao celebrar em cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta expectativa do Messias. Comungando na longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua segunda vinda. Pela celebração do nascimento e martírio do Precursor, a Igreja une-se ao seu desejo: “Ele deve crescer e eu diminuir” (Jo 3, 30).

Duas vertentes

O tempo do advento comporta, portanto, duas vertentes: a primeira, recordar o nascimento de Jesus e a segunda, a preparação para sua nova vinda. Sendo assim, os fiéis devem, através da Palavra, das meditações propostas para esse tempo litúrgico, se preparar para a festa do nascimento de Jesus. É um tempo forte de oração, de estreitar os laços com o Senhor através da Eucaristia e das boas ações.

Na liturgia, temos o sinal da Coroa do Advento, composta por quatro velas, sendo uma acesa a cada domingo, para dizer que a cada Eucaristia o nosso caminho é iluminado. A oração ilumina nossa mente, nossas decisões. No sentido espiritual, precisamos do óleo da oração para sermos iluminados, para estarmos em sintonia com Deus, e do óleo de reserva, pois ele vem numa hora inesperada.

Preparação

O advento nos faz “juntar as mãos” para a oração, mas também nos incentiva e nos move à caridade. Mãos estendidas para o Alto e mãos estendidas para o próximo. Multiplicam-se nesse tempo as mais variadas ações de caridade. Sim, a preparação para vinda do Senhor se dá na oração e no trabalho. “Mãos à obra!”

Sabemos muito bem que para tudo na vida é necessário o mínimo de preparação, pois nem sempre é possível improvisar. Se para grandes conquistas precisamos nos preparar através do estudo, da paciência e do esforço, para que o Natal deste ano seja o melhor precisamos estar em sintonia com Ele, na oração e nas boas ações. Será o melhor Natal se não cruzarmos os braços, mas se o estendermos a Deus e ao próximo, afinal sempre há algo a dizer para Deus e sempre haverão necessitados entre nós.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

terça-feira, 16 de novembro de 2021

O que é o Purgatório?

 

O que é o Purgatório?

O Catecismo da Igreja Católica no n. 1030, ensina que:

Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu

É um DOGMA DE FÉ e por isso nenhum cristão (católico) pode colocar em dúvida sua existência.

A Santa Igreja, baseando-se na Sagrada Escritura e na Tradição, definiu basicamente nos Concílios de Florença e de Trento o que devemos acreditar sobre este assunto.

É muito importante saber que as Almas do Purgatório já não podem mais merecer, isto é, não têm a possibilidade de alcançar méritos e, por esse motivo, não podem fazer nada para merecer a vida eterna, precisam de nós que ainda temos à nossa disposição o Tesouro da Redenção, que é formado pelos Méritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos.

O Purgatório na Palavra de Deus

A doutrina sobre o Purgatório não está explícita na Bíblia Sagrada; no entanto, algumas passagens dão as idéias fundamentais de sua existência.

  1. Em 2 Macabeus 12,39-46: "... puseram-se em oração para pedir que o pecado cometido fosse cancelado", "... ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado".
  2. Em Mateus 5, 25-26: "...dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo".
  3. Em Mateus 12, 31-32: "...não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro".
  4. No Apocalipse 21,27: "Nela jamais entrará algo de imundo".
Fonte: Livro O Purgatório Um Mistério de Amor - O Purgatório na Visão dos Santos de Geísa Maria Silva (com imprimatur de Dom Manuel Pestana)

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Qual é a diferença entre confissão e direção espiritual?

SeventyFour | Shutterstock


São dois ministérios distintos, 
embora a direção espiritual possa fazer parte da confissão em alguns casos


Para a Igreja Católica, a confissão é distinta da direção espiritual.

A confissão é um dos sete sacramentos da Igreja, enquanto a direção espiritual é uma reunião ou série de encontros entre um diretor espiritual – um sacerdote, um leigo ou religioso – e uma pessoa que busca conselho para se aproximar de Deus.

A confissão

Jesus Cristo instituiu o sacramento da confissão, estendendo seu ministério de perdão por meio do ministério de seus apóstolos. O Catecismo da Igreja Católica resume este sacramento da misericórdia de Deus:

Ao tornar os Apóstolos participantes do seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor dá-lhes também autoridade para reconciliar os pecadores com a Igreja. Esta dimensão eclesial do seu ministério exprime-se, nomeadamente, na palavra solene de Cristo a Simão Pedro: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus; tudo o que ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra ficará desligado nos céus» (Mt 16, 19). «Este mesmo encargo de ligar e desligar, conferido a Pedro, foi também atribuído ao colégio dos Apóstolos unidos à sua cabeça” (Mt 18,18; 28, 16-20)”.
CIC 1444

Para ser claro, é Deus quem perdoa os pecados, por meio do ministério sacerdotal. No sacramento da confissão, o penitente se aproxima do sacerdote e lhe relata os pecados.

A confissão das faltas cotidianas foi encorajada pela Igreja, mas não é uma parte necessária do sacramento.

No rito romano, a confissão normalmente deve ser breve e direta, focando apenas nos pecados graves. O padre pode oferecer algumas palavras de conselho e encorajamento, mas qualquer conversa longa deve ser reservada para a direção espiritual.

Além disso, o Direito Canônico estabelece que a confissão deve acontecer em uma igreja ou oratório sempre que possível, a menos que por justa causa.


A direção espiritual

Aqui está como o Centro João Paulo II para a Nova Evangelização descreve a direção espiritual:

A direção espiritual é se reunir com um diretor treinado e experiente para refletir sobre como Deus está presente e ativo em sua vida agora, e como Deus pode chamar você para um relacionamento mais profundo. Deus é o Diretor; o diretor humano serve como o vaso através do qual o Espírito trabalha para descobrir o Divino em ação em suas experiências cotidianas. O conteúdo da sessão de direção é simplesmente a sua vida: qualquer aspecto, história ou experiência que você se sinta motivado a trazer para a oração e reflexão. Você, o dirigido, seu diretor e o Espírito Santo se encontram em uma conversa sagrada para que ‘você possa ter vida e tê-la com mais abundância’. (João 10,10). Acima de tudo, seu diretor espiritual o ouve e o ajuda a esclarecer as dicas e palpites, os convites e as ‘cutucadas’ do Espírito em sua vida.“

A direção espiritual, portanto, não é psicoterapia ou aconselhamento. Além disso, o melhor diretor espiritual normalmente não lhe dirá o que fazer. Em vez disso, um bom diretor espiritual o ajudará a encontrar o Espírito Santo em sua vida e lhe dará dicas sobre como discernir o melhor curso de ação.

Às vezes, a direção espiritual com um sacerdote pode incluir a confissão sacramental, mas normalmente são ministérios diferentes.

Frequentemente, a direção espiritual ocorre em um escritório e por um longo período de tempo. É durante a direção espiritual que um padre pode oferecer conselhos e apoio extensos, para os quais ele não teria tempo durante a confissão.


Confissão ou direção espiritual?

Enfim, é importante saber a distinção entre confissão e direção espiritual, pois assim você poderá saber o que é que você busca. 

Se você deseja, por exemplo, ajuda em sua vida espiritual, marque uma reunião com um diretor espiritual.

Por outro lado, se você deseja ser absolvido de seus pecados, vá à sua paróquia e encontre os horários de confissão.

Envolver-se em uma extensa sessão de direção espiritual durante a confissão pode causar complicações adicionais, especialmente se o sacerdote estiver se preparando para a missa ou se houver uma longa fila de penitentes atrás de você. É por isso que é melhor mantê-las separadas e programar um tempo de direção espiritual diferente de um tempo de confissão.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Por que os arcanjos são tão poderosos?

rudall30 | Shutterstock

Uma análise sobre os "poderes" que Deus conferiu a esses seres invisíveis, mas que sempre estão ao nosso lado

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, Deus designou aos anjos a proteção de cada um de nós na terra:

Com todo o seu ser, os anjos são servos e mensageiros de Deus. Pelo fato de contemplarem «continuamente o rosto do meu Pai que está nos céus» (Mt 18, 10), eles são «os poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra» (Sl 103, 20).”
CIC, 329

De fato, os anjos são nossos companheiros, livram-nos dos perigos e auxiliam na nossa salvação. Foi o que disse o Papa Francisco em 2013, quando inaugurou uma estátua de São Miguel nos Jardins do Vaticano. O Pontífice afirmou:

“No caminho e nas provações da vida não estamos sozinhos, mas somos acompanhados e amparados pelos Anjos de Deus que oferecem, por assim dizer, as suas asas para nos ajudar a superar muitos perigos, para podermos voar alto em relação àquelas realidades que podem pesar sobre a nossa vida ou arrastar-nos para baixo.”

Os Arcanjos

Na mais alta hierarquia dos anjos, encontram-se os arcanjos que, segundo a Bíblia, eles são sete, mas nós só sabemos os nomes de três: Miguel, Gabriel e Rafael.

Na festa dos arcanjos, em 29 de setembro de 2017, o próprio Papa Francisco apresentou cada um deles e suas respectivas funções.

São Miguel

O Santo Padre afirmou que São Miguel tem o poder de nos livrar das ações do demônio:

“Miguel combate contra ele [o demônio], o Senhor pede-lhe para lhe fazer a guerra: para nós que estamos a caminho, nessa nossa terra, rumo ao céu, Miguel ajuda-nos a combatê-lo, a não nos deixar seduzir por este espírito maligno que nos engana com a sedução”.

São Gabriel

Francisco também lembrou que São Gabriel Arcanjo é aquele a quem Deus confiou ser o portador da boa nova a Maria, Zacarias e José. O Pontífice explicou:

“Gabriel anuncia as boas novas e a boa notícia da salvação. Também ele está conosco e ajuda-nos no caminho. Sobretudo quando — e acontece muitas vezes — com tantas notícias más ou numerosas notícias que não têm substância, nós esquecemos a boa nova, a do Evangelho de Deus, da salvação, que Jesus veio ter conosco, nos trouxe a salvação de Deus”.

São Rafael

O arcanjo São Rafael é aquele que nos auxilia no caminho e nos ajuda a combater doenças. Nas palavras de Francisco:

“Rafael conduz-nos pela mão e caminha conosco, ajuda-nos nos eventos que acontecem ao longo do caminho. Devemos pedir a Rafael que, por favor, não sejamos seduzidos a dar o passo errado, errar o caminho; guia-nos pela boa estrada, pelo caminho bom. Tu és o companheiro do caminho, assim como foste o companheiro de viagem de Tobias”.

Por que os arcanjos são tão poderosos

Como você já percebeu, Deus concedeu papéis extraordinários aos arcanjos. Não são mágicas, tampouco superstições; as missões e funções que eles desempenham no caminho da salvação os tornam tão poderosos.

Neste sentido, o sacerdote e escritor colombiano Fernando Cárdenas Lee destaca e nos convida a contemplar as poderosas missões destes seres invisíveis, mas que estão sempre ao nosso lado:

1. OS ARCANJOS MANIFESTAM A GRANDEZA DE DEUS

Há um poder invisível que se manifesta e está por trás das coisas visíveis, às quais confere beleza, graça e perfeição.

Esse poder invisível são os anjos, as primeiras criaturas de Deus, que são seus administradores da criação.

Por isso lemos no livro do Apocalipse que existem anjos dos ventos ( Ap. 7,1 ); o anjo de fogo ( Dan. 3, 24,25,28 ); o anjo da água ( Jo. 5, 4 ).

Nestes tempos, em que a questão da ecologia e o cuidado com a criação ganham importância; em que, a partir do próprio Papa Francisco, somos chamados a não acreditar que somos mestres da criação, os anjos nos ensinam que existem servos de Deus que mantêm e cuidam desta criação – e que devemos fazer o mesmo.

2. ELES REVELAM A GRANDIOSIDADE DO HOMEM

Espíritos puros, primeiras criaturas de Deus, sem pecado … mas a serviço do homem: todos os anjos e arcanjos estão a serviço dos homens (Hb 1,14).

O próprio Deus enviou-lhe um bom anjo da guarda, tendo em conta o seu temperamento, as suas dificuldades de vida e a sua vocação.

Seu anjo da guarda é seu melhor amigo e nunca o abandona, por isso você nunca está sozinho.

Neste sentido, os anjos são os defensores e mensageiros do que se chama de teologia do corpo: esses seres espirituais se manifestam e cuidam do corpo humano.

São Gabriel Arcanjo, por exemplo, é o mensageiro de uma mulher que vai dar à luz o Filho de Deus, cujo ventre é abençoado porque é o lugar onde o Salvador nasceu.

Hoje com a ditadura LGTB que se quer impor e desde a mais tenra idade, os anjos são os defensores e guardiães daquele corpo que é o Templo do Espírito Santo.

Desta forma, São Miguel tem um papel preponderante, pois defende os direitos de Deus. E o corpo, como a morada de Deus, pertence ao Criador.

Hoje, quando alguns falam do transumanismo e que o corpo humano é um grupo de bactérias e doenças, os anjos ensinam que o corpo humano é criado por Deus, que manifesta visivelmente o invisível de Deus e é chamado à união com Deus .

Lembremo-nos de São Rafael Arcanjo, que não permitiu que o corpo de Tobias sofresse nenhum dano ao ser atacado por um peixe.

Os anjos estão lado a lado com a causa do homem: nada que afete o homem é indiferente a eles.

Enfim, eles defendem toda a vida desde a sua concepção, protegem contra os inimigos externos (o mundo, o diabo) e contra os inimigos internos (nós mesmos, com nossos medos e complexos e feridas).

3. OS ARCANJOS DEFENDEM O POVO DE DEUS

Uma das funções de São Miguel Arcanjo é ser defensor do povo de Deus.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que existe um mentiroso sedutor que busca induzir o homem à desobediência a Deus (n. 394).

Basta ver esta ditadura do relativismo e perceber o perigo cada vez mais latente de um totalitarismo que destrói a própria dignidade do homem. Com isso, percebemos a necessidade da ajuda de São Miguel sobre o povo de Deus.

São Miguel, então, orienta-se para Deus e restabe
lece o senhorio de Deus com o seu grito de guerra: Quem é como Deus?

Portanto, em cada batalha em que invocamos este grande Príncipe da milícia celestial, sabemos que seremos vitoriosos.

Fonte: Aletéia

São Miguel,
São Gabriel,
São Rafael,
Santos Anjos do Senhor,
Combatei e rogai por nós!

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Perguntas e Respostas sobre o Jejum


O Jejum na Igreja Católica é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. 

Fora esses dias, o católico pode fazer jejum quando quiser e achar necessário.

O que é o Jejum?

O Jejum consiste em tomar uma só refeição durante o dia, e em não comer coisas proibidas.

Para que serve o Jejum?

O jejum serve para nos dispormos melhor para a oração, para fazermos penitência dos pecados cometidos, e para nos preservarmos de cometer outros pecados.

Quais os tipos de Jejum?

Decidido a fazer o jejum decide-se qual jejum irá fazer, há vários tipos de jejum:

a) o da Igreja;
b) o jejum a pão e água (não se deve comer o pão e tomar a água junto);
c) o jejum de líquidos; e
d) o jejum completo, que não se come ou bebe nada, esses jejuns normalmente, terminam no final do dia (após às 16hs).

Como é o Jejum recomendado pela Igreja?

Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.
A Igreja permite uma pequena parva pela manhã, e uma ligeira refeição à noite, ou então cerca do meio-dia, quando se deixa para a tarde a refeição maior.

Quem está obrigado a fazer o Jejum?

Todo católico maior de idade (a partir dos 18 anos) até os sessenta anos começados (cinquenta e nove completos) conforme dita o cân 1252, do Código de Direito Canônico.

Quem pode fazer o Jejum?

Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. Todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem.
Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir.

Qual a essência do Jejum?

O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha".
Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. 
Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.

Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum.

O que nos proíbe a Igreja nos dias de Jejum?

Quando a pessoa não está legitimamente dispensada, deve no dia de jejum tomar só uma refeição plena, podendo fazer umas outras pequenas, uma pela manhã e outra à tarde, que evite grave dano, como, por exemplo, uma forte dor de cabeça. 

Em que consiste o Jejum Eucarístico?

O Jejum Eucarístico consiste em abster-se de qualquer espécie de comida ou bebida (exceto água natural), uma hora antes de receber a Sagrada Comunhão Eucarística.

Can 919. § 1. Quem vai receber a Santíssima
 Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida, excetuando-se somente água e remédio no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada comunhão.
(Código de Direito Canônico)

Quem não está em jejum pode comungar alguma vez?

Comungar sem estar em jejum é permitido aos doentes que estão em perigo de morte, e aos que obtiveram permissão especial do Papa em razão de doença prolongada.
*A comunhão feita pelos doentes em perigo de morte chama-se Viático, porque os sustenta na viagem que eles fazem desta vida à eternidade.

Can 919. § 3. Pessoas idosas e enfermas, bem como as que cuidam delas, podem receber a santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que antecede.
(Código de Direito Canônico)




Fonte: Código de Direito Canônico, Catecismo Maior de São Pio X, Catecismo da Igreja Católica

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
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