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domingo, 18 de julho de 2021

"Devo deixar de comungar de agora em diante?"


Essa pergunta é muito séria. Seríssima!

Não sei se você já fez essa pergunta alguma vez na sua vida.

O que é mais sério não é a pergunta em si, mas o que está por trás dela: ela é feita quanto você descobre que está em pecado mortal!

Parece ser até uma coisa justa de se perguntar, aparentemente, uma questão vinda de alguém que tem fé.

Porém, há algo de terrível que eu vou lhe revelar agora: essa pergunta não deveria ser feita!

Isso mesmo que você leu. Quando, na maioria das vezes, a pessoa pergunta se deve parar de comungar por causa de um pecado mortal ela está, implicitamente, escolhendo o pecado em lugar da comunhão!

Não sei se você entendeu, então vou tentar ser mais claro com exemplos:

Um jovem "descobre" (como se não fosse bem óbvio!) que ver pornografia é pecado grave, logo, ele não pode comungar com esse pecado.

Ou, uma senhora casada descobre que o DIU é abortivo, logo, pecado gravíssimo usá-lo! Portanto, não pode comungar com esse pecado... e assim por diante.

Mas, a questão não é parar de comungar simplesmente, mas PARAR DE PECAR!

Entendeu? A primeira providência para quem "se toca" que está vivendo numa vida de pecado é sair imediatamente do pecado!

Os fiéis não podem encarar o "não comungar" como um prêmio para quem segue certas regras e, se não seguir essas regras, o único "castigo" seria... não receber o "prêmio".

Não! Absolutamente não! 

O castigo para o pecado é a morte eterna, é perder o céu! 

Nada, absolutamente nada nesse mundo vale tanto quanto a vida eterna!

Não ser apto para comungar significa não ser apto para entrar no Céu, onde haverá a plena comunhão com Deus!

Devo parar de comungar daqui pra frente?

Resposta: 
você deve parar de pecar imediatamente, confessar o mais rápido possível para voltar a comungar o quanto antes!

Agora, eu sei que certos pecados são difíceis de abandonar. O vício da pornografia é um deles.

Para que a confissão seja válida o que importa é a DECISÃO em mudar de vida, não necessariamente prometer que vai conseguir, mas que vai lutar com todas as suas forças para nunca mais voltar a pecar.


Fonte: Email

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Como o casal deve lidar com a frustração de não ter filhos?

bikeriderlondon/Shutterstock

Já dizia o Papa Francisco: "o matrimônio não foi instituído só em ordem à procriação"


Vivemos uma constante pressão! Quando se é solteiro, a pressão é: “Quando você vai se casar?”. Quando se é casado, a pressão é: “ Quando você terá filhos?”. Quando se tem um filho, a pressão é: “ Quando você terá outro?”. Porém, diante de tanta pressão, podemos nos perder na indiferença do que, de fato, o outro está vivendo. Talvez, o solteiro viva o sofrimento de não ter encontrado alguém para se casar; o casado, o sofrimento por não ter um filho; o pai, o sofrimento por se sentir incapaz de dar ao filho o que este deseja.

Hoje, no entanto, gostaria de falar sobre a pressão que um casal vive para ter um filho, mas, por inúmeras razões (infertilidade orgânica, transitória e até mesmo esterilidade), não conseguem, gerando assim uma situação de possível e grande sofrimento. A pressão da família e da sociedade para que o casal tenha filhos, muitas vezes, é enorme; e o fato de não conseguir engravidar pode fazer a pessoa se sentir fracassada.

Como administrar tal sofrimento perante a própria vida e diante da conjugalidade assumida?

1º) Não negue seus sentimentos

A primeira coisa a viver, diante do sofrimento em não conseguir engravidar, é assumir os sentimentos, o desejo frustrado, o sonho que não se realiza. Quanto mais o casal nega esses sentimentos, mais estes ganham forças destrutivas. É preciso reconhecer a fundo o desejo que ambos (homem e mulher) trazem referente à concepção dos filhos. A aceitação e o enfrentamento do que você está sentindo ajuda a suportar as emoções e pressões (internas e externas) com mais serenidade.

2º) Não se destrua pela culpa

Diante da dor em não conseguir ter filhos, não se autodestrua procurando os culpados: “Ah, se eu tivesse engravidado antes!”, “Ah, se eu não tivesse esperando terminar o pós-doutorado para engravidar!”, “Ah, eu poderia ter me cuidado mais” etc. Essas são vozes que tentam tirar sua esperança e levá-lo à completa aniquilação de si mesmo e de seu cônjuge.

A culpa pode até impedir que você tenha uma centralidade, para, de fato, encarar o problema, impossibilitando-o de buscar ajuda médica, psicológica e, quem sabe, até espiritual. Nada de se culpar!

3º) Viva a harmoniosa e fecunda vida de casados!

Quando a gravidez não surge, muitos casais começam a “esfriar” a relação, é como que se a impossibilidade em ter filhos tirasse deles a vitalidade do relacionamento. Nessa hora, não só a parentalidade está em cheque, mas também a própria conjugalidade. Tentem encontrar, juntos, maneiras realistas de dividir o estresse e a frustração em não poder/conseguir ter filhos. Muitos casais pensam que a fecundidade do relacionamento está apenas na questão de gerar filhos, mas não está somente nisso, não! Papa Francisco, na Exortação Amoris Laetitia, afirma: “Àqueles que não podem ter filhos, lembramos que «Já (…). Por isso, mesmo que faltem os filhos, tantas vezes ardentemente desejados, o matrimônio conserva o seu valor e indissolubilidade, como comunidade e comunhão de toda a vida».

4º) Busque toda ajuda necessária

É importante que, dentro da moral católica, vocês busquem toda ajuda necessária. Vá a médicos especializados, talvez a infertilidade seja de fundo psicológico; busque um bom terapeuta. Recorra à espiritualidade! Faça sua parte sem se perder em uma vida obsessiva para engravidar. Mas, com calma e esperança, dê os passos que cabem a você e seu cônjuge!

5º) Relaxe, você não é amaldiçoado

Sim, filhos são bençãos de Deus! Então, se não os tenho, não sou abençoado por Ele? Calma, não é essa a lógica. De fato, é Deus quem dá o dom dos filhos, mas não quer dizer que, se você não os tem, seja pelo fato de que Deus não os quer dar a você! Nesta hora, a fé é acreditar que, no mistério do sofrimento, Deus também sofre com você. Não se permita ser invadido por pensamentos de que Deus não o ama, que você é amaldiçoado.

6º) Estabeleça um limite. Até onde tentar?

Há casais que decidem, desde o começo, por viver, de fato, o que a Igreja ensina sobre reprodução humana; por isso, esgotadas todas as possibilidades morais, é hora de escolher o que fazer. Ficar anos tentando sem que se tenha um parecer médico favorável pode ser de maior sofrimento ainda para o casal. Lembre-se: desistir dos meios humanos não quer dizer perder a fé que Deus pode realizar o impossível!

7º) Abra-se à fecundidade alargada

Papa Francisco, na Amoris Laetitia, afirma: “A adoção é um caminho para realizar a maternidade e a paternidade de uma forma muito generosa, e desejo encorajar aqueles que não podem ter filhos a alargar e abrir o seu amor conjugal para receber quem está privado de um ambiente familiar adequado. Nunca se arrependerão de ter sido generosos. Adotar é o ato de amor que oferece uma família a quem não a tem.”

Quantos casais que se abrem à adoção como uma forma de viver a paternidade e maternidade, e, com isso, tornam-se, de fato, realizados? O amor sempre abre possibilidades!

Ao falar em cada um desses pontos, não pretendo diminuir ou tirar seu sofrimento em não conseguir ter filhos, mas a tentativa é de fazer com que os sentimentos possam ser administrados de uma forma mais integrada e humanizada possível.

Por Adriano Gonçalves, via Canção Nova

Fonte: Aletéia


Nossa Senhora de Guadalupe, rogai pelos casais que tentam ter filhos!

sábado, 21 de julho de 2018

4 dicas para os pais sobre o exemplo de Maria para quando você se sentir desencorajado

Fr. Michael Rennier | Jul 15, 2018




Aqui estão algumas maneiras pelas quais a reação dela às dificuldades de criar filhos pode encorajar todos os pais

Quando minha esposa me disse que estávamos esperando nosso primeiro filho, senti meu coração dobrar de tamanho. Eu estava exultante. Eu também estava nervoso. Realmente muito nervoso. Isso foi há 12 anos, quando eu havia acabado de me formar na faculdade e havia conseguido meu primeiro emprego. Vivíamos longe de casa e, sinceramente, éramos bastante ingênuos sobre o mundo e o que a maternidade exige. Como a maioria dos pais de primeira viagem, compramos trocador, berço, roupas de bebê, uma banheira, e outras coisas. Aparentemente, não somos os únicos iniciantes que alinharam nosso ninho com itens desnecessários para bebês. Tudo faz parte da experiência. Parcialmente somos vítimas porque, embora ter um bebê seja excitante, também causa uma séria busca da alma. Realmente faz uma pessoa questionar se ela está pronta para a tarefa.

Recentemente, soubemos que estamos esperando nosso sexto filho. Eu estava animado para descobrir. Eu também estava tão nervoso quanto da primeira vez. Nossa paternidade não parece ter estragado demais os outros cinco, o que é bom, mas há novas preocupações sobre uma gravidez e um parto saudáveis, dinheiro para criar mais uma criança e o que o futuro reserva. Cada anúncio de nascimento é alegre – eu não trocaria isso por nada no mundo –, mas também um pouco estressante.

Pode ser difícil falar sobre a ansiedade da paternidade, embora em algum grau todos nós a experimentemos. É correto admitir que a paternidade é desafiadora. Mesmo com a ansiedade de ter uma vida boa, há a frustração cotidiana de sempre lavar a louça, ter de educá-los, o sentimento de culpa de que são ingratos, a falta de sono e de nunca ter um momento a sós. Nossos filhos estão sob nossa asa por um tempo, mas depois eles deixam o ninho e fazem a própria vida deles. Eles fazem escolhas que são difíceis de aceitar e enfrentam dificuldades que gostaríamos que pudéssemos resgatá-los. Como podemos lidar com essas emoções negativas e nos concentrar na alegria de sermos pais?

No dia 09 de abril desse ano foi o dia em que a Igreja celebrou a Anunciação, que é o dia em que a Virgem Maria descobriu que estava grávida. Desde o começo, ela entendeu que sua maternidade seria particularmente difícil, mas ainda assim ela recebeu a notícia com alegria. Aqui estão algumas das maneiras pelas quais a reação dela pode encorajar todos os pais.

Mantenha um coração aberto

Por favor, diga-me que outros pais já passaram por isso, porque não é tão incomum que eu faça uma pergunta à minha filha e seja totalmente ignorado. Oh, ela me ouviu, eu percebo isso… mas não obtive resposta. Ou um dos mais jovens grita pedindo para a mamãe pegar a bola. Eu, que por acaso estou de pé ali, saio para pegar a bola e é quando meu próprio filho, minha própria carne e sangue, me diz que não sou digno de lhe entregar a bola. Só a mamãe pode fazer isso. Este é apenas um exemplo alegre de como as crianças podem ser frustrantes. No dia a dia eu realmente gosto de tê-los por perto, mas com certeza existem seus momentos sombrios. Eles fizeram com que as emoções saíssem de mim, emoções que eu nem sabia que existiam, como pensamentos da qualidade de confissão.

Maria não permaneceu no negativo. Em vez disso, ela olhou para o positivo e viu o futuro com esperança. Quando você está frustrado com seus filhos, lembre-se dessa esperança de coração aberto quando soube que estava esperando. Saborear os bons momentos e lembrar que as frustrações são, muitas vezes, simplesmente dores normais de crescimento.

Lembre-se de que Deus lhe deu esta criança

Eu me preocupo com o fato de não amar meus filhos com perfeição, para que o que eu possa fornecer como pai possa não ser o que eles precisam para se tornarem adultos adequados e bem ajustados. Conheço todas as minhas próprias inadequações, as maneiras pelas quais fui impaciente com elas. Eu sei como eu pulei linhas em livros que eu deveria estar lendo em voz alta ou permiti que meu egoísmo diminuísse minha paternidade.

Maria talvez se sentisse assim, especialmente porque as circunstâncias em torno de sua gravidez eram altamente incomuns. Porém, ela foi informada que Deus amava muito seu filho. De fato, Deus ama todos os nossos filhos com um amor absolutamente perfeito. Mesmo quando nos sentimos fracassados, nossos filhos são profundamente amados.

Sentir a dor do seu filho

Como pai, fico chateado quando meus filhos estão chateados. Quando eles estão preocupados, digamos, com o fato de estarem tendo problemas com a matemática, também me incomodo com isso. Eu odeio vê-los doentes. Eu gostaria de poder de alguma forma tirar toda a dor deles ou consertar todos os problemas, mas não posso.

Maria também não podia mudar a vida de seu filho. Tudo o que ela podia fazer era sofrer junto com ele. Compartilhar a dor do seu filho, mesmo que isso seja tudo o que você pode fazer, é um grande presente.

Rendição total

Criar uma família é um processo que tudo consome, e parece que a paternidade ofusca a identidade pessoal. O que quero dizer com isso é que as crianças não deixam muito tempo para passatempos pessoais e os pais frequentemente desistem de atividades que adoram por seus filhos.

Maria se entregou totalmente a amar seu filho e nunca se arrependeu. O amor é um sacrifício, mas quando nos entregamos totalmente a ele, estamos recebendo em troca o amor como nunca antes havíamos conhecido. A paternidade não diminui quem somos, ela abre as portas para a vida. Não admira que todo novo pai esteja tão animado.


Fonte: Aletéia

Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, rogai por nós!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mini Curso de Métodos Naturais de Planejamento Familiar no Distrito Federal


E, também:

Mini curso de métodos naturais na Vila Planalto

A Equipe de Métodos Naturais de Brasília e a Pastoral Familiar da Vila Planalto, realizam no dia 28 de setembro um mini curso de métodos naturais para casais.
O encontro terá início às 14hs e as inscrições devem ser feitas até o dia 25, ao custo de R$ 5,00 reais.
Informações pelo telefone: 9333-8673

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

sábado, 6 de outubro de 2012

O que é lícito ao casal que vive o drama da infertilidade?

Para os casais que tem dificuldade de engravidar só há um caminho moralmente lícito e aceitável pela Igreja Católica, qual seja, o casal ter uma relação sexual natural e um médico pode ajudar o esperma que já está no corpo da mulher a fazer o seu caminho na direção do óvulo.

Se não for possível isso, sempre há a possibilidade de exercer a paternidade e a maternidade através da adoção!

Veja o vídeo onde o pe. Paulo Ricardo trata sobre o assunto:





Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Igreja Católica permite a Fecundação In Vitro?

A Igreja Católica não permite qualquer método de fecundação que não seja o tradicional, homem e mulher.
Embora a Igreja reconheça a importância da Ciência, ela entende que a fecundação artificial (heteróloga ou homóloga) e a inseminação são ações que vão contra o Sexto Mandamento (Não Cometer Adultério).


2375. As pesquisas que se destinam a reduzir a esterilidade humana devem ser encorajadas, com a condição de serem colocadas «ao serviço da pessoa humana, dos seus direitos inalienáveis e do seu bem verdadeiro e integral, em conformidade com o projecto e a vontade de Deus» (126).

2376. As técnicas que provocam a dissociação dos progenitores pela intervenção duma pessoa estranha ao casal (dádiva de esperma ou ovócito, empréstimo de útero) são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificial heteróloga) lesam o direito do filho a nascer dum pai e duma mãe seus conhecidos e unidos entre si pelo casamento. E atraiçoam «o direito exclusivo a não serem nem pai nem mãe senão um pelo outro» (127).


2377. Praticadas no seio do casal, estas técnicas (inseminação e fecundação artificial homóloga) são talvez menos prejudiciais, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o acto sexual do acto procriador. O acto fundador da existência do filho deixa de ser um acto pelo qual duas pessoas se dão uma à outra, e «remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos. Instaurando o domínio da técnica sobre a origem e destino da pessoa humana. Tal relação de domínio é, de si, contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos» (128). «A procriação é moralmente privada da sua perfeição própria, quando não é querida como fruto do acto conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos. [...] Só o respeito pelo laço que existe entre os significados do acto conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação conforme à dignidade da pessoa» (129).

Nesse vídeo o pe. Paulo Ricardo responde a uma questão de um pai que, em discordância com a Igreja, fez a fecundação in vitro e agora não mais quer os óvulos já fecundados. E agora, o que fazer?




O Catecismo ainda ensina:

2379. O Evangelho mostra que a esterilidade física não é um mal absoluto. Os esposos que, depois de esgotados os recursos médicos legítimos, sofrem de infertilidade, associar-se-ão à cruz do Senhor, fonte de toda a fecundidade espiritual. Podem mostrar a sua generosidade adoptando crianças abandonadas ou realizando serviços significativos em favor do próximo.

Veja também: Por que a Igreja Católica aceita o Método Billings?

Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!
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