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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

terça-feira, 14 de junho de 2022

Não coloque Santo Antônio de cabeça para baixo!

77krc | Flickr CC BY-NC-ND 2.0


Esta superstição é uma prática não cristã, 
que deturpa a genuína devoção aos santos

Santo Antônio de cabeça para baixo: esta superstição é muito comum dentro de outra superstição que atribui “poderes casamenteiros” ao santo mais disputado entre portugueses e italianos.

De fato, há muita coisa “de cabeça para baixo” em torno a Santo Antônio de Pádua, que, para começo de conversa, nem era Antônio nem era de Pádua. É que o seu nome de batismo era Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo – ele só passou a se chamar Antônio aos 25 anos, quando se tornou frade franciscano. E ele não nasceu em Pádua, na Itália, mas sim em Lisboa, muito boa razão pela qual os portugueses o chamam de Santo Antônio de Lisboa. Saiba mais sobre isto acessando o artigo recomendado ao final desta matéria.

Mas e a fama de santo casamenteiro?

Já em vida, o frade era considerado santo pela população, mas, após a sua morte e canonização, as atribuições de milagres à sua intercessão aumentaram com grande intensidade. O próprio Papa Leão XII o chamou de “santo de todo o mundo”, devido à enorme extensão da devoção a ele. De fato, Santo Antônio é venerado como padroeiro dos pobres, dos viajantes, dos pedreiros e dos padeiros, entre muitos outros profissionais.

Justamente por conta da fama de grande intercessor, Santo Antônio também é muito “procurado” por quem lhe pede socorro para encontrar um bom marido ou uma boa esposa!

E é aí que surgem aqueles que até chegam a colocar a imagem do pobre santo de cabeça para baixo, como modo de “forçá-lo” a interceder por esse objetivo…

Mas esta superstição é uma prática não cristã, que deturpa a genuína devoção a Santo Antônio e o próprio sentido da intercessão dos santos segundo a fé católica.

O Catecismo da Igreja Católica nos alerta, em seu número 2.111, para o perigo da superstição: trata-se de “um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe”, podendo também “afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas” – ainda que sejam práticas “legítimas ou necessárias”, como é o caso das orações.

Então nada de deixar Santo Antônio de cabeça para baixo!

Fonte: Aletéia

Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!

sábado, 2 de abril de 2022

Orientações do EXORCISTA 2: Pe. Roberto


VIRTUDES

- OBEDIENCIA

1. Dócil ao Espírito
2. Obediência as Escrituras 
(Ler a Bíblia, Meditar, Orar, Contemplar)
3. Obediência a Vida de Oração 
(Escuta de Deus)
4. Viver em Estado de Graça

- PUREZA
- HUMILDADE

SACRAMENTAIS

- Oração
- Jejum
- Água Benta (com Sal)




Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quarta-feira, 2 de março de 2022

Quaresma: por que o peixe não é considerado “carne”?

Shutterstock-Prostock-studio


E por que não podemos comer frango, se podemos comer peixe?


Jesus jejuou durante 40 dias e morreu em uma sexta-feira. Por isso, embora algumas pessoas decidam não comer carne durante toda a Quaresma, as sextas-feiras são os dias mais importantes. Antigamente, em alguns países católicos, em todas as sextas-feiras do ano só se consumia peixe.

É preciso recordar que esta abstinência de carne é feita para honrar o sacrifício do Senhor ao morrer na cruz para limpar nossos pecados.

Carne vermelha

Desde a antiguidade, a carne vermelha foi símbolo de opulência e celebração. Por isso, consumi-la durante a Quaresma não combinaria com o sentimento de penitência e humildade desta época litúrgica.

Em sua “Suma Teológica”, São Tomás de Aquino explica que o consumo de carne vermelha também dá mais prazer, já que ela é mais saborosa. Abster-se dela seria demonstração de um grande sacrifício.

“Ah, então são apenas as carnes vermelhas que são proibidas”, pensarão alguns. Não, o frango – que é carne branca – também não é permitido na Quaresma. Mas por que então o peixe está liberado?

Frango

Como escreveu São Paulo, “Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes” (I Coríntios 15, 39).

Neste sentido, São Tomás de Aquino adverte que o frango também proporciona prazer. Talvez não tanto quanto o da carne vermelha, mas ele é um animal de “sangue quente” e da terra, diferenciando-se do peixe.

“O jejum foi instituído pela Igreja com a finalidade de frear as concupiscências da carne, que considera os prazeres do tato relacionados à comida e ao sexo. Portanto, a Igreja proibiu aos que jejuam os alimentos que dão mais prazer ao paladar, além de serem um incentivo à luxúria. Tais são as carnes dos animais que tomam seu descanso na terra e os seus derivados, como o leite e os ovos das aves”.

Não obstante, com o passar dos anos, a Igreja foi flexibilizando esta regra. Em alguns países, a carne de capivara, por exemplo, é permitida, já que a Igreja a considera como carne de peixe, apesar de ela ser um mamífero aquático.

Frutos do mar

E em relação aos frutos do mar, como moluscos e crustáceos? Alguns membros do clero acreditam que a ostra e a lagosta devem ficar fora da lista de carnes permitidas na Quaresma, já que, embora aquáticas, também estão associadas ao luxo e ao extremo prazer.

Quanto aos derivados animais (ovos, leite e queijo), também há divergências dentro da Igreja. Alguns os consideram pertinentes, pois não são o animal em si. Mas outros dizem que é preferível substituí-los.

Regra

Em resumo: a carne permitida às sextas-feiras da Quaresma (e na Quarta-feira de Cinzas) é aquela que provém do mar, dos lagos e dos rios, com algumas exceções. Assim como Jesus deu sua carne e sangue por nós, jejuar é uma mostra de gratidão.

Explicado isso, é importante dizer que, embora o peixe possa ser consumido, seu preparo deve ser simples. Os doentes, crianças menores de 14 anos, pessoas com problemas mentais, mulheres que amamentam e aqueles que têm restrições alimentares podem descumprir a norma.

Apesar de não ser um mandamento, abster-se de certos gostos gastronômicos nos proporciona um senso de humildade, abnegação, agradecimento e penitência. É uma maneira de recordar e viver o tempo da Quaresma em verdadeira preparação para a Páscoa.

Fonte: Aletéia

Jejum E Abstinência de Carne é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa!

Veja mais:




Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

“As maldições mais terríveis são aquelas feitas pelos pais e parentes”

LD Entertainment


O exorcista Gabriele Amorth explicou que não devemos subestimar as maldições feitas por quem está próximo a nós, pois as consequências podem ser desastrosas

O mal, o diabo, as maldições: como agem? Quais são as consequências para os homens? Rita Sberna fala sobre isso no livro Inferno, la tragica elezione (“Inferno, a trágica escolha”), em que também inclui uma entrevista que a autora tinha feito com o exorcista Dom Gabriele Amorth.

O “mal” no evangelho

Sberna escreve: “O mal é um assunto quase tabu. A própria palavra nos faz pensar em ‘mistério’ e nos leva de volta a alguns filmes de terror de sucesso, como ‘O Exorcista'”.

Ela ainda argumenta que, se lêssemos mais a Bíblia, entenderíamos muitas coisas e as questões ligadas ao mal não nos surpreenderia tanto. Diz ela:

“Por exemplo, em Mt 8, 16-17 , lemos:

‘Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demônios. Com uma palavra expulsou ele os es­píritos e curou todos os enfermos. Assim se cumpriu a predição do pro­feta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males.'”

Há também outra passagem do Evangelho que Sberna gosta de lembrar:

“A passagem contém tudo o que pode ser útil para uma melhor compreensão do assunto. É o Evangelho de Lucas, no capítulo 11, 14-26: ‘Jesus estava expulsando um demônio mudo. Quando o diabo saiu, o mudo começou a falar e a multidão ficou admirada (…)'”.

Pessoas ligadas a Satanás

O livro ainda lembra que o Evangelho “está repleto desses episódios, mas isso não é suficiente, porque a descrença do homem nega a verdade mesmo em face das provações e da Palavra de Deus, fonte da Verdade absoluta”.

Dom Gabriele Amorth, na entrevista com a autora, explica como funciona o mal e as consequências que, às vezes, podem ser desastrosas:

“Existem pessoas que estão ligadas a Satanás (médiuns, adivinhos, mágicos) e muitas vezes alguns recorrem a elas. Às vezes, mesmo com perfídia pessoal diabólica, essas pessoas lançam uma maldição. As maldições mais terríveis são aquelas feitas por pais ou parentes próximos. Elas não devem ser subestimadas, mesmo que sejam feitas por outras pessoas”.

O desejo pelo pecado

“O que mais importa ao diabo é empurrar o homem ao pecado (enviando as tentações às pessoas), mas o maligno não tem o poder de nos fazer cair no pecado, porque cair no pecado depende apenas de nós, homens, por causa do livre arbítrio que Deus nos deu.”

Não apenas maldições.

“O diabo tem o poder de enviar tentações, às vezes fazendo com que neguemos a própria presença de Deus ou os mandamentos de Deus. Por exemplo, o mandamento ‘Não matar’ é quebrado todos os anos precisamente porque mais de 50 milhões de mortes ocorrem no mundo devido apenas ao aborto.”

“Direto para o inferno”

Em geral, Amorth continua: 

“Não são os pecados que levam o homem à possessão diabólica, porque os pecados induzem o homem a algo muito pior do que a possessão diabólica: eles o levam ao inferno. O diabo em sua ação comum nos tenta a todos (do nascimento à morte). Até Jesus e Nossa Senhora foram tentados.

Conclui o exorcista:

“O homem que cai em pecado já não está com Deus, mas sim com Satanás. Se morrermos em estado de pecado grave, iremos direto para o inferno. Deus nunca quer a morte do pecador, mas quer que o pecador se converta e enquanto estamos nesta terra, Deus constantemente nos envia oportunidades de conversão”.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Sexta e Abstinência de Carne


Salvo nas Sextas-feiras que são Solenidade.

Sob pena de cometer Pecado Mortal contra o Mandamento da Igreja.

Para saber mais clique em:

 Perguntas e Respostas sobre Abstinência de Carne

e

Perguntas e Respostas sobre Jejum

Fonte: Código de Direito Canônico e Mandamentos da Igreja

Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Sábado (25 e 01) e Domingo (26 e 02) são dias Santos. Como proceder?

 

Não cumpre-se o Preceito de dois dias consecutivos indo a somente uma Santa Missa!


SOBRE O NATAL (25/12)

Dia 25/12, é Dia de Natal, Dia do Nascimento do Senhor e, portanto, considerado Dia Santo e de Preceito pela Igreja Católica.

Já o Domingo, é Dia Santo e de Preceito por natureza na Igreja Católica: Dia da Ressurreição do Senhor.

Esse ano (2021) o dia 25/12 cairá no Sábado, véspera do Domingo. 

Portanto, TODO CATÓLICO, DEVE ir na Santa Missa tanto no dia 25/12 (Sábado), como no dia 26/12 (Domingo).

Se não quiser ou não puder ir nos dois dias seguidos, como deve fazer?

O Preceito pode ser cumprido da seguinte forma:

  • Em relação ao Natal do Senhor (25/12)
O fiel pode ir a Santa Missa na Sexta-feira (24/12) a noite (independente da liturgia)

  • Em relação ao Domingo (26/12)
O fiel pode ir a Santa Missa no Sábado (25/12) a noite (independente da liturgia)

ATENÇÃO

O Fiel DEVE ir a 2 (duas) Santas Missas, que pode ser assim distribuídas: 

a) 24/12 noite (cumprindo o Preceito do Natal) e 25/12 noite (cumprindo o Preceito do Domingo);

b) 24/12 noite (cumprindo o Preceito do Natal) e 26/12 (cumprindo o Preceito do Domingo);

c) 25/12 manhã (cumprindo o Preceito do Natal) e 25/12 noite (cumprindo o Preceito do Domingo);

d) 25/12 (cumprindo o Preceito do Natal) e 26/12 (cumprindo o Preceito do Domingo).



SOBRE O DIA DA SANTA MÃE DE DEUS (01/01)

Dia 01/01, é Dia da Santa Mãe de Deus e, portanto, considerado Dia Santo e de Preceito pela Igreja Católica.

Já o Domingo, é Dia Santo e de Preceito por natureza na Igreja Católica: Dia da Ressurreição do Senhor.

Esse ano (2021) o dia 01/01 cairá no Sábado, véspera do Domingo. 

Portanto, TODO CATÓLICO, DEVE ir na Santa Missa tanto no dia 01/01 (Sábado), como no dia 02/01 (Domingo).

Se não quiser ou não puder ir nos dois dias seguidos, como deve fazer?

O Preceito pode ser cumprido da seguinte forma:

  • Em relação ao Dia da Santa Mãe de Deus (01/01)
O fiel pode ir a Santa Missa na Sexta-feira (31/12) a noite (independente da liturgia)

  • Em relação ao Domingo (02/01)
O fiel pode ir a Santa Missa no Sábado (01/01) a noite (independente da liturgia)

ATENÇÃO

O Fiel DEVE ir a 2 (duas) Santas Missas, que pode ser assim distribuídas: 

a) 31/12 noite (cumprindo o Preceito do Dia da Santa Mãe de Deus) e 01/01 noite (cumprindo o Preceito do Domingo);

b) 31/12 noite (cumprindo o Preceito do Dia da Santa Mãe de Deus) e 02/01 (cumprindo o Preceito do Domingo);

c) 01/01 manhã (cumprindo o Preceito do Dia da Santa Mãe de Deus) e 01/01 noite (cumprindo o Preceito do Domingo);

d) 01/01 (cumprindo o Preceito do Dia da Santa Mãe de Deus) e 02/01 (cumprindo o Preceito do Domingo).

E se eu faltar a algumas dessas Santas Missas? 

Procure o sacerdote, assim que possível, para confessar-se, pois terá cometido Pecado Mortal contra o 3⁰ Mandamento da Lei de Deus "Guardar Domingos e Festas de Guarda" e contra o 1⁰ Mandamento da Igreja "Ouvir Missa inteira nos domingos e festas de guarda"

Fonte: Código de Direito Canônico

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós que recorremos a Vós!

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Os efeitos da Confissão sacramental em nós

Antoine Mekary | ALETEIA

Vanderlei de Lima - Igor Precinoti 

Por que jamais se deve deixar de lado – mas, ao contrário, buscar sempre mais – esse canal da misericórdia divina

Falar de Confissão sacramental é abordar um sacramento instituído por Cristo em sua Igreja a fim de perdoar os pecados cometidos depois do Batismo.

Antes do mais, faz-se necessário entender o que é um sacramento. Do ponto de vista etimológico, vem do latim sacramentum e significa aquilo mediante o qual algo se torna sagrado. Na definição da fé, “os sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, mediante os quais nos é concedida a vida divina” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. S. Paulo: Loyola, 2005, n. 224).

As palavras do Compêndio, assim como de toda definição sucinta, requerem um breve comentário: sinais sensíveis (água, no Batismo, por exemplo) e eficazes (realizam o que significam). Desse modo, no Batismo, enquanto a água é derramada no corpo, lava-se a alma do pecado original e atual se houver (cf. Tertuliano. Sobre a ressurreição da carne 8, Patrologia Latina 2,852) da graça (da dádiva ou do dom gratuito de Deus). Essa graça vem a nós pelos sacramentos que Cristo – o grande Sacramento do Pai – instituiu e confiou à administração de Sua Igreja (cf. Mt 16,18).

Pois bem, um desses sacramentos é o da Confissão. Ele existe para perdoar os pecados cometidos, devido à fraqueza humana, depois do Santo Batismo e foi instituído pelo próprio Senhor Jesus quando deu aos discípulos o Espírito Santo (cf. Jo 20,22-23). São essenciais nesse Sacramento dois elementos: 1) os atos realizados pelo ser humano que se converte sob a ação do Espírito Santo e 2) a absolvição ou o perdão realizado pelo sacerdote (padre ou bispo), em nome da Santíssima Trindade, que dá ao penitente a satisfação ou a penitência pelo pecado cometido e agora perdoado.

Quem vai se confessar deve realizar os seguintes atos: antes de tudo, um Exame de Consciência, ou seja, relembrar os pecados cometidos e se julgar oportuno anotá-los em um papel; ter Contrição, arrependimento do que fez com o firme propósito de não mais errar; realizar a Confissão, contar ao sacerdote os pecados cometidos por meio de pensamentos, palavras, atos e omissões e cumprir a Satisfação ou a penitência dada pelo padre a fim de reparar o dano causado pelo pecado.

É necessário confessar com detalhes todos os pecados graves lembrados no Exame de Consciência, ou seja, aqueles nos quais – dizendo em linguagem simples e clara – há matéria grave e mesmo assim a pessoa quer fazer, sabe e faz o pecado. A Confissão sacramental é o único meio ordinário de apagar esses pecados mortais, por isso há de ser feita por todos os que chegaram ao uso da razão sempre que estiverem em pecado grave antes da Comunhão ou ao menos (não no máximo) uma vez por ano.

Certo é que, embora não seja estritamente necessário, deve o fiel confessar também os pecados leves (corriqueiros, diríamos), pois isso o ajuda a formar uma reta consciência contra as más tendências e o leva à cura interior dada por Cristo à medida que a pessoa se abre ao Seu amor misericordioso. O confessionário é o único tribunal no qual o réu sai, invariavelmente, perdoado pelo Divino Juiz.

É evidente que de tão grande ministério o sacerdote deve guardar estrito segredo, mesmo ante as autoridades policiais ou judiciais. Aliás, já tivemos diversos casos, na história, de sacerdotes presos ou assassinados por se recusarem a contar aquilo que ouviram em Confissão.

Os efeitos da Confissão sacramental em nós são os seguintes: o perdão dos pecados e, por conseguinte, a reconciliação com Deus; a reconciliação com a Igreja; a recuperação do estado de graça; o cancelamento da pena de condenação ao inferno merecido por aqueles pecados graves; a paz na consciência; a serenidade do espírito e o fortalecimento interior para os embates da vida, especialmente contra o mal.

Que Deus nos dê a graça de jamais deixarmos de lado – mas, ao contrário, de buscarmos sempre mais – esse canal da misericórdia divina.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora, Rainha dos Confessores, rogai por nós!

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Vacinar-se é cuidar do outro

@MaraGiudici1


Como praticar o amor ao próximo neste tempo desafiador e intenso? 
Não precisamos pensar muito para descobrir essa resposta

Há quase dois anos estamos vivendo uma experiência única e dolorosa em nosso tempo devido à instalação da pandemia do novo coronavírus no mundo inteiro. Sabemos que o vírus é um microrganismo quase que invisível aos olhos humanos. Tem um alto poder de mudar as reações biológicas do nosso corpo.

O novo coronavírus, até então desconhecido pela comunidade científica, tem nos provado o quanto nos preocupamos com a vida e com a vida não só daqueles que amamos ou que esteja próximo a nós, mas a de todos.

Amar ao próximo é um ato que precisa estar em evidência em tempos tão incertos como estes. No Evangelho de Mateus 22,34-40, vamos ouvir como um doutor da Lei interrogou Jesus: “Qual é o maior mandamento?” Esta pergunta feita a Jesus, “para o experimentar”, foi ocasião para o Senhor afirmar a verdadeira hierarquia dos valores à luz de Deus. Este trecho do Evangelho oferece-nos o ensino de Jesus sobre o mais importante de todos os mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o coração, com toda a alma e com todo o teu espírito”. Jesus acrescenta que o segundo mandamento é semelhante: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Jesus não veio revogar o Antigo Testamento, veio confirmar e completar o que já estava escrito cumprindo em sua vida a Palavra. Em Êxodo 22,20-26, escutamos as prescrições que deviam ser observadas no trato com os estrangeiros, com as viúvas, com os órfãos e com aqueles que tinham necessidade de pedir algo emprestado para viver. Este ensinamento do Antigo Testamento permanece atual: não se pode separar o amor a Deus do amor ao próximo, porque o Senhor é um Deus compassivo e cuida de todas as suas criaturas. O amor a Deus concretiza-se no amor ao próximo. Ao ser interrogado sobre qual era o maior mandamento, Jesus acrescenta também qual é o segundo, não fosse caso de pensarmos que, ao pretender amar a Deus, se poderia humilhar o próximo.

Para nós, que somos o povo da Nova Aliança, o amor ao próximo não fica apenas na ordem dada por Deus no livro do Levítico: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lev. 19,18) Agora, temos um Mandamento Novo: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!” (Jo. 13,34). Sabemos que Deus nos ama, por isso, também nós devemos amar os nossos irmãos. Santa Terezinha do Menino Jesus, Doutora do Amor, ajuda-nos a compreender esta passagem da Bíblia dizendo que quando Deus ordenara ao seu povo que amasse o seu próximo como a si mesmo, Jesus ainda não tinha vindo à terra. Sabendo em que grau se ama a própria pessoa, não podia pedir às suas criaturas um amor maior para com o próximo. Mas quando Jesus deu aos apóstolos um Mandamento Novo, o seu mandamento não fala já de amar o próximo como a si mesmo, mas de o amar como Ele, Jesus, o amou, como o amará até à consumação dos séculos.

O amor a Deus é o primeiro mandamento na hierarquia da obrigação, mas o amor ao próximo é o primeiro na ordem da ação. Agora ainda não vemos a Deus, mas mereceremos contemplá-lo, se amamos o próximo. Com o amor do próximo purificamos o nosso olhar, para que os nossos olhos possam contemplar a Deus, como afirma São João: se não amas o teu irmão que vês, como poderás amar a Deus que não vês? Portanto, ama o teu próximo e encontrarás dentro de ti a origem do amor.

Como praticar o amor ao próximo neste tempo desafiador e intenso? Não precisamos pensar muito para descobrir essa resposta, pois um ato importante e indispensável traduz o cuidado e o zelo para com o outro: vacinar-se. O Papa Francisco, em audiência no dia 18 de agosto, disse que se vacinar é um ato de amor. Precisamos concordar com o Santo Padre e criarmos uma consciência de que o outro é valioso, importante e faz parte da obra de Deus. O próprio Santo Padre conclama – em um vídeo difundido pelo site da Rádio Vaticana, junto com vários outros cardeais de todo o mundo, incluso o Cardeal Claudio Hummes, OFM, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia – a vacinar por um gesto de amor e de solidariedade cristã.

Quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para aumentar a circulação de doenças. Tomar vacinas é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte.

Não podemos concordar com aqueles que emitem notícias e dados sem comprovação e estudo, as chamadas fake news. A prudência e a atenção devem fazer parte de nossa identidade cristã urgentemente. A ciência tem contribuído muito para que essa tragédia possa ser diminuída no mais curto tempo.

Caso esteja com medo ou insegurança em se imunizar, pense em seus familiares, amigos e pessoas que mais ama. Abandonemos os “falsos deuses”, como nos diz São Paulo na 1 Tessalonicenses (1,5-10), buscando sermos imitadores dele, grande apóstolo do Senhor que amou tanto a Jesus a quem encontrou e que deu sua vida amorosamente pelo bem dos irmãos.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

domingo, 15 de agosto de 2021

Exame de Consciência para uma boa confissão


Fonte: Instituto Hesed (YouTube)



1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2. NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
3. GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4. HONRAR PAI E MÃE
5. NÃO MATAR
6. NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7. NÃO FURTAR
8. NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
10. NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Para saber mais sobre os 10 Mandamentos da Lei de Deus leiam o Catecismo da Igreja Católica


1 – Primeiro mandamento da Igreja: 
“Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

2 – Segundo mandamento: 
“Confessar-se ao menos uma vez por ano”.

3 – Terceiro mandamento: 
“Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”

4 – Quarto mandamento: 
“Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe de Igreja”

5 – Quinto mandamento: 
“Ajudar a Igreja em suas necessidades”

Para um Exame de Consciência mais completo, observar os 5 Mandamentos da Igreja
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