Seguidores

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Cremação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cremação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Cremação católica: o que fazer com as cinzas de um ente querido?

Bibiphoto - Shutterstock

O pe. Cido explica a uma leitora as orientações do Papa Emérito Bento XVI

Em uma cremação católica, o que devemos fazer com as cinzas do ente querido que foi cremado?

Esta indagação foi apresentada ao pe. Cido Pereira, que mantém uma coluna de perguntas e respostas no portal O São Paulo, da arquidiocese paulistana.

Eis o que o pe. Cido contextualizou:

“A Geraldina, da Vila Ema, decidiu cremar os ossos de seu falecido esposo e agora quer saber onde pode colocar as cinzas que irá receber.

Minha irmã, vou passar para você a orientação dada pelo Papa Emérito Bento XVI. Ele pede respeito, muito respeito, pelas cinzas dos nossos entes queridos cujos corpos foram cremados”.

O sacerdote então detalhou:

Por que colocar num jardim? 
Não façamos adubo das cinzas humanas. 
Por que jogar no mar? 
Perdemos toda a referência com a memória de nossos parentes. 
Por que guardar as cinzas em casa? 
Isso até soa como mórbido, doentio.

Então, o que fazer? 
A orientação de Bento XVI é levar as cinzas para o cemitério e colocá-las no túmulo da família.
Alguns cemitérios já têm espaço para colocar as cinzas. 
Os parentes podem ir até lá para lembrá-los e orar por eles.

E algumas igrejas construíram nichos em uma capela. 
Nesses nichos, colocam-se vasos de cerâmica bem bonitos com as cinzas dentro deles.

Aí estão algumas sugestões, minha irmã. 
O que desejo é que você coloque o coração nas mãos ao cuidar das cinzas de seu falecido esposo”.


Fonte: Aleteía

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Que oração você reza no cemitério?

Anastasija Vujic | Shutterstock


Há uma série de orações que você pode fazer ao visitar um cemitério; 
veja estas duas sugestões

Ao visitar uma sepultura, é mais apropriado fazer uma pequena oração no cemitério. 
Devemos pedir a Deus que conceda o descanso aos nossos entes queridos.

A oração mais comum em um cemitério é a prece do “Descanso Eterno”:

“Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso
Entre os esplendores da luz perpétua.
Descansem em paz. Amém.”

Também se pode rezar a oração de Santa Gertrudes pelas almas do purgatório:

“Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, 
em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; 
por todas as Santas almas do purgatório, 
pelos pecadores de todos os lugares, 
pelos pecadores de toda a Igreja,
 pelos de minha casa e de meus vizinhos. 
Amém.”

Além dessas preces, uma simples Ave-Maria também pode ser rezada em um cemitério. 
Outra sugestão é rezar um Terço.

Enfim, não há a oração “certa” para rezar em um cemitério. 
O importante é rezar pelo repouso das almas, e pedir a Deus que tenha piedade delas.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Católico pode guardar em casa as cinzas dos entes queridos mortos?

VDB Photos | Shutterstock


Instruções da Igreja sobre a cremação, bem como o destino dos restos mortais dos fiéis defuntos

Uma dúvida que sempre surge entre os fiéis é a seguinte: 

uma família de católicos pode guardar em casa as cinzas dos seus entes queridos mortos que foram cremados?

Para responder a esta dúvida, temos que averiguar o que a Igreja diz sobre a cremação e o destino das cinzas.

O que diz a Santa Sé

Em 2016, foi publicada a Instrução da Congregação para a Doutrina da Fé Ad resurgendum cum Christo sobre o sepultamento e a preservação das cinzas em caso de cremação.

Este documento foi, provavelmente, solicitado pela Conferência Episcopal Italiana, que encontrou problemas sem precedentes nas novas práticas funerárias permitidas pelo direito civil italiano.

De fato, a partir de 2001, um regulamento na Itália permitia a possibilidade de guardar as cinzas do falecido em casa ou dispersá-las no meio ambiente após a cremação.

Entretanto, o referido documento de 2016 contém algumas novidades. 

A instrução afirma que a cremação não é “em si mesma contrária à religião cristã”

Entretanto, recomenda o sepultamento dos defuntos nos cemitérios ou outros locais sagrados:

“Enterrando os corpos dos fiéis defuntos, a Igreja confirma a fé na ressurreição da carne, e deseja colocar em relevo a grande dignidade do corpo humano como parte integrante da pessoa da qual o corpo condivide a história (…)

A sepultura nos cemitérios ou noutros lugares sagrados responde adequadamente à piedade e ao respeito devido aos corpos dos fiéis defuntos, que, mediante o Batismo, se tornaram templo do Espírito Santo e dos quais, ‘como instrumentos e vasos, se serviu santamente o Espírito Santo para realizar tantas boas obras.'”

Não guardar cinzas dos mortos em casa

Em conformidade com várias Conferências Episcopais e a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, a Instrução diz que “o armazenamento de cinzas em casa não é permitido“:

“Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica (…)
A conservação das cinzas num lugar sagrado pode contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã. Por outro lado, deste modo, se evita a possibilidade de esquecimento ou falta de respeito que podem acontecer, sobretudo depois de passar a primeira geração, ou então cair em práticas inconvenientes ou supersticiosas.”

Exceções

Acrescenta-se, no entanto, que:

Em casos de circunstâncias gravosas e excepcionais, dependendo das condições culturais de carácter local, o Ordinário, de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser dividas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas.”

O documento ainda instrui que os católicos não devem jogar as cinzas dos mortos no meio ambiente, e que:

“No caso do defunto ter claramente manifestado o desejo da cremação e a dispersão das mesmas na natureza por razões contrárias à fé cristã, devem ser negadas as exéquias, segundo o direito.”

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora, rogai por nós!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Sobre a sepultura dos defuntos e a conservação das cinzas da cremação

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Instrução Ad resurgendum cum Christo
a propósito da sepultura dos defuntos
e da conservação das cinzas da cremação

1. Para ressuscitar com Cristo, é necessário morrer com Cristo, isto é, “exilarmo-nos do corpo para irmos habitar junto do Senhor” (2 Cor 5, 8). Com a Instrução Piam et constantem, de 5 de Julho de 1963, o então chamado Santo Ofício, estabeleceu que “seja fielmente conservado o costume de enterrar os cadáveres dos fiéis”, acrescentando, ainda, que a cremação não é “em si mesma contrária à religião cristã”. Mais ainda, afirmava que não devem ser negados os sacramentos e as exéquias àqueles que pediram para ser cremados, na condição de que tal escolha não seja querida “como a negação dos dogmas cristãos, ou num espírito sectário, ou ainda, por ódio contra a religião católica e à Igreja”.[1]Esta mudança da disciplina eclesiástica foi consignada no Código de Direito Canónico (1983) e no Código dos Cânones da Igreja Oriental (1990).
Entretanto, a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se, também, novas ideias contrastantes com a fé da Igreja. Depois de a seu tempo se ter ouvido a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, o Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e numerosas Conferências Episcopais e Sinodais dos bispos das Igrejas Orientais, a Congregação para a Doutrina da Fé considerou oportuno publicar uma nova Instrução, a fim de repôr as razões doutrinais e pastorais da preferência a dar à sepultura dos corpos e, ao mesmo tempo, dar normas sobre o que diz respeito à conservação das cinzas no caso da cremação.

2. A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da fé cristã, anunciada como parte fundamental do Mistério pascal desde as origens do cristianismo: “Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze” (1 Cor 15, 3-5).
Pela sua morte e ressurreição, Cristo libertou-nos do pecado e deu-nos uma vida nova: “como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivemos uma vida nova” (Rom 6, 4). Por outro lado, Cristo ressuscitado é princípio e fonte da nossa ressurreição futura: “Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram….; do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo todos serão restituídos à vida” (1 Cor 15, 20-22).
Se é verdade que Cristo nos ressuscitará “no último dia”, é também verdade que, de certa forma já ressuscitámos com Cristo. De facto, pelo Baptismo, estamos imersos na morte e ressurreição de Cristo e sacramentalmente assimilados a Ele: “Sepultados com Ele no baptismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos” (Col 2, 12). Unidos a Cristo pelo Baptismo, participamos já, realmente, na vida de Cristo ressuscitado (cf. Ef 2, 6).
Graças a Cristo, a morte cristã tem um significado positivo. A liturgia da Igreja reza: “Para os que crêem em vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma; e, desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna”.[2]Na morte, o espírito separa-se do corpo, mas na ressurreição Deus torna a dar vida incorruptível ao nosso corpo transformado, reunindo-o, de novo, ao nosso espírito. Também nos nossos dias a Igreja é chamada a anunciar a fé na ressurreição: “A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: acreditando nisso somos o que professamos”.[3]
 
3. Seguindo a antiga tradição cristã, a Igreja recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos sejam sepultados no cemitério ou num lugar sagrado.[4]

domingo, 27 de novembro de 2011

O que a Igreja Católica ensina sobre a Cremação? É permitido?

Atualmente, com a carência de espaço em nossos cemitérios, cada vez mais está se utilizando a cremação, sendo esta vista como a solução para a falta de espaço, sem falar da questão sanitária.

Assim, muitos se questionam o que a Igreja Católica fala sobre a cremação, é permitido, é proibido? Sabe-se que durante muito tempo a Igreja Católica não aceitava a cremação, no entanto, já há alguns anos que a posição dela mudou e ela aceita esse recurso, desde que, não vá contra a fé.

O Código de Direito Canônico, ao falar sobre as Exéquias Eclesiásticas, no Canon 1176, paragrafo terceiro  ensina que:

A Igreja recomenda insistentemente que se conserve o costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido escolhida por motivos contrários à doutrina cristã.

"A disciplina da Igreja sobre a cremação de cadáveres, que por razões históricas era totalmente contrária, foi modificada pela Instrução da Sagrada Congregação do Santo Ofício Piam et constantem, de 5 de julho de 1963. Com as modificações introduzidas pelo novo Ritual de Exéquias é possível realizar os ritos exequiais inclusive no próprio crematório, evitando porém o escândalo ou o perigo de indiferentismo religioso." (CDC)

E o Catecismo da Igreja Católica vem completar o ensinamento dispondo:

A Igreja permite a cremação, se esta não manifestar uma posição contrária à fé na ressurreição dos corpos.

Para saber mais sobre o assunto, vale a pena ver o vídeo onde o pe. Paulo Ricardo trata do assunto.



Fonte: Código de Direito Canônico, Catecismo da Igreja Católica e site Christo Nihil Praeponere

Nossa Senhora da Divina Misericórdia, rogai por nós!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...