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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Homem de 104 anos recebe Batismo, Eucaristia e Crisma no mesmo dia

 

Santuário Diocesano de São José - Alto Piquiri | Facebook


Sr. José Lourenço da Silva recebe os sacramentos da iniciação cristã

O Sr. José Lourenço foi batizado sob condição, uma vez que não se tinha certeza de que ele já tivesse recebido validamente o batismo antes

No último dia 17 de junho, aos 104 anos de idade, o Sr. José Lourenço da Silva recebeu finalmente os sacramentos da iniciação cristã, ou seja, o Batismo, a Primeira Eucaristia e a Confirmação ou Crisma.

A belíssima cerimônia foi celebrada na capela São Judas Tadeu, em Alto Piquiri, no Paraná, presidida pelo pe. Antônio Murilo Macedo da Luz, vigário do Santuário Diocesano de São José.

A literalmente marcante jornada na vida do centenário foi precedida, semanas antes, por uma visita de Sidônia dos Santos, que trabalha na Pastoral da Pessoa Idosa. Ela conversou com o Sr. José e, ao lhe perguntar se era batizado, ouviu-o contar que havia sido “batizado em casa, nunca na igreja”, porque a igreja “não existia”. Ele acrescentou que desejava, sim, receber os sacramentos na igreja e, em especial, “tomar a Hóstia”.

Imediatamente começaram a ser tomadas as providências necessárias para que o Sr. José recebesse a catequese. Foi uma preparação intensiva, ao longo de um mês, para que ele conhecesse adequadamente o significado e, sobretudo, o imponderável valor de cada sacramento.


E o grande dia finalmente chegou! Depois de ser batizado, receber pela primeira vez o Corpo e o Sangue de Cristo e confirmar-se na fé pelo sacramento crismal, o centenário declarou sentir um grande bem-estar:

“O corpo estava pesado, agora está levinho. 
Eu deitava na cama e sonhava com tanta porcariada e agora não sonho mais. 
Sonhava com coisa ruim. 
Depois do batismo eu não sonho mais. 
Eu melhorei muito”.

Batismo sob condição

A propósito do batismo que ele diz ter recebido em casa, é importante observar que restavam “dúvidas prudentes” a respeito da sua validade, pois não havia registros fiáveis que o confirmassem adequadamente.

Nesse tipo de caso, a Igreja pode batizar uma pessoa “sob condição”, uma vez que o batismo válido não pode ser repetido. Isto quer dizer que, na condição de que o Sr. José ainda não estivesse validamente batizado, agora ele passa a estar; e, caso já estivesse, aquele batismo permanece perfeitamente válido.

NUNCA É TARDE PARA SER CRISTÃO!

Fonte: Aleteia

Nossa Senhora do Carmo, rogai por  nós!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Quem não fez a Primeira Comunhão pode ser padrinho de Batismo?

sweet marshmallow | Shutterstock

"Ser padrinho é muito mais do que testemunhar um ato religioso: é assumir uma paternidade espiritual"


Na sua coluna de perguntas e respostas no portal O São Paulo, o pe. Cido Pereira recebeu a dúvida de uma leitora que relatou o seguinte cenário:

“Tenho um bebê e gostaria que meu irmão fosse o padrinho do meu filho. 
No entanto, ele tem apenas 17 anos e ainda não fez a Primeira Eucaristia. 
Isto seria um empecilho para o Batismo?”

O pe. Cido então explicou:

“Maria, de todo o coração, eu vou responder a você. Eu entendo e tenho a certeza de que você quer o melhor para o seu filho. Tanto que escolheu o seu irmão como padrinho do bebê. Mas, minha irmã: ser padrinho de Batismo não é apenas uma homenagem que você está fazendo a uma pessoa! 
Dar uma criança a alguém para batizar é muito mais que uma homenagem, é uma responsabilidade que você passa para alguém e que este alguém recebe.

Quando alguém assume ser padrinho de Batismo, assume ser pai na fé e acompanhar o crescimento espiritual do afilhado, assume o compromisso de dar testemunho de fé e orar por seu afilhado. Se é grande essa responsabilidade, Maria, como é que seu irmão poderá assumi-la se nem a Primeira Eucaristia ele fez?”.

O sacerdote prosseguiu:

“O padrinho, como os pais, têm que ser espelho para o filho e o afilhado. Eu penso que seu irmão, como um sinal de carinho para com você que o convidou para padrinho de seu filho, deve procurar a sua paróquia e se preparar para a Primeira Comunhão e viver com mais intensidade a fé.

Eu não estou dizendo para ele não ser padrinho. Estou dizendo para ele que acerte seus passos com Deus para acompanhar o afilhadinho com amor e respeito. Se ele se recusa a isto, ele até poderá batizar seu filho, minha irmã, mas será uma mera testemunha de que o batizado aconteceu. 
Ser padrinho, porém, é muito mais do que testemunhar um ato religioso. 
É assumir uma paternidade espiritual. 
Explique isso ao seu irmão, viu?”.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

terça-feira, 27 de setembro de 2022

A Doutrina Social e o Cristão Leigo

 

DOUTRINA SOCIAL E COMPROMISSO DOS CRISTÃOS LEIGOS


a) O cristão leigo

A conotação essencial dos cristãos leigos, fiéis operários da vinha do Senhor (cf. Mt 20,1-16), é a índole secular de sua seqüela de Cristo, que se realiza propriamente no mundo: «aos leigos compete, por vocação própria, buscar o Reino de Deus ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus ». Com o Batismo os leigos são inseridos em Cristo, tornam-se partícipes de Sua vida e da Sua missão segundo a sua peculiar identidade: «Por leigos entende-se aqui todos os fiéis, com exceção daqueles que receberam uma ordem sacra ou abraçaram o estado religioso aprovado pela Igreja, isto é, os fiéis que — por haverem sido incorporados em Cristo pelo Batismo e constituídos em Povo de Deus, e por participarem a seu modo do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo — realizam na Igreja e no mundo, na parte que lhes compete, a missão de todo o povo cristão».

A identidade do cristão leigo nasce e se alimenta dos sacramentos: do Batismo, da Crisma e da Eucaristia. O Batismo conforma a Cristo, Filho do Pai, primogênito de toda a criatura, enviado como Mestre e Redentor a todos os homens. A Crisma ou Confirmação configura a Cristo, enviado para vivificar a criação e cada ser com a efusão do Seu Espírito. A Eucaristia torna o fiel partícipe do único e perfeito sacrifício que Cristo ofereceu ao Pai, na própria carne, para a salvação do mundo.

O fiel leigo é discípulo de Cristo a partir dos sacramentos e em força destes, em virtude de tudo quando Deus operou nele imprimindo-lhe a própria imagem do Seu Filho, Jesus Cristo. Deste dom divino de graça, e não de concessões humanas, nasce o tríplice «munus» (dom e dever), que qualifica o leigo como profeta, sacerdote e rei, segundo a sua índole secular.

É tarefa própria do fiel leigo anunciar o Evangelho com um exemplar testemunho de vida, radicada em Cristo e vivida nas realidades temporais: família; compromisso profissional no âmbito do trabalho, da cultura, da ciência e da pesquisa; exercício das responsabilidades sociais, econômicas, políticas. Todas as realidades humanas seculares, pessoais e sociais, ambientes e situações históricas, estruturas e instituições, são o lugar próprio do viver e do agir dos cristãos leigos. Estas realidades são destinatárias do amor de Deus; o empenhamento dos fiéis leigos deve corresponder a esta visão e qualificar-se como expressão da caridade evangélica: « o estar e o agir no mundo são para os fiéis leigos uma realidade, não só antropológica e sociológica, mas também e especificamente teológica e eclesial ».

b) A espiritualidade do cristão leigo

Os fiéis leigos são chamados a cultivar uma autêntica espiritualidade laical, que lhes regenerem como homens e mulheres novos, imersos no mistério de Deus e inseridos na sociedade, santos e santificadores. Uma semelhante espiritualidade edifica o mundo segundo o Espírito de Jesus: torna capaz de olhar para além da história, sem dela se afastar; de cultivar um amor apaixonado por Deus, sem tirar o olhar dos irmãos, que se conseguem ver como os vê o Senhor e amar como Ele os ama. É uma espiritualidade que foge tanto do espiritualismo intimista como do ativismo social e sabe exprimir-se em uma síntese vital que confere unidade, significado e esperança à existência, por tantas e várias razões, contraditória e fragmentada. Animados por semelhante espiritualidade, os fiéis leigos podem contribuir, «do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, através do cumprimento do próprio dever, guiados pelo espírito evangélico, e a manifestarem Cristo aos outros antes de mais com o testemunho da vida».

Na experiência do crente, de fato, «não pode haver ... duas vidas paralelas: por um lado, a vida chamada “espiritual”, com os seus valores e exigências; e, por outro, a chamada vida “secular”, ou seja, a vida da família, do trabalho, das relações sociais, do empenhamento político e da cultura».

c) Agir com prudência

O fiel leigo deve agir segundo as exigências ditadas pela prudência: é esta a virtude que dispõem a discernir em cada circunstância o verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para cumpri-lo. Graças a esta se aplicam corretamente os princípios morais aos casos particulares. A prudência se articula em três momentos: clarifica a situação e a avaliação, inspira a decisão e dá impulso à ação. O primeiro momento é qualificado pela reflexão e pela consulta para estudar o argumento requerendo o necessário parecer; o segundo é o momento de avaliação da análise e do juízo sobre a realidade à luz do projeto de Deus; o terceiro momento, aquele da decisão, se baseia sobre os falsos precedentes e que tornam possíveis o discernimento das ações a serem realizadas.

A prudência torna capaz de tomar decisões coerentes, com realismo e senso de responsabilidade em relação às conseqüências das próprias ações. A visão assaz difusa que identifica a prudência com a astúcia, o cálculo utilitarista, a desconfiança, ou ainda com a covardia e indecisão, está muito longe da reta concepção desta virtude, própria da razão prática, que ajuda a decidir com sensatez e coragem as atitudes a serem tomadas, tornando-se medida das outras virtudes. A prudência afirma o bem como dever e mostra o modo como a pessoa se determina a cumpri-la. A prudência é, ao fim e ao cabo, uma virtude que exige o exercício maduro do pensamento e da responsabilidade, no conhecimento objetivo da situação e na reta vontade que guia as decisões.

d) Doutrina social e experiência associativa

A doutrina social da Igreja deve entrar, como parte integrante, no caminho formativo do fiel leigo. A experiência demonstra que o trabalho de formação é possível, normalmente, no interior das agregações laicais eclesiais, que respondem a precisos critérios de eclesialidade: «Também os grupos, as associações e os movimentos têm o seu lugar na formação dos fiéis leigos: têm, com efeito, a possibilidade, cada qual pelos próprios métodos, de oferecer uma formação profundamente inserida na própria experiência de vida apostólica, bem como a oportunidade de integrar, concretizar e especificar a formação que os seus adeptos recebem de outras pessoas e comunidades». A doutrina social da Igreja apóia e ilumina o papel das associações, dos movimentos e dos grupos laicos empenhados em vivificar de modo cristão os vários setores da ordem temporal: «A comunhão eclesial, já presente e operante na ação do indivíduo, encontra uma expressão específica no operar associado dos fiéis leigos, isto é, na ação solidária que eles desenvolvem ao participar responsavelmente na vida e na missão da Igreja».

A doutrina social da Igreja é importantíssima para as agregações eclesiais que têm como objetivo de seu esforço a ação pastoral no âmbito social. Estas constituem um ponto de referência privilegiado enquanto atuam na vida social em conformidade à sua fisionomia eclesial e demonstram deste modo, quanto seja relevante o valor da oração, da reflexão e do diálogo para enfrentar as realidades sociais e para melhorá-las. Vale, em cada caso, a distinção «entre aquilo que os cristãos, individualmente ou em grupo, fazem em seu nome, como cidadãos levados pela consciência cristã, e aquilo que, em união com os seus pastores, fazem em nome da Igreja».

e) O serviço nos diversos âmbitos da vida social

A presença do fiel leigo no campo social é caracterizada pelo serviço, sinal e expressão da caridade que se manifesta na vida familiar, cultural, profissional, econômica, política, segundo perfis específicos: obtemperando às diversas exigências de seu particular âmbito de atuação, os fiéis leigos exprimem a verdade de sua fé e, ao mesmo tempo, a verdade da doutrina social da Igreja, que encontra a sua plena realização quando é vivida em termos concretos para a solução dos problemas sociais. A mesma credibilidade da doutrina social reside de fato no testemunho das obras, antes mesmo que na sua coerência e lógica interna.

1. O serviço à pessoa humana

Entre os âmbitos do empenho social dos fiéis leigos, vem à tona antes de tudo o serviço à pessoa humana: a promoção da dignidade de toda pessoa, o bem mais precioso que o homem possui, é a tarefa essencial, antes, em certo sentido é «a tarefa central e unificadorado serviço que a Igreja, e nela os fiéis leigos, são chamados a prestar à família dos homens».

A promoção da dignidade humana implica, antes de tudo, a afirmação do direito inviolável à vida, desde a concepção até à morte natural, primeiro entre todos e condição para todos os outros direitos da pessoa. O respeito da dignidade pessoal exige, ademais, o reconhecimento da dimensão religiosa do homem, que não é «uma exigência meramente “confessional”, mas sim, de uma exigência que mergulha a sua raiz inextirpável na própria realidade do homem ». O reconhecimento efetivo do direito à liberdade de consciência e à liberdade religiosa é um dos bens mais altos e dos deveres mais graves de cada povo que queira verdadeiramente assegurar o bem da pessoa e da sociedade. No atual contexto cultural, assume singular urgência o empenho a defender o matrimônio e a família, que pode ser absolvido adequadamente só na convicção do valor único e insubstituível destas realidades em vista do autêntico progresso da convivência humana.

2. O serviço à cultura

A cultura deve constituir um campo privilegiado de presença e empenho pela Igreja e pelos cristãos individuais. O destaque entre a fé cristã e a vida cotidiana é julgado pelo Concílio Vaticano II como um dos erros mais graves do nosso tempo. O extravio do horizonte metafísico; a perda da nostalgia de Deus no narcisismo auto-referencial e na fartura de meios de um estilo de vida consumista; o primado conferido à tecnologia e à pesquisa científica fim em si mesma; a ênfase ao aparente, da busca da imagem, das técnicas de comunicação: todos estes fenômenos devem ser compreendidos em seu aspecto cultural e colocados em relação com o tema central da pessoa humana, do seu crescimento integral, da sua capacidade de comunicação e de relação com os outros homens, do seu contínuo interrogar-se sobre grandes questões que circundam a existência. Tenha-se presente que «a cultura é aquilo pelo que o homem se torna mais homem, “é” mais, aproxima-se mais do “ser”».

Apresentar em termos culturais atualizados o patrimônio da Tradição Católica, os seus valores, os seus conteúdos, toda o patrimônio espiritual, intelectual e moral do catolicismo é também hoje a urgência prioritária. A fé em Jesus Cristo, que se definiu a Si próprio «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6), leva os cristãos a comprometer-se com empenho sempre renovado na construção de cultura social e política inspirada no Evangelho.

A perfeição integral da pessoa e o bem de toda a sociedade são os fins essenciais e o bem de toda a sociedade são os fins essenciais da cultura: a dimensão ética da cultura é portanto uma prioridade na ação social e política dos fiéis leigos. A desatenção a tal dimensão transforma facilmente a cultura em um instrumento de empobrecimento da humanidade. Uma cultura pode tornar-se estéril e encaminhar-se para a decadência, quando «se fecha em si própria e procura perpetuar formas antiquadas de vida, recusando qualquer mudança e confronto com a verdade do homem». A formação de uma cultura capaz de enriquecer o homem exige, ao contrário, o envolvimento de toda a pessoa, que nela desenvolve a sua criatividade, a sua inteligência, o seu conhecimento do mundo e dos homens, e investe, ademais, a sua capacidade autodomínio, de sacrifício pessoal, de solidariedade e de disponibilidade a promover o bem comum.

3. O serviço à economia

Diante da complexidade do contexto econômico contemporâneo, o fiel leigo se deixará guiar em sua ação pelos princípios do Magistério social. É necessário que ditos princípios sejam conhecidos e acolhidos na atividade econômica mesma: quando estes princípios são ignorados, em primeiro lugar o da centralidade da pessoa humana, a própria qualidade da atividade econômica fica comprometida.

O empenho do cristão traduzir-se-á também no esforço de reflexão cultural voltada sobretudo para um discernimento concernente aos atuais modelos de desenvolvimento econômico-social. A redução da questão do desenvolvimento a um problema exclusivamente técnico produziria um esvaziamento de seu verdadeiro conteúdo que, na verdade, diz respeito à « dignidade do homem e dos povos».

4. O serviço à política

Para os fiéis leigos, o compromisso político é uma expressão qualificada e exigente do compromisso cristão ao serviço dos outros. A persecução do bem comum em um espírito de serviço; o desenvolvimento da justiça com uma atenção particular para com as situações de pobreza e sofrimento; o respeito pela autonomia das realidades terrenas; o princípio de subsidiariedade; a promoção do diálogo e da paz no horizonte da solidariedade; são estas as orientações que os cristãos leigos devem inspirar a sua ação política. Todos os crentes, enquanto titulares de direitos e deveres de cidadãos, estão obrigados a respeitar tais orientações; aqueles que têm encargos diretos e institucionais na gestão das complexas problemáticas da coisa pública, seja nas administrações locais, seja nas instituições nacionais e internacionais, deverão tê-los especialmente em conta.

Os encargos de responsabilidade nas instituições sociais e políticas exigem um empenho severo e articulado, que saiba pôr de manifesto, com os contributos de reflexão ao debate político, com o planejamento e com as opções operativas, a absoluta necessidade de uma qualificação moral da vida social e política. Uma atenção inadequada à dimensão moral da vida social e política. Uma atenção inadequada em relação a dimensão moral conduz à desumanização da vida associada e das instituições sociais e políticas, consolidando as «estruturas de pecado»: «Viver e agir politicamente em conformidade com a própria consciência não significa acomodar-se passivamente em posições estranhas ao empenho político ou numa espécie de confessionalismo; é, invés, a expressão com que os cristãos dão o seu coerente contributo para que, através da política, se instaure um ordenamento social mais justo e coerente com a dignidade da pessoa humana».

No contexto do compromisso político do fiel leigo, exige um preciso cuidado a preparação ao exercício do poder, que os crentes devem assumir; especialmente quando são chamados a tais encargos pela confiança dos cidadãos, segundo as regras democráticas. Estes devem apreciar o sistema da democracia, «enquanto assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante aos governados a possibilidade quer de escolher e controlar os próprios governantes, quer de os substituir pacificamente, quando tal se torne oportuno» e rejeitar grupos ocultos de poder que pretendem condicionar ou subverter o funcionamento das legítimas instituições. O exercício da autoridade deve assumir o caráter de serviço, que se deve desempenhar sempre no âmbito das leis morais para a consecução do bem comum: quem exerce a autoridade política deve fazer confluir as energias de todos os cidadãos rumo a tal objetivo, não de modo autoritário, mas valendo-se da força moral alimentada pela liberdade.

O empenho político dos católicos é freqüentemente posto em relação com a «laicidade», ou seja, a distinção entre a esfera política e a religiosa. Tal distinção «é um valor adquirido e reconhecido pela Igreja, e faz parte do património de civilização já conseguido». A doutrina moral católica, todavia, exclui claramente a perspectiva de uma laicida concebida como autonomia da lei moral: «A “laicidade”, de fato, significa, em primeiro lugar, a atitude de quem respeita as verdades resultantes do conhecimento natural que se tem do homem que vive em sociedade, mesmo que essas verdades sejam contemporaneamente ensinadas por uma religião específica, pois a verdade é uma só». Buscar sinceramente a verdade, promover e defender com meios lícitos as verdades morais concernentes à vida social ― a justiça, a liberdade, o respeito à vida e aos demais direitos da pessoa ― é direito e dever de todos os membros de uma comunidade social e política.

Quando o Magistério da Igreja se pronuncia sobre questões inerentes à vida social e política, não desatende ás exigências de uma correta interpretação da laicidade, porque «não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes. Entende, invés ― como é sua função própria ― instruir e iluminar a consciência dos fiéis, sobretudo dos que se dedicam a uma participação na vida política, para que o seu operar esteja sempre ao serviço da promoção integral da pessoa e do bem comum. O ensinamento social da Igreja não é uma intromissão no governo de cada País. Não há dúvida, porém, que põe um dever moral de coerência aos fiéis leigos, no interior da sua consciência, que é única e unitária».

O princípio da laicidade comporta o respeito de toda confissão religiosa por parte do Estado, «que assegura o livre exercício das atividades cultuais, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes. Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação». 

Um âmbito particular de discernimento dos fiéis leigos diz respeito as escolhas dos instrumentos políticos, ou seja, a adesão a um partido e às outras expressões da participação política. É preciso operar uma escolha coerente com os valores, tendo em conta as circunstâncias efetivas. Em todo o caso, qualquer escolha deve ser radicada na caridade e voltada para a busca do bem comum. As instâncias da fé cristã dificilmente são assimiláveis a uma única posição política: pretender que um partido ou uma corrente política correspondam completamente às exigências da fé e da vida cristã gera equívocos perigosos. O cristão não pode encontrar um partido plenamente às exigências éticas que nascem da fé e da pertença à Igreja: a sua adesão a uma corrente política não será jamais ideológica, mas sempre crítica, a fim de que o partido e o seu projeto político sejam estimulados a realizar formas sempre mais atentas a obter o verdadeiro bem comum, inclusive os fins espirituais do homem.

A distinção, de um lado, entre instâncias da fé e opções sócio-políticas e, de outro lado, as opções de cada cristão e as realizadas pela comunidade cristã enquanto tal, implica que a adesão a um partido ou corrente política seja considerada uma decisão a título pessoal, legítima ao menos nos limites dos partidos e posições não incompatíveis com a fé e os valores cristãos. A escolha do partido, da corrente política, das pessoas a quem confiar a vida pública, mesmo empenhando a consciência de cada um, não pode ser entendida como uma escolha exclusivamente individual: «cabe analisar, com objetividade, a situação própria do seu país e procurar iluminá-la, com a luz das palavras inalteráveis do Evangelho; a elas cumpre, haurir princípios de reflexão, normas para julgar e diretrizes para a ação, na doutrina social da Igreja». Em todo o caso, «a ninguém é permitido reivindicar exclusivamente, em favor do seu parecer, a autoridade da Igreja»: os crentes devem antes procurar «esclarecer-se mutuamente num diálogo sincero, guardando a caridade mútua e tendo, antes de mais, o cuidado do bem comum ».


Jesus, Maria e José,
Nossa Família Vossa É!

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Para casar na Igreja é obrigatório ser crismado?

MNStudio | Shutterstock


Não é uma questão de mera "obrigatoriedade": 
entenda o que está envolvido nesta decisão

Muita gente se pergunta se para casar na Igreja é obrigatório ser crismado.

Obrigatório não é, mas é altamente recomendável.

E por que não é obrigatório? Porque o Código de Direito Canônico exige que, para a válida celebração do sacramento do matrimônio, os noivos precisam estar validamente batizados, amar-se e não ter nenhum impedimento para se casarem. Ou seja, o sacramente da confirmação não é uma exigência formal explícita.

Entretanto, a crisma também é chamada de sacramento da confirmação justamente porque é isso mesmo: uma confirmação consciente, madura e voluntária do batismo. Graças ao crisma, o católico assume convicta e publicamente o seu batismo e, portanto, a sua opção por Cristo e pela Sua doutrina.

Para casar na Igreja é obrigatório ser crismado?

O pe. José de Lima Torres, missionário redentorista, observa em artigo para o portal A12 que, para se casarem na Igreja, os noivos também precisam ter assumido a vida cristã de forma consciente. E o sacerdote pergunta:

“Será que uma pessoa que leva a sério a sua vida cristã católica exigiria casar-se sem ter sido crismada? Se isso acontecer, é sinal de que não há maturidade. 
Uma pessoa imatura não pode assumir compromissos duradouros”.

Ele também considera:

“Talvez seja por isso que a maioria dos matrimônios celebrados é inválida: as pessoas querem se casar, mas não procuram entender o que essa decisão representará para elas. 
Falta-lhes maturidade e consciência sobre sua opção fundamental”.

E conclui:

“O sacramento exigido para celebrar o matrimônio é o batismo.
 Mas também é preciso consultar sua paróquia para saber se há outras exigências particulares da sua diocese”.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

quarta-feira, 7 de julho de 2021

A importância da oração da madrinha

Shutterstock / Halfpoint



A madrinha tem autoridade espiritual sobre seu afilhado

É muito gratificante receber um convite para ser madrinha de uma criança, é um sinal da confiança dos pais. Por isso, precisamos entender a responsabilidade quando dizemos ‘sim’ a esse convite.

A madrinha se torna uma mãe espiritual da criança nesse exercício de amor, e assume um compromisso perante Deus. Devemos transmitir a eles o sentido da fé à medida que vão crescendo. O batismo é apenas o início de uma vida cristã e plena. Segundo o Concílio Vaticano II, “o batismo, porém, de per si é só o início e o exórdio que tende à consecução da plenitude de vida em Cristo, por isso o batismo se ordena à completa profissão de fé, à íntegra incorporação no instituto da salvação tal como o próprio Cristo o quis e à total inserção na comunhão eucarística”.

A missão da madrinha é colocar o afilhado nas mãos de Deus. Com toda certeza, Ele lhe dará todas as graças necessárias para acompanhar seu afilhado no caminho da fé que o próprio Senhor o convidou a trilhar. Representamos a família do afilhado em caso de falta física ou de fé. Também representamos a comunidade, a diocese e a igreja universal que acolhe, representa e dinamiza as ações pastorais, que acolhe o novo membro na fé, e forma o Corpo místico de Cristo.

Com esse Serviço das Dindas (Serviço das Dindas que Oram pelos Afilhados, um serviço do Movimento Mães que Oram pelos Filhos), desejamos reacender nas madrinhas o compromisso, assumido no altar, de orar, direcionar e cuidar de seus afilhados, não apenas na falta dos pais ou com apoio material, mas cuidar, acima de tudo, com apoio espiritual

Qual o papel da madrinha?

Por mais gostoso que seja presentear um afilhado com aquele brinquedo que ele tanto quer, o melhor presente que podemos dar a ele é um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus. Temos o papel de ensinar e acompanhar nossos afilhados a trilhar os passos da fé cristã no catecismo, e o nosso testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do afilhado em seu caminho cristão.

A madrinha tem autoridade espiritual sobre seu afilhado. Apesar de, muitas vezes, a autoridade ser vista como algo que impõe ou pressiona, ela é, na verdade, uma maneira de dizer que há respeito, sabedoria e propriedade no que fala. Por isso, a autoridade espiritual deve ser entendida como a atuação da madrinha frente à vida espiritual do seu afilhado, que, muitas vezes, está fraca ou se perdeu em outras crenças. Ensinar um afilhado a rezar, a falar com Deus e a ser bem próximo de Jesus é a maior herança que podemos deixar.

Para cumprir sua missão com maestria, é importante a madrinha criar laços de amor fraterno com o afilhado, mas também com seus pais e irmãos. É preciso terem tempo juntos. Somente assim será possível acompanhar seu desenvolvimento como ser humano e cristão. Por tudo isso que falamos até agora, a madrinha tem por obrigação rezar pelo afilhado e apoiar a família para que a criança tenha uma formação religiosa com base sólida segundo as Leis do Senhor. Peça a Deus que o afilhado seja uma pessoa de fé, de bem e de caráter, e que, quando adulta, possa servir de exemplo para outras pessoas. Peça ao Espírito Santo força na caminhada do afilhado, para que seus pés não vacilem. Peça à Virgem Maria que interceda por ele, e aos anjos, que o protejam todos os dias.

Para as madrinhas que querem rezar mais por seus afilhados, mas não sabem por onde começar, indicamos a Oração da Madrinha e o Terço pelos Afilhados. Logo que iniciamos o Serviço das Dindas Que Oram pelos Afilhados, pensamos em uma oração das madrinhas e um terço pelos afilhados. Sentimos essa necessidade e não conhecíamos nada já pronto. Por isso, temos divulgado-os ao máximo.

Por Ângela Abdo, via Canção Nova

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Qual é o momento ideal para convidar os padrinhos de Batismo?

Antonio Guillem I Shutterstock


Durante a gravidez ou depois que a criança nasce?

Alguns pais esperam simbolicamente até o dia do nascimento do filho ou da filha para convidar os padrinhos de Batismo da criança.

Os motivos podem ser diversos. Por exemplo: pode ser que a escolha dos padrinhos seja diferente, dependendo do sexo do bebê (para os pais que preferem não saber o sexo durante a gravidez). Outros pais se sentem mais confortáveis ao fazer este convite com os filhos nos braços.

Por outro lado, quando o convite é feito durante a gravidez, os pais querem incluir os padrinhos de Batismo desde o início da vida dos filhos no útero.


Bénédicte gostou muito de receber o convite para madrinha desde muito cedo, o que lhe permitiu poder apoiar os pais durante a gravidez e começar a rezar pelo afilhado antes mesmo de ele nascer. Há, então, uma aceitação, tanto por parte dos pais quanto do padrinho ou da madrinha, de assumir esse papel aconteça o que acontecer.

Convidar os padrinhos de Batismo durante a gravidez também permite a eles terem um lugar “prioritário” para as visitas à maternidade e compartilhar com os pais a emoção do grande dia do nascimento.

Razões práticas para fazer convite aos padrinhos de Batismo

Por razões práticas, pode ser uma boa ideia fazer o convite rapidamente para que os pais possam organizar o Batismo logo após o nascimento. Isso também permite, em caso de recusa, escolher outras pessoas e dar tempo para que o padrinho e a madrinha em potencial pensem antes de responder. Além disso, convidar os possíveis padrinhos antes do parto também permite que eles recusem com mais liberdade. Pode parecer mais complicado recusar depois que o bebê chega!

Qualquer que seja o momento escolhido para fazer a famosa pergunta aos possíveis padrinhos, o convite manterá sempre uma dimensão muito importante, nunca trivial, nem na vida da criança nem na do padrinho e da madrinha. Isso por causa de um vínculo criado idealmente para a vida, um reforço do vínculo paterno e materno.

Fonte: Aletéia

Acrescento ainda que, um dos motivos práticos para convidar os padrinhos logo, é o fato deles poderem se preparar para receber os Sacramentos (Batismo, Eucaristia ou Crisma), caso falte algum desses, a tempo de poderem batizar a criança, até porque, a Catequese de Adultos costuma durar alguns meses na maioria das Paróquias.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

RESPOSTA: Enquanto não sou batizado(a), o que posso ou não fazer na Igreja Católica?

Ave Maria!

Jesus Cristo seja louvado!

Então, eu sou uma mulher de 27 anos que nunca foi batizada e recentemente me entreguei a Deus e à fé católica. Rezo todos os dias, leio sobre os santos, acompanho seu site e seus videos, enfim, sempre busco alimentar a chama de fé que acendeu no meu coração tão tardiamente. Todos os dias. Mas o fato de não ter sido batizada pelos meus pais me gera uma tristeza e sinto que nada que faço é suficiente para chegar a Deus. Rezo para achar uma paroquia que comece o catecismo para adultos ao menos em fevereiro do ano que vem, mas liguei para quase todas as paróquias da minha região e a maioria só dará início ao catecismo para adultos lá para o meio do ano que vem. Fiquei desolada, pois queria me preparar para pertencer a Igreja Católica o mais rápido possível. Até lá, o que posso fazer? Posso, como não batizada, ir às missas? Fazer penitência e a quaresma? Deus escuta minhas preces? O que posso e o que não posso fazer como não batizada até o meu batismo?

Deus lhe abençoe

A Igreja reconhece o Batismo de Desejo.

O que é Batismo de Desejo?

A Igreja reconhece o batismo de desejo aos catecúmenos, e também todos aqueles que sob o impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente Deus e se esforçam por cumprir a sua vontade.

1. No seu caso, a Catequese para Adultos não será somente para você receber o Sacramento do Batismo, mas, também, para receber os outros Sacramentos da Iniciação Cristã: Eucaristia e Crisma. E, ainda, você ira se aproximar também do Sacramento da Reconciliação (ou confissão);

2. Veja com o padre da sua Paróquia se ele poderia designar alguém para lhe acompanhar - individualmente - e lhe preparar para poder receber os Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. Assim, você faria a Catequese de Adultos somente para receber o Sacramento do Crisma.
De toda sorte, normalmente, a Catequese deveria durar 1 ano; se na sua Diocese/Paróquia elas duram menos do que isso, agradeça.

3. O que você PODE fazer até receber os Sacramentos:

a) Ir a Santa Missa, pelo menos aos domingos (que é obrigatório ao católico): só não pode comungar;
b) Rezar o Terço, Rosário, fazer Adorações, novenas, fazer penitências (jejum e abstinência de carne), participar de procissões, Quaresma;
c) Deus escuta a todos;
d) Ler a Bíblia;
e) Ler o Catecismo (recomendo, assim você já vai conhecendo o que a Igreja ensina);
f) Ler livros sobre a vida dos Santos...
g) Comungar ESPIRITUALMENTE (aqui no blog tem a oração para ajudar).

4. O que você NÃO PODE:

a) Comungar (receber a Eucaristia);
b) Ser madrinha de Batismo e de Crisma;


PS: Veja com o padre se alguém (ou ele) pode lhe preparar individualmente para você ser Batizada na Vigília Pascal (Sábado Santo), antes da Páscoa.

Se recomende a Maria.
Que Ela interceda por você.
Que Deus a abençõe.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

RESPOSTA: Padrinho de Crisma substitui o de Batismo?

Ave Maria!

O padrinho de crisma substitui os padrinhos de batismo?
Ou todos permanecem nas mesmas condições?

Não!
Todos são Padrinhos.

Os Sacramentos da Iniciação Cristã são 3: 

1. Sacramento do Batismo;
2. Sacramento da Confirmação do Batismo (ou Crisma);
3. Sacramento da Eucaristia (1 Comunhão).

Assim como o Sacramento do Crisma confirma o do Batismo, mas não o substitui, o Padrinho de Crisma - só pode 1 - não substitui O ou OS Padrinhos de Batismo - podem ser 2 (sendo casal).

A Igreja orienta, não obriga, que o Padrinho de Crisma seja o mesmo do Batismo.

"Cân 892. § 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo".

Lembremos, ainda, que os Sacramentos do Batismo e da Crisma não podem ser repetidos.

"Cân. 845. § 1. Os sacramentos do batismo, confirmação e ordem, já que imprimem caráter, não podem ser repetidos."


Fonte: Código de Direito Canônico

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

RESPOSTA: É possível, juridicamente, trocar o nome dos Padrinhos da Certidão?

Ave Maria!

Boa noite! Minha amiga batizou o filho dela tem dois anos ms tomou uma rasteira dos padrinhos logo quando saiu da igreja e desde então os padrinhos nunca procuraram a criança. Ela gostaria de saber se é possível de forma jurídica trocar os nomes na certidão dos padrinhos? Obrigada!

Sabemos que os Sacramentos do Batismo, da Crisma e da Ordem só podem ser ministrados uma vez, conforme dispõe o Código de Direito Canônico:

Cân. 845 — § 1. Os sacramentos do baptismo, confirmação e ordem, uma vez que imprimem carácter, não se podem repetir

Sei que não é essa a intenção ou a dúvida.
Mas sabemos, também, que a relação do batizando com os padrinhos, após ser ministrados os Sacramentos, torna-se espiritual.

"Pelo batismo, cria-se uma relação espiritual entre o afilhado e o padrinho, relação que é muito real"

Portanto, não há como batizar a criança novamente, nem como substituir, judicialmente, o nome dos padrinhos da Certidão de Batismo.

E o que o pai/mãe devem fazer?

1. Podiam ter, antes de escolher, analisado melhor as pessoas que queriam e que podiam ser padrinhos;

Se você me diz que eles, ao terminar a cerimonia do Sacramento do Batismo e saírem da Igreja já "viraram as costas para o afilhado", me faz pensar que, certamente, já demonstravam algo para os pais que não foi devidamente notado;

2. Agora que já batizou, o que pode fazer é orientar bem o filho na fé cristã/católica, levá-lo a Missa, ensinar as orações cristãs, básicas; colocá-lo na idade certa na Catequese, ser um bom cristão para que o filho tenha um bom exemplo e orientá-lo na escolha do Padrinho de Crisma quando ele for receber esse Sacramento;

3. Procurar o Tribunal Eclesiástico que atende a região e/ou procurar a orientação de um padre que atue nessa área do Direito Canônico.

Adianto, que li o Código de Direito Canônico atrás de algo que falasse sobre o assunto, mas não vi nada que pudesse levar a crer que seria possível fazer isso, mesmo quando os padrinhos não observaram os requisitos canônicos não é possível declarar nulo ou anular o Batismo ou a Certidão de Batismo.



Fonte: Código de Direito Canônico, Livro A Fé Explicada, Catecismo da Igreja Católica

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

domingo, 4 de agosto de 2019

RESPOSTA: Batizada. Casada. Pode ser Crismada?

Isabella Fiorentino, aos 39 anos, recebendo o Sacramento do Crisma em 2016

Ave Maria!

Tenho 35 anos sou batizada e fiz a primeira comunhão só não fiz a Crisma já sou casada na igreja e gostaria de fazer muito a crisma será que posso, ainda não falei com o padre da minha comunidade

CLARO!!!
Não só pode como DEVE!!

Corre.... o que está esperando.rss
Agora em agosto, em várias paróquias, inicia a Catequese de Adultos, se informe na sua Paróquia quando será lá (ou em outra Paróquia).


O que ocorre no Sacramento da Confirmação (do Batismo) ou Crisma?

Cân. 879 — O sacramento da confirmação, que imprime carácter, e pelo qual os baptizados, prosseguindo o caminho da iniciação cristã, são enriquecidos com o dom do Espírito Santo e se vinculam mais perfeitamente à Igreja, robustece-os e obriga-os mais estritamente para serem testemunhas de Cristo pela palavra e pelas obras, assim como para difundirem e defenderem a fé.
(CDC)

Quem pode receber o Sacramento do Crisma?

Cân. 889 — § 1. Tem capacidade para receber a confirmação todo e só o baptizado, ainda não confirmado
(CDC)

O que precisa e quando devemos receber o Sacramento do Crisma?

Cân. 890 — Os fiéis têm obrigação de receber este sacramento no tempo devido; procurem os pais, os pastores de almas, especialmente os párocos, que os fiéis sejam devidamente instruídos para o receberem e dele se aproximem em tempo oportuno.
(CDC)

Casado na Igreja pode receber o Sacramento do Crisma?

Deve!
A Igreja Católica determina que a pessoa seja confirmada na fé antes de receber o Sacramento do Matrimônio

Cân. 1065 — § 1. Os católicos que ainda não receberam o sacramento da confirmação, recebam-no antes de serem admitidos ao matrimónio, se o puderem fazer sem grave incómodo.
(CDC)

Mas quem não recebeu não está impedido de casar, muito menos de receber o Sacramento do Crisma depois de casar.

A propósito, se seu esposo for católico e também lhe faltar alguns dos Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma), leve-o consigo para fazerem a Catequese de Adultos juntos.


Para saber mais sobre esse Sacramento, clique em:


Para saber mais sobre os Padrinhos, clique em:



Fonte: Código de Direito Canônico

Nossa Senhora Assunta ao Céu, rogai por nós!

segunda-feira, 29 de julho de 2019

RESPOSTA: Consagrado pelo Método de S. Luiz deve se preparar para receber o Crisma?

Ave Maria!

Sou consagrada a JESUS por meio de Maria pelo metodo de Sao Luiz, minha duvida é: tenho que fazer preparação para receber o sacramento da Crisma?

SIM!

1. A Consagração NÃO É um Sacramento; portanto, não o substitui.

Mas, conforme nos ensina São Luiz no Tratado, a consagração "consiste numa perfeita renovação dos votos e promessas do Santo Batismo" (n 120)

2. Já O Sacramento do Crisma é a continuação do Sacramento do Batismo (CIC 1298), no rito romano, uma vez que, regra geral, realizados separadamente e, ainda, "a Confirmação proporciona crescimento e aprofundamento da graça baptismal" (CIC 1303), e é a "consumação do Batismo" (CIC 1304).

Assim, TODO CATÓLICO, tem a OBRIGAÇÃO, de receber o SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO DO BATISMO (OU CRISMA).

O Código de Direito Canônico dispõe sobre esse Sacramento e a preparação:

Cân. 890 — Os fiéis têm obrigação de receber este sacramento no tempo devido; procurem os pais, os pastores de almas, especialmente os párocos, que os fiéis sejam devidamente instruídos para o receberem e dele se aproximem em tempo oportuno. 

Desta feita, TODO aquele que fez a Consagração a Jesus por Meio de Maria e não é Crismado DEVE procurar fazer a Catequese e se preparar para receber esse Sacramento o quanto antes, e, desta forma, confirmará o seu Batismo, receberá uma efusão especial do Espírito Santo e um aprofundamento e crescimento da graça batismal, aumentando os dons do Espírito Santo.

1303. Por esse facto, a Confirmação proporciona crescimento e aprofundamento da graça baptismal:

– enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos leva a dizer « Abba! Pai!» (Rm 8, 15);
– une-nos mais firmemente a Cristo;
– aumenta em nós os dons do Espírito Santo;
– torna mais perfeito o laço que nos une à Igreja (127);
– dá-nos uma força especial do Espírito Santo para propagarmos e defendermos a fé, pela palavra e pela acção, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessarmos com valentia o nome de Cristo, e para nunca nos envergonharmos da cruz (128)
(Catecismo da Igreja Católica - CIC)

E, para aqueles que ainda não são Crismados, mas já se preparam para se consagrarem, sugiro que procurem sua Paróquia para iniciar, também, a preparação para Confirmar o seu Batismo, recebendo o Sacramento do Crisma.


Fonte: Catecismo da Igreja Católica, Código de Direito Canônico e Tratado da Verdadeira Devoção

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

sábado, 13 de julho de 2019

Aberta inscrições para Catequese de Adulto na Catedral de Brasilia (DF)




Se você ainda não recebeu algum dos Sacramentos da Igreja, faça sua inscrição na catequese para adultos da nossa Catedral Metropolitana de Brasília.

Uma oportunidade para você que não possui os sacramentos da primeira comunhão e crisma!

Venha conhecer e se aprofundar na nossa fé católica.

Informações para catequese de adultos em 2019:

Início: 10 de Agosto de 2019
Fim: 14 de Dezembro de 2019
Horário: todos os sábados das 09:45 às 12:00
Local: Catedral Metropolitana de Brasília
Taxa: R$100 (eucaristia e/ou crisma)
           R$130 (batismo, eucaristia e crisma)

*As taxas devem ser pagas durante o curso.

A catequese destina-se a adultos acima de 18 anos, interessados em receber os sacramentos da iniciação cristã: batismo, eucaristia e crisma.






Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

terça-feira, 28 de maio de 2019

RESPOSTA: Padrinho tem que se confessar antes do Batismo/Crisma?

Ave Maria!

Os padrinhos, antes do batismo precisam se confessar ?


Conforme o Código de Direito Canônico, um dos requisitos para ser padrinho de Batismo ou de Crisma é levar uma vida de acordo com a fé e o encargo que vá assumir, ou seja, o Padrinho/Madrinha deve ser uma pessoa que vá a Santa Missa, pelo menos aos domingos, que comungue e se confesse com regularidade (busque os Sacramentos).

O ideal é que todo católico se confesse ao menos uma vez por mês (lembrando que a Igreja pede que se confesse pelo menos uma vez ao ano, por ocasião da Páscoa - 2 e 3 Mandamentos da Igreja), ou, em caso de pecado mortal, o mais depressa possível.

Sendo assim, os Padrinhos de Batismo/Crisma, se não estiverem em estado de graça (sem pecado mortal), devem sim procurar confessar-se antes do Sacramento, até porque, regra geral, há uma Missa antes (no caso do Batismo) ou dentro/durante o Crisma, então ideal é que os padrinhos estejam preparados e podendo receber Jesus na Santa Comunhão. 
E desde aí já estarão dando exemplo e ensinando ao afilhado.

Can 881 - É conveniente que o sacramento da confirmação seja celebrado na igreja e dentro da missa (...)


Fonte: Código de Direito Canônico

Que Deus os abençõe, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria!

domingo, 26 de maio de 2019

RESPOSTA: Sou casado na Igreja. Os Sacramentos que meu cônjuge recebeu valem para mim?

Ave Maria

Eu não tenho crisma mais sou casado na igreja católica tô querendo batizar a filha do meu subrinho eu posso devido a minha esposa ter todos os sacramentos com o ato do casamento não passamos ser um só perante Deus.sendo assim os sacramentos dela não são válidos para mim também

NÃO!

Entendi sua colocação e achei até interessante seu argumento.

Faria total sentido se a Salvação não fosse Individual!

Veja, de fato, uma vez casados na Igreja Católica vocês formam uma só pessoa, porém, isso não influi na recepção dos Sacramentos. Através do Sacramento do Matrimônio os cônjuges têm o dever de auxilar um ao outro na busca pela Santidade, porém, a Salvação não deixa de ser individual, assim como a condenação também o é!

Senão, seguindo seu pensamento:
1. Se sua esposa comunga, você não precisa comungar (vice-versa)? Obvio que não!
2. Se sua esposa foi batizada, você não precisa ser batizado (vice-versa)? Evidente que não!
3. Se você se confessa, ela não precisa se confessar? Também não!

Cada um deve ter responsabilidade pela sua salvação (buscando observar os Mandamentos e receber os Sacramentos) e pela salvação do outro, e aqui os Sacramentos vão nos auxiliar nessa busca da Santidade.

Ademais, os Sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia estão entre os da Iniciação Cristã, ou seja, o católico deve recebê-los ainda na infância/adolescência.

Já o Sacramento do Matrimônio é um Sacramento de Serviço, aliás, o ideal é que a pessoa já tenha recebido todos os Sacramentos da Iniciação Cristã antes de receber o Sacramento do Matrimônio.

Cân 1065. § 1. Os católicos, que ainda não receberam o sacramento da confirmação, recebam-no antes de serem admitidos ao matrimônio, se isto for possível fazer sem grave incômodo.

A recepção dos Sacramentos da Iniciação Cristã é individual, assim como a Salvação, além de imprimir um caráter indelével.

Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

1316. A Confirmação completa a graça baptismal; ela é o sacramento que dá o Espírito Santo, para nos enraizar mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais solidamente em Cristo, tornar mais firme o laço que nos prende à Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada de obras.
1317. A Confirmação, tal como o Baptismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou carácter indelével; é por isso que só se pode receber este sacramento uma vez na vida.

E ainda (Compendio):

267. Qual o rito essencial da Confirmação?

1290-1301 
1318 
1320-1321

O rito essencial da Confirmação é a unção com o santo crisma (óleo misturado com bálsamo, consagrado pelo Bispo), feita com a imposição da mão por parte do ministro que pronuncia as palavras sacramentais próprias do rito. No Ocidente, tal unção é feita sobre a fronte do baptizado com as palavras: «Recebe por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus». Nas Igrejas Orientais de rito bizantino, a unção faz-se também noutras partes do corpo, com a fórmula: « Selo do dom do Espírito Santo».

268. Qual é o efeito da Confirmação?

1302-1305 
1316 – 1317

O efeito da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como no Pentecostes. Tal efusão imprime na alma um carácter indelével e traz consigo um crescimento da graça baptismal: enraíza mais profundamente na filiação divina; une mais firmemente a Cristo e à sua Igreja; revigora na alma os dons do Espírito Santo; dá uma força especial para testemunhar a fé cristã.

269. Quem pode receber este sacramento?

1306–1311 
1319

Pode e deve recebê-lo, uma só vez, quem já foi baptizado, o qual, para o receber eficazmente, deve estar em estado de graça.


SOLUÇÃO:

1. Procure a Paróquia e veja se já estão abertas as Inscrições para a Catequese de Adulto e se você ainda pode fazer, bem como o tempo de duração;
2. Veja com os pais do batizando se podem aguardar que você receba o Sacramento do Crisma (embora o ideal seja batizar a criança o quanto antes, mas, se ainda não nasceu, pode dar tempo);
3. Sua esposa batiza a criança sozinha. Uma vez que só precisa de um padrinho para o batismo ocorrer.

De toda sorte, se optarem pelo ultimo, sugiro que você se inscreva na Catequese para receber o Sacramento da Iniciação Cristã que lhe falta e assim não ter impedimento numa próxima vez, bem como, assim, poderá ser o padrinho de Crisma da criança quando ela estiver na idade para recebê-lo.

Fonte: Catecismo da Igreja Católica e Código de Direito Canônico

Que Deus o abençõe!

sábado, 25 de maio de 2019

10 MANDAMENTOS

1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

Duvidei da existência de Deus?
Duvidei de alguma verdade de fé ou moral definida pela Igreja?
Busquei ou acreditei em falsas doutrinas (astrologia, magia, espiritismo, etc)?
Deixei de cumprir promessas ou votos que fiz?
Recusei a obediência às autoridades da Igreja?
Comunguei sabendo que estava em pecado mortal (sacrilégio)?

2. NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO

Blasfemei a Deus ou as coisas de Deus?
Desrespeitei a Deus ou as coisas de Deus?
Jurei falso ou sem necessidade?

3. GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA

Faltei a Santa Missa Dominical ou em festas de preceito?
Trabalhei no domingo sem necessidade?

4. HONRAR PAI E MÃE

Deixei de cumprir meus deveres com meus pais (respeito, gratidão, obediência e ajuda) e minha família?
Não cumpri os justos deveres de um cidadão?

5. NÃO MATAR

Cometi homicídio voluntário?
Abortei?
Apoiei a eutanásia ou o suicídio?
Levei outra pessoa a pecar, por ação ou omissão?
Deixei de cuidar da minha saúde?
Usei drogas?
Expus a situação de risco a minha vida ou a de outras pessoas?
Cometi atos contrários à dignidade da pessoa?
Odiei, desprezei, maltratei alguém?
Não perdoei?

6. NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
9. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO

Eu me masturbei?
"Fiquei" sem a intenção de namorar com a pessoa?
Trai meu namorado(a) ou fui cúmplice de traição?
Tive relações sexuais antes do casamento?
Cometi adultério?
Cometi práticas homossexuais?
Expus meu corpo com roupas escandalosas?
Eu me expus a ocasiões de pecado (imagens pornográficas, locais, conversas, etc)?
Consenti em olhares, pensamentos ou outros atos impuros?
Utilizei métodos contraceptivos artificiais?
Espacei o nascimento dos filhos sem razão justa?

7. NÃO FURTAR
10. NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Roubei?
Desrespeitei os bens das outras pessoas ou a justiça social?
Desrespeitei a criação de Deus?

8. NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO

Menti?
Pensei mal de alguém sem justo motivo?
Caluniei ou difamei?


Para saber mais sobre os 10 Mandamentos da Lei de Deus leiam o Catecismo da Igreja Católica

Para um Exame de Consciência mais completo, observar os 5 Mandamentos da Igreja



Nossa Senhora, refúgio dos pecadores, rogai por nós!

domingo, 19 de maio de 2019

RESPOSTA: A pessoa pode não ser Crismada por falta de Padrinho?

Ave Maria!

Boa tarde! No caso de não haver outra pessoa para se escolher como padrinho, pode ele não ser crismado, tendo só obtido o sacramento do batismo e da comunhão?


Sempre há alguém pra ser padrinho/madrinha de Crisma.

Veja:

1. O padrinho ou a madrinha de Batismo

É o recomendado pela Igreja

"Cân 892. § 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo".

2. Um Sacerdote

3. Um Santo 

Nossa Senhora, por exemplo, é muito comum!


De toda sorte, apesar da Igreja recomendar e instruir que a pessoa seja Crismada (confirmação do Batismo) ainda na adolescência, sendo esse um dos 3 Sacramentos da Iniciação Cristã, ela pode optar por não se Crismar, perdendo a graça de receber um Sacramento muito importante, no caso, que tem como função a Efusão dos Dons do Espírito Santo, como em Pentecostes.

Penso que não receber o Sacramento por "falta de Padrinho" não tem sentido, converse com o Pároco para ver como proceder.




Fonte: Código de Direito Canônico

Que o Espírito Santo de Deus lhe conceda sabedoria e o ilumine!

sábado, 27 de abril de 2019

RESPOSTA: Posso batizar numa Ermida?

Ave Maria!

Fui criada numa ladeia que tem uma Ermida. Essa ermida pertence a uma Paroquia. Gostaria de saber se posso baptizar a minha filha nessa ermida e se tem custos a pagar por ser baptizada na ermida. De referir que a ermida não tem pia baptismal mas a igreja da paroquia tem uma que não está fixa, pode essa pia vir à ermida para ser utilizada na cerimónia?

Querida, como você relatou, essa Ermida pertence a uma Paróquia.

Dessa forma, essas perguntas devem ser feitas na Paróquia a qual pertence a Ermida, uma vez que ela  (Ermida) pode ter autorização ou não para celebrar os Sacramentos.

Eu não conheço sua aldeia, nem a Ermida, nem a Paróquia, portanto, não tem como eu falar se pode ou não, muito menos tratar sobre custos (que deve ter, pois é o normal em qualquer batismo).


Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!
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