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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Por que Santa Teresinha não tinha medo da morte?


Shutterstock

Philip Kosloski - publicado em 03/11/20


A santa carmelita ansiava pela morte e a encarava como uma jornada de volta para casa

O medo da morte é algo que atinge muitos cristãos. Não deveria, mas acontece. Isso porque a morte é a maior incógnita deste mundo e não sabemos exatamente o que vai acontecer quando deixarmos esta vida.

No entanto, os santos não tinham medo da morte. Em vez disso, eles a recebiam bem e a viam com os olhos da fé.

Santa Teresa de Lisieux, também conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, é um exemplo. A carmelita morreu de tuberculose aos 24 anos de idade. Pode parecer triste ouvir sobre uma bela jovem que morreu tão cedo. No entanto, Santa Teresinha ansiava pelo dia em que morreria.

No final de sua autobiografia intitulada “História de uma Alma” há algumas reminiscências fornecidas por algumas das irmãs. Aqui está uma conversa que ela teve com algumas delas sobre a morte:

“Ainda não sabemos de que doença você vai morrer (…). Vou morrer de morte! Deus disse a Adão sobre do que ele morreria quando lhe disse: ‘Tu morrerás de morte’? Então a morte virá buscá-la? Não, não a morte, mas o Bom Deus. A morte não é, como as imagens nos dizem, um fantasma, um espectro horrível. O Catecismo diz que é a separação da alma e do corpo! Bem, não temo uma separação que me unirá para sempre a Deus”.

Portanto, ela acreditava firmemente que a morte a uniria e não a separaria. Seria, então, uma união eterna com Deus.

A morte como viagem de volta

Essa crença, de fato, veio de uma atitude que ela tinha sobre a vida que moldou todas as suas ações. Ela explicou que encarava esta vida mais como um exílio, e não como um lar:

“O símbolo de um navio sempre me encanta e me ajuda a suportar o exílio desta vida. Não nos diz o Sábio: ‘A vida é como um navio que passa pelas ondas: quando passa, não se encontra o seu rasto’?

Enfim, com isso em mente, como Santa Teresinha poderia ter medo da morte? Para ela, a morte seria uma viagem de volta para casa.


Portanto, se você precisar de ajuda com seu medo da morte, peça ajuda a ela!


Fonte: Aletéia

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por nós!

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Indulgências “pro defunctis” prorrogadas devido à COVID-19


Neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus, as indulgências plenárias pelos fiéis defuntos, que normalmente se ganham nos oito primeiros dias de novembro, poderão lucrar-se ao longo de todo o mês das almas.

Santa Sé



DECRETO


Neste ano, por causa da pandemia da doença de COVID-19, as indulgências plenárias pelos fiéis defuntos prorrogam-se por todo o mês de novembro, comutadas as condições e obras pias, em vista da segurança do povo cristão


Chegaram há pouco a esta Penitenciaria Apostólica muitas súplicas da parte de sagrados pastores, pelas quais se pedia que neste ano, por causa da pandemia da doença de COVID-19, se comutassem as obras para lucrar as indulgências plenárias aplicáveis somente às almas do Purgatório, segundo a norma do Manual de Indulgências (conc. 29, §1). Por isso, a mesma Penitenciaria Apostólica, por especial mandado do SS. Padre, o Papa Francisco, de bom grado determinou e deliberou, para evitar aglomerações, proibidas ou ao menos desaconselhadas em algumas nações e territórios, que neste ano:


a) A indulgência plenária para os que piedosamente visitarem cemitérios e, ainda que apenas mentalmente, rezarem pelos defuntos — limitada, segundo a norma, apenas aos oito primeiros dias de novembro —, possa, para comodidade dos fiéis, ser transferida dentro do mês de novembro para outro período de até oito dias, ainda que descontínuos, de livre escolha de cada fiel;

b) A indulgência plenária do dia 2 de novembro, na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, para os que piedosamente visitarem uma igreja ou oratório e ali recitarem um Pai-nosso e um Creio, possa ser transferida não somente para o domingo anterior ou posterior ou para o dia da solenidade de Todos os Santos, mas também para outro dia, dentro do mês de novembro, de livre escolha de cada fiel;


Os idosos, os doentes e os que, por causa grave, não podem sair de casa (v.gr., por força de decretos que proíbam os fiéis de se reunirem nos lugares sagrados), poderão lucrar a indulgência plenária, desde que, unindo-se em ânimo e voto aos que fizerem as piedosas visitas de que se falou acima, tendo detestado os próprios pecados e feito a intenção de cumprir, assim que possível, as três condições de costume (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do sumo Pontífice), recitem diante de qualquer imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo ou da Bem-aventurada Virgem Maria piedosas preces pelos defuntos (v.gr., as Laudes e as Vésperas do Ofício dos defuntos, o Rosário mariano, a coroa da Divina Misericórdia, e outras preces pelos defuntos mais caras aos fiéis), ou leiam, a título de leitura espiritual, o Evangelho da Liturgia dos defuntos, ou realizem uma obra de misericórdia, entregando a Deus clemente suas dores ou os incômodos da própria vida.

A fim, pois, de tornar mais fácil, por caridade pastoral, o acesso ao perdão divino, alcançável pelas chaves da Igreja, esta Penitenciaria roga insistentemente que os sacerdotes legitimamente facultados, de ânimo pronto e generoso, celebrem a Penitência e administrem a sagrada comunhão aos doentes.

No entanto, no que diz respeito às condições espirituais para lucrar plenamente a indulgência, está sempre em vigor a Nota desta Penitenciaria Apostólica sobre a celebração do sacramento da Reconciliação em tempos de pandemia da doença de COVID-19.

Por último, uma vez que as almas do Purgatório são ajudadas pelos sufrágios dos fiéis, sobretudo pelo santo sacrifício do Altar (cf. Concílio de Trento, sess. 25.ª, Decreto sobre o Purgatório), roga-se insistentemente a todos os sacerdotes que, no dia da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, celebrem a Missa três vezes, segundo a norma da Constituição Apostólica “ Incruentum Altaris”, do Papa Bento XV, de venerável memória, do dia 10 ago. 1915.

Valerá o presente Decreto por todo o mês de novembro, não obstante quaisquer disposições em contrário.

Dado em Roma, nas dependências da Penitenciaria Apostólica, no dia 22 de outubro de 2020, na memória de S. João Paulo II.

Maurus Card. Piacenza
Penitenciário-Mor

Christophorus Nykiel
Regente

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Pe Robson é Inocente!

Padre Robson de Oliveira foi acusado pelo Ministério Público de Goiás de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele movimentou R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO)


Sarah Peres
postado em 06/10/2020 15:36 / atualizado em 06/10/2020 21:01


(crédito: reprodução )

Em decisão unânime, na tarde desta terça-feira (6/10), o Tribunal de Justiça de Goiás arquivou a investigação contra o padre Robson de Oliveira, que era acusado de lavagem de dinheiro. A informação foi confirmada pela defesa do religioso ao Correio. Investigações do Ministério Público de Goiás, por meio da Operação Vendilhões, tinham indicado que o pároco havia movimentado R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO).


O julgamento de padre Robson começou às 13h e, após quarenta minutos, foi proferida a decisão do desembargador Nicomedes Domingos Borges, acompanhado por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal. A ação do MP contra o religioso foi, portanto, arquivada.

"Com isso, fica reconhecido que não houve a qualquer ilicitude praticada pelo religioso, que sempre se dispôs a esclarecer toda e qualquer dúvida sobre a sua atuação na Afipe ou em qualquer outro âmbito de evangelização", resumiu o advogado de defesa Pedro Paulo de Medeiros.

Cléber Lopes, também advogado de defesa do padre, afirmou que a decisão dos magistrados reforça que "a associação presidida pelo pároco é de natureza privada e não houve qualquer desvio de valores, sendo certo que todos os investimentos foram aprovados pelos membro da associação".

"A decisão do tribunal reconhece o que a defesa já havia dito há algum tempo. Esperam, com isso, que o sacerdote possa ter a sua biografia restaurada", diz o advogado.

Ao embasar a decisão, o desembargador Nicomedes Domingos Borges afirmou que as provas obtidas pelo MP não comprovavam que o pároco desviava dinheiro para benefício próprio por meio da Afipe.

 “Por se tratar de uma entidade privada, com os membros não tendo questionado qualquer ato, ou alegado lesão aos seus interesses, não há que se falar em qualquer fato típico a ser investigado”, analisou o magistrado.

Em nota oficial, a Afipe assegura que “continuará o trabalho de auditoria, reforma administrativa, implantação de governança e demais ações que estão em andamento na associação".

Operação Vendilhões

A investigação do Ministério Público havia apontado que a Afipe recebia doações altas de fiéis, chegando a receber R$ 20 milhões em doações por mês. O órgão apurou, ainda, que parte dos recursos teriam sido usados na compra de fazendas e de uma casa de praia. Em setembro passado, dois representantes do Vaticano estiveram em Trindade para investigar a associação.

Fonte: CorreioWeb

Divino Pai Eterno e Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

sábado, 25 de abril de 2020

Covid-19: Por que Deus não impediu a pandemia?


Halfpoint | Shutterstock

A crise do Coronavírus suscita muitas perguntas que às vezes podem abalar a fé cristã: 
Deus queria essa pandemia? Por que ele não põe fim a esta crise? Será que ele realmente nos protege? 
Quando somos confrontados com essas questões, é preciso lembrar o que realmente significa a vontade divina.


A atual situação global com o Covid-19 nos leva à uma questão bastante recorrente: por que Deus não impediu que tudo isso acontecesse? Ele poderia ter feito algo preventivamente: prevenir é melhor que remediar! Por que a morte se esconde tão perto de nós, como se Deus nunca nos protegesse dela? No entanto, continuamos a invoca-lo, implorando a sua proteção. Será que deveríamos apenas nos sentir ofendidos e concluir que a providência divina falhou? Esse é um dos problemas mais importantes da fé cristã. Sem querer exauri-lo ou responde-lo completamente, vamos tentar fornecer algumas chaves para essa questão.

Deus não prometeu afastar de nós o sofrimento e a morte

As escrituras nos ensinam que Deus nem criou e nem quis a morte. Ela é uma consequência do pecado original. Deus a venceu através da Cruz de Cristo, sem a abolir. A morte continua sendo uma regra em nossas vidas. Ninguém escapa da morte, essa é a única certeza impossível de contestar. Portanto, não devemos sonhar com um tipo de proteção divina que nos exima dela. Ninguém escapa e ninguém sabe o momento da morte, que pode ser bastante prematuro.

No entanto, permanece em nós o sonho da proteção divina de todo o perigo. Esse hábito vem de religiões pagãs antigas e entrou na fé cristã em forma de superstições inofensivas: “Que os deuses lhe sejam favoráveis!”. Esse sonho, no entanto, pode distorcer nossa visão da providência divina, uma vez que a proteção solicitada não ocorrer. Podemos pensar nesse momento que nosso Deus não cuida de nós. Jesus não prometeu tirar o sofrimento e a morte de nós. Ele prometeu a salvação de nossa alma no momento de nossa morte, se consentirmos, e nossa ressurreição, segundo a sua, mas no Juízo Final.

Precisamos rezar para ser protegidos? Sim, mas de coisas que refletimos muito pouco: o pecado, a morte espiritual. Essa proteção, que é graça de Deus, nunca falha se a aproveitarmos.

Thierry-Dominique Humbrecht

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!
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