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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Perguntas e Respostas sobre o Rosário(Terço)



O Santo Rosário (e o Terço) é uma das orações mais antigas, simples e fáceis que temos; no entanto, ainda existem pessoas que tem dúvidas sobre ele, como surgiu, não sabe rezar, não sabe se é obrigado ou não, que mistérios deve rezar e quais dias. Assim, resolvi aqui dirimir algumas dúvidas dos católicos e curiosos sobre essa devoção.

"A piedade medieval do Ocidente desenvolveu a oração do Rosário como alternativa popular à Oração das Horas."
(Catecismo, 2678)


1. Quando surgiu o Rosário?

O Rosário foi se formando gradualmente no Segundo Milênio.
Segundo a Tradição Católica, foi apenas no ano de 1214 que a Igreja recebeu o Rosário; uma dádiva oferecida à Igreja por São Domingos, que por sua vez o recebera da Santíssima Virgem, no fim do Séc XII.
O Rosário de São Domingos não era tal qual o temos hoje. Consistiria na pregação dos Mistérios principais da nossa salvação, o mais popular possível, sem deixar de ser bíblica, levando os ouvintes depois à recitação do Pai Nosso e da Ave Maria sem a "Santa Maria" que foi introduzida posteriormente. 
Foi São Pio V quem, no século XVI, estabeleceu o Rosário como o tínhamos até 2002 (com os 3 Mistérios).

"Que, pois, a própria Rainha do Céu haja ligado a esta oração uma grande eficácia, demonstra-o o fato de haver ela sido instituída e propagada pelo ínclito S. Domingos, por impulso e inspiração dela, em tempos especialmente tristes para a causa católica, e bem pouco diferentes dos nossos, e instituída como um instrumento de guerra eficacíssimo para combater os inimigos da fé.
Com efeito, a seita herética dos Albigenses, ora sorrateira, ora abertamente, invadira numerosas regiões; espantosa descendência dos Maniqueus, repetia ela os monstruosos erros destes, e renovava as suas hostilidades, as suas violências e o seu ódio profundo contra a Igreja. Contra essa turba tão perniciosa e arrogante, já agora pouco ou nada se podia contar com os auxílios humanos, quando o socorro veio manifestamente de Deus, por meio do Rosário de Maria.
Assim, graças à Virgem, gloriosa e debeladora de todas as heresias, as forças dos ímpios foram abatidas e quebradas, e a fé de muitíssimos ficou salva e intacta. E pede-se dizer que semelhantes fatos se verificaram no seio de todos os povos...."

2. O que é o Rosário?

O Rosário é uma "Oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora, o Rosário é, por isso mesmo, uma prece de orientação profundamente cristológica" (EXORTAÇÃO APOSTÓLICA MARIALIS CULTUS)
Ele é instituído pelas seguintes orações: Credo, Pai-Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai, Jaculatória final e Salve Rainha.

Recitar o Rosário nada mais é que contemplar com Maria o rosto de Cristo. 
(João Paulo II)

Passear/reviver/contemplar a vida de Jesus Cristo, desde o seu nascimento até a vinda de Pentecostes.

3. Qual a diferença entre o Rosário e o Terço?

O Terço é um instrumento tradicional na recitação do Rosário.
Na prática, ele é um meio para contar e registrar a sucessão da ave-marias; porém, também há um simbolismo que pode conferir uma profundidade à contemplação.
O Terço seria a oração de 1/3 do Rosário (quando ele só tinha 3 Mistérios).

4. Quantos Mistérios tem o Rosário?

Inicialmente o Rosário continha 3 Mistérios, porém, em 2002 ao convocar o Ano do Rosário (2002-2003), o Papa João Paulo II acresceu mais um Mistério ao Rosário (Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae), assim, atualmente o Rosário contem 4 Mistérios.

5. Quais os Mistérios do Rosário?

1. Mistérios Gozosos (da Alegria): Anunciação, Visitação de Maria a Sta Isabel, Nascimento de Jesus, Apresentação de Jesus no Templo e Purificação de Nossa Senhora e Perda e Reencontro do Menino Jesus no Templo;
2. Mistérios Luminosos (da Luz): Batismo de Jesus, Auto-Revelação nas Bodas de Caná, Anúncio do Reino de Deus, Transfiguração e Instituição da Eucaristia;
3. Mistérios Dolorosos (da Dor): Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras, A Flagelação de Jesus, A Coroação de Espinhos, Jesus carregando a cruz para o Calvário e a Crucificação e Morte de Jesus;
4. Mistérios Gloriosos (da Glória): Ressurreição de Jesus, Ascensão, Pentecostes, Assunção de Maria e a Coroação de Maria.

6. Que dia devo rezar cada Mistério?

Você pode rezar o Rosário (com os 4 Mistérios) todos os dias, como também pode dividir a oração do Rosário durante a semana. A Igreja Católica orienta a divisão da seguinte forma:

- Mistérios Gozosos: Segunda e Sábado;
- Mistérios Luminosos: Quinta;
- Mistérios Dolorosos: Terça e Sexta; e
- Mistérios Gloriosos: Quarta e Domingo.

"Essa indicação, porém, não pretende limitar uma certa liberdade de opção na meditação pessoal e comunitária, segundo as exigências espirituais e pastorais e sobretudo as coincidências litúrgicas que possam sugerir oportunas adaptações."

7. Sou obrigada a rezar os Mistérios Luminosos?

Não.
O Papa João Paulo II ao inserir os Mistérios Luminosos no Rosário, por meio da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae deixou claro que ficaria à livre valorização de cada pessoa e das comunidades abraçar os mistérios da vida pública de Cristo.

"Considero, no entanto, que, para reforçar o espessor cristológico do Rosário, seja oportuna uma inserção que, embora deixada à livre valorização de cada pessoa e das comunidades, lhes permita abraçar também os mistérios da vida pública de Cristo entre o Baptismo e a Paixão. Com efeito, é no âmbito destes mistérios que contemplamos aspectos importantes da pessoa de Cristo, como revelador definitivo de Deus. É Ele que, declarado Filho dilecto do Pai no Baptismo do Jordão, anuncia a vinda do Reino, testemunha-a com as obras e proclama as suas exigências. É nos anos da vida pública que o mistério de Cristo se mostra de forma especial como mistério de luz: « Enquanto estou no mundo, sou a Luz do mundo » (Jo 9, 5).

Mas, em seguida o nosso Santinho ensina que:

"Para que o Rosário possa considerar-se mais plenamente “compêndio do Evangelho”, é conveniente que, depois de recordar a encarnação e a vida oculta de Cristo (mistérios da alegria), e antes de se deter nos sofrimentos da paixão (mistérios da dor), e no triunfo da ressurreição (mistérios da glória), a meditação se concentre também sobre alguns momentos particularmente significativos da vida pública (mistérios da luz). Esta inserção de novos mistérios, sem prejudicar nenhum aspecto essencial do esquema tradicional desta oração, visa fazê-la viver com renovado interesse na espiritualidade cristã, como verdadeira introdução na profundidade do Coração de Cristo, abismo de alegria e de luz, de dor e de glória."

8. Sou obrigado a rezar o Rosário/Terço todo dia?

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação...
Mt 26, 41

Como cristãos católicos nós somos obrigados a rezar/orar sempre, todos os dias e horas, sem cessar (1Ts 5,17).
O próprio Jesus nos ensinou como devemos rezar ao Pai, através da oração do Pai Nosso (Mt 6, 7-13) e, ainda, sobre a eficácia da oração: "Pedi e vos será dado; (...) pois todo o que pede, recebe..." (Mt 7, 7-11). Além disso, Ele mesmo se retirou para orar ao Pai, nos dando o exemplo.
Na Palavra de Deus há várias passagens, tanto no Antigo como no Novo Testamento sobre o poder da oração e como Deus se compadece e nos atende.
Ora, o Rosário/Terço nada mais é que uma oração, das mais simples e singelas, no entanto, das mais poderosas e exaltadas por tantos Santos e Papas da nossa Igreja.
Então sim! Devemos rezar o Rosário/Terço todos os dias. 
E também é isso que sempre nos pede Nossa Senhora em suas inúmeras aparições, mormente a de Fátima, onde Ela mesma se denominou: Senhora do Rosário; nos prometendo curas e milagres através dessa simples devoção.

E esta asserção aparece ainda mais evidente se se considerar a natureza do Rosário mariano. De feito, nada nos é mais recomendado pelos preceitos e pelos exemplos de Cristo e dos Apóstolos do que a obrigação de invocarmos a Deus e de suplicarmos o seu auxilio. Depois, os Padres e os Doutores da Igreja, por sua parte, nos ensinam que este dever é de tal importância, que quem o descurasse debalde confiaria em alcançar a eterna salvação. Mas, embora quem reza tenha, pela própria virtude da oração e pela promessa de Cristo, a possibilidade ímpar das graças divinas, todavia, como todos sabem, a oração tira a sua maior eficácia principalmente destas duas condições, a saber: da assídua perseverança, e da união de muitos corações na mesma oração.

"...exortamos calorosamente todos os cristãos a praticarem, sem se cansar, o piedoso exercício do Rosário, publicamente, ou em particular, nas suas casas e famílias..."

9. Quais as graças obtemos com a recita do Rosário/Terço?

Inúmeras são as graças/frutos que podemos obter, para nós e para os outros, pela recita do Santo Rosário. Dentre elas:

a) Paz

A dar maior actualidade ao relançamento do Rosário temos algumas circunstâncias históricas. A primeira delas é a urgência de invocar de Deus o dom da paz.(...)
O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastantes desta crise da nossa época.
(João Paulo II)

b) Fé

Mas, como de outra vez lembramos, o Rosário produz outro fruto notável, adequado às necessidades dos nossos tempos. É este: que, numa época em que a virtude da fé em Deus está cada dia exposta a tão graves perigos e assaltos, o cristão acha no Rosário meios abundantes para alimentá-la e reforçá-la.
(Leão XIII)

c) Lições de Penitência

Ora, também para tal fim apraz-nos, em primeiro lugar, inculcar a prática do Rosário, que pode produzir "bons frutos de penitência", especialmente pela meditação dos sofrimentos de Jesus e de sua Mãe Santíssima.
(Leão XIII)

d) Promessas de Nossa Senhora ao Devoto do Rosário: 

Receberá uma graça particular; auxílio especial de Maria; extinguirá os vícios, dissipará o pecado e extirpará as heresias; hão de florescer virtudes e boas obras; a alma não perecerá; não morrerá repentinamente, conservar-se-á em graça, se justo, e merecerá a vida eterna; não morrerão sem os santos Sacramentos; a cada dia Nossa Senhora tira do Purgatório as almas dos devotos do Rosário; gozarão de grande glória no Céu; tudo que pedir pelo Rosário, alcançarão; socorrerá quem propaga o Rosário em suas necessidades; entre outras.

10. Posso rezar enquanto faço outra atividade?

Sim.
Nos ensina o Papa Leão XIII:

Aqueles, pois, que se esforçam por atingir o seu bem supremo, um admirável desígnio da Providência ofereceu o auxílio do Rosário: auxilio mais fácil e mais prático do que qualquer outro. Porque basta um conhecimento, mesmo modesto, da religião, para se aprender a rezar com fruto o Rosário; e, por outro lado, isso requer tão pouco tempo, que na realidade não pode acarretar prejuízo a outros afazeres. Além de que isto é confirmado por oportunos e luminosos exemplos da história da Igreja; onde se lê que em todos os tempos houve pessoas que, conquanto desempenhassem ofícios muito pesados, ou fossem absorvidas por fatigantes ocupações, todavia nem sequer por um só dia relaxaram este piedoso costume.

Mas é bom dedicar um tempo (20/30min) no dia para recitar o Rosário/Terço com tranquilidade e meditando os Mistérios.

11. Rezar o Rosário/Terço me confere Indulgências?

Sim!
A Oração do Rosário/Terço é uma Obra Indulgenciada.

Depois disto, não restava senão fazer conhecer aos fiéis o imenso valor e as grandíssimas vantagens ligadas ao Rosário mariano, pelos numerosos privilégios e direitos com que ele foi enriquecido, e sobretudo pelo tesouro de Indulgências de que goza. E certamente não é difícil compreender o quanto estas vantagens devam ser estimadas por aqueles que pensam seriamente na sua eterna salvação. Com efeito, aqui se trata de obter, total ou parcialmente, a remissão da pena temporal a pagar nesta ou na outra vida, mesmo depois de haver sido cancelada a culpa. Tesouro este, sem dúvida, preciosíssimo, porque constituído pelos méritos de Cristo, aos quais se juntaram os da Mãe de Deus e dos Santos. A tal tesouro, o Nosso Predecessor Clemente VI com razão referia aquelas palavras da Sabedoria: "Inexaurível tesouro é ela para os homens: aqueles que dela fazem uso proporcionam-se amizade junto a Deus" (Sab. 7, 14). Já os Romanos Pontífices, por força do seu supremo poder recebido de Deus, abriram largamente os mananciais de tais graças aos membros das Confrarias do Santo Rosário, e àqueles que rezam o Rosário com devoção.

a) Ao fiel que trazer consigo, piedosamente, o terço: indulgência parcial;
b) Rosário/Terço recitado na Igreja, oratório ou em família: indulgência plenária;
c) Rezar o Rosário/Terço em outras situações: indulgência parcial.

Observando-se as 3 Condições: confissão; comunhão e oração na intenção do Sto Papa.

12. Quais são as Festas do Rosário?

São consideradas festas do Rosário, as festas dos Mistérios, a saber:

a) A Anunciação de Nossa Senhora;
b) o Encontro de JESUS entre os Doutores, no Templo, em algumas liturgias;
c) duas Sextas-feiras da Quaresma à escolha dos fiéis;
d) A Páscoa;
e) a Ascensão;
f) a Assunção;
g) Nossa Senhora do Rosário (07/10): podem ser lucradas indulgências pelas Almas do Purgatório.
h) o dia de Todos os Santos;

13. Quando é o Mês do Rosário? 
Que exercícios fazer?

O Mês do Rosário é obrigatório para toda a Igreja Católica, vai de 01 de Outubro a 02 de Novembro.

Os exercícios do mês do Rosário se devem fazer em todas as igrejas paroquiais; constam da reza de cinco dezenas do Rosário/Terço, da Ladainha de Nossa Senhora e da Oração a São José, antes da Santa Missa ou, à tarde, perante o Santíssimo Sacramento exposto.

14. O que são os 15 Sábados do Rosário?

Consiste esta devoção, em comungar no decurso de 15 Sábados consecutivos, em memória dos quinze mistérios do Rosário, com a finalidade de honrar a Santíssima Virgem e por este meio obter alguma graça especial, quer na ordem espiritual, quer na temporal.
Nestes sábados meditam-se por ordem os quinze mistérios, um em cada sábado.

15. Como deve ser feito o Rosário/Terço material?

Deve ser quinze dezenas (agora 20) ou cinco.
Dá-se ao rosário ou coroa de 15 dezenas (agora 20) o de rosário propriamente dito; o de 5 dezenas é o terço.
O simples terço com suas cinco dezenas recebe as mesmas bênçãos e produz os mesmos frutos espirituais que o rosário e tanto faz rezar três vezes (agora 4) o terço, como uma vez o rosário.
É necessário que o rosário ou terço seja bento por um sacerdote para se lucrar as indulgências.
De qualquer maneira pode se fazer o rosário, contanto que tenha certa solidez.

16. Das Orações que compõe o Rosário/Terço

  • Pai Nosso

O Pai Nosso com que se separam as dezenas de Ave Maria é obra de JESUS que ensinou aos seus discípulos conforme se vê na sua Palavra em Mateus 6, 7-13.

Em cada um dos seus mistérios, Jesus leva-nos sempre até ao Pai, para Quem Ele Se volta continuamente porque repousa no seu “seio” (cf. Jo 1,18). Quer introduzir-nos na intimidade do Pai, para dizermos com Ele: « Abbá, Pai » (Rom 8, 5; Gal 4, 6). É em relação ao Pai que Ele nos torna irmãos seus e entre nós, ao comunicar-nos o Espírito que é conjuntamente d'Ele e do Pai. O “Pai nosso”, colocado quase como alicerce da meditação cristológico-mariana que se desenrola através da repetição da Avé Maria, torna a meditação do mistério, mesmo quando é feita a sós, uma experiência eclesial.
  • Ave Maria

Oração predominante do Rosário, é composta das palvras que o Anjo dirigiu à Santíssima Virgem no dia da Encarnação do Verbo, das que Santa Isabel pronunciou na visita de Nossa Senhora, enfim, de uma invocação acrescentada às precedentes palavras pela Santa Igreja, nossa Mãe.

    Este elemento é o mais encorpado do Rosário e também o que faz dele uma oração mariana por excelência. Mas à luz da própria Avé Maria, bem entendida, nota-se claramente que o carácter mariano não só não se opõe ao cristológico como até o sublinha e exalta. De facto, a primeira parte da Avé Maria, tirada das palavras dirigidas a Maria pelo Anjo Gabriel e por Santa Isabel, é contemplação adoradora do mistério que se realiza na Virgem de Nazaré. Exprimem, por assim dizer, a admiração do céu e da terra, e deixam de certo modo transparecer o encanto do próprio Deus ao contemplar a sua obra-prima –a encarnação do Filho no ventre virginal de Maria – na linha daquele olhar contente do Génesis (cf. Gen 1, 31), daquele primordial « pathos com que Deus, na aurora da criação, contemplou a obra das suas mãos ». A repetição da Avé Maria no Rosário sintoniza-nos com este encanto de Deus: é júbilo, admiração, reconhecimento do maior milagre da história. É o cumprimento da profecia de Maria: « Desde agora, todas as gerações Me hão-de chamar ditosa » (Lc 1, 48).
    O baricentro da Avé Maria, uma espécie de charneira entre a primeira parte e a segunda, é o nome de Jesus. 

  • Glória ao Pai

A doxologia trinitária é a meta da contemplação cristã. De facto, Cristo é o caminho que nos conduz ao Pai no Espírito. Se percorrermos em profundidade este caminho, achamo-nos continuamente na presença do mistério das três Pessoas divinas para As louvar, adorar, agradecer. É importante que o Glória, apogeu da contemplação, seja posto em grande evidência no Rosário. Na recitação pública, poder-se-ia cantar para dar a devida ênfase a esta perspectiva estrutural e qualificadora de toda a oração cristã.
  • Jaculatória

Oração pedida e ensinada por Nossa Senhora em Fátima:

Ó Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem e abençoai o Santo Papa.

"Na prática corrente do Rosário, depois da doxologia trinitária diz-se uma jaculatória, que varia segundo os costumes. Sem diminuir em nada o valor de tais invocações, parece oportuno assinalar que a contemplação dos mistérios poderá manifestar melhor toda a sua fecundidade, se se tiver o cuidado de terminar cada um dos mistérios com uma oração para obter os frutos específicos da meditação desse mistério."

  • Credo

    "Segundo a praxe comum, são vários os modos de introduzir o Rosário nos distintos contextos eclesiais. Em algumas regiões, costuma-se iniciar com a invocação do Salmo 69/70: « Ó Deus, vinde em nosso auxílio; Senhor, socorrei-nos e salvai-nos », para de certo modo alimentar, na pessoa orante, a humilde certeza da sua própria indigência; ao contrário, noutros lugares começa-se com a recitação do Creio em Deus Pai, querendo de certo modo colocar a profissão de fé como fundamento do caminho contemplativo que se inicia."

  • Salve Rainha

Assim vivido, o Rosário torna-se verdadeiramente um caminho espiritual, onde Maria faz de mãe, mestra e guia, e apoia o fiel com a sua poderosa intercessão. Como admirar-se de que o espírito, no final desta oração em que teve a experiência íntima da maternidade de Maria, sinta a necessidade de se expandir em louvores à Virgem Santa, quer com a oração esplêndida da Salve Rainha, quer através das invocações da Ladainha Lauretana? É o remate dum caminho interior que levou o fiel ao contacto vivo com o mistério de Cristo e da sua Mãe Santíssima.



"DEPOIS DA SANTA MISSA, 
O ROSÁRIO É O EXERCÍCIO DE PIEDADE QUE MAIS ME AGRADA..."
(Nossa Senhora ao Beato Alano de LaRoche)

Fontes:
1. Catecismo da Igreja Católica
6. Livro O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário;
9) Livro Sacratíssimo Rosário e as "Três Novenas" do Rosário de Pompéia "Devoção do Padre Pio"

TOTUS TUUS EGO SUM, MARIAE
ET OMNIA MEA TUA SUNT
                  
Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!

sábado, 29 de maio de 2021

29 de maio: dia de São Paulo VI, o Santo da Cura dos Bebês em Gestação


Public Domain


Kathleen Hattrup

Milagres atribuídos ao santo pontífice indicam curas de bebês desenganados pelos médicos durante as gestações

“O Papa Francisco, concordando com as petições e desejos do Povo de Deus, decretou que a celebração do Papa São Paulo VI deveria ser inserida no Calendário Romano em 29 de maio com a categoria de memorial opcional”, diz uma declaração do Congregação da liturgia do Vaticano.

A data reconhece, assim, o aniversário da ordenação sacerdotal deste pontífice (1897-1978), eleito Papa em 1963.

Os dias de festa geralmente correspondem ao nascimento do santo para a vida eterna (o dia da sua morte), mas há algumas exceções.

Algumas delas são a festa de São João Paulo II, em 22 de outubro, aniversário de sua eleição como Papa. A Igreja também celebra a festa de Santa Zélia e São Luís Martin na data do aniversário de casamento deles (12 de julho). Enfim, são várias as razões que podem entrar em jogo para a escolha de um dia de festa, incluindo o período litúrgico.

São Paulo VI: um amante da vida

Francisco canonizou Paulo VI em outubro de 2018.

Paulo VI é foi o Papa que concluiu o Concílio Vaticano II. Entre outros documentos, escreveu, em 1698, a encíclica Humane Vitae, que fala sobre a contracepção artificial.

Parece que o santo pontífice tem um carinho especial pela vida, já que os milagres que levaram à sua canonização envolveram bebês em gestação.

Em fevereiro de 2018, a Santa Sé reconheceu o milagre atribuído às orações de Paulo VI, abrindo caminho para a canonização do pontífice. Um bebê no quinto mês de gravidez carregado por uma mãe que tinha uma doença que colocava em risco a vida de ambos nasceu com boa saúde e agora é uma menina saudável em crescimento.

Outro milagre aprovado no processo de beatificação do Papa Paulo VI (Giovanni Battista Montini) também diz respeito a uma gravidez difícil. Os médicos incentivaram uma mulher a abortar seu filho porque o bebê era deficiente . Ela recusou o aborto e confiou o bebê à intercessão de Paulo VI, por causa de sua encíclica Humanae Vitae . A criança sobreviveu sem quaisquer problemas de saúde.

Paulo VI foi beatificado em 19 de outubro de 2014, na conclusão do primeiro Sínodo sobre a Família.

Amante da igreja

O documento do Vaticano para sua canonização o descreve assim:

Paulo VI brilha como aquele que uniu em si a fé pura de São Pedro e o zelo missionário de São Paulo. Sua consciência de ser o Sucessor de Pedro fica evidente quando lembramos que em 10 de junho de 1969, durante uma visita ao Conselho Mundial de Igrejas em Genebra, ele se apresentou dizendo “Meu nome é Pedro”. …

A Igreja sempre foi, de fato, seu amor constante, sua preocupação principal, objeto de reflexão constante, o fio primeiro e mais fundamental de todo o seu pontificado.

Nada mais desejava do que um maior conhecimento Igreja para ser cada vez mais eficaz no anúncio do Evangelho.

Fonte: Aletéia

São Paulo VI, rogai pelas gestantes, pelos bebês em gestação e pelas mulheres que desejam engravidar.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Como identificar um templo católico?

Massimo Todaro | Shutterstock

Julio De la Vega Hazas 

Tem uma estratégia que é infalível

Às vezes, quando você está procurando um templo católico, pode cometer o erro de cair em um de outra religião. Mas como saber se uma igreja é realmente católica? Vou te dar algumas dicas.

A primeira delas é fazer uma pesquisa na internet. As igrejas costumam ter sites e, neles, deixam claro a que grupo cristão pertencem.

A segunda dica é analisar o exterior da igreja. Em países em que há grande variedade de religiões e templos (Estados Unidos, por exemplo), as igrejas costumam ter plaquinhas que dizem algo do tipo: “Bem-vindos à Igreja Batista de…”.

Outra pista pode estar no quadro de horários das celebrações, que costuma ficar na entrada do templo. Se lá não estiver anunciada a “Santa Missa”, o templo não é católico.

Vou dar o exemplo da Inglaterra, que é muito complexo. A Igreja da Inglaterra (anglicana) não tem uma fé única. Só se sabe mais ou menos a que setor pertence cada templo vendo o que ele anuncia a este respeito. Se no quadro há horários do Sunday Service, a igreja é de fé protestante. Por outro lado, se houver a expressão Holy Communion, o templo pertence à chamada Broad Church (“igreja ampla”) e também não é católico.

O peculiar aqui é que existe uma parte do anglicanismo que pertence à chamada High Church (“alta igreja”), que compartilha com os católicos a fé eucarística e, portanto, anuncia a Santa Missa. Eles são chamados de católicos, mas são anglicanos (“anglocatólicos”).

Os templos católicos são identificados como Roman Catholic. É a única maneira de distingui-los dos outros.

Dentro do templo, o elemento fundamental para saber se ele é católico é a presença do sacrário. Se no templo estiverem as espécies eucarísticas, a igreja pertence ao catolicismo.

A coisa fica mais complicada quando tratamos das igrejas orientais, como os ortodoxos, armênio, coptas do Egito etc. Por quê? Porque há templos que seguem quase que o mesmo rito católico. A diferença é que, na Missa, alguns fazem menção ao Papa e outros não. Mas para saber, só assistindo à Missa.

Agora, suponhamos que você esteja em Moscou. Lá há igrejas católicas, mas uma boa parte é de rito grego, o mesmo da Igreja Ortodoxa Russa.

À primeira vista, não é possível distinguir essas igrejas. Então, a melhor estratégia é perguntar. Mas pode ser que você esteja em algum lugar da Rússia em que só há uma igreja. O mais provável é que ela seja ortodoxa. Mais uma vez, convém perguntar. Em todo caso, se é a única, vá à Missa do domingo lá – mesmo que a igreja seja ortodoxa, pois é uma autêntica Missa (e a Igreja Católica permite isso).

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

terça-feira, 25 de maio de 2021

Homilia do Papa sobre PENTECOSTES

 SANTA MISSA NA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica de São Pedro
Domingo, 23 de maio de 2021

[Multimídia]


 

«Virá o Paráclito, que Eu vos hei de enviar da parte do Pai» (cf. Jo 15, 26). Com estas palavras, Jesus promete aos discípulos o Espírito Santo, o dom supremo, o dom dos dons; e fala do Espírito, usando uma palavra particular, misteriosa: Paráclito. Debrucemo-nos hoje sobre esta palavra, que não é fácil de traduzir pois encerra vários significados. Substancialmente, Paráclito significa duas coisas: Consolador e Advogado.

1. O Paráclito é o Consolador. Todos nós, especialmente em momentos difíceis como este que estamos a atravessar devido à pandemia, procuramos consolações. Muitas vezes, porém, recorremos só a consolações terrenas, que depressa se extinguem, são consolações momentâneas. Hoje Jesus oferece-nos a consolação do Céu, o Espírito, o «Consolador perfeito» (Sequência). Qual é a diferença? As consolações do mundo são como os anestésicos: oferecem um alívio momentâneo, mas não curam o mal profundo que temos dentro. Insensibilizam, distraem, mas não curam pela raiz. Agem à superfície, ao nível dos sentidos, dificilmente ao nível do coração. Com efeito, só dá paz ao coração quem nos faz sentir amados tal como somos. E o Espírito Santo, o amor de Deus, faz isso: como Espírito que é, age no nosso espírito, desce ao mais íntimo de nós mesmos. visita «o íntimo do coração», pois é «das almas hóspede amável» (ibid.). É a ternura de Deus em pessoa, que não nos deixa sozinhos; e o facto de estar com quem vive sozinho, já é consolar.

Irmã, irmão, se sentes o negrume da solidão, se trazes dentro um peso que sufoca a esperança, se tens no coração uma ferida que queima, se não encontras a via de saída, abre-te ao Espírito. Como dizia São Boaventura, «onde houver maior tribulação, Ele leva maior consolação. Não faz como o mundo, que na prosperidade consola e adula, mas na adversidade troça e condena» (Sermão na Oitava da Ascensão). Assim faz o mundo, assim faz sobretudo o espírito maligno, o diabo: primeiro, lisonjeia-nos e faz-nos sentir invencíveis – as lisonjas do diabo, que fazem crescer a vaidade –, depois atira-nos ao chão e faz-nos sentir errados: joga conosco. Faz todo o possível por nos derrubar, enquanto o Espírito do Ressuscitado nos quer levantar. Olhemos os Apóstolos: estavam sozinhos naquela manhã, estavam sozinhos e perdidos, com as portas fechadas pelo medo; viviam no temor, tendo diante dos olhos todas as suas fragilidades e fracassos, os seus pecados: tinham renegado Jesus Cristo. Os anos transcorridos com Jesus não conseguiram mudá-los, continuavam a ser os mesmos. Depois, recebem o Espírito e tudo muda: os problemas e defeitos permanecem os mesmos, mas eles já não os temem porque não temem sequer quem pretende fazer-lhes mal. Sentem-se intimamente consolados, e querem fazer transbordar a consolação de Deus. Antes eram medrosos, agora só têm medo de não testemunhar o amor recebido. Jesus profetizara-o: o Espírito «dará testemunho a meu favor. E vós também haveis de dar testemunho» (Jo 15, 26-27).

Avancemos um passo. Também nós somos chamados a dar testemunho no Espírito Santo, a tornar-nos paráclitos, isto é consoladores. Sim, o Espírito pede-nos para darmos corpo à sua consolação. E como podemos fazê-lo? Não fazendo grandes discursos, mas aproximando-nos das pessoas; não com palavras empoladas, mas com a oração e a proximidade. Lembremo-nos de que a proximidade, a compaixão e a ternura são o estilo de Deus, sempre. O Paráclito diz à Igreja que hoje é o tempo da consolação. É o tempo do anúncio feliz do Evangelho, mais do que do combate ao paganismo. É o tempo para levar a alegria do Ressuscitado, não para nos lamentarmos do drama da secularização. É o tempo para derramar amor sobre o mundo, sem abraçar o mundanismo. É o tempo para testemunhar a misericórdia, mais do que para inculcar regras e normas. É o tempo do Paráclito! É o tempo da liberdade do coração, no Paráclito.

2. Depois, o Paráclito é o Advogado. No contexto histórico de Jesus, o advogado não exercia as suas funções como hoje: em vez de falar pelo acusado, costumava ficar junto dele sugerindo-lhe ao ouvido os argumentos para se defender. Assim faz o Paráclito, «o Espírito da verdade» (Jo 15, 26), que não nos substitui, mas defende-nos das falsidades do mal, inspirando-nos pensamentos e sentimentos. Fá-lo com delicadeza, sem nos forçar: propõe, não Se impõe. O espírito da falsidade, o maligno, faz o contrário: procura constranger-nos, quer fazer-nos acreditar que somos sempre obrigados a ceder às más sugestões e aos impulsos dos vícios. Esforcemo-nos então por acolher três sugestões típicas do Paráclito, do nosso Advogado. São três antídotos basilares contra três tentações atualmente muito difusas.

O primeiro conselho do Espírito Santo é: «Vive no presente»; no presente, não no passado nem no futuro. O Paráclito afirma o primado do hoje, contra a tentação de fazer-se paralisar pelas amarguras e nostalgias do passado, ou de focar-se nas incertezas do amanhã e deixar-se obcecar pelos temores do futuro. O Espírito lembra-nos a graça do presente. Não há tempo melhor para nós: agora e aqui onde estamos é o único e irrepetível momento para fazer bem, fazer da vida uma dádiva. Vivamos no presente!

Depois o Paráclito aconselha: «Procura o todo». O todo, não a parte. O Espírito não molda indivíduos fechados, mas funde-nos como Igreja na multiforme variedade dos carismas, numa unidade que nunca é uniformidade. O Paráclito afirma o primado do todo. É no todo, na comunidade que o Espírito gosta de agir e inovar. Olhemos para os Apóstolos. Eram muito diferentes entre eles: por exemplo, havia Mateus, um publicano que colaborara com os Romanos, e Simão, chamado o Zelote, que a eles se opunha. Tinham ideias políticas opostas, visões do mundo diferentes. Mas, quando recebem o Espírito, aprendem a dar o primado não aos seus pontos de vista humanos, mas ao todo de Deus. Hoje, se dermos ouvidos ao Espírito, deixaremos de nos focar em conservadores e progressistas, tradicionalistas e inovadores, de direita e de esquerda; se fossem estes os critérios, significava que na Igreja se esquecia o Espírito. O Paráclito impele à unidade, à concórdia, à harmonia das diversidades. Faz-nos sentir parte do mesmo Corpo, irmãos e irmãs entre nós. Procuremos o todo! E o inimigo quer que a diversidade se transforme em oposição e por isso faz com que se torne ideologia. Devemos dizer «não» às ideologias, «sim» ao todo.

Por fim, o terceiro grande conselho: «Coloca Deus antes do teu eu». Está aqui o passo decisivo da vida espiritual, que não é uma coleção de méritos e obras nossas, mas humilde acolhimento de Deus. O Paráclito afirma o primado da graça. Só deixaremos espaço ao Senhor, se nos esvaziarmos de nós mesmos; só nos encontramos a nós mesmos, se nos entregamos a Ele; só como pobres em espírito é que nos tornamos ricos de Espírito Santo. Isto vale também para a Igreja. Com as nossas forças, não salvamos ninguém, nem sequer a nós mesmos. Se estiverem em primeiro lugar os nossos projetos, as nossas estruturas e os nossos planos de reforma, então decairemos no funcionalismo, no pragmatismo, no horizontalismo e não produziremos fruto. Os «ismos» são ideologias que dividem, que separam. A Igreja não é uma organização humana – é humana, mas não é apenas uma organização humana –, a Igreja é o templo do Espírito Santo. Jesus trouxe o fogo do Espírito à terra, e a Igreja reforma-se com a unção, a gratuidade da unção da graça, com a força da oração, com a alegria da missão, com a beleza desarmante da pobreza. Coloquemos Deus em primeiro lugar!

Espírito Santo, Espírito Paráclito, consolai os nossos corações. Fazei-nos missionários da vossa consolação, paráclitos de misericórdia para o mundo. Ó nosso Advogado, suave Sugeridor da alma, tornai-nos testemunhas do hoje de Deus, profetas de unidade para a Igreja e a humanidade, apóstolos apoiados na vossa graça, que tudo cria e tudo renova. Amen.

Fonte: Santa Sé

Espírito Santo Paráclito, Vinde sobre Nós!

segunda-feira, 24 de maio de 2021

É verdade que meu Anjo da Guarda termina de rezar o Rosário se eu pegar no sono?


Pascal Deloche | Godong

Philip Kosloski 

Ele faria isso de bom grado. Mas...

Uma tradição popular afirma que: “Se você adormecer rezando o Rosário, seu Anjo da Guarda o terminará para você.”

Mas será que isso é verdade?

Os Anjos da Guarda são servos e mensageiros de Deus que nos são designados no início de nossa vida para nos proteger e nos guardar, levando-nos à vida eterna. Sua missão principal é garantir que escolhemos o caminho que leva ao céu.

O Rosário é uma poderosa oração devocional, que pode nos ajudar nesse caminho. Quando rezado com fé e amor, o Rosário pode transformar nossas vidas. No entanto, algumas vezes começaremos a rezá-lo (especialmente na hora de dormir) e adormeceremos. Nosso Anjo da Guarda continuará de onde paramos?

Embora seja verdade que os Anjos da Guarda farão o que for necessário para nos levar para o Céu, eles ainda são criaturas espirituais e desconhecem nossos pensamentos, a menos que os revelemos intencionalmente. Eles não receberam acesso especial a nossos pensamentos. Somente Deus é capaz de saber exatamente o que está acontecendo em nossa mente, pois ele é o criador e sustentador de todos nós. Como resultado, se queremos que nosso Anjo da Guarda termine nosso Rosário, precisamos pedir que eles o façam.

Os anjos passam a existência louvando a Deus e desfrutando da visão beatífica e, portanto, adicionar o Rosário às suas orações não é um fardo. De fato, eles poderiam rezar o Rosário muito melhor do que jamais poderíamos fazer na Terra!

Ao mesmo tempo, isso não é algo de que devemos abusar, desistindo inteiramente do Rosário, porque queremos que nosso Anjo da Guarda ore por nós. O ato de rezar o Rosário é, frequentemente, o que nos transforma e conforma nossa vontade à vontade de Deus. É uma disciplina que tem muitos benefícios, por isso não devemos abandoná-la apenas porque somos preguiçosos.

Então, na próxima vez que você se deitar para rezar o Rosário, lembre-se de que seu Anjo da Guarda pode terminar por você (e terá prazer em fazê-lo), mas você precisa revelar esse desejo a ele e pedir ajuda (ah, e não se acostumar com essa ajudinha extra).

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!

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