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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

RESPOSTA: Meu horário de trabalho me impede de fazer a catequse, o que fazer?

Salve Maria!!

Não sou batizado e infelizmente meu horário de trabalho me impede de fazer a catequese na paroquia. Há possibilidade de fazer a catequese de outra forma?

 O Código de Direito Canônico (CDC) diz:

Cân 851. A celebração do batismo deve ser devidamente preparada; assim:
Parágrafo 1. o adulto que pretende receber o batismo seja admitido ao catecumenato e, enquanto possível, percorra os vários graus até a iniciação sacramental, de acordo com o ritual de iniciação, adaptado pela Conferência dos Bispos, e segundo normas especiais dadas por ela.

E, ainda:

Cân 865. Parágrafo 1. Para que o adulto possa ser batizado, requer-se que tenha manifestado a vontade de receber o batismo, que esteja suficientemente instruído sobre as verdades da fé e as obrigações cristãs e que tenha sido provado, por meio do catecumenato, na vida cristã; seja também admoestado para que se arrependa de seus pecados.

Bem, não são todas as paróquias em que há o neocatecumenato; mas, em todas há a Catequese de Adultos.

Normalmente, percebo que essas catequeses ocorrem aos finais de semana - sábado e/ou domingo -, no entanto, há paróquias onde elas ocorrem durante a semana, no período noturno.

Vislumbro duas possíveis soluções:

1) Se tiver mais de uma paróquia na sua cidade ou uma paróquia com capelas, você pode ver se em algumas delas a catequese ocorre em horário compatível com o seu;

2) Conversar com o Pároco da sua Paróquia e relatar a situação. Ele poderá indicar uma pessoa, se ele mesmo não puder, para lhe acompanhar, lhe orientar, para que você conheça a Igreja e possa ser recebido nela através do Sacramento do Batismo (já vi isso acontecer)

Fonte: Codigo de Direito Canônico

Que Nossa Senhora interceda por você, juntamente com toda a corte celeste, seu Anjo da Guarda e o Anjo da Guarda do seu Pároco.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Elas não têm medo dos cabelos brancos (III)!

 
Assumir os cabelos brancos expõe o corpo tal como é, encarando o que nos está a acontecer a todos: envelhecer. Falámos com mulheres que tomaram essa decisão e não querem voltar atrás. 

Nos últimos anos afirmou-se várias vezes que o cinzento é o novo preto. Os mais de 50 tons de cinzento estão na moda não só na roupa, mas também no cabelo. Rihanna, Cara Delevingne ou Lady Gaga adotaram a certa altura os cabelos brancos. Pela internet, a hashtag #grannyhair revela milhares de mulheres jovens que descoloraram ou pintaram o cabelos de branco, sem que isso tenha feito delas avozinhas.

É um paradoxo fácil de perceber que os únicos cabelos brancos que não estão na moda sejam os naturais, aqueles que aparecem com a idade (ou não), os que não se escolhem como e onde devem aparecer: o ideal é a juventude e, em alguns casos, o cabelo é o primeiro a lembrar-nos que o tempo continua a correr, o futuro e a velhice são inevitáveis. “E então?”, perguntam as quatro mulheres que se seguem, entre os 45 e os 64 anos. Todas elas assumem os seus cabelos brancos de olhos fixos no inegável cronómetro e desafiadores para a sociedade. Não são invisíveis, como diz o mito das mulheres de cabelos grisalhos; pelo contrário, toda a gente repara nelas.

Mantêm o cabelo assim porque é bonito, porque não têm tempo ou dinheiro para a manutenção de um cabelo bem pintado, porque querem levantar o queixo e dizer que estão presentes como são, sem pedirem desculpas. Para todas foi uma escolha que lhes libertou a cabeça de quaisquer pressões e que nos permitiu falar do que é estético, político e da velhice.
 Ana Perez-Quiroga, 56 anos, artista plástica

Manter os cabelos brancos foi sempre uma escolha política?

Sempre foi. Há cerca de dois anos li uma entrevista da Mary Beard [historiadora e apresentadora de programas na BBC], que tem o cabelo branco e comprido, e dizia que sempre tinha sido uma questão política não pintar os cabelos mas que era profundamente criticada, que lhe mandavam e-mails a insultá-la. As pessoas sentiam-se ofendidas e agredidas por ela manter os cabelos brancos, não só homens mas também mulheres — “como é que você se atreve a ter os cabelos brancos?”. Eu venho de gerações de mulheres como a Susan Sontag que sempre tornaram isso um marco, não só de personalidade mas de confronto que afirma “eu estou aqui e eu sou assim”. De repente eu estou a reivindicar um espaço social.

Ana Pérez-Quiroga faz questão que a tratemos sempre por tu, fica assente assim que entramos em sua casa, esse lugar que para além de ser aquele que habita, é também o objeto da sua tese de doutoramento concluída há pouco, mas em constante (e quase viciante) crescimento. Fotografou todos os objetos que lá estão e por objeto entende-se tudo, com exceção dos perecíveis ou do que se vai gastando — o arroz, a fruta, o papel higiénico, os sabonetes. De resto, o privado tornou-se público no site onde exibe tudo o que há na sua casa. “Até a roupa interior, é a mesma coisa que a estender à janela”, resume. Como a casa se tornou simultaneamente espaço íntimo e público, também entende que o seu corpo vive nesta fronteira e o cabelo ajuda-nos a compreender isso.

Porque é que mantens os cabelos brancos?

A sociedade de alguma forma empurra-nos para pintarmos os cabelos. Estamos a falar das mulheres, que são altamente penalizadas pela idade que têm e quanto mais anos passam sobre elas… está associada às mulheres uma eterna juventude. É mais fácil ser um homem com mais idade do que uma mulher com mais idade — em termos de sociabilidade, no trabalho também há penalizações. E ter cabelos brancos também incorpora um discurso político — bom, qualquer ação que façamos é política. Se eu me permito ter os cabelos brancos é evidente que é um statement: eu reivindico para mim um papel que não joga o mesmo jogo social que nos é de alguma forma imposto. Em primeiro lugar sou feminista e interessa-me que este seja um espaço de liberdade: tomarmos a liberdade para o nosso corpo. É claro que sabemos perfeitamente que os cabelos brancos pesam mais, tornam a pessoa com mais idade, mas isso é uma coisa com que também vou jogando. 98% das minhas amigas que tenham a minha idade têm os cabelos pintados. As minhas amigas que pintam o cabelo não parecem ter 56 anos, eu já pareço que tenho essa idade. Depois, pelo cabelo, pela maneira como tem o cabelo arranjado e pintado, tu podes ver a classe social, porque não é uma cabeleireira qualquer que pinta bem.

"A sociedade empurra-nos para pintarmos os cabelos. Estamos a falar das mulheres, que são altamente penalizadas pela idade que têm. Está associada às mulheres uma eterna juventude. É mais fácil ser um homem com mais idade do que uma mulher com mais idade."

Ana Perez-Quiroga 
Porque o objetivo é sempre que pareça natural.

Exatamente. Então o que tu vês são os amarelos muito mal pintados, ou os castanhos e os pretos. E o cabelo está sempre a crescer, tens de pintar o cabelo quase semanalmente. É uma renda. Não quer dizer que eu tenha poupado muito dinheiro, mas de repente, quando não se joga esse jogo, começas a pensar que a quantidade de coisas que precisas para manter um cabelo saudável e bonito custam dinheiro. É uma reflexão também económica, porque se eu tivesse o cabelo pintado, também não o quereria ter mal pintado. Tive uma vez o cabelo pintado de castanho durante uns quatro meses — acabei por o cortar todo ainda mais para tirar a cor — mas durante esse tempo a manutenção dessa cor foi uma coisa super cuidada porque depois tens de ter umas máscaras e uns cremes especiais.

Com que idade começaste a ter os primeiros cabelos brancos?

Aos 18 tinha duas grandes madeixas brancas e mantive-as sempre. Só pintei o cabelo uma vez, já tinha uns 38 anos — foi para um trabalho fotográfico. Mas durante muitos anos, talvez mais de 20, usei o cabelo todo com gel para trás e apanhado com um rabo de cavalo pequenino e isso tapava um bocado esses brancos — durante muitos anos não se notava. Depois em 1998, quando foi a Expo, estava a fazer uma produção no teatro Maria Matos com o João Pedro Vale e o Nuno Alexandre Ferreira e um dia decidimos que íamos os três rapar o cabelo. Aí quando deixei de o usar apanhado e passei a usá-lo solto, apercebi-me de que estava realmente muito mais grisalho e de que todos os anos fica mais grisalho.

Qual é que foi a tua reação a esse confronto com os cabelos brancos?

Não sei… tu és confrontada com a tua idade. Depende do momento da vida em que tu estás — se estás mais débil na tua auto-estima ou não. Esse confronto pela primeira vez não me custou absolutamente nada. É claro que às vezes uma pessoa está com a auto-estima ligeiramente mais baixa porque teve algum problema emocional ou outra coisa qualquer e talvez isso seja motivo para perceber “ah! estou muito mais velha”. Penso que só se começa a dar por isso a partir dos 40. Eu tinha uma visão perfeita para o longe e para o perto e a partir dos 41 anos o músculo dos olhos perde esta elasticidade e começas a ter de usar óculos. É nesse momento em que começas a confrontar-te com o teu corpo que aos poucos já não está a acompanhar a tua cabeça que dispara. Aos 41, quando tive de pôr óculos parecia-me tudo banal, mas agora, a partir dos 54, 55, começa a notar-se que há pequeninas falhas no corpo — já não corro os quilómetros que corria, antigamente trazia duas bilhas de gás pelas escadas. Há uma falência desta vitalidade. O cabelo é um bocadinho o resultado.

Na altura em que te apercebeste do cabelo branco ponderaste pintá-lo?

Não, nunca ponderei.

No teu dia-a-dia tens a experiência da Mary Beard?

Não, diretamente eu não sinto que me tratam pior, nunca fui julgada. Mas penso que mais uns anos e posso vir a ser.

Porquê daqui a mais alguns anos?

Porque de repente temos mais rugas, parecemos mais velhas e o cabelo branco marca sempre ainda mais a idade. Vêm sempre as perguntas: pões o botox ou não pões o botox, pintas o cabelo ou não pintas o cabelo?

No fundo a pergunta é o que fazemos à velhice.

Sim, e é isso que combato. Cada vez mais estamos a esconder os idosos, cada vez há menos respeito por alguém mais velho. Eu passo meses na China e lá tens um grande respeito pelas pessoas que são os teus avós ou que são de uma outra faixa etária e que detêm o saber. Como é que nós, de repente, vivemos nessa ideia um bocadinho americana de que a experiência destas pessoas não é validada. No Oriente ainda se valoriza a experiência que é de uma vida, da sua compreensão, mas também de um gesto: para o mestre de sushi de 97 anos o que importa é o gesto. Ele repete o mesmo gesto há 80 anos, é um gesto perfeito.
 
Como é que te sentes ao lado das pessoas da tua idade que pintam o cabelo?

É evidente que destoo.

E gostas disso?

É a minha personalidade, mas isso também se paga.

Como?

O olhar social é um olhar diferente, não te sei explicar muito bem. Especialmente em outros meios mais pequenos, fora daqui de Lisboa.

"Sabemos perfeitamente que os cabelos brancos pesam mais, tornam a pessoa com mais idade, mas isso é uma coisa com que também vou jogando. 98% das minhas amigas que tenham a minha idade têm os cabelos pintados. As minhas amigas que pintam o cabelo não parecem ter 56 anos, eu já pareço que tenho essa idade."

Ana Perez-Quiroga 
Sendo a questão política tão importante para ti, se não te achasses bonita com o cabelo assim, pintarias?

Não sei como responder-te… é uma coisa que vem de um bem-estar interior. Se a minha auto-estima estiver um bocadinho mais em baixo, é claro que me sinto menos forte. E nesse dia se calhar penso: “se eu não tivesse o cabelo branco se calhar sentia-me melhor, ou mais nova, com mais vitalidade”. Mas não sei muito bem responder.

Nunca pensas em voltar a pintar?

Quando pintei não achei nada de especial. Achei que prefiro o cabelo como está. Acho mais interessante, mais forte. Acho bonito. Acho que as mulheres quando pintam o cabelo, por muito bem pintado que esteja, de alguma forma tornam-se mais iguais. Assim tem mais carácter, mais power.
Fonte: Observador
Maria Santíssima, rogai por nós!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

RESPOSTA: Adultos precisa de padrinho para ser batizado? Uma pessoa q não é batizada, como deve fazer para ser padrinho de um bebê?

 Isabella Fiorentino recebendo o Sacramento do Crisma (ou Confirmação) ao lado da madrinha

Salve Maria!!!

Hoje vou responder a duas perguntas, feitas de uma única vez.

Adultos precisa de padrinho para ser batizado?? É uma pessoa q é católica praticante, mais não é batizada, como ela deve fazer para ser padrinho de um bebê?? 

Vamos a resposta da primeira:

Adultos precisa de padrinho para ser batizado??

Precisa!
O adulto não batizado ao final da catequese receberá todos os Sacramentos da Iniciação Cristã, ou seja:
1) Será batizado (precisa de padrinho e/ou madrinha);
2) Fará a Primeira Comunhão (sacramento da eucaristia);
3) Receberá o Crisma ou a Confirmação do Batismo (precisa de um padrinho OU uma madrinha).

Assim, ele tanto vai precisar de padrinhos para ser batizado, como para ser crismado.

O Código de Direito Canônico determina que:

"Cân 872. Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã... Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes."

"Cân 892. Enquanto possível, assista ao confirmando um padrinho, a quem cabe cuidar que o confirmado se comporte como verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento."
(...)
Parágrafo 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo"

Detalhe: O padrinho/madrinha devem ser católicos CRISMADOS!

Vamos a segunda pergunta:

É uma pessoa q é católica praticante, mais não é batizada, como ela deve fazer para ser padrinho de um bebê??

Inicialmente, faz-se necessário esclarecer algo.

Conforme o Código de Direito Canônico:

Cân 849.O batismo, porta dos sacramentos, em realidade ou ao menos em desejo necessário para a salvação, pelo qual os homens se libertam dos pecados, são de novo gerados como filhos de Deus e se incorporam à Igreja, configurados com Cristo por caráter indelével, só se administra validamente pela ablução com água verdadeira, juntamente com a devida forma verbal."

Assim, pessoa que não é batizada na Igreja Católica, mesmo que frequente as missas, não é AINDA cristã-católica. 

"O Batismo incorpora à Igreja. (...)
Incorporados à Igreja pelo Batismo, os fiéis receberam o caráter sacramental que os consagra para o culto religioso cristão" 
(Catecismo da Igreja Católica n. 1267 e 1273)

O católico praticante é aquele que, além de ser batizado e de frequentar as Santas Missas, se aproxima também dos outros sacramentos (Comunhão, Crisma, Penitência).

No caso relatado, essa pessoa, no máximo, recebeu o batismo de desejo, mas não pode receber nenhum outro sacramento (não pode comungar, não pode confessar, não pode crismar).

"Suponhamos que uma pessoa que ainda não tenha podido ser batizada (um converso, talvez, que ainda não tenha completado a sua instrução cristã) faz um ato perfeito de amor a Deus. Todos os pecados, incluído o pecado original, são perdoados imediatamente. É o que chamamos de batismo de desejo. Mas essa pessoa não pode receber ainda nenhum outro sacramento." 
(A Fé Explicada, Leo J. Trese)

Como ela deve fazer para ser padrinho?

Ela deve procurar, imediatamente, a Paróquia que frequenta e se inscrever na Catequese de Adultos.
(Normalmente nessa época as inscrições estão abertas ou acabou de iniciar a catequese, que ocorre no inicio de cada ano)

A Catequese de Adultos dura, no geral, um ano (pode ser em menor tempo em algumas paroquias).
Ao final desse ano, ela será batizada, fará a primeira comunhão e receberá o crisma.
Assim, poderá ser padrinho/madrinha de batismo e de crisma.

Para ser Padrinho/Madrinha a pessoa deve ter mais de 16 anos, ser CRISMADA, ter feito a primeira comunhão, levar uma vida conforme a fé (Cân 874, do Código de Direito Canônico).

Fonte: Código de Direito Canônico, Catecismo da Igreja Católica e Livro A Fé Explicada de Leo J. Trese


Que Nossa Senhora de Fátima nos abençõe.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O que é a Catequese?


Grandes são as dúvidas sobre os Sacramentos da Igreja Católica, principalmente, sobre o Batismo de Adolescentes e Adultos.

Maioria das pessoas querem saber se precisam participar mesmo da Catequese.

Percebo um quê de imediaticidade, que é comum ao nosso tempo, bem como, um certo "medo" ou "receio" de fazer a Catequese, talvez pelo período de duração dela (no geral, 1 ano) ou do compromisso em si (que requer um tempo da nossa semana).

Mas, também, penso se não teria um desconhecimento sobre o que é a Catequese, para quê, de fato, serve.

CATEQUESE, nada mais é, do que INSTRUÇÃO SOBRE A RELIGIÃO.
(Dicionário Michaelis, 3. ed., 2009)

E, pasmem, infelizmente, essas dúvidas e medos, são originados por uma ausência de Catequese e/ou por uma Catequese mal feita; bem como, da ausência de reciclagem.

Durante esse ano de Catequese as pessoas (jovens e adultos) vão aprender sobre a Igreja (Católica) a qual pertencem ou querem pertencer; portanto, ela é importantíssima. Afinal, como amar o que não conhecemos? Como defender o que não conhecemos? Como fazer parte de algo que não conhecemos?

Na Catequese as pessoas vão aprender mais sobre a origem da Igreja, sobre o Credo (aquilo que Cremos); sobre os Mandamentos da Igreja Católica (que devemos observar), sobre os Sacramentos da Igreja Católica (que devemos participar) e, também, sobre a Oração e a Palavra de Deus.

Na Catequese aprendemos tudo sobre a Igreja Católica?

Não!
Há muitas coisas mais a aprender. E cada um pode buscar aquilo que mais lhe interessa nos Documentos da Igreja (site do Vaticano e livros católicos).
Mas, na Catequese aprenderemos o básico necessário para pertencer e permanecer na Igreja Católica.

Qual a idade para se participar da Catequese?

Crianças a partir da idade da razão (7 anos) (podem) começar a ser preparadas para aproximar-se do Sacramento da Eucaristia. Mas essa idade pode ser alterada em cada Diocese (para 8-9 anos).
Adolescentes e adultos de qualquer idade.
PS: Sabe-se que alguns pais já começam a preparar os seus filhos desde cedo, de forma que, ao atingirem a idade da razão (7 anos) já estão aptos a receberem esse Sacramento (comum vermos isso entre pessoas que frequentam a missa tridentina).

A Catequese substitui o ensino dado pelos pais e padrinhos?

Não!
A Catequese deveria ser um plus, um acréscimo ao ensino dado pelos pais em casa, que é a Igreja Doméstica.
Assim, aos pais e padrinhos cabe a responsabilidade de ensinar as crianças sobre Jesus, Maria, as orações básicas (Pai Nosso, Ave Maria, Credo, Anjo da Guarda), levá-los na Santa Missa ensinando-os como se portar, se vestir, a piedade, recita do terço, etc.
Infelizmente, hoje, uma grande parte dos pais/padrinhos não fazem isso, seja porque nem eles mesmo vão/fazem (e aqui a aprendizagem e conversão pelo testemunho fica prejudicada), seja porque sequer sabem ou lembram mais. E não vou nem citar a "falta de tempo" para as coisas de Deus.

Quais os Sacramentos necessitam da Catequese?

Os Sacramentos da Iniciação Cristã.
1) Batismo: para pessoas não batizadas a partir dos 7 anos de idade;
2) Eucaristia (Primeira Comunhão): para pessoas a partir dos 7 anos de idade;
3) Crisma: adolescentes e adultos.

OBS: 
a) O Sacramento do Matrimônio não exige uma catequese, mas um Curso de Noivos (se, pelo menos, um dos noivos já tiver sido batizado na Igreja Católica);
b) Os padrinhos de Batismo e Crisma não precisam fazer uma catequese, mas um Curso de Batismo (uma vez que, como devem ser crismados, já fizeram catequese).

Qual o tempo de duração da Catequese?

Em regra, 1 ano.
Podendo ser mais de um ano para as crianças que se preparam para a Primeira Eucaristia e menos de um ano para os Adultos (conforme orientação da Diocese e/ou Paróquia).

Já recebi todos os Sacramentos da Iniciação Cristã, mas queria fazer uma reciclagem, aprender mais, como devo proceder?

Você pode participar da Catequese de Adultos, como ouvinte.
Além disso, pode também ler alguns livros.

Quais livros posso ler para conhecer mais sobre a Igreja Católica?

1) Bíblia Católica

A Bíblia usada pelos protestantes é diferente da usada pelos católicos, visto que tem livros a menos no Antigo Testamento.
O Catecismo da Igreja Católica se reporta, constantemente, a Bíblia; além disso, ela é usada em todas as Santas Missas (leituras, salmos e evangelhos são retirados dela).


2) Catecismo da Igreja Católica (CIC)!

Esse é o principal livro do católico, além da Bíblia.
Nele está colocado o que a Igreja pensa, prega e defende.
A Catequese deve ser feita com base nele.


3) Código de Direito Canônico (CDC)

Nele está disposto as regras da Igreja Católica; como, p. ex., regras para o batismo, sacerdotes, matrimônio e suas nulidades, etc...


4) A Fé Explicada de Leo J. Trese

É um ótimo livro para o católico, onde se mostra os pontos essenciais da nossa fé. Feito com base no Catecismo da Igreja Católica, porém, talvez mais acessível para alguns, em termos de entendimento, por ser bem didático e usar uma linguagem mais coloquial.

Bem, há vários outros livros, claro, documentos, como o Sacrosanctum Concilium, sobre a Eucaristia, Santa Missa, etc... mas esses que coloquei (Bíblia, CIC e CDC) são a base do que a Igreja pensa e ensina.


Que o Espírito Santo de Deus coloque em nossos corações um amor para com a Igreja e um desejo ardente de conhecê-la.

Maria, Sacrário Vivo de Deus, rogai por nós!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

RESPOSTA: Meu filho de 12 anos pode ser batizado junto com o de 3 anos?

 
Salve Maria!!

Bom dia
Tenho um filho de 12 anos que não é batizado. vou fazer o batizado do meu 2º filho com 3 anos, será que posso fazer juntamente o do irmão?
ou terá também que frequentar uma catequese durante um ano?

 Bom dia!

Querida irmã em Cristo,

Seu filho de 12 anos já passou da idade da razão (7 anos), portanto, já está na idade de fazer a Primeira Comunhão. Assim, sim, ele terá que frequentar uma catequese, para conhecer a Igreja Católica, e ao final desse ano de Catequese será Batizado e fará a Primeira Comunhão.

Aliás, a Catequese de Jovens começa agora no inicio do ano (fevereiro ou março), se informe na sua Paróquia e inscreva o seu filho.

UMA SOLUÇÃO
A solução para que os dois sejam batizados no mesmo dia é você adiar a data do batizado do seu segundo filho para o final do ano. Desta forma, quando o mais velho terminar a Catequese você pode combinar com o Pároco para que ocorra no mesmo dia o batizado dos dois, bem como, a Primeira Eucaristia do mais velho.


Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!
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