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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Boas histórias de libertação e de aceitação dos cabelos brancos

Histórias de mulheres fortes e ousadas
 Histórias de mulheres fortes e ousadas

Maya Santana, 50emais

Essa questão de pintar os cabelos ou aderir à onda dos cabelos brancos que está aí é um assunto que falo bastante aqui no 50emais. Para a maioria das mulheres, torna-se um drama na hora de decidir se vai continuar pintando as madeixas ou deixar expostos os fios grisalhos. Boa parte delas acredita que parar de usar tinta vai deixá-las com a aparência de mais velhas. Encontrei na revista Donna estes depoimentos de três mulheres que, ao contrário, se orgulham de ter assumido de vez a cabeça prateada. Elas falam numa”sensação de libertação” e contam como se sentem poderosas ao exibir seus fios ao natural.

Leia:

Diovar Papich: sempre achei um charme
 Diovar Papich: sempre achei um charme

A empresária aposentada Diovar Papich sempre foi daquelas mulheres moderninhas, que não têm medo de ousar. “Tenho até um olho castanho e outro verde”, brinca, sobre não ser nada convencional. Por isso, não pensou duas vezes quando os fios brancos começaram a dar as caras.
– Sempre achei lindo, um charme! Mas ouvia dos outros que passava uma imagem de relaxamento – recorda. – Quando assumi meus cabelos naturais, foi terrível! Criticavam muito, me falavam que, se eu pintasse, rejuvenesceria.
Mas os pitacos alheios, ainda bem, não influenciaram na decisão de Diovar. Ela, que sempre detestou retocar a tinta a cada 15 dias, agora não se vê “nunca mais” repetindo o ritual. De seus 62 anos, uma década está livre de química – e contando!
– Foi uma libertação – assume. – Sempre fui de fazer o que quis, sempre gostei de ser um pouco rebelde.
E, quando você vê a mulher sorridente e cheia de caras e bocas ao lado, não tem como duvidar, não é?
– Quando olho no espelho, vejo uma pessoa feliz e linda, porque me acho bonita pelo que sou.

Simone Ávila pintava os cabelos desde 16 anos
Simone Ávila pintava os cabelos desde 16 anos

Quando perguntada sobre por que abandonou o ritual de tintura mensal e assumiu os cabelos brancos, a jornalista Simone Ávila não titubeia:
– Isso nos liberta dessas obrigações e quebra paradigmas por não atender aos padrões de beleza. É libertador. Deixa de ser a ausência de cor para se tornar uma postura de vida de se aceitar como se é.
Aos 47 anos, Simone pintava os cabelos desde os 16. Estava acostumada à rotina de tonalizantes e tratamentos para hidratar os fios devido à química, mas a falta de tempo e uma inspiração em especial a fizeram mudar de ideia. Rodava a timeline do Facebook quando viu a foto de uma amiga que não via há tempos – e que havia deixado os cabelos brancos como são.
– Achei lindo! E pensei: “Por que não?” – recorda.
Hoje, diverte-se com as reações.
– Os homens não sabem o que você fez, as mulheres admiram a coragem – conta. – É importante esse movimento de aceitação e é gostoso ver que estou colaborando.

Ana Hoffmann
Ana Hoffmann: Eu me acho estilosa

Enquanto a maioria das mulheres só começa a perceber aqueles fios brancos pouco antes de entrar na casa dos 30, Ana Hoffmann encontrou o primeiro aos 12 anos. Com 15, já estava acostumada a arrancar cada um que insistia em aparecer em meio às madeixas castanhas.
– Isso me diferenciava, e eu não me sentia confortável – lembra.
Aos 20, tonalizar o cabelo já havia virado rotina na vida da professora de Moda da Feevale. De brancos, os fios ganharam tons de roxo, cereja e quase ficaram loiros. Mas Ana por fim desistiu de manter uma relação amigável com a tintura: decidida, começou seu processo de transformação. Hoje, aos 37, está feliz da vida com seu cabelo grisalho – e virou até inspiração para seus alunos, que apareceram na aula com os fios acinzentados.
– Antes, era um problema. Hoje, me gabo mesmo, me acho estilosa. Minha adolescência foi muito traumatizada, e foi um longo processo de aceitação – conta. – Mas não nego que possa voltar a pintar no futuro, porque enjoo fácil e não sei como será minha relação com os brancos quando eu tiver 50 anos. Mas tenho certeza de que, independentemente da escolha, acabaria voltando ao grisalho.

Aos 40 anos, Carol Heinen é naturalmente grisalha
Aos 40 anos, Carol Heinen é naturalmente grisalha

Há quem se surpreenda quando Carol Heinen, 40 anos, comenta que seu grisalho é natural.
– Inclusive amigos, quando eu contei que iria participar deste ensaio – revela a designer.
Carol é daquelas que, como muitas de nós, nunca estiveram plenamente satisfeitas com o próprio cabelo. Nasceu com os fios loirinhos, mas logo ficaram acinzentados. Na adolescência, foi adepta do loiro amarelado, que acabou virando um castanho à base de muita henna. Os muitos pilas mensais gastos com salão começaram a pesar no orçamento quando ela voltou a estudar. Então, decidiu: era hora de parar.
– Primeiro foi a questão da grana, e depois também aceitação – diz. – Tem também isso de voltar à simplicidade. Não uso mais salto alto, amamentei e meus peitos não são mais os mesmos. Mas sou como sou. Dou a cara para bater, não quero ficar maquiando.
Embora esteja feliz com seus fios grisalhos e curtos – aprovados pela filha Ana Clara, 17 anos -, a dúvida bate às vezes sobre voltar ou não a pintar os fios.
– Às vezes, me questiono se não é cedo, ou se vale a pena mesmo – reflete. – Mas aí penso que sou mais que o meu corpo ou o meu cabelo – afirma.

Fernanda Davoglio: Envelhece um pouco, mas encaro numa boa
Fernanda Davoglio: Envelhece um pouco, mas encaro numa boa

Foi às vésperas de seu aniversário de 47 anos que Fernanda Davoglio decidiu: iria parar de pintar os cabelos. A mecha branca na franja, sua marca registrada, ganhou mais destaque no salão – mas aquela seria a última vez em que a fotógrafa se renderia às tinturas. Pelo menos até o momento. Enquanto a cor das últimas químicas saía a cada lavagem, optou por um visual mais curtinho – covencendo inclusive o marido, que preferia até então a antiga versão.
– Ele achou que eu poderia não ficar bonita, mas depois gostou – conta Fernanda.
Acostumou-se a receber elogios por conta do cabelo, bem como é. Mas algumas reações a surpreendem:
– Existe preconceito, sim. Em homem acham charmoso o grisalho, mas, para as mulheres, não. Mas hoje vejo cada vez mais mulheres aderindo aqui no Brasil.
O fim do ritual mensal de horas a fio sentada na cadeira do salão funcionou como uma libertação para Fernanda, que “detesta pintar”. Hoje, quanto menos produtos precisar, melhor. Praticidade virou lema.
– Envelhece um pouco, mas acho que a gente tem que envelhecer, então encaro numa boa. Nunca me importei com isso de “Vou fazer 40, vou fazer 50”. Não faz a mínima diferença para mim. Eu me achava bonita antes, agora e sempre me achei.

Fonte: 50emais

terça-feira, 19 de setembro de 2017

RESPOSTA: Pode ter só uma Madrinha de Batismo? Pode ser a mesma da Crisma?

Ave Maria

Minha filha tem 18 anos, ainda não foi batizada, eu gostaria de saber se é necessário apenas uma madrinha ou precisa ser um casal de padrinhos para o batizado? 

Embora a maioria das pessoas (pais) escolham um casal para padrinhos, a Igreja diz que pode ser apenas um padrinho ou uma madrinha.

Isso está disposto no Código de Direito Canônico:

Cân 873 - Admite-se apenas um padrinho ou uma só madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha.

Assim, é necessário apenas uma madrinha para a sua filha ser batizada.

Agora!

A madrinha deve (Cân 874):

- Ter mais de 16 anos
- Seja Católica E Crismada
- Tenha recebido o Sacramento da Eucaristia
- Leve uma vida de acordo com a fé católica e o encargo que vá assumir (frequente a Igreja, vá as missas aos domingos, comungue, se confesse sempre...)
- Não tenha sido atingido por uma pena canônica
- Não seja pai ou mãe do batizado

e se essa madrinha de batismo também pode ser a mesma pra crisma? 

Sim!

Diz a Igreja Católica no Código Canônico que a madrinha de Crisma deve ser, preferencialmente, a mesma do Batismo.

Cân 893. § 2. É conveniente que se assuma como padrinho o mesmo que assumiu esse encargo no batismo.

Observe-se que a madrinha de Crisma deve observar-preencher as mesmas condições da madrinha de batismo.

Fonte: Código de Direito Canônico

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O poder espiritual dos Sinos das Igrejas

Philip Kosloski | Ago 31, 2017 
 




Os sinos não só chamam as pessoas para a oração: eles têm um peso espiritual que muita gente não conhece

Em muitas cidades mundo afora, pequenas ou grandes, antigas ou novas, os sinos ressoam de hora em hora nos campanários das igrejas ou das catedrais. Às vezes é difícil ouvi-los na agitação do trânsito das metrópoles, mas, nas localidades do interior, os sinos ainda podem ser ouvidos até mesmo a quilômetros.

Thomas Klee

Eles existem desde o século V e foram de vasto uso na Idade Média. Eram particularmente usados nas comunidades monásticas para chamar os monges, que, durante o dia, se espalhavam por diversos locais dos mosteiros no cuidado de suas atividades, a fim de reuni-los para as orações na capela. Mais tarde, foi ficando comum ouvi-los também nas igrejas paroquiais, convidando o povo de Deus para a celebração da Eucaristia e para outros atos de piedade, como a oração do Ângelus três vezes ao dia.

Thesupermat

Mas, além dessas funções “práticas”, os sinos das igrejas também têm um grande poder espiritual. Quando um novo sino é instalado em uma igreja, ele é tradicionalmente abençoado pelo bispo ou pelo pároco. Antigamente, a cerimônia da bênção do sino espelhava a do batismo, e a atual cerimônia ainda exige o uso da água benta. Os sinos até recebem um nome, homenageando geralmente um santo padroeiro ou a Santíssima Virgem Maria.

© DR

O Ritual Romano apresenta uma benção solene aos sinos das igrejas e explica o simbolismo e o poder espiritual que eles passam a ter quando abençoados.
Uma parte do rito da bênção diz:
Ó Deus, que pelo bem-aventurado Moisés, Vosso servo, pelo qual promulgastes a lei, mandastes fazer trombetas de prata para que, tocando-as os Sacerdotes no tempo do sacrifício, o povo, avisado pelo seu som melodioso, se preparasse para Vos adorar e se reunisse para Vos oferecer os sacrifícios; para que, excitado para a guerra pelo som delas, prostrasse as forças dos inimigos; nós Vos pedimos que façais com que este vaso, preparado para a Vossa santa Igreja, seja santificado pelo Espírito Santo, para que os fiéis pelo seu toque sejam convidados para o prêmio.
E, quando aos ouvidos dos povos ressoar a sua melodia, aumente neles a devoção da fé; sejam repelidas para longe todas as ciladas do inimigo, o fragor do granizo, os perigos dos turbilhões, a impetuosidade das tempestades; abrandem-se os trovões destruidores; que o sopro dos ventos se torne saudável e moderado; e que a Vossa mão poderosa destrua as forças aéreas para que, ouvindo este sino, se encham de pavor e fujam diante do estandarte nele traçado da Santa Cruz do Vosso Filho, ao qual se dobra todo o joelho no céu, na terra e no inferno e toda a língua proclama que o mesmo nosso Senhor Jesus Cristo, tendo destruído a morte no madeiro da Cruz, reina glória de Deus Pai, com o mesmo Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Antes ainda, outra prece do rito, dirigida a Cristo, pede:

Derramai, Senhor, sobre esta água a bênção celeste e fazei descer sobre ela a virtude do Espírito Santo, para que, tendo sido rociado com ela este vaso, destinado a convocar os filhos da Santa Igreja, dos lugares onde ressoar este sino, se afaste para longe a virtude das ciladas dos inimigos, a sombra dos fantasmas, a violência dos turbilhões, os golpes dos raios, os estragos das trovoadas, os desastres das tempestades e todos os espíritos das procelas; e, ao ouvirem a sua voz os filhos dos cristãos, aumente intensamente a devoção para que, correndo para o grêmio da sua piedosa mãe, a Santa Igreja, vos cantem na assembleia dos Santos um cântico novo, que reproduza o som vibrante da trombeta, a melodia do saltério, a suavidade do órgão, a exultação do tambor, a alegria do címbalo, para que, no templo santo da Vossa glória possam com suas homenagens e preces convidar a multidão do exército dos Anjos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo de Deus, por todos os séculos dos séculos.

Prestou atenção? “…Para que possam convidar a multidão do exército dos Anjos”! Então, da próxima vez que você ouvir um sino de igreja ressoando, una-se à multidão dos anjos, lembre-se do poder espiritual desse símbolo abençoado e eleve uma breve oração a Deus, agradecendo-lhe pelas Suas muitas bênçãos em sua vida.

Fonte: Aletéia

Vaso insigne de devoção, rogai por nós!

domingo, 17 de setembro de 2017

RESPOSTA: Namorado(a) pode ser Padrinho de Batismo/Crisma?

Ave Maria!

O namorado de minha filho aceitô ser batizado depois de 10 anos que rezamos por isso. Ele escolheu a namorada (minha filha) para ser sua madrinha. Existe algum impedimento pelo direito canônico? 

Não é bom que seja.

Pelo batismo, cria-se uma relação espiritual entre o afilhado e o padrinho, relação que é muito real, e que constitui, portanto, um impedimento para o matrimônio de ambos. Se quem vai batizar-se é uma pessoa adulta, o seu noivo ou noiva não deveria apadrinhá-lo porque seria necessário obter mais tarde a dispensa para se poder celebrar o matrimônio.

O padrinho/madrinha deve cuidar que o confirmado seja uma verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento (Can 892). O ideal é que seja o mesmo do Sacramento do Batismo. (No caso da Crisma - Can 893).
 
Além de constituir impedimento para o matrimônio (que deve ser dispensado para ser válido), imagina se o relacionamento termina? Como faz para que sua filha possa se fazer presente na vida do afilhado?
 
Assim, o ideal é que ele escolha uma outra pessoa.
 
O padrinho ou madrinha deve ser: (Can 893 e 874)

a) católico confirmado,

b) maior de 16 anos,

c) já tenha recebido o Sacramento da Eucaristia

d) leve uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vá assumir,
Não podem ser padrinhos pessoas de outras religiões ou filosofias de vida, amasiados (união estável), divorciados, casados somente no civil ou em uma igreja de outra religião ou pessoas que não tenham uma conduta cristã condizente.
e) não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada,

f) não seja pai ou mãe do confirmado (evite namorado, noivo, cônjuge);

g) ser solteiro ou casado na Igreja Católica;

h) deve ser um padrinho ou uma madrinha (homem ou mulher)
No caso do padrinho/madrinha não poder comparecer a celebração, o ausente pode delegar a sua presença, para isso basta estar informado do sacramento do crisma, dar o seu consentimento e concordar em que alguém o represente. O melhor é enviar o consentimento por escrito, mencionando o nome da pessoa que o representará, e o documento deverá ser apresentado ao sacerdote quando se marcar a cerimônia. O ausente será o padrinho real e será dele o nome inscrito no registro; é ele ou ela quem assume a responsabilidade pelo afilhado(a).

Fonte: Código de Direito Canônico e A Fé Explicada
 
São José, rogai por nós! 

sábado, 16 de setembro de 2017

RESPOSTA: Uma moça com suspeita de gravidez pode receber o sacramento??

Ave Maria!

uma moça com suspeita de gravides pode receber o sacramento??

Essa questão surgiu no comentário ao Sacramento da Crisma, de toda sorte, a resposta vale para todos os outros Sacramentos.

Gravidez não é pecado!

O pecado pode ocorrer antes dela, sendo a mesma consequência.
 
Pela pergunta, suponho que a pessoa teria cometido um pecado contra o Sexto Mandamento (Contra a Castidade).

Bem, a resposta é que SIM.

Ela pode receber os Sacramentos (Batismo, Eucaristia e Crisma) estando com suspeita ou até já confirmado a gravidez.

Porém, ela terá que se aproximar do Sacramento da Reconciliação (Confissão) antes, devendo receber a absolvição do Padre. E isso ocorre, para quem esta se preparando para receber os Sacramentos, dias antes do mesmo.

Fonte: Código de Direito Canônico.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
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