Seguidores

Pesquisar este blog

sábado, 7 de julho de 2018

Qual o valor de rezar o terço, já que é uma oração tão repetitiva?

Será que uma pessoa apaixonada se cansa de dizer "eu te amo"?
O terço é uma oração repetitiva?
Certamente. Mas, o que no mundo que não se repete? Os astros percorrem sempre a mesma órbita. A terra gira sempre em torno do mesmo eixo. Os dias e as noites se sucedem sempre da mesma forma. As estações, os anos, os meses, os dias… obedecem sempre ao mesmo ciclo. As aves cantam sempre o mesmo canto. As árvores produzem sempre as mesmas flores e os mesmos frutos. Os animais e os seres humanos se multiplicam sempre da mesma forma.
O coração bate no peito sempre do mesmo jeito. O sangue percorre sempre as mesmas veias… E quando queremos bem a alguém, nunca nos cansamos de dizer sempre a mesma palavra: eu te amo! Os anjos e os santos no paraíso cantam pela eternidade afora: Aleluia! Aleluia! Santo, santo, santo!…
Se assim é, por que, em nossa oração, não deveríamos ouvir sempre a mesma Palavra de Deus, renovar sempre o mesmo Sacrifício e a mesma Ceia, repetir sempre o mesmo gesto de amor, balbuciar sempre a mesma invocação? Foi Deus quem nos fez assim, foi Jesus quem mandou que fosse assim, por que admirar-se de que sejamos assim?
Tudo depende da qualidade do amor que nós colocamos naquilo que, ao longo da vida, podemos e devemos repetir milhares de vezes. O amor nunca se cansa, como o olho não se cansa de ver, o ouvido não se cansa de ouvir, o paladar não se cansa de saborear… Pelo contrário, na vida humana, a sucessão dos mesmos atos leva à aprendizagem, ao aprofundamento, à concentração.
O Terço de Nossa Senhora é a expressão concreta dessa realidade. Enquanto com a boca repetimos o Pai Nosso e a Ave Maria, a mente percorre, com Jesus, os mistérios de sua vida, paixão, morte, ressurreição e glorificação; e com Maria, os acontecimentos dos quais Ela participou, unida a seu Filho e à sua Igreja.
Tudo adquire seu sentido na medida em que procuramos concentrar a atenção em Jesus, aprofundar o sentido de sua vida, manifestar o nosso amor a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e a Nossa Senhora.
Esta forma de fazer oração é tão antiga quanto a humanidade. Ela existe em todas as religiões, em todos os cultos, porque corresponde ao nosso modo humano de relacionamento com os outros e com Deus. No cristianismo, o costume de repetir a mesma invocação data desde os seus inícios.
O próprio Jesus nos ensinou a insistir em nossa oração até sermos atendidos. O Evangelho nos refere diversas palavras de Jesus, episódios em sua vida e parábolas que incutem essa maneira de fazer oração. Com o tempo, surgiram meios concretos de organizar esse tipo de oração, como são hoje os nossos terços e rosários feitos de todo tipo de material.
Quando Jesus nos adverte que não devemos repetir nossa oração como fazem os pagãos, Ele não condena a repetição da oração – da qual Ele nos deixou exemplos e mandamentos – mas condena o modo de fazer próprio dos pagãos, ou seja, a repetição pela repetição, sem o conteúdo do amor do coração, a repetição mágica, as palavras estéreis que não atingem o coração do verdadeiro Deus.
Que durante a recitação do Terço aconteçam distrações, é normal. Isso ocorre em qualquer oração, não somente no Terço: faz parte da nossa fraqueza. Deus não repara nisso, desde que não haja má vontade; Ele sabe de que somos feitos…
Pois bem, reze o Terço; podendo, reze o Rosário inteiro. Ponha nele todo o seu amor a Jesus e Maria, procure concentrar-se na meditação dos mistérios da nossa Salvação. É este um caminho de santificação recomendado pela Igreja, em particular pelos Papas e pelos santos.
Em 16 de outubro de 2002, o Beato João Paulo II dirigiu a toda a Igreja uma carta recomendado a oração do Terço ou do Rosário. A carta começa assim:
“O Rosário da Virgem Maria… na sua simplicidade e profundidade, permanece… uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade… Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o fiel alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor.”
Não deixe de invocar Maria por meio da oração diária do santo Terço. O Terço é uma espécie de “corrente” que liga a terra com o céu pelas mãos de Maria. Ela mesma, em Lourdes e Fátima, pediu que rezássemos o Terço. Atenda você também ao pedido de nossa santa Mãe!

(via Shalom)

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

O Papa é infalível em tudo o que diz ou faz?

Padre Paulo Ricardo | Jun 29, 2018
POPES
Domaine Public

Muita gente tem sobre a infalibilidade do Papa uma noção que a Igreja nunca, e em parte alguma, ensinou. Neste texto, confira uma resposta às principais objeções que as pessoas têm a esse dogma.

Sinto, meus irmãos, que alguns gostariam de fazer certas objeções — objeções que ouviram, ou leram, contra a infalibilidade do Papa. Não se pode imaginar quanta ideia errônea circula por aí a respeito desse dogma e quanta gente há que levanta contra ele objeções, porque tem sobre a infalibilidade do Papa uma noção que a Igreja nunca, e em parte alguma, ensinou.
Ouçamos o que alguns dizem sobre essa questão.
1. “Tudo o que ouvimos até agora é certo. É preciso que seja assim. Não duvido. Mas que o Papa seja infalível em tudo, não posso crê-lo.”
Mas onde é que a Igreja ensina semelhante coisa, meus irmãos? Onde é que ela ensina que o Papa é infalível em tudo? É unicamente nas questões de fé e de moral, e, ainda, somente quando ele não se pronuncia como doutor particular [1], mas quando, oficialmente, como chefe da Igreja, proclama uma decisão que atinge toda a Igreja. É só então — e não noutros casos.
Suponhamos, por exemplo, que seja eleito Papa alguém que antes era um grande matemático. E eis que se apresenta a ele um professor de matemática e lhe diz: “Santíssimo Padre, há anos que lido com um problema, e agora consegui resolvê-lo. Vede se a solução está exata.” O Papa examina-a. “Está exata” — diz ele enfim. E agora a solução está certamente exata porque o “Papa infalível” assim a achou? De modo algum. Por quê? Porque Cristo não lhe deu a infalibilidade para isso. E por que não? Porque isso não interessa à salvação dos homens, e a infalibilidade não é necessária nesse caso.
Tomemos outro exemplo. O Papa Pio XI, antes do seu pontificado, era o sábio bibliotecário da biblioteca Ambrosiana em Milão. Suponhamos que um historiador fosse ter com ele, levando um velho manuscrito, e lhe dissesse: “Santíssimo Padre, descobri um manuscrito extremamente importante, mas não posso decidir se não é falsificado.” O Papa examina-o e responde: “O documento é autêntico.” É ele agora seguramente autêntico porque o “Papa infalível” o disse? Absolutamente não. E por quê? Porque Cristo não lhe deu a infalibilidade para isso.
Se o Papa calcula mal, ou engana-se em História, isso não interessa à salvação eterna dos fiéis. Mas quando decide em matéria de fé e de moral, não pode enganar-se. Porém, mesmo aqui, somente se ele toma uma decisão aplicável à Igreja universal, e na qualidade de chefe de toda a Igreja.
Interior da Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma. Detalhe das pinturas dos últimos Papas.
2. Outros apresentam outra objeção. Consideram inconveniente que o Papa, em virtude da infalibilidade, “seja elevado a uma glória sobre-humana”, como se “deixasse de ser mortal”, e até mesmo que esteja seguro da sua salvação eterna, visto como — dizem eles —, se ele é infalível, “então não pode mais pecar”.
Precisarei, irmãos, dizer-vos que absolutamente não se trata disto?
a) “O Papa está circundado de glória sobre-humana”? Quando o Papa é coroado, é conduzido solenemente em procissão à Basílica de São Pedro. Mas o mestre de cerimônias faz parar a procissão e, acendendo um punhado de estopa, diz ao Papa: Beatissime Pater, sic transit gloria mundi, que quer dizer: “Santo Padre, assim passa a glória do mundo”. A vossa também passará — mas sois infalível, porque as duas coisas são independentes.
b) “O Papa deixa de ser um mortal”? Na terça-feira gorda tem lugar o célebre carnaval italiano. Mas, no dia seguinte, as igrejas estão cheias de fiéis para receber as cinzas. Na capela do Vaticano um velho sacerdote, vestido de branco, está ajoelhado diante do altar; outro sacerdote desce do altar e, enquanto impõe as cinzas na fronte do Papa e o Papa inclina a cabeça branca, a Igreja pronuncia sobre ele a mesma fórmula que sobre os milhões de fiéis nesse dia: Memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris, “Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó hás de tornar”. Também vós, Santíssimo Padre, volvereis ao pó — mas sois infalível, porque, as duas coisas são independentes.
c) “E o Papa não pode mais pecar”? A infalibilidade não significa isso. Ele não pode enganar-se em questões de fé e de moral, mas pode enganar-se na sua própria vida moral. As fraquezas da natureza humana subsistem no Papa, ele também pode cometer pecados e — ai! — a história narra tristes quedas morais relativamente a alguns. Cristo, que suportou até mesmo um Judas entre seus Apóstolos, não escolheu os Papas unicamente dentre os santos.
Sim, tem havido entre eles mais santos e personagens virtuosos do que em qualquer família reinante; mas houve também — infelizmente — um Alexandre VI. E não há Papa que ouse aproximar-se do altar sem recitar, nas orações ao pé do altar, o que todo padre recita: Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa, “Por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa”.
Uma tarde em cada semana, quando os derradeiros raios do sol poente iluminam as janelas do Vaticano, por trás de uma dessas janelas, um sacerdote de vestes brancas levanta-se da mesa de trabalho, percorre um corredor silencioso e bate a uma porta. Um simples padre levanta-se para lhe atender ao chamado. “Queria confessar-me”, e o Papa ajoelha-se no confessionário. Ao cabo de alguns minutos, sobre o Papa ajoelhado, sobre o Papa que se confessou, descem as palavras da absolvição: Ego te absolvo, “Eu te absolvo”. Então o Papa se confessa? Certamente. O Papa infalível também pode pecar? Sim, pode, pois as duas coisas são independentes.
Nós não fazemos, pois, do Papa “um ente sobrenatural”; o Papa não deixa de ser “um homem mortal, frágil e suscetível de cair”, apesar do que cremos e confessamos a seu respeito.

Referências
  • Extraído e levemente adaptado de A Igreja Católica. Rio de Janeiro: José Olympio, 1942, pp. 92-96.
Notas
  1. “O Papa se pronuncia ex cathedra, ou infalivelmente, quando ele fala: (1) como Doutor Universal; (2) em nome e com a autoridade dos Apóstolos; (3) em um ponto de fé e moral; (4) com o propósito de obrigar cada membro da Igreja a aceitar e acreditar em sua decisão.” (Cardeal John Henry Newman, The True Notion of Papal Infallibility)


Fonte: Aletéia
São João Paulo II, rogai por nós e pelo Clero!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

3 poderosos sacramentais para manter na bolsa, na pasta ou até no bolso

BRIEFCASE

Esses lembretes e canais da graça de Deus podem acompanhar você aonde quer que você vá, em meio às tantas atividades do cotidiano!

Os sacramentais estão entre as práticas religiosas menos compreendidas de modo adequado pelos católicos.
Eles fazem parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, mas são vistos por muita gente, de forma errônea, como uma espécie de “superstição”. De fato, ao longo dos séculos, muitos católicos têm usado os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objetos “mágicos”, coisa que não são.
Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para prejudicá-la. Eles foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e cotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e nos ajudam a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.
Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar: se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem nos distanciar de perigos espirituais e nos inspirar a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia.
Mas não é só em casa que podemos usá-los: também é recomendável conservar sacramentais junto a nós em nosso carro, no local de trabalho e até dentro da bolsa, da pasta, da mochila ou mesmo do bolso!
É o caso dos seguintes:
Água benta

shutterstock

É suficiente uma pequena garrafinha, que seja fácil e prática para transportar no dia-a-dia: peça que o seu pároco abençoe a água para você.
A água benta tem o duplo significado de nos lembrar do nosso batismo e simbolizar a limpeza espiritual. É usada inclusive em exorcismos: o diabo não suporta a água benta porque é inteiramente impuro, imundo para toda a eternidade. Ela evoca a água que fluiu do lado de Cristo, símbolo do batismo, e traz à mente o dia da derrota do diabo: a crucificação de Cristo para nos redimir do pecado e nos oferecer a salvação.
Um antigo costume era fixar recipientes com água benta em algumas paredes da casa: podiam ser simples copos de louça, em cuja água benta cada morador da casa tocava antes de fazer o Sinal da Cruz, acolhendo assim a bênção de Deus. Era frequente que esses recipientes simples, porém dignos, estivessem fixados perto das portas, de modo que as pessoas recorressem a eles ao saírem e retornarem à casa, ou dentro dos quartos dos membros da família, como convite a se manterem sempre puros e próximos de Deus. A água benta também ficava sempre ao alcance quando se desejava de modo especial afastar as influências do maligno.

O Crucifixo

Oleg Golovnev/Shutterstock

É um dos sacramentais mais simples para se levar consigo. Um pequeno crucifixo sempre presente no seu cotidiano pode ser um poderoso lembrete do grande amor que Deus tem por você, além de ser um sinal visível de fé para os seus colegas e amigos que tiverem a oportunidade de ver que você o conserva com devoção, naturalidade e simplicidade (sem pretender se exibir, é claro).
Um crucifixo perto de nós nos diversos ambientes mundanos do dia-a-dia pode ser um meio da graça para sacudir a nossa consciência quando nos sentimos tentados, seja por futilidades aparentemente banais, seja por atos abertamente prejudiciais à nossa saúde psicológica e espiritual. O olhar do Cristo crucificado voltado ao nosso olhar nos chama de volta à verdade!
De preferência, peça a um sacerdote para abençoar o crucifixo para você!

O Rosário

HOLY SOULS IN PURGATORY ROSARY
Rosary of the Month | YouTube
Oferecida por Maria Santíssima durante uma aparição em 1214 a São Domingos de Gusmão, a oração do rosário é uma contemplação dos mistérios da vida de Jesus, em união com Nossa Senhora, enquanto recitamos, em séries, o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória com o auxílio de uma corrente de contas ou nós, que também recebe o nome de “rosário”.
O termo vem de “rosa” e representa a oferta de rosas espirituais a Nossa Senhora. Já o nome “terço” se refere à oração de apenas uma das três partes do tradicional rosário completo, formado por três conjuntos de mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. São João Paulo II acrescentou ainda os Luminosos, mas o termo “terço” continuou a ser usado mesmo assim.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...