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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Mulheres empoderadas dizem que o poder vem dos fios brancos




postado em 10/09/2017 08:00 / atualizado em 10/09/2017 11:37 
Amanda Carvalho - Especial para o Correio
Assumir os fios brancos, além de dedicação, exige um bom relacionamento consigo mesmo e coragem para a aceitação. Cada dia, a moda dos grisalhos ganha mais adeptos — muitas vezes, um desafio para as mulheres, que, aos poucos, se livram das tintas e do culto à eterna juventude. A tarefa não é fácil, mas dar esse passo pode mudar não só uma imagem vista no espelho, mas, sobretudo, a forma como a vida é vivida, com mais leveza.

Levantamento da FSBPesquisa, encomendado pela Avon, constatou que 14,4% das mulheres acima dos 45 anos já adotam o estilo platinado nos cabelos. E mais: 61,1% gostam da ideia de assumir os brancos. Para essa parcela de entrevistadas, mais que uma simples rebeldia aos padrões de beleza, esse é um sinal de atitude.

Por todos os lugares, é possível observar que o estilo é bem-vindo. Na internet, blogueiras americanas se reuniram para ajudar mulheres que, assim como elas, desejam passar pela revolução grisalha — nome dado ao site em inglês, Revolution Gray. Lá, é possível encontrar imagens e a história de transição de cada uma das quatro participantes que adotaram os fios brancos antes dos 50. A página traz ainda dicas, compartilha experiências tocantes e dá informações para pessoas que estão passando pelo mesmo processo.

Nas telas, várias atrizes destacam a beleza do cabelo grisalho. Recentemente, Sophie Fontanel, escritora e jornalista francesa especializada em moda, usou o tema como inspiração para lançar sua mais recente obra. No livro Une apparition, sem tradução para o português, relata a experiência de dar adeus às tinturas e os aceitar os fios naturalmente brancos — processo também compartilhado, em todas as etapas, com os mais de 100 mil seguidores nas redes sociais.

A tendência de assumir os fios brancos chegou à Europa, originária dos Estados Unidos, e se popularizou há alguns anos. Mulheres de 30, 40, 50 anos ou mais idade passaram a expressar, por meio dos cabelos, que estavam fartas de se submeter a pinturas regulares e a sofrer com os produtos químicos. Cabeleireiros e profissionais da área aproveitam a fase para propor soluções inovadoras durante o período de transição e para atenuar o efeito bicolor. Enquanto isso, aumenta a procura por produtos que evitam o tom amarelado nos fios grisalhos.

Por aqui, as brasileiras também lutam pela aceitação e pelo empoderamento dessa revolução. “Assumir essas mudanças significa aumentar a autoestima. As mulheres começam a entender que é possível viver com os cabelos brancos e, mesmo assim, continuarem jovens, saudáveis, interessantes e, acima de tudo, belas”, ressalta Amsha Carvalho, psicóloga parceira do Hospital Anchieta.

Quem ouve um pouco da história da funcionária pública Cristina Oliveira, 53 anos, entende que, para ela, a transição do cabelo castanho-escuro para o grisalho veio de forma bastante natural. Ela conta que um dia, quando passava a escova nas madeixas, notou alguns fios brancos. “Descobri que já tinha uma mecha bem grisalha. E achei o máximo! A partir daí, só arrumava o cabelo de uma forma que ela pudesse ficar bem exposta.”


Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press
Apesar da pressão da família e do próprio cabeleireiro em esconder a tal mecha, Cristina não se deixou abalar e bancou a decisão: mudou de salão e tratou com naturalidade as opiniões dos parentes. “Nunca pintei o cabelo. Sempre fui bem resolvida comigo mesma e tive muita convicção do que queria. Aceitar os grisalhos não foi nada”, afirma. Desde que começaram a aparecer, há oito anos, os cabelos brancos foram encarados pela servidora pública como um acúmulo de beleza e de experiência adquiridas. “Liberdade. Para mim, é essa a palavra que descreve a aceitação. Sempre me olhei no espelho e gostei do que vi. Para as pessoas, como notavam os fios aparecendo aos poucos, creio que esse processo também foi bem natural.”

As mudanças nos valores e na moda, segundo Cristina, contribuíram muito para que tudo fosse percebido de forma simples. Ao ser parada na rua diversas vezes e questionada sobre o que havia feito nos cabelos, ela apenas achava graça e recomendava que as pessoas deixassem de ter medo e aceitassem algo que achavam bonito. “Muita gente que me conhece acabou me seguindo. Hoje, vejo que várias amigas também estão se desprendendo da tinta. Acho isso incrível. Quero que todos se encontrem de alguma forma e se sintam maravilhosamente bem, assim como eu”, diz. Ela garante que, depois de passar por todo o processo, conta com a aceitação da família e dos amigos.

Recomeçando do grisalho 

O ano de 2016 foi um tempo de crescimento não só para os cabelos, mas também para a própria vida de Ana Flávia Coelho, 54 anos. Após passar pelo tratamento de um segundo câncer, a empresária, que perdeu os fios por conta da quimioterapia, teve a oportunidade de ressignificar a moldura que, como ela define, cobre nossas cabeças. “Quando perdi os cabelos, passei por um momento de muita meditação. Tentei usar peruca, lenço, mas nada me deixava confortável. Não me sentia eu. Comecei a aceitar minha careca como uma declaração pública de não estar nem aí para o que os outros pensavam. Era como uma nudez madura”, conta. Quando as primeiras pontinhas de cabelo começaram a aparecer, após alguns meses, Ana se sentiu à vontade para entender o novo “presente” recebido pelo corpo — os fios brancos.


Carlos Vieira/CB/D.A Press
Desde os 14 anos, ela já tinha uma mecha alva entre os fios pretos. Com o tempo, esses fios foram aumentando e, já em 2015, grande parte do cabelo da empresária estava grisalho, mas escondido pelas tinturas. “Acompanhar o nascimento desses branquinhos depois de eu ter ficado careca foi como a continuidade de um processo de renovação e crescimento. Decidi não pintar. Não pelos produtos químicos. Era uma oportunidade de reeditar minha imagem no espelho”, justifica.

O fato de, durante boa parte da vida, levar consigo a mecha branca, acredita Ana Flávia, não altera o susto de ter que lidar com os cabelos agora grisalhos. “Tive que reavaliar a figura que eu via no espelho e passei por um processo de compreensão para aceitar essa nova fase pela qual estou passando.”

Apesar de arredios no início, Ana Flávia teve o apoio do marido e dos filhos na escolha de deixar as tinturas de lado. “Acho que eles curtem porque sabem que é algo que me faz bem. Não me sinto feia, não me sinto menos. Pelo contrário. Gosto do que vejo. Meu cabelo não me mudou nem faz nenhuma diferença em mim”, acredita. Essa nova marca, para ela, é uma oportunidade de apenas ajustar o cabelo para que ele fique de acordo com o espírito. “O grisalho aparece para nos mostrar que estamos longe de sermos velhinhas só porque temos o cabelo branco. É uma nova forma de enxergar a vida.”

O mais novo desafio da empresária é lidar com a rebeldia dos fios. “Eu me sinto como uma adolescente pegando o jeito para arrumá-los”, brinca. É preciso hidratar, cuidar e prevenir o amarelamento. “Vejo muita gente que se abandona só porque tem cabelos brancos. Isso não pode ser sinal de desistência.”

Passando pela transformação

Abandonar a tintura requer dedicação. Depois do preparo psicológico para abraçar essa nova fase, um dos grandes desafios em assumir os cabelos grisalhos é se segurar para não cobri-los, uma vez que o crescimento não é homogêneo e ocorre aos poucos — normalmente, começa a partir das laterais em direção ao centro e ao topo da cabeça. Para o hairstylist especialista em cabelos grisalhos Gustavo Alves, aceitar os fios brancos é valorizar a beleza de cada fase da vida e trazer a individualidade de volta ao foco, sem se importar com certas opiniões. “É preciso entender que os cabelos brancos são tão lindos e modernos quanto os coloridos”, ressalta.


Antonio Cunha/CB/D.A Press
Não é porque estão descoloridos que os fios merecem ser esquecidos. Por serem muito claros e terem uma textura mais porosa, eles precisam de cuidados específicos e tratamentos periódicos, que podem ser feitos tanto em salões de beleza quanto em casa. Especialistas indicam o uso de xampus sem conservantes químicos e condicionadores livres de petrolato. As madeixas devem ser hidratadas semanalmente ou a cada 20 dias — neste caso, de forma mais profunda. “Como os fios brancos são mais ressecados e têm menos elasticidade e brilho do que os mais jovens, para o dia a dia sugerimos o uso de protetor solar para cabelo, que evita o aspecto amarelado”, recomenda o hairstylist.

Quando a aplicação de tinta é suspensa, algumas opções são apostar nos cortes para diminuir a impressão de duas cores, utilizar acessórios, como faixas ou lenços, ou optar pelo tom platinado. Assim, podem ser feitos procedimentos em que a madeixa escura é transformada em branco perolado, por meio de tintura específica. Depois que o branco fica homogêneo em grande parte dos fios, um corte remove a química perolada e deixa o cabelo todo natural.

O cabeleireiro Renato Neves explica que, apesar de o cabelo grisalho ser mais resistente, com um fio mais grosso e aparentemente rebelde, quando tratado de forma adequada, não resseca ou desenvolve pontas duplas. “Os cuidados são os mesmos que recomendaríamos para qualquer mudança grande na cabeleira. Cada tipo de fio exige uma atenção diferente. É necessário consultar um especialista para entender como cuidar de forma adequada.”

Se não fosse pelos reflexos para disfarçar a diferença de tonalidade, Maria de Oliveira, 61 anos, não teria passado de forma tão tranquila pelo processo de transição para o grisalho. Quando começou a ter os primeiros fios brancos, aos 50, a aposentada tratou logo de escondê-los. Com o tempo, a rotina de cuidados foi ficando cada vez mais difícil: era necessário retocar a raiz a cada 10 dias. Depois de várias tentativas com novas formas de pentear as madeixas, e até mesmo o uso de lápis que prometia esconder a raiz, ela optou por assumir a mudança do visual. “Não foi fácil. Meu cabeleireiro recomendou que eu fizesse os reflexos para que não ficasse com aquele sinal de desleixo. Acho que foi isso que ajudou”, conta.

Na família de Maria, o susto foi grande. “Muitos falam que eu fico envelhecida e não aceitam. Apesar de não ter tanto apoio, eu me sinto bem.” Agora, sem pintar o cabelo há seis meses, a aposentada gosta da imagem que vê e afirma que seu único erro foi ter começado a aplicar as tinturas há alguns anos. Mãe de três filhos e avó de três netos, a mais nova grisalha garante que a aceitação é tudo. “Não adianta começar o processo se não estamos preparadas. É preciso não sofrer com a própria imagem”, diz.

Com muito bom humor, a aposentada leva os cabelos brancos como uma realidade feliz, que precisa ser encarada. Medo de envelhecer? De maneira alguma. Para Maria, medo seria ficar presa aos padrões de beleza cobrados quando se é diferente. “Costumo comparar os branquinhos com as rugas: ou você assume ou fica se modificando o tempo todo. Acho que isso nos causa tristeza. Precisamos aceitar o envelhecimento e ocupar nosso tempo com coisas que nos deixam felizes.”

terça-feira, 10 de outubro de 2017

RESPOSTA: Quem não é Crismado não pode ser Padrinho!

Ave Maria!!

Não sou crismada
Fui convidada pra ser madrinha de crisma
Será q posso??

Não! 

O padrinho/madrinha deve cuidar que o confirmado seja uma verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento (Can 892).

O ideal é que seja o mesmo do Sacramento do Batismo. (Can 893).

O padrinho ou madrinha deve ser: (Can 893 e 874)

a) católico confirmado (crismado),

b) maior de 16 anos,

c) já tenha recebido o Sacramento da Eucaristia

d) leve uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vá assumir,
 
Não podem ser padrinhos pessoas de outras religiões ou filosofias de vida, amasiados (união estável), divorciados, casados somente no civil ou em uma igreja de outra religião ou pessoas que não tenham uma conduta cristã condizente. 

e) não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada,

f) não seja pai ou mãe do confirmado (nem namorado, nem noivo);

g) ser solteiro ou casado na Igreja Católica;

h) deve ser um padrinho ou uma madrinha (homem ou mulher)

No caso do padrinho/madrinha não poder comparecer a celebração, o ausente pode delegar a sua presença, para isso basta estar informado do sacramento do crisma, dar o seu consentimento e concordar em que alguém o represente. O melhor é enviar o consentimento por escrito, mencionando o nome da pessoa que o representará, e o documento deverá ser apresentado ao sacerdote quando se marcar a cerimônia.

O ausente será o padrinho real e será dele o nome inscrito no registro; é ele ou ela quem assume a responsabilidade pelo afilhado(a).
 

CONSELHO: O que pode acontecer é você fazer o curso de Catequese para Adultos (Crisma para Adultos) e receber o Sacramento do Crisma antes da pessoa que quer que você seja a madrinha/padrinho. 

Fonte: Código de Direito Canônico

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Introdução à Teologia do Corpo – Parte 1: O pecado reprime o homem







A unidade e a inocência originais na vida humana logo após a Criação; o Pecado Original e suas consequências, antevendo o chamado redentor de Cristo

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Nestes primeiros artigos, serão desenvolvidas as questões referentes à unidade e à inocência originais na vida humana logo após a Criação; o Pecado Original; e as consequências deste, antevendo o chamado redentor de Cristo a todos nós.

Pecar é perder a si mesmo

O Pecado Original reprimiu o ser humano verdadeiro – represou, no ser humano, a sua verdade. Isto quer dizer que, pela hereditariedade do Pecado, nós ganhamos uma estrutura pessoal em que nossa verdade está distante de nosso ser, afastada de nossas consciências. No entanto, esta, precisamente por ser a verdade, não se perde nunca, e permanece pedindo para irromper em nossas vidas, no seio da histórica artificialidade da humanidade.
Os pecados atuais, mortais ou veniais, mantêm-nos reprimidos, isto é, desintegrados, distantes de Deus e de nós mesmos. Motivo este pelo qual vive-se, com tamanha frequência, com um enorme senso de vazio e de frustração, enquanto, estranhamente, vive-se todas as promessas de felicidade do mundo. A pessoa se pergunta: mas o que há de errado comigo? A resposta é: você está depositando sua esperança em um mundo cuja substância própria é a perda da esperança. É como querer curar uma ferida num espinho – o mesmo que a gerou. A incredulidade e a desesperança são a própria matéria da qual é feita o mundo, e é neste que você, pela insensatez e desorientação geradas pelo Pecado, está depositando as suas expectativas de alegria e de paz. Sem perceber, você está apostando no pecado como projeto de vida, como se aí fosse encontrá-la. Mas, como poderia ser projeto de vida aquilo que, precisamente, retira a mesma de nós?
Está aí a tragédia do mundo humano pós-Pecado Original: o sentido é buscado comumente naquilo que o elimina; investe-se a vida, logo, naquilo que a transforma em morte. E depois, ainda, não se consegue entender o que está se passando! Não poderia ser diferente, pois: o cego não pode enxergar. Como cobrar do cego que não se dirija novamente ao precipício? É preciso que, antes, o Evangelho e o encontro com a pessoa de Cristo lhe restitua a visão.
Por quê, aqui, relaciona-se “repressão” com “desintegração”? É que, se estamos inteiros, de fato, então estamos com Deus, que inteiros nos criou. Mas, após o Pecado, Adão esconde-se e foge de Deus, temendo-O: por hereditariedade, assim também nós temos a tendência de fazer. Para escondermo-nos de Deus, desintegramo-nos, dividindo a nossa essência em pedaços, e pressionando a boa parte destes para a inconsciência, de modo a deixarmos de ver, interiormente, a imagem e semelhança de Deus em nós mesmos. O que tentamos fazer é escondê-Lo em nós, com a trágica esperança de que assim Ele também não nos veja. É assim que nós, em plena luz do dia, estamos como Adão, escondendo-nos de Deus em um arbusto – como se qualquer arbusto ou montanha, por maior que fosse, pudesse esconder algo ou alguém de Deus. Culpados do Pecado, feridos por esta culpa, nós não queremos olhar para a integridade de nós mesmos e reconhecer a nossa miséria. A culpa pelo pecado e o orgulho estão lado a lado: numa mão, a repressão (da culpa), noutra, a resistência que a sustenta. O homem se entristece e se enfraquece com o pecado, mas luta para não deixá-lo, temendo as consequências de um retorno humilde ao Criador. Adão ouve a voz de Deus no jardim e tem medo. Afinal, não é este o medo que tantos têm, quando a voz de Deus começa a ressoar forte demais no interior? Esse é o medo comum de todos que ainda não se desmontaram diante de Deus, para que Ele possa, com sua graça, devolver a sua integridade e a sua dignidade.
A vida humana que resiste à graça de Deus, assemelha-se a de crianças de colo, em tudo dependentes dos seus pais, que – após fazerem uma primeira besteira – resolvessem fingir que são adultas e que vivem sozinhas em suas casas, ignorando a existência dos seus genitores e responsáveis, e fugindo deles de um cômodo a outro. Ainda obteriam da parte deles o seu sustento básico, pois os pais não deixariam seus filhos morrerem: mas não poderiam desenvolver as suas vidas até a sua plenitude, na medida em que negariam a educação, a orientação e o apoio dos pais, todo o sustento espiritual da filiação que poderia lhes dar vida plena e a liberdade. Após o Pecado Original, e cada pecado atual, o ser humano perde a si mesmo porque perde a comunhão com Deus, seu Criador e Sustentador. Mas, em vez de se reconhecer criança de colo, e olhar para o Pai que está de braços abertos e estendidos, pedindo ajuda a Ele para superar sua fraqueza, vira a cara, fingindo-se adulto, por medo de ser punido, e pela rigidez do orgulho.
Com a encarnação de Cristo, iniciou-se na História o chamado definitivo, que havia sido antecipado desde o início dos tempos, e desde a Antiga Aliança com Abraão, para que todos (os que quiserem) possam reencontrar o Pastor e retornar à Casa, retomando, pela Cruz, o acesso à árvore do centro do jardim, com o batismo, a absolvição dos pecados, e o Pão da Vida.

sábado, 7 de outubro de 2017

A Coroa das Sete Alegrias da Virgem Maria


Muitas pessoas conhecem apenas as dores de Nossa Senhora. 
Mas e suas alegrias? 

A Coroa das Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria, também chamada de Rosário Franciscano, surge no início do século XV, na Itália, na época de São Bernardino de Sena (1380-1444). 
Nessa oração, os franciscanos recordam as alegrias de Nossa Senhora.

Segundo uma antiga tradição, antes de sua Assunção aos Céus, Maria Santíssima viveu 72 anos na Terra. Por isso, na Coroa das Sete Alegrias rezamos duas “Ave-Marias” antes das sete dezenas, para completar uma “Ave-Maria” para cada ano de vida de nossa Mãe, Maria Santíssima.

Oferecimento:

Ó piedosíssima Virgem Maria, purificai nossos lábios e nossos corações, para que possamos, dignamente, recitar a coroa de vossas alegrias. Nós vo-la oferecemos, para gloriar-vos, para implorar vosso auxílio, pelas necessidades da Igreja e de nosso País para satisfazer em tudo, a justiça divina. Nós nos unimos a todas as intenções do Sagrado Coração de Jesus e do vosso Coração Imaculado.

Em seguida, rezamos: o “Creio”; 1 “Pai-nosso”; e 2 “Ave-Marias”.

A primeira alegria de Maria: a Anunciação do Arcanjo São Gabriel

Saudamos-te como o Anjo Gabriel: “Ave Maria, cheia de graça o Senhor está contigo…” (Lc 1, 28). E logo te disse: “Conceberás em teu seio e darás a luz um filho a quem porás o nome Jesus” (Lc 1, 31). Após ouvir a explicação do Anjo, tu te colocaste à disposição do Senhor: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo vossa palavra” (Lc 1, 38).

“Assim nos mostraste o caminho a seguir: Aceitar a nossa vida como Deus nos apresenta cada dia, vivendo com amor tanto as alegrias como as dificuldades. Como fez São Francisco quando aceita docilmente sua missão, respondendo com todo seu ser ao chamamento de Jesus”.

Após, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A segunda alegria da Virgem Maria: a Visitação a Santa Isabel

Ó Santíssima Virgem, recordamos contigo quando em Judá, foste à casa de Zacarias e saudaste sua prima Isabel (cf. Lc 1, 39-56). Ao ouvir-te, ela ficou cheia do Espírito Santo, e o menino saltou no seu ventre. Recebemos-te como o fez Santa Isabel: “Bendita sois vós, entre todas as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre Jesus” (cf. Lc 1, 42). Rogamos-te que venhas sempre nos visitar, para nos trazeres Jesus Cristo e seu Santo Espírito, como fez São Francisco, que te nomeou Advogada da família franciscana e, assim, realizar vossa missão de tutora, vos pedimos, rogai por nós.

Depois, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A terceira alegria de Nossa Senhora: o Natal do Menino Jesus em Belém

Contigo, Maria, e com São José, alegramo-nos por este presente que nos destes, nesta noite de paz e amor. Com a multidão do exército celeste, digamos: “Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade” (Lc 2, 14). E, como Francisco, revivamos a maravilhosa cena do nascimento do Menino Jesus e enchamos nosso coração de alegria e de amor.

Em seguida, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A quarta alegria de Maria Santíssima: a adoração dos três Reis Magos

Vemos com alegria que os três sábios do Oriente acreditam e, com humildade, adoram o Menino Deus, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra, como homenagem e reconhecimento (cf. Mt 2, 11). Nós, junto aos Magos do Oriente, queremos adorar vosso Filho divino, e render-lhe homenagem com nossas orações. Como Francisco, queremos estar alegres, jubilosos e adorar Deus, que se fez carne e habitou entre nós! (cf. Jo 1, 14).

Após, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A quinta alegria da Mãe de Deus: Maria e José encontram Jesus no Templo

Que alegria sentimos contigo ao encontrar Jesus e poder abraçá-Lo, como vós O encontrastes no Templo de Jerusalém! (cf. Lc 2, 41-52). Queremos repetir, como São Francisco que, com grande alegria, dizia: “é isto mesmo que eu buscava, é isto o que deseja meu Coração”. Ó Maria Santíssima, quando nos sentirmos perdidos, longe de Jesus, ajudai-nos a encontrá-Lo dentro de nós e em toda a criação, como refletia São Francisco no Cântico das Criaturas.

Depois, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A sexta alegria da Santíssima Virgem: Maria vê a Jesus Ressuscitado

Ó Virgem Maria, contigo nos alegramos por Jesus Cristo ressuscitado, luz “que ilumina a todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9), Aquele que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6). Como São Francisco, queremos encher-nos de amor por vosso Filho e sempre dizer: “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20, 28). “Meu Deus e meu tudo!”.

Depois, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A sétima alegria da Mãe de Deus: a Assunção e a Coroação de Maria

Que alegria sentimos contigo Maria, porque elevada aos céus estás junto a vosso Filho amado,
Tu que és corredentora, intercessora e auxiliadora nossa. Tu, humilde mortal, que agora é Rainha dos Céus e da Terra, mostras-nos, o caminho e vos dizemos: “Oh, Maria, Mãe minha, eu vos dou meu Coração”. Como Francisco, esperamos receber a coroa da Vida.

Em seguida, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

Oração Final (Lembrai-vos, de São Bernardo):

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer que algum dos que recorreram à vossa proteção, imploraram a vossa assistência e clamaram por vosso socorro tenha sido por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como à Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

RESPOSTA: Posso usar o véu somente quando for rezar o Terço ou no Santíssimo?

Princesa Diana

Ave Maria!

Nos últimos tempos tenho tido muita vontade de usar o véu, mais na paroquia que frequento ninguém usa.
Receio em usar e chamar muito atenção na igreja.
Posso usar somente quando for rezar um terço ou visitar o santíssimo?

Pode!

Não há problema algum nisso. 
Depois você vai se acostumando e pode passar a usar na Santa Missa.

Porém, sobre a questão de só você usar na Paróquia e chamar atenção, de fato, isso ocorrerá.
Mas não há problema nisso!
Chama atenção nas primeiras vezes, depois as pessoas se acostumam.

Quando eu comecei a usar o véu também era sozinha na Paróquia.
As pessoas questionavam, achavam que tinha sido proibido, elogiavam, mas se acostumaram de uma forma que quando eu não usava me perguntavam por ele.

Relaxe!

Se tem vontade, use o véu!
Não se incomode com as outras pessoas.

Que tal nesse mês que celebramos os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida você oferecer esse "sacrifício" para a Mãe? 
Ainda mais nesses tempos em que a Igreja está sendo tão perseguida(?)

Apenas observe a forma de se vestir, MODESTA (que deve ser independente do uso do véu!).

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!
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