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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Como me comportar na Santa Missa?



Nossa Senhora Assunta ao Céu, rogai por nós!

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Brasil: Defensoria Pública do Paraná irá atuar para garantir Direitos dos Nascituros

Shutterstock


O Paraná passa a ser o segundo estado brasileiro em que uma instituição pública tem a atribuição de defender a vida ainda no ventre materno

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou a Lei Complementar 248/2022, que altera e acrescenta dispositivos à legislação que rege o trabalho da Defensoria Pública do estado. Entre as mudanças, está a emenda que garante a defesa dos direitos dos nascituros por parte dessa instituição pública.

A emenda foi proposta pelo deputado estadual Marcio Pacheco, que comemorou a vitória em defesa da vida!

“Foi uma luta muito grande que, Graças a Deus, a partir de hoje passa a ser uma realidade no nosso Estado. Importantíssima conquista em defesa da vida a ser comemorada nesse dia. A Vida é sempre um direito natural e sagrado; e tal como, deve ser protegida e defendia sempre”.

Com isso, o Paraná passa a ser o segundo estado brasileiro, ao lado do Rio de Janeiro, em que uma instituição oficial tem a atribuição de defender a vida ainda no ventre materno.

Os Direitos do Nascituro

Pelo menos dois dispositivos legais brasileiros falam sobre os direitos das crianças ainda não nascidas.

O artigo 5.º da Constituição diz:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”

Já o artigo 2º do Código Civil de 2002 expõe: 

“A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; 
mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”.

Assim, cabe ao Estado a proteção à vida de um nascituro, sem tirar a responsabilidade da mãe.

Entre outras atribuições em relação aos nascituros, o poder público tem a obrigação de prover o seu desenvolvimento digno.

Fonte: Aletéia 

Vale lembrar que o Pacto de San José de Costa Rica - Convenção Americana sobre Direitos Humano - incorporado ao nosso Ordenamento Jurídico em 1992, dispõe que:

ARTIGO 4

Direito à Vida

1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

domingo, 7 de agosto de 2022

De comissária a freira de clausura, a viagem inesperada de Evelyn

declausura.org
Sor Evelyn

Depois de viajar pelo mundo como comissária de bordo, Evelyn escolheu tornar-se freira. 
Ela conta como deixou tudo para trás para entrar no Mosteiro de Santo Domingo em Segóvia, Espanha, onde fez os seus votos em 2022. 
De Singapura para Espanha, do aeroporto para o claustro, descubra a história desta viagem extraordinária

A Irmã Evelyn do Menino Jesus emitiu os seus votos perpétuos no Mosteiro de Santo Domingo em Segóvia, Espanha, este ano. Numa entrevista à Fundação DeClausura, ela conta como desistiu de uma vida agitada cheia de viagens para viver num mosteiro de clausura e assim se dedicar a Deus. Para a jovem dominicana, esta vida de oração, retirada da sociedade, é vital para o mundo, tal como o coração, embora escondido, é necessário para o ser humano.

Trabalhando nas linhas mais importantes de sua empresa, a antiga comissária de bordo descobria todos os anos novos horizontes. Mas apesar da riqueza das suas descobertas, Evelyn sentiu uma sede que só uma vida isolada num mosteiro poderia saciar: “Quando começamos a sentir que nos falta ‘alguma coisa’ porque o que temos não nos satisfaz, devemos ser fiéis a nós próprios e saber o que realmente queremos”.

Conversão

Batizada numa igreja protestante, Evelyn descobriu a Igreja Católica através de um amigo. Embora não fosse muito religiosa na altura, estava em busca de Deus. Graças às suas muitas viagens, foi regularmente a Roma e descobriu a bela igreja de Santa Maria sopra Minerva, onde Santa Catarina de Sena está enterrada.

Então a jovem mulher desenvolveu uma verdadeira amizade espiritual com esta grande santa: foi tocada pela sua incansável busca da Verdade e pela sua fidelidade a Deus. Foi um frade dominicano que a introduziu no mosteiro de Santo Domingo em Segóvia, Espanha, onde escolheu fazer os seus votos temporários em 2018.

Assim, impulsionada pelo seu gosto pelas viagens, deixou Singapura, o seu país natal, para ir para o outro lado do mundo para cumprir a sua vocação religiosa. Após trinta anos sem novas vocações, o mosteiro de Segóvia celebra com alegria a chegada de Evelyn, que este ano fez os seus votos perpétuos.

O significado de uma vida de clausura

Depois de ter viajado pelo mundo, Evelyn escolheu viver uma vida de clausura num mosteiro dominicano. Esta forma de vocação religiosa pode parecer incompatível com a missão primária da Ordem Dominicana, que é a pregação, ou seja, a proclamação da Palavra de Deus e o ensino da teologia.

Contudo, a Irmã Evelyn explica que a sua vida de oração e fraternidade com as suas irmãs é em si mesma uma pregação: “Mesmo que muitas pessoas não compreendam o nosso modo de vida ou não saibam da nossa existência”, reconhece a dominicana, “a vocação da religiosa de clausura num mosteiro é comparável ao coração do ser humano. Não o vemos, mas é vital. A vida de uma religiosa de clausura é igualmente vital para a Igreja. Ela lembra-nos que todos os cristãos são chamados à vida contemplativa”.

Oração e estudo

Para viver em união com Deus, Evelyn dedica-se não só à oração mas também ao estudo, o que alimenta a contemplação. O estudo também nos permite ultrapassar os obstáculos, muitas vezes decorrentes da ignorância, que dificultam o nosso progresso em direção a Deus. Trata-se assim de iluminar a inteligência com o Espírito Santo.

Nesse sentido, para explicar o significado desta vida de oração e trabalho longe do mundo, a Irmã Evelyn gosta de se comparar a uma sentinela que diz ao mundo: “Deus existe. Deus está aqui. A eternidade está aqui”. De fato, para a religiosa dominicana, entregar-se inteiramente a Cristo é também entregar-se inteiramente à humanidade.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora, rogai por nós!

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Por que o canto gregoriano é supremo?

Iluminura retratando São Gregório, por Taddeo Crivelli.


A música da Igreja é um sacramental, que foi tocado pelo Sangue de Cristo. Isto é particularmente verdadeiro em relação ao canto gregoriano, “que a Igreja Romana tem como próprio… e propõe aos fiéis cristãos como algo próprio deles também”.


Tradução: Equipe Christo Nihil Præponere

Quanto chorei de profunda comoção em vossa igreja, ao suave ressoar de vossos hinos e cânticos! Aquelas vozes me fluíam aos ouvidos, e a verdade se me derramava no coração, e se inflamava então o afeto da piedade, e as lágrimas corriam, e bem eu me sentia com elas 
(Santo Agostinho, Confissões, IX).

A sagrada liturgia expressa as verdades mais elevadas e sublimes não apenas de modo concreto, mas também artístico. O tipo de música requerido por ela é aquele que interpreta os pensamentos e sentimentos de Cristo e da Igreja em sua ação unificada. Ele deve ser um meio adequado para levar até o trono de Deus as orações dos fiéis católicos.

É quase impossível negar que a música sacra e os hinos litúrgicos são um meio poderoso de oração e treinamento da mente e do coração. Na tradição católica, sobriedade, gravidade e nobreza sempre caracterizaram a música sacra apresentada nos espaços sagrados.

Os diversos timbres musicais evocam nas pessoas emoções correspondentes. Existe uma relação misteriosa entre música e melodia e as mais profundas aspirações humanas. A música sacra nos instiga a sentir repugnância pelas coisas pecaminosas do mundo. A música e o canto enchem a alma de alegria e consolo. Segundo Cassiodoro:

[A música] afugenta a má tristeza com a alegria; mitiga os furores do orgulho; abranda a crueldade sangrenta; afugenta a preguiça e a languidez abatedora; concede aos que rezam salubérrima quietude [vigilantibus reddit saluberrimam quietem]; chama os viciados em amores torpes de volta à castidade; cura do tédio a mente avessa aos bons pensamentos; converte os ódios perniciosos em graças auxiliantes; e… por prazeres dulcíssimos expele as paixões da alma 
(Variarum II, Ep. 40: PL 69, 571).

De fato, isto sempre foi realidade ao longo da história. O herói de Homero encontrou alívio para as dores de um coração enfermo ao sentar-se debaixo de uma rocha elevada à beira-mar e entregar-se ao canto. Saul teve suas conturbadas paixões aplacadas, e sua tristeza, desconfiança e inveja dissipadas, pela música da harpa de Davi.

Em geral, os católicos não têm muita consciência do poder da música sacra e do fato de que a música da Igreja é um sacramental, que foi tocado pelo Sangue de Cristo. Isto é particularmente verdadeiro em relação ao canto gregoriano, “que a Igreja Romana tem como próprio — porque recebido da antiga tradição e mantido no decurso dos século sob a sua cuidadosa tutela — e propõe aos fiéis cristãos como algo próprio deles também” (Mediator Dei, 176).

Na verdade, diz a Mediator Dei, o canto “não só acrescenta decoro e solenidade à celebração dos divinos mistérios, antes contribui extremamente até para aumentar a fé e a piedade dos assistentes” (176). E “a multidão que assiste atentamente ao sacrifício do altar, no qual nosso Salvador, junto com os filhos remidos pelo seu sangue, canta o epitalâmio da sua imensa caridade, certamente não poderá calar, pois cantare amantis est: ‘cantar é próprio de quem ama’” (177).

O Pe. Fidelis Boeser, O.S.B., recém-falecido, chamou o canto gregoriano de “pulsação do Coração de Cristo”. Certamente, quando as palavras da liturgia sagrada, tão cheias de poder sacramental, são apresentadas a Deus Pai junto com a fragrância dos cantos sacramentais, honramos ainda mais a majestade do Senhor. Não estamos aqui na terra para conhecer, amar e servir a Deus, celebrando-o por meio do culto oficial da Igreja, tal como ela nos instruiu em sua sabedoria? 

 
“São Gregório Magno”, por José de Ribera.

O canto gregoriano abarca as tradições musicais da sinagoga e da Igreja. É a forma romana do antigo cantochão, que se distingue de outros cantos litúrgicos, como o ambrosiano, o galicano e o moçárabe. Historicamente, o canto gregoriano suplantou gradualmente esses outros cantos entre os séculos VIII e XI.

É chamado de gregoriano por causa de São Gregório Magno, que ocupou a cátedra de São Pedro de 590 a 604. Segundo a tradição, foi ele quem elaborou o arranjo final para essas melodias e determinou que elas fossem aperfeiçoadas e publicadas. Aquilo que se tornou o antifonário gregoriano gradualmente se espalhou de Roma para todo o mundo católico.

Conta-se que foi Gregório Magno quem descobriu a oitava como sucessão naturalmente perfeita dos sons e distinguiu as diversas notas por meio de letras. Ele também acrescentou muitos novos cantos às belas harmonias que desde então receberam o nome de “gregorianas”.

A ideia atual da pauta com quatro linhas e claves móveis parece ter surgido muito mais tarde e é atribuída ao monge beneditino Guido d’Arezzo, que viveu no século XI. Conta-se também que foi ele quem nomeou as primeiras seis notas da oitava. Originalmente, a nota “dó” era chamada de “ut”, e os seis nomes (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) foram tirados do hino das Vésperas da festa de São João Batista:

Ut queant laxis resonáre fibris
mira gestórum fámuli tuórum,
solve pollúti lábii reátum,
sancte Ioánnes.

O canto gregoriano é essencialmente diatônico, isto é, as melodias são formadas a partir dos tons da escala diatônica, sem qualquer relação preconcebida com um acompanhamento harmônico. As melodias são cantadas em uníssono, sem nenhuma medida fixa de tempo, mas de acordo com o ritmo da língua falada.

Já se disse muito bem que, por meio da música e da poesia sublimes de sua liturgia, a Igreja contribuiu para a conversão das nações com a mesma eficácia que tinha a sua pregação. Conta-se que Santo Agostinho [da Cantuária] e seus 49 monges encantaram os nativos na Grã-Bretanha com seus cantos gregorianos. São Bonifácio o utilizou para abrandar os costumes selvagens das tribos pagãs germânicas. Carlos Magno favoreceu sua expansão por todo o Império Franco e, em união com os Pontífices Romanos, utilizou-o como um dos mais poderosos instrumentos para civilizar seus vastos territórios.

Por essa razão, não surpreende o fato de Pio X, em seu Motu Proprio [Tra le sollecitudini] de 22 de novembro de 1903, ter determinado a restauração universal da autêntica melodia gregoriana como o único canto da Igreja Romana, descrevendo-o como “o modelo supremo da música sacra” (que é o mesmo que música litúrgica) por conter em grau mais elevado as qualidades características da música sacra: verdadeira arte e santidade.

Portanto, dado o caráter supremo de sua natureza e sua capacidade artística, o canto gregoriano é completamente indispensável na celebração da liturgia solene, já que é parte integral da liturgia romana. Tanto é assim que, se não houver canto, a Missa cantada não pode ser celebrada de forma adequada. Tal é a relação entre a liturgia da Igreja e a música empregada por ela, como têm estabelecido ao longo dos séculos as diretivas do Vaticano.

Embora não escutemos o canto gregoriano em todos os lugares atualmente, ele está claramente retornando em algumas paróquias graças a uma renovada apreciação de sua capacidade artística e propensão — uma tendência e habilidade naturais — a atingir as profundezas da alma dos que têm a graça de escutá-lo ao vivo no contexto e no drama dos ritos sagrados, o culto oficial da Igreja.

O fato de um período caótico e mal educado não conseguir entender com clareza estas simples verdades não muda o fato de que o canto gregoriano reina supremo e está retornando com intensidade. Nas palavras de G. K. Chesterton: “Os planos mais ambiciosos para o futuro invocam a autoridade do passado”. O mundo é velho, mas a Igreja (tal como o canto gregoriano) — sempre antiga e sempre nova — é jovem.

Finalmente, é útil incluir aqui o verbete sobre canto gregoriano presente no Catecismo Católico Popular, de Francisco Spirago, um recurso bastante conhecido e confiável:

É provável que o santo pontífice [Gregório Magno] tenha se ocupado dele em virtude de uma inspiração ou de uma revelação divina: é por isso que é sempre representado com uma pomba junto do ouvido. Este canto é de uma gravidade sobrenatural, de uma tranquilidade sacra, de uma majestosa sublimidade; é isento de todos os movimentos apaixonados ou estrondosos e não procura os efeitos; distingue-se assim do canto das ruas, dos concertos, dos teatros e dos divertimentos públicos. 
É como a linguagem do outro mundo mais elevado, é o verdadeiro canto da oração. 
No cantochão olha-se antes de mais nada para as palavras do texto, que se percebem muito distintamente; a bela e modesta melodia só se nota em segundo lugar. 
Mas este canto não é ligado pelo ritmo nem pela medida, e é precisamente esta independência que cativa o homem, como a torrente da eloquência lhe arrasta o coração. 
O canto gregoriano é invariável como a liturgia, e conserva-se por toda a parte e sempre o mesmo; é assim que ele responde melhor à essência e às qualidades da nossa Igreja, à sua unidade e universalidade. 
‘Os cristãos piedosos preferem este canto a qualquer outro, porque ele eleva os corações à devoção e à piedade’ 
(Bento XIV).


Nossa Senhora Rainha dos Anjos, rogai por nós!

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

O perfil das novas vocações à Vida Religiosa Consagrada

Antoine Mekary | ALETEIA


Quais são as características das novas vocações à Vida Religiosa? 
Como organizar um percurso formativo que seja atualizado?

Nos últimos anos, lemos em vários artigos e livros que estudam sobre a Vida Religiosa Consagrada um mantra que se repete: estamos vivendo em um contexto social diferente, em uma mudança de época, marcada pelo frenesi da novidade e por processos intersubjetivos fragmentados. Além de uma leitura evidente da realidade, este é o contexto sociocultural no qual “nascem” as novas vocações, aqueles homens e mulheres que, depois do caminho formativo inicial, continuarão o anúncio evangélico através dos diversos carismas que estão na base das várias Congregações Religiosas.

A formação à Vida Religiosa Consagrada é um assunto muito pesquisado, mas não deve ser considerado esgotado. Em termos gerais, temos a firme convicção de que o presente e o futuro de nossa missão, dependem da formação que oferecemos às novas vocações. De fato, a formação é a chave que abre as portas para uma vida e uma missão significativas em nossas Congregações. Sem contextos formativos adequados que correspondam às necessidades atuais, o risco de nos repetir, parar e perder o senso de quem somos e o que fazemos é mais do que apenas uma hipótese de pesquisa.

Mas, quais são as características das novas vocações à Vida Religiosa? Como organizar um percurso formativo que seja atualizado? Com o objetivo de dar algumas indicações práticas a estas perguntas, com o apoio da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB – núcleo Paraná), desenvolvemos uma pesquisa empírica na qual foram convidados a participar formandos e formadores de diversos contextos formativos. Participaram da nossa pesquisa 138 formandos e 27 formadores, de todo o ciclo da formação inicial, do postulantado ao juniorato, daqueles que haviam apenas entrado na formação inicial até aqueles formandos que estavam prestes a entrar na formação permanente. Isso nos permitiu compreender e analisar as principais mudanças formativas que ocorrem no arco da formação inicial.

Ao longo de dois anos, foram feitas publicações comunicando os resultados, dos quais consideraremos quatro pontos de reflexão (Sanagiotto, 2022):

(a) a análise sociodemográficas de onde “nascem” as vocações (Sanagiotto, 2020): as vocações que batem as portas dos nossos conventos/seminários são jovens/adultos (64% com até 21 anos de idade), porém a média de idade cresce gradativamente, sendo que nos contextos formativos temos a presença de vocações com significativa diferença de idade e etapas do desenvolvimento humano;

(b) o estudo do perfil psicológico das novas vocações (Sanagiotto & Crea, 2021): de maneira geral, os formandos se descrevem com um olhar positivo sobre si mesmos, poderíamos dizer, com um forte idealismo. Isso pode representar um ponto de fraqueza, no sentido da falta de um conhecimento integral de si mesmo, principalmente que faça referência à realidade. Pode, também, ser considerado como um ponto forte, no qual tal idealismo poderá ser usado como um recurso formativo motivacional;

(c) a importância da formação a maturidade afetiva (Sanagiotto & Pacciolla, 2020): no que diz respeito a afetividade, os formandos dizem que aceitam o celibato com naturalidade e se consideram sexualmente equilibrados. Quando perguntamos sobre os aspectos relacionais da afetividade, uma grande porcentagem encontra algum tipo de dificuldade. Uma análise mais aprofundada do argumento nos indicou que falar sobre afetividade e sexualidade não é algo que flui naturalmente nos contextos formativos, realidade essa que contribui para uma autopercepção inflada, porque, se tudo está bem, então não precisamos nos deter nesse assunto

(d) a proposta de um itinerário para o discernimento vocacional (Crea & Sanagiotto, 2022): diante dos resultados da nossa pesquisa, nos perguntamos como discernir a caminhada vocacional das novas gerações. 
O discernimento vocacional foi estudado em três perspectivas: 
a) o interesse do formador pela caminhada vocacional dos formandos; 
b) a clareza dos critérios que orientam o discernimento vocacional; 
c) a capacidade de tomar decisões sobre a caminhada vocacional dos formandos.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
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