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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Bispo brasileiro põe os pingos nos is quanto à guerra de ódio anticristão no Brasil






"Não é qualquer porcaria que é arte. 
Quando o homem é a sua própria medida, tudo é permitido. 
Mas existe solução"

Dom Henrique Soares, bispo de Palmares, PE, responde com clareza, firmeza e argumentação concreta às ideologias raivosas que querem se impor como “libertadoras da sociedade”, mas que, na prática, manipulam e tergiversam a linguagem e o próprio conceito de “censura” a fim de atacar e calar os pontos de vista contrários, em particular os cristãos.
Algumas de suas considerações:

Arte e hipocrisia

“A arte não é uma realidade absoluta. Arte é arte seguindo alguns critérios. Existem cânones. A beleza nasce de uma harmonia intrínseca nas coisas. Não é qualquer porcaria, desculpem a expressão, não é qualquer comportamento pervertido e perversor que se pode chamar de arte”.
“Falam em liberdade de expressão, censura, misturam um bocado de coisas. A arte deve exprimir o que é mais inexprimível no ser humano: a sede do bem, da verdade, do infinito. A arte deve transmitir, na música, na pintura, na literatura, as grandes saudades, as grandes questões humanas. Nesse sentido, ela é arte de verdade quando exprime o bem. Porque existe uma contra-arte. Vamos supor uma ‘arte’ para difundir o nazismo, o racismo; uma mostra de fotografia sobre a ‘decadência’ e ‘inferioridade’ dos negros. Isso é arte? Isso é liberdade de expressão. Isso tem técnica. Mas isso pode ser considerado arte? Pode ser veiculado no país? O artista deve ter direito de se exprimir, mas a liberdade do artista não é absoluta”.
“A liberdade, a Constituição garante. Mas ela também garante o direito dos outros de terem as suas convicções, crenças, valores respeitados. Quando alguém pega uma imitação de hóstia, não é uma coisa qualquer: é um significante que aponta para um significado. Se eu pego uma fotografia da sua mãe, ou da mãe do artista, e faço uma montagem que a denigre, isso é crime. Não adiantam subterfúgios”.

Censura e manipulação

“É interessante que alguns que criticam a ‘censura’ queriam muito censurar biografias. São hipócritas. Há uma dupla medida. Deus me livre de o Brasil ter censura. Agora, Deus me livre de ver o meu país com uma minoria anticristã, uma minoria que odeia a sociedade, a cultura judaico-cristã, que vai minando tudo que é conceito de família, religião, valores, moral. Deus me livre de ver esses grupinhos quererem se impor à sociedade”.
“Não é censura. Queremos uma sociedade plural, mas na qual todos sejam respeitados. E o respeito que eu mereço exige o respeito que eu dou ao outro. Nós não aceitaremos agressões aos valores, à cultura e à fé cristã”.
“Nunca queiram censura. Censura é péssima. A gente vive numa sociedade democrática. Agora, não deixem nunca que denigram a nossa fé. Denegriu, grite. Se alguma empresa financiou, boicote. Isso é democracia”.
“Às vezes, programas de grandes emissoras chamam, para dar opinião, gente de um lado só. Porque são emissoras que estão com uma ideologia de gênero, contra a família, contra valores cristãos e passam isso em novelas, em programas que parecem ‘cultos’, mas são pura picaretagem intelectual”.

As ideologias e a resposta da família

“Quando o homem é a sua própria medida, tudo é permitido. Ele não tem mais critérios absolutos”.
“Existe uma onda muito forte de cristofobia. Ódio a Cristo e à Igreja. Ódio irracional e injusto”.
“A ideologia de gênero tem destruído na alma a juventude, a infância, valores da família. Não é questão de puritanismo, é de bom senso”.
“Essa sociedade se salva com famílias”.
“Não se cria filho à toa. O primeiro educador do seu filho é você. Acompanhe de perto o que o seu filho está aprendendo. E se a escola ensinar aberrações, os pais se organizem e gritem: ministério público, justiça, pressão na sociedade. Existem técnicos, nas instância do governo, que são totalmente dominados por essa ideologia anticristã, que quer destruir a nossa sociedade cristã. Não permitiremos que eles imponham a sua agenda miserável”.
O vídeo vai direto aos pontos quentes e merece ser visto e discutido em família, porque gera um debate imprescindível em nossos tempos de ódio disfarçado de “liberdade”:




Nossa Senhora Puríssima, rogai por nós!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

domingo, 15 de outubro de 2017

RESPOSTA: Minha filha tem 11 anos ela pode se batizar na Igreja Católica?

Ave Maria!!

Minha filha tem 11 anos ela pode se batizar na ingreja católica ela vai fazer 12 anos em fevereiro

Se ela não foi ainda batizada, pode!

Qualquer pessoa, de qualquer idade, que não tenha recebido o Sacramento do Batismo (não seja batizada) e que queira, pode ser batizado na Igreja Católica. 

Procure a Igreja mais próxima da sua casa e informe-se sobre a Catequese para a Primeira Comunhão e inscreva a sua filha.
A Catequese dura, em média, 1 ano e começa no início de cada ano (fevereiro-março).
Quando terminar a Catequese sua filha receberá os dois Sacramentos: Batismo e Primeira Comunhão!
 
Procedimentos para o Batismo:

1) a pessoa ou os pais (no caso de criança) querer;
2) a partir de uma certa idade (idade da razão) será preciso participar da catequese.
3) os padrinhos terem mais de 16 anos, serem católicos crismados e viverem conforme a fé da Igreja;
4) os padrinhos precisam fazer um curso de batismo.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

sábado, 14 de outubro de 2017

A Virgem Maria sentiu dor durante o nascimento do Senhor, sendo ela imaculada?


Uma resposta curta, clara e bem fundamentada na doutrina católica

“Tu, que acolheste a palavra de Gabriel e, diante de uma natureza extasiada, geraste teu próprio Criador e permaneceste virgem antes e depois do parto, tem piedade de nós pecadores”: esta antífona mariana repete o que o dogma da Imaculada Conceição havia selado.


Como a virgindade de Maria permaneceu, mesmo após o nascimento de Jesus, é um mistério que só pode ser esclarecido à luz da fé.




Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Mulheres empoderadas dizem que o poder vem dos fios brancos




postado em 10/09/2017 08:00 / atualizado em 10/09/2017 11:37 
Amanda Carvalho - Especial para o Correio
Assumir os fios brancos, além de dedicação, exige um bom relacionamento consigo mesmo e coragem para a aceitação. Cada dia, a moda dos grisalhos ganha mais adeptos — muitas vezes, um desafio para as mulheres, que, aos poucos, se livram das tintas e do culto à eterna juventude. A tarefa não é fácil, mas dar esse passo pode mudar não só uma imagem vista no espelho, mas, sobretudo, a forma como a vida é vivida, com mais leveza.

Levantamento da FSBPesquisa, encomendado pela Avon, constatou que 14,4% das mulheres acima dos 45 anos já adotam o estilo platinado nos cabelos. E mais: 61,1% gostam da ideia de assumir os brancos. Para essa parcela de entrevistadas, mais que uma simples rebeldia aos padrões de beleza, esse é um sinal de atitude.

Por todos os lugares, é possível observar que o estilo é bem-vindo. Na internet, blogueiras americanas se reuniram para ajudar mulheres que, assim como elas, desejam passar pela revolução grisalha — nome dado ao site em inglês, Revolution Gray. Lá, é possível encontrar imagens e a história de transição de cada uma das quatro participantes que adotaram os fios brancos antes dos 50. A página traz ainda dicas, compartilha experiências tocantes e dá informações para pessoas que estão passando pelo mesmo processo.

Nas telas, várias atrizes destacam a beleza do cabelo grisalho. Recentemente, Sophie Fontanel, escritora e jornalista francesa especializada em moda, usou o tema como inspiração para lançar sua mais recente obra. No livro Une apparition, sem tradução para o português, relata a experiência de dar adeus às tinturas e os aceitar os fios naturalmente brancos — processo também compartilhado, em todas as etapas, com os mais de 100 mil seguidores nas redes sociais.

A tendência de assumir os fios brancos chegou à Europa, originária dos Estados Unidos, e se popularizou há alguns anos. Mulheres de 30, 40, 50 anos ou mais idade passaram a expressar, por meio dos cabelos, que estavam fartas de se submeter a pinturas regulares e a sofrer com os produtos químicos. Cabeleireiros e profissionais da área aproveitam a fase para propor soluções inovadoras durante o período de transição e para atenuar o efeito bicolor. Enquanto isso, aumenta a procura por produtos que evitam o tom amarelado nos fios grisalhos.

Por aqui, as brasileiras também lutam pela aceitação e pelo empoderamento dessa revolução. “Assumir essas mudanças significa aumentar a autoestima. As mulheres começam a entender que é possível viver com os cabelos brancos e, mesmo assim, continuarem jovens, saudáveis, interessantes e, acima de tudo, belas”, ressalta Amsha Carvalho, psicóloga parceira do Hospital Anchieta.

Quem ouve um pouco da história da funcionária pública Cristina Oliveira, 53 anos, entende que, para ela, a transição do cabelo castanho-escuro para o grisalho veio de forma bastante natural. Ela conta que um dia, quando passava a escova nas madeixas, notou alguns fios brancos. “Descobri que já tinha uma mecha bem grisalha. E achei o máximo! A partir daí, só arrumava o cabelo de uma forma que ela pudesse ficar bem exposta.”


Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press
Apesar da pressão da família e do próprio cabeleireiro em esconder a tal mecha, Cristina não se deixou abalar e bancou a decisão: mudou de salão e tratou com naturalidade as opiniões dos parentes. “Nunca pintei o cabelo. Sempre fui bem resolvida comigo mesma e tive muita convicção do que queria. Aceitar os grisalhos não foi nada”, afirma. Desde que começaram a aparecer, há oito anos, os cabelos brancos foram encarados pela servidora pública como um acúmulo de beleza e de experiência adquiridas. “Liberdade. Para mim, é essa a palavra que descreve a aceitação. Sempre me olhei no espelho e gostei do que vi. Para as pessoas, como notavam os fios aparecendo aos poucos, creio que esse processo também foi bem natural.”

As mudanças nos valores e na moda, segundo Cristina, contribuíram muito para que tudo fosse percebido de forma simples. Ao ser parada na rua diversas vezes e questionada sobre o que havia feito nos cabelos, ela apenas achava graça e recomendava que as pessoas deixassem de ter medo e aceitassem algo que achavam bonito. “Muita gente que me conhece acabou me seguindo. Hoje, vejo que várias amigas também estão se desprendendo da tinta. Acho isso incrível. Quero que todos se encontrem de alguma forma e se sintam maravilhosamente bem, assim como eu”, diz. Ela garante que, depois de passar por todo o processo, conta com a aceitação da família e dos amigos.

Recomeçando do grisalho 

O ano de 2016 foi um tempo de crescimento não só para os cabelos, mas também para a própria vida de Ana Flávia Coelho, 54 anos. Após passar pelo tratamento de um segundo câncer, a empresária, que perdeu os fios por conta da quimioterapia, teve a oportunidade de ressignificar a moldura que, como ela define, cobre nossas cabeças. “Quando perdi os cabelos, passei por um momento de muita meditação. Tentei usar peruca, lenço, mas nada me deixava confortável. Não me sentia eu. Comecei a aceitar minha careca como uma declaração pública de não estar nem aí para o que os outros pensavam. Era como uma nudez madura”, conta. Quando as primeiras pontinhas de cabelo começaram a aparecer, após alguns meses, Ana se sentiu à vontade para entender o novo “presente” recebido pelo corpo — os fios brancos.


Carlos Vieira/CB/D.A Press
Desde os 14 anos, ela já tinha uma mecha alva entre os fios pretos. Com o tempo, esses fios foram aumentando e, já em 2015, grande parte do cabelo da empresária estava grisalho, mas escondido pelas tinturas. “Acompanhar o nascimento desses branquinhos depois de eu ter ficado careca foi como a continuidade de um processo de renovação e crescimento. Decidi não pintar. Não pelos produtos químicos. Era uma oportunidade de reeditar minha imagem no espelho”, justifica.

O fato de, durante boa parte da vida, levar consigo a mecha branca, acredita Ana Flávia, não altera o susto de ter que lidar com os cabelos agora grisalhos. “Tive que reavaliar a figura que eu via no espelho e passei por um processo de compreensão para aceitar essa nova fase pela qual estou passando.”

Apesar de arredios no início, Ana Flávia teve o apoio do marido e dos filhos na escolha de deixar as tinturas de lado. “Acho que eles curtem porque sabem que é algo que me faz bem. Não me sinto feia, não me sinto menos. Pelo contrário. Gosto do que vejo. Meu cabelo não me mudou nem faz nenhuma diferença em mim”, acredita. Essa nova marca, para ela, é uma oportunidade de apenas ajustar o cabelo para que ele fique de acordo com o espírito. “O grisalho aparece para nos mostrar que estamos longe de sermos velhinhas só porque temos o cabelo branco. É uma nova forma de enxergar a vida.”

O mais novo desafio da empresária é lidar com a rebeldia dos fios. “Eu me sinto como uma adolescente pegando o jeito para arrumá-los”, brinca. É preciso hidratar, cuidar e prevenir o amarelamento. “Vejo muita gente que se abandona só porque tem cabelos brancos. Isso não pode ser sinal de desistência.”

Passando pela transformação

Abandonar a tintura requer dedicação. Depois do preparo psicológico para abraçar essa nova fase, um dos grandes desafios em assumir os cabelos grisalhos é se segurar para não cobri-los, uma vez que o crescimento não é homogêneo e ocorre aos poucos — normalmente, começa a partir das laterais em direção ao centro e ao topo da cabeça. Para o hairstylist especialista em cabelos grisalhos Gustavo Alves, aceitar os fios brancos é valorizar a beleza de cada fase da vida e trazer a individualidade de volta ao foco, sem se importar com certas opiniões. “É preciso entender que os cabelos brancos são tão lindos e modernos quanto os coloridos”, ressalta.


Antonio Cunha/CB/D.A Press
Não é porque estão descoloridos que os fios merecem ser esquecidos. Por serem muito claros e terem uma textura mais porosa, eles precisam de cuidados específicos e tratamentos periódicos, que podem ser feitos tanto em salões de beleza quanto em casa. Especialistas indicam o uso de xampus sem conservantes químicos e condicionadores livres de petrolato. As madeixas devem ser hidratadas semanalmente ou a cada 20 dias — neste caso, de forma mais profunda. “Como os fios brancos são mais ressecados e têm menos elasticidade e brilho do que os mais jovens, para o dia a dia sugerimos o uso de protetor solar para cabelo, que evita o aspecto amarelado”, recomenda o hairstylist.

Quando a aplicação de tinta é suspensa, algumas opções são apostar nos cortes para diminuir a impressão de duas cores, utilizar acessórios, como faixas ou lenços, ou optar pelo tom platinado. Assim, podem ser feitos procedimentos em que a madeixa escura é transformada em branco perolado, por meio de tintura específica. Depois que o branco fica homogêneo em grande parte dos fios, um corte remove a química perolada e deixa o cabelo todo natural.

O cabeleireiro Renato Neves explica que, apesar de o cabelo grisalho ser mais resistente, com um fio mais grosso e aparentemente rebelde, quando tratado de forma adequada, não resseca ou desenvolve pontas duplas. “Os cuidados são os mesmos que recomendaríamos para qualquer mudança grande na cabeleira. Cada tipo de fio exige uma atenção diferente. É necessário consultar um especialista para entender como cuidar de forma adequada.”

Se não fosse pelos reflexos para disfarçar a diferença de tonalidade, Maria de Oliveira, 61 anos, não teria passado de forma tão tranquila pelo processo de transição para o grisalho. Quando começou a ter os primeiros fios brancos, aos 50, a aposentada tratou logo de escondê-los. Com o tempo, a rotina de cuidados foi ficando cada vez mais difícil: era necessário retocar a raiz a cada 10 dias. Depois de várias tentativas com novas formas de pentear as madeixas, e até mesmo o uso de lápis que prometia esconder a raiz, ela optou por assumir a mudança do visual. “Não foi fácil. Meu cabeleireiro recomendou que eu fizesse os reflexos para que não ficasse com aquele sinal de desleixo. Acho que foi isso que ajudou”, conta.

Na família de Maria, o susto foi grande. “Muitos falam que eu fico envelhecida e não aceitam. Apesar de não ter tanto apoio, eu me sinto bem.” Agora, sem pintar o cabelo há seis meses, a aposentada gosta da imagem que vê e afirma que seu único erro foi ter começado a aplicar as tinturas há alguns anos. Mãe de três filhos e avó de três netos, a mais nova grisalha garante que a aceitação é tudo. “Não adianta começar o processo se não estamos preparadas. É preciso não sofrer com a própria imagem”, diz.

Com muito bom humor, a aposentada leva os cabelos brancos como uma realidade feliz, que precisa ser encarada. Medo de envelhecer? De maneira alguma. Para Maria, medo seria ficar presa aos padrões de beleza cobrados quando se é diferente. “Costumo comparar os branquinhos com as rugas: ou você assume ou fica se modificando o tempo todo. Acho que isso nos causa tristeza. Precisamos aceitar o envelhecimento e ocupar nosso tempo com coisas que nos deixam felizes.”

terça-feira, 10 de outubro de 2017

RESPOSTA: Quem não é Crismado não pode ser Padrinho!

Ave Maria!!

Não sou crismada
Fui convidada pra ser madrinha de crisma
Será q posso??

Não! 

O padrinho/madrinha deve cuidar que o confirmado seja uma verdadeira testemunha de Cristo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes a esse sacramento (Can 892).

O ideal é que seja o mesmo do Sacramento do Batismo. (Can 893).

O padrinho ou madrinha deve ser: (Can 893 e 874)

a) católico confirmado (crismado),

b) maior de 16 anos,

c) já tenha recebido o Sacramento da Eucaristia

d) leve uma vida de acordo com a fé (católica) e o encargo que vá assumir,
 
Não podem ser padrinhos pessoas de outras religiões ou filosofias de vida, amasiados (união estável), divorciados, casados somente no civil ou em uma igreja de outra religião ou pessoas que não tenham uma conduta cristã condizente. 

e) não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada,

f) não seja pai ou mãe do confirmado (nem namorado, nem noivo);

g) ser solteiro ou casado na Igreja Católica;

h) deve ser um padrinho ou uma madrinha (homem ou mulher)

No caso do padrinho/madrinha não poder comparecer a celebração, o ausente pode delegar a sua presença, para isso basta estar informado do sacramento do crisma, dar o seu consentimento e concordar em que alguém o represente. O melhor é enviar o consentimento por escrito, mencionando o nome da pessoa que o representará, e o documento deverá ser apresentado ao sacerdote quando se marcar a cerimônia.

O ausente será o padrinho real e será dele o nome inscrito no registro; é ele ou ela quem assume a responsabilidade pelo afilhado(a).
 

CONSELHO: O que pode acontecer é você fazer o curso de Catequese para Adultos (Crisma para Adultos) e receber o Sacramento do Crisma antes da pessoa que quer que você seja a madrinha/padrinho. 

Fonte: Código de Direito Canônico

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Introdução à Teologia do Corpo – Parte 1: O pecado reprime o homem







A unidade e a inocência originais na vida humana logo após a Criação; o Pecado Original e suas consequências, antevendo o chamado redentor de Cristo

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Nestes primeiros artigos, serão desenvolvidas as questões referentes à unidade e à inocência originais na vida humana logo após a Criação; o Pecado Original; e as consequências deste, antevendo o chamado redentor de Cristo a todos nós.

Pecar é perder a si mesmo

O Pecado Original reprimiu o ser humano verdadeiro – represou, no ser humano, a sua verdade. Isto quer dizer que, pela hereditariedade do Pecado, nós ganhamos uma estrutura pessoal em que nossa verdade está distante de nosso ser, afastada de nossas consciências. No entanto, esta, precisamente por ser a verdade, não se perde nunca, e permanece pedindo para irromper em nossas vidas, no seio da histórica artificialidade da humanidade.
Os pecados atuais, mortais ou veniais, mantêm-nos reprimidos, isto é, desintegrados, distantes de Deus e de nós mesmos. Motivo este pelo qual vive-se, com tamanha frequência, com um enorme senso de vazio e de frustração, enquanto, estranhamente, vive-se todas as promessas de felicidade do mundo. A pessoa se pergunta: mas o que há de errado comigo? A resposta é: você está depositando sua esperança em um mundo cuja substância própria é a perda da esperança. É como querer curar uma ferida num espinho – o mesmo que a gerou. A incredulidade e a desesperança são a própria matéria da qual é feita o mundo, e é neste que você, pela insensatez e desorientação geradas pelo Pecado, está depositando as suas expectativas de alegria e de paz. Sem perceber, você está apostando no pecado como projeto de vida, como se aí fosse encontrá-la. Mas, como poderia ser projeto de vida aquilo que, precisamente, retira a mesma de nós?
Está aí a tragédia do mundo humano pós-Pecado Original: o sentido é buscado comumente naquilo que o elimina; investe-se a vida, logo, naquilo que a transforma em morte. E depois, ainda, não se consegue entender o que está se passando! Não poderia ser diferente, pois: o cego não pode enxergar. Como cobrar do cego que não se dirija novamente ao precipício? É preciso que, antes, o Evangelho e o encontro com a pessoa de Cristo lhe restitua a visão.
Por quê, aqui, relaciona-se “repressão” com “desintegração”? É que, se estamos inteiros, de fato, então estamos com Deus, que inteiros nos criou. Mas, após o Pecado, Adão esconde-se e foge de Deus, temendo-O: por hereditariedade, assim também nós temos a tendência de fazer. Para escondermo-nos de Deus, desintegramo-nos, dividindo a nossa essência em pedaços, e pressionando a boa parte destes para a inconsciência, de modo a deixarmos de ver, interiormente, a imagem e semelhança de Deus em nós mesmos. O que tentamos fazer é escondê-Lo em nós, com a trágica esperança de que assim Ele também não nos veja. É assim que nós, em plena luz do dia, estamos como Adão, escondendo-nos de Deus em um arbusto – como se qualquer arbusto ou montanha, por maior que fosse, pudesse esconder algo ou alguém de Deus. Culpados do Pecado, feridos por esta culpa, nós não queremos olhar para a integridade de nós mesmos e reconhecer a nossa miséria. A culpa pelo pecado e o orgulho estão lado a lado: numa mão, a repressão (da culpa), noutra, a resistência que a sustenta. O homem se entristece e se enfraquece com o pecado, mas luta para não deixá-lo, temendo as consequências de um retorno humilde ao Criador. Adão ouve a voz de Deus no jardim e tem medo. Afinal, não é este o medo que tantos têm, quando a voz de Deus começa a ressoar forte demais no interior? Esse é o medo comum de todos que ainda não se desmontaram diante de Deus, para que Ele possa, com sua graça, devolver a sua integridade e a sua dignidade.
A vida humana que resiste à graça de Deus, assemelha-se a de crianças de colo, em tudo dependentes dos seus pais, que – após fazerem uma primeira besteira – resolvessem fingir que são adultas e que vivem sozinhas em suas casas, ignorando a existência dos seus genitores e responsáveis, e fugindo deles de um cômodo a outro. Ainda obteriam da parte deles o seu sustento básico, pois os pais não deixariam seus filhos morrerem: mas não poderiam desenvolver as suas vidas até a sua plenitude, na medida em que negariam a educação, a orientação e o apoio dos pais, todo o sustento espiritual da filiação que poderia lhes dar vida plena e a liberdade. Após o Pecado Original, e cada pecado atual, o ser humano perde a si mesmo porque perde a comunhão com Deus, seu Criador e Sustentador. Mas, em vez de se reconhecer criança de colo, e olhar para o Pai que está de braços abertos e estendidos, pedindo ajuda a Ele para superar sua fraqueza, vira a cara, fingindo-se adulto, por medo de ser punido, e pela rigidez do orgulho.
Com a encarnação de Cristo, iniciou-se na História o chamado definitivo, que havia sido antecipado desde o início dos tempos, e desde a Antiga Aliança com Abraão, para que todos (os que quiserem) possam reencontrar o Pastor e retornar à Casa, retomando, pela Cruz, o acesso à árvore do centro do jardim, com o batismo, a absolvição dos pecados, e o Pão da Vida.

sábado, 7 de outubro de 2017

A Coroa das Sete Alegrias da Virgem Maria


Muitas pessoas conhecem apenas as dores de Nossa Senhora. 
Mas e suas alegrias? 

A Coroa das Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria, também chamada de Rosário Franciscano, surge no início do século XV, na Itália, na época de São Bernardino de Sena (1380-1444). 
Nessa oração, os franciscanos recordam as alegrias de Nossa Senhora.

Segundo uma antiga tradição, antes de sua Assunção aos Céus, Maria Santíssima viveu 72 anos na Terra. Por isso, na Coroa das Sete Alegrias rezamos duas “Ave-Marias” antes das sete dezenas, para completar uma “Ave-Maria” para cada ano de vida de nossa Mãe, Maria Santíssima.

Oferecimento:

Ó piedosíssima Virgem Maria, purificai nossos lábios e nossos corações, para que possamos, dignamente, recitar a coroa de vossas alegrias. Nós vo-la oferecemos, para gloriar-vos, para implorar vosso auxílio, pelas necessidades da Igreja e de nosso País para satisfazer em tudo, a justiça divina. Nós nos unimos a todas as intenções do Sagrado Coração de Jesus e do vosso Coração Imaculado.

Em seguida, rezamos: o “Creio”; 1 “Pai-nosso”; e 2 “Ave-Marias”.

A primeira alegria de Maria: a Anunciação do Arcanjo São Gabriel

Saudamos-te como o Anjo Gabriel: “Ave Maria, cheia de graça o Senhor está contigo…” (Lc 1, 28). E logo te disse: “Conceberás em teu seio e darás a luz um filho a quem porás o nome Jesus” (Lc 1, 31). Após ouvir a explicação do Anjo, tu te colocaste à disposição do Senhor: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo vossa palavra” (Lc 1, 38).

“Assim nos mostraste o caminho a seguir: Aceitar a nossa vida como Deus nos apresenta cada dia, vivendo com amor tanto as alegrias como as dificuldades. Como fez São Francisco quando aceita docilmente sua missão, respondendo com todo seu ser ao chamamento de Jesus”.

Após, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A segunda alegria da Virgem Maria: a Visitação a Santa Isabel

Ó Santíssima Virgem, recordamos contigo quando em Judá, foste à casa de Zacarias e saudaste sua prima Isabel (cf. Lc 1, 39-56). Ao ouvir-te, ela ficou cheia do Espírito Santo, e o menino saltou no seu ventre. Recebemos-te como o fez Santa Isabel: “Bendita sois vós, entre todas as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre Jesus” (cf. Lc 1, 42). Rogamos-te que venhas sempre nos visitar, para nos trazeres Jesus Cristo e seu Santo Espírito, como fez São Francisco, que te nomeou Advogada da família franciscana e, assim, realizar vossa missão de tutora, vos pedimos, rogai por nós.

Depois, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A terceira alegria de Nossa Senhora: o Natal do Menino Jesus em Belém

Contigo, Maria, e com São José, alegramo-nos por este presente que nos destes, nesta noite de paz e amor. Com a multidão do exército celeste, digamos: “Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade” (Lc 2, 14). E, como Francisco, revivamos a maravilhosa cena do nascimento do Menino Jesus e enchamos nosso coração de alegria e de amor.

Em seguida, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A quarta alegria de Maria Santíssima: a adoração dos três Reis Magos

Vemos com alegria que os três sábios do Oriente acreditam e, com humildade, adoram o Menino Deus, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra, como homenagem e reconhecimento (cf. Mt 2, 11). Nós, junto aos Magos do Oriente, queremos adorar vosso Filho divino, e render-lhe homenagem com nossas orações. Como Francisco, queremos estar alegres, jubilosos e adorar Deus, que se fez carne e habitou entre nós! (cf. Jo 1, 14).

Após, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A quinta alegria da Mãe de Deus: Maria e José encontram Jesus no Templo

Que alegria sentimos contigo ao encontrar Jesus e poder abraçá-Lo, como vós O encontrastes no Templo de Jerusalém! (cf. Lc 2, 41-52). Queremos repetir, como São Francisco que, com grande alegria, dizia: “é isto mesmo que eu buscava, é isto o que deseja meu Coração”. Ó Maria Santíssima, quando nos sentirmos perdidos, longe de Jesus, ajudai-nos a encontrá-Lo dentro de nós e em toda a criação, como refletia São Francisco no Cântico das Criaturas.

Depois, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A sexta alegria da Santíssima Virgem: Maria vê a Jesus Ressuscitado

Ó Virgem Maria, contigo nos alegramos por Jesus Cristo ressuscitado, luz “que ilumina a todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9), Aquele que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6). Como São Francisco, queremos encher-nos de amor por vosso Filho e sempre dizer: “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20, 28). “Meu Deus e meu tudo!”.

Depois, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

A sétima alegria da Mãe de Deus: a Assunção e a Coroação de Maria

Que alegria sentimos contigo Maria, porque elevada aos céus estás junto a vosso Filho amado,
Tu que és corredentora, intercessora e auxiliadora nossa. Tu, humilde mortal, que agora é Rainha dos Céus e da Terra, mostras-nos, o caminho e vos dizemos: “Oh, Maria, Mãe minha, eu vos dou meu Coração”. Como Francisco, esperamos receber a coroa da Vida.

Em seguida, rezamos: 1 “Pai-nosso”; 10 “Ave-Marias”; e 1 “Glória ao Pai”.

Oração Final (Lembrai-vos, de São Bernardo):

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer que algum dos que recorreram à vossa proteção, imploraram a vossa assistência e clamaram por vosso socorro tenha sido por Vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como à Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

RESPOSTA: Posso usar o véu somente quando for rezar o Terço ou no Santíssimo?

Princesa Diana

Ave Maria!

Nos últimos tempos tenho tido muita vontade de usar o véu, mais na paroquia que frequento ninguém usa.
Receio em usar e chamar muito atenção na igreja.
Posso usar somente quando for rezar um terço ou visitar o santíssimo?

Pode!

Não há problema algum nisso. 
Depois você vai se acostumando e pode passar a usar na Santa Missa.

Porém, sobre a questão de só você usar na Paróquia e chamar atenção, de fato, isso ocorrerá.
Mas não há problema nisso!
Chama atenção nas primeiras vezes, depois as pessoas se acostumam.

Quando eu comecei a usar o véu também era sozinha na Paróquia.
As pessoas questionavam, achavam que tinha sido proibido, elogiavam, mas se acostumaram de uma forma que quando eu não usava me perguntavam por ele.

Relaxe!

Se tem vontade, use o véu!
Não se incomode com as outras pessoas.

Que tal nesse mês que celebramos os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida você oferecer esse "sacrifício" para a Mãe? 
Ainda mais nesses tempos em que a Igreja está sendo tão perseguida(?)

Apenas observe a forma de se vestir, MODESTA (que deve ser independente do uso do véu!).

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Quais os Cuidados com o Cabelo Grisalho?

 http://www.rubiarubitahome.com/quem-sou/
Rubia Rubita
 
Uma pessoa "anônima" deixou esse comentário no post Cabelo branco… porquê pintá-lo?
 
Para um grisalho bonito, exige-se os mesmos cuidados qu uma tinta exigiria. Uso de bons produtos, aplicação de desamarelador e por aí vai. Assim, não vejo tanto sentido em deixar de pintar para ter mais liberdade, a rotina de cuidados e aplicações é a mesma. Se a pessoa não cuidar, o resultado é justamente aquilo que nenhuma mulher quer: um visual descuidado sinalizando uma falta de vaidade.

Primeiro:

Sim!
O cabelo (grisalho ou não) exige cuidados para ficar bonito.
Um bom corte, habitual.
Hidratação.
Nutrição.
Reconstrução, vez ou outra.
Coisas que você pode fazer em casa, bons produtos - que não necessariamente são os mais caros; e, se tiver dinheiro sobrando, pode fazer também no salão.

Segundo:

O erro é afirmar que exige o mesmo cuidado que uma tinta exigiria.
Isso não procede.
Por que?
Bem, quando você resolve colocar tinta no seu cabelo, até aquelas que "dizem" que hidrata; você está colocando uma química no seu cabelo, componentes que não fazem parte dele.
Imagina quem faz isso a cada 15 dias ou menos?
Não dá tempo nem de hidratar direito e já tem que colocar mais tinta.
Ora, veja, o cabelo natural (grisalho ou não), não está recebendo química, portanto, não esta sendo agredido; a agressão que ele sofre é do ar, do vento, do sol, uma escova, uma chapinha. Portanto, você consegue mantê-lo hidratado e nutrido mais facilmente, em casa. Uma hidratação/nutrição a cada 15 dias, uma reconstrução por mês... 
Já quem pinta o cabelo, principalmente quem pinta a cada 15 dias, além dessa agressão, tem ainda a agressão natural, do ar, vento, sol, escova, chapinha... É obvio que o cabelo vai precisar de cuidados maiores e mais intensos e regulares do que um cabelo virgem de química.

Sem falar que a pessoa gasta uma nota para pintar-"danificar" o cabelo e depois tem que gastar outra nota para "consertar" o que a química danificou (coloca aí química a cada 10-15 dias...).
Já o cabelo natural, você não está danificando com química (não está gastando para maltrata-lo), só precisa gastar para mantê-lo! 😉

Terceiro:

Não!
A rotina de cuidados e aplicações NÃO É a mesma.
Tem pessoas que "precisam" pintar o cabelo a cada 10 dias.
Ora, quem não pinta o cabelo não tem mais essa "preocupação"!
Portanto, não há sequer "aplicações" a serem feitas.

Quarto:

Liberdade!
Precisamos saber o que significa essa palavra tão importante.

Liberdade - 1. Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação física ou moral. 2. Poder de exercer livremente a sua vontade. 3. Independência, autonomia. 
 (Dicionário Michaelis, 3 ed., Editora Melhoramentos)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

RESPOSTA: No Batizado qual deve ser a cor do calçado do batizando?

Ave Maria!

O calçado da criança tem que ser branco ou pode ser de outra cor 

Como já falado no post - Que roupa usar no Batizado? - nem a roupa precisa ou é obrigatória que seja branca, embora essa seja a tradição e o que se vê, regra geral, por simbolizar a pureza. 
Porém, não há no Código de Direito Canônico nenhum regra explícita sobre o assunto.

Assim, o calçado do batizando - criança, adolescente ou adulto - não precisa ser branco, pode ser de outra cor: bege, rosa, azul.. se os pais não tem condições de comprar ou não tem quem empreste, pode usar outra cor, afinal, sapato (de criança) realmente não é barato, ademais levando-se em conta que usará uma única vez ou poucas vezes.

Santos Arcanjos, Miguel, Gabriel, Rafael e Uriel, rogai por nós!

domingo, 1 de outubro de 2017

Ela poderia se fantasiar de princesa, mas preferiu Nossa Senhora





Maria Glória convidou Nossa Senhora para a festa de aniversário dela - confira as fotos!

A Maria Glória, ou como todos a conhecem, Glorinha, de 5 anos realizou sua festa de aniversário no dia 16 de julho com o tema de Nossa Senhora Aparecida.

A mãe Elisandra sofria com problemas hormonais e ovário policístico, doença que a impedia de engravidar, até que um dia ela rezou pela intercessão de Nossa Senhora para que ela tivesse a graça de ser mãe.

Um mês depois ela descobre, Elisandra descobriu que estava grávida da linda Glorinha. 
A menina nasceu no dia 20 julho.

A menina, influenciada pela devoção da mãe, também se tornou uma adoradora de Nossa Senhora Aparecida, responsável pelo milagre de seu nascimento. 
Em seu aniversário de cinco anos, a mãe ouviu um pedido inusitado: a filha queria que sua festa tive o tema da Padroeira do Brasil.

Abaixo segue as fotos do aniversário da Glorinha:

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(Fonte: Angelus / Via Catholicus)


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Creio na Ressurreição da Carne: Introdução à Teologia do Corpo (Prólogo)

 Rômulo Cyríaco
 
Pixabay - CC0







O início de uma série de artigos iluminadores para aprofundar em um dos elementos constitutivos mais fascinantes da natureza humana
 
Entre 1979 e 1984, ao longo de muitas quartas-feiras, o amado Papa São João Paulo II dedicou-se a um belíssimo projeto: esclarecer aos fiéis e ao mundo, solidamente e em definitivo, qual é realmente a doutrina católica a respeito do corpo e da sexualidade do ser humano. Para isso, fundamentou-se nas Escrituras e em toda a Tradição Apostólica e dos Padres da Igreja, desde o cristianismo primitivo. Foram mais de uma centena de catequeses, nas quais tratou do assunto em profundidade, com brilhantismo e admirável rigor filosófico e teológico. A presente série de artigos oferecerá uma introdução a estas catequeses, que foram publicadas sob o título de Teologia do Corpo.

Prólogo para uma introdução à Teologia do Corpo

Antes mesmo de tocarmos nos conceitos específicos do projeto teológico de São João Paulo II, para “preparar o terreno”, é conveniente expor um pouco da intrínseca e inevitável relação de toda autêntica teologia católica com a realidade do corpo.
Após a Anunciação, o Espírito Santo gerou o Filho no ventre de Maria, a Santíssima Virgem. Jesus Cristo é Deus encarnado. Sua missão espiritual é marcada por uma forte corporeidade. Contemplemos a Paixão de Cristo: a agonia no Horto das Oliveiras, a flagelação, a coroa de espinhos, o carregamento da Cruz, a crucifixão, a lança que faz jorrar sangue e água de seu flanco, e também a Sua Ressurreição: “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai-me e vede, porque um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho” (Lc 24,39).
Cristo, em sua missão, era um Sacramento Vivo. Pensemos na mulher hemorroíssa, que curou-se ao tocar somente as vestes de Jesus… Um pedaço de tecido, que protegia o Corpo de Deus. Tantos milagres similares relatados na vida dos Santos – pelas luvas que cobriam as chagas de Padre Pio, pelo lenço com o qual o mesmo enxugava as lágrimas que derramava na Celebração Eucarística. Pois Cristo, Ressuscitado, permanece Vivo na realidade sacramental de sua Igreja, Seu Corpo Místico. Pois Cristo Se doa inteiramente, até o fim dos tempos, em Espírito e em Corpo, à Igreja, Sua Esposa. Apenas aguardando nossa inteira doação, como membros da Igreja, para nos cumular de graças, e tornar-nos participantes de Sua Encarnação, Paixão, e Gloriosa Ressurreição.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Revolução grisalha: como tirar os cabelos brancos do armário

Arquivo PessoalKarla Giaretta adotou os fios brancos há três anos Imagem: Arquivo Pessoal
Daniela Carasco
Do UOL, em São Paulo
19/08/2017 04h00 

Os cabelos brancos estão na moda. Na TV e no cinema, celebridades como Cássia Kis, Helen Mirren e Vera Holtz ostentam seus grisalhos com muita personalidade. Fora das telas, eles também vêm se popularizando: cada vez mais mulheres têm tirado os seus do armário. E a decisão chega acompanhada de uma sensação unânime de liberdade.

A designer de ambientes e empresária Karla Giaretta, 48, decidiu pela transição há três anos. Dona de fios curtos, tingidos desde os 30 de castanho, ela concluiu que era hora de assumir sua “natureza genética”. “Tenho cabelo branco desde os 23. Arranquei muitos fios até começar a pintar. Sempre quis ser mais valorizada pelos meus atributos intelectuais e não pelos físicos. Ao assumir os brancos, deixei isso claro”, conta.

A mudança foi radical. Karla raspou a cabeça e decidiu esperar os novos fios crescerem de maneira natural. A transformação veio acompanhada de elogios femininos e muitas críticas masculinas. “Várias mulheres diziam que queriam ter a mesma coragem, já meus amigos homens me aconselhavam a cobri-los novamente. Antes, eu gastava no mínimo duas horas no salão. Agora, só lavo com produtos específicos e deixo secar ao ar livre. É libertador”, diz.

No senso comum, uma transformação como essa costuma ser relacionada a uma aparência envelhecida. Karla rebate: “Me deixou com uma feição muito mais delicada”. Para deixar o rosto mais marcado, recorre à maquiagem. “Sem falsa modéstia, me acho linda assim.”

Como nascem -- e devem ser tratados -- os fios brancos

 

O dermatologista e tricologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo, explica que o branqueamento dos fios acontece à medida que as células produtoras de melanina morrem. “Nos negros é mais comum a partir dos 55 anos, entre os amarelos por volta dos 45, e nos caucasianos brancos depois dos 35”, diz.

Essa morte celular, segundo o especialista, abre espaço para o aparecimento de bolhas de ar, que no lugar da melanina deixam o fio mais grosso e poroso. Por isso, é importante usar xampu, condicionador e creme ricos em ativos hidratantes -- como aloe vera, pantenol, ceramidas, colágeno, elastina e óleos vegetais.

Produtos específicos para cabelo grisalho são ótimos aliados. Eles costumam ter tonalidade arroxeada, que deixa o branco mais vivo e menos amarelado. “Evite lavá-los todos dias e não use xampu antirresíduos, que resseca ainda mais”, ensina Valcinir.

Arquivo Pessoal
Elisa Colepicolo começou a transição para os brancos há três anos Imagem: Arquivo Pessoal
Quer encarar a transição?

 

A grisalha Elisa Colepicolo, 35, autora do Projeto Gris, dedicado ao assunto, discorda dos especialistas que sugerem recorrer aos tonalizantes para encarar a transformação de maneira menos radical. "É só uma forma de adiar o inevitável", diz ela, que assumiu os brancos há três anos. "Corre o risco de o cabelo ficar manchado. O ideal é esperar crescer e contar com a ajuda de acessórios para mantê-los no lugar"

O processo, segundo ela, não é fácil. No início, a imagem refletida no espelho lhe rendeu muitas crises. "Mas o resultado depois de um ano e meio me confortou. É libertador não ter mais o compromisso de tingir." Hoje, ela celebra os fios mais saudáveis longe da química, que prejudica a estrutura capilar, e turbina os cuidados com produtos livres de parabeno, sulfato e silicone. "Sinto que meu fio desintoxicou. Meus cachos voltaram", comemora.

A seguir, confira uma seleção de produtos indicados para cabelos brancos:... - Veja mais em https://estilo.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/2017/08/19/revolucao-grisalha-como-tirar-os-cabelos-brancos-do-armario.htm?cmpid=copiaecola
A seguir, confira uma seleção de produtos indicados para cabelos brancos:... - Veja mais em https://estilo.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/2017/08/19/revolucao-grisalha-como-tirar-os-cabelos-brancos-do-armario.htm?cmpid=copiaecolaA seguir, confira uma seleção de produtos indicados para cabelos branco... - Veja mais em https://estilo.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/2017/08/19/revolucao-grisalha-como-tirar-os-cabelos-brancos-do-armario.htm?cmpid=copiaecola
Fonte: Uol
ar os cabelos brancos do armário Arquivo Pessoal Karla Giaretta adotou os fios brancos há três anos Imagem: Arquivo Pessoal 864 Daniela Carasco Do UOL, em São Paulo 19/08/2017 04h00 Os cabelos brancos estão na moda.... - Veja mais em https://estilo.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/2017/08/19/revolucao-grisalha-como-tirar-os-cabelos-brancos-do-armario.htm?cmpid=copiaecola
ar os cabelos brancos do armário Arquivo Pessoal Karla Giaretta adotou os fios brancos há três anos Imagem: Arquivo Pessoal 864 Daniela Carasco Do UOL, em São Paulo 19/08/2017 04h00 Os cabelos brancos estão na moda.... - Veja mais em https://estilo.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/2017/08/19/revolucao-grisalha-como-tirar-os-cabelos-brancos-do-armario.htm?cmpid=copiaecola

terça-feira, 26 de setembro de 2017

RESPOSTA: Tenho 15 anos queria me batizar. Preciso fazer a catequese?


Ave Maria!

Tenho 15 anos queria me batizar.
Preciso fazer a catequese?

Sim!

Você já tá na idade de ser Crismado!

Na Igreja Católica há três etapas da iniciação Cristã, sendo 3 os Sacramentos:

- Batismo
- Primeira Comunhão
- Crisma

Aos 15 anos você deveria já está se preparando para receber o Sacramento do Crisma, que é o último da Iniciação Cristã.

Assim, você precisa fazer a Catequese de Jovens. 
Após o ano de Catequese você irá receber todos os Sacramentos: Será batizado, fará a Primeira Comunhão, receberá o Sacramento do Crisma!

Procure a Igreja próximo a sua casa, que você frequenta e se informe sobre a Catequese. Ela deve começar ano que vem, fevereiro-março, inscreva-se!

Além disso, a Catequese tem como função te apresentar a Igreja, o que ela pensa e ensina, necessário para um conhecimento maior, afinal, só amamos aquilo que conhecemos!

Fonte: Código de Direito Canônico

São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Católico não pode ser Maçom!

Três séculos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, os princípios dessa instituição continuam frontalmente incompatíveis com a doutrina católica


Por Ed Condon [*] — O antagonismo recíproco entre a Igreja Católica e a Maçonaria está bem firmado e é de longa data. Durante a maior parte dos últimos 300 anos, as duas instituições têm sido reconhecidas, mesmo pela mentalidade secular, como implacavelmente opostas uma à outra. Em décadas recentes, a animosidade entre elas tem-se apagado da consciência pública em grande medida, devido ao menor envolvimento direto da Igreja em assuntos civis e à derrocada dramática da Maçonaria, tanto em números quanto em importância. Mas, por ocasião dos 300 anos da Maçonaria, vale a pena rever o que sempre esteve no “núcleo” da absoluta oposição da Igreja a esse grupo. Aparentemente, a Maçonaria pode não passar de um clube esotérico masculino, mas ela já foi, e continua sendo, um movimento filosófico altamente influente — e que impactou de modo dramático, ainda que sutil, a sociedade e a política modernas no Ocidente.

A história da Franco-maçonaria preenche, por si só, vastas páginas. A sua gradual transformação de guildas de pedreiros medievais em uma rede de sociedades secretas, com uma filosofia e um rito gnósticos próprios, pode ser lida com grande interesse. A versão mais recente da Franco-maçonaria teve início com a formação da Grande Loja da Inglaterra, em 1717, em um bar chamado Goose & Gridiron, próximo à Catedral londrina de São Paulo Apóstolo. Nos primeiros anos, antes que a Igreja fizesse qualquer pronunciamento formal sobre o assunto, muitos católicos já faziam parte da associação e a “diáspora” dos católicos e jacobitas ingleses foi crucial para espalhar a Franco-maçonaria na Europa continental. Ela chegou a se tornar, em alguns lugares, tão popular entre os católicos que o Rei Francisco I da Áustria serviu de protetor formal da instituição.

Mesmo assim, a Igreja se converteu na maior inimiga das lojas maçônicas. Entre o Papa Clemente XII, em 1738, e a promulgação do primeiro Código de Direito Canônico, em 1917, oito papas ao todo escreveram condenações explícitas à Franco-maçonaria. Todas previam a mais estrita pena eclesiástica para quem se associasse: excomunhão automática reservada à Sé Apostólica.

Mas o que a Igreja entendia, e entende hoje, por Franco-maçonaria? 
Que características fizeram com que ela merecesse uma tal condenação?

É comum ouvirmos dizer que a Igreja se opôs à Franco-maçonaria por causa do caráter supostamente revolucionário ou sedicioso das lojas. Está relativamente difundida a ideia de que as lojas maçônicas eram células essencialmente políticas para republicanos e outros reformistas, e a Igreja se opunha a elas para defender o velho regime absolutista, ao qual ela estava institucionalmente atrelada. No entanto, embora a sedição política eventualmente se sobressaísse na oposição da Igreja à Maçonaria, essa não era, em hipótese alguma, a razão originária de sua rejeição. O que Clemente XII denunciou originalmente não era uma sociedade republicana revolucionária, mas um grupo que propagava o indiferentismo religioso: a ideia de que todas as religiões (e nenhuma delas) têm igual validade, e que na Maçonaria estão todas unidas para servirem a um entendimento comum e mais elevado da virtude. Os católicos, como membros, deveriam colocar sua adesão à loja acima de sua pertença à Igreja. Em outras palavras, a proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas.

Desde o princípio, a preocupação primária da Igreja foi a de que a Maçonaria submete a fé de um católico à da loja, obrigando-o a colocar uma fraternidade secularista fundamental acima da comunhão com a Igreja. A linguagem legal e as penalidades aplicadas nas condenações à Franco-maçonaria eram, na verdade, muito similares àquelas usadas na supressão dos albigenses: a Igreja vê a Franco-maçonaria como uma forma de heresia. Ainda que os próprios ritos maçônicos contenham um material considerável que pode ser chamado de herético — e até de explicitamente anticatólico, em alguns casos —, a Igreja sempre esteve muito mais preocupada com a filosofia geral da Franco-maçonaria do que com a ostentação de seus rituais.

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Igreja Católica e o seu lugar de privilégio no governo e na sociedade de muitos países europeus tornaram-se objeto de crescente oposição secular e até mesmo de violência. Existem, é verdade, poucas evidências históricas — se é que as há — de que as lojas maçônicas tenham desempenhado um papel ativo no início da Revolução Francesa. De qualquer modo, a causa dos horrores anticlericais e anticatólicos da Revolução pode ser encontrada na mentalidade secularista descrita pelas várias bulas papais que condenam a Maçonaria. As sociedades maçônicas foram condenadas não porque pretendessem ameaçar as autoridades civis e eclesiásticas, mas porque uma tal ameaça, na verdade, constituía a consequência inevitável de sua existência e crescimento. A revolução era o sintoma, não a doença.

A coincidência de interesses entre Igreja e Estado, e o ataque a elas empreendido por sociedades secretas revolucionárias, foram mais claros nos Estados Papais da Península Itálica, onde a Igreja e o Estado eram uma só coisa. Assim que começou o século XIX, ganhou notoriedade uma imitação da Franco-maçonaria, de caráter revolucionário explícito e oposição declarada à Igreja: eles se chamavam de Carbonari (“carbonários”, palavra italiana para “carvoeiros”) e, em sua campanha por um governo constitucional secular, praticavam tanto o assassinato quanto a insurreição armada contra os vários governos da Península Itálica, sendo identificados como uma ameaça imediata à fé, aos Estados Papais e à própria pessoa do Pontífice Romano.

A ligação entre a ameaça passiva da filosofia secreta maçônica e a conspiração ativa da Carbonária foi explicada na Constituição Apostólica Ecclesiam a Jesu Christo, do Papa Pio VII, promulgada em 1821. Mesmo tratando e condenando a oposição aberta e declarada dos Carbonari à governança temporal dos Estados Papais, ainda assim era claro que a mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista.

Ao longo de todas as várias condenações papais à Franco-maçonaria, mesmo quando as lojas financiavam ativamente campanhas militares contra o papa, como fizeram com a conquista de Garibaldi e a unificação da Itália, o que sempre constituiu a primeira objeção da Igreja à Loja foi a ameaça que ela representava à fé dos católicos e à liberdade da Igreja de agir em sociedade. O fato de os ensinamentos da Igreja serem minados nas lojas, e a sua autoridade em matéria de fé e moral ser questionada, era repetidamente descrito como uma conspiração contra a fé, tanto nos indivíduos quanto em sociedade.

 
Um cartum de 1891 mostra o Papa Leão XIII combatendo a Maçonaria.

Na encíclica Humanum Genus, o Papa Leão XIII descreveu a agenda maçônica como sendo a exclusão da Igreja da participação em assuntos públicos e a perda gradual de seus direitos como um membro institucional da sociedade. Durante o seu tempo como papa, Leão escreveu um grande número de condenações à Franco-maçonaria, tanto no âmbito pastoral quanto no âmbito legislativo. Ele sublinhou em detalhes o que a Igreja considerava ser a agenda maçônica, agenda esta que, lida com um olhar contemporâneo, ainda é de uma relevância surpreendente.

Ele se referiu especificamente ao objetivo de secularizar o Estado e a sociedade. Ressaltou em particular a exclusão do ensino religioso das escolas públicas e o conceito de que “o Estado, que deve ser absolutamente ateu, tem o inalienável direito e dever de formar o coração e os espíritos de seus cidadãos” ( Dall’Alto dell’Apostolico Seggio, n. 6). Também denunciou abertamente o desejo maçônico de tirar da Igreja qualquer forma de controle ou influência sobre escolas, hospitais, instituições de caridade públicas, universidades e qualquer outra associação que servisse ao bem comum. Também deu um destaque específico ao impulso maçônico de repensar o matrimônio como um mero contrato civil, promover o divórcio e apoiar a legalização do aborto.

É praticamente impossível ler esta agenda e não reconhecer nela a base de quase todo o nosso discurso político contemporâneo. O fato de muitos de nossos principais partidos políticos, se não todos, apoiarem tranquilamente essas ideias, e o próprio conceito de Estado secular e suas consequências sobre a sociedade ocidental, incluindo a pervasiva cultura do divórcio e a disponibilidade quase universal do aborto, tudo isso é uma vitória da agenda maçônica. E isso levanta questões canônicas muito sérias sobre a participação católica no atual processo político secular.

Ao longo de séculos de condenações papais à Franco-maçonaria, era normal que cada papa incluísse nomes de novas sociedades que compartilhavam da filosofia e da agenda maçônicas e que, por isso, também deveriam ser entendidas pelos católicos, nos termos da lei canônica, como “maçônicas”. No século XX, isso chegou a incluir partidos políticos e movimentos como o comunismo.

Quando o Código de Direito Canônico foi reformado, após o Vaticano II, o cânon específico que proibia os católicos de aderirem a “seitas maçônicas” foi revisado. No novo código, promulgado em 1983 por São João Paulo II, a menção explícita à Franco-maçonaria foi retirada completamente. O novo cânon 1374 refere-se somente a associações “que maquine[m] contra a Igreja”. Muitos entenderam essa mudança como um indicativo de que a Franco-maçonaria não mais era considerada má aos olhos da Igreja. Na verdade, os membros do comitê responsável pela reforma esclareceram que eles queriam se referir não apenas aos franco-maçons, mas a muitas outras organizações; a conspiração da agenda secularista maçônica tinha-se espalhado para tão além das lojas que continuar usando um termo abrangente como “maçônico” seria confuso. O então Cardeal Ratzinger emitiu um esclarecimento da nova lei em 1983, no qual deixou claro que o novo cânon havia sido formulado para encorajar uma interpretação e uma aplicação mais abrangentes.

Dado o entendimento cristalino, no ensinamento da Igreja, do que a conspiração ou a agenda maçônica incluem — a saber, o matrimônio como um mero contrato civil aberto ao divórcio à vontade; o aborto; a exclusão do ensino religioso das escolas públicas; a exclusão da Igreja do provimento de bem-estar social ou do controle de instituições de caridade —, parece-nos impossível não perguntar: quantos de nossos partidos políticos no Ocidente não estariam agora sob a proibição do cânon 1374? A resposta talvez não agrade muito aqueles que querem ver um fim para a chamada “guerra cultural” dentro da Igreja.

Mais recentemente, o Papa Francisco tem falado repetidas vezes de sua grave preocupação com uma infiltração maçônica na Cúria e em outras organizações católicas. Ao mesmo tempo, ele alertou contra a Igreja se tornar uma mera ONG em seus métodos e objetivos — perigo que vem diretamente dessa mentalidade secularista a que a Igreja sempre chamou “filosofia maçônica”.

A infiltração maçônica na hierarquia e na Cúria tem sido tratada há muito tempo como uma espécie de versão católica do “bicho-papão” embaixo da cama, ou da paranoia macarthista com infiltrados comunistas. De fato, quando se conversa com pessoas que trabalham no Vaticano, rapidamente se descobre que, para cada dois ou três que riem dessa história, há pelo menos um que deparou diretamente com esse fato. Eu mesmo conheço pelo menos duas pessoas que, durante o tempo em que trabalharam em Roma, foram abordadas para se associarem. O papel das lojas maçônicas como ponto de encontros confidencial para pessoas com ideias e agendas heterodoxas mudou pouco desde a França pré-revolucionária até o Vaticano de hoje. 300 anos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, o conflito entre a Igreja e a Franco-maçonaria nunca esteve tão vivo.


[*] Ed Condon é canonista e escreveu sua dissertação de doutorado sobre a história das sanções legais da Igreja contra os franco-maçons.


SÓ DEUS BASTA!
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