Seguidores

Pesquisar este blog

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Decreto sobre Indulgência Plenária para JMJ 2011

Boletim da Santa Sé

Tradução: Mirticele Medeiros


Concede-se a Indulgência Plenária aos fiéis que, em ocasião da 23ª Jornada Mundial da Juventude, estarão em Madri em espírito de peregrinação; também poderão conseguir a indulgencia parcial todos aqueles que, onde quer que estejam, rezarão pelos propósitos espirituais deste encontro e para o seu feliz êxito.

Chegou à Penitenciaria Apostólica a suplica de Sua Eminência Reverendíssima Antonio Maria Rouco Varela, cardeal arcebispo de Madrid e Presidente da Conferencia dos Bispos da Espanha, para que os jovens pudessem obter os esperados frutos de santificação da 23ª Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 16 a 21 de agosto, na capital, e que terá como tema: “Enraizados e fundamentados em Cristo, firmes na fé” (cfr Col 2,7).

A Penitenciária Apostólica, tendo exposto ao Santo Padre estas considerações, foi munida de faculdades especiais para conceder, mediante o presente Decreto, o dom da Indulgência, segundo a mente do próprio Pontífice, como se segue:

Concede-se a Indulgência Plenária aos fiéis que devotamente participarão a todas as funções sacras ou exercícios que se desenvolverão em Madrid durante a 23ª Jornada Mundial da Juventude até a sua conclusão solene, fazendo, além disso, a confissão, e depois disso recebendo a Santa Comunhão e a oração pelas intenções de Sua Santidade.

Concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem, durante o referido encontro, desde que com a alma contrita elevem as suas orações a Deus Espírito Santo, a fim que os jovens sejam motivados pela caridade e tenham a força para anunciar com a própria vida o Evangelho.

A fim que depois os fiéis possam mais facilmente tornar-se participantes destes dons celestes, os sacerdotes legitimamente aprovados para a escuta das confissões sacramentais, com alma pronta e generosa, se prestem a recebê-las e proponham aos fiéis orações publicas para o bom êxito da “Jornada Mundial da Juventude”.

O presente decreto tem validade para esta ocasião. Mesmo diante de qualquer contrária disposição Roma, da Sede da Penitenciária Apostólica, 2 de agosto, ano da Encarnação do Senhor 2011, na pia memória da “Porciùncola”.

FORTUNATO Card. BALDELLI
Penitenciário Maior
   

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Santa Filomena - Dia 10 de Agosto


Existia na Grécia, um pequeno Estado, no qual o Rei não tinha filhos, pois, sua esposa a Rainha era estéril, e sentiam grande desgosto por não terem quem sucedê-los no trono. Apesar de não serem cristãos, tinham na corte um médico cristão, muito fervoroso, que os convenceu a fazerem um pedido a Jesus. Se Jesus lhes fizesse o milagre de lhes dar um filho, se tornariam cristãos; e obtiveram, nascendo uma linda menina no dia 10 de janeiro e, lhe deram o nome de LUMENA, que quer dizer "Luz da Fé", e ao batizar acrescentaram a palavra FILO, que quer dizer "Filho da Luz", e assim ficou o nome de FILOMENA.

Aos doze anos fez votos de virgindade, tornando-se assim esposa de Jesus. Quando tinha 13 anos o imperador Romano Deocleciano declarou guerra a seu pai, injustamente, este como não tinha possibilidade de enfrentá-lo foi a Roma com sua esposa e filha pedir ao imperador súplica pelo seu povo. O imperador, ao ver a beleza deslumbrante daquela linda menina lhe disse: "Não te assustes, eu não te faço mais guerra, mas porei os meus soldados a teu lado contanto que me dês tua linda filha em casamento", estes, com muita alegria, aceitaram tal proposta, ao que Santa Filomena contestou energicamente, dizendo que já estava comprometida com Jesus seu Divino Esposo.

Seus pais e o imperador fizeram de tudo para convencê-la, mas foi inútil. Então, o tirano imperador vendo-se humilhado mandou prendê-la e torturá-la horrivelmente, pensando assim conseguir o seu intuito, mas ela, quanto mais sofria, mais amava a Jesus; no fim de 37 dias de sofrimentos indizíveis, Nossa Senhora lhe apareceu na prisão, a curou de suas chagas e lhe restituiu a sua beleza, ficando mais formosa do que antes e lhe disse: "Sofrerás mais três dias, depois, Eu e meu amado Filho te levaremos para o céu". O Carrasco ao presenciar estes prodígios, se converteu e se tornou cristão com toda a sua família. O imperador, ao ver-se vencido, o amor que tinha por ela, transformou-se em ódio e por isso mandou flechá-la, mas as flechas não a acertaram; pensando ser os deuses dela que as desviavam, mandou aquecer as flechas no fogo e atirar nela, mas as flechas em fogo, no lugar de a acertar voltaram para trás e mataram seis flecheiros. Depois de derrotado com este prodígio, mandou jogá-la no rio Tibre com uma âncota ao pescoço; veio um anjo e cortou a corda, a âncora foi para o fundo, onde se encontra até hoje, e Ela nem sequer molhou os vestidos.

A multidão que presenciava estes prodígios se converteu e glorificou a Deus. Então o tirano não suportando mais a cólera deu ordens para que fosse decapitada e assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia 10 de agosto, numa sexta-feira, às três horas da tarde como seu Divino Esposo Jesus.

O corpo de Santa Filomena foi encontrado nas escavações das catacumbas em Roma no dia 25 de maio de 1802, no reinado do Papa Pio VII. O Padre Francisco de Lúcia da cidade de Munhamo Del Cardinali (Itália), queria levar as relíquias de um santo para sua paróquia e foi a Roma, à Santa Sé solicitá-lo. Quando estava no salão onde estão as relíquias dos Santos, deparou com as relíquias de Santa Filomena e disse: "Santa Filomena, se quiseres que eu leve suas relíquias para minha paróquia, alcançai-me de Jesus esta graça que era uma graça muito importante". Antes de chegar à sua paróquia, já tinha alcançado a graça. Então voltou à Santa Sé, narrando a graça alcançada e obteve o seu pedido levando triunfalmente as relíquias para sua paróquia. Assim que lá chegou começou a fazer tantos milagres que vinha gente de toda a Itália e da Europa, a pedir e agradecer as graças. Muitos papas foram devotos de Santa Filomena, entre eles, o Papa Pio IX, que no dia 7 de novembro de 1849, celebrou a Santa Missa no altar onde estão as Santas Relíquias, e no dia 15 de janeiro de 1857, concedeu ofício próprio com Missa. Em 30 de abril de 1884, o Papa Leão XIII, aprovou, consagrou e indulgenciou o cordão de Santa Filomena.

Para saber mais sobre o uso do Cordão, do Óleo, sobre a Oração e a Ladainha de Santa Filomena clique AQUI.

Santa Filomena, Padroeira do Rosário Vivo e Padroeira dos Filhos de Maria, rogai por nós!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

É recomendável que os Católicos Comunguem na Boca e de Joelhos!

Cardeal Cañizares: Católicos devem comungar na boca e de jeolhos

Publicada por Allan Lopes dos Santos

 
Em entrevista concedida à ACI Digital*, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que os católicos devem comungar na boca e de joelhos.

Assim o indicou o Purpurado espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, da liturgia e dos sacramentos na Igreja Católica, ao ser consultado sobre se é recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi simples e breve: “É recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos”.
 
Também ao responder à pergunta de ACI Digital sobre o costume instaurado pelo Papa Bento XVI de fazer com que os fiéis que recebem a Eucaristia dele o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve “ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus”.

“É simplesmente saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele vêm a nós e que nós não o merecemos”, afirmou.

O Purpurado disse também que comungar dessa forma “é o sinal de adoração que é necessário recuperar. Eu creio que é necessário para toda Igreja que a comunhão se faça de joelhos”.

“De fato – acrescentou – caso comungue em pé, deve-se fazer genuflexão ou uma inclinação profunda, coisa que não se faz”.

O Prefeito disse ademais que “se trivializamos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é comungar, como é reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores, como cantamos numa canção espanhola”.

Ao ser consultado por ACI Digital sobre os abusos litúrgicos em que alguns incorrem atualmente, o Cardeal disse que é necessário “corrigi-los, sobretudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos”.

Essa formação, explicou, deve fazer que “se celebre bem, para que se celebre conforme as exigências e dignidade da celebração, conforme as normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia”.

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à ACI Digital que nessa tarefa de formação para se celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, “nós bispos temos uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que se celebre bem a Eucaristia será para fazer que se participe bem na Eucaristia”.
____________________
* Tradução por Kelvin Konz, e revisão por Isabela Leite. 
 

Texto Original: ACI Prensa 


Assim, comunguemos na boca e de joelhos!!

São João Maria Vianney, rogai por nós!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Natividade de São João Batista - 24 de Junho

João é filho de Zacarias, o mudo, e de Isabel, a estéril; seu nascimento anuncia a chegada dos tempos messiânicos, nos quais a esterilidade se tornará fecundidade e o mutismo, exuberância profética.

O evangelho lhe dá o cognome de "Batista", porque ele anuncia um novo rito de ablução (Mt 3, 13-17), na qual o batizado não imerge sozinho na água, como nos ritos e nos batismos judaicos, mas recebe a água lustral das mãos do ministro. João pretendia mostrar assim que o homem não se pode purificar sozinho, mas que toda santidade vem de Deus. João Batista é também lembrado como homem de grande mortificação. Talvez tenha ele sido iniciado a esta disciplina nas comunidades religiosas do deserto. Mas a tradição lembrou sobretudo seu caráter profético. Ele é profeta por duplo título. Antes de tudo é profeta no sentido em que essa palavra era entendida no Antigo Testamento; aliás, João é o maior dos profetas de Israel, porque pôde apontar o objeto de suas profecias (Mt 11, 7-15; Jo 1, 19-28). Para realçar essa pertença de João à grande descendência dos profetas do Antigo Testamento, Lucas nos narra seu nascimento, permitindo ver através dele o perfil das grandes vocações dos antigos profetas. Mas o profeta não é apenas o anunciador do futuro messiânico; é essencialmente o portador da palavra de Deus e a testemunha da presença dessa Palavra criadora no mundo novo.
Em cada missa, o anúncio da palavra de Deus repete o tema que o Batista fazia ressoar às margens do Jordão: "Convertei-vos!". A narrativa da Ceia do Senhor, no centro da Oração eucarística, é um trecho daquele evangelho que nos deve levar também a perguntar com fé à Igreja que no-lo propõe: "Que devemos fazer?" (At 2, 37). A resposta de Cristo, corpo-dado e sangue-derramado, é: "Fazei isto em memória de mim!"
A vida e o martírio do Batista são uma das inúmeras respostas-memorial que sempre sobem ao Pai por Cristo, com Cristo e em Cristo.

Liturgia

Missa da Vigília

I Leitura Jr 1, 4-10
Salmo 70
II Leitura 1Pd 1, 8-12
Evangelho Lc 1, 5-17

Missa do Dia

I Leitura Is 49, 1-6
Leitura do Livro do Profeta Isaías

Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, e disse-me: "Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado".
E eu disse: "Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa". E agora diz-me o Senhor - ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo - que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
Disse-lhe: "Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra".
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo 138

R. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!
- Senhor, vós me sondais e conheceis,
sabeis quando me sento ou me levanto;
de longe penetrais meus pensamentos;
percebeis quando me deito e quando me ando,
os meus caminhos vos são todos conhecidos. R.

- Fostes vós que me formastes as entranhas,
e no seio de minha mãe vós me tecestes.
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor.
porque de modo admirável me formastes! R.

 - Até o mais íntimo, Senhor me conheceis;
nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis,
quando eu era modelado ocultamente,
era formado nas entranhas subterrâneas. R.

II Leitura At 13, 22-26
Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, Paulo disse: "Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: 'Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade'. Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. Estando para terminar sua missão, João declarou: 'Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias!'."
Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Evangelho Lc 1, 57-66.80
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela.
No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém, disse: "Não! Ele vai chamar-se João". Os outros disseram: "Não existe nenhum parente teu com esse nome!".
Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: "João é o seu nome". E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus.
Todos os  vizinhos ficaram com medo, e a noticia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: "O que virá a ser este menino?" De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até ao dia em que se apresentou publicamente a Israel.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

Fonte: Missal Dominical

São João Batista, rogai por nós!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CORPUS CHRISTI - Quinta-feira após a Solenidade da SSma. Trindade


“Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida.” (Jo 6, 54-55).

Para remontar-nos às origens desta festa devemos viajar até o século XIII, momento em que a Igreja sentiu a necessidade de realçar a presença real do Cristo todo no pão e no vinho consagrado para responder à heresia do catarismo. Para os cátaros, o pão era simplesmente pão porque negavam todas as conseqüências da Encarnação do Verbo de Deus, inclusive o valor infinito de todos os atos de Cristo e, desse modo, a instituição divina do sacramento da Eucaristia.

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo papa Urbano IV com a Bula Transiturus (1264). A tradição da procissão, que surgiu em Colônia, se propagou pelas Igrejas da Europa, primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma, no ano 1350.
Mas o porquê teológico desta venerável celebração? A Santíssima Trindade, na sua divina providencia e criatividade, dispôs da história para restaurar e salvar a todos nós do pecado, da morte, do inferno e do demônio. E para isso o Pai, que é o Amor, enviou o seu Filho encarnado ao mundo para executar tal plano de salvação. Com a finalidade de encarnar-se, Deus iniciou uma maravilhosa caminhada de fé com Israel, o povo eleito, mil e duzentos anos antes.

Moisés, ao receber de Deus a renovação da Aliança (cf. Ex 34,4b-6.8-9), ele manifesta o anseio real dos israelitas e, no fundo, de todo homem: “Senhor, continua conosco mesmo que este povo seja de cerviz dura. Perdoa as nossas faltas e os nossos pecados, e toma-nos por tua herança”. Com a paixão e morte do Verbo encarnado (Sexta-feira da Paixão), sua ressurreição (Domingo de Ressurreição), sua glorificação (Domingo da Ascensão) e o envio do Espírito Santo à Igreja (Domingo de Pentecostes), Deus nos perdoou para sempre os nossos pecados, expiou completamente as nossas culpas e nos deu o seu Espírito para inserir-nos na vida amorosa da família divina.

Este Deus misterioso se fez próximo e conhecido em Jesus Cristo. No Antigo Testamento, a glória de Deus está presente na Tenda da reunião (cf. Ex 33,7-11) e, logo, no Templo de Jerusalém (cf. 1 Rs 8,10-13), e ainda no próprio povo eleito quando retorna do exílio (cf. Ez 43, 4-5). Mas em Jesus Cristo, o único Deus que existe e que dá a vida permanece conosco para sempre e nos acompanha nos acontecimentos da nossa vida, também na morte.

Instituindo o sacramento da Eucaristia na última ceia, Deus ficou conosco através do Corpo e do Sangue do seu Filho. Nesse sentido, São João Crisóstomo dirá: “Inclinemo-nos sempre diante de Deus sem o contradizermos, embora o que Ele diz possa parecer contrário à nossa razão e à nossa inteligência; sobre a nossa razão e a nossa inteligência, prevaleça a sua palavra. Assim nos comportemos também diante do mistério (eucarístico), não considerando só o que nos pode vir dos nossos sentidos, mas conservando-nos fiéis às suas palavras. Uma palavra sua não pode enganar” (In Matth. hom. 8, 4; PG 58, 473).

À diferença dos outros sacramentos (batismo, crisma, reconciliação, unção dos enfermos, matrimonio e ordem sagrada), Cristo está presente de modo total no seu Corpo e no seu Sangue (isto é: em alma, corpo e divindade, como homem e como Deus). Nos outros sacramentos só estão presentes as virtudes e os benefícios da pessoa de Cristo. É por isso que todos os sacramentos se subordinam à Eucaristia, porque ela é o centro e o termo de toda a vida sacramental, inserindo-nos no corpo de Cristo como discípulos missionários.

A festa do Corpus Christi é a vivência que os cristãos têm da Eucaristia como culminação dos demais sacramentos, porque nela comungamos com Cristo participando da sua carne e da sua divindade, unindo-nos mutuamente. O pão e o vinho são o corpo ressuscitado e glorioso de Jesus Cristo, o qual possui e comunica o Espírito Santo àqueles que o comem e o bebem: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada” (Jo 14, 23). E qual é a sua palavra? “Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54).

No Brasil , a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi é um dia de preceito (dia santo), em que todo católico deve  participar e consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio corpo de Cristo. Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...